quarta-feira, 26 de novembro de 2008
[664.] - Mercurii dies
“Nenhum homem é uma ilha isolada:
Cada homem é uma parcela do continente, uma parte do todo.
Se um torrão é arrastado pelo mar, a Europa fica diminuída, tal como se fosse um promontório, como se fosse um homem ou os teus amigos, ou como se fosses mesmo tu.
A morte de qualquer homem diminui-me porque pertenço à Humanidade.
Por isso nunca te perguntes por quem os sinos dobram: dobram por ti.”
Este é um excerto do texto “Por quem os sinos dobram” de John Donne, poeta inglês dos séculos XVI/XVII. Em 1940, Ernest Hemingway recuperava a ideia e utilizou-o como base para o título do seu romance sobre a Guerra Civil Espanhola, “Por quem os sinos dobram”.
O texto de Donne remete-nos para a relação de cada um com o mundo, com os outros e com a nossa própria vida. Ao mesmo tempo, lembra-nos, de igual modo, a vulnerabilidade da vida às agruras do tempo, da doença, das convulsões sociais e políticas. Entendemos, também, nas palavras de Donne, uma chamada de atenção para a consequência das nossas acções na vida dos outros e vice-versa.
Numa época em que, oficial, efectiva e conscientemente, estamos em crise económica, as palavras do poeta inglês revestem-se de particular oportunidade e interesse. Pudemos comprovar a existência do chamado efeito borboleta — o bater das asas de uma borboleta no Japão (expressão metafórica) provoca uma tempestade na Europa —, com as consequências económicas na Europa da falência de um banco americano. Por outro lado, a eleição de Barack Obama, por exemplo, parece ter insuflado de esperança não apenas os Estados Unidos da América mas todo o mundo. O mundo está hoje muito mais pequeno do que no tempo de Donne, e todos sentimos, na pele e em casa, as consequências de muitas das medidas tomadas em qualquer parte do globo.
Sentimos isto na crise económica que está a assolar o mundo, mas, mesmo economicamente, poderemos dar outros exemplos, como o da indústria e da ofensiva mercantil chinesas que estão a desequilibrar de forma preocupante os preços no mercado europeu. Como há outros, o problema ambiental, o das alterações climáticas, ou o do excedente de produção agrícola e a fome em algumas partes da Terra.
Esta nova dimensão e vulnerabilidade global não nos deve, no entanto, fazer baixar os braços. O criptograma chinês para a palavra crise inclui dois componentes — perigo e oportunidade — a lembrar-nos que não somos meras vítimas dos acontecimentos. Em qualquer crise há o perigo de falhar, falhar no acto de agir apropriadamente ou falhar no acto de agir efectivamente, mas também nos é dada a oportunidade e a justificação para começar de novo, de inovar, de fazer ainda melhor.
Donne, no final do seu texto — e também Hemingway no seu romance — aborda concretamente a vulnerabilidade da vida humana — a morte de qualquer homem diminui-me. De qualquer homem, note-se. Para Donne os homens poderiam ser católicos ou protestantes, para Hemingway seriam republicanos ou falangistas, mas todos importam para a contabilidade aludida. Todos devemos sentir a morte de alguém, mesmo que não conheçamos essa pessoa ou que retenhamos dela apenas a memória de um encontro de breves minutos. O que essa pessoa foi capaz de fazer da sua vida ao serviço dos outros, no seu trabalho, na educação dos seus filhos, no auxilio aos seus amigos, no testemunho do seu sofrimento e da sua coragem, e os reflexos maiores ou menores que tudo isso possa ter tido ou/e continuará a ter na sociedade tudo isso deixa marca, tudo isso fortalece, dá uma perspectiva de perda no momento da morte, por um lado, e, por outro, uma mais forte sensação do valor da vida e das pessoas.
Em memória de Fernando Oliveira Várzeas
Editorial do Jornal da Mealhada de 26 de Novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
[663.] - Hoje é 25 de Novembro
[665.] - Hoje é 25 de Novembro
88.º Aniversário da Tomada da Bastilha
(1920-2008)
Desde 1913 que a AAC tinha a sua sede localizada na Rua Larga, no r/c do velho edifício do Colégio de S. Paulo Eremita que não oferecia as mínimas condições. No andar de cima situava-se o Clube dos Lentes, espaço há muito destinado aos estudantes, mas que tardava em ser cedido.
Insatisfeito com as decadentes instalações, na madrugada de 25 de Novembro de 1920, um conjunto de estudantes dividiu-se em três grupos: um para ocupar a torre da Universidade usando chaves falsas, outro para o assalto ao Clube dos Lentes, e outro para defender a sede da AAC, isto é, o rés-do-chão do Colégio.
Pelas 7 da manhã, a cidade acordava ao som de salvas de tiros e sinos a repicar. "Tomada da Bastilha", expressão que desde a Revolução Francesa simbolizava a luta com os opressores, foi o nome logo associado ao assalto. À noite, a Academia desfilou, da Alta até à Baixa, num cortejo luminoso ao qual se associou a população da cidade. Perante a rebeldia estudantil, o Reitor - depois de reaver o mobiliário - imediatamente cedeu as instalações e assim, a AAC passou a ter sede condigna, onde permaneceu alguns anos.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
[661.] - Sim, nós (também) podemos
Na sexta-feira, 14 de Novembro, os alunos da Escola Secundária da Mealhada - a melhor do mundo, porque foi a minha - manifestaram-se. Manifestaram-se com classe (tirando meia dúzia de inergumenos que decidiram fazer umas javardices... E digo que se manifestaram com classe por duas ordens de razão.Em primeiro lugar porque mesmo com os portões escancarados e com os professores no interior da escola os alunos não entraram no espaço escolar - provando que os piquetes muitas vezes só servem para fazer má figura.
Em segundo lugar porque os cartazes que envergaram eram de requintada postura. Um deles, a que tive acesso e cuja foto se apresenta abaixo consta da imagem do presidente eleito dos Estados Unidos da América, Barack Obama, o slogan "Sim, Nós Podemos", e, ainda, um desenho do primeiro-ministro e da ministra da Educação num jacto a caminho do Iraque.
Parabéns ppl!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
[660.]
A resposta é simples...
Se participas numa actividade nacional ou internacional e garantido que arranjas pelo menos 5 emails de raparigas.
Escuteiro um dia, escuteiro para sempre
[659.] - Imagens de uma cidade que já não existe
[658.] - Mercurri dies
Incomoda, muitas vezes, o número de interpelações que nos são feitas no sentido de apoiarmos, com dinheiro ou géneros, um sem número de causas sociais e comunitárias. À porta do supermercado encontramos, bastas vezes, pessoas que nos solicitam apoio para os Escuteiros, para o Banco Alimentar Contra a Fome, para a Liga Portuguesa contra o Cancro, para o Grupo de Acção Sócio-caritativa, ou, em outros locais, para os Bombeiros, para um rancho folclórico, ou para um clube desportivo. Pode, à primeira vista, causar-nos algum transtorno, é certo, mas temos de reconhecer que apoiar pode ser, mesmo que o nosso contributo seja mínimo, valiosa ajuda para tornar possível a acção voluntária de outros.
