sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

[729.] - Contou-me a Mafalda que...

ERA UMA VEZ... 4 funcionários chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria.
Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente.
Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.
No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

[728.] - Mercurii dies

Avaliando a organização do Carnaval da Bairrada de 2009

O Carnaval da Bairrada deste ano de 2009 contou com um sol radioso e com a adesão significativa de milhares de pessoas. Assumimos o papel de promotores da avaliação do trabalho das escolas de samba. É exigível que avaliemos, também, o da organização do cortejo.

O percurso do sambódromo

Já no final do desfile do Carnaval de 2008 tinha ficado comprovado e aceite, pelos organizadores dos festejos e pelos dirigentes das escolas de samba que tomaram parte nos desfiles, que o percurso do sambódromo na zona desportiva da Mealhada era demasiado pequeno para o corso. Apesar disso, e talvez porque este ano desfilava menos uma escola, esse facto foi ignorado e o cortejo voltou a realizar-se naquele espaço. A verdade é que, mesmo assim, as cinco escolas de samba não couberam no percurso e foi preciso tomar medidas de emergência que, em vez de remediar satisfatoriamente a situação, prejudicaram o desfrute do espectáculo àqueles que pagaram para o ver. Na terça-feira a medida tomada para obviar o problema foi mais sensata do que a que fora tomada no Domingo Gordo, dia em que uma escola, a última a desfilar, saiu bastante prejudicada uma vez que teve de esperar que a primeira saísse do recinto para ela poder entrar. Em 2010, seja com seis escolas ou, mesmo, com cinco, é necessário alterar o percurso — alterando a sua localização ou, no caso de isso não ser possível, definindo locais diferentes para a concentração e para a dispersão dos componentes das escolas.

O som e o atraso

Não foram significativos os problemas com o som e com o atraso no início do desfile. Dizemo-lo porque entendemos que, no que respeita à hora de início dos cortejos, se tratou, durante muitos e muitos anos, de um defeito crónico do Carnaval da Mealhada. O problema de som a que assistimos, principalmente no domingo, reside muito mais nas características do recinto do que nos meios utilizados para a sua propagação. Quanto ao atraso, registamos o facto de, na publicidade do Carnaval, não existir referência a horários. O que, apesar de tudo, acaba por ser positivo. O que não faz tanto sentido é o desfile terminar já depois do pôr-do-sol. E quanto a isto parece ser possível melhorar, até porque no desfile de terça-feira o facto já não se repetiu.

Espectadores

Fará sentido, ao fim de trinta e um anos de realização ininterrupta de Carnaval da Mealhada, que, de uma vez por todas, a totalidade dos objectivos da organização se centrem essencialmente no espectador. Com esse propósito deverão ser promovidas medidas que passem pela pontualidade — como já vimos —, por incentivar mais educação no trato por parte das pessoas que, no percurso, são responsáveis pela segurança — recebemos inúmeras queixas em relação ao trabalho de alguns senhores de colete reflector —, e por privilegiar e aumentar a espectacularidade da prestação das escolas em zonas mais nobres do trajecto, especialmente junto das bancadas.

A avaliação das escolas de samba

Está, também, mais que reconhecido que a competição entre as escolas de samba melhora a qualidade do espectáculo. O Carnaval da Bairrada de 2009, com a realização de uma avaliação que não beneficiou da colaboração de quatro das cinco escolas de samba que desfilaram, provou que essa avaliação — chame-se assim, chame-se concurso, ou campeonato — é absolutamente imprescindível para o Carnaval do futuro, sendo insensato voltar atrás neste assunto. Tome-se, portanto, a avaliação por dado adquirido.

O papel das escolas de samba

Com o corso de 2009 encerra-se uma fase, que começou há vários anos, de gradual independência das escolas de samba, como grupos autónomos, relativamente à Associação do Carnaval da Bairrada (ACB). Se, por um lado, este movimento de auto-determinação teve grandes vantagens, a verdade é que, por outro lado, está a desembocar num impasse. Esta independência em relação à ACB fez com que as escolas deixassem de estar tão presentes na cúpula organizativa do corso carnavalesco. Fomos nós próprios — no âmbito do processo de avaliação das escolas de samba para cuja realização a ACB solicitou a colaboração do Jornal da Mealhada —, testemunhas do afastamento, do divórcio, até, que, neste momento, existe entre as escolas e entre estas e a direcção da ACB. E isto não deve continuar. As escolas de samba precisam de compreender que têm vantagens em se unir e que, institucionalmente, têm obrigações perante o próprio Carnaval, entendendo que não lhes cabe o papel de meros fornecedores, ou clientes, da realização dos cortejos.

