quarta-feira, 13 de março de 2013

[1584.] “A hora impossível do Papa Francisco”?



Há uma semana, o jornal italiano 'Il Fatto Quotidiano' publicou um artigo - profético? - com o título “A hora impossível do Papa Francisco I”, do jornalista Maurizio Chierici. O jornalista do Público João Pedro Ferreira cita este texto - publicado antes de se saber que o conclave elegeria o primeiro dos Franciscos - e lembra: “Francisco é um nome impossível para a carga de poder com que durante séculos foi construída a infalibilidade do papado, a soberania, o controle formal de cada serviço, a autoridade sobre milhões de fiéis”.

Quando foi eleito cardeal e alguns argentinos queriam viajar para Roma para celebrar, Bergoglio convenceu-os a dar aos pobres o dinheiro que gastariam na viagem. [
Voltou a fazer o mesmo, agora, através de uma carta para a Nunciatura na Argentina - actualizado em 16.03.13] O episódio é narrado pelo jornal inglês The Guardian, que descreve o novo Papa como tendo uma “abordagem prática” à questão da pobreza [A cruz que usa ao peito é de aluminio, saiu de autocarro do Vaticano depois da eleição, no dia seguinte foi ele próprio pagar a hospedagem antes do conclave, os sapatos que usa são os que trouxe de casa - actualizado em 16.03.13]. Bergoglio escolheu o nome Francisco, partilhado por dois conhecidos santos da Igreja Católica – um dos quais conhecido pela devoção aos pobres, o outro, pelo papel de evangelização no Oriente [A 16 de março confirmou que o homenageado é Francisco de Assis - actualizado em 16.03.13].


O artigo do 'Il Fatto Quotidiano' elaborava sobre o facto de a vida de Francisco de Assis não se ajustar à vida actual do líder da Igreja Católica. “O primeiro sinal de mudança na Igreja poderia ser o nome do sucessor de Ratzinger. Da varanda, nunca ninguém anunciou ‘aqui Francisco’”, escreveu o veterano jornalista Maurizio Chierici. “Ele morreu há quase oito séculos, mas ninguém se sentiu na disposição de abraçar a espiritualidade e dedicação absoluta para a vida dos outros”. O artigo citava o parlamentar italiano Raniero La Valle, um dos representantes da esquerda cristã: “Francisco é um nome impossível para a carga de poder com que durante séculos foi construída a infalibilidade do papado, a soberania, o controle formal de cada serviço, a autoridade sobre milhões de fiéis”.


* * *

[Actualizado a 16 de março]
 
O pobrezinho de Assis
 
Francisco Bernardonne era o filho de uma abastada família de comerciantes de tecidos, de oriegm francesa, instalada em Assis, no centro da península itálica. Em determinada altura da sua vida, ainda jovem, na Igreja de São Damião, em ruínas, perto de Assis, Francesco terá ouvido do crucifixo o apelo: "Reconstrói a minha Igreja". Inicialmente, a ordem foi entendida como uma reconstrução física, real, material daquela igreja em concreto. Com o tempo, Francesco percebeu que a ordem era muito mais do que isso, e que a voz do crucifixo poderia ser o próprio Cristo a pedir que ele refundasse a Igreja de Pedro.Francesco renunciou a tudo, tornou-se um mendigo e fundou a Ordem Mendicante dos Franciscanos. Francesco dirigiu-se a Roma, ao papa Inocêncio III no sentido de este lhe aprovar a Regra Primitiva e ratificar a fundação da ordem. A corte papal ridicularizou os frades com aspecto andrajoso e pobre, pediu que não o aborrecesse e mandou-os ir pregar para os porcos! O papa teve um sonho, com a basílica de São João de Latrão a desabar, e mandou chamar Francesco, depois de se lavar.
O grupo de frades ficou chocado com o luxo e ostentação da corte papal e assim que regressou a Assis construiu uma cabana para se albergar.
Francesco faleceu em 1228 e foi canonizado pouco depois. Pela sua vida e pelo testemunho de humildade e de louvor às criaturas criadas por Deus, ficou associado como o padroeiro da Natureza e da Ecologia.

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Na sua comunicação aos jornalistas acreditados no Vaticano, três dias depois da eleição, o Papa Francisco explicou, exactamente como e porque escolheu o nome de Francisco como seu nome papal.

Aqui está o video: 



[1583.] Anuntio gaudim magnum: Papa Fransciscum



Uma grande alegria, de facto. Não fazia parte das minhas expectativas... pela idade, pelo facto de ter sido um nome que tinha estado na berlinda, há oito anos e havia perdido para Ratzinger.
MAS A ESCOLHA DO NOME CONQUISTOU. PARA UM FRANCISCANISTA COMO EU SOU, ESTOU COMPLETAMENTE RENDIDO!

Não me parece que pudesse vir de outro lado, que não da superioridade intelectual de um Jesuíta, a escolha do nome Francisco. Francisco que imediatamente nos remete para o 'poverello' de Assis, mas que pode ser também, do evangelizador Francisco Xavier!

Nos primeiro momentos nem damos conta... ouvindo à exaustão a primeira alocução de Francisco I, reparamos que o Papa PEDE QUE REZEMOS UNS PELOS OUTROS. Não nos diz que PEÇAMOS a Deus isto ou aquilo. PEDE-NOS QUE REZEMOS UNS PELOS OUTROS. Muito interessante!


As primeiras palavras de Francisco I.

«Irmãos e irmãs, boa noite. Vocês sabem que o dever de um conclave é dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram buscar-me quase até ao fim do mundo. Mas aqui estamos. Agradeço a vossa hospitalidade. A comunidade diocesana de Roma já tem o seu bispo. Obrigado.
Em primeiro lugar, peço uma oração pelo nosso Papa emérito, Bento XVI. Oremos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja. [Em seguida, o Papa reza um Pai Nosso e uma Avé Maria com os fiéis reunidos na Praça de S. Pedro]
E agora, vamos começar esta jornada: o bispo e o povo. É o caminho da Igreja de Roma, que preside à caridade em todas as igrejas. Um caminho de fraternidade, amor e confiança entre nós.
Vamos rezar por nós, de um para o outro. Oremos para o mundo, porque há uma grande irmandade. Espero que este caminho da Igreja – que hoje começa e em que serei ajudado pelo cardeal vigário, aqui ao meu lado – seja frutífero para a evangelização desta cidade tão bonita.
E agora gostaria de dar a bênção, mas primeiro quero pedir-vos um favor. Antes de o bispo benzer o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe: a oração do povo, pedindo a bênção do seu bispo. Façamos esta oração em silêncio.
[Depois de alguns segundos de silêncio, o Papa concluiu].
Agora, vou abençoar-vos e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade. Agora deixo-vos. Obrigado por tamanha hospitalidade. Ver-nos-emos em breve. Amanhã vou rezar à Nossa Senhora para que proteja Roma. Boa noite e bom descanso.»

terça-feira, 12 de março de 2013

[1582.] Ser Região - objectivos

Os objectivos gerais da candidatura Ser Região


[em actualização]

[1581.] Dia vencido _ 12 de março

A CEIA DOS CARDEAIS, peça de Júlio Dantas, representada em 1902, a mais representada das peças portuguesas. Para ler. Hoje.


