A Vida de Brian
sexta-feira, 8 de março de 2013
[1578.] Há um Dark side... e há um Bright Side
Quando as coisas são feitas com Alegria, recebem A Inspiração!
A Vida de Brian
A Vida de Brian
segunda-feira, 4 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
[1576.] Hoje_1 de março_Dia da Protecção Civil
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
[1575.] Que seja agora!
in www.loboirmao.blogspot.com
Não chega dizer "vão vocês que eu vou lá ter!".
É preciso dizer presente, quando o que defendemos se pode tornar concreto!
Que "Seja agora"!
[1574.] Memórias
Santa Comba Dão, TRILHOS 2001
Encontrei esta preciosidade num VIDEO no facebook do meu amigo Ovelha. Trata-se de um video da actividade nacional para Caminheiros TRILHOS 2001, uma actividade que começou e terminou em Santa Comba Dão, depois de três dias a percorrer, em clãs nacionais, a serra do Caramulo.
A participação nesta actividade - em outubro - foi o meu baptismo na dimensão nacional da associação. Eu havia saído do activo em 1999 e regressei em junho de 2001. Em agosto ainda consegui ir ao Jamboree das Beiras - como caminheiro - e em setembro o Departamento Regional da IV secção convidou-me (a mim e a mais uma equipa de caminheiros) para representar a região de Coimbra nesta segunda edição de uma actividade nacional de referência para caminheiros.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
[1573.] Dia vencido_22 de fevereiro - II
Hoje foi Dia de B.-P.
Começou o IV AcaSecNuc
AQUI + AQUI
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.
Hoje é, também, o Dia #1 de um futuro de Serviço.
A candidatura Ser Região, à Junta Regional de Coimbra, escolheu o dia de hoje, o dia do fundador, para entregar o processo na secretaria da junta. Fomos todos fardados entregar o processo de forma formal, com grande espírito de missão e de responsabilidade. Conseguimos angariar um número verdadeiramente espectacular de assinaturas de proponentes - mais de 150, cinco vezes mais do que seria necessário - um sinal de que a região anseia desesperadamente por uma mudança, por um caminho alternativo. Estamos muito motivados e o único obstáculo parece ser um período demasiado longo até 12 de maio, o dia das eleições.
Somos pessoas muito diferentes, com percursos de vida diferentes, proveniências diferentes e por isso discutimos, apresentamos com veemência os nossos pontos de vista, mas levamos muito a sério o nosso compromisso e a nossa missão como dirigentes do Corpo Nacional de Escutas. Já servimos - muitos de nós - em equipas nacionais, em equipas regionais e de núcleo, e todos, mas todos mesmo, sem excepção, temos agrupamento e unidade, vivemos o mundo real do escutismo com os miudos. Não o fazemos nem por telepatia, nem à distância.
A partir de hoje está nas mãos da região a escolha entre se quer Ser Região... ou não.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
[1572.] Dia vencido_22 de fevereiro
Hoje
o tema central dos noticiários são as vaias aos ministros. Não me
choca que as pessoas se manifestem, não me choca que cantem temas
como o "Grândola" (ou o "Maria da Fonte"), não
me choca que interrompam ministros, não me choca que causem
incómodos e constrangimentos. Trata-se de uma coisa natural nas
Democracias, se as pessoas estão descontentes devem demonstrá-lo! O
que me choca e me insulta como português é que os partidos da
Oposição não consigam ir além dos gritos da horda, e não sejam
capazes de dizer o que pode ser feito de diferente. Limitam-se a
querer eleições para poderem aproveitar o descontentamento e eleger
mais dos seus. Há um caminho diferente? Por onde?
