sábado, 25 de julho de 2015
[2136.] Um novo príncipio
Há momentos na nossa vida que têm de funcionar como pedradas no charco, apenas para que as consciências se movam um pouco, na célebre frase do 'Leopardo', de di Lampedusa, "É preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma!".
É nessa consciência que 'O fio dos dias' muda de poiso. Para encontrar este blogue de coisas gerais que se debruçam sobre 'o dia que passa' a morada passa a ser
www.nunocanilho.pt
Os textos do velho blogue estão, simultaneamente, no velho (www.ncastelacanilho.blogspot.com) e no novo.
Este blogue apresenta-se com um novo aspecto, uma nova fachada, novas funcionalidades e acoplado a uma página institucional - basta aqui ir a home - onde procuro ter o meu currículo acessível, no sentido de estar apresentável.
Procurarei, ainda, dar nova dinâmica ao blogue, dentro daquilo que era, também o esquema geral do que existe desde 2 de novembro de 2006. Vamos ver se consigo publicar mais vezes, de maneira mais arrumada e de mais fácil digestão.
Continuo, como sempre, à espera de público, de palmas e assobios, de recados e sugestões. Apesar de, confesso, este blogue não deixar de ser nunca, uma espécie de onanismo intelectual.
Até já.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
[2127.] Dez anos depois
Entre estas duas fotografias há dez anos de diferença. A primeira foi tirada em setembro de 2005, na EPVL, quando a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, visitou a escola para dar inicio ao novo ano lectivo. E a segunda foi tirada em 4 de julho de 2015, na cerimónia do 24.º aniversário da escola que foi também de homenagem ao Eng.º João Pega.
Na primeira fotografia, João Pega era diretor da EPVL e eu diretor do Jornal da Mealhada. Na segunda, eu sou diretor da EPVL e João Pega o homenageado...
Na primeira foto nota-se, pelos sorrisos, a cumplicidade que desde uns anos antes havia entre nós. Na segunda foto é notória, pela atenção e pelos olhares que essa cumplicidade persiste, dez anos depois.
Quando, em Dezembro de 2004, César Borges Carvalheira - presidente da gerência do Jornal da Mealhada, Lda, numa equipa constituída, ainda, por Abílio Duarte Simões e Hélder Xabregas - me convidou para ser diretor do Jornal da Mealhada, a minha relação com João Pega era afável, embora pouco próxima. Eu conhecia-o, não fosse ele uma figura pública da urbe e filho de um mestre-avô que eu tive quando era muito jovem, o professor Armindo Pega. Tinha sido meu treinador de basquetebol - ou tentado ser, porque sempre fui uma nódoa desportiva - e num momento de maior aflição tinha-me dado umas explicações pontuais de Matemática, na preparação de um ou outro exame ou prova nacional.
À medida que o tempo foi passado, e que fui assumindo a liderança diária do projecto Jornal da Mealhada, fui tendo um maior contacto com o diretor-geral da EPVL e as nossas conversas foram-se tornando mais intensas, mais demoradas, mais frutíferas. Desde o primeiro contacto na pele dessas minhas funções jornalísticas com João Pega, ele me mostrou o seu apoio, me demonstrou o seu carinho e a sua colaboração. Não é mentira que o Eng.º Pega seja um fervoroso fã dos jovens e da juventude.
Alguns meses depois, João Pega tornou-se presidente da gerência da Jornal da Mealhada, Lda e reconduziu-me no cargo de diretor, numa fase particularmente dificil que atravessou a morte do Padre Abílio Duarte Simões. A partir daí as nossas relações aumentaram de proximidade e tornámo-nos, mesmo, muito próximos. E sempre solidários um com o outro nos momentos mais complicados e complexos.
Em Outubro de 2013 quando fui convidado para lhe suceder na direcção-geral da EPVL fui falar com ele antes de aceitar. E conseguimos fazer uma sucessão que, eu pelo menos assim o considero, fez história e seria interessante que fizesse escola na forma como a sucessão de um grande organização pode e deve ser feita.
Continuamos a ser confidentes um do outro, apesar de entre nós haver uma diferença de idade de 41 anos.
