sábado, 26 de setembro de 2009

[859.] Mensagem do Chefe de Agrupamento

Irmãos caríssimos,

Começamos hoje mais um ano de actividade no nosso agrupamento. Infelizmente, não posso estar convosco nesta hora, o que muito lamento.

E começamos um ano de forma particularmente especial.
Em primeiro lugar porque ainda nos lembramos do final do último ano e das razões que nos levaram a sorrir e a comemorar, não só com os resultados obtidos, mas, principalmente, pelo facto de termos participado com todas as secções e de maneira tão positiva no acampamento regional, o Jambeiras.
Em segundo lugar, o novo ano que agora se inicia é especial, porque nos obrigará a novos desafios e a fazer render os nossos talentos de maneira a, daqui um ano, no final do acampamento do núcleo - outra grande actividade -, estarmos tão contentes como agora. Os Grupos Explorador e Pioneiro terão um ano dificil que precisará de todos - e especialmente dos actuais e futuros elementos - para vingar.

É, por isso, a pedir a vossa colaboração, o vosso apoio, a vossa participação nas reuniões e nas actividades, o vosso empenho, respeito e cuidado que começo este ano escutista.

Orgulho-me de ser Chefe de um Agrupamento onde todos nos conhecemos bem. Todos: escuteiros, pais, dirigentes, antigos escuteiros, etc, etc. Um agrupamento onde os ouvidos dos chefes, e os meus, particularmente, estão sempre abertos para ouvir os vossos sucessos e os vossos fracassos, as vossas dificuldades e as vossas vitórias, as vossas sugestões e as vossas criticas.

Ao longo do próximo ano escutista vamos ouvir falar, muitas vezes, de São Tiago, Maior. Peçamos-lhe especial protecção para este novo ano, lembrando as palavras da oração a si dedicada:
«Apóstolo Santiago, escolhido entre os primeiros, tu foste o primeiro a beber no cálice do Senhor, e és o grande protetor dos peregrinos; faz-nos fortes na fé e alegre na esperança, em nosso caminhar de peregrino seguindo o caminho da vida de Cristo e alenta-nos para que finalmente, alcancemos a glória de Deus Pai, Assim Seja».

Boa Caça

Sempre Alerta para Servir
Lobo Irmão

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O futuro… após 27 de Setembro de 2009

No próximo domingo, dia 27 de Setembro, os eleitores portugueses escolhem quem os representará na Assembleia da República. Das maiorias que se constituírem resultará um novo Governo da República para os quatro anos que se seguem. O povo é chamado a escolher mas consideramos que, desta vez, mais do que de uma decisão do povo, o futuro da nação portuguesa depende, quase exclusivamente, do sentido de Estado e do espírito de defesa do interesse nacional dos líderes políticos eleitos.
Vamos procurar explicar, então, o nosso ponto de vista.
Portugal atravessa uma grave crise económica e financeira que está a gerar, em ritmo acelerado, uma crise social. Apesar de no ano de 2009 se realizarem três actos eleitorais importantes, de os discursos políticos denunciarem “um clima de asfixia democrática, e de haver notícia de rumores de conflitos entre a presidência da República e o Governo, a verdade é que o país atravessa um momento de estabilidade política, com uma maioria parlamentar que apoia um Governo que, mal ou bem, tem feito o seu papel.
Algum português daria o seu acordo a que o próximo acto eleitoral pudesse dar origem a um período de instabilidade política e de ingovernabilidade? Consideramos que não. Mas consideramos, também, que há esse risco.
Se nenhum partido conseguir a maioria absoluta de deputados na Assembleia da República – a hipótese mais provável – e se, depois disso, não se propiciar a formação de uma coligação no sentido de dar ao Governo uma base de sustentação maioritária, o país pode cair numa solução de Governo minoritário, mais frágil, podendo ser considerado um Governo a prazo, um Governo que, dentro de dois anos – ou até menos –, pode ser destituído, em consequência da dissolução da Assembleia da República. Numa altura destas, custa-nos imaginar um Governo fraco a procurar aumentar a confiança dos agentes económicos – investidores e consumidores.
A lógica da representação popular e consequente formação do Governo não será fácil de entender para quem considere – e nisso não vê contestação da parte dos candidatos – que o que se escolhe numa eleição legislativa é o primeiro-ministro. Mas não é assim, de facto. O princípio que serve de base à formação do Governo é, claramente, o de uma maioria estável na Assembleia da República e não o da escolha do primeiro-ministro.
Imaginemos a seguinte hipótese, apenas como mero exercício académico: O PS vence, mas sem maioria absoluta, e o PSD e o CDS conseguem, juntos, um número de deputados superior ao do PS. Com base neste facto Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas informam o Presidente da República de que estão dispostos a formar Governo. Nesse caso, Cavaco Silva perguntaria a José Sócrates se haveria alguma hipótese de se coligar com o Bloco, com o PCP ou com os Verdes. Se Sócrates lhe respondesse negativamente, Cavaco daria posse a Manuela Ferreira Leite, mesmo tendo sido o PS o partido mais votado. Poderíamos, também, trocar os personagens e as conclusões seriam as mesmas: Se o PSD fosse o partido mais votado, se, mesmo com o CDS, não houvesse uma maioria absoluta, os restantes partidos da Esquerda, coligados, poderiam ser convidados a formar Governo. Esta possibilidade está prevista na Constituição portuguesa e nas de outros Estados tem sido uma solução adoptada em muitos países europeus e em Israel. Neste país, por exemplo, o partido do primeiro-ministro Netanyahu não foi o mais votado. Estaremos nós preparados para, em último caso, aceitar uma solução deste tipo?
Entendemos que, em Portugal, não estão reunidas as condições para que, sendo o próximo Governo minoritário, não esteja apoiado por uma maioria absoluta parlamentar. Consideramos ser absolutamente essencial que o PSD, caso vença as eleições, se coligue com o CDS e que o PS, nas mesmas circunstâncias, se coligue ou estabeleça acordos estratégicos com o Bloco de Esquerda ou com o PCP.
Até ao dia 27 de Setembro os partidos não vão querer falar neste assunto, porque vão querer alcançar o melhor resultado possível, sozinhos. Mas o povo português deve preparar-se, deve incentivar a formação de coligações que garantam uma maioria absoluta no Parlamento que sustente o Governo.
Caso contrário, se os líderes partidários optarem por inviabilizar esta hipótese e o vencedor formar Governo, esperemos que haja da parte dos partidos da oposição parlamentar, pelo menos, o bom-senso e o sentido de Estado de garantir que não entramos num período negro da nossa história e que vai deixar governar, da melhor forma, o Governo empossado. Se assim não acontecer, tememos que pouco ou nada de bom possa ser feito para solucionar os mais prementes problemas do Estado, e que sair da crise possa ser, apenas, uma miragem.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O jovem arquitecto casalcombense, former scout, e divertido Diogo Godinho foi, com os amigos, fazer Erasmus para a Eslovénia...
Decidiram fazer um blogue que, se for tão bem humorado como o jovem rapaz é de não perder. A Zona é bonita... resta saber se a sabe aproveitar! Daqui vamos espreitando!