Notas finais

Temos para nós que ou o modelo de organização do Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada muda ou a própria realização do corso carnavalesco acaba por ter os dias contados. O Carnaval da Bairrada atingiu tal dimensão que precisa de tornar mais profissionais algumas das componentes da sua organização. Ao falarmos de profissionalismo falamos de maior cuidado, de planificação, de pensamento metódico e estratégico. Esta organização precisa de crescer e precisa de saber para onde, e em que aspectos é mais necessário, mais prioritário, o dispêndio de energias.
Finalmente, cabe-nos concluir com o lamento de neste desfile não termos descortinado qualquer homenagem ao Macaca — António Oliveira, recentemente falecido. O ano de 2009 é o do trigésimo aniversário do Carnaval da Criança, festa infantil que, durante duas décadas se realizou no Domingo Magro. Também não notámos referência a isso. O número destes pequenos desfiles carnavalescos com crianças fantasiadas que se realizaram nestes últimos dias, por todo o concelho da Mealhada, justifica que se encare seriamente a hipótese de voltar a realizar-se o Carnaval da Criança — Carnaval Infantil da Bairrada, que era o seu nome — integrado nos festejos do Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada, nos moldes do que se realizava. Entendemos que poderia ser um ponto a constar no protocolo a celebrar entre a Câmara Municipal da Mealhada e a Associação do Carnaval da Bairrada, para 2010. Trata-se, afinal, do futuro do carnaval da Mealhada.


Editorial do Jornal da Mealhada de 25.02.09

[727.] - É campeã!

A minha escola de samba carioca, a Académicos de Salgueiro, venceu o concurso de 2009, e tornou-se campeã do Grupo Especial depois de 16 anos de jejum.

Oito mil salgueristas comemoraram a vitória com seis mil caixas de cerveja.

A vermelha e branca obteve 399 em 400 pontos e ficou a um ponto da vice-campeã, a Beija-flor.

É campeã! Parabéns.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

[726.] - Rescaldo do 2.º dia de Carnaval

1 - Numa volta rápida pelo centro da Mealhada, às 4h30m da manhã de terça-feira - entre a redacção e casa -, vejo, finalmente, o centro parecido com o de uma cidade. Dizem-me que as festas de Carnaval da Mealhada já não são como suíam mas a verdade é que está muito mais gente na rua do que às 16h30m de um qualquer dia de semana... ou de feira. O Carnaval é, de facto, um fenómeno admirável. É pena que quem precisava de comprovar isso esteja, a esta hora, recolhido.
2 - Se é verdade que foram bastantes as críticas ao desfile de domingo - eu acho que até nem correu tão mal como era hábito -, não há dúvidas que na terça-feira correu muitíssimo melhor. Sem o atropelo, sem atrasos, com final marcado para antes do pôr-do-sol. Parabéns à organização e às escolas.