 AQUI

segunda-feira, 11 de março de 2013

[1580.] Dia vencido_11 de março

O conclave começa amanhã. 
O 266.º Papa começa a ser escolhido dentro de poucas horas. 
Diz-se que quem entra Papa... sai cardeal. 
Gostava muito que o novo sucessor de Pedro fosse Tagle (filipino), Maradiaga (hondurenho) ou Schreder (um brasileiro!). Quanto ao nome, voto em João Paulo III (se a ideia for dar continuidade ao peregrino da Igreja Universal) ou João XXIV (se a aposta for no sentido do progressismo e do renovar o Concilio em 50.º aniversário).
 
Espero ardentemente que não seja Bertone, tenho ideia de ele ser o Dark Side ao mais alto nível. Que o Espírito Santo ilumine o Colégio Cardinalício.

sábado, 9 de março de 2013

[1579.] Veneris dies


A propósito do Dia Internacional da Mulher

O papel da Mulher no Escutismo 

 www.loboirmao.blogspot.com




sexta-feira, 8 de março de 2013

[1578.] Há um Dark side... e há um Bright Side

Quando as coisas são feitas com Alegria, recebem A Inspiração!



A Vida de Brian

Always Look On The Bright Side of Life

Monty Python

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

[1575.] Que seja agora!

in www.loboirmao.blogspot.com

Não chega dizer "vão vocês que eu vou lá ter!". 
É preciso dizer presente, quando o que defendemos se pode tornar concreto! 
Que "Seja agora"! 



[1574.] Memórias

Santa Comba Dão, TRILHOS 2001

Encontrei esta preciosidade num VIDEO no facebook do meu amigo Ovelha. Trata-se de um video da actividade nacional para Caminheiros TRILHOS 2001, uma actividade que começou e terminou em Santa Comba Dão, depois de três dias a percorrer, em clãs nacionais, a serra do Caramulo.
A participação nesta actividade - em outubro - foi o meu baptismo na dimensão nacional da associação. Eu havia saído do activo em 1999 e regressei em junho de 2001. Em agosto ainda consegui ir ao Jamboree das Beiras - como caminheiro - e em setembro o Departamento Regional da IV secção convidou-me (a mim e a mais uma equipa de caminheiros) para representar a região de Coimbra nesta segunda edição de uma actividade nacional de referência para caminheiros.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

[1573.] Dia vencido_22 de fevereiro - II

Hoje foi Dia de B.-P.
 Começou o IV AcaSecNuc
AQUI + AQUI
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.

Hoje é, também, o Dia #1 de um futuro de Serviço. 
A candidatura Ser Região, à Junta Regional de Coimbra, escolheu o dia de hoje, o dia do fundador, para entregar o processo na secretaria da junta. Fomos todos fardados entregar o processo de forma formal, com grande espírito de missão e de responsabilidade. Conseguimos angariar um número verdadeiramente espectacular de assinaturas de proponentes - mais de 150, cinco vezes mais do que seria necessário - um sinal de que a região anseia desesperadamente por uma mudança, por um caminho alternativo. Estamos muito motivados e o único obstáculo parece ser um período demasiado longo até 12 de maio, o dia das eleições.
 Somos pessoas muito diferentes, com percursos de vida diferentes, proveniências diferentes e por isso discutimos, apresentamos com veemência os nossos pontos de vista, mas levamos muito a sério o nosso compromisso e a nossa missão como dirigentes do Corpo Nacional de Escutas. Já servimos - muitos de nós - em equipas nacionais, em equipas regionais e de núcleo, e todos, mas todos mesmo, sem excepção, temos agrupamento e unidade, vivemos o mundo real do escutismo com os miudos. Não o fazemos nem por telepatia, nem à distância.
A partir de hoje está nas mãos da região a escolha entre se quer Ser Região... ou não.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[1572.] Dia vencido_22 de fevereiro

Hoje o tema central dos noticiários são as vaias aos ministros. Não me choca que as pessoas se manifestem, não me choca que cantem temas como o "Grândola" (ou o "Maria da Fonte"), não me choca que interrompam ministros, não me choca que causem incómodos e constrangimentos. Trata-se de uma coisa natural nas Democracias, se as pessoas estão descontentes devem demonstrá-lo! O que me choca e me insulta como português é que os partidos da Oposição não consigam ir além dos gritos da horda, e não sejam capazes de dizer o que pode ser feito de diferente. Limitam-se a querer eleições para poderem aproveitar o descontentamento e eleger mais dos seus. Há um caminho diferente? Por onde? 
 
 
Ah, e não me venha o Dr.Seguro falar em investimento estrangeiro, porque cada vez que fala em instabilidade afasta os capitalistas que quer mais não quer... Nem o Sr.Sousa falar em ajudar os que menos têm porque é graças ao excesso de garantismo que a despesa pública galopa. Nem o Dr.Semedo sugerir que se taxa as fortunas, porque elas já cá não estão e as que estão não pagam as reformas dos camaradas que se reformaram aos 37 anos... Digam, de facto, o que fariam de diferente! Por favor!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

[1565.] Dia vencido... em solis dies

Entre as tarefas de empregado de mesa, de presidente dos Bombeiros, paginador de jornais, formador de Universidade Sénior, mestrando na faculdade, escuteiro com velhas (e esperemos que futuras) responsabilidades, marido, filho, irmão, tio e padrinho... não tem sobrado tempo para ser blogger...

Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...

Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.