[853.]

Vino aluntur vires, sanguis calorque hominum.
Com o vinho se alimentam as forças, o sangue e o calor dos homens.
[Plínio Antigo, Naturalis Historia 23.22]

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

[852.] Inspiração

Barack Obama é inspirador.
Não haverá grandes dúvidas disso.
Ele até pode dizer o que toda a gente diz.
Ele até pode encher a boca de lugares comuns.
Ele até pode espalhar demagogia barata travestida de sensibilidade.

Mas Barack Obama é, na actualidade, o mais carismático líder político mundial.
Se só de Obama é que poderia sair um discurso tão simples como se fosse escrito para crianças e, ao mesmo tempo tão inspirador.
Discurso de Obama às crianças no primeiro dia de aulas
em 8 de Setembro de 2009


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

[851.]

Abriu o Parque da Cidade

Abriu à utilização da população, na sexta-feira, 11 de Setembro, com a retirada das vedações e, de modo mais formal, no dia seguinte, sábado, com um conjunto variado de actividades lúdico-pedagógicas, o Parque da Cidade. O espaço está aberto ao público – muitos jovens até já o utilizavam desde meados de Agosto, por sua conta e risco – apesar de ainda não estar completamente operacional. A parte eléctrica – de iluminação, por exemplo – ainda não está a funcionar, e toda a estrutura dos imóveis destinados à secretaria, ao restaurante, à cafetaria e à cavalariça aguarda abertura de nova empreitada para a sua remodelação.


O Parque da Cidade é agradável e representa uma contribuição importante para o incremento da qualidade de vida da população especialmente da que reside na cidade da Mealhada. Entendemos, ainda, que a mais valia fundamental do Parque, no futuro, poderá passar pelo facto de, sendo contíguo à mais importante zona escolar do concelho, poder ser um palco preferencial de um ensino experiencial, de aprender-fazendo no domínio das Ciências Naturais e do Desporto, por exemplo, proporcionando aos alunos e professores condições que até agora não dispunham. A este respeito deixámos num editorial do Jornal da Mealhada, noutra ocasião, algumas sugestões que poderiam potenciar a utilização do espaço pelas escolas, como a da construção de uma estufa que servisse de laboratório de Biologia de apoio às comunidades escolares ali vizinhas.
O Parque da Cidade dispõe de infra-estruturas para a prática de algumas modalidades desportivas, como ténis, basquetebol e andebol, futebol de praia, futebol de sete, e acreditamos que não irá ser esquecida a colocação de aparelhos destinados ao apoio ao exercício de manutenção física de pessoas de todas as idades, especialmente as mais velhas. O Parque tem espaços destinados às crianças, tem espaços de lazer para pessoas de todas as idades – faltará uma tradicional churrasqueira comunitária em local discreto e seguro –, tem espaços de descanso, que serão beneficiados com a abertura do restaurante e da cafetaria.
Parece-nos faltar ao parque, um pouco de poesia. Poesia numa espécie de embelezamento estético temático do próprio parque. Uma obra desta dimensão e com esta qualidade perde em chamar-se – tão só – Parque da Cidade. O nome pelo qual era conhecido pelos mealhadenses, ‘A Floresta’, acaba por ser mais interessante do que a nova designação. Associado a uma eventual mudança de nome, mais poética, ou independentemente dela, as principais artérias do parque poderiam ter nomes que homenageasse a herança cultural ocidental, por exemplo. Também os novos espaços poderiam ser enriquecidos com denominações interessantes.
Seria importante valorizar no Parque, também, dois aspectos que nos parecem relevantes. O primeiro aspecto seria o da própria história daquele espaço – que já foi de hortas, de olivais, de milheirais, etc, das pessoas da Mealhada. Terrenos que foram adquiridos pelo Estado, passaram depois a viveiro florestal e, mais tarde, entre outras utilizações, a espaço de encontros e desencontros amorosos… O segundo aspecto a valorizar seria, também de tradição e valorização cultural, o facto de, na parte poente, o parque ser atravessado pelas duas maiores peregrinações religiosas da Península Ibérica – a de Fátima, no sentido norte-sul, e a de Santiago de Compostela, no sentido sul-norte.
Entendemos, por outro lado, que a promoção da criatividade artística – 2009 até é o ano Europeu para a Criatividade – com a colocação de objectos artísticos no parque, ou com a exposição de trabalhos artísticos realizados usando o Parque como inspiração, poderia constituir uma valorização importante do espaço. Por outro lado, questionamos se não estará a Câmara – esta e a que lhe sucederá – a pensar em criar, associada ao parque, uma equipa de dinamização pedagógica feita em parceria com as escolas e com as associações juvenis, por exemplo.
O município da Mealhada, que tão orgulhosamente ostenta a bandeira ECO XXI com que foi distinguido, não esquecerá, certamente, os princípios fundamentais do desenvolvimento sustentável. O uso dos recursos escassos como a água, ou dos químicos como os fertilizantes estará certamente assegurado por critérios de racionalidade, de responsabilidade social, e, consequentemente, de boas práticas ambientais.
O facto de ser um espaço multi-usos pode agradar à maior parte das pessoas, mas à sua fruição tem de presidir o princípio de que o espaço, sendo de toda a população deve ser objecto de respeito e de cuidado por todos os utilizadores, devendo cada um deles perseverar na sua conservação, limpeza e, de modo muito especial – relevante, na nossa opinião – a sua segurança.
Deixamos apenas sugestões para uma melhor potenciação das qualidades do parque e fazemo-lo, acreditem, com espírito de serviço cívico e talvez influenciados pela recordação da visita a alguns parques do Norte da Europa (na Grã-Bretanha e na Holanda, especialmente) e ao Parque dos Poetas, em Oeiras, recentemente.
Estamos convictos de que é, também, com o melhor espírito de serviço cívico que todos os partidos, e demais agentes políticos, se têm envolvido na discussão do que é melhor para o Parque da Cidade. Acima de qualquer outra coisa, na nossa opinião, sempre terá presidido, no espírito de todos, a convicção de estar a defender o melhor para aquele espaço através de um uso racional dos meios financeiros e dos recursos naturais.
O debate, intenso, à volta das características técnicas do parque e das decisões políticas tomadas a este propósito, mostra-nos que o assunto é importante e de que depois de 11 de Outubro, seja quem for o presidente da Câmara Municipal da Mealhada, aquele espaço caracterizar-se-á por ser valorizado e por ser um novo centro de atracção da cidade, um espaço de beleza, de saúde e desporto, de cultura e de lazer. Depois de algumas medidas – nomeadamente as que sugerimos e as que já ouvimos da parte de alguns candidatos à Câmara – o Parque da Cidade tem condições para ser um novo ex-libris de modernidade do país, em termos de espaços de lazer e de fruição pública.

Editorial do Jornal da Mealhada de 16 de Setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

[849.] Hoje...