O trabalho do voluntário, a sua militância, é o resultado de uma decisão livre e espontânea que ele tomou, apoiada em motivações e opções pessoais de altruísmo e disponibilidade para os outros. São pessoas que se colocam ao serviço de outras pessoas, das famílias e das comunidades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do bem estar das populações.
O exemplo mais claro deste espírito de altruísmo, de dedicação ao seu semelhante, e deste esforço de abnegação, de voluntariado, é, naturalmente, o dos bombeiros voluntários. É, provavelmente, o mais imediatamente reconhecido, até porque envolve um risco de vida, mas não é o único que encontramos na população do concelho da Mealhada.
As associações, culturais, recreativas, de solidariedade social, desportivas ou outras, são dirigidas por voluntários. Pessoas que se associaram para a concretização de um objectivo de interesse comunitário, que dispõem do seu tempo — algumas até do seu dinheiro — para o dar aos outros. Há satisfação pessoal? Naturalmente. Há crescimento da auto-estima e do reconhecimento público? Nem sempre…
As comissões fabriqueiras de capelas e igrejas são compostas por pessoas que dispõem de si para a defesa e manutenção de património colectivo. Encontramos voluntários nestas comissões que se disponibilizam para promover obras que envolvem centenas de milhares de euros que têm de ultrapassar obstáculos burocráticos imensos, tempos de espera ciclópicos que não se compadecem com a urgência de tectos a ruir, de paredes a ceder, de património a destruir-se a cada minuto que passa. Voluntários que resistem, que têm estômago para repetir ano após ano ‘peditórios pelo povo’, além de outros esforços.
São voluntárias as pessoas que se disponibilizaram para a formação das crianças, adolescentes e jovens, no âmbito desportivo, no âmbito da catequese, ou da formação escutista. Formação que é feita, muitas vezes, pelo exemplo.
São também voluntárias as pessoas que no concelho da Mealhada, ou noutros, integram Grupos de Acção Sócio-caritativa, ou associações de benemerência e solidariedade. Pessoas que visitam doentes, que recolhem e distribuem géneros alimentícios por dezenas de famílias desfavorecidas, que procuram disponibilizar cadeiras de rodas, camas articuladas, andarilhos e outros equipamentos a quem deles necessita.
Como são voluntários os que aceitam dar a cara por campanhas como a do Banco Alimentar contra a Fome ou a da Liga Portuguesa contra o Cancro. Voluntários que nos abordam directamente, estranhos, para nos pedir algo que não é para si, mas para outros que não podem estar ali.
O voluntário é aquele que dá por vontade — voluntas. Vontade que muitas vezes nos falta para comprarmos um qualquer objecto de uma campanha financeira, ou para irmos à reunião da assembleia-geral do clube ou à reunião da comissão fabriqueira da capela. Vontade cuja falta muitas vezes faz com que não haja meios para que os voluntários possam dispor do seu tempo para ajudar quem precisa. Voluntários esses que, verdadeiramente, não esperam o nosso reconhecimento e o nosso elogio, mas a quem temos, naturalmente, de dar valor e agradecer.
Editorial do Jornal da Mealhada de 19 de Novembro de 2008
[657.]
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
[656.] - Veneris dies
Em 14 de Novembro de 1921 morria, em França, no exilio, Isabel de Bragança e Bourbon... a Princesa IsabelA Princesa Isabel é provavelmente a mais estimada das monarcas brasileiras. É estimada por republicanos, monárquicos, progressistas e conservadores. Porquê? Em primeiro lugar porque aboliu a escravatura. Depois, porque exerceu os cargos que desempenhou de maneira exemplar. Exerceu o cargos político de forma tão exemplar que o Brasil ainda suspira por ela...
Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1846 — Eu, França, 14 de novembro de 1921) foi princesa imperial do Brasil e regente do Império do Brasil por três ocasiões, na qualidade de herdeira de seu pai, o Imperador D. Pedro II e da Imperatriz Dona Teresa Cristina. É considerada a primeira chefe de estado das Américas, tendo sido uma das nove mulheres a governar uma nação durante todo o século XIX. Foi cognominada a Redentora por ter abolido a escravidão no Brasil.
A princesa Isabel foi também a primeira senadora do Brasil, cargo a que tinha direito como herdeira do trono a partir dos 25 anos de idade, segundo a Constituição do Império do Brasil de 1824.
Com a morte de seu pai, em 1891, já abolida a monarquia e com a familia imperial no exílio, tornou-se chefe da Casa Imperial do Brasil e a primeira na linha sucessória ao trono brasileiro, sendo considerada, de jure, Sua Majestade Imperial, Dona Isabel I, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperadora Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
[655.] - Hoje é 12 de Novembro
No dia 12 de Novembro de 1991, o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em Díli - Timor Leste. Ai Timor - Trovante
Reportagem sobre o Massacre de Santa Cruz
[654.] - Mercurii dies
A propósito da eleição de Barack Obama para 44.º presidente dos Estados Unidos da América
Barack Hussein Obama foi eleito, na passada semana, a 4 de Novembro de 2008, presidente dos Estados Unidos da América. Obama, que foi o candidato do Partido Democrata, é o primeiro afro-americano a ocupar a sala oval da Casa Branca. A sua eleição é apontada por muitos analistas como um marco histórico de grande relevância. Pelo facto de ter ascendência negra, pela sua personalidade, pelo momento político-económico em que assume o cargo, pela forma como orientou a campanha eleitoral e pelo que consta do seu programa político.
Obama é filho de um intelectual queniano e de uma americana — uma WASP (White Anglo Saxonic Protestant) — o que faz dele um afro-americano. O facto de este rótulo, que terá relevância política, não lhe advir de ascendentes africanos escravos moderou os sectores mais racistas (negros e brancos), moderação que terá tornado possível a sua eleição. Um dos receios dos seus estrategas é que fosse considerado demasiado negro para os brancos e demasiado branco para os negros. Obama é o primeiro presidente afro-americano e é, no entender de muitos analistas, o máximo que os americanos seriam capazes de tolerar, nesta fase — mesmo que surpreendente para muitos.
O presidente eleito considera-se, também, e ao mesmo tempo, o mais legítimo dos americanos e a antítese do americano típico. Antítese do americano porque tem mundo, isto é, viveu grande parte da sua vida fora do país, tem um conhecimento alargado de geopolítica e conhece bem o que é a globalização: tem seis meios-irmãos e outros familiares, “que vivem em três continentes diferentes, e — assim disse — são de todas as cores e raças”. Legítimo porque só os Estados Unidos da América, a terra da oportunidade, dariam a uma pessoa como ele a hipótese de ser presidente do Governo federal.
È unânime a convicção de que seria impossível haver momento mais difícil para assumir o comando da maior potência económica e politica do mundo do que o presente. O modelo económico neo-liberal e capitalista que a Europa e a América têm adoptado demonstrou ter grandes fragilidades. Por outro lado, em termos geopolíticos o mundo ocidental precisa de uma nova liderança. Trata-se de questão de resolução urgentíssima. Não precisará de ser Obama a desempenhar essa liderança, mas é preciso que a presidência americana ajude e não obstaculize... São necessárias uma atitude e medidas que contribuam para a resolução dos problemas da ocupação iraquiana e da ocupação afegã, que, pelo menos, atenuem os conflitos israelo-palestiniano e sudanês, que estabeleçam novas pontes com o Irão, com a Coreia do Norte, com a América-Latina. E que, acima de tudo, contenham significativas formas de apoio à reforma da ONU, nomeadamente no que diz respeito às mudanças no Conselho de Segurança e ao papel das economias emergentes — como o Brasil e a Índia — no concerto das Nações.
