domingo, 23 de dezembro de 2012

[1550.] Votos de feliz Natal

NATAL FELIZ

O Natal é um tempo de Alegria, de Esperança e de Vitória. Em tempos obscuros, a Luz da Vitória tem especial intensidade, saibamos aproveitá-la, saibamos absorver todo o seu calor e humanidade e convertê-la em energia positiva, renovadora e transformadora para mais um ano, que se antevê frio e cinzento.
Desejamos, eu e a minha familia, um Feliz Natal a todos os amigos, solidarizando-nos, também, com todos os que, disso impossibilitados, resistem neste tempo que devia ser de festa.

Natal feliz!

[1608.] YPSILÓN_12



YPSILÓN #12
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

[1548.] Dia vencido - 20 de dezembro de 2012

Fomos a votos e estamos eleitos. Apesar de apresentar-se a sufrágio apenas uma lista, a adesão dos sócios foi simpática - superior à de situações análogas - e sentimo-nos mandatados e legitimados para um mandato que se exige de esforço, empenho, dificuldades, no fundo, e em síntese, de Serviço.
Tomaremos posse no dia 10 de janeiro de 2013, e alguns dias depois, ainda no mês de janeiro, pretendemos levar aos sócios uma proposta de plano de actividades e orçamento para o ano de 2013.

O caminho ainda mal começou e sentimo-nos cheios de vontade para um desafio que quase todos dizem ser dificil e penoso. Não há medo, apenas vontade, disponibilidade e muita Esperança.

Esperamos estar à altura.
Obrigado aos que acreditam e aos que confiaram.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[1544.] O desafio de Servir os que Servem

Amanhã, 20 de dezembro, entre as 18h e as 22 horas, realizam-se as eleições para os corpos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. Encabeço a unica lista candidata à direção da associação, para o triénio 2013/2015.

Confirmada a intenção de não recandidatura do actual presidente da direção, o senhor Abílio Semedo - que ocupa o cargo desde 2007 -, recebi da parte de alguns consócios e amigos a sugestão para me candidatar, em forma de desafio. Trata-se de uma responsabilidade de grande exigência e disponibilidade - ou não fosse esta a maior associação do concelho da Mealhada, responsável pela gestão e apoio a um prestigiado corpo de bombeiros com 85 anos de existência. Ainda antes de dar uma resposta, procurei constituir uma equipa que me acompanhasse. A tarefa de constituição da equipa correu muitissimo bem, provando a grande vontade em servir da parte das pessoas que convidei e isso deu-me um alento ainda maior para, a partir desse momento, liderar uma equipa.

Há, naturalmente, muito a fazer, até porque se trata de uma área social e comunitária (o apoio na Saúde e na Protecção Civil) que carece de muito investimento - o que não se revela facilitado nos dias de hoje - e que tem sofrido avanços e recuos (nomeadamente legislativos), que ainda não lhe dão uma completa estabilidade. Faremos o melhor que pudermos, certamente com o apoio dos sócios, dos bombeiros, dos anteriores diretores e de toda a comunidade que desde sempre tem acarinhado esta associação e o seu corpo de bombeiros.



Preocupar-nos-emos, em primeiro lugar, em dar ao corpo de bombeiros todas as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível. Tal como eles, somos voluntários, que se oferecem para Servir os que Servem, para estar na retaguarda, garantindo que nada lhes faltará que ponha em risco o cumprimento da sua missão. Para isso teremos de trabalhar na angariação de fundos de financiamento, teremos de ir ao encontro das suas aspirações, teremos de servir de intermediário entre uma comunidade que precisa dos bombeiros, e que por isso precisa de conhecer o seu trabalho, as suas necessidades e os seus méritos.
A equipa da direção é constituída, ainda, por Nuno Semedo, que é candidato a vice-presidente, por Paulo Júlio Costa, Carlos Castela, Manuel Andrade Vicente, Filipe Rosmaninho Costa, Nuno Timóteo, Filipe Cruz e Frederico Marques Santos. Trata-se de uma equipa jovem e que conta com algumas pessoas que integram já uma segunda geração de mealhadenses servidores nos órgãos sociais da direção da AHBVM.Esta é a única lista candidata à direção. Nuno Silva Salgado recandidata-se a presidente da mesa da assembleia-geral - acompanhado por João Pega, Manuel Teixeira e João Peres. Bruno Peres recandidata-se ao Conselho Fiscal, acomapanhado por Manuel Filipe e Delfim Pereira. Abílio Semedo, ainda presidente da direção, integra a lista candidata ao Conselho Fiscal.