[1613.] YPSILÓN_17



YPSILÓN #17
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-17.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

[1612.] YPSILÓN_16


YPSILÓN #16
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-16.html

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

[1562.] A agendar!


Reportagem “Alguma dor cura a Alma” destaca importância do distrito

Livro sobre peregrinações religiosas
apresentado no Café Santa Cruz em Coimbra

A centralidade de Coimbra nos caminhos para Santiago de Compostela e Fátima é destacada em “Alguma dor cura a alma”, do jornalista Carlos Ferreira, que caminhou 481 quilómetros em 13 dias para escrever a reportagem que originou o livro. A etapa entre Pombal e Coimbra é uma das mais dramáticas relatadas na obra. A próxima apresentação é no histórico Café Santa Cruz, em Coimbra, e terá como oradores Carlos Camponez, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Nuno Castela Canilho, peregrino do Caminho de Santiago e hospitaleiro no Albergue de Peregrinos da Mealhada.

“A Cidade dos Estudantes é muito importante nos caminhos da fé e este livro não podia ignorar esse facto. Por exemplo, no aspecto histórico: a consagração a Santiago da Igreja de Castelo de Neiva, em Viana do Castelo, em 862, a referência mais antiga ao culto, fez-se por iniciativa do bispo Nausto de Coimbra, e tem início nesta cidade a rota descrita no mapa mais antigo (1138) do Caminho Português”, explica o autor, Carlos Ferreira.

Há ainda duas figuras femininas que reforçam a centralidade de Coimbra na história dos caminhos da fé para a Galiza e para Fátima: a rainha Santa Isabel e a irmã Lúcia. A primeira peregrinou duas vezes (1325 e 1335) a Santiago de Compostela. O seu túmulo, no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, tem representados o Apóstolo, o bordão e a bolsa das esmolas, que comprovam a sua condição como peregrina. E a vidente passou a maior parte da sua vida no Carmelo de Santa Teresa, onde faleceu aos 98 anos, a 13 de Fevereiro de 2005.

“O percurso sob chuva torrencial entre Pombal e Coimbra foi o mais dramático da jornada. Parecia o dilúvio durante 35 quilómetros. E o dia seguinte, a caminho da Anadia, também foi bastante difícil. Mas foi também em Coimbra que, inesperadamente, recebi o primeiro gesto de solidariedade, um daqueles que justificam fazer o Caminho. Na pastelaria Pistrina, vendo a minha condição de peregrino e que me preparava para enfrentar a tempestade que se abatia na cidade, ofereceram-me o pequeno almoço”, conta o jornalista, que fez a caminhada solitária a uma média de 37 quilómetros diários, transportando 14 quilos de mantimentos.

O culto a Santiago Maior (ou São Tiago) de Compostela nasceu durante a reconquista cristã e há historiadores que justificam o seu crescimento com a necessidade de unir os reinos da Península Ibérica na luta contra os mouros. A sua influência estendeu-se rapidamente ao então Condado Portucalense, deixando para memória futura, por exemplo, 184 paróquias e 140 capelas em território nacional. Em sentido contrário, mas partilhando o mesmo percurso nalguns troços, está também a consolidar-se o Caminho de Fátima. É uma corrente humana, de 50 mil fiéis por ano, diferente da que peregrina ao sepulcro do Apóstolo.

“Caminhei entre oito e dez horas por dia. E entrei na Catedral de Santiago de Compostela no dia 13 de Maio de 2012, pelas 12h00, no momento em que, no Altar do Mundo, 300 mil pessoas celebravam a primeira aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos. Às vezes perguntam-me se fui por fé. Costumo responder: “Por alguma razão não terei ido a pé a Madrid, mas ainda não sei qual é”, afirma Carlos Ferreira.

O pagamento de promessas a Nossa Senhora motiva a generalidade dos peregrinos de Fátima, enquanto apenas um quinto dos caminheiros que se dirigem à Galiza (192 mil em 2012) o fazem como manda a Igreja. A antiguidade deste Caminho justifica uma mescla de culturas, de religiosidades, de razões e de interesses, de patrimónios, que a juventude dos itinerários do Altar do Mundo ainda não acumularam, apesar de 131 dos 174 santuários portugueses serem marianos, o que demonstra bem a devoção popular à Virgem.

 “Espero que esta seja uma grande reportagem e não apenas uma reportagem grande. Uma espécie de reconciliação entre o jornalismo e os leitores, que permaneça para além da espuma dos dias. Este é o meu desejo mais íntimo e o meu humilde contributo para demonstrar que o anúncio da nossa morte profissional é uma notícia claramente exagerada”, diz o autor.

A próxima apresentação do livro, editado pela Chiado Editora, está marcada para sábado, dia 09 de Fevereiro, às 16h30, no Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, no centro de Coimbra.

Link para download de fotos de Carlos Ferreira e do caminho entre Fátima e Santiago de Compostela:  http://www.sendspace.com/file/foy3g9
Página: http://www.facebook.com/pages/Alguma-dor-cura-a-Alma/278604258914968
Evento: http://www.facebook.com/events/425379687518818/

Sobre o autor:

Carlos Ferreira, natural de Pombal e residente em Leiria, de 45 anos, tinha dezasseis quando publicou pela primeira vez. É um texto de 750 caracteres no Jornal do Incrível, sobre como enriquecer sem esforço, pelo qual recebeu 200 escudos (menos de um Euro!). Ainda hoje desconfia da aplicabilidade do conteúdo do texto.
Em 1985, com dezoito anos, iniciou a carreira de jornalista na Rádio Comercial de Leiria e depois passou por Órgãos de Informação como a Semana de Leiria (1985), Jornal de Leiria (1985-1989), Correio da Manhã (1986-2012), revista Diana (1989-1990), Jornal da Batalha (1990-1991) e O Crime (1991-2001). No Correio da Manhã foi, sucessivamente, correspondente, redactor e fotógrafo, chefe de delegação e editor. Tem ainda trabalhos publicados no DN-Jovem, Blitz, Comércio do Porto, Região de Leiria, Bailadoiro (Leiria), O Mensageiro (Leiria), Rádio Comercial e Agência Notícias de Portugal.
Entre as reportagens que realizou nestes 27 anos na Europa, Brasil e Macau, destaca a cobertura do caso do Assassino da Praia do Osso da Baleia (1987), do pós-guerra no Kosovo (1999 e 2007), do último ano da soberania portuguesa em Macau (1999) e das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil (2000).
É autor dos livros ‘Guia do Peregrino-Papa Bento XVI em Portugal” (Presselivre, 2010) e “Na Mente do Assassino-O Serial Killer da Lourinhã” (Cofina Média Books, 2012), distribuídos com o Correio da Manhã.

