quinta-feira, 25 de novembro de 2010
[1232.] Hoje
[1231.] Hoje
[1230.] Iovis dies... A Cultura No Dizer Obrigado!
Hoje, por ser a quarta quinta-feira de Novembro é feriado dos Estados Unidos da América. É Dia de Acção de Graças! Dia de Agradecer! Bonita ideia, não?
O primeiro ano foi doloroso e difícil para aquelas famílias. O frio e as feras eram factores adversos. Não desanimaram. Todos tinham fé em Deus e nas suas promessas. Cortaram árvores, fizeram cabanas de madeira, e semearam o solo, confiantes. Os índios, conhecedores do lugar, ensinaram a melhorar a produção. E Deus os abençoou. No outono de 1621, tiveram uma colheita tão abençoada quanto abundante. Emocionados e sinceramente agradecidos, reuniram os melhores frutos, e convidaram os índios, para juntos celebrarem uma grande festa de louvor e gratidão a Deus. Nascia o "Thanksgiving Day", celebrado até hoje nos Estados Unidos, na quarta quinta-feira de novembro, data estabelecida pelo Presidente Franklin D. Roosevelt, em 1939, e aprovada pelo Congresso em 1941.»
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
[1229.] Estou (solidário com quem está) em Greve!

Quem me conhece sabe a forma como sou contestatário em relação ao sindicalismo em Portugal. O conhecimento que tenho sobre as realidades sindicais de outros países - como a Grâ-Bretanha, por exemplo - faz-me abominar a forma como, em Portugal, os sindicatos estão organizados, são geridos, são eleitos e as formas de representação/relação com os trabalhadores.
No entanto, hoje, sou obrigado a tirar o chapéu à CGTP e à UGT pelo facto de terem sido as únicas forças políticas portuguesas a organizar um movimento global de contestação ao Governo. Saúdo o facto de terem, vinte e oito anos depois, se terem unido novamente. Saúdo o facto de terem convocado uma Greve Geral. Saúdo o facto de a terem marcado a uma quarta-feira (e não para uma sexta ou para uma segunda, como tantas vezes caem na tentação de fazer!).
Infelizmente, uma vez que sou sócio-gerente da empresa onde trabalho, não posso fazer Greve. Mas sou solidário com quem faz Greve no dia de hoje! Pelo mesmo facto, apesar de fazer todas as deduções para a Segurança Social, não tenho possibilidade de acesso ao Subsidio de Desemprego - porque, em Portugal, todas as pessoas que procuram criar e fomentar o seu próprio emprego são corruptos e ladrões.
Estou solidário com todos os que contestam o aumento de impostos sobre o consumo. Estou solidário com todos os que contestam a redução de salários da função pública. Estou solidário com todos os que contestam medidas cegas de austeridade.
Acima de tudo, estou enojado com um país em que "A Assembleia da República aprovou o corte de salários para a Função Pública, que vai incluir um regime de excepção as empresas públicas e as com capitais maioritariamente públicos (como a Caixa Geral de Depósitos)".
Estou, portanto, solidário com todos os que PODENDO fazer Greve a estão a fazer, certamente com prejuízo económico!
[1228.] Mercurii dies
A cidade de Lisboa acolheu, na passada semana, mais um grande encontro internacional que ficará, certamente, para a história contemporânea. Desta vez, a capital de Portugal recebeu a cimeira bienal dos representantes dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte – a que os portugueses preferem chamar NATO e não OTAN.

A NATO é uma aliança político-militar, criada em 1949, por forma a organizar as forças não-socialistas e anti-soviéticas no contexto da Guerra Fria. Em 1955 seria o próprio bloco soviético a criar a sua própria aliança estratégia e militar, o Pacto de Varsóvia. A NATO e os países do Pacto de Varsóvia acabaram por ser uma forma de dar volume aos dois corpos oponentes na Guerra Fria, que tinham os Estados Unidos da América e a União Soviética como cérebro e braços.
