terça-feira, 18 de outubro de 2011
[1468.] Marti dies
Himno al Apóstol Santiago
Santo Adalid, Patrón de las Españas,
Amigo del Señor;
defiende a tus discípulos queridos,
protege a tu nación.
Las armas victoriosas del cristiano
venimos a templar
en el sagrado y encendido fuego
de tu devoto altar.
Firme y segura
como aquella Columna
que te entregó la Madre de Jesús
será en España
la santa Fe cristiana,
bien celestial que nos legaste Tú.
Bis.
¡Gloria a Santiago,
Patrón insigne!
Gratos, tus hijos,
hoy te bendicen.
A tus plantas postrados te ofrecemos
la prenda más cordial de nuestro amor.
¡Defiende a tus discípulos queridos!
¡Protege a tu nación!
Este é o Hino Oficial ao Apóstolo Santiago, uma composição que é tocada e cantada na Catedral de Santiago de Compostela, habitualmente enquanto o "botafumeiro" (desinfeta)e abençoa os peregrinos. É um tema lindo, que ouvido naquela casa, depois de uma peregrinação, é uma experiência sobrenatural. O tema tem letra de Don Juan Barcia Caballero e de Don Manuel Soler Palmer.
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
[1437.] Sonho Lindo_II
Continuo a ressacar o aniversário da partida do primeiro Camiño... Hoje, talvez, intensificada pelo convite para ir falar aos escuteiros de Mortágua sobre a experiência do Caminho, logo à noite, a poucos dias de, também eles, se iniciarem neste vicio devastador... mas saudável.
Este video tem já quatro anos, e sempre me inibi de o publicar por achar que é demasiado intimista e expõe - não só a mim como quem comigo fez caminho -. Mas um dia não são dias e acho que, tanto tempo passado, não faz mal partilhar o que de tão bom nos vai acontecendo!
Talvez um dia se acabe... esta loucura!
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
[1436.] Sonho Lindo
Faz hoje precisamente 4 anos, saimos de Coimbra a caminho de Valença para "empezar", pela primeira vez, uma das mais viciantes aventuras da minha existência - O Caminho de Santiago!
Comecei nesse dia... e ainda não cheguei completamente!
Chegámos a Compostela, os quatro, depois de muito sofrimento, a 12 de agosto de 2007. Regressaríamos em Dezembro de 2009 (pelo Caminho Francês) e em Dezembro de 2010 (pelo Caminho Inglês). Uma viagem gloriosa ao interior de nós próprios.
E "volveremos", em Outubro de 2011, pelo caminho primitivo!
Um obrigado ao Simão Pedro (que nos acompanhou no Caminho Português, em 2007), ao Nuno Cruz (que nos acompanhou no Caminho Inglês, em 2010), ao Nuno Joao, à Rita João (a quem sou eu que acompanho) e, à minha companheira de todas as peregrinações, a Inês, por me deixarem sonhar, por me ajudarem a caminhar, por contribuirem ou terem contribuído para o facto de eu ser o homem mais feliz do planeta!
Ultreia y Suseia
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
[1427.] Dia de São Tiago, Maior

quarta-feira, 20 de outubro de 2010
[1188.] Reflexões Peregrinas #6
Há Missão no Caminhar!
Uma missão que não é de super-heróis, mas uma missão de quem caminha consigo próprio. 'Fazer o caminho' é uma expressão interessante que une as ideias de que "O mais importante não é chegar, é fazer o caminho!" com a uma outra ideia de que o "caminho se faz caminhando".
Mas é possível fazer o Caminho e não chegar?
Chegar é parte essencial da Missão. A vontade de chegar é o que faz caminhar, é o que faz resistir às advertências do corpo, à dor, a um sofrimento físico que é intenso. A Missão reside no facto de ter conseguido provar a si próprio que era capaz, que o adiar da desistência foi a escolha acertada.
E quando chegar, sentir o prazer de se sentir completo e pensar consegui cumprir esta missão.
Esta. Apenas esta. Porque há muitas outras e a maior parte das quais ainda nem descobrimos.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
[1186.] Reflexões Peregrinas #5

Caminhar é desprendimento.
