segunda-feira, 31 de maio de 2010

[1055.] Lunae dies, no Dia Mundial do Combate ao Fumo

Nunca soube travar.
Mandei umas passas num cigarro, quando foi tempo disso.
Experimentei o que havia a experimentar, quando seria tempo de o fazer.
Mas nunca fumei.
Mandei umas cachimbadas, estraguei uns charutos, mas toda a vida vivi rodeado de fumo e de fumadores. Comprei Português Suave para o professor Armindo, SG Filtro para o meu pai...
De há uns tempos para cá, e depois de ver bons amigos a cair por causa do tabaco, tornei-me radicalmente contra o tabagismo e decidi passar a usar dos meios ao meu alcance para o combater.

domingo, 30 de maio de 2010

[1054.] Eu peço desculpa, mas...

'Nobless Oblige'

Se calhar até me estou a armar em carapau de corrida...
Se calhar o problema ainda é a minha azia...
Mas...
Eu peço muita desculpa, mas...

tenho de dizer isto:

É de elementar educação que uma pessoa, quando está a falar directamente (ao vivo) com outra, tire os óculos de sol que tem na cara.

Provavelmente nunca ninguém disse isto ao senhor GNR a quem me estou a referir, mas alguém devia fazê-lo. Eu confesso que tive vontade de lhe dizer, mas tive medo. Eu já lhe tinha perguntado como é que se fazia uma descarga de uma mercadoria sem estacionar o automóvel e ele não tinha sido capaz de me responder, já depois de eu lhe ter dito que achava que a decisão de multar aquele veículo, que estava a servir de base a uma descarga, tinha sido uma estupidez. Tive medo que o senhor me acusasse de desrespeito à autoridade que a farda lhe dá. A farda e o respeito à instituição - a que o meu avô António dedicou grande parte da sua vida.

E provavelmente está na hora de os senhores professores na escola ensinarem às crianças regras elementares de educação, muitas vezes esquecidas, mas que existem. Não vão elas (essas crianças) um dia serem GNR e não as usarem.

Cito apenas algumas:
- Não se fala de boca cheia,
- Não se cumprimenta uma pessoa de luvas,
- Não se dá beijo de cumprimento a quem está à mesa a tomar uma refeição,
- Não se rasga um papel sem pedir licença,
- Não se interrompe quando dois adultos estão a falar,
e
- Tiram-se os óculos de sol quando falamos directamente com alguém.

A Educação (a nobreza) obriga!

sábado, 29 de maio de 2010

[1053.] Saturni dies, 'Eu quero ser o teu Zorro'

Zorro

Eu quero marcar um Z dentro do teu decote
Ser o teu Zorro de espada e capote
P'ra te salvar à beirinha do fim
Depois, num volteface vestir os calções
Acreditar de novo nos papões
E adormecer contigo ao pé de mim

Eu quero ser para ti a camisola dez
Ter o Benfica todo nos meus pés
Marcar um ponto na tua atenção
Se assim faltar a festa na tua bancada
Eu faço a minha ultima jogada
E marco um golo com a minha mão

Eu quero passar contigo de braço dado
E a rua toda de olho arregalado
A perguntar como é que conseguiu
Eu puxo da humildade da minha pessoa
Digo da forma que menos magoa
«Foi fácil. Ela é que pediu!»