A todos os sócios dos Bombeiros lançamos o apelo para que não deixem de participar na votação, apesar de ser uma lista única. O apoio de todos será, com certeza, um alento importante para os bombeiros, acima de tudo, do interesse que a sua ação tem na comunidade.





AMANHÃ, CONTAMOS CONSIGO.

domingo, 16 de dezembro de 2012

[1607.] YPSILÓN_11



YPSILÓN #11
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

[1549.] O fio dos dias

'O fio dos dias' completou seis anos no passado dia 2 de novembro de 2012. Ao longo destes dois anos teve quatro tipos diferentes de aparência e disposição e 12 layouts. Uns duraram mais do que outros, mas aqui estão todos, para memória futura.

Numa primeira fase, procurámos a ideia da árvore (e não a floresta) perdida e solitária na paisagem. Um elogio à individualidade da opinião, simbolizada na árvore fixa ao chão de um território.
 






Depois, procurámos evidenciar 'O fio dos dias', mais como uma página pessoal do que como um mero blogue. Foi nessa altura incluída a página 'biografia' - essencialmente para colocação de um currículo acessível em caso de necessidade - e linkagem a outros blogues - como o Eternas Efemérides (ainda sem postagens) e o Lobo Irmão (exclusivo da temática escutista). Como página pessoal procurámos colocar em destaque a pessoa do autor, e o moto: "Saber, Querer e Agir", três verbos de que gostamos muito, em detrimento do "Nada nos é indiferente" da primeira fase. 



  

Mais recentemente, já em 2012, tirámos a carantonha do autor do layout e procurámos regressar ao tom mais blogueiro e menos página pessoal. Manteve-se o nome do autor no layout. A primeira experiência não gostou muito bem, os amigos acharam o olhar do fauno demasiado diabólico. A segunda esteve apenas poucos dias, também muito criticado pelos fans do blogue. O terceiro, apesar das criticas da corda - que, dizem, parece ser do enforcado - ainda tem perdurado...


 

É possível que nas semanas voltemos às mudanças... Para onde? Não se sabe... Regressar às àrvores sioladas? É uma hipótese.

Agradeço sugestões.

domingo, 9 de dezembro de 2012

[1547.] Dia vencido - 9 de dezembro de 2012

Hoje houve Conselho Regional de Coimbra do CNE. Depois de todas as tentativas- adiamentos sine die, silêncios, anuncios de pseudo-movimentos de fundo de contestação - para impedir que em agosto próximo tivesse lugar o Acampamento Regional, a verdade é que os conselheiros presentes disseram mesmo que queriam o acampamento. Uma vez mais, reinou o "nim" da parte de quem quer estar bem com Deus e com o diabo e transferir para os outros o ónus de uma decisão. É a chamada Alta Política de quem mais depressa aponta uma falha nos outros do que em si...

Saí da reunião com uma alegria:
Nem mesmo um "fraco rei faz fraca a forte gente!", que me perdoe o Camões...


[1537.] Hoje... 9 de dezembro

Há precisamente 620 anos, em 1392, nasceu Pedro, filho de D.João I, o primeiro Duque de Coimbra.
Foi um dos mais brilhantes governantes de Portugal - como regente na menoridade do seu sobrinho D.Afonso V. O ideal do Político brilhante e extraordinário. A falta que nos fazem os testemunhos de homens como este.

sábado, 8 de dezembro de 2012

[1546.] Dia vencido - 8 de dezembro de 2012


O amor e os laços II

 O olhar de um bebé, mesmo que vago e espantado, com a nossa consciência de que não está a ver, realmente nada, parece sintetizar toda a Esperança no mundo. É quase mágico.