... é dia de Nossa Senhora da Natividade

Nunca percebi isto bem, e por isso preciso constantemente de ajuda... e uma vez até levei um puxão de orelhas do padre Abílio por causa destas coisas...
Hoje é dia de Nossa Senhora da Natividade ou seja, é dia da natividade de Maria, mãe de Jesus. Assinala-se hoje, portanto, nove meses depois da solenidade da Nossa Senhora da Conceição (padroeira e rainha de Portugal) o nascimento de Maria.
Maria é uma figura central no entendimento do Cristianismo. Por ser meio (como nasceria Deus entre os Homens se não no seio de uma mulher), mas é, também, muito mais do que isso. É testemunho e é legado de Deus-filho, Jesus, aos homens.
Confesso que esta é a primeira vez que a Senhora da Natividade me interpela. Até desconhecia este pormenor dos nove meses depois da Senhora da Conceição... e pensando bem até acho curioso... Maria só podia ter nascido nesta altura... com o signo Virgem no zodíaco... eheheheh
Mas há mais curiosidades:
Nossa Senhora da Natividade é a padroeira da paróquia de Luso. Maria é filha de Santa Ana (padroeira da Mealhada) e de São Joaquim (orago na Pampilhosa-Alta).
Ora há ou não há aqui uma especie de tradição da Natividade no nosso concelho?

Esta é a imagem que está na Igreja do Luso, curiosamente representa Maria - coroada e com ceptro - como uma mulher adulta, mãe, com Jesus nos braços... A imagem é muito bonita (e pesada, também), mas não a compreendo.

*

Para saber mais:

Apontamento da Agência Ecclesia

e a passagem do Evangelho de São Tiago (apócrifo) que narra a natividade de Maria



ULTREIA E SUSEIA
ME FUI
Bebe, Y

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

[846.]

Ontem a IMS, citando o pai, 'deu-me' esta frase que não me sai da cabeça:

Não há desgraças, há oportunidades de outras Graças!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

[844.] Carta aos meus irmãos dirigentes do CNE

Caríssimos Irmãos em Cristo

Escrevo-vos quando passam apenas alguns minutos do fim do dia 4 de Setembro de 2009. Faço-o propositadamente (como não podia deixar de ser).

Ontem, 4 de Setembro de 2009, passaram cem anos sobre um momento fundamental da história do escutismo. Na minha opinião. Um evento que transformou a maneira do nosso fundador ver o movimento que tinha criado, e, assim, influenciar tudo o que se seguiria.
Falo-vos do rally de Cristal Palace, em Londres. Tratou-se da concentração de onze mil escuteiros, num mesmo espaço, em partilha, mostrando o que tinham aprendido e do que mais gostavam. Este encontro foi verdadeiramente impressionante para o fundador, como ele próprio mais tarde afirmaria.

Nesse dia B.-P. apercebeu-se de duas coisas fundamentais.

Não poderia manter o que acabava por ser fundamental no escutismo exclusivamente para rapazes, e teria de pensar numa resposta para as raparigas que, pela primeira vez em Crystal Palace, o abordaram no sentido de reivindicar um estatuto e uma oferta pedagógica dentro do movimento.

Apercebeu-se, também, que o movimento precisava de uma liderança, que não poderia manter-se “ao-Deus-dará”. Seriam precisas estruturas locais, regionais e até nacionais para coordenar a fidelidade das várias patrulhas ao método escutista.

B.-P. saiu de Crystal Palace com a convicção de que seria necessário criar o que mais tarde se veio a chamar o guidismo e de que precisava de abandonar o exército e dedicar-se exclusivamente ao escutismo para garantir a sua institucionalização. Diria sempre, a partir daí, que o escutismo era um movimento e não uma organização.

No meu imaginário, na minha concepção, 4 de Setembro de 1909 é a data em que B.-P. criou os dirigentes. É a partir do que B.-P. viu neste dia, que ele próprio vê a necessidade de os adultos se envolverem e, acima de tudo, de serem precisas estruturas institucionais (regionais, locais, nacionais e internacionais) para permitir a fidelidade ao método e à lei e ao compromisso.

No dia de hoje, no dia seguinte ao da admiração de B.-P., eu não poderia deixar de partilhar com os meus irmãos dirigentes do CNE esta reflexão.

Ontem B.-P., em Crystal Palace soube perceber qual o seu papel no movimento e entregou-se.

Hoje, cem anos e um dia depois, qual é a verdadeira missão da nossa entrega?




Video de Nuno Canilho e Nuno João, apresentado ao Núcleo Centro Norte, de Coimbra, em 1 de Março de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

[842.] Mercurii dies

O nosso futuro é o futuro das pequenas e médias empresas portuguesas

A propósito da apresentação dos programas eleitorais dos partidos nacionais

O primeiro partido a apresentar o seu programa eleitoral para as eleições legislativas foi o Partido Socialista. Seguiu-se a CDU, depois o PSD – na passada semana – e agora, no último fim-de-semana, o CDS-PP. Em todos os programas eleitorais há referências às pequenas e médias empresas, as PME, há manifestações da intenção de tomar medidas no sentido de as apoiar. Curiosamente, e perdoem o desabafo, qualquer um dos programas eleitorais deixou insatisfeitas as pessoas que se interessam por este assunto e que, se virmos bem, bem podiam ser a grande maioria dos portugueses – uma vez que é assunto que a todos afecta. Resta-nos perguntar por que razão não investiram mais os partidos nos estudos e nas propostas para a resolução deste problema? Será porque não há ideias? Será porque entendem que a falência de um número crescente de PME não é problema? Ou será porque consideram que o tema não interessa a um número significativo de eleitores e, por isso, não é uma mais-valia eleitoral?
As dificuldades das PME portuguesas não são um problema exclusivo de empresários. Apesar de o empresariado português, enquanto grupo, constituir uma das maiores riquezas do país – pese embora o facto de, uma vez desempregado, qualquer um dos seus membros não ter direito aos subsídios estatais como tem qualquer outra pessoa que contribui para a segurança social, ou não –, não é ele o único interessado no dinamismo das PME. Antes pelo contrário.
Segundo dados fornecidos pelo INE, relativos a 2005, e consultados no sítio oficial do IAPMEI, existem em Portugal 296 928 PME, que empregam dois milhões e oitenta e quatro mil e quinhentas pessoas. São empresas que realizam um volume de negócios de 170 mil e 300 milhões de euros e representam 99,6 por cento do tecido empresarial português, gerando 75,2 por cento do emprego e 56,4 por cento do volume de negócios nacional.
O ministro da Economia de qualquer Governo pode empenhar-se muito na defesa dos milhares de trabalhadores da Quimonda, ou da Auto-Europa, mas não pode esquecer os dois milhões de trabalhadores de milhares de empresas que têm em média dez trabalhadores e que estão a encerrar todos os dias. O que são as PME afinal? Uma fábrica pode ser uma PME. Mas um supermercado, uma oficina de reparações, uma loja de roupa ou uma pastelaria, tudo isso são, também, PME. E todos sabemos que o encerramento de um estabelecimento destes traz consequências sérias para a comunidade.
De forma geral, os partidos propõem o fim do pagamento especial por conta – que é uma espécie de liquidação de um imposto antes do tempo –, falam de redução da carga fiscal mas não esclarecem, devidamente, suas ideias e propostas, sugerem linhas de crédito mas limitam as empresas que à partida mais precisariam, assumem que é o Estado quem mais deve às PME mas não falam em compensações. Ou seja, o que os partidos pensaram para as PME foram medidas de contingência. Fizeram-no porque sabem que são estas as estruturas sociais que mais estão a sentir os efeitos da crise económica e financeira. Não perceberam que é da resolução dos problemas delas que resulta o não agravamento da crise social.
Tomemos o seguinte exemplo: Se no fim do mês o gerente de uma empresa tem dinheiro para pagar aos trabalhadores, mas não tem dinheiro para pagar os impostos, o que deve fazer? Se consecutivamente não pagar aos trabalhadores criará consequências desastrosas na vida daqueles que despenderam a sua força de trabalho ao serviço da empresa e comete uma injustiça. Se, por outro lado, preferir não pagar ao Estado, vê vedado o acesso a linhas de crédito criadas para ajudar as empresas, com viabilidade, mas em dificuldades. É certo que o Estado não pode deixar de penalizar as pessoas – singulares ou colectivas – que não cumpriram as suas obrigações, mas em clima de crise como o que estamos a atravessar não deveria a viabilidade da empresa ser mais importante do que as dívidas que tem ao Estado (de quem será, também, provavelmente, credor)?
No Governo de António Guterres, do Partido Socialista, o Plano Mateus permitiu às empresas regularizar a sua situação perante o Estado em condições especiais. A dívida das empresas ‘estacava’ no dia em que aderissem ao plano. Não vivíamos, na altura, a crise económica em que vivemos agora. Não faria sentido, hoje, implementar medida idêntica e assim ajudar os empresários a regularizar a situação das suas empresas perante o Estado sem que daí resulte prejuízo no funcionamento de cada uma delas e, de igual modo, sem prejudicar os trabalhadores?
Estas são apenas algumas concepções de alguém que, apesar de leigo em matéria económica, observa com muita preocupação a destruição do tecido empresarial português.

