quarta-feira, 20 de março de 2013

[1592.] Que coisa é a Felicidade?


Hoje perguntaram-me o que era a Felicidade. Perguntaram a alguém que, se calhar com muito pouca humildade, se assevera: "O Homem mais feliz que conheço!".

Comecei por lhe dizer o que não era a Felicidade... 
A Felicidade não é ter dinheiro, porque há muitos ricos infelizes!
A Felicidade não é ter saúde, porque há muitos doentes que são felizes!

Acrescentei, depois, um dos chavões mais clássicos (especialmente quando se é escuteiro):
O verdadeiro Caminho da Felicidade é dar Felicidade aos outros!

Ainda em citação, mais religiosa, disse ainda:
O Sermão da Montanha (Mt 5, 3-12) é a carta da Felicidade.

A pessoa à minha frente, tinha ouvido tudo o que eu dissera, mas continuava descrente. 
Repetiu: "O que é, para ti, a Felicidade?" 

Sou feliz porque tenho à minha volta os que amo, mesmo alguns deles mais longe, mesmo com a saudade dos que já partiram. 
Sou tudo o que sonhei ser, e tenho tantos sonhos que uma vida não me vai chegar.
Nunca se me fechou uma porta, sem se ter escancarado uma janela.
Nenhuma dor, nem nenhuma frustração foi uma oportunidade perdida. 
E se me fosse possível escolher, apesar de muitos arrependimentos, fazia quase tudo outra vez e da mesma forma.

Não tenho a certeza de ter convencido.

[1591.] Saturno em Mercurii dies... véspera de Primavera


Quando Vier a Primavera
ALBERTO CAEIRO, vulgo Fernando Pessoa

terça-feira, 19 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

[1588.] “A hora impossível do Papa Francisco”_II

O papa Bergoglio entendeu adoptar o nome de Francisco. Já elucidou que se trata de uma evocação a São Francisco de Assis, padroeiro de Itália, patrono dos pobres, príncipe da Paz, o do louvor à Criação como obra divina.
Já aqui [1584.] nos debruçámos sobre a opinião de que o legado do 'pobrezinho de Assis' parece ser completamente contraditório ao ambiente que envolve o papado. Será, então, possível a um Papa cumprir o legado de Francisco?
Só o tempo o dirá, naturalmente. Mas a tarefa não será fácil.

Segundo a história, Jesus terá pedido a Francisco de Assis: "Reconstroi a minha Igreja!". Toda a missão de Francisco de Assis assentou no cumprimento dessa missão. Na prática, pede-se ao Papa Francisco que reconstrua a Igreja, também ele, mas no sentido daquilo que João Paulo II dizia ser a Igreja do Terceiro Milénio.

Do lado de fora do conclave e das congregações anteriores à reunião, do lado de cá do extra omnes, colocávamos a tónica da mudança na esperança de um pontifice que resolvesse o problema da Pedofilia no seio da Igreja, que colocasse em discussão a ordenação de mulheres, que repensasse a inclusão de todos no seio da Igreja Mãe: homossexuais, recasados, doentes, não como os pecadores - para quem Deus mandou o filho - mas como filhos.

O conclave não considerou assim. Foi buscar um papa ao "outro lado do mundo", mas ao centro do (Novo) mundo católico - que hoje está na América Latina - à Teologia da Libertação, à Argentina (que viveu uma crise económica horrível há pouco mais de uma década) e trouxe-o para se sentar na cadeira de Pedro. Ele trouxe o Amor aos pobres, o combate à ostentação, a clareza das palavras de Verdade, sem a Teologia da Gregoriana, no improviso das homilias, na simplicidade do testemunho. Simplesmente Francisco, parece querer ser o papa que tem o aspecto de avô carinhoso de João XXIII e o sorriso simpático de João Paulo I e de João Paulo II. Será que a pobreza é o combate que precede os temas que ansiávamos?
 
A Igreja dos homens estava à espera de um Papa mais jovem. O nome do junior Tagle, por exemplo, com 55 anos, parecia ser preferido. Não se estava à espera que o conclave escolhesse um homem ainda mais velho do que Ratzinger era quando se tornou Papa. Há quem diga que Bergoglio chega com oito anos de atraso... Não se espera que Bergoglio faça um pontificado longo, mas João XXIII teve menos de cinco anos na cadeira de Pedro e escreveu oito encíclicas - duas delas fundamentais - e convocou um concílio. Ou seja, não será o tempo de pontificado que vai determinar se este será ou não, apenas, um papa de transição. Os primeiros sinais dizem exactamente o contrário.
 