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domingo, 12 de julho de 2015
[2135.] 40 anos de independência de São Tomé e Príncipe
Esta foto foi tirada na Praça da Independência, na ilha de São Tomé, em Agosto de 2008. Nesta altura apaixonei-me por aquele país e tem, desde aí um lugar especial no meu coração. Hoje, que o país faz anos, 40 anos de independência, fica o meu abraço fraterno aos meus amigos santomenses.
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sábado, 11 de julho de 2015
[2133.] Saudades de ser jornalista...
Há dias em que tenho saudades de ser jornalista. Não que goste mais do jornalismo do que daquilo que faço hoje. Mas lembro-me com saudade da adrenalina, da dificuldade de tomar decisões difíceis, sabendo que aquele título se for assim escrito vai chatear estes, mas de não for escrito assim vai chatear os outros todos. Saudades de saber as noticias em primeira mão, de ter acesso aos pontos de vista pela boca do protagonismo, de poder saber sem precisar de uma desculpa para perguntar, de conhecer o Lado B e o Lado C de uma mesma história.
E saudades de olhar para a página impressa com orgulho. Saudades de imaginar os leitores em casa à quarta-feira a noite a folhearem o jornal em casa, no sofá. Ou dos politicos irritados ao fim da manhã a chamarem-me nomes. E até dos telefonemas de quarta-feira ao almoço a ouvir raspanetes, ralhetes e até ameaças.
Confesso que tenho saudades.
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
[2134.] Isabel, a irmã
Luís de Camões chamou, aos filhos de João, Mestre de Avis, e de Philipa of Lancaster a Ínclita Geração, um conjunto de infantes de alto valor militar, intelectual e político.
A Ínclita Geração é, então, composta por Duarte, o Eloquente, que não tendo sido o primogénito foi o mais velho a sobreviver à sucessão do pai - décimo-primeiro rei de Portugal e o segundo da dinastia de Avis -. Segue-se Pedro, Duque de Coimbra, o infante das Sete Partidas, foi regente depois da morte do irmão e um político e diplomata de excepção. Pedro é, para mim, o meu preferido e um modelo absoluto de cavaleiro medieval ( [1277.] [1537.]). O mais conhecido é capaz de ser, no entanto, Henrique, o Navegador, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo. Há ainda o Infante Santo, Fernando, e ainda João, o Condestável.
Mas da Ínclita Geração faz parte, também, uma mulher, Isabel, que se tornou Duquesa da Borgonha e uma mulher poderosíssima no seu tempo e no destino da Europa medieval.
A Ínclita Geração é, então, composta por Duarte, o Eloquente, que não tendo sido o primogénito foi o mais velho a sobreviver à sucessão do pai - décimo-primeiro rei de Portugal e o segundo da dinastia de Avis -. Segue-se Pedro, Duque de Coimbra, o infante das Sete Partidas, foi regente depois da morte do irmão e um político e diplomata de excepção. Pedro é, para mim, o meu preferido e um modelo absoluto de cavaleiro medieval ( [1277.] [1537.]). O mais conhecido é capaz de ser, no entanto, Henrique, o Navegador, Duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo. Há ainda o Infante Santo, Fernando, e ainda João, o Condestável.
Mas da Ínclita Geração faz parte, também, uma mulher, Isabel, que se tornou Duquesa da Borgonha e uma mulher poderosíssima no seu tempo e no destino da Europa medieval.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
[2132.] Discurso de Guy Verhofstadt no Parlamento Europeu, em 8 de julho de 2015
Na política portuguesa a definição de 'liberal' é pejorativa. Diz-se que uma pessoa é liberal para atacar alguém, querendo dizer que essa pessoa defende o capitalismo sem alma ou não tem preocupações sociais. Eu, no entanto, acredito que sou Liberal, mais liberal do que Conservador, mais Liberal do que Social-democrata.
O discurso de Guy Verhofstadt, belga, do lado dos flamengos, antigo primeiro-ministro, e hoje líder da Aliança dos Liberais e Democratas Europeus no Parlamento Europeu, em frente a Alexis Tsipras, sobre a Grécia, no dia 8 de julho, é esclarecedora da falta que os políticos liberais fazem num debate de partido único (do pragmatismo) ou bipartidarismo (os da Situação e os da Oposição).
De modo assertivo, Guy Verhofstadt disse o que ainda nenhum líder europeu tinha conseguido dizer, com verdade, e sem arrogância nem paternalismo, ao primeiro-ministro helénico e, acima de tudo, aos gregos.