Ah, e não me venha o Dr.Seguro falar
em investimento estrangeiro, porque cada vez que fala em
instabilidade afasta os capitalistas que quer mais não quer... Nem o
Sr.Sousa falar em ajudar os que menos têm porque é graças ao
excesso de garantismo que a despesa pública galopa. Nem o Dr.Semedo
sugerir que se taxa as fortunas, porque elas já cá não estão e as
que estão não pagam as reformas dos camaradas que se reformaram aos
37 anos... Digam, de facto, o que fariam de diferente! Por favor!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
[1571.] Família
domingo, 17 de fevereiro de 2013
[1565.] Dia vencido... em solis dies
Entre as tarefas de empregado de mesa, de presidente dos Bombeiros, paginador de jornais, formador de Universidade Sénior, mestrando na faculdade, escuteiro com velhas (e esperemos que futuras) responsabilidades, marido, filho, irmão, tio e padrinho... não tem sobrado tempo para ser blogger...
Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...
Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.
Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...
Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
[1562.] A agendar!
Reportagem “Alguma dor cura a Alma” destaca importância do distrito
Livro sobre peregrinações religiosas
apresentado no Café Santa Cruz em Coimbra
A centralidade de Coimbra nos caminhos para Santiago de Compostela e Fátima é destacada em “Alguma dor cura a alma”, do jornalista Carlos Ferreira, que caminhou 481 quilómetros em 13 dias para escrever a reportagem que originou o livro. A etapa entre Pombal e Coimbra é uma das mais dramáticas relatadas na obra. A próxima apresentação é no histórico Café Santa Cruz, em Coimbra, e terá como oradores Carlos Camponez, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Nuno Castela Canilho, peregrino do Caminho de Santiago e hospitaleiro no Albergue de Peregrinos da Mealhada.
“A Cidade dos Estudantes é muito importante nos caminhos da fé e este livro não podia ignorar esse facto. Por exemplo, no aspecto histórico: a consagração a Santiago da Igreja de Castelo de Neiva, em Viana do Castelo, em 862, a referência mais antiga ao culto, fez-se por iniciativa do bispo Nausto de Coimbra, e tem início nesta cidade a rota descrita no mapa mais antigo (1138) do Caminho Português”, explica o autor, Carlos Ferreira.
Há ainda duas figuras femininas que reforçam a centralidade de Coimbra na história dos caminhos da fé para a Galiza e para Fátima: a rainha Santa Isabel e a irmã Lúcia. A primeira peregrinou duas vezes (1325 e 1335) a Santiago de Compostela. O seu túmulo, no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, tem representados o Apóstolo, o bordão e a bolsa das esmolas, que comprovam a sua condição como peregrina. E a vidente passou a maior parte da sua vida no Carmelo de Santa Teresa, onde faleceu aos 98 anos, a 13 de Fevereiro de 2005.
“O percurso sob chuva torrencial entre Pombal e Coimbra foi o mais dramático da jornada. Parecia o dilúvio durante 35 quilómetros. E o dia seguinte, a caminho da Anadia, também foi bastante difícil. Mas foi também em Coimbra que, inesperadamente, recebi o primeiro gesto de solidariedade, um daqueles que justificam fazer o Caminho. Na pastelaria Pistrina, vendo a minha condição de peregrino e que me preparava para enfrentar a tempestade que se abatia na cidade, ofereceram-me o pequeno almoço”, conta o jornalista, que fez a caminhada solitária a uma média de 37 quilómetros diários, transportando 14 quilos de mantimentos.
O culto a Santiago Maior (ou São Tiago) de Compostela nasceu durante a reconquista cristã e há historiadores que justificam o seu crescimento com a necessidade de unir os reinos da Península Ibérica na luta contra os mouros. A sua influência estendeu-se rapidamente ao então Condado Portucalense, deixando para memória futura, por exemplo, 184 paróquias e 140 capelas em território nacional. Em sentido contrário, mas partilhando o mesmo percurso nalguns troços, está também a consolidar-se o Caminho de Fátima. É uma corrente humana, de 50 mil fiéis por ano, diferente da que peregrina ao sepulcro do Apóstolo.
“Caminhei entre oito e dez horas por dia. E entrei na Catedral de Santiago de Compostela no dia 13 de Maio de 2012, pelas 12h00, no momento em que, no Altar do Mundo, 300 mil pessoas celebravam a primeira aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos. Às vezes perguntam-me se fui por fé. Costumo responder: “Por alguma razão não terei ido a pé a Madrid, mas ainda não sei qual é”, afirma Carlos Ferreira.