Estes dois blocos foram contemporâneos, durante várias décadas, da Organização das Nações Unidas (ONU), uma instituição promotora do desenvolvimento e da Paz mundial criada em 1945, desde o final da Segunda Guerra Mundial. Pode perguntar-se, porque razão coexistiram NATO e ONU? A ONU, quando foi criada, em 1945, constitui-se como pódio dos vencedores da Grande Guerra e na mesa do Conselho de Segurança tomaram parte os cinco vencedores, com o estatuto de membros permanentes: Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França, mas também a União Soviética e a República Popular da China. Ou seja, na ONU, os dois blocos oponentes (comunista e anti-comunista) tinham de sentar-se à mesma mesa. Talvez por isso o clima de tensão que se criou e que durou de 1945 a 1991, tenha sido sempre morno e nunca tenha passado de uma Guerra Fria.
Com a queda do Muro de Berlim, em Novembro de 1989, e com o desmantelamento da União Soviética, em Dezembro de 1991, a NATO perdeu o seu inimigo vital. Sem o bloco soviético, a NATO deixou de ter razão de existir. Mas a máquina era grande demais e o seu fim acabaria por poder ser tão dramático como foi o do seu oponente. A NATO entendeu, então, tornar-se uma espécie de polícia da Europa, e procurar “chamar” para o “lado bom da Força”, as antigas repúblicas soviéticas – o que desagradou profundamente aos russos.
Em 28 de Fevereiro de 1994, a NATO entra, pela primeira vez na sua história, em guerra, no conflito na Bósnia-Herzegovina, ao abrigo do que chamou “ingerência humanitária” – e que na altura foi severamente criticada. Em 1997, a NATO cria um conselho de parceria estratégia com um conjunto de antigos países soviéticos e, alguns deles, a Hungria, a República Checa e a Polónia, todos em 1999, chegam mesmo a entrar para a organização.
Todas estas movimentações, que, na prática, justificaram a injustificada existência da NATO neste período, não poderão deixar de ser entendidas como uma prolongada missão de humilhação e afrontamento da Rússia. O alargamento a leste em 2004 e em 2009, com nove adesões de antigas repúblicas socialistas e a discussão da instalação de um escudo antimíssil nessa região, intensificou um clima de hostilidade a que as personalidades de George W. Bush e Vladimir Putin não terão sido alheias.
Mas em 2001, com o ataque aos Estados Unidos e às Torres Gémeas, a NATO ganha uma nova razão para existir. A aliança ocidental estava de novo em perigo e houve a necessidade de contra-atacar o ‘agressor’. Em Outubro de 2001, à revelia da ONU, mas com o apoio da NATO, os Estados Unidos da América invadem o Afeganistão para derrubar o regime talibã que fomentava o apoio terrorista anti-ocidental. Uma nova liderança americana, de Barack Obama, mostrou-se peremptória relativamente à urgência da retirada das tropas americanas do Iraque. A retirada do Afeganistão não pode ser feita para já e a luta contra os terroristas anti-ocidentais ainda não está terminada.
A NATO passou, então, a justificar-se não pela ameaça comunista, não (apenas) pela humilhação e afrontamento à Rússia, mas pela ameaça terrorista radical anti-ocidental.

É nesta fase que os representantes da NATO se reuniram em Lisboa. Uma reunião que tinha em cima da mesa a aprovação de um novo conceito estratégico da aliança, a decisão sobre a retirada do Afeganistão e o estreitar de relações com a Rússia. Dizem os especialistas que a reunião foi um sucesso e que todos os objectivos foram largamente alcançados.
Relativamente ao novo conceito estratégico da NATO, os aliados actualizaram um documento que, aprovado em Washington em 1999, estava completamente desajustado face aos acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 e da intervenção no Afeganistão. Em Lisboa, a NATO refundou-se não como força anti-comunista, mas como a aliança ocidental que se protege da ameaça radical anti-ocidental – os inimigos ficaram por identificar claramente a pedido da Turquia que não quer hostilizar o Irão. Sobre a retirada do Afeganistão, a decisão foi de a mesma estar completa em 2014.