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[2124.] Legado e Serviço
Perpassam hoje três anos sobre o dia em que, em família, os Castela - Canilho, reabrimos o Restaurante Hilário, fundado pelo meu avô materno e em funcionamento desde o dia 1 de janeiro de 1973.
A decisão foi amplamente maturada e tomada em consciência, num momento decisivo das nossas vidas colectivas e pessoais. Ao longo destes três anos muita coisa tem acontecido, com avanços e recuos, com conquistas e perdas, mas sempre em unidade, sempre com um sentido de família muito forte, de conjunto, de legado e de serviço.
Parabéns à mãe Isabelinha, ao pai Zé Augusto e ao irmão Diogo.
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segunda-feira, 6 de julho de 2015
[2130.] O futuro, o presente e a memória na EPVL
4 de Julho de 2015
Escola Profissional Vasconcellos Lebre
No dia em que comemorámos 24 anos, fizemos a homenagem prometida ao primeiro director-geral, João Pega. Foi uma festa bonita, como se esperava, com sinais de carinho, com simbolismo e muita emoção.
Temos de aprender a dizer obrigado olhos nos olhos, quando ainda temos a oportunidade de abraçar quem queremos homenagear com um agradecimento. Homenagear a alma mater deste projecto – o eng.º João Pega – é um acto de justiça porque ele é um pilar fundamental da EPVL. Foi o obreiro, foi o ideólogo, foi o estratega e o soldado, o comandante e o peão. Esta escola tem tanto dele que não seria possível quantificar. Até no momento da sucessão mostrou o nível e a dedicação que tem à escola. Tenho ideia que fizemos – modéstia à parte – uma sucessão que pode ser um exemplo para muitas organizações.
Procurámos homenagear o pedagogo, professor e diretor da escola, treinador desportivo, mas também o cidadão – autarca, dirigente associativo – e o homem – pai, irmão, marido, avô. Acho que conseguimos homenagear o Homem na plenitude: “João Pega é um Homem na sua plenitude, capaz da plenitude, coerente com a plenitude, com amores e paixões, ódios e temores, competências e conquistas”, como eu disse no meu discurso.
Dentro do que estiver ao meu alcance, e na minha prática diária como director-geral da EPVL procurarei valorizar o seu legado e a sua obra. Temos, naturalmente, métodos diferentes e pontos de vista diferenciados, não seremos exactamente iguais e pode resultar infrutífera qualquer comparação, mas acredito, é minha firme convicção, de que o legado de João Pega é estrutural e estruturante da EPVL. E eu defenderei sempre esse legado.
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domingo, 5 de julho de 2015
[2131.] "Felizes os que penetram nas causas secretas das coisas!"
O filme do fim da noite.
"Nós somos os senhores, Nós somos os escravos,
Estamos em toda a parte, não estamos em lado nenhum.
Controlamos os rios de purpura!"
Os Crimes dos Rios de Púrpura
Título original:Les Rivières Pourpres
Género:Drama, Thriller
Classificação:M/16
Outros dados: FRANÇA, 2001, Cores, 106 min.
Links:Site Oficial
sábado, 4 de julho de 2015
[2129.] De dever e de ser
sexta-feira, 3 de julho de 2015
[2128.] A loba vestida de cordeiro
Christine Lagarde é a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) e será uma das principais responsáveis, na minha opinião, pelo beco sem saída que se criou na Grécia e que vai cair num buraco sem fundo que vai ser o referendo do próximo domingo. Digo que ela é uma das responsáveis porque não é a única e porque o Governo grego é de tal modo irresponsável que não me parece que possa sequer responsabilizado por tanta asneira. O Governo Tsipras e Varoufakis é, oura e simplesmente inimputável.
Mas quando o Banco Central Europeu e o Eurogrupo queriam encontrar uma solução politicamente viável para a Grécia (soluções económicas não me parece haver) foi Lagarde que insistiu em meter mais lenha na fogueira. E foi a primeira a ficar ofendida com a postura anti-institucional de Tsipras e Varoufakis, a ponto de lhes chamar 'garotos'. E foi ela quem procurou sempre impor um plano ideológico para os gregos, quase que como se obrigasse a dar um beijo no próprio rabo.