Luís Represas

Para ti, P.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

[1052.] Veneris dies, no dia do 28 de Maio

Ao centro, Cecília Supico Pinto,
o rosto do Movimento Nacional Feminino (1961-1974).
Hoje, 28 de Maio, perpassam 84 anos sobre a Revolução Nacional do 28 de Maio de 1926.
O general Gomes da Costa marchou a partir de Braga até Lisboa (onde chegou a 6 de Junho) liderando um coluna que colocou fim à Primeira República e implantou uma Ditadura Militar - a Ditadura Nacional - que anos mais tarde, com António de Oliveira Salazar como chefe do Governo daria origem ao Estado Novo.
Muitas histórias há sobre esta marcha de militares - herois aclamados da Primeira Grande Guerra - nacionalistas e anti-parlamentaristas. Fernando Valle, por exemplo, contava que os discursos de Gomes da Costa eram impróprios para senhoras.
Senhoras, lá está, hoje é Veneris Dies. Apesar de ter sido durante o Estado Novo e não durante a I República que as primeiras mulheres foram eleitas para o Parlamento, a verdade é que o papel da mulher durante este período - ou de mulheres nesta época - não se distinguiu de sobremaneira.
Assim, destaco hoje, Veneris Dies o Movimento Nacional Feminino
O Movimento Nacional Feminino, fundado em 28 de Abril (dia de aniversário de Oliveira Salazar) de 1961, era uma organização portuguesa de senhoras com o objectivo de apoiarem o regime, promovendo a caridade e as condições subjectivas e emocionais dos portugueses em tempo de guerra, especialmente junto dos soldados metropolitanos que lutavam em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Podia dizer-se que a sua liderança e cupulas eram constituídas por filhas e esposas de altos dignatários do regime, mas a verdade é que as suas acções depressa se popularizaram junto da maior parte das mulheres portuguesas.
E, de facto, o papel do MNF terá sido fundamental para manter o ânimo das tropas. É do MNF a iniciativa das 'Madrinhas de Guerra' - em que a rapariga aceitava trocar correspondência com um soldado durante a sua estadia no Ultramar, uma espécie de 'pen-friends'. É do MNF a iniciativa de serem gravadas em Portugal mensagens audio das familias dos soldados que eram emitidas para eles no rádio e mensagens deles a desejarem uma Natal cheio de 'propriedades' - foi nessas mensagens que se popularizou a frase "Adeus, até ao meu regresso!"-. É do MNF a criação dos aerogramas - uma especie de cartas especiais -. É do MNF a iniciativa de campanhas de angariação de fundos para cigarros e prendas de Natal. É do MNF a inicitiva da digressão de espectáculos e artistas em Angola, Moçambique e Guiné para os soldados.
O MNF foi fundado por Cecília Supico Pinto que foi sua presidente até ao fim, em 1974. Foi editado, em 2008, um livro sobre ela e feitas, nessa altura, várias reportagens sobre o tema e sobre a acção de várias mulheres ao serviço desta organização.

[1050.] Tria iura praecepta

Já houve tempo em que os sabia de cor...
É um daqueles ensinamentos para a vida, muito mais do que coisas que se aprenderam um dia, num banco de Faculdade... E que faz perceber tanta coisa, tanto do que somos e do que acreditamos!
TRIA IURA PRAECEPTA
(OS TRÊS PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO)
HONESTE VIVERE
VIVER HONESTAMENTE, NÃO ABUSAR DOS SEUS DIREITOS
ALTERUM NON LAEDERE
NÃO PREJUDICAR NINGUÉM
SUUM CUIQUE TRIBUERE
ATRIBUIR, RECONHECER, A CADA UM O QUE É SEU

quinta-feira, 27 de maio de 2010

[1049.] Hoje...

बुद्ध पुर्णिमा/বুদ্ধ পূর্ণিমা
(Dia Vesak)


«Também conhecido como o dia Wesak em algumas partes do mundo, Vesak Day é um dos maiores dias do ano no calendário budista e é comemorado pelos budistas de todo o mundo. O dia marca o nascimento, iluminação e morte de Buda e é um dia de grandes celebrações. É tradicional limpar a casa e decorá-la na preparação para as festas que começam de madrugada e continuam durante todo o dia com os serviços religiosos, reuniões de oração, sessões de meditação e procissões.
Vesak é o dia mais sagrado do budismo, uma temporada de especial significado para todos os budistas ao redor do mundo. A Lua Cheia de Vesak é o mais santo de todos os dias de lua cheia. Neste dia é comemorado o nascimento, a iluminação e a morte de Buda.» AQUI

Hoje, 27/28 de Maio ocorre a lua cheia do mês lunar Vesakha. Terá sido neste dia (na Lua Cheia de Vesakha) que terá nascido o príncipe Siddhartha, em Lumbini, em Kapilavastu (no Nepal moderno). Siddharta que mais tarde se tornaria Buda (ascendendo à árvore Bodhi), ascensão essa que terá ocorrido precisamente na Lua Cheia de Vesakha. Foi também na Lua Cheia de Vesakha que Buda morreu, em Kusinara.

[1051.] Hoje, dia do primeiro aniversário do FRONTAL

O FRONTAL faz hoje um ano.

O FRONTAL é o filho mais dilecto, é o mais trabalhoso, é o que mais cansa, mais esgota, mais me alegra, me faz feliz inteira e integralmente. A vontade de desistir ao longo deste primeiro ano foi recorrente. Senti-me perdido, desamparado, a atravessar um deserto que parecia uma utopia que parecia só fazer sentido na minha cabeça. Mesmo que não valha nada, valeu a perseverança e a capacidade de sonhar, de arriscar.