Editorial do Jornal da Mealhada de 2 de Setembro

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

[841.] Razões de uma edição em blogue

«O ritmo a que as duas campanhas eleitorais, autárquicas e legislativas, serão vividas no concelho da Mealhada/Mortágua/Penacova exige um acompanhamento à altura. Um acompanhamento diário, com edição de agenda, com alguma análise e explicação aos leitores e eleitores, até como repositório de imagens e produtos de campanha.»
É por isso que decidimos editar o

MEALHADA: Eleições'2009!

MORTÁGUA: Eleições'2009!

PENACOVA: Eleições'2009!
Trata-se de três blogues de informação, com a dinâmica que esta ferramenta pode oferecer e para a qual os seus editores - a redacção conjunta dos títulos Jornal da Mealhada e jornal FRONTAL - contam com o contributo dos leitores e restante blogosfera.
Para além da informação sobre os três concelhos, haverá ligações a outras realidades locais, distritais e nacionais.
O esquema de funcionamento dos blogues será adequado ao desenvolver da campanha e está aberto a sugestões.
Como é óbvio cada blogue terá comentários, moderados, cujos autores serão identificados junto dos editores ou nas próprias mensagens.

domingo, 30 de agosto de 2009

[840.] Campanha autárquica neste blogue

A malta vai perceber o que lhe digo com estas palavras simples:

Este blogue não serve para insultar ninguém.
Não serve para insultar adversários políticos e não serve para me insultar a mim!

Os meus leitores mealhadenses já sabem isso, e desistiram de o fazer.
Os mortaguenses ainda não perceberam, mas ainda vão a tempo!

Os comentários são moderados e os anónimos não têm direito de antena. É uma espécie do meu direito a censurar cobardes, se é que me faço entender. Quem quiser que a sua identidade não seja revelada no seu comentário, manda-me um mail com o pedido e eu publico o comentário com todo o gosto, dentro dos limites do respeito e do direito à opinião.

Os que quiserem fazer campanha eleitoral e insultar os opositores façam um blogue seu que para já é gratuito!

Queixinhas e cobardes - que adoram escrever textos anónimos e com meias palavras - sempre me pareceram gente reles!

[837.] Campanha autárquica

Conforme havia prometido AQUI e AQUI publico e mando para AQUI e para AQUI mais uma remessa de 'imagens de campanha' com algumas notas que deixo como contributo.

Como qualquer mealhadense que se preze... passei pelo

concelho de MIRA, no distrito de Coimbra.

João Reigota, actual presidente da Câmara, eleito pelo PS, é recandidato.
http://www.joaoreigota.com/

Reigota tem 'cartazes' em vinil - que é a grande sensação desta campanha - que mudam de localidade para localidade, com a indicação (no canto inferior direito) das obras que promoveu naquela localidade especificamente.
Mantém o slogan e a indicação especifica da localidade.
As duas fotos que apresento foram tiradas na Praia de Mira, daí o "Praia no coração!"
A campanha e os cartazes, em MIRA, vão alimentando polémicas...
João Rocha de Almeida é o candidato do PSD
Rocha de Almeida foi presidente da Câmara de Mira de 1985 a 1989 e de 1993 a 1997
Surgirá daí, talvez, o slogan "PARA DEVOLVER a esperança!"

sábado, 29 de agosto de 2009

[839.] Campanha autárquica

Ora prosseguindo, chega a vez de MORTÁGUA, no distrito de Viseu.
Mortágua não nega a sua localização no distrito de Viseu, também conhecido como o Cavaquistão. Acontece que nas eleições autárquicas o Partido Socialista é Governo há muitos e muitos anos.
Pelo PS, Afonso Abrantes
Na campanha de 2009, o PS apresenta como candidato o actual presidente da Câmara, e dinossauro, Afonso Abrantes. Com "Paixão pela Terra", o presidente de sorriso alegre e franco afirma-se desanimado com a falta de ideias da oposição e garante estar em condições de conseguir o pleno, ganhar a maioria na Câmara, na Assembleia e nas 10 juntas de Freguesia.
Pelo CDS, Filipe Valente
O advogado Filipe Valente, do CDS, que se apresentou como candidato do partido há um ano e meio, acusa Abrantes de ser autoritário e exercer o poder de maneira autocrática. Foi até agora o unico eleito do CDS na Assembleia Municipal e espera vir a ser eleito vereador.
Raul Marta, do PSD, é o jovem candidato, que também foi o porta-voz do partido na Assembleia Municipal, e que quer marcar pontos no municipio e, também, no próprio partido em termos de afirmação no distrito.
Maria Teresa Afonso, da CDU, é candidata, mas ainda não tem cartazes na rua.
A campanha afigura-se dura e renhida, apesar de mais dificil para as oposições que chegaram a pensar em unir-se.
Mortágua, graças ao aumento do número de eleitores (o que é significativo num municipio do Interior), em 2009, elege 7 vereadores (elegia 5) e 21 membros da AM (elegia 15).