Francisco poderá, mesmo, reconstruir a Igreja. Está nas mãos dele, e ele sabe que tem o apoio do povo de Deus, que já se apaixonou pela sua simpatia. Dando como certas as suspeições do alegado relatório que terá obrigado Bento XVI a resignar, os inimigos da Verdade e da vontade do Papa poderão mesmo estar na Curia, na cidade do Vaticano, e isso só fará pensar que a tarefa de Francisco poderá ser hercúlea ou mesmo impossível. Terá ele a capacidade de conseguir reconhecer os bons e os maus? Terá ele a capacidade de destronar os lobbis, de destruir os vícios, de desmantelar as redes que poderão estar a encobrir os males, e a implodir a Igreja Universal?

Terá o Papa Francisco a capacidade de devolver a Igreja aos pobres, de ser "a Igreja pobre dos pobres"? De deixar de ter a ostentação e luxo que levou Franscisco de Assis a ir para a pocilga pregar aos porcos? A Igreja dos que sofrem, a igreja dos que têm fome e não têm dinheiro para ofertórios, peditórios, contributos e côngruas, dos injustiçados, das vítimas, dos que falharam nos seus projectos de vida, dos que vivem a frustração, dos que vivem a depressão, dos que estão abandonados, dos que não têm esperança... essa Igreja precisa de uma casa, precisa de um rosto, que poderá ser um líder demagógico - de um Hitler - ou poderá ser um Papa inteligente e simples. 

Esperemos que Francisco não seja uma impossibilidade. 
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sexta-feira, 15 de março de 2013

[1587.] "A velhice é, por assim dizer, a sé da sabedoria da vida..."

O Papa Francisco, na missa que fechou o conclave, exortou os cardeais:
“Irmãos, força! A metade de nós está na velhice: a velhice é, por assim dizer, a sé da sabedoria da vida. Os velhos têm a sabedoria de ter caminhado na vida, como o velho Simão e a velha Ana no Templo. E justamente esta sabedoria fez com que reconhecessem Jesus. Doemos esta sabedoria aos jovens: como o bom vinho que com os anos se torna melhor, doemos aos jovens a sabedoria da vida”. 


quinta-feira, 14 de março de 2013

[1586.] Vens ajudar ou vais ficar a olhar?

O comando e a direcção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada abrem uma Escola de Estagiários, para admissão de novos bombeiros. Inscrições abertas até 15 de abril de 2013.

VENS AJUDAR OU VAIS FICAR A OLHAR? 


quarta-feira, 13 de março de 2013

[1585.] Os sinais de um Papa

O brasão do Cardeal Arcebispo Bergoglio é este. Com o sol que impera na bandeira argentina cheio e no centro, mas com a inscrição do nome de Cristo IHS (o símbolo da Companhia de Jesus)! Jesus, como o sol. E um lema perturbador: "miserando atque eligendo". Não consigo traduzir do latim, mas encontro duas palavras que não sei (ainda) como se ligam: Escolha e Misericórdia. [Com o apoio de um comentário no Facebook, fica a consulta do sitio da Arquiodiocese de Buenos Aires e a informação de que esta frase latina, se refere ao momento da conversão de São Mateus]

Mas este é, APENAS, brasão do Arcebispo Bergoglio. É natural que o Papa possa fazer algumas alterações, para além da introdução da heráldica papal. Mas também não deve mudar muito, pois repara-se que nestas palavras e simbolos se vê muito do que se diz que pode ser "simplesmente Francisco".

Os serviços do Vaticano anunciaram que o Papa deve ser tratado simplesmente por Francisco, sem qualquer numeraçãoo que é natural quando se é o primeiro). Dito de outra forma, Bergoglio quer ser "simplesmente Francisco". Lindo!

[1584.] “A hora impossível do Papa Francisco”?



