sexta-feira, 8 de março de 2013

[1578.] Há um Dark side... e há um Bright Side

Quando as coisas são feitas com Alegria, recebem A Inspiração!



A Vida de Brian

Always Look On The Bright Side of Life

Monty Python

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

[1575.] Que seja agora!

in www.loboirmao.blogspot.com

Não chega dizer "vão vocês que eu vou lá ter!". 
É preciso dizer presente, quando o que defendemos se pode tornar concreto! 
Que "Seja agora"! 



[1574.] Memórias

Santa Comba Dão, TRILHOS 2001

Encontrei esta preciosidade num VIDEO no facebook do meu amigo Ovelha. Trata-se de um video da actividade nacional para Caminheiros TRILHOS 2001, uma actividade que começou e terminou em Santa Comba Dão, depois de três dias a percorrer, em clãs nacionais, a serra do Caramulo.
A participação nesta actividade - em outubro - foi o meu baptismo na dimensão nacional da associação. Eu havia saído do activo em 1999 e regressei em junho de 2001. Em agosto ainda consegui ir ao Jamboree das Beiras - como caminheiro - e em setembro o Departamento Regional da IV secção convidou-me (a mim e a mais uma equipa de caminheiros) para representar a região de Coimbra nesta segunda edição de uma actividade nacional de referência para caminheiros.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

[1573.] Dia vencido_22 de fevereiro - II

Hoje foi Dia de B.-P.
 Começou o IV AcaSecNuc
AQUI + AQUI
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.

Hoje é, também, o Dia #1 de um futuro de Serviço. 
A candidatura Ser Região, à Junta Regional de Coimbra, escolheu o dia de hoje, o dia do fundador, para entregar o processo na secretaria da junta. Fomos todos fardados entregar o processo de forma formal, com grande espírito de missão e de responsabilidade. Conseguimos angariar um número verdadeiramente espectacular de assinaturas de proponentes - mais de 150, cinco vezes mais do que seria necessário - um sinal de que a região anseia desesperadamente por uma mudança, por um caminho alternativo. Estamos muito motivados e o único obstáculo parece ser um período demasiado longo até 12 de maio, o dia das eleições.
 Somos pessoas muito diferentes, com percursos de vida diferentes, proveniências diferentes e por isso discutimos, apresentamos com veemência os nossos pontos de vista, mas levamos muito a sério o nosso compromisso e a nossa missão como dirigentes do Corpo Nacional de Escutas. Já servimos - muitos de nós - em equipas nacionais, em equipas regionais e de núcleo, e todos, mas todos mesmo, sem excepção, temos agrupamento e unidade, vivemos o mundo real do escutismo com os miudos. Não o fazemos nem por telepatia, nem à distância.
A partir de hoje está nas mãos da região a escolha entre se quer Ser Região... ou não.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[1572.] Dia vencido_22 de fevereiro

Hoje o tema central dos noticiários são as vaias aos ministros. Não me choca que as pessoas se manifestem, não me choca que cantem temas como o "Grândola" (ou o "Maria da Fonte"), não me choca que interrompam ministros, não me choca que causem incómodos e constrangimentos. Trata-se de uma coisa natural nas Democracias, se as pessoas estão descontentes devem demonstrá-lo! O que me choca e me insulta como português é que os partidos da Oposição não consigam ir além dos gritos da horda, e não sejam capazes de dizer o que pode ser feito de diferente. Limitam-se a querer eleições para poderem aproveitar o descontentamento e eleger mais dos seus. Há um caminho diferente? Por onde? 
 
