quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O dia está a chegar ao fim e amanhã alvorecerá um novo ano.
A todos os que por aqui passam, pelos bons e pelos maus motivos,
A todos os que me dão o prazer da sua amizade,
A todos os que se preocupam comigo e que me ocupam a preocupação,
A todos, de forma geral,
desejo um feliz ano novo.
O ano de 2008 foi dos melhores da minha vida. Agradeço a Deus e aos que me rodeiam por isso. Que de hoje a um ano, todos os que nos lêem, e eu próprio também, tenham razões para repetir estas palavras!
Na imagem escolhida vejo o mundo a rodar e o tempo a passar.
Não esqueço este mundo de Portugal, de Europa, mas também de São Tomé e de África...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

[688.] - A Guerra das Rosas

É oficial, começou a Guerra das Rosas!
A Guerra que, tal como a dos Lancasters e Yorks, em Inglaterra, há 650 anos, opõem duas facções na vontade em controlar o Conselho Real e o trono - a família dos Cabralistas, com Carlos Cabral como pretendente, e a família dos Marqueiristas, sendo Rui Marqueiro o pretendente. Não se trata do trono do reino, mas o trono que é a cadeira de presidente da Câmara Municipal da Mealhada.
A guerra é travada não só no seio do Partido Socialista, mas também nesse seio.
Uma guerra que estava latente há muitos meses, mas que ontem, na reunião da Assembleia Municipal da Mealhada se tornou evidente, clara, oficial. Esta clarificação chegou mesmo a traduzir-se numa votação que deixa ambas as famílias contentes e ambas as famílias frustradas.
Mas vamos aos factos:
Discutia-se ontem, na reunião da Assembleia Municipal da Mealhada, para além de outros assuntos, a aprovação de um mapa de pessoal dos funcionários da Câmara. Mapa de pessoal que o presidente da Câmara, Carlos Cabral, disse ser obrigatório - face a uma nova lei - e urgente, quando há 127 novos funcionários vindos do Ministério de Educação que carecem de 'arrumação'.
Miguel Felgueiras, duque da família Marqueirista, acusou o camarada de partido e presidente da Câmara de falta de ética, ao querer mudar o mapa de pessoal a oito meses das eleições, dizendo ainda que considerava absurdo a criação de dois departamentos e uma nova divisão na estrutura orgânica municipal. Invocou ainda uma lei de 1984 que estabeleceria que não poderia haver lugar a alterações do mapa de pessoal sem uma aprovação, em assembleia municipal, de uma alteração do organograma municipal. Rui Marqueiro não abriu a boca em toda a discussão, escusando-se até a gerir os pedidos de palavra.
Cabral socorreu-se da jurista da corte, pelo que se percebeu a autora do mapa, que declarou a Felgueiras que a lei que invocava estava revogada. Felgueiras não aceitou a opinião da jurista e lamentou ter sido interpelado por uma serviçal...
Cabral perguntou então, em forma retórica, se Felgueiras entendia haver necessidade de instrumentalização partidária nas admissões por concurso público - uma vez que tinha dito considerar que novo presidente em novo mandato não deveria ter que levar com funcionários recém admitidos.
Dá-se então a machadada final, a declaração de guerra, a bofetada que espoleta o barril da pólvora: Felgueiras apresenta proposta, em nome do Partido Socialista, em papel timbrado, em que propõe a aprovação de um outro mapa de pessoal sem a criação dos dois departamentos e da nova divisão.
Cabral diz lamentar que os camaradas de partido não o tenham informado da proposta e das divergências de opinião na reunião preparatória tida na véspera e Felgueiras responde que a assembleia era o lugar certo para o fazer. Estava dado o passo fatal, o caminho sem retorno.
O PSD assistia à discussão com serenidade. Quando percebeu que o assunto ia a votação e que teria de optar por Marqueiristas ou Cabralistas, pediu a suspensão da reunião para parlamentar. A discussão não deve ter sido fácil porque demorou.
Marqueiro, no topo da sala, estava nervoso. Cabral estava tenso.
A reunião recomeçou, foram dados esclarecimentos e foi a votos. Era a hora da verdade!
- Quem vota contra a proposta do Partido Socialista Marqueirista?
Nove pessoas: Augusto Oliveira e António Breda (CDU, fidelíssimos), Tony Luís, Vitor Gomes e os representantes das juntas do Luso, Barcouço, Pampilhosa, Vacariça e Casal Comba (todos socialistas cabralistas).