Foi o encontro com Medvedev, presidente russo, que acabaria por tornar histórica esta cimeira de Lisboa. O inimigo vital – que até uma semana antes repudiava ferozmente a estratégia antimíssil da NATO – apareceu em Lisboa, pronto a enterrar o machado da guerra, e a declarar, até, a hipótese de a própria Rússia poder vir a aderir à NATO.
Em Lisboa, a NATO de 1949 e de 1999 foi completamente sepultada. Nasceu uma nova NATO: “Viemos a Lisboa com uma tarefa chave, que era revitalizar a nossa Aliança para estar ao nível dos desafios dos nossos tempos. Foi isso que fizemos”, declarou Barack Obama, no final da reunião.
Depois da Estratégia de Lisboa para o Emprego, da União Europeia, e do Tratado de Lisboa da União Europeia, o Conceito Estratégico de Lisboa da NATO é mais uma marca importante para o prestígio de Portugal no âmbito das relações internacionais. Portugal tem, sem dúvida, uma vocação especial para as relações diplomáticas e para o ‘concerto das Nações’.
Há coisas em que somos realmente bons. E a arte da Diplomacia é, de facto, uma dessas coisas. Note-se que até os manifestantes anti-NATO e anti-globalização, que normalmente deixam um rasto de destruição, desta vez se portaram decentemente.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
[1226.] Hoje
A morte é a curva da estrada.
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
[1225.] Hoje
Hoje é o DIA NACIONAL DOLÍBANO
Em 22 de Novembro de 1943 o Líbano torna-se independente da França, que ocupava o país desde o final da Primeira Grande Guerra - com a desagregação do Império Otomano.
domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
[1223.] Saturni dies
Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.
Miguel Torga, in 'Diário X'
Realizou-se ontem e hoje mais uma 'Cimeira de Lisboa'. Mais uma vez, Lisboa e Portugal ficam na história da Diplomacia como uma marca importante no que poderia chamar-se 'Comunhão das Nações'.
Como outrora na União Europeia, a capital de Portugal, agora na NATO, torna-se a cidade capital de decisões tão importantes como a aprovação de um novo conceito estratégico da organização, como a decisão sobre a data para o final da retirada das tropas aliadas estrangeiras do Afeganistão, como uma nova etapa nas relações entre a NATO e o inimigo vital, a Rússia - que já põe a hipotese de ela própria aderir à NATO.
«Um período difícil de tensão está passado», proclamou o Presidente russo, Dmitri Medvedev.
Barack Obama, salientou: «Viemos a Lisboa com uma tarefa chave, que era revitalizar a nossa Aliança para estar ao nível dos desafios dos nossos tempos. Foi isso que fizemos».
Uma vez mais, Lisboa mostrou-se como a capital do consenso, o Porto de Abrigo do Mundo. Esta é, de facto, a nossa missão no mundo, a nossa forma de fazer diferente. Lisboa é a capital da Concórdia, renovada numa cimeira onde até os tipo anti-NATO se portaram decentemente!
Estou orgulhoso de ser português!
[ADENDA]
Oiço na SIC expressões como "Lisboa, Capital do Império!" e "Enterrado o machado da Guerra Fria". Gosto!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
[1224.] Veneris dies
[1222.] Hoje
[1220.] Ano de 2011
"Celebrating forests for people"
Declarado pela Comissão Europeia
Mais informações AQUI
[1219.] Regresso aos clássicos
Já aqui o referi uma vez, a propósito de Mário Soares: A idade dá às pessoas uma visão quase profética do mundo, baseada não apenas no que viveram, perspectiva, mas no que vamos viver colectivamente, prospectiva.