[1606.] YPSILÓN_10



YPSILÓN #10
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

[1545.] Dia vencido - 7 de dezembro de 2012

 O amor e os laços I



Socorri-me da primeira carta Enciclica de Bento XVI - Deus é Amor - para encontrar uma definição simples e precisa das diferenças de Amor, ou dos diferentes "amores" que aos homens o sentimento permite. Tinha ideia de lá ter essa definição. Não me satisfez... Socorri-me da Wikipédia... mas também ficou aquém do pretendido...

Que nome se dá a um laço completo e riquissimo, ao amor, que sentimos por uma criança que não sendo nossa filha nos parece que, mesmo assim, estabelece connosco, na primeira troca de olhares, uma ligação perpétua?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

[1543.] Dia vencido - 6 de dezembro de 2012

Ter um blogue...

Um professor universitário, há uns dias, sugeria aos novos estudantes de jornalismo e comunicação social de uma escola superior de Coimbra (das muitas com estes cursos), que os alunos expressassem a sua opinião, mantivessem blogues actualizados onde pudessem, amplamente, divulgar os seus estados de alma.
O professor terá razão, certamente, no sentido da importância de os alunos conseguirem demonstrar, clara e inequivvocamente, que sabem escrever correctamente, que conseguem apresentar um raciocicio coerente e eficaz aos olhos do receptor de uma determinada mensagem. Não tenho a mesma certeza da razão do professor relativamente à questão da opinião amplamente divulgada...

Parece-me importante que o jornalista tenha uma visão do mundo, tenha cultura geral suficiente para ser versátil e eficaz no tratamento de mensagens que podem, num mesmo dia, ir da astronomia, à política, passando pela religião ou pela medicina ou futebol... Mas daí a apresentar a sua opinião não como transmissor, mas como emissor de ideias pessoais parece-me arriscado. Ao jornalista exige-se que seja imparcial, que consiga transmitir uma informação sem se perceber, claramente, se discorda ou concorda com o conteúdo, ou se gosta ou não gosta do emissor.

Ter um blogue, nesse sentido, é perigoso. Falo, naturalmente, por experiência própria, apesar de quando assumi as funções de direção do Jornal da Mealhada ter assumida uma identidade politica e ideologicamente conhecida pela comunidade. Muitas vezes limitei a minha opinião aqui n' o fio dos dias para que na minha função profissional não fossem deturpadas as informações sobre um determinado tema.

Agora mais liberto destes algozes e auto-censuras, talvez o fio dos dias ganhe alguma vitalidade e não seja, apenas, um repositório.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

[1542.] Dia vencido - 5 de dezembro de 2012

Alguma nostalgia, alguns telefonemas, alguns mails, algumas mensagens no facebook. Em muitos a pergunta: Porquê? E a resposta na ponta da lingua: Oito anos não serão tempo mais do que suficiente?
Na minha cabeça apenas uma pergunta. Apenas uma. Será que algum dia vou ser tão feliz a trabalhar como fui no Jornal da Mealhada?
A resposta virá no fim, apenas no fim.

[1536.] Mercurii dies... o último editorial

Missão cumprida.

Até sempre.