- Quem se abstém da proposta do Partido Socialista Marqueirista?
Duas pessoas: Álvaro Madeira e o presidente da Junta da Antes (ambos do PS)

- Quem vota a favor da proposta do Partido Socialista Marqueirista?
Dezasseis pessoas: (Foto é prova) 8 do PSD - Mano Soares, António Ferreira, Luís Brandão, Filipa Pereira, Pedro Duarte, Pedro Paiva e os presidentes das juntas da Mealhada e Ventosa; 8 do PS-M - Rui Marqueiro, Manuel Paredes, Miguel Felgueiras, Júlio Penetra, António Ribeiro e Lurdes Bastos.



Ficaram ambas as famílias contentes? Sim. Os Marqueiristas porque ganharam a primeira batalha. Os Cabralistas porque mostraram que há divisão, que os barões (presidentes de junta) estão com eles e isso é importante porque cada um deles também tem exército.

Ficaram ambas as famílias frustradas? Sim. Os Marqueiristas porque precisaram da muleta do PSD para ganhar, uma vez que falharam votos como o da Junta da Antes... Os cabralistas porque perderam a primeira batalha com ferimentos graves... nas costas!

Os franceses, que é como quem diz os do PSD é que, * ofuscados com o sangue da guerra, se esqueceram de fazer politica e reivindicar os despojos. Foi oportunidade falhada que pode não voltar a repetir-se.

A Primeira Batalha de St. Albans está feita. Ganharam os de York, os Marqueiristas. A segunda batalha é a de Blore Heath reza a história que ganhariam aí os de Lancaster... a ver vamos!

[687.] - O discurso do Rei - Parte I

O Chefe de Estado ontem falou à Nação.
Certeiro, simples, disse o que tinha a dizer e saiu.
Falou em valores como a lealdade, o serviço à Pátria, a moral política.
Foi muito crítico e apresentou-se desiludido e frustrado.
Puxou as orelhas aos profissionais do metier e isso parece ter doído.

O Chefe de Estado portou-se à altura. Não percebi muito bem porque razão é que não enviou ele próprio o assunto para análise do Tribunal Constitucional, mas enfim.
As criticas que fez aos partidos políticos deixaram-me assustado e com aquele sentido de orfandade-a-vir, ou seja, os partidos políticos não são garante de sobrevivência nacional, quando estamos mal eles ainda nos fornicam mais...

Mas é neles que reside a chave da democracia... Por quanto tempo?


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

[686.] - Juízo do Ano 2008 - Prólogo -

Como vem sendo hábito, o Fio dos Dias procurará identificar as figuras, factos, produtos que se destacaram no ano velho.

Ando em prospecção e analisando o que poderá resultar na nossa análise pessoal.

Mas desta vez queria pedir ajuda.
Será que não dá para a malta que por aqui passa me deixar o seu contributo?


Nos comentários ou para ncastelacanilho@gmail.com
Pode ser?

ADENDA 1
AS CATEGORIAS: a) - PERSONALIDADE DO ANO; b) - PERSONALIDADE NACIONAL DO ANO; c) - PERSONALIDADE LOCAL DO ANO; d) - FACTO INTERNACIONAL DO ANO; e) - FACTO NACIONAL DO ANO; f) - FACTO LOCAL DO ANO; g) - BLOGUE DO ANO; f) - BLOGUE LOCAL DO ANO; h) - BLOGUER DO ANO; i) - MÚSICA DO ANO; j) - GRUPO MUSICAL DO ANO; k) - LIVRO DO ANO; l) - ESCRITOR DO ANO; m) ATLETA INTERNACIONAL DO ANO; n) ATLETA NACIONAL DO ANO; o) ATLETA LOCAL DO ANO.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

[685.] - Hoje é Dia de Natal

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença,como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos.Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor.Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas.

Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado.

Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro Admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

Isaías
NOITE DE NATAL (ANO B)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

[684.] - Mercurii dies

Esperança.

O Natal é tempo do elogio da esperança, a época propícia para pensarmos nela, para termos confiança e para conduzirmos as nossas vidas impelidos por ela.
Podemos justificar esta afirmação — a do Natal como tempo do elogio da esperança — com o comportamento da própria natureza e com a tendência que o Homem tem de dar à realidade natural uma dimensão simbólica.
Antes de Cristo nascer ou de se ter estabelecido que neste tempo do calendário se evocaria o Seu nascimento, já os homens celebravam a esperança, como factor de confiança da chegada de melhores dias. Faziam-no motivados pelo fenómeno do solstício de Inverno — momento a partir do qual o dia passa a ser maior do que a noite, o período de luz solar passa a ser superior ao período de escuridão. Deste facto astronómico terá nascido a ideia de que neste momento a Luz vence a Treva, o Bem vence o Mal.
Celebrações associadas à luz, à mudança de ciclo solar, e à esperança da transformação a ela associada. Com a implantação do cristianismo, os cristãos começaram a evocar, também, o nascimento do Salvador, como início de um tempo novo, de uma nova aliança entre Deus e os homens. E Cristo, o Salvador — o Deus-Filho incarnado, o Messias prometido — é esperança para cristãos, mas, também, de certo modo, esperança para os muçulmanos. Jesus é considerado no islamismo como grande profeta.
Hoje, mais do que a significação atribuída ao ciclo solar, é a necessidade humana de sobrevivência que nos conduz à invocação e à utilização da esperança como apoio, como suporte, como uma espécie de muleta, espiritual, anímica, para as nossas vidas. Uma invocação e utilização que vai muito para além da fé, da espiritualidade ou sequer da religião. Trata-se de um esperança racional, a de percebermos que, em tempo de crises, que prometem agravar-se, precisamos de nos precavermos, de nos prepararmos material e espiritualmente, de observarmos a realidade que nos rodeia e arriscar, investir em segurança, consumir responsavelmente, para que a economia saia do estado de estagnação em que se encontra e volte a crescer.
Em finais do ano de 2007, e durante o ano de 2008, falou-se da mais recente encíclica do Sumo Pontífice da Igreja Católica, o Papa Bento XVI, sobre a Esperança — Spe salvi. Também em 2008, perante o olhar atento de todo o planeta, foi eleito para presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, um homem que escolheu como ideias e palavras de ordem da sua campanha ‘Esperança’ e ‘Mudança’, e como lema, a frase “Yes, we can” — Sim, nós podemos. Estes dois factos serão uma coincidência ou uma demonstração de que o Homem contemporâneo tem sede de esperança, e que a satisfação dessa sede é prioridade absoluta? Prioridade espiritual, prioridade social, prioridade mundial.
A todas as pessoas das nossas relações, a quem se justificaria a oferta de algum bem material, não seria mais positivo dirigirmos uma palavra de esperança — “Uma esperança fidedigna, graças à qual se possa enfrentar o tempo presente”, como disse Bento XVI?
“O presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceite, se levar a uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho” (encíclica Spe salvi).

Editorial do Jornal da Mealhada de 23 de Dezembro

domingo, 21 de dezembro de 2008

[683.] - Hoje é o Quarto Domingo do Advento

Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo; bendita és tu entre as mulheres». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao Anjo:«Como será isto, se eu não conheço homem?»
O Anjo respondeu-lhe:«O Espírito Santo virá sobre tie a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhiceporque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:

«Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».