Contactos:
Carlos Ferreira
Tlm: 918 322 765
E-mail: Karllus.ferreira@gmail.com

Chiado Editora
Site: http://www.chiadoeditora.com
   

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

[1563.] Entre-vistas_01

Entrevista ao jornal REGIÃO BAIRRADINA
Publicado em 24.01.2013

O apoio municipal tem sido presente e muito relevante
Título escolhido pelo jornal


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que razões o levaram a candidatar-se à presidência da Direcção dos Bombeiros da Mealhada?

Perante a informação de que o anterior presidente, Abílio Semedo, não teria intenções de se recandidatar, recebi da parte de alguns sócios a sugestão de que me candidatasse. Como não podia ser indiferente a esse apelo, e porque tenho muito gosto em ser sócio dos Bombeiros da Mealhada, sondei algumas pessoas no sentido de constituirmos uma equipa, que resultou numa candidatura jovem e dinâmica.
Entendemos todos que, nesta fase da nossa vida, faz sentido dedicarmos o nosso tempo livre e, acima de tudo as nossas energias, à nossa comunidade, através de uma causa tão nobre e importante como é a dos Bombeiros Voluntários. Somos voluntários - tal como os nossos bombeiros - e assumimos esta responsabilidade por imperativo de consciência e com sentido de missão e cidadania.

Quais os objectivos que pretende levar por diante à frente da Associação?

O objectivo central é o de dar ao corpo de bombeiros todas as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível: com  tranquilidade, com eficiência, com formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança. Como já disse, somos todos voluntários, os bombeiros na frente do combate da protecção civil de pessoas e bens, no apoio à saúde, e nós, na retaguarda, discretos, garantindo que nada lhes faltará falta, com a angariação de fundos de financiamento, investindo em material e equipamentos que vão ao encontro da satisfação das aspirações dos bombeiros e das necessidades das populações, servindo de intermediários e de elo de aproximação entre a comunidade que precisa dos bombeiros e os bombeiros que precisam da comunidade.

Actualmente quais as principais dificuldades com que se debate a Corporação?

Em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e, em vez de apoiar associações, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas associações. Falo, por exemplo, do sistema da liberalização do serviço de transportes de doentes - a empresas privadas de ambulâncias -, que está a levar as associações à ruína, e da legislação que obriga os voluntários a limites mínimos de serviço operacional e formação. À crise de voluntariado, que é, naturalmente, outro dos grandes problemas, soma-se, assim, um conjunto de exigências formais que está a reduzir o número de bombeiros voluntários.    

Qual o número de bombeiros? É vossa intenção aumentar esse número? De que forma pretendem sensibilizar os jovens para esta causa?

O nosso corpo activo é constituído por 56 homens e mulheres. Naturalmente que é nosso desejo que o número de bombeiros voluntários aumente e tudo faremos para, em conjunto com o comando, trabalhar nesse sentido. Estamos a preparar um conjunto de iniciativas e programas, em harmonia com o comando e com a delegação da Juvebombeiros, - que em breve apresentaremos a um conjunto de parceiros da sociedade civil - com esse objectivo. São actividades de índole pedagógica - junto dos estabelecimentos escolares e associações -, de índole social e desportiva. Paralelamente a tudo isso, o comando tem preparada uma nova escola de bombeiros que abrirá inscrições em breve.

Segundo algumas informações, o Comandante António Lousada não vai continuar à frente do Corpo Activo. A Direcção já está a trabalhar nesta questão?

O Comandante António Lousada terminou o seu mandato em meados do mês de dezembro. Desde essa data, até porque a estrutura operacional de um corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta, também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. A direcção está sensível à necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a trabalhar nisso, afincadamente. Importa, no entanto, dar conta a todos de que estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.
Aproveito a oportunidade para dar testemunho de agradecimento público ao Comandante Lousada, que exerceu a responsabilidade com elevado sentido de altruísmo e abnegação.

Em termos de apoios, a Câmara Municipal tem colaborado com a Associação?

A Câmara Municipal da Mealhada tem sido o principal apoio da associação. Depois das receitas próprias associadas a serviços prestados, e à quotização de associados, o financiamento municipal tem sido a mais importante receita. Recentemente, para apoio à compra de uma nova viatura, um Veículo Tanque Tático Rural, recebemos vinte e cinco mil euros, o que se revelou extraordinário. Ou seja, o apoio municipal tem sido presente e muito relevante, o que no quadro já anteriormente referido acaba por ser fundamental e garante da sustentabilidade.

A quebra no transporte de doentes tem vindo a afectar a Corporação? Se sim, de que forma?

Como já referimos, o transporte de doentes é um serviço prestado - para o qual a associação investiu, nomeadamente com a compra de veículos especializados e contratação de pessoal - que é, também, a mais importante receita que temos para exercer uma missão na comunidade que é, em ultima análise, uma obrigação soberana do Estado. Ou seja, os bombeiros não se limitam aos peditórios para garantir o financiamento necessário para proteger pessoas e bens. As associações de bombeiros têm o transporte de doentes como serviço à comunidade e como fonte de rendimento. Quando, de um momento para o outro, essa fonte de receita sofre quebras mensais na ordem dos 60 por cento, nada pode ficar como antes. A associação dos bombeiros da Mealhada é uma de duas corporações do concelho, e de repente, vê entrar no concelho uma empresa privada, que diz ter sede no concelho, e que arrecada metade do volume total de transportes de doentes. Ou seja, ficámos com uma "quota de mercado" de apenas 25 por cento do volume total de serviços, com a ocorrência de verdadeiras atrocidades, que denunciam uma completa falta de sentido prático e económico do sistema, como a do casal que sai de casa à mesma hora e para consultas no mesmo local e é transportado por duas entidades diferentes, consumindo ao Estado o dobro dos recursos.

Em que medida a actual crise económica está a afectar o trabalho da Corporação?

A crise económica, financeira e social afetará, naturalmente, o voluntariado, na medida em que as pessoas, tendo que trabalhar mais tempo para auferir o mesmo rendimento, vão deixar de dar tempo (ou tanto tempo) ao voluntariado e ao serviço não remunerado, como é o dos bombeiros.