 
Ah, e não me venha o Dr.Seguro falar em investimento estrangeiro, porque cada vez que fala em instabilidade afasta os capitalistas que quer mais não quer... Nem o Sr.Sousa falar em ajudar os que menos têm porque é graças ao excesso de garantismo que a despesa pública galopa. Nem o Dr.Semedo sugerir que se taxa as fortunas, porque elas já cá não estão e as que estão não pagam as reformas dos camaradas que se reformaram aos 37 anos... Digam, de facto, o que fariam de diferente! Por favor!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

[1565.] Dia vencido... em solis dies

Entre as tarefas de empregado de mesa, de presidente dos Bombeiros, paginador de jornais, formador de Universidade Sénior, mestrando na faculdade, escuteiro com velhas (e esperemos que futuras) responsabilidades, marido, filho, irmão, tio e padrinho... não tem sobrado tempo para ser blogger...

Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...

Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.

[1613.] YPSILÓN_17



YPSILÓN #17
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-17.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

[1612.] YPSILÓN_16


YPSILÓN #16
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-16.html

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

[1562.] A agendar!


Reportagem “Alguma dor cura a Alma” destaca importância do distrito

Livro sobre peregrinações religiosas
apresentado no Café Santa Cruz em Coimbra

A centralidade de Coimbra nos caminhos para Santiago de Compostela e Fátima é destacada em “Alguma dor cura a alma”, do jornalista Carlos Ferreira, que caminhou 481 quilómetros em 13 dias para escrever a reportagem que originou o livro. A etapa entre Pombal e Coimbra é uma das mais dramáticas relatadas na obra. A próxima apresentação é no histórico Café Santa Cruz, em Coimbra, e terá como oradores Carlos Camponez, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Nuno Castela Canilho, peregrino do Caminho de Santiago e hospitaleiro no Albergue de Peregrinos da Mealhada.

“A Cidade dos Estudantes é muito importante nos caminhos da fé e este livro não podia ignorar esse facto. Por exemplo, no aspecto histórico: a consagração a Santiago da Igreja de Castelo de Neiva, em Viana do Castelo, em 862, a referência mais antiga ao culto, fez-se por iniciativa do bispo Nausto de Coimbra, e tem início nesta cidade a rota descrita no mapa mais antigo (1138) do Caminho Português”, explica o autor, Carlos Ferreira.

Há ainda duas figuras femininas que reforçam a centralidade de Coimbra na história dos caminhos da fé para a Galiza e para Fátima: a rainha Santa Isabel e a irmã Lúcia. A primeira peregrinou duas vezes (1325 e 1335) a Santiago de Compostela. O seu túmulo, no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, tem representados o Apóstolo, o bordão e a bolsa das esmolas, que comprovam a sua condição como peregrina. E a vidente passou a maior parte da sua vida no Carmelo de Santa Teresa, onde faleceu aos 98 anos, a 13 de Fevereiro de 2005.

“O percurso sob chuva torrencial entre Pombal e Coimbra foi o mais dramático da jornada. Parecia o dilúvio durante 35 quilómetros. E o dia seguinte, a caminho da Anadia, também foi bastante difícil. Mas foi também em Coimbra que, inesperadamente, recebi o primeiro gesto de solidariedade, um daqueles que justificam fazer o Caminho. Na pastelaria Pistrina, vendo a minha condição de peregrino e que me preparava para enfrentar a tempestade que se abatia na cidade, ofereceram-me o pequeno almoço”, conta o jornalista, que fez a caminhada solitária a uma média de 37 quilómetros diários, transportando 14 quilos de mantimentos.

O culto a Santiago Maior (ou São Tiago) de Compostela nasceu durante a reconquista cristã e há historiadores que justificam o seu crescimento com a necessidade de unir os reinos da Península Ibérica na luta contra os mouros. A sua influência estendeu-se rapidamente ao então Condado Portucalense, deixando para memória futura, por exemplo, 184 paróquias e 140 capelas em território nacional. Em sentido contrário, mas partilhando o mesmo percurso nalguns troços, está também a consolidar-se o Caminho de Fátima. É uma corrente humana, de 50 mil fiéis por ano, diferente da que peregrina ao sepulcro do Apóstolo.