A presente edição do Jornal da Mealhada, em vésperas do 27.º aniversário da publicação, é a última em que exerço as funções de director. Oito anos depois de ter aceite o desafio de dirigir a mais antiga publicação do concelho da Mealhada, sinto que cumpri a minha missão e é com muita satisfação e alegria que a dou por terminada e me dirijo aos seus leitores na primeira pessoa.
Os primeiros seis meses deste ano de 2012 foram, para mim, extraordinariamente dolorosos e exigentes na procura de uma solução económico-financeira que permitisse a subsistência de uma publicação que é, para mim, mais do que uma casa. Tenho a consciência de que fui criticado, censurado e, tantas vezes, ridicularizado por manter nos lábios a garantia de que o Jornal da Mealhada não iria acabar, iria “regressar”, iria resistir a um momento difícil que infelizmente está a destruir milhares de pequenas e médias empresas em toda a Europa. Não será falsa modéstia asseverar que a minha teimosia, aliada a uma forte convicção e esperança – quando mesmo no meu círculo mais próximo já não se acreditava –, confederada no apoio de Bruno Peres, da minha família, e, mais tarde, na aceitação da parte da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, e do seu provedor, permitiram que em 4 de julho de 2012, cento e oitenta e sete dias depois de termos anunciado a suspensão, o Jornal da Mealhada voltasse às bancas e os delatores tivessem de se reduzir ao embaraço de engolir o muito que expeliram. Ficaram, para trás, nessa altura, cento e oitenta e sete dias de grande esgotamento psicológico e emocional, mas, também aqui, a convicção da missão cumprida.
Ao longo de oito anos, procurei dirigir o Jornal da Mealhada com inteligência e imparcialidade. Nunca impus as minhas ideias ou idiossincrasias ideológicas aos leitores. Muitas coisas que não corroboro foram publicadas, ao abrigo do Direito à Opinião de cada um dos colaboradores e dos protagonistas, cumprindo a máxima de Voltaire: “Não gosto de nada do que diz, mas seria capaz de dar a vida para que continuasse a poder dizê-lo!”. Procurei, sem pôr em causa a herança, desenvolver, procurei inovar, procurei ir mais além no serviço público de informar, intervir e dar opinião na comunidade em que o Jornal da Mealhada, há 27 anos, se insere. Não terei conseguido totalmente, não terei conseguido sempre, mas acredito que a minha missão foi amplamente cumprida.
Não é um momento de despedida, até porque continuarei a colaborar com o Jornal da Mealhada, que foi a casa onde desde os meus oito anos – desde logo com a paciência do professor Armindo Pega – aprendi a ler, a escrever, a contar, a manusear um computador, a colar etiquetas, a gostar de jornais, a conhecer o mundo e, principalmente, a comunidade que me comprometi servir. Nos primeiros meses em que dirigi o Jornal da Mealhada, era recorrente dizer que nem me parecia justo receber remuneração para fazer algo que me dava muito prazer. Nos últimos quarenta meses, quando a remuneração não existia, continuei com a mesma alegria e prazer, até à inevitabilidade da paragem.
Neste fim de ciclo, cumpre-me agradecer. Um primeiro agradecimento para Isabel Canilho – que soube ser colaboradora sem deixar de ser mãe –, para Afonso Simões – que foi sempre inexcedivelmente solidário e amigo –, para Mónica Sofia Lopes – que foi de uma dedicação e resistência inauditas –, e, de modo muito especial, para Bruno Peres – que conseguiu sempre ser cúmplice, especialmente nos maus momentos. Um agradecimento especial, também, para os sócios da empresa JM – Jornal da Mealhada, Lda, que nunca deixaram de dar apoio ao director, e especialmente aos gerentes que comigo trabalharam – César Carvalheira, Hélder Xabregas, António Lucas, Edmundo Carvalho, Carla Carvalheira e João Pega – que foram sempre solidários e nunca admitiram que faltasse fosse o que fosse aos que ao Jornal dedicavam o seu esforço. Não menos importante, o agradecimento a todos os colaboradores que escreveram, deram opinião, análise e trabalho, tornando este jornal numa publicação de referência. E a todos os protagonistas desta comunidade – autarcas, dirigentes, entre outros – que sempre trataram o Jornal da Mealhada com respeito e sentido de colaboração.
Os últimos agradecimentos ficam para a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, para os leitores, e especialmente aos assinantes, e aos anunciantes, pela confiança, e para os dois maiores responsáveis pelo sucesso desta demanda: Abílio Duarte Simões e Manuel Almeida dos Santos. Estejam onde estiverem, aceitem o meu humilde obrigado pelos ensinamentos, pela solidariedade, pela cumplicidade, pela paciência, e pelo enorme sacrifício.
Ao professor Braga da Cruz, que me sucederá nesta missão, tornando-se o oitavo director do Jornal da Mealhada, fica a minha disponibilidade para colaborar e ajudar no que considerar necessário e os votos de grande felicidade – pelo menos tão grande como a minha.                                                               

Até sempre.