Há uma semana, o jornal italiano 'Il Fatto Quotidiano' publicou um artigo - profético? - com o título “A hora impossível do Papa Francisco I”, do jornalista Maurizio Chierici. O jornalista do Público João Pedro Ferreira cita este texto - publicado antes de se saber que o conclave elegeria o primeiro dos Franciscos - e lembra: “Francisco é um nome impossível para a carga de poder com que durante séculos foi construída a infalibilidade do papado, a soberania, o controle formal de cada serviço, a autoridade sobre milhões de fiéis”.

Quando foi eleito cardeal e alguns argentinos queriam viajar para Roma para celebrar, Bergoglio convenceu-os a dar aos pobres o dinheiro que gastariam na viagem. [
Voltou a fazer o mesmo, agora, através de uma carta para a Nunciatura na Argentina - actualizado em 16.03.13] O episódio é narrado pelo jornal inglês The Guardian, que descreve o novo Papa como tendo uma “abordagem prática” à questão da pobreza [A cruz que usa ao peito é de aluminio, saiu de autocarro do Vaticano depois da eleição, no dia seguinte foi ele próprio pagar a hospedagem antes do conclave, os sapatos que usa são os que trouxe de casa - actualizado em 16.03.13]. Bergoglio escolheu o nome Francisco, partilhado por dois conhecidos santos da Igreja Católica – um dos quais conhecido pela devoção aos pobres, o outro, pelo papel de evangelização no Oriente [A 16 de março confirmou que o homenageado é Francisco de Assis - actualizado em 16.03.13].


O artigo do 'Il Fatto Quotidiano' elaborava sobre o facto de a vida de Francisco de Assis não se ajustar à vida actual do líder da Igreja Católica. “O primeiro sinal de mudança na Igreja poderia ser o nome do sucessor de Ratzinger. Da varanda, nunca ninguém anunciou ‘aqui Francisco’”, escreveu o veterano jornalista Maurizio Chierici. “Ele morreu há quase oito séculos, mas ninguém se sentiu na disposição de abraçar a espiritualidade e dedicação absoluta para a vida dos outros”. O artigo citava o parlamentar italiano Raniero La Valle, um dos representantes da esquerda cristã: “Francisco é um nome impossível para a carga de poder com que durante séculos foi construída a infalibilidade do papado, a soberania, o controle formal de cada serviço, a autoridade sobre milhões de fiéis”.


* * *

[Actualizado a 16 de março]
 
O pobrezinho de Assis
 
Francisco Bernardonne era o filho de uma abastada família de comerciantes de tecidos, de oriegm francesa, instalada em Assis, no centro da península itálica. Em determinada altura da sua vida, ainda jovem, na Igreja de São Damião, em ruínas, perto de Assis, Francesco terá ouvido do crucifixo o apelo: "Reconstrói a minha Igreja". Inicialmente, a ordem foi entendida como uma reconstrução física, real, material daquela igreja em concreto. Com o tempo, Francesco percebeu que a ordem era muito mais do que isso, e que a voz do crucifixo poderia ser o próprio Cristo a pedir que ele refundasse a Igreja de Pedro.Francesco renunciou a tudo, tornou-se um mendigo e fundou a Ordem Mendicante dos Franciscanos. Francesco dirigiu-se a Roma, ao papa Inocêncio III no sentido de este lhe aprovar a Regra Primitiva e ratificar a fundação da ordem. A corte papal ridicularizou os frades com aspecto andrajoso e pobre, pediu que não o aborrecesse e mandou-os ir pregar para os porcos! O papa teve um sonho, com a basílica de São João de Latrão a desabar, e mandou chamar Francesco, depois de se lavar.
O grupo de frades ficou chocado com o luxo e ostentação da corte papal e assim que regressou a Assis construiu uma cabana para se albergar.
Francesco faleceu em 1228 e foi canonizado pouco depois. Pela sua vida e pelo testemunho de humildade e de louvor às criaturas criadas por Deus, ficou associado como o padroeiro da Natureza e da Ecologia.

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Na sua comunicação aos jornalistas acreditados no Vaticano, três dias depois da eleição, o Papa Francisco explicou, exactamente como e porque escolheu o nome de Francisco como seu nome papal.

Aqui está o video: 



[1583.] Anuntio gaudim magnum: Papa Fransciscum



Uma grande alegria, de facto. Não fazia parte das minhas expectativas... pela idade, pelo facto de ter sido um nome que tinha estado na berlinda, há oito anos e havia perdido para Ratzinger.
MAS A ESCOLHA DO NOME CONQUISTOU. PARA UM FRANCISCANISTA COMO EU SOU, ESTOU COMPLETAMENTE RENDIDO!