“Caminhei entre oito e dez horas por dia. E entrei na Catedral de Santiago de Compostela no dia 13 de Maio de 2012, pelas 12h00, no momento em que, no Altar do Mundo, 300 mil pessoas celebravam a primeira aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos. Às vezes perguntam-me se fui por fé. Costumo responder: “Por alguma razão não terei ido a pé a Madrid, mas ainda não sei qual é”, afirma Carlos Ferreira.

O pagamento de promessas a Nossa Senhora motiva a generalidade dos peregrinos de Fátima, enquanto apenas um quinto dos caminheiros que se dirigem à Galiza (192 mil em 2012) o fazem como manda a Igreja. A antiguidade deste Caminho justifica uma mescla de culturas, de religiosidades, de razões e de interesses, de patrimónios, que a juventude dos itinerários do Altar do Mundo ainda não acumularam, apesar de 131 dos 174 santuários portugueses serem marianos, o que demonstra bem a devoção popular à Virgem.

 “Espero que esta seja uma grande reportagem e não apenas uma reportagem grande. Uma espécie de reconciliação entre o jornalismo e os leitores, que permaneça para além da espuma dos dias. Este é o meu desejo mais íntimo e o meu humilde contributo para demonstrar que o anúncio da nossa morte profissional é uma notícia claramente exagerada”, diz o autor.

A próxima apresentação do livro, editado pela Chiado Editora, está marcada para sábado, dia 09 de Fevereiro, às 16h30, no Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, no centro de Coimbra.

Link para download de fotos de Carlos Ferreira e do caminho entre Fátima e Santiago de Compostela:  http://www.sendspace.com/file/foy3g9
Página: http://www.facebook.com/pages/Alguma-dor-cura-a-Alma/278604258914968
Evento: http://www.facebook.com/events/425379687518818/

Sobre o autor:

Carlos Ferreira, natural de Pombal e residente em Leiria, de 45 anos, tinha dezasseis quando publicou pela primeira vez. É um texto de 750 caracteres no Jornal do Incrível, sobre como enriquecer sem esforço, pelo qual recebeu 200 escudos (menos de um Euro!). Ainda hoje desconfia da aplicabilidade do conteúdo do texto.
Em 1985, com dezoito anos, iniciou a carreira de jornalista na Rádio Comercial de Leiria e depois passou por Órgãos de Informação como a Semana de Leiria (1985), Jornal de Leiria (1985-1989), Correio da Manhã (1986-2012), revista Diana (1989-1990), Jornal da Batalha (1990-1991) e O Crime (1991-2001). No Correio da Manhã foi, sucessivamente, correspondente, redactor e fotógrafo, chefe de delegação e editor. Tem ainda trabalhos publicados no DN-Jovem, Blitz, Comércio do Porto, Região de Leiria, Bailadoiro (Leiria), O Mensageiro (Leiria), Rádio Comercial e Agência Notícias de Portugal.
Entre as reportagens que realizou nestes 27 anos na Europa, Brasil e Macau, destaca a cobertura do caso do Assassino da Praia do Osso da Baleia (1987), do pós-guerra no Kosovo (1999 e 2007), do último ano da soberania portuguesa em Macau (1999) e das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil (2000).
É autor dos livros ‘Guia do Peregrino-Papa Bento XVI em Portugal” (Presselivre, 2010) e “Na Mente do Assassino-O Serial Killer da Lourinhã” (Cofina Média Books, 2012), distribuídos com o Correio da Manhã.

Contactos:
Carlos Ferreira
Tlm: 918 322 765
E-mail: Karllus.ferreira@gmail.com

Chiado Editora
Site: http://www.chiadoeditora.com
   

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

[1563.] Entre-vistas_01

Entrevista ao jornal REGIÃO BAIRRADINA
Publicado em 24.01.2013

O apoio municipal tem sido presente e muito relevante
Título escolhido pelo jornal


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que razões o levaram a candidatar-se à presidência da Direcção dos Bombeiros da Mealhada?

