quarta-feira, 31 de março de 2010
[965.] Mercurii dies, na Quarta-feira Santa
O tempo que se aproxima é de um forte pendor religioso. O facto de sermos um país maioritariamente católico terá levado a que tão importante quanto a festa litúrgica da Páscoa – e são tantos os que nela se envolvem de corpo e alma, vigorosamente – seja a festa comunitária que se vive nesta altura. A Páscoa tem no seu âmago a ideia de libertação (na tradição judaica da libertação do Egipto, pela vara de Moisés, e na tradição cristã da libertação da morte, pela Ressureição de Cristo), tem, também, a ideia de salvação e de alegria pela esperança. São tudo argumentos festivos que nos devem aproximar das pessoas de quem mais gostamos, de as visitar e de lhes mostrarmos o nosso afecto, e, porque não, brindar a isso mesmo, ao sabor de umas amêndoas.
Para os crentes, o caminho até à Páscoa não é feito sem dor. O sacrifício torna, na concepção dogmática desta celebração, a alegria final mais sentida e significante. E a Igreja Católica, enquanto instituição, está a viver estes tempos de Quaresma, numa perfeita via dolorosa. A informação do número de crimes de pedofilia que terão sido perpetrados por pessoas consagradas contra crianças, muitas delas à guarda da Igreja, é abjecta e é revoltante para qualquer ser humano. A notícia deste grande conjunto de casos chega às pessoas nas vésperas da festa da Páscoa, o ponto mais alto da vivência cristã, e precisamente no Ano Sacerdotal (que Bento XVI proclamou para ser assinalado entre Junho de 2009 e Junho de 2010 para “contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”). Ironias? Ou a longa manus do destino?
Qualquer espécie de justificação para estes comportamentos odiosos deve ser escusado, porque não há nada que o justifique. “Temos que dar a mão à palmatória. A Igreja também é feita de pecadores”, afirmou Dom Albino Cleto, Bispo de Coimbra, recentemente e a este propósito. Na mensagem do Papa para a Quaresma 2010, o Sumo Pontífice aborda a questão da Justiça e, num texto bastante interessante, analisa o que entende ser a diferença entre a Justiça de Deus e a Justiça dos homens. Das suas palavras não se depreende que os homens de Deus que cometem crimes estejam isentos da Justiça humana e terrena. E esse talvez tenha sido o erro que mais choca neste domínio e que não pode repetir-se: A Igreja não deve impedir que os alegados pedófilos no seu seio não sejam submetidos à justiça dos seus países.
As dificuldades e os efeitos do escândalo que os prevaricadores infligiram às crianças estão a revelar-se na própria Igreja, como se fosse uma retribuição, e até nos poderia parecer justa se toda a acção da Igreja se resumisse a estes acontecimentos. Mas não resume e é essa a ideia que não podemos deixar esquecer no domínio desta discussão e desta incriminação colectiva.
Não há registos de casos de pedofilia entre padres portugueses – o que não quer dizer que não existam –, o que nos faz garantir que não podemos tomar a árvore pela floresta (e até por isso não devem ficar incólumes os prevaricadores). A acção da Igreja no domínio da protecção social e à protecção da criança é muito grande, muito importante e não pode ser manchada por esta suspeição que se abateu sobre a instituição.
Em tempo de via-sacra, não podemos deixar que um percurso aparentemente pantanoso, como o que atravessa a Igreja Católica nestes dias, obscureça o caminho e a obra social que, em Portugal e em todo o Mundo, presta às crianças e, por elas, à humanidade.
sábado, 27 de março de 2010
[963.] Saturni dies, no Dia Internacional do Teatro
Fica um poema de Bertold Brecht (1898-1956), uma grande figura do teatro ocidental.
"Aos pósteros"
I
Realmente vivo em tempos sombrios.
A palavra ingénua é tola. Uma fronte lisa
Indica insensibilidade. Aquele que ri
Ainda não recebeu
A terrível notícia.
Uma conversa sobre árvores é quase um crime
Por que inclui um silêncio sobre tantos delitos?
Aquele que vai pela rua tranquilo
Não é mais acessível aos amigos
Que estão em necessidade?
É verdade: ainda ganho o meu sustento
Mas acreditem: é por acaso. Nada
do que faço autoriza que eu me sacie.
Casualmente fui poupado.
(Quando minha sorte acabar
Estou perdido.)