O FRONTAL começou por ser uma coisa minha, da minha cabeça. Hoje já não é. Felizmente. Numa hora de aniversário, e depois de ler as palavras tão afectuosas e simpáticas de penacovenses e mortaguenses sobre o FRONTAL, tinha de partilhar o que foram angústias (e ainda são) e o que são vitórias.

Procurando não me esquecer de ninguém, quero agradecer a todos os que acreditaram e a todos (a todas?) os que, mesmo não acreditando ajudaram incansavelmente.

Sem qualquer hierarquia:

Ao Padre Abílio Simões (o primeiro a acreditar na ideia), ao Bruno Peres (o maior apoiante), à minha mãe, à Mónica Sofia Lopes, ao Gabriel Lopes, ao Tiago Vicente, ao Nelson Saldanha, ao João Ricardo Paredes, ao Kiko Aleixo, ao Mauro Thomaz, à Lara Ramos, a Carlos Duarte, ao Nuno João, ao Fanau, ao padre Rodolfo Leite, ao Vitor, a Aires Mendes, a Pedro Viseu, a Luís Ferreira, a Tânia Cardeira, a Afonso Simões, a João Breda.

E ainda a César Carvalheira, João Peres, Afonso Abrantes, Fernando Onofre, João Pedro Fonseca, Mário Lobo, Mauricio Marques, Humberto Oliveira, Mauro Carpinteiro, Filipe Valente, Carlos Sousa, Eduardo Ferreira, António Catela.

A todos os nossos patrocinadores, especialmente à Caixa de Crédito da Bairrada e Aguieira, à Funerária Lobo e à Funerária Santacombadense.

A todos os nossos assinantes. A todos os que acreditaram.

E, claro está, à Inês.

[1048.] Iovis dies, no Dia do 87.º Aniversário do CNE

Desenho de
Pierre Joubert
(1910 - 2002)
Pierre Joubert é um dos mais conhecidos e populares desenhadores franceses de tema escutista. Nasceu em 1910 e tornou-se escuteiro aos quinze anos. Aos dezassete anos começa a trabalhar como desenhador em revistas escutistas e a partir de 1934 torna-se o desenhador oficial dos 'Scouts de France' - a associação de escuteiros católica francesa.
«Os seus desenhos contribuíram para a definição de um novo estilo de escuteiro, desde o uniforme até às actividades arrojadas e com muita aventura. Foi ele quem criou o desenho da insígnia oficial dos Scouts de France que apareceu em 1940», in "Carolas", boletim do Clube Português de Coleccionadores de Objectos Escutistas, Janeiro 2007.
Pierre Joubert faleceu em 13 de Janeiro de 2002, aos 91 anos de idade. Em Agosto de 1997 Pierre Joubert esteve em Ferreira do Zêzere no Acampamento Regional da Região de Coimbra. Nessa altura tive o privilégio de receber uma serigrafia de um dos seus mais conhecidos desenhos autografada pelo próprio.

Recordamos a obra de Pierre Joubert no dia em que o Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português - comemora o seu 87.º aniversário.

[1047.] Não percebo

Como é possível que:
- Em Março de 2010 a taxa de Desemprego em Portugal tenha sido de 10,5%
Ao mesmo tempo que no Jornal de Notícias de ontem se escrevia que:
- O Estado pagou 345 milhões de euros em horas extra no pessoal hospitalar (se pagou horas extra é porque há falta de pessoal)
e
- Que só na Área Metropolitana do Porto faltam 1500 polícias?


Eu não quero aumentar a taxa de desemprego, mas acho que:
- há deputados a mais na Assembleia da República - bastavam os tais 180 sendo para aí 150 eleitos por circulos uninominais e os restantes por circulos distritais -;
- e acho que as Câmaras Municipais têm vereadores a mais - se bastam as maiorias para distribuição completa de pelouros, então os outros é porque não fazem falta. A oposição transitava para a Assembleia Municipal, que passava a ter senhas de presença mais baixas e a reunir mensalmente.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

[1046.] Boa noticia: Miguel Sousa Tavares apadrinha Mata do Bussaco para Sete Maravilhas Naturais

O escritor e jornalista Miguel Sousa Tavares é o padrinho da candidatura da Mata Nacional do Bussaco às Sete Maravilhas Naturais de Portugal. A lista do padrinhos e madrinhas dos vinte e um finalistas foi anunciada ao inicio da noite de hoje, quinta-feira, 26 de Maio, em Lisboa.