Por vontade dos europeus da UE o problema já está resolvido. Mas Lagarde não perdoa e não vai facilitar... Lagarde quer tanto um acordo como Tsipras...
Por vontade dos europeus da UE o problema já está resolvido. Mas Lagarde não perdoa e não vai facilitar... Lagarde quer tanto um acordo como Tsipras...
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
[2126.] Vale o que derem por ele...
Ontem foram leiloados, no Leilão de Arte Contemporânea da Sotheby's, em Londres dois quadros da pintora portuguesa Paula Rego. Um deles, "The Cadet and his Sister", foi arrematado por 1.614.795 euros e o outro, "Looking Out", foi licitado por 1.360.941 euros. Dois quadros vendidos por 2,957 milhões de euros. E a pergunta que se impõe é a seguinte: Pode uma pintura valer tanto dinheiro? A resposta será simples: As coisas valem o que alguém der por elas. Se alguém é capaz de entregar este montante por este objecto, então esse objecto vale isso. O valor das coisas é, então, e como se sabe, o frágil equilíbrio entre o valor pelo qual alguém está disposto a desfazer-se de uma coisa e o valor que alguém está disposto a dispensar por esse objecto.
Mas é possível haver mercados inflacionados... naturalmente... o mercado da arte, o mercado do futebol e outros mercados descontrolados... mas isso não mexe no valor dos bens transacionados... Porque o valor é sempre algo subjectivo, e o resultado do tal equilíbrio.
Sou um apreciador do belo, da Beleza e da Arte enquanto construção humana de carácter filosófico e peregrino... Mas confesso que me faz um pouco de impressão este tipo de transacções...
Looking out
1997
1,79m x 1,29m
Pastel em papel em suporte de alumínio
«"Looking Out", criada por Paula Rego em 1997, faz parte de uma série de trabalhos da pintora inspirados no livro "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, que conta a história de um jovem padre que mantém uma relação amorosa clandestina com uma empregada, Amélia.
Esta tela - emblemática de toda a obra de Paula Rego em que denuncia a condição feminina - retrata Amélia, sozinha, debruçada na janela de uma casa, dando uma imagem de frustração e aprisionamento, enquanto espera o dia do parto.»
Esta tela - emblemática de toda a obra de Paula Rego em que denuncia a condição feminina - retrata Amélia, sozinha, debruçada na janela de uma casa, dando uma imagem de frustração e aprisionamento, enquanto espera o dia do parto.»
Agência Lusa, 2JUL15
"The Cadet and his Sister"
1988
2,14m x 1,51m
Acrílico sobre papel em tela
«"The Cadet and his Sister" [O cadete e a irmã], um acrílico sobre papel em tela, de 1988, aborda o tema da despedida, mostrando um cadete vestido com o uniforme do Colégio Militar, de partida para o combate, que se despede da irmã enquanto ela se ajoelha e ata os sapatos.
A composição remete para um importante acontecimento na vida pessoal da pintora portuguesa, porque, nesse mesmo ano, faleceu o seu marido, o também artista Victor Willing, de esclerose múltipla.
Esse ano foi igualmente importante na carreira de Paula Rego, pois passou a ser representada pela galeria Marlborough Fine Art, em Londres, e distinguida com uma grande retrospetiva do seu trabalho pela Serpentine Gallery, na capital britânica.
Propriedade de um colecionador privado americano, "The Cadet and his Sister" tinha uma estimativa inicial de entre 846 mil euros e 1,130 milhões de euros, mas acabou por ser arrematado por 1.614.795 euros, um novo recorde da artista, adiantou à agência Lusa fonte da Sotheby`s, organizadora do leilão.»
Agência Lusa, em 2JUL2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
[2125.] "A Prova dos Novos" está aberto
Ensaiamos hoje (1 de julho), ou a partir de hoje, mais uma etapa relevante no caminho do ensino profissional na Mealhada. Depois da experiência da Cafetaria do Parque - com aspectos muito positivos e alguns menos satisfatórios - decidimos experimentar abrir o Restaurante Pedagógico "A Prova dos Novos", na Pampilhosa, no horário do almoço, de forma permanente nos próximos 10 dias. Também já tínhamos ensaiado os almoços temáticos, que têm sido um retumbante sucesso, mas ainda não tínhamos experimentado este sistema de abertura permanente.