Editorial do Jornal da Mealhada de 5 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

[1541.] Dia vencido - 4 de dezembro de 2012

Hoje escrevi o meu último Editorial, para a edição de amanhã do Jornal da Mealhada - a última que assinarei como diretor.  Ao longo de, aproximadamente, 2890 dias, dirigi a publicação que tinha dezanove anos quando assumi a sua direção editorial e deixo, agora, com 27 anos. Ao longo deste tempo procurei sempre dar ao jornal uma assinatura, sem com isso querer fazer do jornal um aeropago das ideias de quem o dirige. Contrariamente ao que acontece com a maior parte dos jornais regionais, procurei que o Jornal da Mealhada tivesse, sempre, Editorial. Só no último ano, em 2011, é que fui menos profícuo na produção de editoriais semanais, sem ser repetitivo. Provavelmente, um dos sinais visiveis do meu cansaço poderá consubstanciar-se neste facto, que é, para mim, uma falha.
Nos primeiros tempos, em 2005 e até fevereiro de 2007, eu escrevia os editoriais e dava a lê-los ao Padre Abílio Simões, que o discutia comigo o seu conteúdo e clareza. Mais tarde, depois do falecimento deste, fui ajudado na mesma tarefa - com menos discussão, no entanto, pelo professor Manuel Santos. Depois da descoberta da doença do professor Santos, passei a fazer esse trabalho sozinho, sem rede.
O editorial não deve ser sentido como um texto de opinião do autor. Isso seria, tão só, uma mera opinião. Também não pode ser uma posição oficial da redacção, pois isso obrigaria a uma tomada de posição unanime ou pelo menos generalizada. Ou seja, trata-se de uma peça redactorial importante que não pode ser banalizada nem comprometer demasiado. Acho que consegui, na maior parte das vezes.

Hoje foi o ultimo. procurei não ser demasiado lamechas, mas não perder a sensibilidade de uma despedida de 8 anos...

A ver vamos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

[1540.] Dia vencido - 3 de dezembro de 2012

O Senhor ajuntou:  
"É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra,
e o seu pecado é muito grande". 
Génesis 18,21

domingo, 2 de dezembro de 2012

[1539.] Dia vencido - 2 de dezembro de 2012

Uma das principais frustrações de ser adulto no Escutismo é a dupla obrigação de ser testemunho e de estar presente.
Ser testemunho obriga o adulto no Escutismo a cumprir, mesmo, o principio sobre o qual "O Dever do Escuta Começa Em Casa"! E se há coisas a fazer em casa - leia-se na Família e no Trabalho -, então essas coisas têm de estar em primeiro lugar do que o lazer e o prazer de participar numa actividade que ajudámos a preparar, que idealizámos, e que sonhávamos ver implementada...
Foi (outra vez) isso que aconteceu neste fim-de-semana. Não seria, de todo, possível ter participado no Encontro de Núcleo de Caminheiros do Centro-Norte.
A actividade começou em Coimbra, na sexta-feira, dia 30 de novembro, em plena noite dos Conjurados. Seguiu, depois, mais ou menos secretamente, para Tomar e terminou em Almourol. Foi uma daquelas actividades sonhadas quando visitamos aqueles territórios misticos de templários, quando lemos o livro "A Comenda Secreta", de Maria João Martins Pardal e Ezequiel Passos Marinho. O imaginário da actividade era arrojado: "A Idade do Espírito Santo" - já aqui abordámos esse tema, com o recurso a duas grandes figuras da intelectualidade portuguesa, Agostinho da Silva e Jaime Cortesão.
Estive com os participantes no lançamento da actividade, em Coimbra, e, hoje, em Almourol, onde pude assistir ao Bodo e à avaliação. Parece-me que correu tudo bem, e os caminheiros gostaram.
Parabéns à equipa (onde me incluo) liderada pelo Jorge Caetano e pelo Gabriel Lopes.

