domingo, 8 de novembro de 2009

[883.] Gemidos de Moleskine

O tempo é pouco e os apontamentos vão-se acumulando no Moleskine que, coitado, vai gemendo de sofrimento...

Aqui ficam algumas notas...

BRUNO COIMBRA é candidato à Comissão Politica Distrital da JSD. Está ele de parabéns e está a própria JSD distrital de parabéns. Sou um bocado suspeito para falar do Bruno Coimbra. Sem falsas modéstias posso gabar-me de a ficha de militante dele ter sido apresentada comigo como proponente e a ida dele para a distrital foi feita por meu intermédio. Considero que só por isso já terá valido a pena ser militante da JSD durante onze anos. Faço votos de que ele ganhe - apoiarei em tudo o que precisar - e sinto que as suas capacidades humanas e políticas, ao serviço do distrito serão, para todos uma mais-valia. Parabéns e Força Bruno!

PASSOS COELHO vs. MARCELO é um duelo improvável. Acho eu. Mas considero uma desonestidade que prova bem o estado de coisas no PSD nacional o facto de os manelistas - ou cavaquistas ou lá o que são - acusarem Pedro Passos Coelho de não ter ajudado na campanha eleitoral legislativa depois de terem retirado o seu nome da lista por Vila Real conforme constava da lista apresentada pela comissão politica distrital. É preciso ter lata. Assim como é preciso estar desesperado para não perceberem que estão a entrar em contradição quando, na mesma frase, dizem que PPC não tem uma proposta/postura ideológica e que é demasiado liberal.

Ainda PEDRO PASSOS COELHO. Na SIC Noticias, há umas semanas, PPC apresenta duas ideias que me parecem muito interessantes - para o PSD nacional, mas para alguns militantes do PSD Mealhada, também. "Há diferenças entre UNIÃO e UNIDADE" - veja-se o exemplo do PS Mealhada. "As oposições também perdem eleições" - e mais não digo se não acusam-me de estar sempre a massacrar os mesmos que agora até estão (aparentemente) afastados.

O CAIM do Saramago não é tão mau como o pintaram. Foi mais a publicidade feita em redor do livro com os golpes publicitários do velho ancião ibérico do que o seu conteúdo. É claro que há livros na Biblia que têm horrores, sangue, violência, ódio, incesto, e muitos milhentos crimes... Curiosamente o Nobel só fala de um livro, o Génesis, e não dos outros sessenta e tal. Saramago apaixonou-se pelo sinal na testa de Caim... se quiser tratar mal Deus eu acho que ele falaria antes de JOB, que me parece ter muito mais razão de queixa. Como católico não me senti ofendido por Saramago - até porque só me ofende quem eu deixo - que se mostra muito corajoso neste seu livro mas nem por isso deixou de grafar todos os nomes próprios do livro em letras minusculas... Todos os nomes... e não apenas o de Deus.

ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA é o mais ilustre penacovense de que há memória. O sexto presidente da República Portuguesa e o mais competente (ficaria em ex aequo com Sidónio Pais) morreu oitenta anos antes de Humberto Oliveira tomar posse como presidente da Câmara de Penacova depois de uma eleição histórica na Pérola do Mondego. Coincidências estranhas que o futuro comentará.

Depois da Checa fazer a chantagenzinha da praxe, está terminado o processo de ratificação do TRATADO DE LISBOA. Em Portugal (e em França também, por exemplo) vergonhosamente e sem referendo. Até poderia ter orgulhoso, mas não estou. Custa-me compactuar com MEDROSOS (ou se quiserem com MERDOSOS, que as letras são as mesmas!)

Até 11 de Novembro - Dia do Armísticio da WWI, em 1918, -, e desde o primeiro dia do mês, o fio dos dias leva uma papoila vermelha na lapela. Aqui não se esquece a memória dos que perderam a vida na Flandres.

[882.] Visionário, adj.s.m.

visionário (francês visionnaire)
adj.
adj.
1. Relativo a visões.
s. m.
2. Aquele que julga ter visões.
adj.
s. m.
adj. s. m.
3. Que tem ideias quiméricas ou
extravagantes. = devaneador,
idealista, sonhador, utopista


Eu conheço gente que toda a vida foi escuteira.
Que não se lembra já como entrou no movimento e que aproveita todas as vivências que a vida em campo e com os outros lhe proporciona para seu crescimento pessoal.
Eu conheço gente que sendo escuteira não deixa de ter sentido crítico e auto-avaliação do que são gestos e práticas que um século de vida entortou e desvaneceu.
Eu conheço gente que tem muita qualidade, mas nem por isso se põe em bicos de pés com medalhas que não recebeu ou com cargos que aceitou sem saber ao que ia.
Eu conheço gente que faz a diferença num universo de setenta mil pessoas, ou, especialmente, num universo de sete mil adultos.
Eu conheço gente que nem por ser boa é simpática, ou irrepreensível, ou calma, ou livre de defeitos ou frustrações.
Eu conheço gente que não se resigna a viver no tal 'Vale de Lágrimas' e procura ser feliz todos os dias, ser justa e verdadeira, leal e competente.
Eu conheço gente que disse sim a um projecto muito maior do que ela, a um projecto de renovação integral e completa que muitos não olham com bons olhos, logo porque é novo, ou desde logo porque traz transformações a velhos hábitos e facilidades.

Mas essa gente não desiste. Não desiste de defender aquilo em que acredita. Não desiste de apontar um caminho que pode ser hoje apenas uma vereda. Não desiste de sonhar e de questionar. Que não se perturba quando lhe ouve chamar visionário... porque até acha que há um aspecto positivo nesse adjectivo para além da loucura.

Costumo pedir a Deus, que me dê capacidade para ajudar os rapazes e as raparigas, que - directa ou indirectamente - recebem acção do meu trabalho e da minha dedicação ao escutismo - aos níveis local, de núcleo, regional e nacional -, a serem melhores pessoas, arrojados no que sonham e desejam, a não serem indiferentes aos outros, a lutarem e serem felizes. Tenho tido muitas razões para me orgulhar de muitos deles e agradecer a Deus.
Ontem, enquanto regressava de Fátima a alta madrugada, para hoje de manhã estar novamente de lenço ao pescoço, pedi a Deus - também - que um dia, escuteiros meus, feitos dirigentes, possam ser acusados de ser visionários só por verem uma estrada onde os outros veêm apenas uma vereda!

sábado, 7 de novembro de 2009


Em Fátima, ao serviço do CNE procurando servir o movimento e os jovens.
Nem sempre é fácil, mas é sempre possível!
PARA ACOMPANHAR:

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

[880.] Mercuri dies

A escola pública em crise?

Muito se tem falado sobre a escola pública e sobre a necessidade de garantir a qualidade do ensino e a sua democraticidade no sentido de todos a ela terem acesso. Costumamos ouvir a reivindicação de defesa intransigente da escola pública da parte de muitos agentes políticos – alguns deles com os descendentes em escolas privadas – que se opõem à tese da liberdade de opção na qual se defende que o Estado deve apoiar a escolaridade das crianças independentemente de estudarem numa escola pública ou numa escola privada. Seja qual for a nossa posição sobre qual das duas práticas melhor responderia às necessidades do país, a verdade é que consideramos necessário um debate urgente sobre o que se pretende da escola pública em Portugal quando esta se prepara para garantir a formação dos alunos portugueses até ao 12.º ano de escolaridade. Consideramos ser pedagogicamente muito importante que as noções básicas de Economia possam começar a ser apreendidas logo nos primeiros encontros das crianças com a Matemática. As noções da formação dos preços, com os custos de produção, de mão-de-obra e as margens de lucro, ensinadas através de actividades que as próprias crianças desenvolvem parecem-nos ser iniciativas de aplaudir. Trata-se, assim consideramos, de um tipo de ensino de aprender-fazendo que só pode ter vantagens.
Temos notado, nas últimas semanas, especialmente, que iniciativas deste género, nalgumas escolas do concelho da Mealhada, para além do aspecto pedagógico têm, também, um objectivo de angariação de fundos. Iniciativas que visam a obtenção de fundos que revertem para o Jardim-de-Infância da Mealhada, para a Escola Básica do primeiro ciclo (EB1) de Luso, para a EB1 da Mealhada, para a EB1 do Canedo, só para dar exemplos que têm merecido notícia nas páginas do Jornal da Mealhada.
Angariação de fundos para apoiar o ensino público? – poderá questionar o leitor. E a pergunta não será totalmente descabida. Acreditamos que o objectivo principal destas iniciativas será, certamente, pedagógico. Não nos choca que estas iniciativas produzam fundos que revertam a favor das escolas. Mas não será mais difícil de compreender que a escola pública, em tempos de Magalhães e de choques tecnológicos, tenha necessidade de angariar dinheiro para comprar material escolar – como nos foi dito pelos professores da EB1 de Luso, aquando da realização de um mercadito – ou para comprar impressoras – como aconteceu com a venda de doces na EB1 da Mealhada?
Nitidamente a escola pública portuguesa está sub-financiada. Conhecem-se as limitações e as consequentes ginásticas – muitas vezes penalizando o seu património pessoal – que os professores têm de operar para utilização de recursos, de materiais e até de equipamentos para possibilitar novas formas e modos mais arrojados de cumprir a sua missão de promotor da aquisição de conhecimentos, de valores, de competências, de vivências e de atitudes.
São muitas vezes os professores os primeiros a desenvolver iniciativas para angariação de fundos porque sabem que não podem estar consecutiva e exclusivamente a sobrecarregar os encarregados de educação com pedidos de dinheiro porque sabem que nem todos eles podem contribuir da mesma forma, que nem sempre vigora o princípio da equidade na distribuição dos sacrifícios se pode fazer.
Cabe a todos continuar a colaborar com estas iniciativas de angariação de fundos, mas também nos cabe exigir ao Estado o financiamento apropriado para a criação de boas condições de trabalho na sala de aula, aos agrupamentos escolares uma organização orçamental que privilegie a acção principal da sua missão educativa como prioridade em relação aos gastos da máquina da burocracia, às autarquias – Câmara Municipal e Juntas de Freguesia – um financiamento adequado no âmbito das suas competências, mas – se for preciso – para além delas, de modo a assegurar, sempre, um ensino público de qualidade.
Também a escola pública parece estar em crise. Pode achar-se que a avaliação de professores é prioritária, ou que deve incrementar-se maior exigência na avaliação dos alunos, mas nada se pode fazer de concreto, de consequente, se não forem dadas as ferramentas para a grande obra que é dar conhecimentos e competências aos portugueses.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

2009 annus domini

Ano de 2009

O ano foi designado como:

Ano Internacional da Astronomia, pela ONU

http://www.astronomia2009.org/

Trata-se da celebração da astronomia, em 2009 para coincidir com o 400.º aniversário das primeiras observações astronómicas feitas com um telescópio por Galileu Galilei e da publicação de Astronomia nova por Johannes Kepler no século XVII. O Ano foi declarado pela 62.ª Assembleia Geral da ONU. Um regime mundial, estabelecido pela União Astronómica Internacional (IAU), também foi aprovada pela UNESCO - órgão da ONU responsável pela Educação, Ciência e Cultura.