Evangelho segundo Lucas
IV DOMINGO DO ADVENTO (ANO B)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

[682.] - Mercurii dies

Os Direitos e os Homens
A propósito do 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem

Assinalou-se na quarta-feira, 10 de Dezembro, o sexagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Do conjunto vastíssimo de iniciativas referentes ao tema e evocativas da data, destacamos uma que nos tocou especialmente — a do Bispo do Porto, Manuel Clemente, num colóquio sobre o tema realizado na Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa sob o título “Direitos do Homem e Bento XVI”.
Na sua intervenção, o Bispo do Porto, um dos mais brilhantes prelados portugueses, defendeu que “neste novo século que vivemos, a oportunidade da Declaração e a substancialidade do que ela afirma nos seus vários artigos é, de algum modo, ainda mais urgente do que o foi no início”. A justificação dada para tão peremptória afirmação assenta na “certa rarefacção cultural que atinge o mundo ‘ocidental’ e, a partir dele, se difunde relativizando muito do que foi afirmado, tornando mais ténues do que pareciam ser as afirmações da Declaração de há sessenta anos. Pelo ambiente e pela prática, mesmo legislativa, de vários países signatários, dizer hoje, por exemplo, que ‘todo o indivíduo tem direito à vida’ (artigo 3.º), ou que ‘a família é o elemento natural e fundamental da sociedade’ (artigo 16.º), não encontrará um entendimento tão geral e unívoco como em 1948”.
Manuel Clemente prosseguiu numa explanação que visava salientar a reflexão do Papa Bento XVI a propósito do documento sexagenário. Mas foi a ideia de Manuel Clemente, que citámos, a que, de maneira mais forte, nos interpelou. Seremos hoje menos sensíveis à importância da vida e da família humanas do que há 60 anos?
Em 1948 o mundo sofria com as feridas abertas da Segunda Guerra Mundial, feridas que exigiram, da parte da comunidade internacional, algo de verdadeiramente sólido e universal, erga omnes — para todos os homens. Algo que protegesse a humanidade da repetição dos enormes atropelos que tinha sofrido entre 1939 e 1945. Assim nasceu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, texto esboçado pelo canadiano John Peters Humphrey e, depois, amplamente discutido e aprovado na ONU.
“Infelizmente, as seis décadas que entretanto se volveram não ficaram ilesas de outros atropelos, repetindo abusos e esquecendo valores que pareciam finalmente universais, em termos de humanidade assegurada e geral”, diz também o Bispo do Porto.
A declaração universal tornou-se uma arma de protecção contra a crueldade da própria natureza humana. Em 1948 “a família humana reagia aos horrores da II Guerra Mundial, reconhecendo a sua própria unidade assente na igual dignidade de todos os homens e pondo, no centro da convivência humana, o respeito pelos direitos fundamentais dos indivíduos e dos povos; tratou-se de um passo decisivo no árduo e empenhado caminho da concórdia e da paz”.
Direitos fundamentais dos indivíduos e dos povos que, nesta declaração universal, assentavam nas liberdades individuais — de expressão, circulação, emancipação, manifestação — de cada pessoa acima de tudo, no direito ao desenvolvimento, à educação, à solidariedade social. A declaração universal dos Direitos do Homem foi, também, inovadora no âmbito da responsabilização colectiva da satisfação destes direitos. Contrariamente aos direitos sociais, económicos e laborais nascidos do liberalismo do século XVIII, na América e em França, e que tomaram força de lei em meados do século XIX, que responsabilizavam o Homem e o Estado, a declaração universal de 1948 responsabilizava o Homem perante o Homem.
A segunda metade do século XX, fortalecida pela declaração universal, valorizou a liberdade e o desenvolvimento dos povos de todo o mundo, o direito à auto-determinação dos povos, especialmente dos que saíram da colonização europeia.
E actualmente? Teremos esgotado o potencial social de crescimento no âmbito do aprofundamento do humanismo? Dito de outra forma: Seremos hoje menos sensíveis à importância da vida e da família humanas do que há 60 anos?
Consideramos que não. A declaração universal dos Direitos do Homem não precisa de ser reescrita, mas precisa de ser relida. Relida no sentido de reconhecermos a importância do direito ao alimento — do direito a não passar fome —, do direito ao acesso à água potável, do direito à sustentabilidade do planeta, do acesso à cultura, à educação e à informação, por exemplo.
E, ainda, retomando as palavras e a preocupação do Papa Bento XVI e do Bispo Manuel Clemente, precisamos de revalorizar o papel da família, do direito à família, enquanto estrutura basilar do ser humano como ser social. “Quem, mesmo inconscientemente, combate o instituto familiar, debilita a paz na comunidade inteira, nacional e internacional, porque enfraquece aquela que é efectivamente a principal agência de paz”, afirma o Sumo Pontífice da Igreja Católica.
Quando nos preparamos para viver o Natal e somos interpelados pelo sexagésimo aniversário de um documento — o que em maior número de línguas se encontra traduzido — não podemos deixar de o reconhecer como proposta salutar de globalização pelos valores da vida humana e da família que o povo da Terra constitui, e, “sobretudo, a antropologia que vê no homem um sujeito de direito precedente a todas as Instituições, com valores comuns a serem respeitados da parte de todos” — usando as palavras de Bento XVI.