sábado, 1 de dezembro de 2012

[1538.] Dia vencido - 1 de dezembro de 2012

O estigma do dia passava por ser o do último feriado da "Restauração da Independência". Depois de um ano a discutir feriados e a ouvir argumentos e contra-argumentos para acabarem todos menos o preferido de cada um, chegámos, finalmente, à vaca-fria... que este ano nem se sentiria (porque calhou a um sábado) e para o ano também não se vai sentir (por ser domingo)... Provavelmente quando chegarmos a 2014 já ninguém se lembra deste feriado... até porque poucos eram os que sabiam o significado deste e de qualquer outro.
Não vejo o "1.º de Dezembro" como um feriado imprescindível... como não vejo outros e como criaria outros ainda...  
Em primeiro lugar, a partir do momento em que temos um Dia Nacional (para comemorar o sentido identitário, o 10 de junho), o conteúdo evocativo de um feriado de independencia está esgotado. Do mesmo modo, temos dois feriados que comemorarm o regime (o 25 de abril e o 5 de outubro), não precisariamos de comemorar um deles, eventualmente o mais longínquo. Acontece que o 5 de outubro teria sempre de ser comemorado... não pela Implantação da República - que se equipararia ao 25 de abril, uma revolução - mas, acima de tudo, pela fundação do país (o 5 de outubro de 1143 e a assinatura do Tratado de Zamora). Em boa verdade, o 5 de outubro devia ser o Dia Nacional de Portugal, e o 10 de junho, a existir, (teve dois ou três anos sem existência depois do 25 de abril) um dia de comemoração da cultura portuguesa.
Tirando as festas religiosas da Páscoa e do Natal, não vejo necessidade de termos feriados religiosos como o 15 de agosto ou o 8 de dezembro. Já o 1 de novembro, me parece um dia feriado a ser mantido, pela sua carga simbólica comunitária.
Em segundo lugar, parece-me um bocado provinciana (ainda mais nos tempos modernos) a ideia de, em 1640, termos recuperado a nossa independência... acima de tudo porque não me parece que alguma vez a tenhamos perdido.
Em 1580 não fomos ocupados por nenhum país que nos tenha usurpado a independência. Em 1580, Filipe de Habsburgo - filho do Imperador Carlos V -, já sendo rei de Espanha desde 1556, foi coroado Rei de Portugal. Filipe I era neto de D.Manuel I, era o filho mais velho da filha primogénita do Rei Venturoso. Ou seja, Filipe de Habsburgo era tão português como a maior parte dos reis de Portugal... apenas um dos seus progenitores era português!
Claro que nenhum país gosta de ser governado por um rei estrangeiro, mas os Filipes tiveram a inteligência de não unir Portugal à Espanha e de agir como sendo uma mesma cabeça com duas coroas. Portugal tinha a sua independência assegurada e o governo do país era assegurado por um vice-rei nomeado pelo monarca. Alguns destes vice-reis eram estrangeiros, mas a maior parte até era português.
 Durante a dinastia filipina Portugal não foi ignorado, como alguns querem fazer querer e pôs-se até a hipotese de Lisboa passar a ser a capital do império governado pelos Filipes de Habsburgos. Na Universidade de Coimbra, por exemplo, foram grandes as transformações (positivas) operadas neste período. Para sublinhar apenas o simbolismo, são de 1591 os 'sextos estatutos', e de 1634 a primeira obra de vulto no Paço das Escolas, a Porta Férrea.
Claro, repito, que era melhor sermos governado por um rei, só nosso, português, do que por um "rei estrangeiro", mas a verdade é que o sonho de muitos monarcas portugueses era casar os seus filhos primogénitos com princesas de Espanha, para um dia um rei português governar a partir de Madrid.

Nos dias de hoje, quando estamos a nossa acção governativa - PELA TERCEIRA VEZ EM 40 ANOS - é controlada por três entidades estrangeiras a quem devemos dinheiro, quando de Bruxelas vêm regras de como é que havemos de estar nas nossas cozinhas ou mexer o tacho do feijão, não me parece que tenhamos mais independência do que tinhamos entre 1580 e 1640. Não consta que haja interesse em tornar feriado o dia em que a Troika sair de Portugal...

[1605.] YPSILÓN_09



YPSILÓN #09
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sábado, 24 de novembro de 2012

[1604.] YPSILÓN_08



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