O pagamento de promessas a Nossa Senhora motiva a generalidade dos peregrinos de Fátima, enquanto apenas um quinto dos caminheiros que se dirigem à Galiza (192 mil em 2012) o fazem como manda a Igreja. A antiguidade deste Caminho justifica uma mescla de culturas, de religiosidades, de razões e de interesses, de patrimónios, que a juventude dos itinerários do Altar do Mundo ainda não acumularam, apesar de 131 dos 174 santuários portugueses serem marianos, o que demonstra bem a devoção popular à Virgem.
“Espero que esta seja uma grande reportagem e não apenas uma reportagem grande. Uma espécie de reconciliação entre o jornalismo e os leitores, que permaneça para além da espuma dos dias. Este é o meu desejo mais íntimo e o meu humilde contributo para demonstrar que o anúncio da nossa morte profissional é uma notícia claramente exagerada”, diz o autor.
A próxima apresentação do livro, editado pela Chiado Editora, está marcada para sábado, dia 09 de Fevereiro, às 16h30, no Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, no centro de Coimbra.
Link para download de fotos de Carlos Ferreira e do caminho entre Fátima e Santiago de Compostela: http://www.sendspace.com/file/foy3g9
Página: http://www.facebook.com/pages/Alguma-dor-cura-a-Alma/278604258914968
Evento: http://www.facebook.com/events/425379687518818/
Sobre o autor:
Carlos Ferreira, natural de Pombal e residente em Leiria, de 45 anos, tinha dezasseis quando publicou pela primeira vez. É um texto de 750 caracteres no Jornal do Incrível, sobre como enriquecer sem esforço, pelo qual recebeu 200 escudos (menos de um Euro!). Ainda hoje desconfia da aplicabilidade do conteúdo do texto.
Em 1985, com dezoito anos, iniciou a carreira de jornalista na Rádio Comercial de Leiria e depois passou por Órgãos de Informação como a Semana de Leiria (1985), Jornal de Leiria (1985-1989), Correio da Manhã (1986-2012), revista Diana (1989-1990), Jornal da Batalha (1990-1991) e O Crime (1991-2001). No Correio da Manhã foi, sucessivamente, correspondente, redactor e fotógrafo, chefe de delegação e editor. Tem ainda trabalhos publicados no DN-Jovem, Blitz, Comércio do Porto, Região de Leiria, Bailadoiro (Leiria), O Mensageiro (Leiria), Rádio Comercial e Agência Notícias de Portugal.
Entre as reportagens que realizou nestes 27 anos na Europa, Brasil e Macau, destaca a cobertura do caso do Assassino da Praia do Osso da Baleia (1987), do pós-guerra no Kosovo (1999 e 2007), do último ano da soberania portuguesa em Macau (1999) e das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil (2000).
É autor dos livros ‘Guia do Peregrino-Papa Bento XVI em Portugal” (Presselivre, 2010) e “Na Mente do Assassino-O Serial Killer da Lourinhã” (Cofina Média Books, 2012), distribuídos com o Correio da Manhã.
Contactos:
Carlos Ferreira
Tlm: 918 322 765
E-mail: Karllus.ferreira@gmail.com
Chiado Editora
Site: http://www.chiadoeditora.com
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
[1563.] Entre-vistas_01
Entrevista ao jornal REGIÃO BAIRRADINA
Publicado em 24.01.2013
O apoio municipal tem sido presente e muito relevante
Título escolhido pelo jornal
Publicado em 24.01.2013
O apoio municipal tem sido presente e muito relevante
Título escolhido pelo jornal
Que razões o levaram a candidatar-se à presidência da
Direcção dos Bombeiros da Mealhada?
Perante a informação de que o anterior presidente, Abílio
Semedo, não teria intenções de se recandidatar, recebi da parte de alguns
sócios a sugestão de que me candidatasse. Como não podia ser indiferente a esse
apelo, e porque tenho muito gosto em ser sócio dos Bombeiros da Mealhada,
sondei algumas pessoas no sentido de constituirmos uma equipa, que resultou
numa candidatura jovem e dinâmica.