Tem também grande relevância a mudança que, com Obama, já se produziu nos Estados Unidos da América e na Política. Quando no mundo ocidental se atingem níveis baixíssimos de participação politica, Barack Obama consegue bater recordes de participação eleitoral. Votaram cento e trinta milhões de pessoas, número de que faz parte um aumento nos níveis de participação só comparável ao verificado em 1920, quando as mulheres passaram a votar. Os Estados Unidos da América atravessam uma crise económica só comparável à de 1929, a Grande Depressão, mas, apesar disso, a campanha de Obama conseguiu angariar um volume recorde de fundos e fazer nascer o maior movimento de cidadãos da história politica americana. Para o ajudar voluntariou-se um milhão e meio de pessoas. Pessoas que se organizaram, que bateram de porta em porta, e que, recolhendo mesmo donativos individuais de cinco e de dez dólares, conseguiram a maior angariação de fundos de qualquer outra campanha política americana.
Como é que Obama conseguiu isto? Aí está uma resposta que, certamente, todos os outros líderes políticos gostariam de ter. Obama elegeu a Saúde, a Educação e a Energia como áreas prioritárias da sua acção. E provavelmente os americanos concordaram com ele. Mas, acima de tudo, Barack Obama quis chegar ao coração dos americanos e apresentar-lhes a promessa política primitiva, elementar, original, a mais simples de todas: A esperança de que melhores dias virão. Promessa cuja concretização começa com a sua eleição, que é, acima de tudo, sinónimo de mudança. Mas Obama foi mais longe, apresentou a ideia de que a mudança não está em si, eleito, mas nos outros, nos eleitores. Ou seja, a mudança não está no facto de o eleito ser negro, de ser convincente na sua aparente sinceridade, no facto de parecer confiável. A mudança está no facto de as pessoas o seguirem. Obama recorreu ao mito fundador dos Estados Unidos da América para galvanizar as pessoas: o protagonista da mudança é o génio americano não é o seu líder. O protagonista é o indivíduo e aquilo que o conjunto de indivíduos é capaz de fazer e não a liderança. Por várias vezes e nos mais entusiásticos discursos, Obama citou Lincoln e Kenedy — mais do que Luther King — e lembrou o documento fundador dos Estados Unidos, a constituição americana, que começa com a esclarecedora frase: “Nós, o Povo, (…) estabelecemos…”.
Como é que Obama conseguiu convencer a maior parte dos americanos a confiar-lhe a liderança daquela que é a maior potência económica e politica do mundo e a incumbência de a tirar da crise? Falou de Mudança, de Esperança e pôs milhões de pessoas a gritar: “Sim, nós podemos!”. Acreditamos que possa ter sido com isso.
Editorial do Jornal da Mealhada de 12 de Novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
[653.] - Hoje é 11 de Novembro
Assinala-se hoje o 90.º aniversário sobre a assinatura do Armísticio que colocou um ponto final à primeira Guerra Mundial. Guerra esta em que morreram 1643 jovens do Corpo Expedicionário Português. Foi uma Guerra que marcou profundamente o povo português e influenciou definitivamente toda a história politica e social do século XX português. Foi, para Portugal e para os portugueses, uma ferida muito dificil de sarar que teimamos em deixar sem tratamento.
Fica por aqui a minha indignação que é para não desrespeitar ninguém.
É vergonhoso.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
[652.] - Hoje (ainda) é 6 de Novembro...
da Elevação do Luso à categoria de Vila
6 de Novembro de 1937 - 6 de Novembro de 2008
[651.] - Hoje é 6 de Novembro...
6 de Novembro de 1836 - 6 de Novembro de 2008
[650.] - Hoje é 6 de Novembro
Quinta do Valongo, 6 de Novembro de 2008, Dia do Beato Nuno de Santa MariaDom João II, rei de Castela — neto do mesmo João que Nuno derrotara em Aljubarrota — terá ido ao Convento do Carmo, em Lisboa, onde se encontrava, já idoso, Nun'Álvares Pereira, agora o monge Nuno de Santa Maria. Em jeito de provocação o castelhano perguntou-lhe o que faria o religioso se Castela voltasse a invadir Portugal. Nuno, sem dizer uma palavra, levantou o seu hábito, de modo a que o rei visse, por baixo deste, a sua cota de malha, indicando que mesmo com quase setenta anos permanecia alerta, preparado e disponível para servir o seu país sempre que necessário e defendê-lo.
Nuno Álvares Pereira foi Condestável de Portugal, o vencedor e o estratega de Aljubarrota, um dos melhores generais portugueses de todos os tempos, filho predilecto de Nossa Senhora da Vitória. Garantiu a independência de Portugal foi o principal responsável pela coroação de D. João I, pai da Ínclita Geração e o primeiro rei da época gloriosa dos Descobrimentos Portugueses. Do casamento de Beatriz, única filha de Alvares Pereira, com Afonso, filho bastardo do seu senhor D. João I, nasceu a Casa de Bragança cujos descendentes reinaram em Portugal durante 270 anos.
Nuno Alvares Pereira foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Morreu aos 71 anos, foi beatificado em 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV. O processo de canonização foi iniciado em 1940, tendo sido interrompido posteriormente. Em 2004 foi reiniciado e tem o seu termo anunciado para o ano de 2009, uma vez que em 3 de Julho desse ano a Santa Sé publicou o decreto em que reconhece o milagre necessário à conclusão do processo.
Nuno de Santa Maria é o patrono do Corpo Nacional de Escutas.
Peçamos a Deus, por intercessão de Maria, Mãe dos Escutas, de Jesus, seu Amado Filho, que nos ajude a sermos, como Nuno: fieis à nossa missão, resistentes às fraquezas e adversidades do caminho, coragens para lutar e perder, humildes para aceitar o destino e as vitórias, e simples, para que o testemunho da nossa vida na Terra possa servir de exemplo aos irmãos que ajudamos a educar e sejamos olhados por Deus e pelos homens como seres justos.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
[649.] - BHO - Estilhaços de momento histórico - 6

É, também, admirável o discurso de John McCain, sobre o seu adversário:
"That he managed to do so by inspiring the hopes of so many millions of Americans who once wrongly believed they had little at stake or little influence in the election of an American president is something I deeply admire and commend him for achieving. This is a historic election, and I recognize the special significance it has for African-Americans and for the special pride that must be theirs tonight".
[648.] - BHO - Estilhaços de momento histórico - 5
[647.] - BHO - Estilhaços de momento histórico - 4
[646.] - BHO - Estilhaços de momento histórico - 3

[645.] - BHO - Estilhaços de momento histórico - 2
Barack Obama levou as pessoas a acreditarem que é possível mudar. Como disse Nelson Mandela, dando os parabéns ao novo presidente eleito, está acessível a todos a possibilidade de mudar o mundo. (Até) Os americanos foram capazes disso.Os Clintons representavam a geração de 60, a babyboomer, os ideais de libertação. Bush filho era a retracção desse avanço e associava-se ao conservadorismo protestante e patético de Bush pai que nada tinha a ver com o conservadorismo de Reagan, antecessor do velho Bush.