Para abrir, hoje, começámos com uma sopinha de legumes, um delicioso franguinho assado no forno com batatas assadas e legumes salteados, e um tradicional arroz doce.
Uma delicia.
Este ensaio visa proporcionar aos alunos do Curso Vocacional de Hotelaria e Gestão - de Nível Básico, de equivalência ao 9.º ano - a componente de prática simulada fundamental para a conclusão do curso destes alunos. Uma parte dos alunos está na cozinha e outra parte está a fazer o serviço de mesa.
O restaurante estará aberto de segunda a sexta-feira, ao almoço e durante a tarde (será possível tomar o chá do fim da tarde no espaço), com ementa fixa composta por sopa, prato principal, sobremesa, bebidas e café. Tudo isto pela módica e simbólica quantia de 5 euros. Para já não será preciso fazer marcação, mas é possível que possa vir a ser necessário. Para abrir, hoje, começámos com uma sopinha de legumes, um delicioso franguinho assado no forno com batatas assadas e legumes salteados, e um tradicional arroz doce.
Uma delicia.
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terça-feira, 30 de junho de 2015
[2123.] Um outro Alexis, também ele grego, também ele dançarino...
Sirtaki (συρτάκι)
é uma dança popular de origem grega, criada em 1964 no filme Zorba, o grego.
Não é uma dança tradicional grega, mas uma mistura de ritmos lentos e rápidos da dança foclórica grega hasapiko. A dança e a música (por Míkis Theodorakis) é também chamada de "Zorba's dance". O nome sirtáki vem da palavra grega syrtos, um nome comum de um grupo cretense.
No filme Zorba, o grego, o protagonista interpretado por Anthony Quinn, também se chama Alexis, como o primeiro-ministro grego e líder da coligação Syriza.
E parece-me que as semelhanças não ficam por aqui...
"Basil é um escritor greco-britânico que cresceu na Inglaterra e agora passa por uma crise de criatividade e quer ir para Creta, a terra natal de seu pai. Enquanto espera para embarcar no navio que o levará à ilha, cuja saída está atrasada por causa do mau tempo, ele conhece o Zorba, um grego simples e entusiasmado, com vários apelidos, segundo ele próprio conta (um deles é "Epidemia", pois espalharia o caos aonde passa). Zorba simpatiza com Basil e pede que ele o leve na viagem, como seu intérprete e talvez cozinheiro. Basil explica que pretende reabrir a mina de linhito de seu pai e quando Zorba conta que tinha experiência com mineração, Basil concorda com a sua companhia.
Ao chegarem ao vilarejo rural onde fica a mina, os dois instalam-se na pensão pomposamente chamada "Hotel Ritz", de Madame Hortense, uma ex-cortesã francesa e agora uma solitária mulher. Enquanto Zorba e Hortense se tornam amantes, Basil fica conhecendo "a viúva da janela", disputada por todos os homens do vilarejo que, contudo, os rejeita violentamente. Ao ver Basil ela se interessa por ele e Zorba percebe isso, mas o homem prefere ignorá-la e a toda e qualquer mulher e continuar com seu projeto de mineração.
Quando começam a trabalhar na mina, Zorba e Basil descobrem que as madeiras estão podres e tudo está prestes a desabar. Zorba percebe que precisam de madeira nova e avista o bosque no alto da montanha, que pertence a monges que vivem isolados. Zorba arranja forma de convencer os monges a autorizarem o derrube de árvores e tem a ideia de construir uma espécie de teleférico, que permitirá transportar os toros montanha abaixo, em alta velocidade. Basil concorda com o plano, que, se falhar, o deixará sem todas as suas economias e inviabilizará o seu futuro como empresário mineiro."
in wikipédia...
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segunda-feira, 29 de junho de 2015
[2122.] Delícias palatinas 2
Chicken burger and Country burger
(em cima e em baixo, respectivamente)
com home made lemonade
Brunn's - cofee & diner
Avenida Sá da Bandeira - Coimbra
* * *
Coimbra já tem um diner ao estilo americano da route 66. O ambiente e a decoração são fantásticos, levando o temático muito além do básico. Desde a farda das empregadas e empregados, ao nome dos pratos e ao ambiente vivido mesmo pelos clientes. Trata se um espaço com conceito interessante de pedido em self-request e um atendimento muito bom.