Uma última mensagem para os mealhadenses?

A todas as pessoas das comunidades que são mais diretamente servidas pela nossa corporação - especialmente nas freguesias de Luso, Vacariça, Mealhada, Antes, Ventosa do Bairro -, e também de Casal Comba, Murtede e Sepins (estas duas já no concelho de Cantanhede), queremos deixar uma palavra de Esperança e de Confiança. Estamos - a associação e o seu corpo activo - prontos, empenhados e motivados em garantir o melhor serviço. Contamos com o apoio de todas as pessoas e empresas, apelando, por exemplo, a que se tornem nossos associados.

[1569.] Não há neutro nem meio termo

 

 AQUI

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

[1564.] Entre-vistas_02

Entrevista ao JORNAL DA MEALHADA
Publicado em 23.01.2013

 
“A direção que lidero é muito jovem, mas foi educada para o Serviço”
 


Depois de no passado mês de dezembro ter sido eleito, Nuno Canilho prepara-se agora para um mandato de três anos como presidente da direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. O Jornal da Mealhada falou com o dirigente sobre alguns dos temas mais relevantes desta associação humanitária.

Quais as expectativas que tem para o seu mandato?

Antevejo um mandato complexo, com a necessidade de um conjunto de tomadas de decisão estruturantes para a associação e especialmente para o corpo de bombeiros. Mas é essa complexidade que torna o desafio ainda mais aliciante e que nos deu ânimo para nos candidatarmos à direção da maior e uma das mais antigas colectividades do nosso concelho.

Tem noção exata das dificuldades que a corporação tem?

Julgamos que sim. Naturalmente, há um processo de aprendizagem que só o tempo e a acção podem cumprir. Há dificuldades do foro económico-financeiro - apesar de termos recebido a associação em óptima saúde financeira - naturais a uma colectividade como esta, especialmente nos dias de hoje. Há dificuldades associadas à crise social, com consequências e reflexos no voluntariado. Há necessidade de investimentos que nos parecem importantes. Há a necessidade de apoiar o corpo activo, investindo, ajudando na formação, apoiando, criando condições de cada vez mais eficácia, prontidão e segurança. Há toda uma hiperactividade legislativa, que faz com que em termos de determinação legal o que é verdade hoje pode não se confirmar amanhã. E depois, há, também, o problema da liberalização do sistema de transporte de doentes.

Quais são as soluções para essas dificuldades?

A solução passará por assumir a nossa missão com determinação e resistência. Os investimentos e a questão financeira terão de ser resolvidos com o apoio da comunidade, com o nosso esforço na angariação de fundos e com trabalho, as questões sociais serão minimizadas com assistência e presença. Relativamente a outras questões e lutas, temos de ser resistentes e defender intransigentemente os interesses de uma associação humanitária que gere um corpo de bombeiros activo e com operacionalidade. Os interesses desta associação são os interesses da comunidade. Acreditamos que nessa defesa dos interesses coletivos, teremos, sempre, ao nosso lado, as autarquias, as instituições, as empresas, as escolas, as pessoas das nossas comunidades.

Está preparado para todas as ocorrências que seja solicitado?

A missão de uma direção de uma associação de bombeiros é estar na retaguarda, discreta, garantindo que nada faltará aos nossos bombeiros e à população que servimos, que os homens e as mulheres têm todas as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível: com tranquilidade, com eficiência, com formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança.
No passado sábado, 19 de janeiro, por exemplo, tivemos a nossa primeira prova de fogo, com a necessidade de dar resposta, apoio e garantir condições logísticas ao nosso corpo de bombeiros que estava no terreno a desempenhar um trabalho dificil, de forma empenhada e inexcedível. Começámos com o pé direito, parece-nos que estivemos à altura e isso anima-nos. A direção que lidero é muito jovem - das mais jovens do país - mas é composta por um conjunto de pessoas que foi educada para o Serviço e que vê neste compromisso uma responsabilidade de Missão e Voluntariado. Somos todos tão voluntários como os nossos bombeiros e isso ajudará a sermos cada vez mais eficazes na nossa ação.

Uma das questões que tem para resolver é a nomeação do comandante. Quando tenciona fazê-lo?

Desde meados de dezembro e até porque a estrutura operacional de um corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta, também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. Foi uma situação anterior à nossa posse e que decorre do término do mandato do comandante António Lousada, que exerceu a responsabilidade com elevado sentido de altruísmo e abnegação.
A direcção está sensível à necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a trabalhar nisso, afincadamente. Mas, no entanto, queremos dar conta a todos de que estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do comando em exercício. O passado fim-de-semana foi exemplo brilhante da capacidade operacional do comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.

O material da associação e a corporação são suficientes?

Pelas suas características, o material de uma associação de bombeiros têm um desgaste muito rápido. É sempre preciso substituir, arranjar, investir. De uma forma geral, e genericamente, podemos assumir que ao nível da proteção individual dos bombeiros, a situação é boa. No que diz respeito ao parque de viaturas, também estamos muito bem equipados, será necessário, em 2013, investir na renovação pontual de uma ambulância de socorro. Ao nível das infraestruturas, temos um quartel que este ano assinala os 20 anos da sua inauguração e que precisará de algumas beneficiações. Mas de uma forma global, em resumo, podemos dizer que não temos razões de queixa.

Como está, neste momento, a situação do transporte de doentes? É problemático?

Continua a ser um problema. Foi minimizado pela questão de os taxis serem impedidos de transportar alguns tipos de doentes, mas a liberalização do mercado de transporte de doentes a empresas privadas está a levar algumas associações à ruína, perante a completa apatia da administração central, que se arrisca a, nalguns casos, deixar de ter quem apague os fogos e socorra os feridos. Na nossa associação, houve, um período de completa asfixia e agonia, que a direção anterior, liderada por Abílio Semedo, soube dirimir com sucesso. Mas não podemos nem vamos baixar os braços, porque ainda há muito a fazer!
Interessava que as pessoas percebessem que, em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e, em vez de apoiar associações de pessoas que estão a cumprir uma missão que devia ser sua, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas associações. Numa linguagem mais figurada, poderia dizer-se que o Estado está a decepar a mão que cumpre uma missão em sua substituição.

A nova legislação cria dificuldades?