- Como nota final, pessoal, aos desfiles de domingo e de terça-feira, queria acrescentar o seguinte - depois no Editorial do Jornal da Mealhada desenvolvo:
3 - Não vi qualquer homenagem ao Macaca. Lamento. Era importante fazê-lo poucos tempo passado sobre a sua morte. O Carnaval da Mealhada a ele muito deve.
4 - Não vi qualquer referência aos 30 anos do Carnaval Infantil da Bairrada, vulgo Carnaval da Criança, em Domingo Magro. Mesmo tendo acabado há uns anos - e eu até acho que vai ter de renascer - era justo lembrá-lo no ano do 30.º aniversário. Quantos do foliões de hoje começaram por ali?
5 - Acho que o facto de algumas escolas terem escolhido enredos dificeis de descrição visual - como os Sócios, com o aquecimento global, e o Samba no Pé, com a comunicação global - lhes prejudicou a prestação. O Batuque escolheu um enredo mais acessível, a tauromaquia, mas faltou-lhe um pormenor que me parece importante e cuja falha lamento, que é o da tradição tauromáquica mealhadense. A Mealhada, entre 1899 e 1930, teve a mais importante Praça de Touros da região. As garraiadas das Queimas das Fitas realizaram-se aqui durante alguns anos. A ideia de Luís Marques e Manuel Santos organizarem um cortejo carnavalesco na Mealhada, em 1971, surgiu como forma de financiar a compra da bancada de uma praça de touros amovível que tinham comprado para as festas de Sant'Ana do ano anterior. Essa bancada tauromáquica viria a ser instalada naquilo que é hoje o Municipal Américo Couto.
6 - Amanhã escrevo sobre a Avaliação...
Foto de João Oliveira Silva, fotojornalista do Jornal da Mealhada


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

[725.] - Axé

Axé - Segundo a santa Wikipédia é Energia, poder, força da natureza. Poder de realização através de força sobrenatural.

e ainda AQUI

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

domingo, 22 de fevereiro de 2009

[721.] - Axé do Carnaval

Luís Marques
A Força motriz

[720.] - Rescaldo do 1.º dia de Carnaval

Ou o Carnaval da Mealhada mata este sistema ou este sistema mata o Carnaval


1 - O primeiro cortejo de Carnaval da Mealhada já lá vai. A festa correu bem mas, verdade seja dita, se a teimosia pagasse imposto o deficit do Estado era substancialmente menor... Estava mais que visto que ia haver problemas em meter o cortejo todo no espaço do sambódromo. Ainda alteraram o percurso mas é muito complicado meter o Rossio na Betesga... apesar de haver quem tente. Desta vez os prejudicados foram os que pagaram bilhete (estranho!) e estacionaram na Rua do Grupo Desportivo... e os componentes da Escola Samba no Pé.
2 - As pessoas fazem o melhor que sabem, não duvido. Também se perde muito conhecimento adquirido com as substituições. E falta quem perceba o que se espera, quem tenha algum rasgo, como tiveram (ou têm) alguns antigos dirigentes da ACB. Mas a verdade é que este sistema de organização do Carnaval já morreu e ainda ninguém lhe disse, nem avisou a família. E das duas uma ou o Carnaval mata este sistema, ou este sistema mata o Carnaval. Quando é que as escolas compreendem que têm de se sentar à mesa para tomar decisões?
3 - As escolas estiveram como sempre. De um modo geral, bem. Com os reparos do costume... e uma necessidade extrema de melhorarem a sua performance entendendo, de uma vez por todas, que estão a protagonizar um espectáculo para os outros. E esses outros precisam de perceber a história que lhes está a ser contada. Contada. Não se trata de um mero desfile de vestidos bonitos cheios de plumas. São histórias.
4 - E não resisto a pensar que só agora percebo porque razão é que alguns não queriam uma avaliação séria e independente... Há notórias misérias que poderiam passar despercebidas se ninguém as apontasse. Mesmo que, para isso se sacrificassem aplausos a quem os merece.
5 - Se o espírito do Velho Marques protege o Carnaval da Mealhada, não haverá dúvidas que foi ele que inventou os Amigos da Tijuca. Sacana do velho sabe bem o que faz. Que Deus o proteja lá no paraíso dos camaradas.
Foto de João Silva, fotojornalista do Jornal da Mealhada