Dizem-me coma! beba! fique feliz por ter o quê!
Mas como posso comer e beber se
Tiro ao faminto o que comer e
Meu copo d'água falta a quem tem sede?
No entanto, como e bebo.
Gostaria também de ser sábio.
O que é sábio está nos velhos livros:
Afastar-me da briga do mundo e passar
Sem medo a curta temporada
Sobreviver sem violência
Pagar o mal com o bem
Não realizar os desejos, mas esquecê-los
É tido por sábio.
Nada disso eu posso:Realmente, vivo em tempos sombrios!
II
Cheguei às cidades no tempo da desordem
Quando aí reinava a fome
Cheguei-me aos homens no tempo do tumulto
E indignei-me com eles.
Assim passou o tempo
Que me foi dado sobre a terra.
Comi minha comida entre as batalhas
Deitei-me para dormir entre os assassinos
Tratei do amor sem atenção
E vi a natureza sem paciência.
Assim passou o tempo
Que me foi dado sobre a terra.
No meu tempo os caminhos levavam ao pântano.
Minha linguagem denunciava-me ao carrasco.
Só pude pouca coisa. Mas esperava que sem mim
Os dominadores se sentassem mais seguros.
Assim passou o tempo
Que me foi dado sobre a terra.
As forças eram escassas. O alvo
Ficava a grande distância.Era bem visível, embora
Eu mal pudesse alcança-lo.
Assim passou o tempo
Que me foi dado sobre a terra.
III
Vocês, que emergirão da maré
Onde nós soçobramos
Pensem
Ao falarem das nossas fraquezas
Nos tempos sombrios
De que escaparam.
Pois nós, desesperados, trocando mais de países
Que de sapatos, atravessamos as guerras de classes quando
Só havia injustiça e nenhuma revolta.
No entanto sabemos:
Também o ódio contra a baixeza
Contorce os traços.
Também a cólera contra a injustiça
Deixa a voz rouca. Ah, nós
Que quisemos preparar o chão para a amabilidade
Nós próprios não pudemos ser amáveis
mas vocês, quando tiver chegado a hora
Do homem ajudar o homem
Pensem em nós
Com indulgência.
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
[961.] Dia Nacional da Grécia em 'Iovis dies'

quarta-feira, 24 de março de 2010
[960.] Mercurii dies... no Dia do Estudante
a ilha de ‘O Deus das Moscas’?
O problema das sociedades mediatizadas, como a nossa, é o de que nunca levamos os problemas suficientemente a sério e as soluções nunca são maturadas, avaliadas e corrigidas. Tomamos medidas à medida do que os media nos vão fazendo sentir as dores. As soluções para os problemas sérios do país estarão, sempre, naturalmente, a montante de tomadas de posição preventivas ou estritamente imediatistas. A questão da violência no interior das escolas, por exemplo, da parte de alunos contra alunos e professores, não será nova, mas atingiu uma expressão impossível de ignorar.
A situação não é completamente nova, é certo, e nem por isso é surpreendente. Se não vejamos: passámos a última década a retirar a autoridade do professor na sala de aula, a dar ao aluno um estatuto de facilitismo e cedências constantes mascaradas com a criação de exames para garantir exigência, a enjaular os alunos em salas durante o dia inteiro. Ao mesmo tempo, em casa, as crianças perderam convivência com os pais e com os avós, perdem referências, são subtraídas a redes de civilização, desconhecem regras sociais de sã convivência.
Pedindo desculpa pelo exagero, parece-nos que nos aproximamos, na escola e no dia-a-dia das crianças, do que William Golding, em 1954, narrou no seu distópico e pessimista romance ‘O Deus das Moscas’ – cuja leitura aconselhávamos a todos os educadores.

Serve a escola para educar as crianças, os adolescentes e os jovens? Ou serve, principalmente, para empregar professores? Da resposta a estas perguntas se depreenderá que se o objectivo fosse centrar a escola no aluno, seria mais fácil financiar o aluno – que poderia escolher livremente a sua escola, pública ou privada – do que financiar o edifício burocrático que é hoje a escola pública portuguesa. Não deixa de ser curioso que a maior parte dos políticos portugueses – nas cúpulas do Estado mas também ao nível das autarquias locais –, mesmo os que têm responsabilidades na educação, prefiram colocar os seus filhos a estudar em colégios privados do que na escola pública que tantas vezes tutelam.