Editorial de 17 de Dezembro de 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

[681.] - Hoje é o Terceiro Domingo do Advento

«Irmãos:
Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus.
Não apagueis o Espírito, não desprezeis os dons proféticos;

mas avaliai tudo, conservando o que for bom.»

Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses
II DOMINGO DO ADVENTO (ANO B)

[680.] -


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

[679.] - Hoje é 10 de Dezembro II

É o dia do 23.º aniversário
do Jornal da Mealhada
Mais do que o título, a empresa ou os antigos e actuais redactores, é o concelho da Mealhada que está de parabéns!

[677.] - Hoje é 10 de Dezembro

Dia dos Direitos Humanos
60.º aniversário da assinatura da Declaração dos Direitos do Homem


Portugal disponível para acolher prisioneiros de Guantanamo

Para perceber como, ver AQUI (Jornal de Noticias) e AQUI (versão integral da carta no MNE).

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

[678.] (07) - Saudades do Paraíso


«Trabalhando, lutando, presente em vencendo,
Caminhamos a passos gigantes
Na cruzada dos povos africanos,
Hasteando a bandeira nacional.
Voz do povo, presente, presente em conjunto,
Vibra rijo no coro da esperança
Ser herói na hora do perigo,
Ser herói no ressurgir do País.»

Do hino nacional de São Tomé e Principe, escrito por Alda do Espírito Santo.

[676.] - Hoje é 9 de Dezembro

Dia Internacional contra a corrupção

domingo, 7 de dezembro de 2008

[675.] - Hoje é Segundo Domingo do Advento

«Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
Está escrito no profeta Isaías:
"Vou enviar à tua frente o meu mensageiro,que preparará o teu caminho.Uma voz clama no deserto:

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas".»

Evangelho segundo Marcos
II DOMINGO DO ADVENTO (ANO B)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

[674.] - Hoje é 5 de Dezembro

Hoje é Dia Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Económico e Social

[673.] - Hoje é 5 de Dezembro


Dia de São Geraldo
Padroeiro de Braga e da nossa Lameira com o mesmo nome

Geraldo de Moissac era francês, mas transformou-se num personagem essencial para a formação de Portugal, ao consolidar a Arquidiocese de Braga como metrópole eclesiástica de toda a Galiza e noroeste da Ibéria, no século XI.