Perante a informação de que o anterior presidente, Abílio Semedo, não teria intenções de se recandidatar, recebi da parte de alguns sócios a sugestão de que me candidatasse. Como não podia ser indiferente a esse apelo, e porque tenho muito gosto em ser sócio dos Bombeiros da Mealhada, sondei algumas pessoas no sentido de constituirmos uma equipa, que resultou numa candidatura jovem e dinâmica.
Entendemos todos que, nesta fase da nossa vida, faz sentido dedicarmos o nosso tempo livre e, acima de tudo as nossas energias, à nossa comunidade, através de uma causa tão nobre e importante como é a dos Bombeiros Voluntários. Somos voluntários - tal como os nossos bombeiros - e assumimos esta responsabilidade por imperativo de consciência e com sentido de missão e cidadania.

Quais os objectivos que pretende levar por diante à frente da Associação?

O objectivo central é o de dar ao corpo de bombeiros todas as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível: com  tranquilidade, com eficiência, com formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança. Como já disse, somos todos voluntários, os bombeiros na frente do combate da protecção civil de pessoas e bens, no apoio à saúde, e nós, na retaguarda, discretos, garantindo que nada lhes faltará falta, com a angariação de fundos de financiamento, investindo em material e equipamentos que vão ao encontro da satisfação das aspirações dos bombeiros e das necessidades das populações, servindo de intermediários e de elo de aproximação entre a comunidade que precisa dos bombeiros e os bombeiros que precisam da comunidade.

Actualmente quais as principais dificuldades com que se debate a Corporação?

Em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e, em vez de apoiar associações, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas associações. Falo, por exemplo, do sistema da liberalização do serviço de transportes de doentes - a empresas privadas de ambulâncias -, que está a levar as associações à ruína, e da legislação que obriga os voluntários a limites mínimos de serviço operacional e formação. À crise de voluntariado, que é, naturalmente, outro dos grandes problemas, soma-se, assim, um conjunto de exigências formais que está a reduzir o número de bombeiros voluntários.    

Qual o número de bombeiros? É vossa intenção aumentar esse número? De que forma pretendem sensibilizar os jovens para esta causa?

O nosso corpo activo é constituído por 56 homens e mulheres. Naturalmente que é nosso desejo que o número de bombeiros voluntários aumente e tudo faremos para, em conjunto com o comando, trabalhar nesse sentido. Estamos a preparar um conjunto de iniciativas e programas, em harmonia com o comando e com a delegação da Juvebombeiros, - que em breve apresentaremos a um conjunto de parceiros da sociedade civil - com esse objectivo. São actividades de índole pedagógica - junto dos estabelecimentos escolares e associações -, de índole social e desportiva. Paralelamente a tudo isso, o comando tem preparada uma nova escola de bombeiros que abrirá inscrições em breve.

Segundo algumas informações, o Comandante António Lousada não vai continuar à frente do Corpo Activo. A Direcção já está a trabalhar nesta questão?

O Comandante António Lousada terminou o seu mandato em meados do mês de dezembro. Desde essa data, até porque a estrutura operacional de um corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta, também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. A direcção está sensível à necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a trabalhar nisso, afincadamente. Importa, no entanto, dar conta a todos de que estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.
Aproveito a oportunidade para dar testemunho de agradecimento público ao Comandante Lousada, que exerceu a responsabilidade com elevado sentido de altruísmo e abnegação.

Em termos de apoios, a Câmara Municipal tem colaborado com a Associação?

A Câmara Municipal da Mealhada tem sido o principal apoio da associação. Depois das receitas próprias associadas a serviços prestados, e à quotização de associados, o financiamento municipal tem sido a mais importante receita. Recentemente, para apoio à compra de uma nova viatura, um Veículo Tanque Tático Rural, recebemos vinte e cinco mil euros, o que se revelou extraordinário. Ou seja, o apoio municipal tem sido presente e muito relevante, o que no quadro já anteriormente referido acaba por ser fundamental e garante da sustentabilidade.