David Cameron é o líder do Partido Conservador britânico. Em Maio poderá vir a ser primeiro-ministro. No Outono passado, não teve nenhum pudor em afirmar que tinha uma equipa a estudar o modelo sueco de gestão escolar, conhecido como ‘da liberdade de escolha da escola’. A Suécia é, talvez, o mais social-democrata – o que no panorama português equivale ao socialismo democrático maioritariamente representado pelo PS – dos países europeus. Este modelo nasce com um governo liberal-conservador, é certo, e é mantido e melhorado nos governos social-democratas seguintes – seria impensável em Portugal?
O elemento fundamental do modelo sueco, criado em 1992, passa pelo financiamento dos alunos, através de um ‘voucher’ e, consequentemente pela introdução da possibilidade de escolha da escola e da posterior concorrência entre escolas. A criança tem direito à Educação gratuita. Tem a criança sueca, como tem a criança portuguesa. A diferença é que o Estado entrega a sua comparticipação através de um voucher, uma espécie de cheque que a família recebe como contrapartida da condição de cidadão do estudante com direito a uma educação gratuita. “Quando os vouchers foram lançados, em 1992, já existiam algumas escolas privadas, em regra muitíssimo boas e muito procuradas pelas famílias. Mas eram todas pertencentes a instituições sem fins lucrativos, o que era imposto por lei. A consequência desta restrição era muito curiosa. As poucas e excelentes escolas privadas não tinham incentivos nem meios para se expandirem. Criavam então enormíssimas listas de espera em que os pais inscreviam os filhos à nascença. Esse era o seu distintivo de qualidade. Mas só um número muito limitado de crianças tinha realmente acesso à escola de qualidade”, narra João Carlos Espada, politólogo da Universidade Católica, num ensaio publicado no jornal i, em 24 de Outubro de 2009. “A partir de 1992, duas coisas aconteceram. Todas as escolas, estatais ou privadas, passaram a receber por aluno o mesmo montante pago pelo Estado. Em segundo lugar, a criação de novas escolas foi tremendamente facilitada, requerendo apenas garantias de qualidade. As instituições com fins lucrativos foram autorizadas a entrar no novo mercado de educação”, descreve, ainda, João Carlos Espada. Hoje a escola sueca é um modelo de qualidade, melhorou a educação dos alunos, mas também melhorou a escola pública.“Talvez a liberdade de escolha da escola seja a solução para a quadratura do círculo. Pelo menos funcionou na Suécia, o mais social-democrata país europeu. E é bem possível que venha a dominar o futuro próximo do debate político europeu”, assevera João Carlos Espada. Porque não?
Editorial do Jornal da Mealhada de 24 de Março de 2010, Dia do Estudante
terça-feira, 23 de março de 2010
[959.] Marti dies... e a cantiga é uma arma
Jorge Palma
«A Gente Vai Continuar»
Esta música, para mim, é quase um hino. Um hino de esperança na resistência. Uma esperança à beira da loucura, do precipicio.
Muitas vezes, a vantagem de quem acredita é que se sente testado, posto à prova e isso sabe sempre a temporário... impele-nos sempre a acreditar que a coisa vai mudar, vai melhorar depois do teste. E até pode haver recompensa. Mesmo que saibamos que não, que vamos transportar a nossa cruz para sempre, passa-nos pela cabeça que no fim da estrada há algo diferente, algo melhor e por isso, só por isso, vale a pena continuar.
Se não tivesse os amigos que tenho - e tenho muito poucos - eu já tinha desistido. E como sou crente, acredito que neles reside a missão de me ajudarem a superar as adversidades. E acredito, também, que a minha missão, a missão que me é destinada, é ajudá-los a eles. Como se tivesse nascido para isso.
Nesta teia de crenças, facilmente se chega à conclusão que enquanto houver estrada para andar eu tenho de continuar, com o meu fardo sempre, mas ao lado deles. Hoje ajudam-me eles, amanhã ajudo-os eu. É o meu fado, que não renego.
Nunca gostei do Jorge Palma - radicalismos de quem é parvo. Lembro-me da Alina ter facilidades nos bilhetes para irmos todos ao TAGV e de eu ter ficado em casa, de, depois disso, ter ouvido o 'Estrela do Mar' na Queima de um ano qualquer e de ter dito uns disparates qualqueres...