«Nascido de família nobre, Geraldo era natural da diocese de Cahors (França), tendo professado na Abadia de Moissac. Foi visitador de mosteiros de obediência desta localidade e chantre da Sé de Toledo. Eleito bibliotecário do mosteiro, tal o seu fervor pela leitura, dedicou-se ao ensino dos monges menos instruídos, tanto na música como nas artes.
Nas reuniões capitulares distinguia-se pela sua eloquência e erudição, desde logo porque era versado em Gramática, cujo exercício regia doutamente.
Em Abril de 1096, Geraldo encontra-se já em Braga, governando a diocese e fazendo todos os esforços para engrandecer a Igreja local, de que é testemunho o facto de ter conseguido do papa Pascoal II a dignidade de Braga como Metrópole da Galiza.
A sua acção em prol do engrandecimento da Igreja bracarense registou sempre o apoio do conde D. Henrique, então titular do Condado Portucalense, sendo vários os relatos que o implicam nas circunstâncias que haviam de favorecer a fundação de Portugal. É com base nessa intervenção “política” que chegou até nós a informação de que terá sido precisamente o primeiro arcebispo metropolita a baptizar o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
Geraldo terá morrido no concelho de Vila Pouca de Aguiar, quando, em Dezembro de 1108, por lá andava em visita pastoral. Foi então trazido para Braga e sepultado na capela que edificara em honra de São Nicolau, junto da Sé. Cedo foi organizado o seu processo de canonização e, em fins do século XII, aparece já como padroeiro da diocese que eficazmente governara.»

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Fonte Agência Ecclesia
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Eis a forma encontrada de ver se a malta da Lameira paga um copito pela festa...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

[671.]

Que a Força esteja contigo!

Que vantagens advêm de estar do Lado Bom da Força?

Estar sujeito ao desafio. Ser constantemente posto à prova. Não ter descanso nem desculpa, apesar da dedicação, da fé, da entrega, da disponibilidade, do desprendimento. É desconfortável e, acima de tudo, injusto.

Estar do lado Bom da Força é como olhar-se à volta e ver-se os que estão do lado Mau ou não têm lado a ter grandes vitórias... Acontece que as vitórias deles são de jogos da III Distrital e estar do Lado Bom da Força significa jogar para a Liga dos Campeões. Os jogos são mais complicados mais a vitória é mais saborosa.

No lado Mau da Força as vitórias são muitas, tudo parece fácil, e de grandes contentamentos. Só que antes do gozo total, antes do usufruto absoluto, é a própria Força que tudo dissolve e tudo se esfuma.

Estar do lado Bom da Força é estar com a Justiça, com a Paz, com a Luz. Não é fácil, mas só o que não é fácil é que vale a pena... é que não se esfuma!

[670.] - Mercurii dies

O Natal e as crises (a financeira e a económica)

Desde o princípio do mês de Novembro que as montras dos estabelecimentos comerciais se engalanaram com motivos natalícios para procurar convencer os consumidores a fazer compras. O facto de a campanha de Natal começar tão cedo estará relacionado com a urgência que os empresários têm de realizar dinheiro? Será pacífico entender-se que sim, apesar de, desde há já alguns anos, graças à febre consumista, a época natalícia começa cada vez mais cedo, e ter cada vez com maior duração, obviamente.
A crise, como já aqui o dissemos, está oficializada, é efectiva e todos têm consciência disso. Consciencializámo-nos, também, de que, da crise financeira (verificada quando as pessoas não dispõem de dinheiro para gastar em bens de consumo), passámos já à crise económica (quando toda a economia, enquanto rede global de transacções de bens e serviços, perde vitalidade em consequência da quebra do consumo).
A época natalícia é a altura, no ciclo de doze meses, em que mais transacções comerciais, de vários tipos e ordens de grandeza, se operam. Grande parte dos empresários procura compensar nesta quadra o proveito que não obteve noutras alturas. É natural que assim seja. E é importante que todos procuremos colaborar com isso.
Pensamos que seria importante que todos, nesta altura de dificuldade, especificamente, quando reflectíssemos sobre o tipo de compras a efectuar e sobre os locais onde as fazer, procurássemos colaborar no sentido de exercer a solidariedade natalícia de uma forma mais global. Se consumirmos o nosso pecúlio para as compras de Natal nos estabelecimentos comerciais locais, no comércio de proximidade, estamos a apoiar empresas, geralmente pequenas ou médias. Ao fazermos isso estamos a contribuir para revitalizar o círculo virtuoso de trocas e transacções de distribuição da riqueza na nossa comunidade local.

Editorial do Jornal da Mealhada de 3 de dezembro de 2008