O tal surto legislador de que falei, por exemplo, veio criar um conjunto de exigências formais aos voluntários - obrigando a volumes anuais de horas mínimas de serviço operacional, por exemplo - que não se compreende. Toda a gente sabe que há uma crise de voluntariado, muitos portugueses têm de trabalhar mais tempo para auferir o mesmo rendimento, ficando sem tempo para dar a outras actividades não remuneradas, mesmo assim, obriga-se a que um voluntário seja impedido de dar o que pode, só porque alguém acha que não é suficiente.

O financiamento dado à associação é sustentável?

As direções que nos antecederam deram à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada regras, condições e uma estrutura perfeitamente sustentável ao nível económico-financeiro. A sustentabilidade é algo que se garante no dia-a-dia e é, também para nós, um objectivo. O nível de financiamento da parte dos sócios, com as quotizações, por exemplo, é muito bom, os apoios autárquicos são bons, os serviços que prestamos, como já se disse, já foram mais rentáveis, mas acreditamos que vamos minimizar as dificuldades.

Que novas atividades tem previstas?

Amanhã, 24 de janeiro, quinta-feira, reunirá a assembleia-geral da associação. Peço a todos os sócios que participem. Parece-nos que antecipar informações que tencionamos ali divulgar poderia ser pouco cordial.

Qual o apelo que gostaria de fazer às“gentes” da Mealhada?

Gostaria de deixar dois apelos às nossas comunidades. Em primeiro lugar, queria pedir que ajudem os bombeiros. Uma ajuda financeira - os que puderem -, mas também a ajuda através de gestos de agradecimento, de alento, de apoio e apreço aos que voluntariamente arriscam a vida pelos outros. Em segundo lugar, quero apelar para que na declaração de IRS de cada cidadão, no campo 901 do quadro 9 do Anexo H (Benefícios Fiscais e Deduções), coloquem uma cruz e o número de contribuinte dos bombeiros da Mealhada (NIF 501 205 985). Dessa forma, sem custos para o cidadão, a nossa associação receberá do Estado o equivalente a 0,5 por cento do valor pago em IRS pelo doador.

E às entidades oficiais?

Às entidades nacionais, apelo à sensibilidade e bom senso. Às nossas autarquias locais quero dar garantias de confiança na operacionalidade e empenho do nosso corpo de bombeiros e apelo a que continuem a ser solidárias e colaborantes como têm sido.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

[1568.] Dia vencido_22 de janeiro

Visitei esta tarde [22 de janeiro] a Mata Nacional do Bussaco - acompanhado do Comando dos Bombeiros da Mealhada - e posso garantir que os estragos, o cenário dantesco, é, mesmo, impressionante. Infelizmente, parece-me que há um antes de 19 de janeiro e um depois. Uma palavra de grande agradecimento aos nossos bombeiros que arriscaram para poder servir e mostraram a galhardia e a coragem necessária. Obrigado, também, a todos os que os ajudaram.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

[1611.] YPSILÓN_15



YPSILÓN #15
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-15.html

sábado, 19 de janeiro de 2013

[1610.] YPSILÓN_14



YPSILÓN #14
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/01/ypsilon-14.html

sábado, 12 de janeiro de 2013

[1567.] Dia vencido_10 de janeiro


Tomámos posse na direção dos Bombeiros da Mealhada na noite de quinta-feira [10 de janeiro]. O dia seguinte foi de trabalho, intenso, com reuniões com o comando, o corpo ativo e as funcionárias administrativas. O trabalho já começou e é muito entusiasmante. Obrigado por todas as mensagens de alento.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

[1566.] Dia vencido_9 de janeiro


A primeira página da edição do JM de hoje, 9 de janeiro, com imagem e formato renovados.

Mesmo não estando a exercer funções como director do JM, continuo a ser um colaborador. Esta edição fui eu que a paginei e deu-me gozo especial fazê-lo. Com o apoio de Jorge Vicente, o autor desta transformação gráfica.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

[1560.] Ano 2013

Começou hoje o ano 2013 do calendário gregoriano... o primeiro a ter quatro digitos diferentes desde 1987...

Por proposta da Comissão Europeia, 2013 é o Ano Europeu dos Cidadãos!

Já a UNESCO consagrou o ano como o Ano Internacional da Cooperação pela Água. A mesma organização determinou que 2013 será o Ano Internacional da Quinoa.

Desde outubro de 2012 e até 24 de novembro de 2013, a Igreja Católica celebra o aniversário do Concílio Vaticano II e, também, o Ano da Fé. Neste mesmo ano, de 23 a 28 de julho, no Brasil, realiza-se a XVIII Jornada Mundial da Juventude.

Em 1 de julho de 2013, a Croácia passará a ser o 28.º Estado-membro da União Europeia.

2013 é o Ano da Serpente, o ano 4710 do calendário Chinês, o ano 5774 do calendário Hebraico, e o ano de 1436 do calendário Islâmico.


[1559.] Lido... e clarificador!

O jornal i de 01.01.13 faz uma análise na secção Zoom, que é bem clarificadora de uma série de coisas que se estão a passar na economia nacional: "Vida de Deputado não fascina empresários".

"Quase não há deputados empresários", diz o texto de Margarida Bon de Sousa, que assevera: "Investir, criar emprego, pagar salários ao fim do mês são experiências que só três eleitos pelo povo é que assumem" . E "só há um deputado que apresenta como função 'empreendedor' no currículo oficial"... mas a verdade é que dos 230 deputados, nenhum coloca como profissão "político", apesar de muitos nunca terem feito mais nada na vida... E até há deputados (no PS) que são "licenciados em licenciaturas" e "mestre em mestrados"...

Não será preciso (nem desejável) ser médico para ser ministro da Saúde... ou desempregado para ser ministro do Emprego... mas se calhar dava jeito - para não se cometerem atrocidades como a das máquinas novas de faturação em crise, ou a até há bem pouco tempo calamitosa situação dos ex-empresários serem considerados mal-feitores e não terem acesso a compensação por desemprego - haver mais empresários a governar (direta ou indiretamente) o país.

[1556.] Votos do "Melhor possível"!

O ano de 2012 não foi fácil. Não sei se vivemos ou se resistimos! O meu ano foi especialmente díficil!... Valeu a convicção de que a jornada é sempre menos tortuosa quando a fazemos acompanhados ou quando sabemos que alguém nos valerá se preciso for.
No final do ano 2012 o balanço acaba por ser positivo. O sofrimento também faz crescer e pudemos crescer este ano, como não pensávamos ser possível.
Obrigado aos meus amigos pelo 2012 e a todos votos de muita força para o que aí vem!
Resistamos!

sábado, 29 de dezembro de 2012

[1558.] Lido... e esquerdificante!