[719.] - Exercícios

No sábado fomos jantar com os amigos do tempo do Liceu. «Amigos do sempre desde antigamente» foi assim que escrevi na agenda, depois do telefonema do Pedro. À volta da mesa de uma marisqueira da região juntámo-nos dezasseis pessoas, oito casais, cujos homens há 15 anos se sentavam à mesma mesa nos orgãos sociais da associação dos estudantes do liceu.
Passaram-se os anos, e cada um foi à sua vida. Reencontramo-nos ocasionalmente. Alguns nas passagens de ano, outros na Páscoa, geralmente quase todos nos casamentos. Graças a Deus ainda não nos funerais... Nem sempre temos assunto para falar e volta e meia lá temos de recorrer às historietas do antigamente. Mas damo-nos geralmente bem. E esquecemos muita coisa... boa e má.
Mas o tempo passa. Nunca me tinha apercebido tanto da passagem do tempo como desta vez. Foi uma noite extraordinária, para relembrar in secula seculorum, mas saí de lá com a nostalgia de um tempo que acelerou em velocidade cruzeiro.
Não falámos de investimentos, de trabalho, sequer de futebol - e o Sporting-Benfica até dava no ecrã - a atenção estava completamente focada noutros protagonistas: olhámos, todos, enternecidos os gestos, as palavras, as expressões do Martim e do Luís Pedro - e em parte da Leonor - três crianças de 22, 12 e 5 meses...
E foram elas que manipularam todo o jantar.
É fantástico.
É admirável o ciclo da vida.

[723.] - Hoje...



... É dia de B.-P.
Para os escuteiros é Dia do Pensamento, Dia do Fundador.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

[722.] - Nuno é nome de santo

O Papa anunciou hoje que vao canonizar Nuno de Santa Maria - Nuno Alvares Pereira - no próximo dia 26 de Abril de 2009. Nuno, nome, tipica e exclusivamente, português passa a ser também nome de Santo.
São Nuno de Santa Maria é, ainda, patrono do Corpo Nacional de Escutas e um herói português.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009


No ano passado escolhi a minha Escola de Samba carioca.
Escolhi a Académicos do Salgueiro.
Diz que "à entrada da Mealhada há um Salgueiro no rio...", e a primeira ideia que tenho do Carnaval carioca é da imagem branca-vermelha. E, também, para contrariar... e não misturar mangueiras e beija-flores...
Portanto tá escolhida!
O samba-enredo do Salgueiro este ano é muito interessante. O Tambor... Será a segunda escola do Grupo Especial a desfilar segunda-feira... Só eu não sei como (ou onde) posso ver o Carnaval deste ano...
Vou acompanhando por aqui

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009




Conta para subscrição pública do busto do Padre Abílio Simões

Crédito Agrícola da Mealhada:

