quinta-feira, 28 de agosto de 2008

[577.](01)
*
ILHA NUA

Coqueiros e palmares da Terra Natal
Mar azul das ilhas perdidas na conjuntura dos séculos
Vegetação densa no horizonte imenso dos nossos sonhos.
Verdura, oceano, calor tropical
Gritando a sede imensa do salgado mar
No deserto paradoxal das praias humanas
Sedentas de espaço e devida
Nos cantos amargos do ossobô
Anunciando o cair das chuvas
Varrendo de rijo a terra calcinada
Saturada do calor ardente
Mas faminta da irradiação humana
Ilhas paradoxais do Sul do Sará
Os desertos humanos clamam
Na floresta virgem
Dos teus destinos sem planuras...
Poema de Alda do Espírito Santo, poetisa santomense
Praia de Água Izé

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Eu fui ao paraíso e regressei

[576.]
Desde os tempos do Interrail de 1996 que eu não tinha tanta ansiedade no partir para férias. O entusiasmo era mais que muito. E as expectativas não foram defraudadas, mesmo depois de algumas atribulações.
Acredito, hoje mais do que nunca, que para nos conhecermos bem, tems de conhecer os outros. Para saber quem é Portugal, do que é feito... é preciso conhecer África.
Os pedidos para mostrar fotografias da viagem têm sido muitos e, contrariamente ao que tenho feito, vou pôr aqui algumas... Espero que os meus companheiros de viagem não se chateiem comigo...
De qualquer maneira aguardem os fãs pelo video da dupla NJ&NC... Mas isso é só para os fieis!


quarta-feira, 16 de julho de 2008

[572.]

O tempo não tem chegado para postar regularmente no Fio dos Dias... Peço desculpa pela falta.

Mercurii dies

[571.]
Quid est veritas?
Sobre o estado da Nação, o que é a verdade?