Só depois de ter estado à rasca da esperança é que esta musica me apareceu... se revelou! Hoje é o toque do meu telemóvel e um modo de encarar a vida.
A um grande amigo, um urso Nobre e Justo, fica a lembrança: A minha missão é levar esta merda até ao fim, até ao martirio, até deixar de haver estrada para andar. Comeram-me a carne. hão-de me comer os ossos! Eu não desisto! Enquanto caminhares a meu lado!
segunda-feira, 22 de março de 2010
[958.] Lunae dies
domingo, 21 de março de 2010
[957.] Intendência

[936.] Esto solo lo arreglamos entre todos, en Solis dies
Solis dies é dia de filme...
Hoje um filme inspirador de um movimento inspirador. Em Espanha, foi criada uma campanha que visa restaurar a confiança e dar esperança às pessoas, exaltando as histórias de sucesso, dadndo testemunho do número (grande e significativo) de pessoas que não baixou os braços, nem desanimou apesar de todas as adversidades.
O movimento chama-se "Esto solo lo arreglamos entre todos" - Só todos conseguimos corrigir isto!
É um movimento muito inspirador que eu gostava muito de ver implementado aqui em Portugal. Porque eu não tenho duvidas nenhumas, como alías já escrevi, que o sentimento da crise é mais poderoso e contagiante que a própria crise. Precisamos de luzes, de archotes de esperança a arder na noite escura!
www.estosoloarreglamosentretodos.org
sábado, 20 de março de 2010
[934.] Hoje, 20 de Março, Saturni dies
Hoje, 20 de Março, precisamente às 17h 32m, o Sol cruzará o Equador Celeste, no fenómeno astronómico a que se dá o nome de EQUINÓCIO. Nesse momento dá-se o climax da grande batalha da escuridão e da luz começada no Solsticio de Inverno. Nesta noite Noite e Dia serão exactamente iguais: aequus (igual) - nox (noite).
Mas ainda há muito a percorrer até à vitória da Luz... muito mesmo...
A Primavera chegou! "Chega-se a este ponto em que se fica à espera!", como diria Mourão-Ferreira
Equinócio
Chega-se a este ponto em que se fica à espera
Em que apetece um ombro o pano de um teatro
um passeio de noite a sós de bicicleta
o riso que ninguém reteve num retrato
Folheia-se num bar o horário da Morte
Encomenda-se um gin enquanto ela não chega
Loucura foi não ter incendiado o bosque
Já não sei em que mês se deu aquela cena
Chega-se a este ponto Arrepiar caminho
Soletrar no passado a imagem do futuro
Abrir uma janela Acender o cachimbo
para deixar no mundo uma herança de fumo
Rola mais um trovão Chega-se a este ponto
em que apetece um ombro e nos pedem um sabre
Em que a rota do Sol é a roda do sono
Chega-se a este ponto em que a gente não sabe
David Mourão-Ferreira
do tempo ao coração
guimarães editores
1966
sexta-feira, 19 de março de 2010
[931.] Passos Coelho conta comigo!
Fui contactado em Abril/Maio de 2008, por Miguel Relvas, para ser o mandatário no concelho da Mealhada da candidatura de Pedro Passos Coelho. Disse-lhe que aceitava o honroso convite, como tinha dito a quem primeiro me sondara para saber da minha sensibilidade.Na eleição de 31 de Maio de 2008, a votação em Pedro Passos Coelho no concelho da Mealhada ficou muito aquém do que eu esperaria, no que se constituiu como um resultado humilhante para a candidatura. A este propósito escrevi o post [541.].
Há cerca de um mês, recebi um telefonema para, mais uma vez, saber da minha disponibilidade para apoiar a candidatura. Mostrei toda a minha disponibilidade, como já havia mostrado em mail que enviei a Álvaro Santos, mandatário distrital em 2008, mas fiz saber que não estava disponível para ser mandatario concelhio, por entender não estar à altura do que seria de esperar.
Fiz, no entanto, uma sugestão. Tendo a comissão politica concelhia da Mealhada sido a primeira do distrito a apoiar Pedro Passos Coelho, tendo Passos Coelho participado na campanha para as autárquicas 2009, na Mealhada, e por ser um militante ilustre, sugeri que o melhor mandatário possivel seria o presidente da concelhia, César Carvalheira.