E desprendimento é des-apego. É desagarrar. É um soltar desinteressado, humilde, simples, quase de purificação.
E desprendimento é generosidade, é magnaminidade. É ser maior, por se fazer mais pequeno. É ser mais que a aparência, que o que se vê, para se ser sentindo.
E desprendimento é renuncia. É radicalidade, é acção, é pujança é querer ser como se tem que ser e não ser como impõem os cânones.
Se um estranho me testasse como Cristo testou Pedro e Tiago, que resposta daria eu? Viraria as costas e pensaria "É maluco"? Que outra motivação teria eu para pensar de outra maneira.
Nunca sabemos quando estamos a ser testados. Nunca sabemos o que é teste e o que é provação. Nunca somos verdadeiramente felizes até perder a felicidade que julgávamos não ter?
O Caminho também é assim. O Caminho doi mesmo quando não se pisa. Doi mesmo quando não há bolhas. Doi mesmo quando no conforto da casa vemos os peregrinos passarem à nossa porta, seja para sul seja para norte. E não fazer o caminho também pode ser um teste. Um teste que já falhámos à partida. Uma falha que é castigada, pela ausência de castigo e pela solidão.
O Caminho é uma solidão que doi mais quando não se vive.
Deixaram tudo e seguiram! E terão passado o teste?
[1182.] Reflexões Peregrinas #4
Na Estrada de Santiago
Madredeus
Na Estrada de Santiago
Madredeus
Carreiro
Deserto
Tão longe
E tão perto
Anseio
Secreto
Encontro
Mais certo
Caminha
Na estrada
De Santiago
Na estrada
Marcada
Por tanto passo
Ao longo
Dos séculos
Passaram
Milhões
A vista
Cansada
De tantas
Paixões
Percorre
A estrada
De Santiago
Estrada
Marcada
Por tanto passo
E como
Se sente
Tão Acompanhado
Se não vê
Mais gente
Nem tem
Ninguém ao lado
Caminha
Na estrada
De Santiago
Na estrada
Marcada
Por tanto passo
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
[1183.] Reflexões Peregrinas #3

Caminhar é encontrar. Mas num acto em que só encontra quem procura. Dificilmente aquele que não se dispõe a procurar encontrará seja o que for.
Tal como estes dois caminhantes de Emaús se cruzaram com Cristo, falaram com Ele, responderam a perguntas que Ele lhes colocou e não o conseguiram reconhecer.
O Caminho também é assim. O Caminho dá-nos respostas, assim saibamos nós saber fazer as perguntas.
O Caminho encontra-nos, se nos tivermos predisposto a procurar!
Se tivermos deixado tudo para o Seguir!
domingo, 17 de outubro de 2010
[1179.] Reflexões Peregrinas # 1
(Gen 12, 1-2)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
[1141.] Fazer o Camiño...
- A terceira etapa, Agueda - Oliveira de Azemeis, realizou-se em 16 e 17 de Maio de 2009 [Registo AQUI][Participaram na actividade: A Marta, o João Ricardo, o Manuel António, o Samuel e o Nelson. Com o meu apoio logistico].
domingo, 25 de julho de 2010
[1111.] Hoje
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
[898.] O Camiño... outras vez... sempre o camiño
O que é verdade no caminho é que dele pouco se pode dizer se não se tiver feito. Não que seja uma experiência vedada, que tenha uma verdade encoberta. A questão está na experiência de o fazer, porque o caminho não é mais do que uma oportunidade.
O que fazemos com essa oportunidade, ou com as oportunidades que o caminho nos proporciona, é que tem riqueza, é que é importante.
Com os meus companheiros de viagens tenho procurado arranjar justificação (justificações talvez) para responder ao facto de o Caminho de Santiago ser tão diferente do 'Ir a Fátima a pé!'. Já encontrámos um cento, mas a resposta não está completa. Porque a diferença não está nas paisagens (há boas e más em ambos), não está no esforço físico (que é duro em ambos), estará numa milésima parte no piso (mas também é possível ir a Fátima com muito menos alcatrão), mas nada disso é relevante. Aquela que considero ser a diferença mais importante é a atitude. Os peregrinos de Fátima e de Santiago BUSCAM coisas diferentes. Buscam, não procuram. Buscam...