Na próxima quinta-feira, 10 de Julho, pelas 15 horas, reunir-se-ão, no plenário de São Bento, os deputados da Nação e o Governo para o último debate da legislatura. Em discussão estará “O estado da Nação”. Salientámos, no editorial da última edição, as vantagens que decorrem da auto-avaliação em qualquer organização. E este debate reúne todas as condições para que se faça auto-avaliação e dela sejam tiradas as devidas vantagens. Possibilitará, também, o conhecimento da verdade sobre o estado real do país?
Do célebre diálogo entre Cristo e Pilatos resultou, para a eternidade, a não menos célebre pergunta do governador romano a Jesus: Quid est veritas? — O que é a verdade? No momento presente surge, também, uma questão: Qual é a verdade sobre a situação do país?
Há a verdade de José Sócrates. O primeiro-ministro, em entrevista à estação de televisão pública, RTP, avisou que todos os países europeus, e os Estados Unidos da América igualmente, estão em situação económica difícil, a que não pode chamar-se, ainda, de crise. Declarou-se optimista em relação ao futuro, ma non troppo (mas não demasiado), e disse que, com energia e coragem, o país consegue entrar outra vez em fase de desenvolvimento continuado. O chefe do Governo diz-se orgulhoso do saneamento das contas públicas e das reformas que encetou. Acredita, segundo disse, que, com o conjunto de obras por si anunciadas, que serão feitas com o dinheiro de entidades privadas, se resolvem os principais problemas do Estado. E que uma atitude de energia, de dinamismo e de confiança garantirão uma maioria socialista na Assembleia da República, após as eleições legislativas de 2009.
Verdade diferente é a identificada por Manuela Ferreira Leite, presidente do maior partido da oposição. Em entrevista à TVI, ela frisou: “O país está hipotecado. O país não tem dinheiro para nada!”. Disse também que a situação do país é séria e preocupante, especialmente a situação social, e que não é com investimento público que “isto se salva”. Salientou que é preciso dizer a verdade aos portugueses, a sua verdade, e convencer-nos de que só quem fala verdade é que pode salvar Portugal do estado em que se encontra.
A verdade enunciada por parte substancial dos comentadores especializados em Economia aponta as condicionantes internacionais preço dos combustíveis, iminente crise alimentar, crise nos negócios imobiliários nos Estados Unidos da América, entre outras, como as principais causas do actual estado da Nação portuguesa e das nações europeias. Estado esse que ninguém classifica como de prosperidade. Será um estado de abrandamento económico ou de decréscimo iminente, pelo menos.
A verdade é que os portugueses estão apreensivos relativamente ao futuro e já há muito tempo que, na rua, cheira a pessimismo. E voltamos à pergunta: Qual é a verdade? Haverá sinais de esperança, como diz José Sócrates? Estará o país em tão más condições, como nos diz Ferreira Leite? Ou estará ainda pior? E a verdade é que nunca a conheceremos exactamente. Porque não dispomos dos dados necessários para esse efeito, e porque todas as análises dos comentadores terão sempre algo de subjectivo. Os portugueses vão acreditando na verdade que lhes vai sendo transmitida por quem mais confiança lhes merece, e vão caminhando… sem grande esperança.
Os problemas que têm vindo a público na Educação ou na Justiça, por exemplo, agravam o nosso estado de pessimismo. Problemas que temos de enfrentar, que até poderiam existir desde há muito, mas dos quais não teríamos consciência e que agora se agravam aos nossos olhos. Mas é nesses problemas, só, que consiste a verdade do país? Quantas vezes não tomamos a nuvem por Juno?
Há, com certeza, razões para estarmos preocupados. Há, com certeza, motivos para adoptarmos comportamentos de austeridade. Há, com certeza, sinais que denotam a incapacidade dos nossos dirigentes para resolver questões prementes da nossa vida colectiva. Mas o que é que acontece se baixarmos os braços? Poderemos emigrar todos? Será essa a solução? Será essa a verdade de Portugal?
Bruno Proença, editorialista do Diário Económico, ao abordar, em 7 de Julho, o tema do estado da Nação, afirmou o seguinte: “E quem vai tratar da saúde da Nação? Como também é hábito, a discussão vai centrar-se no Governo. Não chega. Obviamente que este Executivo, como os do passado, tem culpas, sobretudo pelo que não fez tendo em conta o poder — exagerado — na sociedade e na economia. Mas as mudanças passam por todos. O desemprego e a produtividade não se resolvem por decreto, bem como a melhoria da eficiência energética. A Nação está num ponto em que todos devem assumir as suas responsabilidades. Isto inclui partidos, empresários, sindicatos — não basta pensar e dizer o que está mal. É altura de a denominada ‘sociedade civil’ também fazer alguma coisa”.
Se nada pudermos ou se nada quisermos fazer, de que nos serve o conhecimento da verdade sobre o real estado da Nação nesta altura? Interessa arregaçar as mangas e colaborar, à nossa medida, na cura e deixarmos de fazer parte da doença com o nosso pessimismo.

Editorial do Jornal da Mealhada de 9 de Julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Pôr na agenda

[568.]
Eu pus na minha agenda a procissão nocturna, e os concertos da Mariza, no Pátio das Escolas, e o da Rosa Passos... (se bem que aos dois ultimos vai haver impedimentos...)