Entendemos todos que, nesta fase da nossa vida, faz sentido
dedicarmos o nosso tempo livre e, acima de tudo as nossas energias, à nossa
comunidade, através de uma causa tão nobre e importante como é a dos Bombeiros
Voluntários. Somos voluntários - tal como os nossos bombeiros - e assumimos
esta responsabilidade por imperativo de consciência e com sentido de missão e
cidadania.
Quais os objectivos que pretende levar por diante à
frente da Associação?
O objectivo central é o de dar ao corpo de bombeiros todas
as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível:
com tranquilidade, com eficiência, com
formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança. Como já disse,
somos todos voluntários, os bombeiros na frente do combate da protecção civil
de pessoas e bens, no apoio à saúde, e nós, na retaguarda, discretos,
garantindo que nada lhes faltará falta, com a angariação de fundos de
financiamento, investindo em material e equipamentos que vão ao encontro da
satisfação das aspirações dos bombeiros e das necessidades das populações,
servindo de intermediários e de elo de aproximação entre a comunidade que
precisa dos bombeiros e os bombeiros que precisam da comunidade.
Actualmente quais as principais dificuldades com que se
debate a Corporação?
Em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma
obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por
associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e
financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios
municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de
outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos
últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e,
em vez de apoiar associações, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas
associações. Falo, por exemplo, do sistema da liberalização do serviço de
transportes de doentes - a empresas privadas de ambulâncias -, que está a levar
as associações à ruína, e da legislação que obriga os voluntários a limites
mínimos de serviço operacional e formação. À crise de voluntariado, que é,
naturalmente, outro dos grandes problemas, soma-se, assim, um conjunto de
exigências formais que está a reduzir o número de bombeiros voluntários.
Qual o número de bombeiros? É vossa intenção aumentar
esse número? De que forma pretendem sensibilizar os jovens para esta causa?
O nosso corpo activo é constituído por 56 homens e mulheres.
Naturalmente que é nosso desejo que o número de bombeiros voluntários aumente e
tudo faremos para, em conjunto com o comando, trabalhar nesse sentido. Estamos
a preparar um conjunto de iniciativas e programas, em harmonia com o comando e
com a delegação da Juvebombeiros, - que em breve apresentaremos a um conjunto
de parceiros da sociedade civil - com esse objectivo. São actividades de índole
pedagógica - junto dos estabelecimentos escolares e associações -, de índole
social e desportiva. Paralelamente a tudo isso, o comando tem preparada uma
nova escola de bombeiros que abrirá inscrições em breve.
Segundo algumas informações, o Comandante António Lousada
não vai continuar à frente do Corpo Activo. A Direcção já está a trabalhar
nesta questão?
O Comandante António Lousada terminou o seu mandato em meados
do mês de dezembro. Desde essa data, até porque a estrutura operacional de um
corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a
ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta,
também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. A direcção está sensível à
necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a
trabalhar nisso, afincadamente. Importa, no entanto, dar conta a todos de que
estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do
comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma
questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.
Aproveito a oportunidade para dar testemunho de
agradecimento público ao Comandante Lousada, que exerceu a responsabilidade com
elevado sentido de altruísmo e abnegação.
Em termos de apoios, a Câmara Municipal tem colaborado
com a Associação?
A Câmara Municipal da Mealhada tem sido o principal apoio da
associação. Depois das receitas próprias associadas a serviços prestados, e à
quotização de associados, o financiamento municipal tem sido a mais importante
receita. Recentemente, para apoio à compra de uma nova viatura, um Veículo
Tanque Tático Rural, recebemos vinte e cinco mil euros, o que se revelou
extraordinário. Ou seja, o apoio municipal tem sido presente e muito relevante,
o que no quadro já anteriormente referido acaba por ser fundamental e garante
da sustentabilidade.
A quebra no transporte de doentes tem vindo a afectar a Corporação?
Se sim, de que forma?