Desta vez fizemos o Caminho Francês. Cento e doze quilómetros desde Sarria até Santiago. Em 2007 tinhamos feito o Português, desde Valença. A antiguidade deste caminho francês colocou-me/nos vários desafios (de pensamento e busca).
- O que me distingue de um peregrino de há 800 anos?
- De que dificuldades, desafios, sofrimentos padecia um peregrino há 800 anos a que eu hoje estou safo?
- O desprendimento a que eu hoje me obrigo ao fazer o caminho é menos duro do que há 800 anos?
Procurei respostas e encontrei algumas... à minha maneira... à minha conveniência...
O caminho é muito duro. Para mim é durissimo! Mas não é por causa do esforço físico - dessas dores só me lembro quando as sinto, não as temo. É duro por causa do esforço psicológico. Da renúncia ao mais fácil, da renúncia à desistência, da focalização no que é importante, na gestão do conforto possível e (de certa forma) da sobrevivência. Do confronto com as verdades que o silêncio nos mostra, com a vida que nos passa pela frente.
O caminho é uma experiência espiritual. O que faz com que seja muito mais do que uma experiência religiosa. Não tem nada de masoquismo. Não tem nada de fanatismo. Tem muito de auto-conhecimento, de auto-controle, de auto-ajuda. Muito de reflexão. Muito de libertador.
Não convido ninguém a fazer o caminho. Não seria capaz de o fazer.
Gosto muito de o fazer, mas acho que nunca o conseguiria fazer sozinho. Fazê-lo com o NJ, com a RJ e - experiência maravilhosa - com a I é muito bonito e muito importante.
Repetir? Talvez.
Eu até aprendi na faculdade que repetir é voltar a dar!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
[895.] No Camiño
a caminho da Lista da UNESCO
No âmbito do Fórum Sinalização, realizado no Domingo 13 de Dezembro, no Mosteiro de Grijó (Vila Nova de Gaia), foi aprovada, por unanimidade, a Carta de Grijó (documento em anexo).
Este ambicioso documento apela ao Estado português para que os Caminhos Portugueses de Santiago possam ser classificados com bem de interesse cultural e natural, e que se inicie o processo de candidatura para a inscrição deste bem - que é de todos nós - na lista do património da humanidade da UNESCO.
Mais, as mais de três dezenas de participantes - representando associações jacobeias, câmaras municipais, entidades de turismo, ou direcções regionais de cultura - aprovaram ainda os Princípios Básicos para a abertura e sinalização de itinerários de peregrinação, nomeadamente para o Caminho de Santiago e para o Caminho de Fátima. Este documento passa agora a ser fundamental para todos os intervenientes, sejam entidades públicas ou privadas, que intervenham no Caminho de Santiago e/ou no Caminho de Fátima.
É nas conclusões deste documento que os participantes apelam a que o Estado português constitua, um organismo interministerial de cooperação e de gestão para os itinerários de peregrinação em Portugal. Mais, os participantes no Fórum Sinalização, pedem que o Governo crie ou nomeia, com carácter de urgência, uma entidade que seja responsável pela regulamentação e homologação dos itinerários de peregrinação em Portugal.
Por este documento ter sofrido alterações, procederemos ao seu envio posteriormente, anexo ao Comunicado de Imprensa que a AEJ irá emitir com as conclusões deste Fórum.
É o propósito da AEJ que os Caminhos Portugueses de Santiago sejam inscritos na lista do património da humanidade da UNESCO, no âmbito do Ano Santo de 2021. Para este efeito, a AEJ irá desenvolver todos os esforços afim de que esta seja, em matéria de cultura, uma prioridade nacional.
Para mais informações:
Amaro Franco, presidente da Direcção Nacional da AEJ: 967 775 856.
Carta de Grijó
sobre o Caminho de Santiago e de Fátima
Os participantes no Fórum Sinalização - Princípios Básicos a adoptar na abertura e sinalização dos itinerários de peregrinação “Caminho de Santiago” e “Caminho de Fátima”, reunidos no Mosteiro de Grijó, a 13 de Dezembro de 2009,
Considerando,
1. Que o Conselho da Europa recomendou em 1984 (Recomendação 987) “Uma cooperação entre os Estados-membros destinada a preservar conjuntamente os itinerários internacionais de peregrinação - por exemplo uma acção concertada tendo em vista fazer figurar os itinerários mais significativos e os seus monumentos no repertório do património mundial da UNESCO”.