Ano Internacional das Fibras Naturais, pela ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2009 como o Ano Internacional das Fibras Naturais. A proposta para este ano é originária da International FAO numa reunião conjunta do Grupo Intergovernamental sobre Fibras e o Hard Grupo Intergovernamental sobre a Juta, em 2004, e foi apoiado pela Conferência da FAO em 2005.
O ano internacional é dedicado às fibras naturais, de origem vegetal e animal, bem como as suas utilizações. O ano é esperado para elevar o perfil das fibras naturais; será baseado na cooperação entre os produtores de todas as fibras naturais e dará ênfase a qualidades positivas das fibras naturais.

Ano Internacional da Reconciliação, segundo a ONU

O Ano Internacional de Reconciliação é um ano proclamado pela Organização das Nações Unidas, em 20 de Novembro de 2006, através da Resolução 61/17 da Assembleia-geral.
Tem como objectivo concretizar os processos de reconciliação nas sociedades afectadas ou divididas por conflitos, vendo tais processos como necessários para o firme estabelecimento da paz duradoura. A Assembleia convidou os governos das sociedades em conflitos, organizações internacionais e não-governamentais a apoiarem os processos de reconciliação nas regiões em conflito. Convidou-os, ainda, a implementar programas culturais, educacionais e sociais adequados para promover o conceito de reconciliação, incluindo a realização de conferências e seminários e a disseminação da informação sobre o assunto.

Ano Internacional da Aprendizagem sobre os Direitos Humanos, segundo a ONU

O Ano Internacional da Aprendizagem sobre os Direitos Humanos foi lançado no 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 10 de Dezembro de 2008, pela Organização das Nações Unidas.
O ano é dedicado a actividades com o objectivo de ampliar e aprofundar a aprendizagem sobre os direitos humanos, com base nos princípios da universalidade, indivisibilidade, interdependência, imparcialidade, objectividade, da não-selectividade, do diálogo construtivo e da cooperação, tendo sido proclamado através da Resolução 62/171 de 18 de Dezembro de 2007. Tem como objectivo reforçar a promoção e protecção dos direitos humanos e as liberdades fundamentais, incluindo o direito ao desenvolvimento.

Ano Internacional do Gorila, segundo a ONU

O ano de 2009 foi designado pela ONU como o Ano Internacional do Gorila como uma forma de proteger os primatas. As Nações Unidas esforçam-se para levantar fundos para a protecção dos primatas ameaçados de extinção devido a doenças (inclusive Ebola), ao desmatamento, ao conflito armado e à caça pela sua carne ou para torná-los animais de estimação.

Ano de José María Morelos, Servo da Nação, segundo o Governo do México

José María Teclo Morelos y Pavón (30 de Setembro de 1765 - 22 de Dezembro de 1815) foi um dos primeiros líderes da luta pela independência do México da Espanha, até ao seu julgamento e execução pelo Santo Ofício.

Ano de Charles Darwin

http://www.ano-darwin-2009.org/

200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 anos da publicação da “Origem das Espécies” . Charles Darwin foi um dos mais importantes pensadores de todos os tempos. A sua teoria de evolução dos seres vivos representou uma grande mudança no pensamento biológico, além de influenciar outras áreas do conhecimento.

Ano Europeu da Criatividade e Inovação


http://criar2009.gov.pt/

O Ano Europeu da Criatividade e da Inovação (AECI) tem como objectivo sensibilizar os cidadãos para a importância da criatividade e da inovação enquanto competências chave do desenvolvimento pessoal, social e económico. Através desta iniciativa, a UE procura moldar o futuro da Europa no contexto da globalização, promovendo o potencial criativo e inovador que existe em todos nós. A UE adoptará um conjunto de medidas para chamar a atenção dos cidadãos para as questões mais importantes e promover um debate político sobre a melhor forma de explorar o potencial criativo e inovador da Europa.

Ano Jubilar Paulino

Junho 2008 – Junho 2009

Dedicado ao Apóstolo Paulo, por ocasião dos 2000 anos do seu nascimento. O Ano Paulino prolongou-se de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009.

Ano Sacerdotal

Junho 2009/Junho de 2010

Por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo, celebra-se de 19 de Junho de 2009 a 18 de Junho de 2010 o Ano Sacerdotal. Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo.

[877.] HOJE...


DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO CONTRA O CANCRO DA MAMA
Foi sugerido às mulheres que vestissem, hoje, uma peça de roupa cor-de-rosa

Limpando a minha cábula d'O Fio dos Dias III

Lista das "Décadas Internacionais"

2001-2010: Década para Redução Gradual da Malária nos Países em Desenvolvimento, especialmente na África

2001-2010: Segunda Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo

2001-2010: Década Internacional para a Cultura da Paz e não Violência para com as Crianças do Mundo

2003-2012: Década da Alfabetização: Educação para Todos

2005-2014: Segunda Década Internacional para os Povos Indígenas do Mundo

2005-2014: Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável

2005-2015: Década Internacional para a Acção "Água para a Vida"

2010-2020: Década da Terra

Limpando a minha cábula d'O Fio dos Dias II

Lista dos "Anos Internacionais"

1957
Ano Internacional da Geofísica

1960
Ano Mundial dos Refugiados

1961
Ano Mundial da Semente
Ano Internacional da Saúde e da Pesquisa Médica

1964
Ano Internacional do Monumento

1965
Ano Internacional da Cooperação

1966
Ano Internacional do Arroz

1967
Ano Internacional do Turismo

1968
Ano Internacional dos Direitos Humanos

1970
Ano Internacional da Educação

1971
Ano Internacional da Luta contra o Racismo e a Discriminação Racial

1972
Ano Internacional do Livro

1974
Ano Mundial da População

1975
Ano Internacional da Mulher

1978
Ano Internacional Anti-Apartheid

1979
Ano Internacional da Criança
Ano Internacional de Solidariedade com o Povo da Namíbia

1981
Ano Internacional dos Deficientes

1982
Ano Internacional de Mobilização pelas Sanções à África do Sul

1983
Ano Mundial das Telecomunicações
Ano Europeu das PME e do Artesanato

1984
Ano Europeu da Europeia e do Europeu

1985
Ano Internacional da Juventude
Ano Europeu da Música

1986
Ano Internacional da Paz
Ano Europeu da Segurança Rodoviária

1987
Ano Internacional dos Desabrigados
Ano Europeu do Ambiente

1988
Ano Europeu Jean Monnet
Ano Europeu do Cinema e da Televisão

1989
Ano Europeu de Informação sobre o Cancro

1990
Ano Internacional da Alfabetização
Ano Europeu do Turismo

1992
Ano Internacional do Espaço
Ano Europeu da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

1993
Ano Internacional dos Povos Indígenas do Mundo
Ano Europeu da Pessoas Idosas e da Solidariedade entre Gerações

1994
Ano Internacional da Família
Ano Internacional do Desporto e do Espírito Olímpico
Ano Europeu da Alimentação

1995
Ano das Nações Unidas para a Tolerância
Ano Europeu do Jovem Condutor

1996
Ano Internacional para a Erradicação da Pobreza
Ano Europeu da Educação e Formação ao Longo da Vida

1997
Ano Europeu Contra o Racismo e a Xenofobia

1998
Ano Internacional do Oceano
Ano Europeu da Democracia Local e Regional

1999
Ano Internacional dos Idosos
Ano Europeu da Recusa de Violência contra as Mulheres

2000
Ano Internacional de Acção de Graças
Ano Internacional da Cultura da Paz

2001
Ano Internacional da Mobilização contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e todas as formas de Intolerância
Ano Internacional dos Voluntários
Ano Internacional do Diálogo entre as Civilizações
Ano Europeu da Línguas

2002
Ano Internacional das Montanhas
Ano Internacional do Eco-turismo
Ano Internacional do Património Cultural

2003
Ano Internacional da Água Doce
Ano Europeu da Pessoa com Deficiência

2004
Ano Internacional para Celebrar a Luta contra a Escravidão e sua Abolição
Ano Internacional do Arroz
Ano Europeu da Educação pelo Desporto

2005
Ano Internacional do Micro-crédito
Ano Internacional do Desporto e da Educação Física
Ano Internacional da Física (Unesco)
Ano Europeu da Cidadania pela Educação

2006
Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação
Ano Europeu da Mobilidade dos Trabalhadores
2007
Ano Internacional da Heliofísica
Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos

2008
Ano Internacional das Línguas
Ano Internacional do Planeta Terra
Ano Internacional da Batata
Ano Internacional do Saneamento
Ano Europeu do Diálogo Intercultural

2009
Ano Internacional da Reconciliação
Ano Internacional das Fibras Naturais
Ano Europeu para a Criatividade e a Inovação
Ano Internacional da Astronomia

2010
Ano Internacional da Biodiversidade
Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social

2011
Ano Internacional das Florestas
Ano Europeu do Voluntariado
Ano Internacional da Química

2012
Ano Europeu da Idade Activa e Solidariedade entre Gerações (proposta)

Limpando a minha cabúla d' O Fio dos Dias I

Lista das "Semanas Internacionais"

21 a 28 de Março
Semana de Solidariedade com os Povos em Luta contra o Racismo e a Discriminação Racial

6 a 14 Maio
Semana Europeia da PME

25 de Maio
Semana de Solidariedade com os Povos sem Governo Próprio
Semana Mundial da Amamentação

3º fim-de-semana de Setembro
Campanha "Vamos Limpar o Mundo"

16 a 22 de Setembro
Semana Europeia da Mobilidade

Última semana de Setembro
Dia Mundial do Mar

4 a 10 de Outubro
Semana Mundial do Espaço Sideral

3ª semana de Outubro
Semana da Floresta Tropical

24 a 30 de Outubro
Semana do Desarmamento/Semana Mundial da Paz

Primeira semana de Novembro
Semana Europeia da Juventude

Semana de 11 de Novembro
Semana Internacional da Ciência e da Paz

Semana de Novembro
Semana da Ciência e da Tecnologia
Semana Europeia da Prevenção da Produção de Resíduos - EWWR

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

[873.] Mercuri dies

“A Pátria honrai, que a Pátria vos contempla”.

O XVIII Governo Constitucional de Portugal e a XI Câmara Municipal da Mealhada eleita democraticamente tomaram posse, ambos, na manhã de segunda-feira, 26 de Outubro de 2009. As intervenções políticas proferidas em ambos os actos foram muito semelhantes. Em ambas as ocasiões se exortou à colaboração entre quem governa e quem fará oposição, se fez referência à separação de poderes e à necessidade de cooperação entre os diferentes órgãos autárquicos e de soberania, se salientou a necessidade de diálogo relativamente à tomada de medidas relevantes para o bem comum das populações, se disse que as medidas sociais, a promoção do emprego e a educação eram as grandes prioridades para os próximos quatro anos.
Em todas as intervenções se registou um tom grave e preocupante, como se o país atravessasse – e provavelmente atravessa – uma espécie de estado de sítio, onde houvesse necessidade de vigorar uma espécie de ‘lei marcial’ na qual estivesse preceituado que “tempos especiais exigem medidas especiais”. E uma das medidas especiais, a principal, parece ser o diálogo e a procura de consensos. E parece-nos bem.
O eleitorado aprecia um bom confronto dialéctico. Gosta de assistir a duelos políticos e de ter noção de quem perde e de quem ganha. Há, em todas as áreas sociais e na política, também, algum “voyeurismo” por parte da população com uma análise quase lúdica, como se tudo fosse um jogo, sobre quem são os vencedores e os vencidos. É esse incentivo à luta, ao combate, que recebem muitos agentes políticos da parte dos cidadãos, que os leva, depois, a entender a acção politica sempre na óptica do confronto. O eleitorado não gosta de oposições moles – é bem verdade – mas também está cansado de atitudes inócuas e de Quixotes em combate com os moinhos de vento. Está por provar – já aqui o dissemos – que é melhor oposição a que mais alto se faz ouvir, a que se apresenta crítica, persecutória ou revanchista, a que se arroga de uma legitimidade de provedoria dos descontentes e dos queixosos.
A determinação de um líder é muitas vezes confundida com arrogância ou soberba. É certo. Mas consideramos que está por provar, também, se advém benefício do facto de um líder se apresentar como distante, austero, possuidor de uma aura de intocabilidade.
Nas suas intervenções, Sócrates e Cabral e, também, Cavaco Silva e António Miguel Ferreira – que, segundo parece, assumirá o papel de líder da oposição na Mealhada – mostraram perceber que o próximo mandato exige uma nova postura política. Uma nova atitude que todos sentiram que era necessário salientar no seu discurso, logo desde o primeiro momento do mandato.
Muitas vezes se considera que a Democracia está no confronto dialéctico, está na possibilidade de debate, de discussão, no exercício das diferentes formas de expressão pública do pensamento. Parece-nos, no entanto, que é muito mais democrática uma governação dialogante, uma acção executiva determinada mas intelectualmente séria e capaz de mudar de posição para adoptar as boas sugestões. Parece-nos que é muito mais democrática uma oposição que é capaz de dar sugestões que outros possam aplicar, que é capaz de elogiar o que está bem e indicar medidas para corrigir o que não está bem, sem ter medo de lhe ‘roubarem’ as ideias ou os projectos. Porque, no final de cada ciclo político, o eleitorado poderá avaliar a acção de uns e de outros e a Democracia estará, nessa altura, no facto de o eleitorado poder encontrar nuns e nos outros, igualmente, as características, as capacidades, as competências que entende mais relevantes para definir a sua orientação de voto para decidir em que força política irá votar. Só quando isso acontecer é que vivemos, de facto, numa sociedade política democrática.

No leme do navio escola Sagres e nas Portas do Cerco, na fronteira entre a região autónoma de Macau e a República Popular da China, está gravada uma frase de que muitas vezes nos lembramos, particularmente quando pensamos nestes assuntos: “A Pátria honrai, que a Pátria vos contempla!”. Sócrates também falou da Pátria e de Camões no seu discurso, e disse acreditar, como outros acreditarão, nós, inclusivamente, que a Pátria sempre nos retribui, sempre nos ‘paga’, quando a defendemos com honra, com diligência, com trabalho, e, acima de tudo, com espírito de missão e de serviço. Seja esse serviço no Governo, seja na oposição. E mesmo que a Pátria, pelo menos de imediato, não recompense os que por ela trabalham, lutam e, quantas vezes, se sacrificam, a consciência do dever cumprido bastará para aqueles que, verdadeiramente, a amam. A História, um dia, lhes fará justiça.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

[872.] "Lupus est homo homini non homo".

Esta foto é a de um Lobo Ibérico. Lindo, potente, determinado.
Uma foto que ganhou o prémio Veolia Environment Wildlife
Citando a legenda da foto no Diário de Notícias:
«PREDADOR. José Luis Rodriguez queria mostrar o lobo-ibérico num acto de caça, mas sem que houvesse sangue. Consegui-o e o juri do prémio de fotografia disse que apenas num momento foram capturados milhares de anos de interacção entre o Homem e o Lobo. (...) R0driguez espera que a sua foto "mostre a força e a enorme agilidade do lobo" e que sirva para mostrar o quão belo é lobo-ibérico e que os espanhois (e portugueses, digo eu) se sintam orgulhosos por este animal habitar as terras da peninsula».

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[871.] Mercurii dies

2009 é o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação

O que sentirão as crianças, os adolescentes e os jovens quando todos à sua volta, na escola, em casa, na televisão, lhes dão sinais de desapontamento, de desesperança, de depressão, de revolta, de escuridão de espírito, de tristeza ou de cepticismo? A crise económica e social está na rua e é tema de conversa, é justificação de algumas privações no seio das famílias. Os rapazes e raparigas absorvem, de maneira muito particular, o que os rodeia. Qual será a influência destes tempos na vida das gerações mais jovens quando tudo passar?
Há várias maneiras de ultrapassar as dificuldades e os obstáculos que surgem ao longo da vida das pessoas. Em cada situação, de uma maneira geral, há um lado positivo que nos permite, por exemplo, recolher as lições que dessa situação recebemos para, com os ensinamentos adquiridos, podermos agir positivamente no futuro. Com os jovens este discurso não é tão simples. As facilidades e as dificuldades apresentam contornos mais extremados quando somos adolescentes ou até mesmo jovens e o apoio dos educadores e das famílias é essencial.
Não podemos permitir que as nossas crianças, os nossos adolescentes e os nossos jovens entrem em depressão perante as dificuldades que neste momento, e de modo perfeitamente conjuntural, atravessamos. Não podemos aceitar que deixem de acreditar no futuro, que relativizem desesperançadamente os seus sonhos e anseios, que se resignem a um quotidiano de dificuldades e agruras.
Os educadores e as famílias devem assumir o papel de transmitir esperança, e não o contrário. Devem ser promotores de alegria, de optimismo — por muito que isso custe a encenar. Devem ser proporcionadas às crianças, aos adolescentes e aos jovens as condições necessárias para que continuem a sonhar. Para que lutem pelo curso superior a que aspiram, que lutem pelo trabalho na área que preferem. Para que não baixem os braços em circunstância alguma, apenas porque os níveis de desemprego são altíssimos, por exemplo.
O assunto pode ser conversado à mesa, na sala de aula, na palestra antes dos jogos, ou nos treinos de futebol ou de hóquei. Ocasiões não faltarão para dar sinais de que, mesmo em tempo de crise, há oportunidades que se nos apresentam. E que a criatividade e a inovação podem ser ferramentas importantes para fazer a diferença, para singrar, para ir mais além.
E criatividade e inovação é exactamente a proposta que a União Europeia nos propõe para que, no ano de 2009, sejam promovidas “abordagens criativas e inovadoras de diferentes áreas de actividade” e preparadas estratégias para ultrapassar a fase difícil da nossa vida colectiva com optimismo. Para isso foi instituído o Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, cujo lema é “Imaginar. Criar. Inovar”.
No âmbito das realizações do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação realizaram-se, na passada semana deste mês de Outubro, duas realizações bastante importantes. Nos dias 13 e 14, realizou-se a primeira Cimeira da Inovação, no Parlamento Europeu, em Bruxelas. Neste encontro os deputados e os líderes políticos europeus, com o apoio de duas plataformas de lobbing – a “Knowlegde 4 inovation” e a “Lisbon Forum” – discutiram o tema da inovação associado a novas políticas de emprego e de promoção social e de qualidade de vida dos trabalhadores. De 14 a 16 de Outubro, em Maastricht, na Holanda, realizou-se a Conferência da Criatividade e da Inovação cujo tema foi “Entre em contacto com a criatividade e a inovação, e em que foram apresentadas estratégias de fomento da criatividade na formação superior dos jovens.
O Ano Europeu da Criatividade e Inovação tem como objectivo aumentar nas pessoas e na sociedade a consciência da importância da criatividade e da inovação como competências chaves para o desenvolvimento pessoal, social e económico. Adquire um significado especial no actual contexto de abrandamento económico. Foi criado na Internet o sítio http://www.create2009.europa.eu, dedicado ao Ano Europeu da Criatividade e da Inovação, com notícias de eventos e de actividades, actualizadas regularmente, e mensagens políticas. Uma secção especial desse sítio é dedicada a actividades realizadas nos estados membros.
Não será o lema “Imaginar. Criar. Inovar” um bom mote, também, para o resto do ano de 2009 ser vivido como testemunho de optimismo no sentido de ultrapassarmos os dias mais negros enquanto não chega a bonança?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