Número da conta: 40 101917230
NIB da conta: 0045 3400 40101917230 26

[716.] - Mercurii dies

Juventude, Mealhada e Esperança

Numa tentativa de incentivarmos o incremento da auto-estima colectiva dos nossos leitores temos procurado dedicar mais espaço e mais energias à divulgação, à recolha, à pesquisa de acontecimentos que versem aspectos positivos da vida quotidiana das comunidades junto das quais temos vindo a desenvolver a nossa acção. Não tem sido difícil, admitamos, e temo-lo feito com um gosto muito especial. A estratégia poderá não ser imediatamente detectável, mas depressa se aperceberá dela quem enumerar e analisar os trabalhos que temos realizado com jovens do concelho da Mealhada que se têm destacado em várias áreas. Estes jovens, que partilham o nosso quotidiano, são exemplos de sucesso e motivo de orgulho, são pessoas talentosas, notáveis, que merecem o nosso reconhecimento.
Apresentamos hoje um trabalho feito com Luís Lebre, de vinte e um anos, co-autor de um projecto de design cerâmico premiado num concurso nacional. Já noutras ocasiões demos relevo ao trabalho de jovens do concelho da Mealhada que se têm destacado na tecnologia, em termos nacionais e, nalguns casos, até internacionais. Falámos de Frederico Santos e de Gustavo Corrente, no âmbito da robótica, de Sandro Alves, cuja acção se salienta na área da biotecnologia e das ciências da saúde, de Sílvio Gomes, que ganhou um prémio de design industrial. Procuramos acompanhar, o melhor possível, os sucessos dos alunos das escolas do concelho da Mealhada, que quase sempre se destacam na área tecnológica. Um desses casos foi o da distinção de Pedro Santos, da Escola Profissional da Mealhada, na área da automação industrial.
O sucesso escolar tem sido para nós, também, motivo de reportagem. Neste campo fizemos trabalhos jornalísticos com Maria João Lousada e Rita Pinheiro Lopes, consideradas as melhores caloiras da Universidade de Aveiro, com Tiago Loureiro, que recebeu um prémio de desempenho em Anadia, e, mais recentemente, com Luís Filipe Costa, que foi o vencedor português do concurso europeu “Juvenes translatores”.
Fomos, também, para além destas áreas de trabalho e de estudo e realçámos jovens que, nos seus tempos livres, desempenham acções de mérito. Na área cultural, por exemplo, são muitos os trabalhos que temos desenvolvido com as escolas de samba do Carnaval da Mealhada — na presente edição debruçamo-nos sobre o envolvimento dos jovens no Carnaval, mais aprofundadamente. Mas temos apresentado outros exemplos, como o de Dinis Rego, na área musical, o de Marta Pires, no teatro, o do disc jockey Rui Santos, o Soulthek, ou o do conjunto de jovens talentos que integram os Drama & Dance. Fizemos um trabalho com Nuno Machado, também, um estudante que viveu no Japão para aprofundar os seus conhecimentos.
Também na área da intervenção social e da cidadania, temo-nos empenhado na divulgação de boas práticas, muitas vezes promovidas pelos grupos de jovens, como a Associação de Jovens Cristãos de Luso, como, em acções de voluntariado e intervenção social, os vários agrupamentos de escuteiros de Barcouço, Casal Comba, Mealhada e Pampilhosa, no nosso concelho e também no estrangeiro.
É talvez na área do desporto que o nosso trabalho de promoção da juventude tem sido mais intenso. Graças ao trabalho profícuo do nosso director adjunto, Afonso Simões, especialmente nos campos de futebol do concelho da Mealhada, temos detectado e salientado, sistematicamente, um numeroso grupo de grandes atletas. Temos tido um trabalho muito presente junto dos nadadores do GDM, junto dos hoquistas do HCM e vamos muito para além disso. Cabe aqui, neste momento, uma palavra de apreço a atletas com relevantíssimo mérito desportivo que foram indesculpavelmente esquecidos na última Gala do Desporto, aquando das atribuições dos prémios de mérito desportivo. Falamos de Carla Silva e Tiago Vital, a campeã ibérica e o campeão nacional de kickboxing, e, ainda, de Nuno Cruz e Luís Ferreira, que integraram a equipa campeã da terceira de divisão nacional de hóquei em patins. Eles merecem o nosso aplauso.
Procuramos, também, com a nossa acção, justificar as palavras que aqui propalamos. E é por isso que no Jornal da Mealhada nos esforçamos por aproveitar a força “motriz” da juventude para a prossecução dos nossos propósitos. É também por isso que nos orgulhamos de trabalhar com os contributos voluntários e graciosos de André Vaz e do jovem que modestamente se oculta por trás do pseudónimo “O Corvo”, em artigos de opinião, e com os de António Pinho, Diogo Canilho e Ana Pinho, nesta redacção, e de Tiago Ângelo e João Silva, na fotografia.
São, por isso, muitas as razões que nos levam a afirmar que o concelho da Mealhada está cheio de jovens que são capazes de colocar as suas capacidades ao serviço de boas causas, de acções louváveis, que são capazes de fazer a diferença. Que são detentores de um capital de esperança e de crédito, que merecem ser observados e valorizados.


Editorial do Jornal da Mealhada de 18 de Fevereiro de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

[715.] - Exercícios

É pior ser mineiro.
É pior ser árbitro de futebol.
É pior ser presidente da Câmara.
É pior ser médico de coisas estranhas.

É pior ser auxiliar num lar de idosos.
É pior ser almeida na recolha do lixo.
É pior ser advogado.
É pior ser calista.

É pior ser pescador.
É pior ser higienista oral.
É pior ser ortoprotésio.
É pior ser...

Às vezes, para descontrair, é importante enumerar o que é pior do que ser director do Jornal da Mealhada...

Para chegar à conclusão de que é quase tudo!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

[714.] - Hoje...

... comemoraríamos o dia da Evolução da Espécie...
...ehehehehe...