Obama é a nova América. É o paradigma do político do século XXI. No discurso de esperança, no discurso de envolver todos. Não é necessariamente novo - já JFK o fazia - mas é muito importante nesta altura.
Vamos ver quem serão os protagonistas deste paradigma... aqui na Velha Europa.
[643.] - BHO - Estilhaços de momento histórico - 1

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
[641.] - In Flanders fields
De Hoje até dia 11 de Novembro teremos, aqui de lado, uma poppy - uma papoila vermelha -, seguindo uma tradição britânica, de homenagear os mortos da primeira Guerra Mundial.O dia 11 é o dia do Armistício e a tradição da poppy surge do poema In flanders fields.
Há dois anos contámos a história do acontecimento. Aqui (e daqui há mais ligações).
Homenageamos assim os mortos - todos, mas os portugueses e mealhadenses de modo especial - na Primeira Guerra Mundial.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
[638.] - Mercurii dies
A propósito da apresentação do plano de desenvolvimento do projecto Destino Luso — Saúde, Beleza e Bem-estar
Carlos Cabral, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, subiu ao palco do cineteatro Messias, na Mealhada, na tarde de 23 de Outubro de 2008, como “o rosto e o nome do desafio” que constitui o projecto Destino Luso - Saúde, Beleza e Bem-estar — a concretização do plano Luso Inova, já anteriormente apresentado, e que pretende implementar uma estratégia ampla de revitalização turística, termal e empresarial do Luso, mas também, naturalmente, de todo o concelho da Mealhada. Um investimento inicial e "previsível" de cinquenta milhões de euros. Damos conta do programa e da referida sessão nas páginas 2 e 3 da presente edição.
Tão profissional no marketing político como na resposta, diríamos que cabal, que dá aos críticos, o presidente da Câmara aposta neste programa todo o seu capital político, como se deste processo dependesse todo o futuro: se correr bem, Cabral é o único candidato viável a presidente da Câmara, em Outubro de 2009. Fá-lo com arte, o risco é minimizado: se correr mal, sai, ainda, pela porta grande como o timoneiro de um programa arrojadíssimo.
Cabral tem contra ele, no entanto, um pequeno senão. Por um lado, tem seguido, sábia e prudentemente, uma estratégia de gestão do silêncio junto da comunicação social, atitude que o tem resguardado politicamente. Por outro lado, Carlos Cabral precisa agora de chegar aos investidores e aos lusenses para fazer vingar este programa Destino Luso, com uma imagem de dinamismo, arrojo e qualidade – e para isso precisa da comunicação social. A sua grande dificuldade não está em ter má imprensa, está no facto de passar a ser artificial o “encontro” entre o presidente da Câmara e os munícipes através dos jornais, ou da rádio. E o presidente tem necessidade extrema desse encontro.
O que Cabral não disse no palco do cineteatro Messias, naquela tarde, mas precisa de dizer, rapidamente, principalmente aos habitantes e aos pequenos investidores do Luso, é que a concretização do projecto depende muito mais da sociedade civil, dos agentes económicos — numa economia global à beira da recessão — do que da boa vontade da Câmara Municipal da Mealhada. O presidente da Câmara, que, para chegar aos investidores, elevou as expectativas a um patamar quase inimaginável, que empenhou, declaradamente, a cabeça perante os mais cépticos — que são muitos — tem a obrigação pedagógica de dizer, claramente, que a missão da Câmara passará por criar as condições para que as empresas de turismo, das tecnologias da saúde, de beleza e bem-estar se instalem no concelho da Mealhada. Tem a obrigação de deixar claro que a Câmara não vai construir nenhum hotel, nem comprar terrenos para a sua instalação. Deve esclarecer que vai adquirir o espaço da plataforma industrial de Barrô para vender os lotes de terreno às empresas que desejem comprar, mas que não vai fazer nenhuma fábrica de produtos de beleza. Tem o dever de deixar expresso que vai requalificar, em termos urbanos, o centro do Luso, com novas lojas e novos espaços, mas que não vai garantir um aumento de turistas, de lojistas ou de variedade. Consideramos — mesmo que possa pensar-se que caímos no paternalismo ou numa infantilização dos cidadãos — que Carlos Cabral tem a obrigação de explicar aos munícipes que o sucesso deste projecto está, apenas em pequena parte, nas mãos da Câmara, e que o fundamental está nas mãos dos próprios lusenses e dos agentes económicos.
O programa Destino Luso compromete o futuro do município da Mealhada e, naturalmente, os próximos executivos camarários, não como ónus, mas como legado. O próximo mandato autárquico, 2009-2013, será o da revolução total. Pelo que, assim se espera, será sobre este programa que incidirão as principais dúvidas a tirar na campanha eleitoral que se avizinha. Mas Cabral surgiu sozinho no palco, como o “rosto e o nome” de um projecto revolucionário para o Luso — a jóia da coroa do concelho da Mealhada, pelo que parece. E na plateia não figurava nem Rui Marqueiro, nem César Carvalheira, dois candidatos eventuais ao lugar de Cabral. Mesmo sem a música épica da banda sonora do “Gladiador”, que anima a presença de Sócrates, ou dos sons de Vangelis, que pendiam sobre Guterres, a verdade é que Cabral teve ali condições para proporcionar momento de glória. Uma saída pela porta grande, poderá dizer-se, ou uma utilização cirúrgica de grande parte dos trunfos que tem para se afirmar como o candidato natural e ideal a novo mandato camarário? Se não conhecerem o projecto e nem se comprometerem com ele, não estarão Marqueiro e Carvalheira em sérias dificuldades?
Editorial do Jornal da Mealhada de 29 de Outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Mercurii dies
A propósito da abstenção nas regionais dos Açores e dos brancos no PSD de Anadia
Realizaram-se no domingo, 19 de Outubro, as eleições regionais dos Açores. Tratou-se do primeiro de um conjunto de quatro actos eleitorais que se completará, previsivelmente, em menos de um ano. O Partido Socialista, com Carlos César, conseguiu renovar, na Região Autónoma dos Açores, a maioria absoluta e o parlamento regional ganhou colorido com a eleição de deputados de partidos que até agora não tinham representação nos órgãos políticos regionais. Tudo seria positivo, uma vitória da democracia autonómica, se não fosse o facto de mais de metade dos eleitores não ter participado no acto.
Por quanto tempo ignoraremos os sinais que, sucessivamente, eleição após eleição, nos vão sendo dados por um sistema político que já não atrai os cidadãos a participar na gestão do que é de todos?
Os Açores têm 192 mil eleitores, aproximadamente. No entanto, mais de metade, 102 mil, decidiram não votar. Porque o terão feito? Importa fazer a pergunta.
Nas eleições presidenciais, nas legislativas nacionais, nas autárquicas e nas eleições para o Parlamento Europeu, os níveis de abstenção são substancialmente mais baixos. Estarão, desta forma, os açorianos a manifestar o seu desacordo em relação à própria autonomia? Estarão os açorianos a repudiar o caciquismo doentio, característico das autonomias portuguesas?
Pondo de parte as habituais desculpas da chuva, que afasta as pessoas das urnas, e do sol, que leva as pessoas para a praia e as afasta das urnas, é urgente questionar, procurar saber por que razão os portugueses estão cada vez mais distantes da participação política.