Na passada segunda-feira, 15 de Março, soube que a candidatura de Pedro Passos Coelho havia convidado César Borges Carvalheira para mandatário no concelho da Mealhada. De imediato, apresentei a minha disponibilidade ao mandatário concelhio e ao coordenador da campanha no concelho, António Miguel Ferreira, como já havia apresentado a Bruno Coimbra, mandatário distrital para a Juventude, com quem já trabalhei nesse sentido.
Sou apoiante de Pedro Passos Coelho com toda a dedicação, empenho e energia! E não é de agora! Passos Coelho Conta Comigo!
[933.] Hoje, 19 de Março...

As infra-estruturas (cerca e convento) do deserto do Bussaco começaram a ser construídas no Verão de 1628.
Concluídas as obras principais, foi no dia de São José do ano de 1630 que os carmelitas descalços começaram a habitar o deserto do Bussaco e o Convento de Santa Cruz de forma regular. A igreja, por exemplo, não estaria concluída e as missas eram celebradas na sala da livraria.
O primeiro dia de um periodo de 206 anos em que os carmelitas ali viveram. O último carmelita abandonar o convento fê-lo em 1836, dois anos depois da lei da extinção das ordens religiosas masculinas.
[932.] Veneris dies
[930.] Dia vencido
(Respigados do que já foi dito no Facebook)
Eu não discordo da normatização da obrigação de lealdade e solidariedade dos militantes face às cupulas partidárias em período eleitoral.
1. Alguém que voluntariamente se filia num partido politico vincula-se a uma obrigação de solidariedade pelas decisões que a organização (e a cupula) legitimamente toma.
2. Esta obrigação não viola o principio da Liberdade de Expressão, ou do Direito à Opinião ou ao Livre Pensamento. Toda a gente pode apresentar reservas, discordâncias relativamente às opções tomadas, nos órgãos próprios, mas tem uma obrigação de solidariedade, de não-agressão em momentos sensíveis como são os eleitorais.
3. Todos os partidos e todas as associações de direito privado têm essa permissa nas obrigações dos associados.
4. Só é militante quem quer!
5. Não me parece legitima a desculpa de que os militantes do PSD, em Mafra, não sabiam o que estavam a votar e/ou estavam com pressa para voltar para casa!
quinta-feira, 18 de março de 2010
[928.] Iovis dies
quarta-feira, 17 de março de 2010
[927.] Mercurii dies
A Mata Nacional do Bussaco está no lote das 21 Maravilhas Naturais de Portugal que está, desde 7 de Março, em votação para escolha dos portugueses para eleição do conjunto formal das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. A votação decorrerá até 7 de Setembro de 2010. Esta escolha e inclusão no lote das 21 Maravilhas Naturais constitui, por si só e desde já, uma grande oportunidade para a promoção do turismo na região, para a preservação do património arbóreo e construído, para a valorização cientifica e histórica da Mata Nacional do Buçaco.
Nos próximos seis meses deveremos – colectivamente – contribuir para que não seja desperdiçada esta oportunidade e proceder, com os meios ao alcance de cada um, para que em termos turísticos, empresariais e, naturalmente, económicos, tiremos desta iniciativa o máximo proveito.
Por outro lado, fará sentido, colectivamente, também, pensarmos de que forma poderemos contribuir para incentivar os portugueses a votar no Bussaco e assim, a 7 de Setembro, vermos a nossa mata como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Acreditamos que a criatividade pode ser uma boa ajuda e que a Fundação Mata do Bussaco não deixará de apoiar todas as boas ideias que cheguem até ela.

A empresa JM – Jornal da Mealhada, Lda, à sua escala e na sua área de influência, através do Jornal da Mealhada e do jornal FRONTAL, especialmente, não deixará de se associar ao que entende ser, mais uma oportunidade de vivência, de fortalecimento da identidade e valorização da comunidade dos residentes nos concelhos limítrofes do Bussaco, ou que dele são naturais. Assim, passaremos a publicitar, periodicamente, os meios através dos quais as pessoas poderão votar, e estamos disponíveis para acolher sugestões – dos nossos colaboradores, leitores e amigos – sobre outras formas que poderão, eventualmente, ajudar a divulgar o Bussaco e a sua candidatura. Contamos com a criatividade de todos.