Lista dos padrinhos das 21 canddatas às Sete Maravilhas Naturais de Portugal:

Mata Nacional do Bussaco - Miguel Sousa Tavares (escritor e jornalista); Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico - António Cabral; Portinho da Arrábida - Luis Buchinho (estilista); Praia do Porto Santo - Fátima Lopes (estilista); Pontal da Carrapateira - Dr. Francisco Pinto Balsemão (empresário e antigo primeiro-ministro); Ria Formosa - Prof. Francisco Nunes Correia; Portas de Ródão - Mestre Manuel Cargaleiro (pintor); Vale do Douro - Dr. Rui Moreira (empresário); Paisagem Cultural de Sintra - Joaquim de Almeida (actor); Algar do Carvão - Lúcia Moniz (cantora e atriz); Floresta Laurissilva - Joe Berardo (empresário); Vale Glaciar do Zêzere - Elisabete Jacinto (desportista); Parque Natural da Arrábida - Ana Sobrinho; Grutas de Mira de Aire - Eng. Vitor Barros; Lagoa das Sete Cidades - Medeiros Ferreira (deputado); Furna do Enxofre - Maestro Vitorino de Almeida (músico); Ponta de Sagres - Luis Represas (cantor e compositor); Arquípélago das Berlengas - Rui Veloso (cantor); Reserva Natural da Lagoa de Fogo - Prof. Galopim Carvalho (investigador); Parque Nacional da Peneda Gerês - Rosa Mota (antiga maratonista); Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina - Tim (cantor e compositor).

Analisando a lista, parece-me que a escolha de António Jorge Franco foi acertada e muito inteligente.

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Haverá, certamente, vários textos em que Miguel Sousa Tavares demonstra o seu gosto e apreciação pelo Bussaco. Eu não consigo citar muitos... Não deixo, no entanto, de achar simpático e sintomático desse Amor, que Luis Bernardo Valença, o protagonista do best-seller de Sousa Tavares, 'Equador', tenha escolhido o Bussaco para se despedir de Portugal continental e a ele tenha dedicado palavras tão ternas como estas:

«O último fim-de-semana em Portugal fez questão de o ir passar ao Palace, no Bussaco, um dos seus locais preferidos. "Quero levar o Bussaco nos olhos e na alma!" - declarou, em tom tão trágico, que o João Forjaz, o Filipe Martins e o Mateus Resende, os seus amigos mais próximos, se apressaram a dizer que iam também. Tinham planeado uma escapadela a Coimbra, para "uma farra das antigas", mas ninguém o arrancou da varanda do Palace, onde passou duas manhãs e uma tarde a olhar obsessivamente para a mata, perdido em considerações filosóficas do género "junte-se-lhe uma mulher e um bom livro e tudo o que um homem precisa para ser feliz está aqui!”. Em contrapartida e confirmando a sua tese, atirou-se ao menu do Palace com o apetite de um condenado, devorando tudo o que constava da lista e insistindo em terminar sempre com o leitão assado. Para grande deleite dos amigos, invocou a sua nova condição de rico sem destino que dar ao dinheiro e ofereceu as bebidas durante todo o fim-de-semana, indiferente aos preços que os melhores vinhos da célebre cave do Palace ostentavam. Comeu, bebeu e fumou como se disso dependesse a salvação da sua alma e acabou arrastado para o comboio em condições impróprias para um governador de nomeação régia.»

Inexplicavelmente a série da TVI adaptando o livro à televisão, não tem esta cena.

[1045.] Republica: Combates de Cidadania

A Câmara Municipal de Mortágua patrocinou a edição de uma publicação do Professor Joaquim Romero de Magalhães sobre Manuel Ferreira Martins e Abreu (15.12.1861 - 07.02.1944), com o sub-título «Os Combates do Cidadão».

Se Mortágua é terra mais republicana de Portugal, Manuel Ferreira Martins e Abreu é uma das personalidades que contribuiu para o epíteto.

Eu não conhecia a personalidade - e em verdade reconheço que ainda não li o livro completamente. Com o ensaio que dá título à publicação do professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, consegui apreender informações importantes acerca da Mortágua do final do século XIX, e acerca de um homem de génio, um homem de convicções, resistência e coragem que nos dias de hoje seria apelidado de 'chatinho'.

Depois de uma fase em que os debates políticos encerravam com duelos ao nascer-do-sol, passou-se para a política da paulada. Manuel Ferreira Martins e Abreu poderá ter sido um dos últimos resistentes de uma forma de estar na 'civitas' que não se coadnuaria com ouvir e calar, ou ter medo de 'chamar os bois pelos nomes'.