Como já referimos, o transporte de doentes é um serviço
prestado - para o qual a associação investiu, nomeadamente com a compra de
veículos especializados e contratação de pessoal - que é, também, a mais
importante receita que temos para exercer uma missão na comunidade que é, em
ultima análise, uma obrigação soberana do Estado. Ou seja, os bombeiros não se
limitam aos peditórios para garantir o financiamento necessário para proteger
pessoas e bens. As associações de bombeiros têm o transporte de doentes como
serviço à comunidade e como fonte de rendimento. Quando, de um momento para o
outro, essa fonte de receita sofre quebras mensais na ordem dos 60 por cento,
nada pode ficar como antes. A associação dos bombeiros da Mealhada é uma de
duas corporações do concelho, e de repente, vê entrar no concelho uma empresa
privada, que diz ter sede no concelho, e que arrecada metade do volume total de
transportes de doentes. Ou seja, ficámos com uma "quota de mercado"
de apenas 25 por cento do volume total de serviços, com a ocorrência de
verdadeiras atrocidades, que denunciam uma completa falta de sentido prático e
económico do sistema, como a do casal que sai de casa à mesma hora e para
consultas no mesmo local e é transportado por duas entidades diferentes,
consumindo ao Estado o dobro dos recursos.
Em que medida a actual crise económica está a afectar o
trabalho da Corporação?
A crise económica, financeira e social afetará,
naturalmente, o voluntariado, na medida em que as pessoas, tendo que trabalhar
mais tempo para auferir o mesmo rendimento, vão deixar de dar tempo (ou tanto
tempo) ao voluntariado e ao serviço não remunerado, como é o dos bombeiros.
Uma última mensagem para os mealhadenses?
A todas as pessoas das comunidades que são mais diretamente
servidas pela nossa corporação - especialmente nas freguesias de Luso,
Vacariça, Mealhada, Antes, Ventosa do Bairro -, e também de Casal Comba,
Murtede e Sepins (estas duas já no concelho de Cantanhede), queremos deixar uma
palavra de Esperança e de Confiança. Estamos - a associação e o seu corpo
activo - prontos, empenhados e motivados em garantir o melhor serviço. Contamos
com o apoio de todas as pessoas e empresas, apelando, por exemplo, a que se
tornem nossos associados.
[1569.] Não há neutro nem meio termo
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
[1564.] Entre-vistas_02
Entrevista ao JORNAL DA MEALHADA
Publicado em 23.01.2013
Publicado em 23.01.2013
“A direção que lidero é muito jovem, mas foi educada para o Serviço”
Depois de no passado mês de dezembro ter sido eleito, Nuno Canilho prepara-se agora para um mandato de três anos como presidente da direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. O Jornal da Mealhada falou com o dirigente sobre alguns dos temas mais relevantes desta associação humanitária.
Quais as
expectativas que tem para o seu mandato?
Antevejo um
mandato complexo, com a necessidade de um conjunto de tomadas de decisão
estruturantes para a associação e especialmente para o corpo de bombeiros. Mas
é essa complexidade que torna o desafio ainda mais aliciante e que nos deu
ânimo para nos candidatarmos à direção da maior e uma das mais antigas
colectividades do nosso concelho.
Tem noção
exata das dificuldades que a corporação tem?
Julgamos que
sim. Naturalmente, há um processo de aprendizagem que só o tempo e a acção
podem cumprir. Há dificuldades do foro económico-financeiro - apesar de termos
recebido a associação em óptima saúde financeira - naturais a uma colectividade
como esta, especialmente nos dias de hoje. Há dificuldades associadas à crise
social, com consequências e reflexos no voluntariado. Há necessidade de
investimentos que nos parecem importantes. Há a necessidade de apoiar o corpo
activo, investindo, ajudando na formação, apoiando, criando condições de cada
vez mais eficácia, prontidão e segurança. Há toda uma hiperactividade
legislativa, que faz com que em termos de determinação legal o que é verdade
hoje pode não se confirmar amanhã. E depois, há, também, o problema da
liberalização do sistema de transporte de doentes.