A quebra no transporte de doentes tem vindo a afectar a Corporação? Se sim, de que forma?

Como já referimos, o transporte de doentes é um serviço prestado - para o qual a associação investiu, nomeadamente com a compra de veículos especializados e contratação de pessoal - que é, também, a mais importante receita que temos para exercer uma missão na comunidade que é, em ultima análise, uma obrigação soberana do Estado. Ou seja, os bombeiros não se limitam aos peditórios para garantir o financiamento necessário para proteger pessoas e bens. As associações de bombeiros têm o transporte de doentes como serviço à comunidade e como fonte de rendimento. Quando, de um momento para o outro, essa fonte de receita sofre quebras mensais na ordem dos 60 por cento, nada pode ficar como antes. A associação dos bombeiros da Mealhada é uma de duas corporações do concelho, e de repente, vê entrar no concelho uma empresa privada, que diz ter sede no concelho, e que arrecada metade do volume total de transportes de doentes. Ou seja, ficámos com uma "quota de mercado" de apenas 25 por cento do volume total de serviços, com a ocorrência de verdadeiras atrocidades, que denunciam uma completa falta de sentido prático e económico do sistema, como a do casal que sai de casa à mesma hora e para consultas no mesmo local e é transportado por duas entidades diferentes, consumindo ao Estado o dobro dos recursos.

Em que medida a actual crise económica está a afectar o trabalho da Corporação?

A crise económica, financeira e social afetará, naturalmente, o voluntariado, na medida em que as pessoas, tendo que trabalhar mais tempo para auferir o mesmo rendimento, vão deixar de dar tempo (ou tanto tempo) ao voluntariado e ao serviço não remunerado, como é o dos bombeiros.

Uma última mensagem para os mealhadenses?

A todas as pessoas das comunidades que são mais diretamente servidas pela nossa corporação - especialmente nas freguesias de Luso, Vacariça, Mealhada, Antes, Ventosa do Bairro -, e também de Casal Comba, Murtede e Sepins (estas duas já no concelho de Cantanhede), queremos deixar uma palavra de Esperança e de Confiança. Estamos - a associação e o seu corpo activo - prontos, empenhados e motivados em garantir o melhor serviço. Contamos com o apoio de todas as pessoas e empresas, apelando, por exemplo, a que se tornem nossos associados.

[1569.] Não há neutro nem meio termo

 

 AQUI

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

[1564.] Entre-vistas_02

Entrevista ao JORNAL DA MEALHADA
Publicado em 23.01.2013

 
“A direção que lidero é muito jovem, mas foi educada para o Serviço”
 


Depois de no passado mês de dezembro ter sido eleito, Nuno Canilho prepara-se agora para um mandato de três anos como presidente da direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. O Jornal da Mealhada falou com o dirigente sobre alguns dos temas mais relevantes desta associação humanitária.

Quais as expectativas que tem para o seu mandato?

Antevejo um mandato complexo, com a necessidade de um conjunto de tomadas de decisão estruturantes para a associação e especialmente para o corpo de bombeiros. Mas é essa complexidade que torna o desafio ainda mais aliciante e que nos deu ânimo para nos candidatarmos à direção da maior e uma das mais antigas colectividades do nosso concelho.

Tem noção exata das dificuldades que a corporação tem?

Julgamos que sim. Naturalmente, há um processo de aprendizagem que só o tempo e a acção podem cumprir. Há dificuldades do foro económico-financeiro - apesar de termos recebido a associação em óptima saúde financeira - naturais a uma colectividade como esta, especialmente nos dias de hoje. Há dificuldades associadas à crise social, com consequências e reflexos no voluntariado. Há necessidade de investimentos que nos parecem importantes. Há a necessidade de apoiar o corpo activo, investindo, ajudando na formação, apoiando, criando condições de cada vez mais eficácia, prontidão e segurança. Há toda uma hiperactividade legislativa, que faz com que em termos de determinação legal o que é verdade hoje pode não se confirmar amanhã. E depois, há, também, o problema da liberalização do sistema de transporte de doentes.