Declarações como as do vencedor, Carlos César, também não ajudam na procura de respostas. Para o presidente do Governo regional dos Açores “a baixa participação é característica das democracias consolidadas”. “A abstenção foi elevada e houve uma quebra significativa de mobilização e de motivação nestas eleições, em virtude da presunção de vitória que havia à volta do Partido Socialista”, terá afirmado, também. E ainda: “Os partidos com mais votos têm menos responsabilidades na abstenção”, e “o que conta, em democracia, são as pessoas que votam em dia de eleições”.
Quando nos debruçamos sobre a questão da falta de participação dos cidadãos no sufrágio político vem-nos à ideia uma outra questão, usada literariamente por José Saramago, em “Ensaio sobre a Lucidez”, que é a questão da valoração política dos votos em branco. Dito de outra forma: Que significa um voto em branco? Que conclusão deve tirar-se de um número tão significativo de votos em branco?
No livro do Nobel da Literatura, a solução encontrada para reagir ao resultado eleitoral de uma cidade cujos eleitores, sem terem sido mobilizados para isso, votaram maioritariamente em branco, foi o ostracismo. A cidade é isolada do resto do território. “Antes que a pestilência e a gangrena alastrem à parte ainda sã do país”, justifica um dos personagens na obra.
Hipótese muitas vezes considerada academicamente para resolução do síndrome dos votos em branco é a das cadeiras vazias — Se, para eleger um parlamento de duzentos lugares, houvesse dez milhões de eleitores, se nessa eleição só votassem metade, então só metade dos mandatos seria distribuída. E se metade desses eleitores tivesse votado em branco, então só cinquenta cadeiras ficariam ocupadas por representantes parlamentares.
Tudo isto são conjecturas académicas, mais ou menos bem-humoradas, que nos assomam ao pensamento quando analisamos estas questões. Mas o problema existe e só a obscuridade nos impede de nos prepararmos para lidarmos com ele, quando ele nos assomar.
Uma obscuridade que resulta da ideia de que este é um problema dos quadros dos partidos políticos e dos governantes. Ou uma obscuridade que resulta da ideia de que este “não é um problema dos partidos que ganham mais votos”, como disse Carlos César. Ou a obscuridade que resulta da ideia de considerar que só não vota quem é negligente ou despreocupado com os outros. Ou a obscuridade que resulta da tão propalada máxima de que “só interessam os que cá estão”, que neste contexto da governação da coisa pública se cingiria a terem direitos só os que participam.
Se é verdade que esta obscuridade nos tolhe, a todos de um modo geral, não é menos verdade que o problema não está assim tão distante… Em Anadia, a 10 de Outubro, nas eleições para as estruturas distritais do PSD de Aveiro, nas eleições para a comissão política distrital, trinta e nove militantes social-democratas votaram na lista A, que era única, e cinquenta e cinco votaram em branco. Para a mesa da assembleia distrital, quarenta e três votaram na lista única, mas cinquenta e um votaram em branco. Para o conselho de jurisdição quarenta votaram na lista única e cinquenta e quatro votaram em branco. É verdade que, tratando-se de uma eleição distrital, para a eleição de cada órgão distrital são somados os votos das dezanove secções concelhias do distrito, e, deste modo, os votos em branco de Anadia diluem-se. Mas... e se estivéssemos a falar, não de uma eleição distrital, mas de uma eleição concelhia? Quem ocuparia o lugar dos eleitos? Note-se que o exemplo que damos é de uma eleição interna do PSD, um dos partidos que “ganha muitos votos”. O que prova que a gangrena já chegou aos partidos, aos partidos do arco do poder, e já corrói por dentro.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
marti dies
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=368958&tema=32
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
[633.] - Iovis dies
Para quem, como eu, acredita que a eleição do Papa é feita com a intervenção do Espírito Santo, o facto de o pontificado de João Paulo II ter sido tão importante para a Igreja e para o Mundo é muito mais uma obra de Deus, do que uma obra dele próprio.
Mais do que um Papa reformador, ou renovador da acção da Igreja - que não foi - João Paulo II personificou a imagem do Homem que sofre, da Igreja viva feita de homens e mulheres, feita por gente de carne e osso, sem infalibilidades de qualquer ordem. Foi um Homem que, tal como Cristo, assumiu a condição humana e a levou ao extremo do sofrimento, do sacrificio, da doação plena e inequivoca.
O pontificado de João Paulo II foi, no meu entender, um adiar de muitas coisas na vida da Igreja, mas foi, também, um momento de gloriosa presença da Igreja na vida dos homens, de igual para igual, na mesma língua, com as mesmas preocupações.
Como se a santidade estivesse à distância de um gesto.
[632.] - Hoje é 16 de Outubro...
Em Niue, que ao que parece é um país localizado no Pacifico Sul, hoje é Feriado Nacional — é o Dia da Constituição.
Ah... e a minha avó Maria faz hoje 82 anos!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
[631.] - Hoje
A Santa Casa da Misericórdia da Mealhada faz 102 anos!Em 15 de Outubro de 1906 era, finalmente fundada a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada com a incumbência exclusiva de ser proprietária e administradora do Hospital de Santa Maria, aberto dois meses antes.
Uma condição imposta por Maria José Barata e Silva, amiga de Augusto Costa Simões, e a maior benemérita do Hospital.
Uma instituição secular, que nasceu e vive graças ao esforço de homens, mas por imposição de uma mulher.
Parabéns!
[630.] - Mercurii dies
As movimentações que se esperam em doze meses de campanha eleitoral
Na passada quinta-feira, 9 de Outubro, completou-se o terceiro ano sobre o dia das últimas eleições autárquicas, em 2005. Novo acto eleitoral para as autarquias locais acontecerá, provavelmente, em 11 de Outubro de 2009 — já não falta um ano. Dizemos provavelmente porque é uma decisão a tomar pelo Presidente da República, que, para 2009, tem de agendar as eleições autárquicas e legislativas que, por lei, teriam lugar, no mês de Outubro. Há quem admita, no entanto, a hipótese de as eleições legislativas serem antecipadas, vindo a realizar-se antes das eleições europeias, marcadas para Junho.
Esperam-se, então, para muito próximo, os anúncios oficiais, ou não oficiais, das decisões dos partidos políticos e, eventualmente, de alguns movimentos de cidadãos acerca das suas estratégias, programas e, talvez seja o mais esperado, dos nomes que encabeçarão cada uma das listas de candidatos à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e às Assembleias de Freguesia.
Ao que nos é dado perceber, pelo que é público e pelo que sabemos, ainda em nenhuma das estruturas partidárias do concelho da Mealhada haverá fumo branco, uma decisão final, acerca dos nomes dos que encabeçarão as listas candidatas aos dez órgãos autárquicos.
Num exercício de pura análise, com o possível rigor, o que nos é permitido pela simples observação, atrevemo-nos a “pensar em voz alta” as movimentações que se esperam, para os próximos meses, em cada um dos partidos.
As decisões partidárias sobre a escolha do cabeça-de-lista de cada uma das candidaturas à Câmara Municipal são as mais aguardadas.