Os pratos ao nível do sabor não são nada de especial (não compete com a Casa das Caldeiras, por exemplo), mas vale pelo ambiente. A conta não ajuda a estudantada a levar as girls para um dinner com burger, mas dá para um sundae, um gelado, ou até uma Ferddy's pancake.
Recomendo, pelo engraçado da experiência. Uma voltinha à América profunda da route 66... Da próxima vez sento-me no cadillac.
domingo, 28 de junho de 2015
[2121.] Solidariedade é uma estrada com dois sentidos.
Todas as palavras sobre a Grécia já foram escritas. Neste momento só falta resolver o problema. Cada dia que passa há dados novos - mesmo quando nada acontece é relevante - e o assunto parece que vai assolar a Europa (e talvez até o mundo) o verão inteiro...
Ontem à noite, o anuncio de Tsipras de marcar um referendo para saber se o povo quer aceitar a proposta dos credores apanhou toda a gente de surpresa. Provavelmente, se tivesse dito que se demitia provavelmente não teria provocado tanta consternação. Mas parece-me que nem em relação a isso Tsipras foi honesto... Ele não quer saber o que diz o povo, ele quer, apenas, duas coisas: Quer libertar-se do ónus das consequências de uma decisão (fosse ela qual fosse teria problemas); e Queria mais um mês de adiantamento e financiamento - foi isso que pediu imediatamente e foi isso que hoje o Eurogrupo lhe negou...
Quando foi eleito apresentou-se como se tivesse descoberto o segredo de Midas. O seu entusiasmo garantia que ele sabia como sair da crise sem austeridade e sem sair do euro. O próprio António Costa, em Portugal, mostrou-se entusiasmado com a formula de "sol na eira e chuva no nabal". Ora acontece que o segredo de Tsipras era muito mais simples do que poderia parecer: Bastava chegar à Europa e dizer que queria continuar a receber dinheiro, mas sem austeridade. Porquê? Porque se não a Grécia sairia do Euro e da União. Os ministros do outro partido da coligação que suporta Tsipras chegou mesmo a dizer que a Grécia estava disposta a escancarar as fronteiras para deixar entrar os imigrantes e os terroristas do Estado Islâmico direitinhos para a Alemanha.
Parece-me que os últimos meses foram passados, com grande paciência por parte dos parceiros europeus, a explicar aos governantes gregos que o dinheiro não se multiplica por osmose e que a solidariedade não é uma estrada de via única. Schauble chegou mesmo a dizer que não há promessas sérias se feitas a contar com o dinheiros dos outros.
O FMI perdeu a paciência muito mais cedo, e manteve uma postura que me parece completamente errada, a de impor um plano ideologico aos países que apoia. Mas do Eurogrupo e do Banco Central Europeu Tsipras não tem qualquer razão de queixa. Tudo lhe tem sido perdoado e tudo lhe tem sido concedido... mas há limites.
E o limite parece-me que pode ter sido atingido com este numerozinho do referendo.
A Grécia e os gregos podem e devem falar de solidariedade. Os europeus têm um dever de solidariedade para com todos os países da União. Mas há limites. O povo grego pode não ter culpa dos políticos que teve e tem tido. Mas não foram os alemães que votaram em Papandreau, e depois em Samaras e agora em Tsipras. O povo grego pode olhar para o que lhe foi cortado e dizer que é muito, que é demais. Mas tem de olhar para o salário médio de um português, e para o facto de ninguém na Europa ter ou ter tido 15 salários por ano, e para o facto de ser dificil de compreender para qualquer pessoa que o Estado não cobre impostos, não cobre eletricidade ou não cobre rendas. Os gregos têm de perceber que se estão dispostos a receber o dinheiro dos Europeus têm de viver pelo menos com o que têm os europeus em igualdade de circunstâncias.
A Europa pode estar à beira da falência política, e a entrar em águas desconhecidas. Mas os estados e os povos têm de perceber que a solidariedade é uma estrada com dois sentidos e não apenas com o que vem ao encontro dos nossos interesses.
No domingo, dia 5 de julho, perceberemos se o povo grego compreende isso.