[870.] Mercurii dies

Novo ciclo, velhas dúvidas?

A hora em que se considera finalizado o apuramento e se tornam conhecidos os resultados eleitorais, especialmente os autárquicos, é, para nós, um momento muito estimulante. Procurar razões para justificar subidas e descidas, mudanças de orientação politica ou manutenção de cenários políticos é um exercício que nos atrai e sobre qual nos procuramos debruçar. Assim aconteceu nas horas que se seguiram ao conhecimento dos resultados eleitorais na Mealhada e, também, em Mortágua e em Penacova.
Observando as três realidades dos concelhos da zona do Buçaco, colocou-se-nos uma dúvida que nos saltou à vista. Apesar de dificilmente encontrarmos uma justificação científica que nos satisfaça, perguntámo-nos se será apenas coincidência ou poderá dizer-se que quanto mais intenso, severo e público é o trabalho dos partidos da oposição à Câmara Municipal de que são membros menos hipóteses há de o eleitorado retribuir com simpatia elegendo maiorias constituídas por representantes das forças políticas que estavam, ou estiveram, na oposição.
Na Mealhada, de 2005 até à actualidade, a oposição na Câmara Municipal foi a mais activa, dura e mediática de que há memória. Foram quatro anos de um ritmo alucinante de casos, de queixas, de denúncias, de propostas apresentadas no sentido de marcar, apenas, a agenda política e provocar o surgimento de factos ou casos mediáticos. A oposição na Assembleia Municipal esvaziou-se completamente e os próprios vereadores da oposição acabaram por se incompatibilizar entre si e, depois, até, por ver que lhes retirada a confiança política das estruturas dirigentes locais do partido que representavam. Número significativo de assuntos do foro político tratados na Câmara – e depois, também, com o contributo da comissão política do partido – estão neste momento a ser dirimidos no tribunal. No domingo, os eleitores da Mealhada castigaram severamente o PSD impondo-lhe uma derrota substancial. A maior parte deste resultado será devida aos méritos e desméritos das candidaturas apresentadas, mas será que o ele não é uma maneira de rejeitar uma forma de fazer política através na qual a vozearia, a denúncia, a acusação sistemática, e a especulação destrutiva constituíram o registo e as técnicas argumentativas preferidas para o combate de oposição?
Em Mortágua a situação foi semelhante e os resultados similares. A oposição no interior da Câmara Municipal não terá sido tão dura como na Mealhada, mas houve a procura dos dirigentes políticos da oposição de, através dos jornais, apresentar uma imagem do concelho que contrariava liminarmente o que era dado como garantido e apresentado pela maioria que governava o município. Evitando o confronto dialéctico directo, o principal partido da oposição insistiu na ideia de que havia uma espécie de “asfixia democrática” no concelho e de que o município era governado de modo autocrático.
Em Penacova, a oposição no interior da Câmara nunca teve grande protagonismo, as decisões tomadas no âmbito do executivo foram, na maior parte das vezes, consensuais. A Assembleia Municipal foi fórum de discussão e debate, de exercício do contraditório, pacifico na maior parte das vezes, mais aguerrido quando se impunha.
Três municípios, três realidades e três resultados. Penacova decidiu mudar de cor e eleger o candidato do principal partido da oposição. Não terá sido indiferente o facto de o actual presidente, Maurício Marques, não se ter recandidatado – mas a verdade é que ele próprio era cabeça-de-lista à Assembleia Municipal e não teve um resultado substancialmente diferente do do candidato à Câmara. Em Mortágua, o presidente Afonso Abrantes, do PS, ganhou em toda a linha e pintou de rosa tudo o que haveria para pintar – só não conseguiu tirar de José Alexandre Dias, do PSD, a presidência da maior junta de freguesia do concelho, a de Sobral, mas viu o CDS tirar a este ao PSD o mandato que lhe dava a maioria absoluta. O PSD tinha, em Mortágua, dois vereadores (quando a Câmara tinha apenas 5 mandatos) e passa a ter apenas um (agora que a Câmara tem 7), tendo perdido mil e duzentos votos, metade do que conquistara quatro anos antes. O CDS tem, também, um vereador, tendo arrecadado oitocentos dos votos perdidos pelo PSD. Na Mealhada, o PSD perdeu 695 votos relativamente a 2005 e o PS aumentou o seu resultado em mais de mil e quinhentos votos. Foi buscar votos ao PSD, cem votos à CDU e mais de quinhentos votos de novos eleitores.
Agora que se inicia um novo ciclo político consideramos que seria interessante que os partidos que se encontram na oposição reflectissem sobre esta dúvida que se nos deparou: Será apenas coincidência ou poderá dizer-se que quanto mais intenso, severo e público é o trabalho dos partidos da oposição à Câmara Municipal de que são membros menos hipóteses há de o eleitorado retribuir com simpatia elegendo maiorias constituídas por representantes das forças políticas que estavam, ou estiveram, na oposição?
Daqui a 4 anos nem Carlos Cabral nem Afonso Abrantes poderão ser candidatos e será impossível responder a esta dúvida, porque o cenário muda totalmente. Mas outras oportunidades teremos para a ver tirada, certamente.
Sempre nos vai parecendo – uma suspeição, apenas – que o eleitorado não aprecia o estado de conflitualidade permanente entre a oposição e as maiorias politicas, que o eleitorado não gosta que lhe estejam, permanentemente, a dizer que o sítio onde vivem não presta, não tem condições, não tem qualidade de vida. Parece-nos que a utilização sistemática de uma atitude negativista em relação à qualidade de vida da população não colhe.

[869.] Hoje é o Blog Action Day 2009


Hoje é o Blog Action Day!
E o Blog Action Day é um evento anual que tem lugar a 15 de Outubro de cada ano que une os bloggers de todo o mundo, que postam sobre o mesmo tema no mesmo dia. O objectivo é ajudar no despontar de uma discussão global sobre um tema de importancia global.
O Blog Action Day de 2009 vai ser um dos maiores eventos registados, até agora, na web.
O tema do Blog Action Day de 2009
é o das Alterações Climáticas!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

[868.] In hoc non laudo te*

Estive em Estocolmo há uns anos e visitei o Museu do Prémio Nobel e foi-me explicado o procedimento de sugestão, nomeação e escolha dos 'laureados' ao Prémio Nobel da Paz, especificamente... e percebi que aquilo pouco tem de reconhecimento e promoção da Paz e fez-se, assim, luz para justificar algumas das escolhas a que fui assistindo e a ausências indesculpáveis.
Eu nunca percebi, por exemplo, o critério da Academia Sueca para a entrega do prémio a Yasser Arafat, Shimon Perez e Ytzak Rabin, em 1994, quando os Acordos de Oslo não deram em nada e a Guerra ainda continua.

Mas hoje, com o anuncio da entrega do Prémio Nobel da Paz em 2009 a coisa chegou ao ridiculo! Não cabe na cabeça de ninguém dar o prémio Nobel da Paz a um homem que tem menos de dez meses de manadto, que ainda não fez nada pela promoção da Paz, que é o Chefe de Estado de um país beligerante! Não cabeça de ninguém. Barack Obama, que é um homem inteligente, que eu admiro, afirmou, e muito bem, que não merece o prémio. E a verdade é que (ainda) não merece!

* Não tenho a certeza de que é assim que se escreve... mas quero dizer 'Nisto não vos saúdo'



[867.] Cavaco tem SEMPRE razão!

Por vezes é dificil de provar e dificil de admitir, mas o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas em Portugal tem SEMPRE razão. SEMPRE razão, sublinho!
Publicamos a fotografia que é, também, a prova irrefutável da presença de ESCUTAS no Palácio de Belém! Aliás 10 escutas!

[866.]

A Inês Miranda Santos é a "Vagabunda"! É uma jovem extraordinária (cientista, escuteira, católica empenhada, uma amigalhaça e Coimbrinha... muito interessante).

Vai à India - num roteiro de fazer roer de inveja o mais determinado dos monges - e escreve um blogue com a narrativa das suas viagens. Aqui o invejoso, por cá fica, e vai pondo nos olhos nas vagabundices de uma Vagabunda!

Boa Viagem

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

[865.]