É para o Partido Socialista que, neste momento, todas as atenções estarão viradas. Saber qual será o desenlace do braço-de-ferro que se aguarda entre Carlos Cabral e Rui Marqueiro é a “resposta do milhão de euros”…
O actual presidente da Câmara, Carlos Cabral, já anunciou que estará na disposição de voltar a encabeçar a lista do PS. Disse, também, há precisamente um ano, que, para além da sua própria vontade “é precisa a vontade do partido”. As declarações de Cabral nessa altura provocaram algum mal-estar — pela antecipação, acima de tudo — e motivaram declarações premonitórias da parte de Rui Marqueiro (presidente da Câmara entre 1989 e 1999), que deixaram antever a hipótese de ele próprio assumir uma candidatura interna ao lugar.
Efectuaram-se, entretanto, em Março, eleições na comissão concelhia da Mealhada do PS. Rui Marqueiro obteve vitória esmagadora para a presidência dessa comissão. O concorrente vencido foi José Calhoa, vereador de Cabral, que, no fundo, representaria a sensibilidade do presidente da Câmara no seio do partido.
Pelo que nos parece, dificilmente será na Mealhada que a decisão final será tomada. Na cúpula nacional do PS vigora o respeito pelo principio de que em quem ganha não se mexe e, portanto, segundo este principio, em Lisboa preferirão Cabral a Marqueiro — cujo peso eleitoral é, dez anos após ter saído da Câmara, uma incógnita. Cabral goza de algum prestígio entre a cúpula nacional do partido mas não faz parte da comissão politica nacional, nem tem nenhum cargo nacional, o que, nesta ocasião, pode ser uma desvantagem. Se a dúvida, em termos nacionais, se instalar, certamente que o caminho a seguir será o de um estudo de opinião, uma sondagem, que ditará quem obteria melhor resultado na eleição autárquica. E esta sondagem será decisiva. Se a estrutura nacional continuar a preferir Cabral, e se o vencedor das eleições para a Federação Distrital de Aveiro, a 24 de Outubro, for Afonso Candal, que tem o apoio de Marqueiro, poderá voltar a haver oposição à escolha do actual presidente. De qualquer maneira, só depois do veredicto superior é que a comissão politica concelhia ratificará a decisão. Se a escolha for Cabral, Marqueiro não apresentará o seu nome para discussão, apresentará o nome de algum dos seus próximos. Dito de outra maneira, pelo que nos é dado observar, a escolha de Cabral, na comissão politica concelhia, nunca será unânime.
No PSD as coisas parecem mais simples. Depois da vitória esmagadora de César Carvalheira sobre Carlos Marques, nas eleições para a comissão política concelhia em Abril de 2008, a escolha de Carvalheira para cabeça-de-lista parece pacífica. Resta saber se Carvalheira terá vontade de se submeter a terceiro sufrágio (depois de ter sido derrotado por Rui Marqueiro em 1989 e em 1993). Uma eventual maioria absoluta de José Sócrates, no caso de as eleições legislativas acontecerem antes das autárquicas, pode influir na decisão. Carvalheira, no entanto, não se assume como candidato natural e está a envidar esforços no sentido de o partido apresentar outra solução, provavelmente com alguém fora do âmbito partidário. De qualquer maneira, nomes como o de Gonçalo Breda Marques, João Oliveira Pires ou Carlos Marques parecem ter sido completamente descartados.
Não deixará de ser curioso, e sintomático, se às eleições de 2009 se apresentarem pelo PS Rui Marqueiro, e pelo PSD César Carvalheira. Exactamente os mesmos cabeças-de-lista apresentados às eleições de 1989 e de 1993. Vinte anos depois, repetem-se os protagonistas.
Da parte do Partido Comunista Português espera-se uma candidatura à Câmara Municipal da Mealhada, integrada na CDU. O candidato, seja ele quem for, dificilmente conseguirá ser eleito vereador, pelo que o esforço dos comunistas centrar-se-á na eleição de elementos para Assembleia Municipal e para as Assembleias de Freguesia da Mealhada e da Pampilhosa.
O Movimento Odete Isabel, que se apresentou a sufrágio em 2001, dificilmente terá condições para obter o mesmo resultado que há sete anos — elegeu um vereador e quatro elementos na Assembleia Municipal. Recentemente foi anunciada a intenção do movimento em se apresentar às eleições de 2009. Mas entre a intenção de o fazer e fazê-lo realmente vai uma larga distância. Se o candidato do PS for Carlos Cabral, os aderentes do MOI podem sentir um maior apelo a organizarem uma candidatura própria.
Pelo que nos apercebemos, uma candidatura do CDS/PP só surgirá se, de alguma maneira, houver alguma tentativa, por parte do PSD, de recrutar para as suas listas militantes populares. De outra forma não parece haver estímulo suficiente para o surgimento de uma candidatura.
Onde o terreno se afigura propício à sementeira é junto dos simpatizantes pelo Bloco de Esquerda. Os 712 votos que o partido alcançou nas eleições legislativas de 2005 teriam sido mais do que suficientes para eleger um elemento para a Assembleia Municipal da Mealhada. E podem, agora, constituir estímulo para os militantes do partido, que os há, apresentarem uma lista de candidatura. Alguns deles têm vasta experiência política concelhia.
Já no que diz respeito às freguesias o panorama parece ser muito menos emocionante. Publicámos, nos meses de Junho, Julho e Agosto de 2008, um conjunto de oito entrevistas às equipas que constituem as Juntas de Freguesia do concelho da Mealhada. Questionados os presidentes das Juntas, sobre a hipótese de recandidatura, só José Rosa, da Vacariça, eleito na lista do PS, anunciou indisponibilidade. Mas também se sabe que as recandidaturas não serão todas automáticas. Dependentes do veredicto do duelo Cabral-Marqueiro estarão as recandidaturas de Delfim Martins, de Barcouço — que prefere Cabral — e, eventualmente, a de Benjamim Almeida, da Antes — que prefere Marqueiro. Nas outras freguesias as recandidaturas são todas previsíveis e partem em vantagem sobre outros candidatos.
Faltam 361 dias para as eleições autárquicas. Doze meses de grande agitação que acompanharemos com entusiasmo e atenção.
Editorial do Jornal da Mealhada de 15.10.2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
[629.] (06) - Saudades do Paraíso
domingo, 12 de outubro de 2008
[628.]
Imortais
Mafalda Veiga
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir
Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou
Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
[627.] (05) - Saudades do Paraíso
[626.] (04) - Saudades do Paraíso
negritas batem que batem co'a roupa na pedra.
Batem e cantam modinhas da terra.
Cantam e riem em riso de mofa
histórias contadas, arrastadas pelo vento.
Riem alto de rijo, com a roupa na pedra
e põem de branco a roupa lavada.
As crianças brincam e a água canta.
Brincam na água felizes...
Velam no capim um negrito pequenino.
E os gemidos cantados das negritas lá do rio
ficam mudos lá na hora do regresso...
Jazem quedos no regresso para a roça.
(É nosso o solo sagrado da terra)
[625.] - Hoje é 9 de Outubro...
Hoje, também é dia de Saint Deniz - ou São Dionísio - padreoeiro de França e de Paris, em especial. Assinalam-se hoje 51 anos sobre o dia da execução de Ernesto Che Guevara, e se fosse vivo o nosso saudoso Rei Dom Dinis faria a provecta idade de 747 anos...