[838.] Campanha autárquica

Concelho de SANTA COMBA DÃO, no distrito de Viseu
João Lourenço, do PSD (em coligação com o CDS), é recandidato.
O actual presidente da Câmara ficou conhecido pela inauguração da Praça Oliveira Salazar, previsamente no dia 25 de Abril de 2009, e pela conjugação de esforços no sentido de edificar o Museu do Estado Novo no Vimieiro, terra natural de Salazar.
Pelo PS Leonel Gouveia
Para o defrontar o PS apresenta Leonel Gouveia que, como João Reigota em Mira, a que já aludimos noutro post, tem cartazes diferentes em sitios diferentes. Na zona comercial o cartaz fala no comercio local, em frente à Câmara fala de transparencia nas contas municipais, etc.
Acho, aliás, que este ano, é facto significativo da campanha o melhor uso dos cartazes em vinil. Em municipios onde os partidos têm menos recursos é agora possivel fazer uma campanha mais colorida e com melhores imagens...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

[836.] - Deambulações

Estava eu em deambulações FRONTALísticas quando encontrei isto:

Um restaurante em Brooklyn, em Nova Iorque, chamado BUSSACO.

Bussaco - Restaurant - Bar - Brooklyn

É brutal!

[835.]

Mais uma forma de acompanhar as Eleições Autárquicas!

[834.]


[833.]

Mealhada é cidade há precisamente seis anos e, ao que parece, ninguém se orgulha disso.
Há uma especie de atitude envergonhada em relação a este assunto.
Não fazemos parte desse grupo.
Orgulhamo-nos de ter ficado orgulhosos de ver crescer uma cidade moderna a partir de uma grande vila.

[832.]

Coloque-nos as perguntas que gostaria de ver respondidas
A propósito das eleições autárquicas e legislativas

“Com a entrega dos processos de candidaturas nos tribunais das comarcas, cujo prazo acabou na segunda-feira, 17 de Agosto de 2009, termina a fase de preparação política dos partidos para as candidaturas aos órgãos autárquicos e começa o período de pré-campanha eleitoral. O Jornal da Mealhada procura acompanhar a actualidade política e contribuir, também, para um melhor esclarecimento da comunidade dos seus leitores em relação aos candidatos e às propostas de realizações que apresentam para o concelho da Mealhada”.
O parágrafo anterior é a transcrição do texto com que abrimos o caderno especial Autárquicas 2009 que publicamos no interior da presente edição do Jornal da Mealhada.
O propósito de contribuir para um melhor esclarecimento da comunidade dos leitores deste jornal (sejam eles eleitores ou não), relativamente às eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009, reflecte-se, desde já, na divulgação integral de todas as listas de candidatos às oito assembleias de freguesia, à Câmara Municipal e Assembleia Municipal da Mealhada.
Num caderno especial de oito páginas, integrado na publicação especial do Jornal da Mealhada, apresentamos hoje o nome de todos os candidatos, acompanhado com as fotografias dos cabeças-de-lista.
Até 11 de Outubro de 2009, dia das eleições autárquicas, publicaremos seis edições do Jornal da Mealhada ao longo das quais procuraremos fazer o acompanhamento jornalístico das principais iniciativas da campanha eleitoral no município e divulgar as ideias fundamentais das linhas de acção dos programas dos três partidos políticos que apresentam candidaturas no concelho da Mealhada. Faremos este acompanhamento com reportagens e, acima de tudo, com a publicação do resultado de inquéritos ou entrevistas que a seu tempo solicitaremos aos partidos políticos para obtenção das suas respostas. Num esforço que será compreendido por todos os nossos leitores esperamos publicar as principais ideias apresentadas nos seus programas eleitorais pelos vinte e nove cabeças-de-lista que se submetem à votação dos eleitores em Outubro.
Numa democracia que se quer participada não caberá apenas ao jornalista, ao chefe de redacção ou ao director de um jornal a escolha das perguntas a colocar aos candidatos, a identificação do que é mais relevante para a promoção da qualidade de vida das pessoas. Numa altura em que, neste jornal, todo o cidadão pode ser repórter, queremos recolher o contributo dos nossos leitores na identificação dos temas que gostariam de ver tratados pelos candidatos e das perguntas que gostariam de ver respondidas por eles – sejam eles candidatos a assembleias de freguesia, à Câmara Municipal ou à Assembleia Municipal.
Caro leitor, envie-nos a sua sugestão por e-mail, por fax ou por telefone (os contactos da nossa redacção encontram-se publicados na margem inferior da página 6 desta edição). Há quatro anos, por exemplo – lembramo-lo com gosto –, foi em consequência do contributo dado por um leitor do Jornal da Mealhada que todos os candidatos se sentiram na obrigação de tomar posição relativamente à problemática dos maus cheiros que assolavam (e tantas vezes assolam ainda) a cidade da Mealhada.
No mesmo sentido estamos abertos ao contributo dos nossos leitores para sugestão de perguntas a colocar aos cabeças-de-lista dos partidos políticos que concorrem às eleições legislativas de 27 de Setembro de 2009 pelo círculo eleitoral de Aveiro. Também neste caso procuraremos questionar directamente os candidatos em relação a problemas concretos do concelho da Mealhada e da região, esperando, também, ver assumidos compromissos com vista à sua resolução. Através dos mesmos meios, os que constam da ficha técnica da página 6, pode qualquer leitor fazer-nos chegar a sua sugestão.
Estimados leitores, não percam esta oportunidade de, através deste jornal, obterem, as informações que poderão contribuir para que, nas eleições autárquicas ou nas legislativas, votem na força política que propõem os projectos mais aliciantes ou que maiores garantias dá para fazer face aos problemas que, no entender do leitor, mais afectam a qualidade de vida da nossa comunidade.

Editorial do Jornal da Mealhada de 26 de Agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Comemoração dos 400 anos da invenção do telescópio de Galileu Galilei

domingo, 23 de agosto de 2009

[830.] Yes, We Can! Versão estónia

Uma inspiração para a limpeza das matas? para a limpeza das praias? para angariar apoios para os mais desfavorecidos? para... tanta coisa!

É possível!

[829.]

Entrámos na Loucura!
Toda a gente anda a postar imagens dos outdoors da campanha eleitoral autárquica que pululam pelo país. O Fio dos Dias alinha na loucura. Aqui ou por aí...
em
por exemplo.
CANTANHEDE
Cantanhede, distrito de Coimbra, PSD
João Moura, do PSD, recandidata-se ao lugar de presidente da Câmara de Cantanhede com o slogan 'No Rumo Certo'. É presidente desde 2001.
Cantanhede, distrito de Coimbra, PS

Manuel Ruivo, do PS, é, novamente, a aposta socialista para ganhar a Câmara de Cantanhede. O slogan de Ruivo é 'Do seu lado'... só não se percebe em que espaço...
*
Se alguém me quiser mandar imagens de outras campanhas ou de outros materiais de propaganda, estejam à vontade! Para ncastelacanilho@gmail.com
*
ADENDA 26.08.2009
Estas fotos foram aceites como contributos no www.autarquicas.sapo.pt

[829.] III - Fui a banhos à Tocha...