Mercurii dies

[567.]
A auto-avaliação na vida da comunidade

É fundamental para qualquer organização — empresarial, política, recreativa, ou outras —, promover sistemas de auto-avaliação. A auto-crítica é algo que contribui para o aperfeiçoamento do trabalho desenvolvido, fomenta a criatividade e promove a eficiência e a eficácia das ferramentas utilizadas para a concretização de um dado propósito. Organizações em que a máxima, na conclusão de uma realização, é “o que correu bem, correu, o que correu mal é para esquecer” estarão, mais tarde ou mais cedo, condenadas a repetir o erro até à sua própria extinção. No mesmo sentido se posicionam aquelas entidades que declaram ganhar sempre, independentemente do resultado obtido.
Sentimos que os portugueses são, talvez por natureza, avessos à auto-avaliação, e que confundem, muitas vezes, auto-avaliação com auto-flagelação. Isso diz bem do nível de consciência que têm do que é e do que pode ajudar a avaliação. Falamos de avaliação de desempenho, no trabalho profissional, no trabalho escolar dos alunos, principalmente, mas também nas execução de tarefas em associações de vária natureza, nas estruturas políticas, no trabalho autárquico, etc..
Esta altura do ano é propícia à avaliação. O tempo de descanso estival pode servir para analisar o que está realizado. É importante identificar o que correu bem e o que correu mal e por que razão.
Convencidos de que prestamos um bom serviço à comunidade dos leitores do Jornal da Mealhada, iniciámos, recentemente, três ciclos de entrevistas propícias ao balanço das actividades e à auto-avaliação dos entrevistados.
Fazemo-lo porque entendemos que, desse modo, aproximamos os componentes da comunidade — aproximamos dirigentes desportivos, políticos, educadores e outros aos principais beneficiários da sua acção —, cumprimos a nossa missão de informar, por um lado, e, por outro damos a palavra aos protagonistas sem quaisquer outros intermediários. Ajudamos ainda os nossos entrevistados, assim pensamos, a fazerem connosco a auto-avaliação que, provavelmente, não estariam dispostos a fazer.
A primeira série de entrevistas, que iniciámos há quatro semanas, é destinada aos treinadores e dirigentes dos clubes desportivos do concelho da Mealhada. Tem o título genérico de ‘Relatos do Defeso’ e visa avaliar a época desportiva na perspectiva do técnico — nas suas opções, dificuldades, pontos de vista —, e, também, na perspectiva do presidente da direcção do clube — na vertente logística, financeira, de viabilidade, entre outras. Este ciclo de entrevistas começou com os treinadores de futebol, mas, nos próximos meses desfilarão, nas páginas deste jornal, as entrevistas com os técnicos das outras modalidades com prática regular no concelho da Mealhada.
A segunda série de entrevistas, iniciámo-la na passada edição, tem o nome de ‘Nota Final’, é mais breve e é destinada aos directores dos estabelecimentos escolares que são responsáveis pela educação de número significativo de crianças, de adolescentes e de jovens do concelho da Mealhada. Começámos pela Escola Profissional Vasconcellos Lebre, da Mealhada, e prosseguimos, nesta edição, com o Colégio de Nossa Senhora da Assunção, de Famalicão, Anadia. Optámos por alargar o âmbito territorial das entrevistas para além do município da Mealhada, porque assim o exige a realidade das coisas. É muito significativo o número de alunos residentes no concelho da Mealhada que frequenta o ensino privado fora do concelho, e nós teremos, necessariamente, de ter isso em conta.
A terceira série de entrevistas terá como protagonistas os autarcas e os principais dirigentes dos partidos com representação política nos órgãos autárquicos da Mealhada. Dentro de um ano estarão a ser apresentadas as candidaturas dos partidos políticos e dos movimentos de cidadãos às autarquias e este é o tempo oportuno para avaliar a actividade dos autarcas desenvolvida nos primeiros três quartos do seu mandato. O ciclo de entrevistas é exclusivamente subordinado ao tema da política autárquica. Começámos pelos membros das juntas de freguesia, seguiremos para a Câmara da Mealhada e depois para os dirigentes do Partido Socialista, do Partido Social-Democrata e do Partido Comunista Português, o partido mais representativo da Coligação Democrática Unitária (CDU), de que faz parte.
Este trabalho de promoção da auto-avaliação centrado nestas três esferas de acção das nossas comunidades — desporto, educação e política —, está planificado para se estender pelos meses de Julho, Agosto e Setembro. Esperemos que os próprios protagonistas estejam na disposição de ‘se abrirem’ connosco e nos concedam as entrevistas. No final faremos, também nós, uma auto-avaliação referente ao trabalho desenvolvido neste órgão de comunicação social.
Editorial do Jornal da Mealhada de 2 de Julho de 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

Piada de caserna...

[569.]

Notícia na primeira página do Público:

«Governo e Bruxelas declaram todo o pinhal português afectado por doença mortal»

A vice-presidente da Câmara da Mealhada, o presidente da direcção da ACIM e um conhecido empresário de Sernadelo estão em estado de alerta e chocados com a situação.

Segundo O Fio dos Dias pode apurar Filomena Pinheiro, Carlos Pinheiro e Claude Pires, gerente da Quinta dos Três Pinheiros, dirigiram-se, de imediato, ao Hospital da Misericórdia da Mealhada para fazerem profilaxia.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

[566.]