Quais são as
soluções para essas dificuldades?
A solução
passará por assumir a nossa missão com determinação e resistência. Os
investimentos e a questão financeira terão de ser resolvidos com o apoio da
comunidade, com o nosso esforço na angariação de fundos e com trabalho, as
questões sociais serão minimizadas com assistência e presença. Relativamente a
outras questões e lutas, temos de ser resistentes e defender intransigentemente
os interesses de uma associação humanitária que gere um corpo de bombeiros
activo e com operacionalidade. Os interesses desta associação são os interesses
da comunidade. Acreditamos que nessa defesa dos interesses coletivos, teremos,
sempre, ao nosso lado, as autarquias, as instituições, as empresas, as escolas,
as pessoas das nossas comunidades.
Está
preparado para todas as ocorrências que seja solicitado?
A missão de
uma direção de uma associação de bombeiros é estar na retaguarda, discreta,
garantindo que nada faltará aos nossos bombeiros e à população que servimos,
que os homens e as mulheres têm todas as condições para que possam cumprir a
sua missão da melhor forma possível: com tranquilidade, com eficiência, com
formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança.
No passado
sábado, 19 de janeiro, por exemplo, tivemos a nossa primeira prova de fogo, com
a necessidade de dar resposta, apoio e garantir condições logísticas ao nosso
corpo de bombeiros que estava no terreno a desempenhar um trabalho dificil, de
forma empenhada e inexcedível. Começámos com o pé direito, parece-nos que
estivemos à altura e isso anima-nos. A direção que lidero é muito jovem - das
mais jovens do país - mas é composta por um conjunto de pessoas que foi educada
para o Serviço e que vê neste compromisso uma responsabilidade de Missão e
Voluntariado. Somos todos tão voluntários como os nossos bombeiros e isso
ajudará a sermos cada vez mais eficazes na nossa ação.Uma das questões que tem para resolver é a nomeação do comandante. Quando tenciona fazê-lo?
Desde
meados de dezembro e até porque a estrutura operacional de um corpo de
bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a ser
assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta,
também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. Foi uma situação anterior à
nossa posse e que decorre do término do mandato do comandante António Lousada,
que exerceu a responsabilidade com elevado sentido de altruísmo e abnegação.
A
direcção está sensível à necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante,
como lhe compete, e está a trabalhar nisso, afincadamente. Mas, no entanto,
queremos dar conta a todos de que estamos tranquilos e temos confiança absoluta
nas capacidades operacionais do comando em exercício. O passado fim-de-semana
foi exemplo brilhante da capacidade operacional do comando em exercício. Há
urgência na nomeação do comandante, até por uma questão de expectativas, mas
não há qualquer tipo de risco.
O material
da associação e a corporação são suficientes?
Pelas suas
características, o material de uma associação de bombeiros têm um desgaste
muito rápido. É sempre preciso substituir, arranjar, investir. De uma forma
geral, e genericamente, podemos assumir que ao nível da proteção individual dos
bombeiros, a situação é boa. No que diz respeito ao parque de viaturas, também
estamos muito bem equipados, será necessário, em 2013, investir na renovação
pontual de uma ambulância de socorro. Ao nível das infraestruturas, temos um
quartel que este ano assinala os 20 anos da sua inauguração e que precisará de
algumas beneficiações. Mas de uma forma global, em resumo, podemos dizer que
não temos razões de queixa.
Como está,
neste momento, a situação do transporte de doentes? É problemático?
Continua a
ser um problema. Foi minimizado pela questão de os taxis serem impedidos de
transportar alguns tipos de doentes, mas a liberalização do mercado de
transporte de doentes a empresas privadas está a levar algumas associações à
ruína, perante a completa apatia da administração central, que se arrisca a, nalguns
casos, deixar de ter quem apague os fogos e socorra os feridos. Na nossa
associação, houve, um período de completa asfixia e agonia, que a direção
anterior, liderada por Abílio Semedo, soube dirimir com sucesso. Mas não
podemos nem vamos baixar os braços, porque ainda há muito a fazer!