... i mantive-me informado apenas pelo i


O projecto editorial do i motivou, desde o inicio, a minha atenção e acompanhamento. Manifestei essa minha curiosidade logo no dia em que saiu o primeiro número.


Nestes dias de férias dei preferência ao jornal para poder fazer um melhor julgamento. Estava à espera de melhor. Achei demasiado light, demasiado superficial na análise dos temas e demasiado americanófilo. Lamento.


[828.] II - Fui a banhos à Tocha...

... e li o livro de José Rodrigues dos Santos, "A Vida num Sopro".


Não achei assim nada de especial. Talvez até seja um bocado embrulhado. Há, no entanto, um aspecto que ressalta à vista e que é, no meu entender, preconceituoso.

Tanto neste livro como no "Rio das Flores", de Miguel Sousa Tavares, o protagonista, mesmo vivendo na década de 30 do século passado, manifestam-se anti-salarazistas e libertários. É certo que não tomam nenhuma acção concreta, relevante, contra o regime - não participam em nenhuma acção da oposição, nem se tornam militantes comunistas - mas falam de modo contestário.

A ideia é preconceituosa porque se escreve hoje em Portugal sobre o passado, com preconceitos de hoje e sem entender o pensamento da altura. Na década de 1930 o Estado Novo era uma solução desejada e aplaudida pela grande maioria dos portugueses e as liberdades estavam tão tolhidas, desde 1926, como já haviam estado noutras alturas durante a primeira república.

Em "A Vida num Sopro" o protagonista, Luís António Afonso chega até a entrar em contradição com o que afirma.

Aborrece-me que não se tenha a honestidade intelectual suficiente para evitar que se escrevam estórias, com a história revisitada e com os preconceitos da actualidade. Infelizmente, foi dessa maneira que durante o Estado Novo se subverteram teses e se enalteceram heróis históricos portugueses e se fez uma história oficial, à medida das necessidades do regime. Agora faz-se a mesma coisa...

[827.] I - Fui a banhos à Tocha...

... e gostei.

Sou um gajo avesso a praia.
Nunca gostei muito.
Sempre achei um desperdício de tempo... estar ali... numa mega torradeira solar... a fritar... tipo churrascada... vira de um lado, vira do outro.
Gosto do banho, nunca gostei da praia.

Mas desta vez gostei. Pela companhia? Porque as condições eram diferentes? Porque estava a precisar? Gostei. E isso basta para repetir... qualquer dia!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

[826.]


Exercício interessante ou uma boa racionalização de posições?

ADENDA
22.08.2009

Eu fiz o exercício e publico, agora, o resultado.
Sem grandes (mas com algumas) surpresas aqui vai:

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

[825.]

[823.]

Mealhada não estaria melhor no distrito de Coimbra?
A propósito do processo de escolha de candidatos a deputados pelo círculo de Aveiro

Apesar de o concelho da Mealhada ser, no distrito de Aveiro, o que melhores resultados tem dado ao Partido Socialista, consecutiva e ininterruptamente, durante os últimos vinte anos, pelo menos, não figura na lista de candidatos a deputados pelo círculo de Aveiro o nome de nenhum mealhadense em lugar elegível, nem sequer na lista de efectivos. No último acto eleitoral realizado em Portugal, por exemplo – as eleições para o Parlamento Europeu – o concelho da Mealhada foi o único que deu a vitória ao partido da rosa no distrito.
Apesar de a estrutura concelhia da Mealhada do PSD ser das maiores do distrito de Aveiro, com a quinta posição em termos de número de militantes, e de os seus dirigentes serem pessoas com currículo político e partidário, a verdade é que o candidato indicado pela Mealhada na lista de deputados, João Peres, figura na 13.ª posição. Uma posição que não é elegível e – com todo o respeito – não faz jus nem ao concelho da Mealhada nem ao currículo da personalidade que o ocupa.
Nas listas candidatas ao parlamento nacional pelo círculo de Aveiro não há, em nenhuma delas, qualquer mealhadense a figurar nos primeiros dez lugares.
Se fizermos uma análise histórica, retrospectiva, à representação do concelho no parlamento português desde 1974, vemos que em 35 anos de Democracia sentaram-se em São Bento quatro munícipes do concelho da Mealhada, e todos eles por períodos relativamente curtos. Analisando caso a caso reparamos que a posse de mealhadenses foi feita, em dois dos casos, em substituição de outros deputados e, nos casos restantes, porque os eleitos representavam tendências partidárias internas ou estruturas partidárias que nada tinham a ver com a representação do concelho da Mealhada, como aconteceu, respectivamente, no caso de Rui Marqueiro, que tinha sido candidato a presidente da Federação Distrital de Aveiro do PS, e no caso de Gonçalo Breda Marques, que tinha sido presidente da distrital da JSD de Aveiro.
O que representa, afinal, o concelho da Mealhada para o distrito de Aveiro? Se para as estruturas partidárias distritais não representa nada, e nem sequer é merecedor de investimento eleitoral com a escolha de candidatos dele naturais, também não vai representar alguma coisa quando, depois, os seus dirigentes ocuparem lugares nos órgãos de soberania.

Nestes momentos, torna-se relevante, então, fazer uma pergunta já clássica da história do concelho da Mealhada: Não estaríamos melhor se fizessemos parte no distrito de Coimbra?
Quando o município da Mealhada, por volta de 2003/2004, aderiu à Grande Área Metropolitana de Coimbra – que entretanto foi extinta por decisão governamental – pensou-se que a divisão administrativa do país em distritos fosse uma realidade a extinguir e se renovaria a esperança de uma maior ligação a Coimbra, em detrimento da ligação a Aveiro. Criaram-se expectativas e pensou-se que o problema terminaria com a adopção da melhor solução. Não foi assim. E, a menos que se institua a regionalização do país, não se perspectiva qualquer mudança nesta situação.
Há opiniões diferentes sobre qual seria a melhor opção para o município da Mealhada: pertencer ao distrito de Aveiro ou ao de Coimbra? Do lado dos que defendem a ligação a Coimbra surgem argumentos de uma maior ligação de índole pessoal – afectiva –, social, cultural e económica. Do lado dos que defendem a permanência do estado actual ouve-se o argumento de que, economicamente, é mais favorável ser a Mealhada um concelho menos rico num distrito riquíssimo do que ser um concelho menos pobre num distrito paupérrimo.
Não esquecemos que em 6 de Novembro de 1836, quando foi criado, o concelho da Mealhada foi incorporado no distrito de Coimbra. Só em 25 de Outubro de 1855, por troca com o município de Mira, o concelho da Mealhada passou a fazer parte do distrito de Aveiro. Um erro histórico com 154 anos? Um negócio político que não agradou nem a mealhadenses nem a mirenses, que continuam a preferir a situação inicial?
Os responsáveis políticos – governamentais e partidários – do distrito de Aveiro não têm respeitado o concelho da Mealhada. Se os distritos e os círculos eleitorais distritais são uma realidade para continuar, então alguma coisa tem de mudar.