2. Que o Conselho da Europa apresentou a Declaração de Santiago de Compostela (23 de Outubro 1987), apelando as autoridades, instituições e cidadãos para (entre outros):
a) Perseguir o trabalho de identificação dos caminhos de Santiago sobre o conjunto do território europeu;
b) Estabelecer um sistema de sinalização dos principais pontos do itinerário pela utilização do emblema proposto pelo Conselho da Europa;
c) Desenvolver uma acção coordenada de restauração e posta em valor do património arquitectónico e natural situado na proximidade destes caminhos.
3. Que o Conselho da Europa declarou, em 1987, o Caminho de Santiago como “Primeiro Itinerário Cultural Europeu”, e em 2004 atribuiu-lhe a menção de “Grande Itinerário Cultural Europeu”.
4. Que a UNESCO inscreveu, em 1993, o Caminho Francês de Santiago (de Roncesvalles até Santiago de Compostela) na lista do património da humanidade.
5. Que a UNESCO inscreveu, em 1998, como “Caminhos de Santiago – du Puy - em França”, 64 monumentos individuais notáveis, 7 conjuntos e 7 secções de caminho particularmente distinguidos, na lista do património da humanidade.
6. Que a Comissão Europeia lançou, em 19 de Março de 2007, a etiqueta “Património Europeu”, atribuída aos lugares que desempenharam um papel particular na história da Europa e sua progressiva construção.
7. Que existem em Portugal diversos itinerários históricos de peregrinação, seja a Santiago de Compostela, seja a outros santuários nacionais que, em certas épocas da História, convocaram milhares de peregrinos.
8. Que os itinerários portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela registaram, desde do século IX até aos dias de hoje um contínuo fluxo de peregrinos, mesmo quando o mesmo não acontecia em outros itinerários, hoje classificados como património mundial.
9. Que na actualidade, os Caminhos Portugueses são o segundo itinerário mais percorrido dos Caminhos de Santiago.
10. Que os itinerários de peregrinação são itinerários religiosos e de manifestação de fé de quem os percorre com esse intuito, mas que permitem ainda o contacto com o património cultural, artístico, arquitectónico e da natureza, promovendo o desenvolvimento sustentável e contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico das regiões que atravessam.
Declaram,
1. Que é urgente que o Estado português se consciencialize do património cultural e paisagístico que constituem os itinerários de peregrinação em Portugal;
2. Que é urgente a classificação dos Caminhos Portugueses de Santiago como património cultural e natural nacional, promovendo medidas para o seu estudo, protecção e conservação.
3. Que importa iniciar o processo de candidatura para a inscrição dos Caminhos Portugueses de Santiago na lista do património mundial da UNESCO.
4. Que para este efeito, seja constituído o Conselho Jacobeu, organismo interministerial de gestão e coordenação para os itinerários de peregrinação em Portugal. O Conselho Jacobeu deverá ainda integrar as Câmaras Municipais e outras instituições públicas regionais. Devem ter assento no Conselho Jacobeu as associações jacobeias e as demais relacionadas com estes itinerários.
5. Que neste âmbito, seja nomeada ou criada, pelo Governo da República Portuguesa, uma entidade responsável pela regulamentação e homologação da sinalização dos itinerários de peregrinação em Portugal, em especial para os Caminhos de Santiago e os Caminhos de Fátima. Esta mesma entidade deverá ser responsável pela elaboração de um manual técnico para a execução da sinalização destes itinerários específicos.
Os participantes no Fórum Sinalização - Princípios Básicos a adoptar na abertura e sinalização dos itinerários de peregrinação “Caminho de Santiago” e “Caminho de Fátima”, em vésperas do Ano Jubilar Compostelano de 2010, manifestam ainda o seu desejo de que os Caminhos Portugueses de Santiago possam vir a ser inscritos na lista do património da humanidade da UNESCO por ocasião do Ano Santo de 2021.
Grijó, 13 de Dezembro de 2009.