... Charles Darwin, o pai da teoria, faria hoje 200 anos...
... O meu avô Hilário, pai da minha mãe, faria hoje 104 anos...

ele há coisas...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

[713.] - Mercurii dies

Uma questão de vontade — dois anos depois
A propósito da avaliação das escolas de samba do Carnaval da Bairrada


A direcção da Associação do Carnaval da Bairrada, na passada sexta-feira, 6 de Fevereiro, lançou ao Jornal da Mealhada o desafio de organizar a avaliação da prestação das escolas de samba no desfile do Carnaval Luso-brasileiro da Bairrada que se realizará daqui a uma semana e meia. Colocadas algumas questões que considerávamos relevantes, aceitámos a proposta que nos estava a ser feita, a missão que nos estava a ser confiada.
E aceitámos, quase de imediato, por duas ordens de razões, facilmente explicáveis. Em primeiro lugar, porque foi a Associação do Carnaval da Bairrada que nos faz esse convite, o que vai ao encontro do compromisso que deixámos no final do concurso de escolas de samba de 2007, e que mais à frente lembraremos. Em segundo lugar, porque acreditamos que a avaliação da prestação das escolas, feita por pessoas interessadas e com sensibilidade para a questão, é fundamental para a melhoria da qualidade dos festejos do Carnaval mealhadense e, portanto, para a sua promoção.
Não será desadequado lembrarmos a forma como o Jornal da Mealhada, desde Fevereiro de 2005, especialmente, se tem batido pelo reconhecimento de que há necessidade da realização de uma avaliação qualificada da prestação de cada uma das escolas de samba no desfile, e pela criação de condições para que ele se efectue. Conseguimos, perdoem a imodéstia, com a qualidade do Carnaval de 2007, mostrar que a existência de um concurso, com a competição entre escolas, contribui de forma relevante para o atingir de níveis de excelência no desfile. Não dizemos que foi o único ou, mesmo, o principal factor para que o cortejo desse ano de 2007 tivesse sido considerado o melhor de sempre, mas acreditamos que terá sido muito importante.
Em 2005 fizemos uma análise crítica, detalhada, dos desfiles das escolas de samba — na altura cinco — cujo resultado publicámos sob a forma de artigo de opinião. Já nessa altura assumimos que, se a marca com a qual o Carnaval na Mealhada se quer afirmar é a de luso-brasileiro, então o desfile de referência deve ser o do Carnaval do Rio de Janeiro. A medida resultou e, graças, também, ao apoio das escolas, decidimos promover, no Carnaval de 2006, um concurso que contou com a avaliação de vinte e dois jurados de diversas áreas profissionais e com gostos e sensibilidades naturalmente diferentes. Criámos um modelo aprofundado, sistematizado, baseado em regulamentos e manuais adaptados do Carnaval carioca. Graças ao apoio de três empresas e da carolice de voluntários que apoiaram o Jornal da Mealhada nesta realização, foi possível atribuir um relevante prémio monetário a cada uma das três escolas mais bem classificadas no concurso.
Foi nos preparativos do Carnaval de 2007 que assumimos a realização do concurso como um contributo relevante para o Carnaval e como uma responsabilidade social importante da empresa JM — Jornal da Mealhada, Lda e da marca e do título Jornal da Mealhada. Às escolas, antes de avançarmos, fizemos saber que lhes caberia decidir o caminho que se seguiria — a via da resignação, ou a da melhoria da qualidade do seu desempenho com base no juízo critico de quem, como qualquer elemento do público, havia feito uma análise do espectáculo na perspectiva do espectador, que pagara para ver. A decisão foi a de continuar na senda do aperfeiçoamento.
O Jornal da Mealhada organizou a segunda edição do concurso, as escolas efectuaram melhorias com base na análise crítica que havia sido feita. Os desfiles, como já dissemos, foram considerados, por número significativo de pessoas, os melhores de sempre. E como a competitividade promove o brio, o empenho em fazer as coisas bem, agradáveis para quem vê e não só para quem desfila, houve uma mudança na atitude dos dirigentes de algumas escolas, em termos de planificação de trabalho, ensaios, e atitudes no desfile, o que justificava plenamente a prossecução deste trajecto de avaliação.
Assumimos, no final do Carnaval de 2007, o compromisso de transferir para as escolas de samba e para a Associação do Carnaval da Bairrada a decisão, exclusiva, de continuar a realizar, ou não, o concurso. Decidiram, nos preparativos do Carnaval de 2008, que não havia condições para fazer concurso nesse ano. Ficámos tristes com a resposta mas contentes com o facto de, pelo menos, sem a nossa intervenção, o assunto ter sido abordado. Decidiram, nos preparativos do Carnaval de 2009, que não havia condições para fazer concurso também neste ano, mas declararam que consideravam ser necessária uma avaliação à prestação das escolas. Aplaudimos a deliberação e sentimo-nos felizes e honrados pelo facto de a direcção da Associação do Carnaval da Bairrada ter entendido que o Jornal da Mealhada era a instituição que melhores condições reunia para promover essa avaliação. Proporcionámos aos protagonistas a decisão de continuar a promover a melhoria do Carnaval. Aceitaram prosseguir esse caminho. O Carnaval da Mealhada do futuro agradecer-lhes-á por isso, estamos certos. Tratava-se de uma questão de vontade, e a vontade move montanhas. Procuraremos fazer o melhor possível na avaliação deste ano, conscientes da importância da missão que nos foi confiada.