Editorial do Jornal da Mealhada de 19 de Agosto de 2009

[820.]

Nunca estava na Mealhada por estes dias.
Guardava sempre a segunda quinzena de Agosto para se meter na Hiace e correr a Europa com os sobrinhos. Dar-lhe os parabéns não era tarefa fácil e na maior parte das vezes ficavam no voice mail para ele depois os receber.


Faria hoje 64 anos, apenas 64 anos.

Parabéns senhor padre. Até Sempre.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

[819.] Saudades do Paraíso

Os nossos amigos de São Tomé e Principe, Adlander, Vasco, Cosme, Suzinay, Heloisa e Neuza estão em Portugal. Chegaram a 29 de Julho e estarão até 25 de Agosto. Nesta estadia permaneceram connosco do dia da chegada até 10 de Agosto, os restantes dias estão a ser passados na companhia dos seus familiares.
Nos dias que passaram no concelho da Mealhada visitaram a cidade, o Luso e o Buçaco. Ficaram instalados na sede dos escuteiros da Pampilhosa e aí visitaram a Casa Quinhentista. Animaram a missa de domingo com os seus cânticos tradicionais em 'crioulo fôrro' e causaram sensação...
Foram recebidos pelo presidente da Cãmara da Mealhada, Carlos Cabral, e visitaram a Escola Profissional da Mealhada.

Foi um prazer para nós recebê-los e possibilitar a participação deles no Jamboree das Beiras - Acampamento Regional de Coimbra. Considero que é desta forma que se faz cooperação estratégica entre Portugal e os PALOP, sem complexos de superioridade nem distinções patéticas.
Procurámos recebê-los tão bem como eles nos receberam a nós, no Paraíso, há precisamente um ano.

Até sempre Migo Nô!

A comitiva do intercâmbio: os que vieiram e os que lá foram
(faltam Nuno e Rita João, as Marifaldas, a Sara Valle e a Ana Rita)
O ensaio dos cânticos da missa, no sábado à noite, acabou por constituir, por si só um espectáculo memorável.

No domingo, na missa, na Pampilhosa

Na quinta-feira, 30 de Julho, recebidos pelo Presidente da Câmara da Mealhada


Na segunda-feira, 10 de Agosto, visitando a Escola Profissional da Mealhada e ouvindo as características do PROAid.

domingo, 16 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

[822.]

Ser FRONTAL.

O projecto editorial FRONTAL – quinzenário dos concelhos de Mortágua e de Penacova – entra agora numa segunda fase. Depois de uma primeira fase de apresentação ao público do nosso projecto editorial, com distribuição gratuita pelos estabelecimentos comerciais, papelarias e cafés, e sectorialmente por algumas zonas residenciais entramos agora numa segunda fase de preparação para a entrada num sistema de assinaturas que decorrerá na terceira fase do nosso processo de implantação. Nessa altura, provavelmente no terceiro trimestre de 2009, o FRONTAL será acessível aos leitores através de assinatura e pela venda ao público em quiosques, tabacarias e papelarias. Até lá o FRONTAL permanecerá gratuito.
Neste momento, e aproveitando a época em que os nossos concelhos de Mortágua e de Penacova estão em festa com a recepção dos nossos emigrantes da diáspora, começamos a recolher os dados de todos os que têm intenção de se tornarem assinantes do FRONTAL. Esses dados serão processados e uma vez iniciada a terceira fase o jornal passará a ser enviado para a morada indicada. A partir dessa altura, e só a partir daí, começará a ser cobrada uma assinatura por valor anual.
O jornal será enviado para todo o país e para o estrangeiro, por valores diferentes. O custo é diferenciado e o apoio do Estado à leitura, e consequentemente à imprensa regional, tem também variantes a que a viabilidade económica de um projecto destes não pode ser alheia. Para o território português – todo ele – o custo da assinatura anual será de vinte e quatro euros. O jornal terá um valor unitário de um euro e o assinante receberá os vinte e quatro números de uma anuidade por esse preço unitário, no conforto da sua casa ou do seu trabalho, sem outros incómodos. Para o estrangeiro o custo é mais elevado, pelas razões que já apontámos e terá um valor anula de quarenta e seus euros.
A avaliação que fazemos da primeira fase de implantação do FRONTAL é muito positiva. O acolhimento por parte das comunidades foi muito positivo tanto da parte dos leitores como dos principais protagonistas da sociedade civil ou as instituições e autarquias. Houve uma desconfiança inicial por parte de algumas forças políticas – nomeadamente das actuais oposições – que, entendemos nós, estarão a ser ultrapassadas.
Os leitores perceberam que promovemos um jornalismo isento sem deixar de ser actuante e interventivo. Um jornalismo que não está condicionado pelo politicamente correcto, mas que não deixa de observar valores e princípios morais estruturantes das sociedades modernas e democráticas.
Estamos ainda a dar os primeiros passos e temos consciência de que caminhamos, ainda cambaleando, no período mais conturbado que se poderia imaginar. Uma época de crise económica e de ambiente eleitoral duplo, com eleições legislativas e, mais importante, com eleições autárquicas.
Mas esse facto não nos amedronta, antes pelo contrário. É nossa convicção de que esta é a altura em que a informação mais necessária é às pessoas, para a formação de um voto consciente e, só assim, democrático. A nossa postura sempre foi de nos posicionarmos perante o leitor de olhos nos olhos, assim continuaremos em período eleitoral. Sem comércios de favores ou outros, intransigentemente livres, garantidamente isentos perante todos os partidos e candidaturas. Só assim, de modo frontal, é que sabemos trabalhar.

Editorial do jornal FRONTAL de 13 de Agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

[821.]

O tempo revela as verdades e as mentiras
A propósito do nemátodo do pinheiro na Serra do Buçaco

Quando em 11 de Fevereiro de 2009 publicámos a informação de que a doença do nemátodo do pinheiro estava a contaminar árvores no perímetro florestal do Buçaco, Rui Rosmaninho, técnico da Direcção Regional de Florestas do Centro, acusou-nos de ligeireza. Na semana seguinte publicámos reacções de proprietários e de técnicos florestais, entre outros, que desmentiam categoricamente as declarações proferidas pelo técnico florestal do departamento do Estado responsável pelas florestas. E Rui Rosmaninho continuou a negar.
Seis meses depois, agora, em Agosto, a Associação de Defesa do Luso-Buçaco (ADeLB) e a Quercus denunciam a propagação da doença numa extensão de mais de quinhentos hectares e motivam um comunicado do Ministério da Agricultura reconhecendo a existência da doença. Diz hoje o Ministério da Agricultura – que, naturalmente, tutela a Direcção Regional de Florestas do Centro – que está planeada uma intervenção para abate dos pinheiros doentes… Mas só para Outubro, porque estão proibidas por lei as intervenções durante o período de voo dos insectos que transportam o nemátodo, o que acontece durante o Verão.
Afinal a informação dada pelo Jornal da Mealhada e o alerta feito não padeciam de ligeireza. A ligeireza estava do lado de quem ignorou o problema. Como disse Rodolfo Santos, proprietário de um pinhal na área da Serra do Buçaco abrangida pelo município de Mortágua, há seis meses: “Ligeireza é querer tapar o sol com a peneira e mandar areia para os nossos olhos”.
A doença propagou-se, atinge hoje uma área equivalente a quinhentos estádios de futebol, e só daqui a três meses se poderá dar um primeiro passo na resolução daquele problema.