O Diário de Notícias fez hoje o seu 148.º aniversário, e convidou o Manuel Carvalho da Silva para dirigir a edição especial. Claro que o convite, mesmo que seja inocente (e que não tenha qualquer intenção de dar relevância ao ex-sindicalista profissional da CGTP-in, no eventual caminho para a liderança do PCP, candidatura à Câmara de Lisboa ou candidatura presidencial), não esperava que o professor universitário fosse ideologicamente independente na edição que ia dirigir...

A entrevista a Lula da Silva (páginas 6 a 8) é "uma escolha natural", como diz o próprio MCS, que assina o texto. Não deixa de ser curioso o paralelismo da entrevista do sindicalista que quererá ser presidente ao sindicalista que foi e quer voltar a ser presidente...

O texto de Fernanda Câncio, "A China viu o futuro e é o Estado Social" é para rir! Diz a ex-primeira dama e jornalista alegadamente séria que "a China está no processo de aumentar salários e criar um Estado social". Na página 60: "Empreendedorismo é mito"

Cronistas da edição de aniversário? Carlos Carvalhas (página 15), Pepetela (página 46), Tarso Genro, ex-ministro do Governo Lula e governador do Rio Grande do Sul, pelo PT (página 47), José António Griñan, ex-ministro do Trabalho do governo espanhol de Gonzalez, presidente da Andaluzia e presidente do PSOE (página 47), Pilar Del Rio (página 54), Mário Soares (página 86) e Boaventura Sousa Santos (página 87).  Manuel Clemente, bispo do Porto (página 42) para não ser demasiado esquerdoso?

O frente a frente entre Arménio Carlos e João Proença... parece ser a cereja em cima do topo do bolo, numa edição onde não uma foto sequer de Passos Coelho, Seguro e/ou Portas!
O DN de 29.12.12 parece desenhado para ser uma espécie de folhetim do "Congresso Democrático das Alternativas", aquela organização de Alfredo Barroso e Vasco Lourenço abandonaram por estar a ser manipulado pelas cupulas dos partidos da esquerda radical...


[1555.] "Já não somos a força de outros tempos", diz M.


Ontem fomos ao cinema. Vimos o 23.º filme da saga James Bond, ainda com Daniel Craig, "Skyfall".  Somos fãs da saga de Ian Flemming... e talvez por isso custe um pouco mais entusiasmarmo-nos com um destes filmes. Este filme de Sam Mendes não comprometeu. Gostámos.
O enredo não é original... a morte de Bond já está mais que gasta... aliás o próprio personagem reconhece que o seu hobby é ressuscitar... a vingança do espião traído já tem barbas... mas enfim... Gostamos de filmes Bond em que se desvenda alguma coisa do passado do espião mais clássico do cinema.

O filme (e a noite), para além da companhia, valeu por dois pormenores interessantes.

O da conversa entre o novo Q e James Bond sobre eficiência e inovação, e o da citação de M do poeta Alfred Tennyson.

«Though much is taken, much abides; and though
We are not now that strength which in old days
Moved earth and heaven; that which we are, we are;
One equal temper of heroic hearts,
Made weak by time and fate, but strong in will
To strive, to seek, to find, and not to yield.»
                                         Lord Alfred Tennyson, Ullisses

Tradução livre:
«Apesar muito ter sido tomado, muito permanece e, embora
Não sejamos agora aquela força que nos velhos tempos
Movia a terra e o céu; Nós somos, o que nós somos;
Um temperamento igual de corações heróicos,
Enfraquecidos pelo tempo e pelo destino, mas fortes na vontade
Para lutar, buscar, encontrar, e não se render.»

A diretora do MI6, Judi Dench, em M, personagem central deste filme, narrava assim a espionagem da modernidade e a história da necessidade de combate do inimigo desconhecido. O inimigo sem rosto, que hoje se disfarça de protector...

Muito interessante, se obrigar à reflexão.
Aguarda-se novo Bond... 50 anos depois do primeiro, com o inesquecível Sean Connery - que bem podia ser convidado para ser M.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

[1554.] Outras mensagens aos portugueses.

Mensagem (de Agostinho da Silva) aos Portugueses  

«O que quero de todos os portugueses é o seguinte: sejam curiosos; e que a organização em sociedade possa ser de tal maneira que eles possam satisfazer essa curiosidade completamente. E não para ganhar dinheiro, não para fazer figura, nem para ganhar cargo, mas para ser plenamente aquilo que é. Alguma coisa que ele sinta que o está desenvolvendo na mensagem única que tem que dar do mundo, de maneira que a minha mensagem para qualquer aluno de qualquer escola é: faça favor de cuidar da sua mensagem e não da minha. A minha foi, é só para dizer «cuide da sua», porque essa é que tem importância. E a mensagem será vossa na medida em que for o mais diferente possível da minha, ou de qualquer outra. Senão, para quê duplicados no mundo? Não é preciso. Para isso é que inventaram os carimbos. Eu não sou um carimbo de ninguém. »

Agostinho da Silva, in 'Entrevista'

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

[1553.] A República do Rei Gaspar

 Em dias de balanço de mais um ano politico em crise, os jornais e as revistas destacam a figura do Ministro de Estado e das Finaças, Vitor Gaspar, como a figura nacional do ano. De facto, a figura do tecnocrata calmissimo (às vezes dá a impressão que não lhe corre pinga de sangue) que veio de Bruxelas passou de desconhecido a amado... Sim, eu disse amado!

Há quem diga (Miguel Sousa Tavares, ontem, por exemplo) que Gaspar manda mais no Governo e no País do que o próprio Passos Coelho. De facto, é capaz de não ser mentira. Em Portugal, desde 1926 que é assim. Com exceção dos anos em que o ministro das Finanças foi o próprio Chefe do Governo, o titular das Finanças sempre foi o mais poderoso do Governo. Cavaco, na sua autobiografia politica, explana, largamente, essa ideia e essa tradição. 
O ministro das Finanças sempre exigiu ter poderes reforçados num Governo - seja ele ou não de auteridade -. Poderes nas autorizações de despesa, na planificação de investimentos... sempre. Muitos foram os ministros que sairam por causa desta supremacia política de governantes que nem sempre são políticos profissionais.
Portanto, não é diferente com Gaspar.