Baden-Powell várias vezes tomou esta ideia, eu diria até, com insistência. É-lhe atribuída uma frase que me parece importante ser lembrada em muitos foruns, numa altura em que, muitas vezes, nomeadamente nas estruturas organizacionais do escutismo português, perdemos tempo a discutir procedimentos e adiamos a discussão óbvia, urgente e natural que passa pela qualidade da aplicação da nossa metodologia fundamental.
E.E. Reynolds, em 1957, numa publicação sobre o cinquentenário do Escutismo, intitulada 'Boy Scout Jubilee', atribui a B.-P. a seguinte frase: "Que se dane o Regulamento! Chamem-lhe uma experiência!". A frase é atribuída é discutível a sua veracidade.

De qualquer maneira, em muitos momentos, o próprio B.-P. escreveu essa ideia, e a ideia de que o Escutismo é um Movimento - cresce, tem dinâmica, adapta-se - e não é uma Organização - estanque, institucionalizada, formal, profissionalizada, exclusiva - mesmo que por outras palavras.

Não resisto a aqui registar algumas delas.

Na Revista 'Jamboree', em Abril de 1921: «O Movimento Escutista é um movimento de crescimento espontâneo, e não uma organização planeada. Surgiu dos desejos naturais dos jovens, e não lhes foi imposto sob a forma de um compêndio de instrução».

Na Revista 'Headquarters Gazzete', em Julho de 1921, mais tarde integrado no livro 'B.-P.'s Outlook': «Somos um movimento, não uma organização! Trabalhamos por meio do 'amor e da legislação'»

Com esta mesma ideia e muito parecidas: «Não somos uma organização governada por regulamentos, mas sim um movimento guiado pelo Espirito» e, ainda, «Somos mais um movimento natural movido pelo amor, do que um corpo organizado dirigido por regras», ambas na revista 'The Scouter' em Março de 1932 e em Novembro de 1937.

«E se alguns de vós não tiverdes cuidado... Acabaremos por ser uma simples organização!»

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

[864.]

Viver para contar

[863.] Mercurii dies

Domingo é dia de juízo local

A última semana de campanha eleitoral para as eleições autárquicas começou sob o signo da comemoração do 99.º aniversário da implantação da República em Portugal. Uma comemoração que o Chefe de Estado não quis que se realizasse de acordo com a tradição – com discursos nos paços do concelho de Lisboa – para não ser acusado de influenciar (também?) a campanha eleitoral autárquica. Pode ser que no próximo ano as centenárias festividades da proclamação da República compensem a falta deste ano.
Um dos princípios fundamentais da chamada ética republicana que devemos ter presente nesta altura, é o de que a ninguém está formalmente vedada a participação política. Esta ideia significa que todos os cidadãos têm direito de voto e a nenhum deles está vedada a possibilidade de ser eleito para o exercício de cargos públicos de direcção política. Falamos, naturalmente, em tese e em termos formais.
As eleições autárquicas são os actos de participação política que mais cidadãos envolvem. As candidaturas de pessoas para as Assembleias de Freguesia, para a Assembleia Municipal e para a Câmara Municipal envolvem um conjunto de pessoas, só com o estatuto de candidatas que, no concelho da Mealhada – um município com cerca de dezoito mil e quinhentos eleitores –, se quantifica em mais de meio milhar.
Pessoas adultas, de variadas idades e profissões, com percursos pessoais distintos e histórias de vida certamente muito díspares, que se disponibilizaram a integrar uma lista, que se mostram dispostas a gerir os destinos do município ou da freguesia durante quatro anos. Independentemente dos resultados e da vitória efectiva que no domingo apenas parte delas terá, estão de parabéns e merecem o nosso reconhecimento todos os quinhentos e trinta e seis candidatos ao exercício de mandatos autárquicos no concelho da Mealhada.
Conhecidos os perfis e os programas eleitorais dos candidatos resta-nos escolher, no próximo domingo, as listas da nossa preferência e votar. Votar é – frase dita e redita vezes sem conta – não só um direito como uma obrigação de todos os cidadãos eleitores. Todos sabemos isso, mas nunca é demasiado lembrá-lo nestas situações.
No Jornal da Mealhada procurámos, ao longo das últimas semanas, levar aos nossos leitores o máximo de informação possível acerca dos candidatos e do projecto político que preconizam para a freguesia ou para o concelho de que são candidatos. Assumimos esse compromisso no início deste processo eleitoral e, feito o balanço, agora, poderemos afirmar que cumprimos a missão a que nos propusemos. Pelo menos assim julgamos.
Publicámos as respostas a um conjunto de questões dirigidas a cada um dos três cabeças-de-lista das candidaturas à Assembleia Municipal da Mealhada. Na passada semana publicámos as prioridades e as razões das candidaturas dos cabeças-de-lista das candidaturas às oito assembleias de freguesia da área do concelho. Esta semana é a vez de, em entrevista mais extensa, levar até aos leitores do Jornal da Mealhada as respostas dos três cabeças-de-lista às candidaturas à Câmara Municipal da Mealhada. Carlos Cabral, à do PS, César Carvalheira, à do PSD, e José Cadete, à da CDU, em entrevista presencial analisaram o mandato que agora termina, as propostas que têm para a governança do concelho nos próximos quatro anos.
As eleições autárquicas têm movimentado muitas pessoas no concelho da Mealhada desde há mais de um ano. Por causa de domingo, da votação das pessoas no próximo domingo, muitas guerras se fizeram, de laranjas e de rosas, muito se escreveu, muitas considerações se expressaram até ao momento em que cada partido fez as suas escolhas definitivas. Esta eleição ainda não se realizou e já há quem pense em Outubro de 2013, quando se realizarem as eleições autárquicas seguintes. Mas o dia da avaliação dos exercícios políticos dos últimos quatro anos decorrerá no próximo domingo. Um dia de juízo global do passado, mas também de juízo das escolhas dos partidos, dos seus projectos locais e das alternativas de futuro para o concelho da Mealhada. Um dia, assim pensamos, muito importante para o futuro do município, um dia a que não podemos ser alheios.

Editorial do Jornal da Mealhada de 7 de Outubro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ao meu amigo NJ uma Lembrança: «NUNQUAM SOLO AMBULANBATIS»

Jornada

Não fiques para trás oh companheiro
É de aço esta fúria que nos leva
Para não te perderes no nevoeiro
Segue os nossos corações na treva.

Vozes ao alto, vozes ao alto
Unidos como os dedos da mão
Havemos de chegar ao fim da estrada
Ao sol desta canção.

Aqueles que se percam no caminho
Que importa? Chegarão no nosso brado
Porque nenhum de nós anda sozinho
E até mortos vão a nosso lado.

José Gomes Ferreira.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

[860.] Bem-Vinda

No dia 29 de Setembro nasceu-me mais uma 'sobrinha'!
Parabéns à mamã e ao papá...
e Sê bem-vinda Ana Diogo!
Ouve o 'tio': Vão te dizer que este mundo é muito mau, mas não acredites. É muito fixe! E agora que tu chegaste ainda tá mais curtido!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

[858.]

E agora, senhor primeiro-ministro?
Depois de 27 de Setembro é presente!

Versão Jornal da Mealhada

Portugal foi a votos e deu o seu veredicto. Sócrates pode ter sido muito contestado durante os últimos meses do seu mandato, pode ter fantasmas que alegadamente põe em causa o seu carácter e alguns procedimentos, mas será, pelo menos assim parece, a pessoa indicada para governar o país por mais quatro anos… ou talvez menos. O veredicto dos portugueses parece também dizer que é melhor termos um parlamento diversificado do que bipolar – com o PS e o PSD a ocuparem bem mais do que três quartos dos mandatos. Na noite eleitoral, transpareceu, também, a leitura de que os portugueses preferem que seja José Sócrates a levar o barco a bom porto, mas bonzinho e obrigado a negociar e a gerar consensos, com o Bloco de Esquerda e com o PCP, com o CDS-PP, e eventualmente, até, com o PSD.
O futuro primeiro-ministro anunciou logo na noite eleitoral que vai reunir com os partidos políticos com mandatos parlamentares para auscultar a opinião dos seus líderes relativamente a disponibilidades para coligações e, depois, em consequência do que ouvir, formar Governo. Mas José Sócrates não tem grandes alternativas. Para formar um Governo maioritário só se pode coligar com o PSD – o que nos parece impossível – ou com o CDS-PP – provavelmente a única hipótese real – ou com o BE e o PCP/PEV cumulativamente. Pelas reacções dos diferentes líderes na noite eleitoral, consideramos que a única solução que resta a Sócrates é arranjar um mega-ministro dos Assuntos Parlamentares e governar negociando ponto-a-ponto com quem para isso estiver disponível e disposto, fazendo maiorias parlamentares conjunturais.
Talvez seja preconceito ideológico mas achamos que a solução dos acordos de incidência parlamentar não iriam levar Portugal a lado nenhum. Pode até ser uma solução democraticamente mais vantajosa, mas em tempo de prosperidade, não em tempos de crise. Os países, numa altura de crise internacional e de iminente crise social, precisam de Governos fortes, precisam de lideranças corajosas, ambiciosas e arrojadas. Portugal não aguentará soluções concertadas ora com a esquerda radical, defensora da nacionalização da energia e da banca, por exemplo, ora com a direita conservadora, que defende a antítese dessa concepção. Uma governação em zigue-zague, assim lhe chamou Francisco Van Zeller, o presidente da direcção da Confederação da Industria Portuguesa. Em tempo de prosperidade essa experiência de governo poderia ser, de facto, uma ideia interessante, mas não agora – assim nos parece.
Resta-nos esperar para ver se algum dos partidos da oposição ao PS terá interesse em se coligar com este e formar Governo. Ou se todos vão esperar que a Crise passe para, daqui a vinte e poucos meses, deitarem o Governo abaixo e obrigar a novas eleições. Deixar o PS desgastar-se mais um tempo para depois voltar a tentar ganhar mais mandatos pode ser ideia que agrade a quase todos os partidos, mas que não vemos poder servir o interesse nacional. E pode acontecer o contrário e o PS ganhar, por fim, a maioria absoluta – esta é, aliás, a opinião de João Cravinho, antigo ministro ostracizado. Cravinho considera que a escolha de 27 de Setembro era apenas a primeira parte de uma votação que terá a segunda volta daqui a dois anos.
Por muito que nos custe, parece-nos – e parece a muitos formadores de opinião – que no passado domingo elegemos um Governo… a prazo! Esperamos que não seja para um país a prazo…

Editorial do Jornal da Mealhada de 30 de Setembro de 2009

[857.]