É interessante.
A entrevista que José Mattoso deu ao PÚBLICO - AQUI -, a 25 de Outubro, que li na altura e que hoje reli, mostra isso mesmo: Um profeta. Não mostra um génio, mostra um profeta. Não porque faça qualquer vaticinio, mas porque simplesmente parece ver mais além.
Ao mesmo tempo tenho andado a ler Agostinho da Silva sobre a Idade do Espírito Santo. Tenho conciliado essa leitura com algumas das suas entrevistas à RTP - nomeadamente a Baptista Bastos - e que agora estão no Youtube. Esta temática da Idade do Espirito Santo é muito interessante, chega a ser, também ela estimulante.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
[1221.] Hoje
[1218.] Iovis dies
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
[1217.] Mercurii dies
A Comissão Europeia declarou o ano de 2011 como Ano Europeu do Voluntariado. As actividades decorrentes desta iniciativa estarão subordinadas ao lema: “Voluntário, Faz a Diferença!”.Estima a União Europeia que sejam mais de cem milhões os cidadãos europeus que estão envolvidos, de forma voluntária – livremente e sem qualquer espécie de remuneração ou contrapartida económica – em acções de solidariedade e de promoção do bem-comum. Cem milhões de europeus são vinte por cento da população residente no Velho Continente. Dito de outra forma: Em média, um em cada cinco europeus está envolvido em acções de voluntariado de forma organizada e constante. E mais: Oitenta por cento dos europeus – assim revela um estudo do Eurobarómetro – consideram o voluntariado como parte importante da característica democrática das sociedades europeias. Trata-se de um enorme exército de boa-vontade e altruísmo que urge valorizar, compreender e estimular.
A definição do que é um voluntário não é unânime na heterogeneidade da cultura europeia. Comummente considera-se que há voluntariado “sempre que as pessoas se envolvem em actividades de entreajuda, de apoio àqueles que necessitam, na protecção do ambiente, em campanhas de direitos humanos, ou em acções que visam contribuir para que todos usufruam de um nível de vida decente”. “A sociedade como um todo, assim como os voluntários de um ponto de vista individual, saem beneficiados e a coesão social é significativamente fortalecida”, considera a União Europeia no texto que sustenta a opção pela declaração de 2011 – Ano Europeu do Voluntariado.
Não se conhecem, completamente, os números do Voluntariado em Portugal. Mas conhecemos – em acções como as campanhas semestrais do Banco Alimentar Contra a Fome ou como a campanha Limpar Portugal – que é crescente e cada vez mais qualificado o sentido de acção voluntária dos portugueses. Em Agosto de 2010 foi criada em Portugal a Confederação Portuguesa do Voluntariado que congrega já instituições como a Caritas Portuguesa, o Corpo Nacional de Escutas, a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a Federação das Associações de Dadores de Sangue, a União das Misericórdias Portuguesas ou a Confederação Nacional das Associações de Pais, entre muitas outras.
A primeira iniciativa desta Confederação – que será também, e por antecipação a primeira do Ano Europeu do Voluntariado – é a realização do Congresso Português do Voluntariado, que se realiza a 4 e 5 de Dezembro, em Lisboa, subordinado ao tema: “Voluntariado: Força de Mudança!”. O congresso procurará debater questões tão práticas como o recrutamento, fidelização e compromisso, qualificação, visão ética e enquadramento jurídico do cidadão voluntário, bem como o marketing, o mecenato e o reconhecimento social da acção voluntária.
Também no concelho da Mealhada há considerável número de pessoas que se prestam ou já se prestaram à acção voluntária. São mesmo significativas as instituições que se dedicam à promoção cívica da comunidade através do voluntariado. Será de todo descabido perguntar – e aproveitando para lançar o desafio –: Porque não se associam neste Ano Europeu do Voluntariado para congregar esforços, estabelecer laços, debater problemáticas e, acima de tudo, Dar Testemunho?