Amanhã há eleições para os órgãos dirigentes da JSD da Mealhada. Não vou votar porque não estarei no concelho da Mealhada no horário da votação. Mas se estivesse votaria, e fa-lo-ia na lista de Bruno Coimbra (mesmo sendo a única). Por duas ordens de razão.
Por razões afectivas. Porque sou amigo do Bruno, do João Varela, por exemplo, e, também, porque sou irmão do vice-presidente... e o sangue também diz qualquer coisa.
Mas faço-o também por razões ideológicas. O modelo de JSD defendido pela equipa de Bruno Coimbra integra-se no que defendi enquanto fui dirigente da JSD. Uma JSD especialmente preocupada em, primeiramente, formar pessoas capazes de desempenhar funções políticas com qualidade e sustentabilidade e, também, construir um projecto politico de juventude para a comunidade em que se insere.
Acredito, sinceramente, que o objectivo de uma estrutura política deve ser, sempre, o de mudar efectivamente o mundo. E, em termos políticos, mudar o mundo é exercer o poder com qualidade, convicção e, repito, sustentabilidade.
E esta deve ser a postura da JSD, a de formar e oferecer ao partido e ao concelho autarcas de excelência - que representem os jovens, pensem como jovens, que interajam com os jovens, que sejam jovens. Que evitem ter pouca idade e os piores defeitos dos politicos profissionais.
Entendo, no entanto, que esta não deve ser a exclusiva tarefa da JSD e que há todo um papel de sedução aos jovens e de dar vitalidade ao partido que está por fazer. Acredito que a equipa de Bruno Coimbra saberá perceber isso e, de uma vez por todas, fazer o que eu, e as minhas equipas, nunca conseguimos, dar energia positiva, alegria, dinamismo à JSD para revitalizar o PSD.
Esta deve ser uma preocupação. Sempre disse que a JSD deve dar um passo atrás para que o PSD possa dar um, dois, ou meio passo em frente. E o modelo de JSD que é necessário até Novembro de 2009, na Mealhada, é o de abrir o partido aos jovens e não fechá-lo. Não fechar a estrutura, nem impedir ninguém de dar o seu contributo, mesmo que discorde, mesmo que afronte. Porque, se não, o PSD não sai da cepa torta!
Que os futuros dirigentes (que infelizmente não serão eleitos com o meu voto) tenham sabedoria para perceber o que é prioritário, o que devem fazer e, acima de tudo, para ouvir e assimilar a opinião de todos (dentro da estrutura ou fora dela), sem cair na soberba de pensar que 'nós somos os bons e os outros não valem nada'.
[565.]


Num dia como o de hoje, convém lembrar que
não basta haver eleições para haver democracia.
E
que não há nada melhor do que umas eleições para legitimar uma ditadura!
O Governo português diz tratar-se de uma farsa... mas não consta que tivesse feito qualquer reparo a Mugabe sobre a maneira como ele gere o feudozinho dele, com este cá esteve...

Veneris dies

[564.]

Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks (Tuskegee, 4 de fevereiro de 1913 - Detroit, 24 de outubro de 2005), foi uma costureira negra norte-americana que se tornou símbolo do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos da América.
Ficou famosa porque, em 1 de dezembro de 1955, se recusou frontalmente a ceder o seu lugar onde estava sentada no autocarro a um homem branco.

Hay que tenerlos

[563.]

António Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, o mais corajoso português da actualidade.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

[562.]

Depois de uns tempos aparentemente desamazelado a actualidade poderá ter regressado ao Fio dos Dias.
Ontem, 25 de Junho, adicionei nada mais nada menos do que 18 posts que andavam rabiscados no meu moleskine há cinco semanas.
Foram colocados na data em que entraram no moleskine... e levam a numeração sequencial de entrada no blogue. Espero que compreendam e não me levem a mal.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Dedicado aos meus bons AMIGOS do 347

[550.]

Quando a zona Solum era assim... há 70 anos, talvez?

Ao ponto a que chegámos...

[549.]

O Vale e Azevedo diz mal da justiça portuguesa... e tem razão!

Artes de Píndaro

[548.]
Pensamentos pindéricos...
[547.]

Depois de algum tempo... Depois de observar a definição do candidato democrata, decidi: Se eu tivesse/pudesse votar, votaria no 'Black JFK'

Transmite-me mais energias positivas, mais esperança.

É a minha escolha para o líder do 'free world'

Yes We Can