Está de parabéns o Professor Joaquim Romero de Magalhães por, entre grandes republicanos de Mortágua - ou da Beira Alta -, ter decidido investigar sobre o menos conhecido e ter ido além do óbvio - como seria Thomaz da Fonseca, Augusto Simões ou Lopes de Oliveira. Está de parabéns a Câmara de Mortágua por ter editado este livro, por ter organizado a exposição «Sentir a Terra: Mortágua Republicana», que ainda não visitei (e que tem este belíssimo cartaz).



Não posso deixar de salientar, nesta altura, a existência do blogue 'República em Mortágua' - em http://republicamortagua.blogspot.com/ - do Agrupamento de Escolas de Mortágua que é um extraordinário instrumento de pedagógico ao serviço de uma comemoração relevante do centenário da implantação da República em Portugal.

Com estas iniciativas, e com outras que certamente terão lugar, não se perdeu, em Mortágua, optima oportunidade de celebrar a República e da pensar convenientemente, aceitando-a como um legado do passado - até da história local, como se reconhecerá -, mas, acima de tudo, assumindo-a como um testemunho para o futuro!

[1043.] Mercurii dies

Fazer o caminho, caminhando
A propósito do primeiro aniversário do jornal FRONTAL

O jornal FRONTAL – edição da empresa JM, Jornal da Mealhada, Lda para os concelhos de Mortágua e de Penacova – celebra amanhã o seu primeiro aniversário. Com a mesma redacção e a mesma filosofia de informação ao serviço do público, o novo jornal é um prolongamento de 25 anos de notoriedade e de credibilidade do Jornal da Mealhada. O caminho era arriscado, árduo para ser trilhado em tempos tão conturbados, mas com muito empenho e respeito pelos leitores conseguiu trilhar-se e afirmar-se perante novas realidades e novos mercados. Um ano depois de a JM, Jornal da Mealhada, Lda ter encetado esse caminho é tempo de avaliar tudo o que foi feito até aqui.
O mercado da comunicação social será, certamente, dos que mais sofre com períodos difíceis de retracção económica. Em primeiro lugar porque está muito dependente da pujança económica e da vitalidade da economia da região onde está instalado. Se as empresas estão a atravessar períodos difíceis – incompreensivelmente? – vão diminuir investimento em publicidade. Por outro lado, no rol de prioridades do investimento das famílias surgirão maiores argumentos do que a assinatura de um jornal.
A verdade é, apesar disso, ao longo dos últimos vinte meses o número de assinantes do Jornal da Mealhada e o volume de venda do jornal em banca tem aumentado, o que parece justificar-se pela relação de proximidade, pelo sentimento de pertença, pela valorização da notoriedade e da credibilidade que os leitores têm para com o título. Houve muitos que nos preferiram e o Jornal da Mealhada continua a ser o mais lido no concelho da Mealhada e na comunidade mealhadense imigrada e emigrante. A conjuntura económica e circunstâncias locais não permitiram que a facturação em publicidade acompanhasse a subida do número de leitores, mas acreditamos ser facto meramente conjuntural.
Teria sido mais fácil ter transformado o Jornal da Mealhada num semanário com maior amplitude geográfica e procurar novos mercados na Bairrada e, eventualmente, nos concelhos de Mortágua e de Penacova. Essa solução, para além de desvirtuar uma instituição com vinte e cinco anos – somos um jornal assumidamente regionalista e ‘defensor dos interesses do concelho da Mealhada’ –, traria benefícios apenas a curto-prazo, uma vez que a adesão das pessoas de um outro concelho a um jornal com o nome de um município vizinho não passará do limiar de uma curiosidade inicial – mesmo que nesses concelhos não haja uma oferta de qualidade significativa.
Foi por estas razões que arriscámos criar um título completamente novo, o FRONTAL. Porque quisemos que a nossa estratégia de expansão fosse feita com bases sólidas e de futuro, sem quaisquer limitações a médio ou a longo prazo. E a verdade é que o tempo tem-nos dado razão. A adesão dos mortaguenses e dos penacovenses ao FRONTAL foi extraordinária e mesmo em período de sérias dificuldades o título tem-se afirmado e crescido como nem as melhores previsões fariam esperar. Se para os mealhadenses o Jornal da Mealhada é o seu jornal, para muitos penacovenses e mortaguenses o FRONTAL já parte do património da sua terra.
O nosso trabalho – e naturalmente a promoção de uma forma de estar no jornalismo, com sentido cívico e regionalista – duplicou nos últimos doze meses e o número dos leitores que a ele aderiu duplicou também. Procuraremos prosseguir neste caminho, de respeito pelo nosso leitor – pela sua inteligência, pelo seu dinheiro, pelas suas preocupações e opiniões –, sem nos perdermos em resultados imediatos que mais não são do que ilusões momentâneas, e sem nos arrogarmos do papel de evangelizadores de coisa nenhuma. O futuro passa por uma nova realidade administrativa regional – os agrupamentos de centros de saúde, ou a comunidade de municípios (que juntaram a Mealhada a Mortágua e a Penacova, em detrimento de outros municípios, até da Bairrada) mostram que fizemos a escolha certa, que soubemos ver mais longe.
Em época de aniversário, em tempo de alegria, não podemos deixar de exultar o grande esforço de todos os redactores do Jornal da Mealhada, que multiplicaram o seu trabalho de forma absolutamente espectacular, mostrando que as boas equipas não são feitas de outra coisa senão de empenho, de dedicação e de amor ao que se faz. Aos sócios da JM que nos apoiaram, à administração da empresa, aos nossos fornecedores e aos nossos leitores – a todos eles – fica o nosso obrigado pela preferência!