Costuma dizer-se que faz parte das regras de boa educação não dizer “Eu bem te disse”, quando o mal está feito e os nossos avisos não foram tidos em conta. Mas agora apetece dizê-lo. O alerta foi dado parece-nos ter havido a intenção de ocultar a existência de uma situação que o próprio Estado classifica de calamidade para a floresta portuguesa.
E apetece dizê-lo porque, mais uma vez, se comprova que o Estado toma atitudes e tem comportamentos que reprime nos cidadãos e isso não está certo. No perímetro florestal do Buçaco, cerca de 974 hectares, é propriedade do Estado. O Estado que, por exemplo, obriga os cidadãos a abater os pinheiros ardidos e que nas suas propriedades não o faz – lembremos a este propósito as trezentas mil toneladas de pinheiros ardidos em Julho de 2005, no Vale da Formiga, e que estiveram muitos meses a apodrecer, de pé, com risco para todos e com grande prejuízo económico. O Estado entra pelos terrenos dentro e põe os seus técnicos a marcar todos os pinheiros com sintomas da doença do nemátodo dando dez dias aos proprietários para abater as árvores sob pena de sanção pecuniária, mas não abate os seus pinheiros doentes.
A Serra do Buçaco e especialmente a área onde se encontra o perímetro florestal do Buçaco é, nada mais, nada menos, a maior e melhor área de pinheiro da Europa. Dali sai uma madeira que é elogiada e cara. Uma área que agora está a apodrecer a olhos vistos por incúria do Estado.
Será que, se estes pinheiros infectados estivessem em terrenos de particulares, o Estado teria esta ligeireza de negar o óbvio e adiar a resolução do problema, tornando-o maior? Nós achamos que não. Felizmente que, para o combate à doença, a maioria dos pinhais não são propriedade do Estado. Infelizmente, porém, para nós, porque, embora vivamos numa sociedade democrática, o Estado, nas suas relações connosco, individual ou colectivamente, não tem a mesma conduta que nos exige.
O tempo mostrou quem é que agiu com ligeireza em Fevereiro, quando não era ainda Verão, nem época de voo dos insectos transmissores, e os pinheiros infectados eram só alguns. O tempo revela as verdades e as mentiras, por muito que nos custe.

Editorial do Jornal da Mealhada de 12 de Agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

[816.] Para minha auto-mentalização

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:

Para tudo há um momento
e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:
tempo para nascer e tempo para morrer,
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para destruir e tempo para edificar,
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para se lamentar e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar,
tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,
tempo para procurar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar,
tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para guerra e tempo para paz.

Eclesiastes 3

Smells like champions spirit


C A M P E Õ E S

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

[818.]

Alea iacta est*
A propósito das candidaturas às autarquias locais

É já conhecida a identidade da maior parte dos cidadãos que se candidatam aos órgãos das autarquias locais do município/concelho da Mealhada — Câmara Municipal e Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia. Apesar de faltarem mais de dez dias para o final do prazo para entrega das listas — partidárias ou de movimentos de cidadãos — não deverá haver (mais) grandes surpresas nem alterações. O Partido Socialista e o Partido Social-Democrata apresentarão listas aos dez órgãos autárquicos do concelho — oito assembleias de freguesia, câmara municipal e assembleia municipal —; a CDU está a preparar a candidatura a todos, mas poderá falhar uma assembleia de freguesia; não parece haver movimentações — à hora em que escrevemos este texto — para a candidatura de movimentos independentes, do CDS/PP ou do Bloco de Esquerda, ou de outros partidos. Assim, parafraseando o imperador romano Júlio César quando passou o Rubicão e fez entrar as suas legiões na desmilitarizada Roma, afirmamos ‘Alea iacta est’, isto é, os dados estão lançados. Já só resta observar o que vai acontecer.
Os candidatos têm pela frente 65 dias de campanha eleitoral. Destes, só 15 são de campanha eleitoral formal e oficial. Durante o mês de Agosto, para além das participações em realizações sociais, os candidatos, certamente, não farão grandes acções de campanha, uma vez que grande parte do eleitorado se desloca para a praia ou para o campo. Em meados de Setembro começa a campanha eleitoral para a escolha dos deputados do parlamento nacional e as máquinas de campanha partidária dividir-se-ão pelo esforço de mobilização local e de mobilização distrital. Só a 28 de Setembro, no dia seguinte ao das eleições parlamentares — e fortemente influenciada pelos resultados destas — começará a campanha eleitoral exclusiva para as autarquias locais.
A campanha espera-se viva, esclarecedora em relação às intenções e projectos de todos os candidatos e com momentos de confronto dialéctico democrático e participativo. O Jornal da Mealhada procurou estar à altura dos acontecimentos e das responsabilidades sociais que tem e dará o seu contributo para que, assim o queiram os candidatos e os partidos, os eleitores, por intermédio deste jornal, possam participar na campanha e obter toda a informação e todos os esclarecimentos que considerarem necessários para formar o seu voto. Em breve apresentaremos a nossa planificação e os critérios por que nos guiaremos para o acompanhamento da campanha, e o conjunto de iniciativas que, exclusivamente ou em parceria, pretendemos desenvolver neste âmbito.

*
* *

A palavra candidato tem origem etimológica numa palavra latina que quer dizer “vestido de branco”. Em Roma, na antiguidade, os cidadãos romanos que manifestavam desejo e disponibilidade para se submeter a sufrágio e vir a ocupar um lugar no senado passavam a vestir uma toga branca — alva, cândida, pura. Com este sinal procuravam mostrar aos cidadãos em geral e aos eleitores em particular que eram suficientemente limpos e puros para os representar.
Vem esta ideia a propósito das declarações recentes de Luís Marques Mendes, antigo ministro e antigo presidente do PSD, que disse considerar vergonhoso o facto de os partidos políticos não terem encontrado uma solução jurídica que impedisse os cidadãos de se candidatarem a cargos públicos de natureza política desde que eles tivessem sido acusados, pronunciados ou condenados judicialmente por crimes de corrupção. Não deixa de ser interessante que tantos séculos passados a candura dos que se oferecem para gerir a coisa pública continue a suscitar opiniões divergentes, de ser tema de debate, e de impor soluções legislativas…
* Os dados estão lançados
Editorial do Jornal da Mealhada de 5 de Agosto de 2009