Ontem à noite, o anuncio de Tsipras de marcar um referendo para saber se o povo quer aceitar a proposta dos credores apanhou toda a gente de surpresa. Provavelmente, se tivesse dito que se demitia provavelmente não teria provocado tanta consternação. Mas parece-me que nem em relação a isso Tsipras foi honesto... Ele não quer saber o que diz o povo, ele quer, apenas, duas coisas: Quer libertar-se do ónus das consequências de uma decisão (fosse ela qual fosse teria problemas); e Queria mais um mês de adiantamento e financiamento - foi isso que pediu imediatamente e foi isso que hoje o Eurogrupo lhe negou...
Quando foi eleito apresentou-se como se tivesse descoberto o segredo de Midas. O seu entusiasmo garantia que ele sabia como sair da crise sem austeridade e sem sair do euro. O próprio António Costa, em Portugal, mostrou-se entusiasmado com a formula de "sol na eira e chuva no nabal". Ora acontece que o segredo de Tsipras era muito mais simples do que poderia parecer: Bastava chegar à Europa e dizer que queria continuar a receber dinheiro, mas sem austeridade. Porquê? Porque se não a Grécia sairia do Euro e da União. Os ministros do outro partido da coligação que suporta Tsipras chegou mesmo a dizer que a Grécia estava disposta a escancarar as fronteiras para deixar entrar os imigrantes e os terroristas do Estado Islâmico direitinhos para a Alemanha.
Parece-me que os últimos meses foram passados, com grande paciência por parte dos parceiros europeus, a explicar aos governantes gregos que o dinheiro não se multiplica por osmose e que a solidariedade não é uma estrada de via única. Schauble chegou mesmo a dizer que não há promessas sérias se feitas a contar com o dinheiros dos outros.
O FMI perdeu a paciência muito mais cedo, e manteve uma postura que me parece completamente errada, a de impor um plano ideologico aos países que apoia. Mas do Eurogrupo e do Banco Central Europeu Tsipras não tem qualquer razão de queixa. Tudo lhe tem sido perdoado e tudo lhe tem sido concedido... mas há limites.
E o limite parece-me que pode ter sido atingido com este numerozinho do referendo.
A Grécia e os gregos podem e devem falar de solidariedade. Os europeus têm um dever de solidariedade para com todos os países da União. Mas há limites. O povo grego pode não ter culpa dos políticos que teve e tem tido. Mas não foram os alemães que votaram em Papandreau, e depois em Samaras e agora em Tsipras. O povo grego pode olhar para o que lhe foi cortado e dizer que é muito, que é demais. Mas tem de olhar para o salário médio de um português, e para o facto de ninguém na Europa ter ou ter tido 15 salários por ano, e para o facto de ser dificil de compreender para qualquer pessoa que o Estado não cobre impostos, não cobre eletricidade ou não cobre rendas. Os gregos têm de perceber que se estão dispostos a receber o dinheiro dos Europeus têm de viver pelo menos com o que têm os europeus em igualdade de circunstâncias.
A Europa pode estar à beira da falência política, e a entrar em águas desconhecidas. Mas os estados e os povos têm de perceber que a solidariedade é uma estrada com dois sentidos e não apenas com o que vem ao encontro dos nossos interesses.
No domingo, dia 5 de julho, perceberemos se o povo grego compreende isso.
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[2120.] Escola Primária da Mealhada (1984 - 2015)
A poucos dias (?) de ser completamente demolida, para dar origem ao espaço para serviços e ensino pré-escolar do Centro Escolar da Mealhada, fui tirar, em 17 de junho de 2015, fotografias ao edifício da Escola Básica n.º 1 (do Primeiro Ciclo do EB) da Mealhada.
Hoje são imagens da paisagem, normais, usuais, quotidianas.
Amanhã serão memória, história, passado.
[EM ACTUALIZAÇÃO]
Estas fotografias, que publiquei no facebook em 17JUN2015, suscitaram algumas perguntas sobre a própria história deste edifício. Perguntas que comecei por não saber responder, até porque são relativamente recentes. Mas a verdade é que, com o tempo, fui conseguindo juntar alguns dados que poderão ser capazes de encontrar justificações e fontes suficientes para historiografar este edifício em concreto.
Tudo leva a crer que o edificio terá sido inaugurado com o inicio do ano lectivo 1984/1985, talvez em outubro de 1984 (nessa altura o ano lectivo começava muito mais tarde). Vi registos de actas da Câmara Municipal em abril, maio e junho de 1984 que falavam de debates sobre "necessidade de pagamento de obras a mais na escola de 10 salas da Mealhada" à empresa Canadias, Lda, e ainda da adjudicação das obras de arranjos exteriores à empresa de César Borges Carvalheira.