Editorial do Jornal da Mealhada de 26 de Maio de 2010

[1044.] Hoje

É Dia Nacional do Bombeiro

terça-feira, 25 de maio de 2010

[1042.] Hoje é o...

Dia Europeu dos Vizinhos
(Assinala-se na última terça-feira de Maio de cada ano)
O Dia é comemorado em toda a Europa com a 'Festa dos Vizinhos'!

«Atanase Périfan e um grupo de amigos, em 1990, criaram a associação "Amigos de Paris" (Paris d'amis) no 17.º bairro da cidade francesa, de forma a aproximar e mobilizar as pessoas contra o isolamento. Em 1999, a associação lança a festa dos vizinhos no 17.º bairro de Paris, mobilizando 800 vizinhos». A ideia vai-se espalhando e a festa, um pouco por toda a Europa, e em 2004, participam nela, à escala local, 3,4 milhões de europeus, de sete países diferentes. É nesse ano que é criado o 'Dia Europeu dos Vizinhos'.
Em Portugal, as primeiras 'Festas dos Vizinhos' começaram a realizar-se em 2005. No concelho da Mealhada, pelos dados que tenho, a primeira festa dos vizinhos realizou-se na Pampilhosa, na Rua dos Bombeiros Voluntários, em 2007. No ano passado já se alargou a outras ruas da freguesia. Tenho conhecimento de que houve movimentações para a realização de festas noutras localidades, mas não sei se acontecerão.
Se sim, mandem informação para geral@jornaldamealhada.com, por favor!
Para mais informações, consultar o site http://www.vizinhos.eu/

[1041.] Marti dies... em mirandês



Fraile Cornudo,
pelo grupo Galandum Galundaina
no DVD ao vivo gravado no Teatro Municipal de Bragança.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

[1040.] Lunae dies... em Lahore, no Paquistão

Nas ruas contra o Facebook
Foto@EPA/Rahat Dar

«Estudantes paquistanesas protestam, na cidade de Lahore, contra a rede social 'online' do Facebook. Ontem, um tribunal paquistanês decidiu bloquear temporariamente o acesso à rede, depois de uma competição de caricaturas do Profeta Maomé ter sido promovida via Facebook. », in Sapo.pt

[1039.] Governar (com compromisso) é possível?

David Cameron e Nick Clegg

apresentaram o
Programa da Coligação para o Governo de Sua Majestade Britânica


O Governo tem 23 ministros
(o que é completamente contra-a-corrente na Europa Continental)
E apenas 4 mulheres

E termos de variedade étnica - tão cara a Sarkozy - não vislumbro outra execepção ao arianismo para além da Baronesa Warsi, ministra de Estado sem pasta.
A abertura do Parlamento, com o discurso da Rainha,
e umas quantas tradições fantásticas,
terá lugar amanhã de manhã!

[1037.] É número importante

[1038.] Orgulho em ser português II



Write the Future
Publicidade da NIKE para o Mundial 2010

[1036.] Orgulho em ser português I

PORTUGAL, UMA PRAÇA PARA O MUNDO from Anze Persin on Vimeo.


Video sobre Portugal, produzido para o nosso pavilhão na

Exposição Universal de Xangai 2010