E agora, senhor primeiro-ministro?
Versão FRONTAL

Portugal foi a votos e deu o seu veredicto. Sócrates pode ter sido muito contestado mas será, pelo menos assim parece, a pessoa indicada para governar o país por mais quatro anos… ou talvez menos. O veredicto dos portugueses parece também dizer que é melhor termos um parlamento diversificado do que bipolar – com o PS e o PSD a ocuparem bem mais do que três quartos dos mandatos. Na noite eleitoral, transpareceu, também, a leitura de que os portugueses preferem José Sócrates, mas bonzinho e obrigado a negociar e a gerar consensos, com o Bloco de Esquerda, com o CDS-PP, com o PCP e eventualmente, até, com o PSD, para levar o barco a bom porto.
O futuro primeiro-ministro anunciou logo na noite eleitoral que vai reunir com os partidos políticos com mandatos parlamentares para auscultar antes ainda de formar Governo. Mas José Sócrates não tem grandes alternativas. Para formar um Governo maioritário só se pode coligar com o PSD – o que nos parece impossível – ou com o CDS-PP – provavelmente a única hipótese real – ou com o BE e o PCP/PEV cumulativamente. Pelas reacções dos diferentes líderes na noite eleitoral, consideramos que a única solução que resta a Sócrates é arranjar um mega-ministro dos Assuntos Parlamentares e governar negociando ponto a ponto com quem para isso estiver disponível.
Talvez seja preconceito ideológico mas achamos que a solução dos acordos de incidência parlamentar não vão levar Portugal a lado nenhum. Pode até ser uma solução democraticamente mais vantajosa, mas em tempo de prosperidade, não em tempos de crise. Os países, numa altura de crise internacional e de iminente crise social, precisam de Governos fortes, precisam de lideranças corajosas, ambiciosas e arrojadas. Portugal não aguentará soluções concertadas ora com a esquerda radical, defensora da nacionalização da energia e da banca, ora com a direita conservadora, que defende a antítese dessa concepção. Em tempo de prosperidade essa poderia ser, de facto, uma ideia interessante, mas não agora – assim nos parece.
Resta-nos esperar se algum dos partidos da oposição ao PS terá interesse em se coligar com este e formar Governo. Ou se todos vão esperar que a Crise passe para daqui a vinte e poucos meses deitar o Governo abaixo e obrigar a novas eleições. Deixar o PS desgastar-se mais um tempo para depois voltar a tentar ganhar mais mandatos pode ser ideia que agrade a quase todos os partidos, mas que não vimos poder servir o interesse nacional.
Por muito que nos custe, parece que ontem elegemos um Governo a prazo… esperemos que não para um país a prazo…

FRONTALidade

Ficámos lisonjeados com o facto de, ao oitavo número, o FRONTAL ser já, em Mortágua, um jornal incontornável e com relevância, inclusivamente no debate político. É a prova de que seguimos o bom caminho e de que o projecto que encetámos há quatro meses é uma boa aposta. Agradecemos a deferência pese embora o facto de serem absolutamente falsas as considerações publicadas num folheto de propaganda eleitoral do PSD de Mortágua. São falsas e Raul Marta – que assume a autoria do prospecto – sabe disso – facto, aliás, que muito estranhamos e que, objectivamente, nos incomoda.
Como se pode ver nas páginas que se seguem, e nas das edições anteriores, o nosso jornal tem informações de todos os partidos, informações que são tratadas jornalisticamente de forma isenta e profissional e paginadas em espaços equivalentes. O líder do PSD já havia questionado o director do FRONTAL sobre o financiamento do projecto e todas as respostas e esclarecimentos lhe foram dados. Há dirigentes do PSD que conhecem outros projectos da empresa proprietária do FRONTAL. Não percebemos as perguntas colocadas no prospecto, por quem já foi esclarecido.
Na antevéspera do fecho da edição, o chefe da redacção do FRONTAL telefona, pessoalmente, a todos os dirigentes partidários dos municípios de Penacova e Mortágua (ou em que estes delegaram tal tarefa) no sentido de recolher informações sobre a sua acção política. Curiosamente, das oito estruturas partidárias com quem trabalhamos no FRONTAL, apenas um líder – reforçamos: apenas um – quase nunca atende o telefone, quando atende informa que ligará mais tarde e quase nunca o faz, compromete-se a mandar a informação por e-mail e ela só chega quando é impossível de publicar e os seus colegas de direcção do partido não estão autorizados a dar informações ao FRONTAL. Achávamos que era, apenas, uma dificuldade pontual. Depois de ler o prospecto do PSD coloca-se-nos a questão de saber se terão sido apenas percalços ou uma estratégia deliberada de vitimização. Lamentamos, mas não damos para esse peditório.
Podemos ser veículos de acção política, mas não fazemos política e, por isso, também não toleramos que se sirvam de nós para o fazer. Relembramos, a este propósito, o nosso estatuto editorial e o que afirmámos no Editorial do número zero. A nossa missão é promover os concelhos de Mortágua e de Penacova e as suas gentes, e não promover guerras partidárias a que somos alheios. Continuaremos, por isso, a agir como temos feito até aqui.
Mas o PSD tem razão num aspecto. Há, de facto, promiscuidade entre a política mortaguense e o jornalismo. Mas nesses jornais não se inclui o FRONTAL. Não se inclui, nem se incluirá.


Editorial do Jornal FRONTAL de 28 de Setembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

[859.] Mensagem do Chefe de Agrupamento

Irmãos caríssimos,

Começamos hoje mais um ano de actividade no nosso agrupamento. Infelizmente, não posso estar convosco nesta hora, o que muito lamento.

E começamos um ano de forma particularmente especial.
Em primeiro lugar porque ainda nos lembramos do final do último ano e das razões que nos levaram a sorrir e a comemorar, não só com os resultados obtidos, mas, principalmente, pelo facto de termos participado com todas as secções e de maneira tão positiva no acampamento regional, o Jambeiras.
Em segundo lugar, o novo ano que agora se inicia é especial, porque nos obrigará a novos desafios e a fazer render os nossos talentos de maneira a, daqui um ano, no final do acampamento do núcleo - outra grande actividade -, estarmos tão contentes como agora. Os Grupos Explorador e Pioneiro terão um ano dificil que precisará de todos - e especialmente dos actuais e futuros elementos - para vingar.

É, por isso, a pedir a vossa colaboração, o vosso apoio, a vossa participação nas reuniões e nas actividades, o vosso empenho, respeito e cuidado que começo este ano escutista.

Orgulho-me de ser Chefe de um Agrupamento onde todos nos conhecemos bem. Todos: escuteiros, pais, dirigentes, antigos escuteiros, etc, etc. Um agrupamento onde os ouvidos dos chefes, e os meus, particularmente, estão sempre abertos para ouvir os vossos sucessos e os vossos fracassos, as vossas dificuldades e as vossas vitórias, as vossas sugestões e as vossas criticas.

Ao longo do próximo ano escutista vamos ouvir falar, muitas vezes, de São Tiago, Maior. Peçamos-lhe especial protecção para este novo ano, lembrando as palavras da oração a si dedicada:
«Apóstolo Santiago, escolhido entre os primeiros, tu foste o primeiro a beber no cálice do Senhor, e és o grande protetor dos peregrinos; faz-nos fortes na fé e alegre na esperança, em nosso caminhar de peregrino seguindo o caminho da vida de Cristo e alenta-nos para que finalmente, alcancemos a glória de Deus Pai, Assim Seja».

Boa Caça

Sempre Alerta para Servir
Lobo Irmão

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O futuro… após 27 de Setembro de 2009