[624.] - Iovis dies

Entre o pôr-do-sol de ontem, 8 de Outubro e o de hoje, é, na religião Judaica, o Dia do Perdão, o Yom Kippur. Trata-se daquele que é considerado pelos Judeus como o mais santo e solene dia do ano. Nele, é dado especial ênfase ao perdão e à reconciliação - coisas tão gratas ao pensamento judaico.
No Yom Kippur existem cinco proibições: A primeira é a de Comer (come-se um pouco antes do pôr-do-sol ainda na véspera do dia até o nascer das estrelas do dia de Yom Kipur); A segunda é o uso de calçado de couro; A terceira é a do relacionamento conjugal; A quarta é passar cremes, desodorizante, etc. no corpo; E a quinta é tomar banho por prazer.
A essência destas proibições é causar aflição ao corpo, dando, então, prioridade à alma. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo yetzer hatóv (o desejo de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o yetzer hará (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). Nosso desafio na vida é "sincronizar" nosso corpo com o yetzer hatóv. Uma analogia é feita no Talmud entre um cavalo (o corpo) e um cavaleiro (a alma). É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo!
Os serviços religiosos de Yom Kippur começam com uma oração, conhecida como Kol Nidrei, que tem de ser recitada antes do pôr-do-sol. Kol Nidrei, que em Aramaico significa "todos os votos", é a anulação pública de votos ou juramentos religiosos feitos por judeus durante o ano anterior. Apenas diz respeito a votos não cumpridos, feitos entre a pessoa e Deus, e não cancela ou anula os votos feitos entre pessoas.
O Yom Kippur termina com o toque do shofar, que marca a conclusão do jejum. É sempre observado como uma festividade de um dia apenas, tanto em Israel como nas comunidades da Diáspora judaica.
(Textos adaptados da Wikipédia)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
[623.] - Mercurii dies
A propósito da nossa homenagem a José Andrade Branquinho de Carvalho
*
Decidimos homenagear José Andrade Branquinho de Carvalho convictos de que, ao fazê-lo, estávamos a elogiar o seu espírito crítico, o seu esforço de recolecção de memórias, o seu génio inconformista e empreendedor, o seu espírito de iniciativa e de criatividade e, também, reconheçamo-lo, estávamos a dar algum destaque a uma das construções de que foi um dos obreiros, o Jornal da Mealhada.
A homenagem foi simples. Organizámos um concurso de fotografias, “O concelho da Mealhada pela lente”, que foi um sucesso no que se refere à qualidade dos trabalhos apresentados e no nível de adesão das pessoas, e demos ao prémio do concurso o nome de José Andrade Branquinho de Carvalho. Em sessão pública, realizada no dia 4 de Outubro de 2008 — que mereceu a participação de muitas pessoas e a atenção da comunicação social regional, mesmo dos nossos concorrentes, que agradecemos —, e de que fez parte a inauguração da exposição de todos os trabalhos concorrentes, procurámos dar relevo ao sentimento de gratidão, de reconhecimento e de amor que dedicamos a Branquinho de Carvalho.
Falhámos em muitos aspectos organizativos e lamentamo-nos por isso.
Considerámos que levar a cabo uma iniciativa aberta à população, tendo em vista o desenvolvimento da criatividade, da busca do belo na paisagem edificada ou natural que é nossa contemporânea, é uma das maneiras de homenagear um homem que ficará para sempre associado à história do concelho da Mealhada — assim como de outros locais — como grande recolector de imagens do passado.
Procurámos homenagear Branquinho de Carvalho, em primeiro lugar, pelo seu papel como um dos fundadores da empresa JM – Jornal da Mealhada, Lda, como divulgador do Jornal da Mealhada e como seu director-adjunto, entre Julho de 1987 e Outubro de 1998. Neste jornal Branquinho de Carvalho foi o grande dinamizador de uma abordagem jornalística de promoção da memória e de divulgação histórica, com forte componente pedagógica, que caracteriza este órgão de comunicação social desde a sua fundação. Se o conjunto das centenas de edições do Jornal da Mealhada é hoje importante fonte de inspiração e de investigação histórica do concelho da Mealhada e da região, devemo-lo, em grande parte, a José Andrade Branquinho de Carvalho.
Julgamos que não ficou diminuído, com esta homenagem, o conjunto de outros motivos de elogio a Branquinho de Carvalho. Divulgador cultural neste jornal, não deixou de o ser noutros fóruns. O entusiasmo que expressa de cada vez que mostra as fotos da sua colecção é contagiante. A preocupação que teve, e que mantém, de fazer acompanhar as fotografias antigas de outras tiradas na actualidade, referentes ao mesmo local, revela a constante vontade de divulgar a memória de lugares e pessoas, de documentar o desenvolvimento local e comunitário, e de promover a identidade da comunidade do concelho da Mealhada. O testemunho que deu como dirigente da Casa do Povo da Mealhada, ou do Centro de Cultural do Concelho da Mealhada, são exemplo da sua consciência cívica, do seu amor à terra onde reside e do seu empenho no progresso cultural e humano do concelho.
Na sessão pública, a que já aludimos, Branquinho de Carvalho mostrou, uma vez mais, que é Homem grande. Tivemos conhecimento nessa altura de que ele doou ao Município da Mealhada as imagens da sua colecção, para reprodução digital e divulgação pública, através do Arquivo Municipal. Trata-se de um acto de generosidade. Porque a colecção lhe custou dinheiro, porque a entrega para disponibilidade de todos, fazendo-o, assim o declarou, no sentido de contribuir para uma mais completa investigação histórica do município da Mealhada.
Homenageámos José Andrade Branquinho de Carvalho como homenagearemos outros grandes obreiros do Jornal da Mealhada, no âmbito do vigésimo quinto aniversário da primeira publicação deste periódico, que se assinalará em Dezembro de 2010. Fazemo-lo em honra do legado que eles nos deixaram. Um legado de memória, de divulgação histórica, de identidade, de dedicação, de trabalho e de competência.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008
[621.] - Iovis dies

[620.] - Hoje...
... É
o segundo dia do Id al Fitr - Fim do Ramadão!
Dia Mundial dos Animais da Quinta (os que se comem, a bem dizer)
Dia Mundial do Habitat
... Faz
80 anos que S. Josemaría Escrivá fundou o Opus Dei
... É feriadona Guiné – por ser o Dia da República – lembra o 2 de Outubro de 1958
na Índia – comemorando o Aniversário de Mahatma Gandhi – que nasceu a 2 de Outubro de 1869
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
[619.] - Mercuri dies
Festa da Identidade e da Memória
*
Sugestão de comemoração dos 25 anos da vila da Pampilhosa, do bicentenário da Batalha do Buçaco e do centenário da República, em Setembro e Outubro de 2010
*
A comemoração de datas relevantes da História nacional ou local é sempre ocasião privilegiada para se promover uma reflexão sobre a consciência que temos do nosso passado e dos valores que, de forma empenhada, queremos projectar no futuro. Deixar passar em claro aniversários de importantes datas do património histórico colectivo é lamentável e constitui um esbanjamento de oportunidades para a afirmação das características e da cultura social das pessoas que constituem uma comunidade.