Interessava
que as pessoas percebessem que, em Portugal, a protecção civil de pessoas e
bens - que é uma obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do
território, garantida por associações privadas, locais, com corpos de bombeiros
voluntários, e financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos
casos, apoios municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da
prestação de outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das
associações. Nos últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de
surto legislador e, em vez de apoiar associações de pessoas que estão a cumprir
uma missão que devia ser sua, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas
associações. Numa linguagem mais figurada, poderia dizer-se que o Estado está a
decepar a mão que cumpre uma missão em sua substituição.
A nova
legislação cria dificuldades?
O tal surto
legislador de que falei, por exemplo, veio criar um conjunto de exigências
formais aos voluntários - obrigando a volumes anuais de horas mínimas de
serviço operacional, por exemplo - que não se compreende. Toda a gente sabe que
há uma crise de voluntariado, muitos portugueses têm de trabalhar mais tempo
para auferir o mesmo rendimento, ficando sem tempo para dar a outras
actividades não remuneradas, mesmo assim, obriga-se a que um voluntário seja
impedido de dar o que pode, só porque alguém acha que não é suficiente.
O
financiamento dado à associação é sustentável?
As direções
que nos antecederam deram à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da
Mealhada regras, condições e uma estrutura perfeitamente sustentável ao nível
económico-financeiro. A sustentabilidade é algo que se garante no dia-a-dia e
é, também para nós, um objectivo. O nível de financiamento da parte dos sócios,
com as quotizações, por exemplo, é muito bom, os apoios autárquicos são bons,
os serviços que prestamos, como já se disse, já foram mais rentáveis, mas
acreditamos que vamos minimizar as dificuldades.
Que novas
atividades tem previstas?
Amanhã, 24
de janeiro, quinta-feira, reunirá a assembleia-geral da associação. Peço a
todos os sócios que participem. Parece-nos que antecipar informações que
tencionamos ali divulgar poderia ser pouco cordial.
Qual o apelo
que gostaria de fazer às“gentes” da Mealhada?
Gostaria de
deixar dois apelos às nossas comunidades. Em primeiro lugar, queria pedir que
ajudem os bombeiros. Uma ajuda financeira - os que puderem -, mas também a
ajuda através de gestos de agradecimento, de alento, de apoio e apreço aos que
voluntariamente arriscam a vida pelos outros. Em segundo lugar, quero apelar
para que na declaração de IRS de cada cidadão, no campo 901 do quadro 9 do
Anexo H (Benefícios Fiscais e Deduções), coloquem uma cruz e o número de
contribuinte dos bombeiros da Mealhada (NIF 501 205 985). Dessa forma, sem
custos para o cidadão, a nossa associação receberá do Estado o equivalente a
0,5 por cento do valor pago em IRS pelo doador.
E às
entidades oficiais?
Às entidades
nacionais, apelo à sensibilidade e bom senso. Às nossas autarquias locais quero
dar garantias de confiança na operacionalidade e empenho do nosso corpo de
bombeiros e apelo a que continuem a ser solidárias e colaborantes como têm
sido.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
[1568.] Dia vencido_22 de janeiro
Visitei
esta tarde [22 de janeiro] a Mata Nacional do Bussaco - acompanhado do Comando dos
Bombeiros da Mealhada - e posso garantir que os estragos, o cenário
dantesco, é, mesmo, impressionante. Infelizmente, parece-me que há
um antes de 19 de janeiro e um depois. Uma palavra de grande
agradecimento aos nossos bombeiros que arriscaram para poder servir e
mostraram a galhardia e a coragem necessária. Obrigado, também, a
todos os que os ajudaram.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
[1567.] Dia vencido_10 de janeiro
Tomámos
posse na direção dos Bombeiros da Mealhada na noite de
quinta-feira [10 de janeiro]. O dia seguinte foi de trabalho, intenso, com reuniões
com o comando, o corpo ativo e as funcionárias administrativas. O
trabalho já começou e é muito entusiasmante. Obrigado por todas as
mensagens de alento.
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Dia vencido,
História Pessoal
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