No próximo domingo, dia 27 de Setembro, os eleitores portugueses escolhem quem os representará na Assembleia da República. Das maiorias que se constituírem resultará um novo Governo da República para os quatro anos que se seguem. O povo é chamado a escolher mas consideramos que, desta vez, mais do que de uma decisão do povo, o futuro da nação portuguesa depende, quase exclusivamente, do sentido de Estado e do espírito de defesa do interesse nacional dos líderes políticos eleitos.
Vamos procurar explicar, então, o nosso ponto de vista.
Portugal atravessa uma grave crise económica e financeira que está a gerar, em ritmo acelerado, uma crise social. Apesar de no ano de 2009 se realizarem três actos eleitorais importantes, de os discursos políticos denunciarem “um clima de asfixia democrática, e de haver notícia de rumores de conflitos entre a presidência da República e o Governo, a verdade é que o país atravessa um momento de estabilidade política, com uma maioria parlamentar que apoia um Governo que, mal ou bem, tem feito o seu papel.
Algum português daria o seu acordo a que o próximo acto eleitoral pudesse dar origem a um período de instabilidade política e de ingovernabilidade? Consideramos que não. Mas consideramos, também, que há esse risco.
Se nenhum partido conseguir a maioria absoluta de deputados na Assembleia da República – a hipótese mais provável – e se, depois disso, não se propiciar a formação de uma coligação no sentido de dar ao Governo uma base de sustentação maioritária, o país pode cair numa solução de Governo minoritário, mais frágil, podendo ser considerado um Governo a prazo, um Governo que, dentro de dois anos – ou até menos –, pode ser destituído, em consequência da dissolução da Assembleia da República. Numa altura destas, custa-nos imaginar um Governo fraco a procurar aumentar a confiança dos agentes económicos – investidores e consumidores.
A lógica da representação popular e consequente formação do Governo não será fácil de entender para quem considere – e nisso não vê contestação da parte dos candidatos – que o que se escolhe numa eleição legislativa é o primeiro-ministro. Mas não é assim, de facto. O princípio que serve de base à formação do Governo é, claramente, o de uma maioria estável na Assembleia da República e não o da escolha do primeiro-ministro.
Imaginemos a seguinte hipótese, apenas como mero exercício académico: O PS vence, mas sem maioria absoluta, e o PSD e o CDS conseguem, juntos, um número de deputados superior ao do PS. Com base neste facto Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas informam o Presidente da República de que estão dispostos a formar Governo. Nesse caso, Cavaco Silva perguntaria a José Sócrates se haveria alguma hipótese de se coligar com o Bloco, com o PCP ou com os Verdes. Se Sócrates lhe respondesse negativamente, Cavaco daria posse a Manuela Ferreira Leite, mesmo tendo sido o PS o partido mais votado. Poderíamos, também, trocar os personagens e as conclusões seriam as mesmas: Se o PSD fosse o partido mais votado, se, mesmo com o CDS, não houvesse uma maioria absoluta, os restantes partidos da Esquerda, coligados, poderiam ser convidados a formar Governo. Esta possibilidade está prevista na Constituição portuguesa e nas de outros Estados tem sido uma solução adoptada em muitos países europeus e em Israel. Neste país, por exemplo, o partido do primeiro-ministro Netanyahu não foi o mais votado. Estaremos nós preparados para, em último caso, aceitar uma solução deste tipo?
Entendemos que, em Portugal, não estão reunidas as condições para que, sendo o próximo Governo minoritário, não esteja apoiado por uma maioria absoluta parlamentar. Consideramos ser absolutamente essencial que o PSD, caso vença as eleições, se coligue com o CDS e que o PS, nas mesmas circunstâncias, se coligue ou estabeleça acordos estratégicos com o Bloco de Esquerda ou com o PCP.
Até ao dia 27 de Setembro os partidos não vão querer falar neste assunto, porque vão querer alcançar o melhor resultado possível, sozinhos. Mas o povo português deve preparar-se, deve incentivar a formação de coligações que garantam uma maioria absoluta no Parlamento que sustente o Governo.
Caso contrário, se os líderes partidários optarem por inviabilizar esta hipótese e o vencedor formar Governo, esperemos que haja da parte dos partidos da oposição parlamentar, pelo menos, o bom-senso e o sentido de Estado de garantir que não entramos num período negro da nossa história e que vai deixar governar, da melhor forma, o Governo empossado. Se assim não acontecer, tememos que pouco ou nada de bom possa ser feito para solucionar os mais prementes problemas do Estado, e que sair da crise possa ser, apenas, uma miragem.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O jovem arquitecto casalcombense, former scout, e divertido Diogo Godinho foi, com os amigos, fazer Erasmus para a Eslovénia...
Decidiram fazer um blogue que, se for tão bem humorado como o jovem rapaz é de não perder. A Zona é bonita... resta saber se a sabe aproveitar! Daqui vamos espreitando!

[853.]

Vino aluntur vires, sanguis calorque hominum.
Com o vinho se alimentam as forças, o sangue e o calor dos homens.
[Plínio Antigo, Naturalis Historia 23.22]

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

[852.] Inspiração

Barack Obama é inspirador.
Não haverá grandes dúvidas disso.
Ele até pode dizer o que toda a gente diz.
Ele até pode encher a boca de lugares comuns.
Ele até pode espalhar demagogia barata travestida de sensibilidade.

Mas Barack Obama é, na actualidade, o mais carismático líder político mundial.
Se só de Obama é que poderia sair um discurso tão simples como se fosse escrito para crianças e, ao mesmo tempo tão inspirador.
Discurso de Obama às crianças no primeiro dia de aulas
em 8 de Setembro de 2009


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

[851.]

Abriu o Parque da Cidade

Abriu à utilização da população, na sexta-feira, 11 de Setembro, com a retirada das vedações e, de modo mais formal, no dia seguinte, sábado, com um conjunto variado de actividades lúdico-pedagógicas, o Parque da Cidade. O espaço está aberto ao público – muitos jovens até já o utilizavam desde meados de Agosto, por sua conta e risco – apesar de ainda não estar completamente operacional. A parte eléctrica – de iluminação, por exemplo – ainda não está a funcionar, e toda a estrutura dos imóveis destinados à secretaria, ao restaurante, à cafetaria e à cavalariça aguarda abertura de nova empreitada para a sua remodelação.


O Parque da Cidade é agradável e representa uma contribuição importante para o incremento da qualidade de vida da população especialmente da que reside na cidade da Mealhada. Entendemos, ainda, que a mais valia fundamental do Parque, no futuro, poderá passar pelo facto de, sendo contíguo à mais importante zona escolar do concelho, poder ser um palco preferencial de um ensino experiencial, de aprender-fazendo no domínio das Ciências Naturais e do Desporto, por exemplo, proporcionando aos alunos e professores condições que até agora não dispunham. A este respeito deixámos num editorial do Jornal da Mealhada, noutra ocasião, algumas sugestões que poderiam potenciar a utilização do espaço pelas escolas, como a da construção de uma estufa que servisse de laboratório de Biologia de apoio às comunidades escolares ali vizinhas.
O Parque da Cidade dispõe de infra-estruturas para a prática de algumas modalidades desportivas, como ténis, basquetebol e andebol, futebol de praia, futebol de sete, e acreditamos que não irá ser esquecida a colocação de aparelhos destinados ao apoio ao exercício de manutenção física de pessoas de todas as idades, especialmente as mais velhas. O Parque tem espaços destinados às crianças, tem espaços de lazer para pessoas de todas as idades – faltará uma tradicional churrasqueira comunitária em local discreto e seguro –, tem espaços de descanso, que serão beneficiados com a abertura do restaurante e da cafetaria.
Parece-nos faltar ao parque, um pouco de poesia. Poesia numa espécie de embelezamento estético temático do próprio parque. Uma obra desta dimensão e com esta qualidade perde em chamar-se – tão só – Parque da Cidade. O nome pelo qual era conhecido pelos mealhadenses, ‘A Floresta’, acaba por ser mais interessante do que a nova designação. Associado a uma eventual mudança de nome, mais poética, ou independentemente dela, as principais artérias do parque poderiam ter nomes que homenageasse a herança cultural ocidental, por exemplo. Também os novos espaços poderiam ser enriquecidos com denominações interessantes.
Seria importante valorizar no Parque, também, dois aspectos que nos parecem relevantes. O primeiro aspecto seria o da própria história daquele espaço – que já foi de hortas, de olivais, de milheirais, etc, das pessoas da Mealhada. Terrenos que foram adquiridos pelo Estado, passaram depois a viveiro florestal e, mais tarde, entre outras utilizações, a espaço de encontros e desencontros amorosos… O segundo aspecto a valorizar seria, também de tradição e valorização cultural, o facto de, na parte poente, o parque ser atravessado pelas duas maiores peregrinações religiosas da Península Ibérica – a de Fátima, no sentido norte-sul, e a de Santiago de Compostela, no sentido sul-norte.
Entendemos, por outro lado, que a promoção da criatividade artística – 2009 até é o ano Europeu para a Criatividade – com a colocação de objectos artísticos no parque, ou com a exposição de trabalhos artísticos realizados usando o Parque como inspiração, poderia constituir uma valorização importante do espaço. Por outro lado, questionamos se não estará a Câmara – esta e a que lhe sucederá – a pensar em criar, associada ao parque, uma equipa de dinamização pedagógica feita em parceria com as escolas e com as associações juvenis, por exemplo.
O município da Mealhada, que tão orgulhosamente ostenta a bandeira ECO XXI com que foi distinguido, não esquecerá, certamente, os princípios fundamentais do desenvolvimento sustentável. O uso dos recursos escassos como a água, ou dos químicos como os fertilizantes estará certamente assegurado por critérios de racionalidade, de responsabilidade social, e, consequentemente, de boas práticas ambientais.
O facto de ser um espaço multi-usos pode agradar à maior parte das pessoas, mas à sua fruição tem de presidir o princípio de que o espaço, sendo de toda a população deve ser objecto de respeito e de cuidado por todos os utilizadores, devendo cada um deles perseverar na sua conservação, limpeza e, de modo muito especial – relevante, na nossa opinião – a sua segurança.
Deixamos apenas sugestões para uma melhor potenciação das qualidades do parque e fazemo-lo, acreditem, com espírito de serviço cívico e talvez influenciados pela recordação da visita a alguns parques do Norte da Europa (na Grã-Bretanha e na Holanda, especialmente) e ao Parque dos Poetas, em Oeiras, recentemente.
Estamos convictos de que é, também, com o melhor espírito de serviço cívico que todos os partidos, e demais agentes políticos, se têm envolvido na discussão do que é melhor para o Parque da Cidade. Acima de qualquer outra coisa, na nossa opinião, sempre terá presidido, no espírito de todos, a convicção de estar a defender o melhor para aquele espaço através de um uso racional dos meios financeiros e dos recursos naturais.
O debate, intenso, à volta das características técnicas do parque e das decisões políticas tomadas a este propósito, mostra-nos que o assunto é importante e de que depois de 11 de Outubro, seja quem for o presidente da Câmara Municipal da Mealhada, aquele espaço caracterizar-se-á por ser valorizado e por ser um novo centro de atracção da cidade, um espaço de beleza, de saúde e desporto, de cultura e de lazer. Depois de algumas medidas – nomeadamente as que sugerimos e as que já ouvimos da parte de alguns candidatos à Câmara – o Parque da Cidade tem condições para ser um novo ex-libris de modernidade do país, em termos de espaços de lazer e de fruição pública.