Editorial do Jornal da Mealhada de 17 de Março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
[926.] Mercurii dies
Resultava da discussão de há poucos dias, na tomada de posse de André Vaz como coordenador da concelhia da Mealhada da Juventude Socialista da Mealhada, a ideia de que a intervenção política dos jovens se deixou de fazer através do exercício de uma actividade politica partidária, para passar a exercer-se no campo das causas e da militância pela defesa e promoção de acções concretas, palpáveis, e de efeitos a médio ou curto-prazo. Consideramos que é, de facto, assim. Se é certo que não há – ainda – sistema constitucional democrático sem partidos, a verdade é que a militância por causas é nobre e não deve ser desvalorizada por uma visão pessimista ou conservadora da juventude portuguesa.
Um dos exemplos ricos e interessantes desta nova forma de fazer Politica – no sentido clássico de contribuir de forma positiva para a gestão da cidade, da res pública – é o projecto Limpar Portugal. Trata-se da ideia de juntar um grande número de voluntários – mobilizados por novos canais de informação, como a internet e a televisão – para, num determinado dia, a 20 de Março, todos procederem à limpeza das lixeiras que poluem as matas e espaços verdes de Portugal. A iniciativa tem já o Alto Patrocínio da Presidência da República.

A ideia surgiu na Estónia – um país que no início deste século tinha destroços industriais por todo o lado – e galvanizou muitos povos da Europa, nomeadamente o português.
Será fácil compreender que o sucesso da organização de uma iniciativa que tem o seu apogeu, o seu clímax num único dia, a 20 de Março, não se compadece com uma preparação simples. O trabalho feito pelos voluntários já começou há muito tempo e terá de continuar depois do dia da limpeza nacional. As tarefas começaram pela organização dos grupos por concelho e, depois, no caso concreto do concelho da Mealhada, por freguesia e pela nomeação de coordenadores para cada uma delas. O primeiro trabalho dos coordenadores e dos voluntários – para além da aproximação aos parceiros institucionais e sua sensibilização para a campanha – foi o levantamento, no terreno, dos locais onde está depositado o lixo. Esse levantamento foi editado e publicado numa base de dados nacional da campanha.
Nalgumas freguesias do concelho da Mealhada o número de lixeiras era tão grande que os voluntários sentiram necessidade de começar imediatamente a tarefa de limpeza e remoção do lixo. Assim aconteceu especialmente no Luso e na Antes, mas, também, em Barcouço e na Vacariça. O trabalho de limpeza na freguesia do Luso, por exemplo, começou em Janeiro e prossegue.
O grupo de voluntários do concelho da Mealhada do Limpar Portugal tem sido muito elogiado pelos coordenadores nacionais da campanha pela capacidade de mobilização alcançada. E isso deve constituir motivo de orgulho e vontade em apoiar. No dia 20 de Março qualquer pessoa pode pôr mãos à obra e fazer a sua parte nesta missão – patriótica? – de limpar os espaços verdes de Portugal. Serão divulgados, em breve, mais dados sobre a acção do dia 20 de Março.
A tarefa da limpeza é quase tão importante como a de sensibilizar as populações para o problema da poluição desta natureza. Que necessidade tem alguém de se deslocar vários quilómetros para depositar, numa mata, colchões, electrodomésticos e outros lixos que podem ser depositados no estaleiro da Câmara, que até tem um serviço de remoção destes lixos ao domicilio? O grupo de voluntários do Luso encontrou na zona de Barrô várias arcas frigoríficas. Não era uma, nem duas, eram muitas. No limite da sua freguesia com o Pego, encontraram, ainda, lixos – nomeadamente correspondência – de pessoas residentes no concelho de Anadia.
A sensibilização passa, ainda, pela consciencialização de que os poluidores têm de ser denunciados de modo a que lhes sejam aplicadas as coimas que a lei prevê.
Os interessados poderão acompanhar a actividade e aderir ao grupo do concelho da Mealhada em www.limparportugal.ning.com e procurar o grupo ‘MLD – Mealhada’.
Lembramos Edmund Burke para apelar à participação de todos nesta campanha, e assim, contribuir para o nosso bem-estar colectivo: “Ninguém cometeu maior erro do que aquele que nada fez só porque o que podia fazer era pouco!”.
Editorial do Jornal da Mealhada de 10 de Março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
A Mata Nacional do Buçaco está no lote das 21 maravilhas naturais de Portugal apresentadas hoje, 7 de Março.