É na base deste pressuposto que se assinala, de forma quase religiosa, um pouco por todo o país, cada aniversário da Revolução dos Cravos. Foi na certeza de que constitui sua obrigação que o Jornal da Mealhada assinalou, em 2006, o 170.º aniversário da criação do concelho da Mealhada e que, na edição de 27 de Agosto de 2008, lembrou o quinto aniversário da elevação da Mealhada à categoria de cidade. Lembramos apenas iniciativas jornalísticas de um passado mais próximo. Lamentamos, no entanto, não termos sido acompanhados neste trabalho, e em qualquer destas ocasiões, por outras entidades públicas ou privadas.
Será desnecessário elencar a mais-valia cultural, cívica, política e até pedagógica que constitui a celebração, devidamente preparada, de factos históricos ou os actos públicos que tragam à memória da população personalidades importantes para o desenvolvimento da comunidade. Lembremos, e apenas a título de exemplo, o conjunto de actividades de índole intelectual, entre os quais serão de destacar os trabalhos de investigação, que foram desenvolvidos para as comemorações, em 2003, do centenário do falecimento do Professor Doutor Augusto Costa Simões, e, em 2006, do centenário da fundação da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada.
É com base em tudo isto que nos atrevemos a deixar uma declaração e uma sugestão destinada a todas as pessoas da comunidade concelhia, às suas associações, às autarquias do Município da Mealhada, é às entidades militares e religiosas, entre outras.
Por elementos responsáveis pela organização do 29.º encontro dos alunos, professores e funcionários do Colégio da Mealhada, tivemos conhecimento de que estará em debate, no próximo sábado, dia 4, que é a data da realização desse encontro, a forma como se poderá proceder à comemoração do centenário da fundação desse estabelecimento de ensino — comemoração essa que passará, julgamos que inevitavelmente, pela homenagem ao Padre Dr. António Antunes Breda. A declaração que queremos aqui deixar é de apoio e de incentivo e, também, de disponibilidade para dar colaboração naquilo que a comissão organizadora entender pertinente. Falamos, naturalmente, de colaboração para além das obrigações naturais que decorrem do facto de sermos um órgão de comunicação social.
A sugestão que deixamos, noutra área, é a de que sejam dados passos no sentido da organização de uma comemoração condigna, em Setembro e Outubro de 2010, de um conjunto de acontecimentos que se podem celebrar, quanto a nós, de forma coordenada. No dia 25 de Setembro de 2010, faz vinte e cinco anos que a Pampilhosa foi elevada à categoria de vila. Dois dias depois, em 27 de Setembro, completa-se o segundo centenário da Batalha do Buçaco, e o primeiro centenário da inauguração, pelo Rei Dom Manuel II — no seu último acto público —, do Museu Militar do Buçaco. Uma semana depois, o dia 5 de Outubro é o do primeiro centenário da implantação da República em Portugal. A propósito dir-se-á que, esse mesmo dia, é o do 865.º aniversário da assinatura do Tratado de Zamora, que oficializou a independência de Portugal, e o do 494.º aniversário da entrega do Foral da Mealhada e Vacariça aos dignatários deste concelho.
Consideramos que os aniversários da elevação da Pampilhosa à categoria de vila, da Batalha do Buçaco e da implantação da República, que ocorrem em aproximadamente dez dias, constituem uma oportunidade única para enriquecer o ano de 2010 com um significativo conjunto de celebrações. Celebrações essas que poderão ser um estímulo para a investigação histórica — e, nesse campo, muito há a fazer em relação à Batalha do Buçaco e à influência que ficou da passagem de ingleses e franceses pela região, à importância da Maçonaria republicana na Pampilhosa, por exemplo —, para a homenagem de personalidades, como Wellington, com o monumento que leitores do Jornal da Mealhada já nestas páginas reclamaram, ou como Joaquim da Cruz, da Pampilhosa, ilustre figura de republicano e presidente da Câmara da Mealhada. O conjunto de iniciativas a concretizar nessa ocasião deverá motivar o convite à presença do Chefe de Estado num momento que se considere como ponto alto das comemorações.
Sugerimos à Câmara Municipal da Mealhada a constituição, em breve, de uma comissão de personalidades que comece a pensar na comemoração destes acontecimentos. Um gesto que deve ter a colaboração, desde logo, da Junta de Freguesia da Pampilhosa, da Junta de Freguesia do Luso, da Direcção de História e Cultura Militar do Exército Português, da Comissão para as Comemorações dos 200 anos da Guerra Peninsular, e da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
Pode achar-se que, faltando dois anos, o tempo que resta é muito. Não é o que pensamos. À sugestão por nós apresentada, associamos a convicção de que só a falta de tempo é problema e a de que, com eleições autárquicas daqui a um ano, ou se começa a trabalhar agora, ou então nada acontecerá.
[618.] - Hoje
Hoje...
*
Assinala-se o Fim do Ramadão — (Chamado de ‘Ida l Fitr’). A wikipédia diz que: «Id al Fitr - Eid ul-Fitr (Árabe: عيد الفطر) - quer dizer "o banquete do término do jejum". No encerramento do mês do Ramadão, no primeiro dia do mês de Shawwal, é um feriado celebrado durante três dias. Banquetes são servidos, presentes são trocados, roupas novas são vestidas. Amigos e familiares rezam em congregação e fazem banquetes. Em muitas cidades islâmicas grandes festividades são realizadas para celebrar o ‘Id al Fitr.Está prescrito nesta festa a prática da Zakat al fitr, doação de esmolas da quebra do jejum».
Curiosamente, ou não, para os judeus hoje é, também, dia de festa. Roch Hachanah — O Ano Novo Judaico de 5769.
pelo mundo...
Bangladesh — Durga Puja (Saptami)
China
Dia Nacional
Fundação da República Popular da China, em 1949

Chipre — Dia da Independência — Independência do Chipre e, 1 de Outubro de 1960 depois de negociações entre o Reino Unido, a Turquia e a Grécia
Iraque — Eleições nas províncias
Israel – Fast of Gedaliah
Kuwait — Dia do Funcionário Público
Mianmar — Feriado
Nigéria — Independência da Nigéria, do Reino Unido, em 1960
Uzbequistão — Dia dos Professores
Ruanda — Dia dos Patriotas
São Marino — Dia da Investidura de um novo Regente
Tuvalu — Dia Nacional — Em 1974, os polinésios votaram pela separação da Micronésia das Gilbert Islands. No ano seguinte as Ellice Islands decidiram constituir-se como a Colónia Britância de Tuvalu. Em 1 de Outubro de 1978 tornou-se independente.
Ilhas Palau – Independência
Camarões — Dia da Unificação
Na Roma Antiga: Festival de Fides, deusa da palavra e do destino
Dia Nacional da Água
Dia Internacional do Guaxinim
Dia Internacional do Idoso
Dia Internacional da Música (Dia de Santa Cecília)
Há quem diga que Pedro Hispano, o Papa João XXI, foi o único papa português. A informação está tecnicamente certa... Mas em 366, no dia 1 de Outubro, era eleito o 37.º sucessor de Pedro, Dâmaso I. Não era português, é certo, até porque Portugal não existia. Mas Dâmaso nasceu em Idanha-a-Velha, uma terra das minhas raízes, e não posso deixar de sentir afinidades com ele. De Idanha-a-Velha para Roma... Foi um papa importante e tenho, por isso, de sentir orgulho pelo homem!