Fica o desafio lançado! A oportunidade é de ouro!
Editorial do Jornal da Mealhada de 17 de Novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
[1216.] Marti dies
Ruppert and the Frog Song - 'We all stand together'
Paul MacCartney
Uma das músicas da minha infância. Sem dúvida um tema da minha 'playlist'!
domingo, 14 de novembro de 2010
[1215.] Solis dies
Hoje foi um dia dificil. Não interessa porquê. Mas hoje foi um dia dificil. Foi um daqueles dias em que me pergunto porque razão me gasto tanto no que deviam ser os meus hobbies, as minhas distracções, o que muitos chamariam lazer.
Tenho prazer no meu trabalho. Tenho prazer nos meus hobbies. Mas os meus hobbies causam-me cansaço. Trazem-me uma frustração que o trabalho nunca me trouxe. Fico triste, destroçado com o sabor da adrenalina da boca quando venho de um dia dificil como o de hoje. Fiz o que me competia. Mas terá sido no sítio certo? Procurei não cometer os erros do passado. Mas terá valido a pena? Terei construído alguma coisa?
Sinto-me esmagado por este esforço constante de ter de ser coerente.
Deito-me exausto. Deito-me lixado porque é domingo e precisava de descansar do meu domingo.
Sinto-me tranquilo. Pelo menos isso. O meu exame de consciência absolve-me. Mas terei conseguido fugir às armadilhas que eu proprio me coloco? Sinto que "Vivi comunhão", e que "Estou em comunhão". E, alías, é por estar em Comunhão - de corpo e alma - que disse o que disse e fiz o que fiz. Porque a Comunhão não é a negligência, o desleixo, o desinteresse, a insipidez. A Comunhão é a entrega, é o interesse, é a dedicação e o empenho. É "ser com". Mas é "ser mesmo com". Não é declarar que se "é com" sem "estar mesmo com".
Porque não procurei destruir, nem procurei rebaixar. Procurei ser com a vontade de saber, querer e agir que exijo aos outros e a que me sujeito que me seja exigido.
Eu amo o próximo. Porque procuro encontrar no próximo a minha própria felicidade. Não odeio ninguém. Mas há coisas que desprezo completamente. E com o que desprezo não tenho qualquer espécie de comunhão: Não existe para mim.
Se faço mal, ou se fiz mal, se magoo ou se magoei repetidamente, foi sem intenção. Nunca matei, apesar de em muitos momentos não me faltar a vontade de matar quem já me matou. Mas magoar, fazer mal, matar é agir sobre. E eu não ajo sobre nada do que abomino. Vivo uma fase da minha vida em que me sinto superior a isso. Logo, tudo o que merece a minha acção, a minha intervenção mereceu o meu amor. Todo este meu cansaço é por amor. Um amor divino, um amor de caridade concreta, um amor a um modelo de vida, um amor a um estilo de ser pessoa, um amor aos outros.
Hoje, pela voz de Lucas, se mostrava que as dificuldades são a "ocasião de dar testemunho" e que é pela perseverança que se salvam as almas!
Mas já é só o teu sorriso que me faz adormecer. Porque "um sorriso basta para mudar o mundo", e o meu mundo só existe por causa do teu Amor.
sábado, 13 de novembro de 2010
[1214.] Saturni dies
Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
[1213.] Veneris dies
Suu Kyi é filha de um heroi da independência birmanesa e foi a vencedora das últimas eleições livres da Birmânia, em 1990. Nunca chegou a tomar posse porque foi presa.
Suu Kyi é hoje libertada. Vejamos por quanto tempo!
A música "Walk On", dos U2, do ano 2000, foi feita em sua homenagem. Damien Rice e Lisa Hannigan escreveram a canção "Unplayed Piano"em sua honra e tocaram-na ao vivo no "Nobel Peace Prize Concert" em Oslo, Noruega.