Mas eu disse que Gaspar era amado? Disse...
Se não fosse amado será que tinha tido tanta preponderância neste Natal? Desde o bolo-rei austero na Pastelaria coimbrã Vasco da Gama, passando pelo rei mago com olheiras, cara pálida e sem camelo, que bebe Licor Beirão e pede factura... em nome do burro, ou pelo paizinho com voz fina que cortava a barba do pai Natal em 50% e corria tudo a meias... se não fosse a mulher a mandar lá em casa...

Não é isto amor?




[1552.] Da esperança... a mais e a menos...

As mensagens de Natal tornaram-se habituais nos meios políticos nacionais. Uma forma de chegar às pessoas, diretamente, em dia de festa, estilo "Conversa em Família", na aproximação entre os líderes e os liderados. A ideia é britânica e a Rainha de Inglaterra é a catedrática no formato (este ano, de Jubileu, até o fez em 3D).
Passos Coelho, o primeiro-ministo, voltou a cumprir a tradição e apresentou-se, em tom próprio, pouco ecuménico, sem árvore de Natal, mas com o presépio sem burro (Vista Alegre?) na retaguarda. Não caiu o nosso presidente do Governo no extremo do Chefe de Estado espanhol, o recentemente intervencionado à anca, Don Juan Carlos, que discursou este ano... sentado na secretaria...

A mensagem de Pedro Passos Coelho na televisão foi de severidade, ao estilo Ferreira Leite (o da Verdade por muito que custe)... com um toque esperançoso demasiado lapaliciano: "Os dias mais felizes e mais prósperos estão à nossa frente". É verdade. Um dia isto há-de acabar e teremos dias mais felizes e mais prósperos. Não se sabe é quando... convenhamos.


Já com a mensagem, ontem, no Facebook, Pedro Passos Coelho deu azo a um tom que, convenhamos também, já começa a ser um bocadito salazarento... A ideia dos "felizes dos pobrezinhos" não pode ser aceite de animo leve por ninguém. Pode pensar-se nela, pode, um dia no Futuro, ser vista com "orgulho" - como o primeiro-ministro sugere - mas hoje doi e por isso não se vê nela qualquer vantagem. Há coisas que não se verbalizam... ainda... e hoje ainda não dá para se ver o lado bom do sofrimento... pelo menos para os não-católicos.
O primeiro-ministro, ao fim de um ano e meio de mandato, continua a ser criticado mais pelo que diz, ou como diz, do que do que faz ou como faz. Já ia sendo tempo de pedir nova assessoria de comunicação no sapatinho. Não?

Já o discurso natalicio do líder da oposição foi - na minha humilde opinião - de cortar os pulsos. 

Se Passos acha que chega ao coração pela via salazarenta do elogio do nobre e sofredor povo português, já Seguro apresenta-se pela esquerda chavista a pedir a lágrima ao ouvinte, recordando e chamando à memória mais visual cada uma das misérias humanas... à venezuelana... talvez tenha faltado a banda sonora. O remate de Seguro não foi muito diferente do de Passos... vai haver Mudança, diz ele. O PS vai contribuir para a Mudança, assevera. Mas está com isso a pedir a demissão do Governo? Não. Estará a oferecer-se para um Pacto de Regime? Claro que não!. 

Vai haver mudança? Claro. Como de certeza haverá dias mais prósperos e felizes... Não se sabe é quando.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

[1551.] Lunae dies... no Natal, em Medelim

O Natal é diferente em Medelim. Não pelo que acontece ou não acontece, mas pelo ar frio e seco, pelos rituais intimos e, acima de tudo, para a nossa predisposição pela diferença, pelo não-quotidiano, pelo somar das vezes em que repetimos aqueles mesmos passos ano após ano.
O Natal em Medelim tem os avós, tem a memória dos bisavós, tem a intimidade da geneologia latente e nunca conhecida.
O Natal em Medelim tem o sabor às rabanadas fritas, às filhoses de abóbora e ao não gostar das filhoses da tia Piedade.
O Natal em Medelim tem a partilha, tem a televisão que não funciona, tem as fotos que metem medo, tem o cheiro ao fantasma do padre que morreu no primeiro andar da nossa casa.
O Natal em Medelim tem as contradições do meu avô, o vinho bom a saber a vinagre, o sabor ao bacalhau que todos preferiam ser de outra maneira.
O Natal em Medelim tem a missa fria dos aleluias demasiado agudos e as freiras espanholas que acentuam o "Salvadór".
O Natal em Medelim é diferente.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

[1557.] Lido... e espantado!

Tenho ideia de que o padre jesuíta Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) é um homem inteligente. Tenho a ideia de que todos os jesuítas são inteligentes... mas tenho apreciado bastante o que diz Morujão. No entanto, na entrevista que deu ao jornal i, em 25.12.12, pareceu-me especialmente idiota.
Fiquei espantado com o espanto do padre Morujão. Confesso.

"Espanta-me, a mim e a várias pessoas com quem tenho faldo, que o número de católicos seja tão alto em Portugal (80 por cento das pessoas, dados Censos 2011 e sondagem da CEP), tendo em conta a erosão dos valores tradicionais nas famílias e a consequente dificuldade de transmitir a herança de fé à geração seguinte. E tendo em conta ventos contrários no clima social que vão na linha do relativismo e do materialismo!"

Às vezes (muitas vezes) há titulos que não refletem o conteúdo do texto ou da entrevista... neste caso, é a própria afirmação do padre que me espanta...
Não percebo o que quer o clérigo dizer com isto... honestamente...

[1609.] YPSILÓN_13



YPSILÓN #13
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2012/12/ypsilon-13.html

domingo, 23 de dezembro de 2012

[1550.] Votos de feliz Natal

NATAL FELIZ

O Natal é um tempo de Alegria, de Esperança e de Vitória. Em tempos obscuros, a Luz da Vitória tem especial intensidade, saibamos aproveitá-la, saibamos absorver todo o seu calor e humanidade e convertê-la em energia positiva, renovadora e transformadora para mais um ano, que se antevê frio e cinzento.
Desejamos, eu e a minha familia, um Feliz Natal a todos os amigos, solidarizando-nos, também, com todos os que, disso impossibilitados, resistem neste tempo que devia ser de festa.

Natal feliz!