Quais são as soluções para essas dificuldades?

A solução passará por assumir a nossa missão com determinação e resistência. Os investimentos e a questão financeira terão de ser resolvidos com o apoio da comunidade, com o nosso esforço na angariação de fundos e com trabalho, as questões sociais serão minimizadas com assistência e presença. Relativamente a outras questões e lutas, temos de ser resistentes e defender intransigentemente os interesses de uma associação humanitária que gere um corpo de bombeiros activo e com operacionalidade. Os interesses desta associação são os interesses da comunidade. Acreditamos que nessa defesa dos interesses coletivos, teremos, sempre, ao nosso lado, as autarquias, as instituições, as empresas, as escolas, as pessoas das nossas comunidades.

Está preparado para todas as ocorrências que seja solicitado?

A missão de uma direção de uma associação de bombeiros é estar na retaguarda, discreta, garantindo que nada faltará aos nossos bombeiros e à população que servimos, que os homens e as mulheres têm todas as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível: com tranquilidade, com eficiência, com formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança.
No passado sábado, 19 de janeiro, por exemplo, tivemos a nossa primeira prova de fogo, com a necessidade de dar resposta, apoio e garantir condições logísticas ao nosso corpo de bombeiros que estava no terreno a desempenhar um trabalho dificil, de forma empenhada e inexcedível. Começámos com o pé direito, parece-nos que estivemos à altura e isso anima-nos. A direção que lidero é muito jovem - das mais jovens do país - mas é composta por um conjunto de pessoas que foi educada para o Serviço e que vê neste compromisso uma responsabilidade de Missão e Voluntariado. Somos todos tão voluntários como os nossos bombeiros e isso ajudará a sermos cada vez mais eficazes na nossa ação.

Uma das questões que tem para resolver é a nomeação do comandante. Quando tenciona fazê-lo?

Desde meados de dezembro e até porque a estrutura operacional de um corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta, também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. Foi uma situação anterior à nossa posse e que decorre do término do mandato do comandante António Lousada, que exerceu a responsabilidade com elevado sentido de altruísmo e abnegação.
A direcção está sensível à necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a trabalhar nisso, afincadamente. Mas, no entanto, queremos dar conta a todos de que estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do comando em exercício. O passado fim-de-semana foi exemplo brilhante da capacidade operacional do comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.

O material da associação e a corporação são suficientes?

Pelas suas características, o material de uma associação de bombeiros têm um desgaste muito rápido. É sempre preciso substituir, arranjar, investir. De uma forma geral, e genericamente, podemos assumir que ao nível da proteção individual dos bombeiros, a situação é boa. No que diz respeito ao parque de viaturas, também estamos muito bem equipados, será necessário, em 2013, investir na renovação pontual de uma ambulância de socorro. Ao nível das infraestruturas, temos um quartel que este ano assinala os 20 anos da sua inauguração e que precisará de algumas beneficiações. Mas de uma forma global, em resumo, podemos dizer que não temos razões de queixa.

Como está, neste momento, a situação do transporte de doentes? É problemático?

Continua a ser um problema. Foi minimizado pela questão de os taxis serem impedidos de transportar alguns tipos de doentes, mas a liberalização do mercado de transporte de doentes a empresas privadas está a levar algumas associações à ruína, perante a completa apatia da administração central, que se arrisca a, nalguns casos, deixar de ter quem apague os fogos e socorra os feridos. Na nossa associação, houve, um período de completa asfixia e agonia, que a direção anterior, liderada por Abílio Semedo, soube dirimir com sucesso. Mas não podemos nem vamos baixar os braços, porque ainda há muito a fazer!
Interessava que as pessoas percebessem que, em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e, em vez de apoiar associações de pessoas que estão a cumprir uma missão que devia ser sua, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas associações. Numa linguagem mais figurada, poderia dizer-se que o Estado está a decepar a mão que cumpre uma missão em sua substituição.