Editorial do Jornal da Mealhada de 16 de Setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

[849.] Hoje...

... é dia de Nossa Senhora da Natividade

Nunca percebi isto bem, e por isso preciso constantemente de ajuda... e uma vez até levei um puxão de orelhas do padre Abílio por causa destas coisas...
Hoje é dia de Nossa Senhora da Natividade ou seja, é dia da natividade de Maria, mãe de Jesus. Assinala-se hoje, portanto, nove meses depois da solenidade da Nossa Senhora da Conceição (padroeira e rainha de Portugal) o nascimento de Maria.
Maria é uma figura central no entendimento do Cristianismo. Por ser meio (como nasceria Deus entre os Homens se não no seio de uma mulher), mas é, também, muito mais do que isso. É testemunho e é legado de Deus-filho, Jesus, aos homens.
Confesso que esta é a primeira vez que a Senhora da Natividade me interpela. Até desconhecia este pormenor dos nove meses depois da Senhora da Conceição... e pensando bem até acho curioso... Maria só podia ter nascido nesta altura... com o signo Virgem no zodíaco... eheheheh
Mas há mais curiosidades:
Nossa Senhora da Natividade é a padroeira da paróquia de Luso. Maria é filha de Santa Ana (padroeira da Mealhada) e de São Joaquim (orago na Pampilhosa-Alta).
Ora há ou não há aqui uma especie de tradição da Natividade no nosso concelho?

Esta é a imagem que está na Igreja do Luso, curiosamente representa Maria - coroada e com ceptro - como uma mulher adulta, mãe, com Jesus nos braços... A imagem é muito bonita (e pesada, também), mas não a compreendo.

*

Para saber mais:

Apontamento da Agência Ecclesia

e a passagem do Evangelho de São Tiago (apócrifo) que narra a natividade de Maria



ULTREIA E SUSEIA
ME FUI
Bebe, Y

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

[846.]

Ontem a IMS, citando o pai, 'deu-me' esta frase que não me sai da cabeça:

Não há desgraças, há oportunidades de outras Graças!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

[844.] Carta aos meus irmãos dirigentes do CNE

Caríssimos Irmãos em Cristo

Escrevo-vos quando passam apenas alguns minutos do fim do dia 4 de Setembro de 2009. Faço-o propositadamente (como não podia deixar de ser).

Ontem, 4 de Setembro de 2009, passaram cem anos sobre um momento fundamental da história do escutismo. Na minha opinião. Um evento que transformou a maneira do nosso fundador ver o movimento que tinha criado, e, assim, influenciar tudo o que se seguiria.
Falo-vos do rally de Cristal Palace, em Londres. Tratou-se da concentração de onze mil escuteiros, num mesmo espaço, em partilha, mostrando o que tinham aprendido e do que mais gostavam. Este encontro foi verdadeiramente impressionante para o fundador, como ele próprio mais tarde afirmaria.

Nesse dia B.-P. apercebeu-se de duas coisas fundamentais.

Não poderia manter o que acabava por ser fundamental no escutismo exclusivamente para rapazes, e teria de pensar numa resposta para as raparigas que, pela primeira vez em Crystal Palace, o abordaram no sentido de reivindicar um estatuto e uma oferta pedagógica dentro do movimento.

Apercebeu-se, também, que o movimento precisava de uma liderança, que não poderia manter-se “ao-Deus-dará”. Seriam precisas estruturas locais, regionais e até nacionais para coordenar a fidelidade das várias patrulhas ao método escutista.

B.-P. saiu de Crystal Palace com a convicção de que seria necessário criar o que mais tarde se veio a chamar o guidismo e de que precisava de abandonar o exército e dedicar-se exclusivamente ao escutismo para garantir a sua institucionalização. Diria sempre, a partir daí, que o escutismo era um movimento e não uma organização.

No meu imaginário, na minha concepção, 4 de Setembro de 1909 é a data em que B.-P. criou os dirigentes. É a partir do que B.-P. viu neste dia, que ele próprio vê a necessidade de os adultos se envolverem e, acima de tudo, de serem precisas estruturas institucionais (regionais, locais, nacionais e internacionais) para permitir a fidelidade ao método e à lei e ao compromisso.

No dia de hoje, no dia seguinte ao da admiração de B.-P., eu não poderia deixar de partilhar com os meus irmãos dirigentes do CNE esta reflexão.

Ontem B.-P., em Crystal Palace soube perceber qual o seu papel no movimento e entregou-se.

Hoje, cem anos e um dia depois, qual é a verdadeira missão da nossa entrega?




Video de Nuno Canilho e Nuno João, apresentado ao Núcleo Centro Norte, de Coimbra, em 1 de Março de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

[842.] Mercurii dies

O nosso futuro é o futuro das pequenas e médias empresas portuguesas

A propósito da apresentação dos programas eleitorais dos partidos nacionais

O primeiro partido a apresentar o seu programa eleitoral para as eleições legislativas foi o Partido Socialista. Seguiu-se a CDU, depois o PSD – na passada semana – e agora, no último fim-de-semana, o CDS-PP. Em todos os programas eleitorais há referências às pequenas e médias empresas, as PME, há manifestações da intenção de tomar medidas no sentido de as apoiar. Curiosamente, e perdoem o desabafo, qualquer um dos programas eleitorais deixou insatisfeitas as pessoas que se interessam por este assunto e que, se virmos bem, bem podiam ser a grande maioria dos portugueses – uma vez que é assunto que a todos afecta. Resta-nos perguntar por que razão não investiram mais os partidos nos estudos e nas propostas para a resolução deste problema? Será porque não há ideias? Será porque entendem que a falência de um número crescente de PME não é problema? Ou será porque consideram que o tema não interessa a um número significativo de eleitores e, por isso, não é uma mais-valia eleitoral?
As dificuldades das PME portuguesas não são um problema exclusivo de empresários. Apesar de o empresariado português, enquanto grupo, constituir uma das maiores riquezas do país – pese embora o facto de, uma vez desempregado, qualquer um dos seus membros não ter direito aos subsídios estatais como tem qualquer outra pessoa que contribui para a segurança social, ou não –, não é ele o único interessado no dinamismo das PME. Antes pelo contrário.
Segundo dados fornecidos pelo INE, relativos a 2005, e consultados no sítio oficial do IAPMEI, existem em Portugal 296 928 PME, que empregam dois milhões e oitenta e quatro mil e quinhentas pessoas. São empresas que realizam um volume de negócios de 170 mil e 300 milhões de euros e representam 99,6 por cento do tecido empresarial português, gerando 75,2 por cento do emprego e 56,4 por cento do volume de negócios nacional.
O ministro da Economia de qualquer Governo pode empenhar-se muito na defesa dos milhares de trabalhadores da Quimonda, ou da Auto-Europa, mas não pode esquecer os dois milhões de trabalhadores de milhares de empresas que têm em média dez trabalhadores e que estão a encerrar todos os dias. O que são as PME afinal? Uma fábrica pode ser uma PME. Mas um supermercado, uma oficina de reparações, uma loja de roupa ou uma pastelaria, tudo isso são, também, PME. E todos sabemos que o encerramento de um estabelecimento destes traz consequências sérias para a comunidade.
De forma geral, os partidos propõem o fim do pagamento especial por conta – que é uma espécie de liquidação de um imposto antes do tempo –, falam de redução da carga fiscal mas não esclarecem, devidamente, suas ideias e propostas, sugerem linhas de crédito mas limitam as empresas que à partida mais precisariam, assumem que é o Estado quem mais deve às PME mas não falam em compensações. Ou seja, o que os partidos pensaram para as PME foram medidas de contingência. Fizeram-no porque sabem que são estas as estruturas sociais que mais estão a sentir os efeitos da crise económica e financeira. Não perceberam que é da resolução dos problemas delas que resulta o não agravamento da crise social.
Tomemos o seguinte exemplo: Se no fim do mês o gerente de uma empresa tem dinheiro para pagar aos trabalhadores, mas não tem dinheiro para pagar os impostos, o que deve fazer? Se consecutivamente não pagar aos trabalhadores criará consequências desastrosas na vida daqueles que despenderam a sua força de trabalho ao serviço da empresa e comete uma injustiça. Se, por outro lado, preferir não pagar ao Estado, vê vedado o acesso a linhas de crédito criadas para ajudar as empresas, com viabilidade, mas em dificuldades. É certo que o Estado não pode deixar de penalizar as pessoas – singulares ou colectivas – que não cumpriram as suas obrigações, mas em clima de crise como o que estamos a atravessar não deveria a viabilidade da empresa ser mais importante do que as dívidas que tem ao Estado (de quem será, também, provavelmente, credor)?
No Governo de António Guterres, do Partido Socialista, o Plano Mateus permitiu às empresas regularizar a sua situação perante o Estado em condições especiais. A dívida das empresas ‘estacava’ no dia em que aderissem ao plano. Não vivíamos, na altura, a crise económica em que vivemos agora. Não faria sentido, hoje, implementar medida idêntica e assim ajudar os empresários a regularizar a situação das suas empresas perante o Estado sem que daí resulte prejuízo no funcionamento de cada uma delas e, de igual modo, sem prejudicar os trabalhadores?
Estas são apenas algumas concepções de alguém que, apesar de leigo em matéria económica, observa com muita preocupação a destruição do tecido empresarial português.

Editorial do Jornal da Mealhada de 2 de Setembro