Há uma declaração do presidente da Câmara (Dr. Manuel Joaquim Pires Santos) na Assembleia Municipal que dá conta de que a obra estava orçada em 10.000 contos e que já tinha absorvido 25.000 contos.
Há ainda, já em abril ou maio de 1985 um pedido à Câmara Municipal da Mealhada, por parte dos professores da escola para a compra de um fotocopiador (que foi recusado por falta de verbas) o que indicia que nessa altura a escola já funcionaria.
O facto de em outubro de 1984 ainda não haver Jornal da Mealhada - nasceria no ano seguinte - faz com que não haja, à primeira vista, acesso fácil a qualquer tipo de cobertura jornalística da eventual inauguração.
Em Sernadelo, de Outubro de 1910 até finais da década de 1990 funcionou uma escola primária, no Largo da Sobreira, mandada construir por Feliciano e Augusto Cerveira de Melo que chegou a chamar-se Escola Leonarda Cerveira de Melo.
Hoje são imagens da paisagem, normais, usuais, quotidianas.
Amanhã serão memória, história, passado.
[EM ACTUALIZAÇÃO]
Estas fotografias, que publiquei no facebook em 17JUN2015, suscitaram algumas perguntas sobre a própria história deste edifício. Perguntas que comecei por não saber responder, até porque são relativamente recentes. Mas a verdade é que, com o tempo, fui conseguindo juntar alguns dados que poderão ser capazes de encontrar justificações e fontes suficientes para historiografar este edifício em concreto.
Tudo leva a crer que o edificio terá sido inaugurado com o inicio do ano lectivo 1984/1985, talvez em outubro de 1984 (nessa altura o ano lectivo começava muito mais tarde). Vi registos de actas da Câmara Municipal em abril, maio e junho de 1984 que falavam de debates sobre "necessidade de pagamento de obras a mais na escola de 10 salas da Mealhada" à empresa Canadias, Lda, e ainda da adjudicação das obras de arranjos exteriores à empresa de César Borges Carvalheira.
Há uma declaração do presidente da Câmara (Dr. Manuel Joaquim Pires Santos) na Assembleia Municipal que dá conta de que a obra estava orçada em 10.000 contos e que já tinha absorvido 25.000 contos.
Há ainda, já em abril ou maio de 1985 um pedido à Câmara Municipal da Mealhada, por parte dos professores da escola para a compra de um fotocopiador (que foi recusado por falta de verbas) o que indicia que nessa altura a escola já funcionaria.
O facto de em outubro de 1984 ainda não haver Jornal da Mealhada - nasceria no ano seguinte - faz com que não haja, à primeira vista, acesso fácil a qualquer tipo de cobertura jornalística da eventual inauguração.
Este edifício será, provavelmente, e segundo posso apurar para já, o quinto a funcionar como escola primária na (hoje) cidade da Mealhada.
Desde os finais do século XIX, os rapazes frequentavam a Escola Conde Ferreira, em frente à Capela de Sant'Ana, que já existia em 1888 mas que acabou demolida na década de 1940 - já em estado de ruína - para a construção da estrada nacional n.º1 fora do centro da Mealhada. Na década de 1940, com a demolição da Escola Conde Ferreira, foi construído novo edifício para os rapazes junto da Capela de Sant'Ana, no local onde existira um cemitério, e onde hoje (e por enquanto) funciona o Jardim de Infância (Público) da Mealhada.
As raparigas frequentavam a Escola com planta de Adães Bermudes (construída em 1901) e onde hoje (e desde 1989) funciona a sede da Junta de Freguesia da Mealhada, hoje sede da União de Freguesias da Antes, Mealhada e Ventosa do Bairro.
Terá existido, também, uma casa particular no Largo da Feira, na Póvoa da Mealhada, onde funcionou, também, uma escola primária. Em Sernadelo, de Outubro de 1910 até finais da década de 1990 funcionou uma escola primária, no Largo da Sobreira, mandada construir por Feliciano e Augusto Cerveira de Melo que chegou a chamar-se Escola Leonarda Cerveira de Melo.
sábado, 27 de junho de 2015
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