A nova legislação cria dificuldades?

O tal surto legislador de que falei, por exemplo, veio criar um conjunto de exigências formais aos voluntários - obrigando a volumes anuais de horas mínimas de serviço operacional, por exemplo - que não se compreende. Toda a gente sabe que há uma crise de voluntariado, muitos portugueses têm de trabalhar mais tempo para auferir o mesmo rendimento, ficando sem tempo para dar a outras actividades não remuneradas, mesmo assim, obriga-se a que um voluntário seja impedido de dar o que pode, só porque alguém acha que não é suficiente.

O financiamento dado à associação é sustentável?

As direções que nos antecederam deram à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada regras, condições e uma estrutura perfeitamente sustentável ao nível económico-financeiro. A sustentabilidade é algo que se garante no dia-a-dia e é, também para nós, um objectivo. O nível de financiamento da parte dos sócios, com as quotizações, por exemplo, é muito bom, os apoios autárquicos são bons, os serviços que prestamos, como já se disse, já foram mais rentáveis, mas acreditamos que vamos minimizar as dificuldades.

Que novas atividades tem previstas?

Amanhã, 24 de janeiro, quinta-feira, reunirá a assembleia-geral da associação. Peço a todos os sócios que participem. Parece-nos que antecipar informações que tencionamos ali divulgar poderia ser pouco cordial.

Qual o apelo que gostaria de fazer às“gentes” da Mealhada?

Gostaria de deixar dois apelos às nossas comunidades. Em primeiro lugar, queria pedir que ajudem os bombeiros. Uma ajuda financeira - os que puderem -, mas também a ajuda através de gestos de agradecimento, de alento, de apoio e apreço aos que voluntariamente arriscam a vida pelos outros. Em segundo lugar, quero apelar para que na declaração de IRS de cada cidadão, no campo 901 do quadro 9 do Anexo H (Benefícios Fiscais e Deduções), coloquem uma cruz e o número de contribuinte dos bombeiros da Mealhada (NIF 501 205 985). Dessa forma, sem custos para o cidadão, a nossa associação receberá do Estado o equivalente a 0,5 por cento do valor pago em IRS pelo doador.

E às entidades oficiais?

Às entidades nacionais, apelo à sensibilidade e bom senso. Às nossas autarquias locais quero dar garantias de confiança na operacionalidade e empenho do nosso corpo de bombeiros e apelo a que continuem a ser solidárias e colaborantes como têm sido.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

[1568.] Dia vencido_22 de janeiro

Visitei esta tarde [22 de janeiro] a Mata Nacional do Bussaco - acompanhado do Comando dos Bombeiros da Mealhada - e posso garantir que os estragos, o cenário dantesco, é, mesmo, impressionante. Infelizmente, parece-me que há um antes de 19 de janeiro e um depois. Uma palavra de grande agradecimento aos nossos bombeiros que arriscaram para poder servir e mostraram a galhardia e a coragem necessária. Obrigado, também, a todos os que os ajudaram.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

[1611.] YPSILÓN_15



YPSILÓN #15
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-15.html

sábado, 19 de janeiro de 2013

[1610.] YPSILÓN_14



YPSILÓN #14
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/01/ypsilon-14.html

sábado, 12 de janeiro de 2013

[1567.] Dia vencido_10 de janeiro


Tomámos posse na direção dos Bombeiros da Mealhada na noite de quinta-feira [10 de janeiro]. O dia seguinte foi de trabalho, intenso, com reuniões com o comando, o corpo ativo e as funcionárias administrativas. O trabalho já começou e é muito entusiasmante. Obrigado por todas as mensagens de alento.