Editorial do Jornal da Mealhada de 11 de Fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Obrigado, Padre Abílio


“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce!”

Homenagear o
Padre Abílio Duarte Simões

No sábado, 7 de Fevereiro de 2009, completaram-se dois anos sobre a súbita morte do Padre Abílio Duarte Simões. Para além do pároco — da Vacariça e da Mealhada —, do professor, do jornalista, recordamos, com emoção, o homem — altruísta, militante, teimoso, corajoso, inquieto — e, de modo muito especial, o amigo — dedicado, generoso — cuja falta não conseguimos, ainda, superar.
Abílio Duarte Simões era um homem extraordinário. Caridoso, altruísta, quantas vezes tirou do seu bolso para dar aos outros? Tirou dinheiro, tirou tempo, tirou paciência, tirou disponibilidade.
Não era um homem fácil. Tinha o feitio difícil dos génios. Nem sempre era fácil aceitar a impetuosidade dos seus gestos, das suas enigmáticas respostas. Era um homem superiormente inteligente e com ironia, sentido de auto-crítica, mostrava muitas vezes apenas aos mais próximos o seu lado mais transparente.
Ao longo de trinta e quatro anos de permanência na Mealhada envolveu-se de maneira empenhada em várias causas de cidadania, como o Centro de Cultura da Mealhada, sempre serviu os outros em trabalho voluntário em todos os jornais da região. Abraçou causas sociais como as dos cursos de português para emigrantes, como da acção social caritativa para os mais necessitados. Como pároco sempre soube dizer presente nos momentos em que alguém se encontrava hospitalizado e precisava de apoio, soube conjugar vontades para erigir uma igreja digna do estatuto da paróquia, deu de si e do que era seu pela Mealhada e pelos mealhadenses.
Merece estar entre os nossos mais notáveis. Torna-se, assim necessário, como ele fez tantas vezes por outras causas, conjugar vontades para, por exemplo, instalar um busto seu na praceta, na Alameda da Cidade, próxima da Igreja da Mealhada. Para isso contamos com o apoio de todos os que connosco se quiserem solidarizar.
A Junta de Freguesia da Mealhada dará o apoio institucional a uma iniciativa que merece ser popular, da parte de cada um dos que, como nós, tem um obrigado a dizer ao Padre Abílio.
Junta-te a nós para dizer obrigado!
Envia-nos o teu testemunho, apoio e sugestões para obrigadoabilio@gmail.com

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Presidente da República foi a Anadia, na sexta-feira, inaugurar o cineteatro municipal (que até é bonito mas não tem programação) e, com o Cluny Vox, a melhor afilhada do Mundo cantou para ele.
Parabéns Isa, diz o padrinho orgulhoso.

Foto do sitio da Presidência da República


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

[710.] - Hoje...

... em 1961, um ataque à Casa de Reclusão, ao quartel da PSP e à Emissora Nacional, em Luanda, foi acção considerada como o início da luta armada em Angola.

O mesmo será dizer que foi o ínicio da Guerra Colonial Portuguesa - que só terminaria em 1974, a 25 de Abril.

A partir desse 4 de fevereiro de 1961 nada seria como dantes... em pouco tempo o império começaria a desfazer-se!