Não me parece que pudesse vir de outro lado, que não da superioridade intelectual de um Jesuíta, a escolha do nome Francisco. Francisco que imediatamente nos remete para o 'poverello' de Assis, mas que pode ser também, do evangelizador Francisco Xavier!

Nos primeiro momentos nem damos conta... ouvindo à exaustão a primeira alocução de Francisco I, reparamos que o Papa PEDE QUE REZEMOS UNS PELOS OUTROS. Não nos diz que PEÇAMOS a Deus isto ou aquilo. PEDE-NOS QUE REZEMOS UNS PELOS OUTROS. Muito interessante!


As primeiras palavras de Francisco I.

«Irmãos e irmãs, boa noite. Vocês sabem que o dever de um conclave é dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram buscar-me quase até ao fim do mundo. Mas aqui estamos. Agradeço a vossa hospitalidade. A comunidade diocesana de Roma já tem o seu bispo. Obrigado.
Em primeiro lugar, peço uma oração pelo nosso Papa emérito, Bento XVI. Oremos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja. [Em seguida, o Papa reza um Pai Nosso e uma Avé Maria com os fiéis reunidos na Praça de S. Pedro]
E agora, vamos começar esta jornada: o bispo e o povo. É o caminho da Igreja de Roma, que preside à caridade em todas as igrejas. Um caminho de fraternidade, amor e confiança entre nós.
Vamos rezar por nós, de um para o outro. Oremos para o mundo, porque há uma grande irmandade. Espero que este caminho da Igreja – que hoje começa e em que serei ajudado pelo cardeal vigário, aqui ao meu lado – seja frutífero para a evangelização desta cidade tão bonita.
E agora gostaria de dar a bênção, mas primeiro quero pedir-vos um favor. Antes de o bispo benzer o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe: a oração do povo, pedindo a bênção do seu bispo. Façamos esta oração em silêncio.
[Depois de alguns segundos de silêncio, o Papa concluiu].
Agora, vou abençoar-vos e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade. Agora deixo-vos. Obrigado por tamanha hospitalidade. Ver-nos-emos em breve. Amanhã vou rezar à Nossa Senhora para que proteja Roma. Boa noite e bom descanso.»

terça-feira, 12 de março de 2013

[1582.] Ser Região - objectivos

Os objectivos gerais da candidatura Ser Região


[em actualização]

[1581.] Dia vencido _ 12 de março

A CEIA DOS CARDEAIS, peça de Júlio Dantas, representada em 1902, a mais representada das peças portuguesas. Para ler. Hoje.


 AQUI

segunda-feira, 11 de março de 2013

[1580.] Dia vencido_11 de março

O conclave começa amanhã. 
O 266.º Papa começa a ser escolhido dentro de poucas horas. 
Diz-se que quem entra Papa... sai cardeal. 
Gostava muito que o novo sucessor de Pedro fosse Tagle (filipino), Maradiaga (hondurenho) ou Schreder (um brasileiro!). Quanto ao nome, voto em João Paulo III (se a ideia for dar continuidade ao peregrino da Igreja Universal) ou João XXIV (se a aposta for no sentido do progressismo e do renovar o Concilio em 50.º aniversário).
 
Espero ardentemente que não seja Bertone, tenho ideia de ele ser o Dark Side ao mais alto nível. Que o Espírito Santo ilumine o Colégio Cardinalício.

sábado, 9 de março de 2013

[1579.] Veneris dies


A propósito do Dia Internacional da Mulher

O papel da Mulher no Escutismo 

 www.loboirmao.blogspot.com




sexta-feira, 8 de março de 2013

[1578.] Há um Dark side... e há um Bright Side

Quando as coisas são feitas com Alegria, recebem A Inspiração!



A Vida de Brian

Always Look On The Bright Side of Life

Monty Python

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

[1575.] Que seja agora!

in www.loboirmao.blogspot.com

Não chega dizer "vão vocês que eu vou lá ter!". 
É preciso dizer presente, quando o que defendemos se pode tornar concreto! 
Que "Seja agora"! 



[1574.] Memórias

Santa Comba Dão, TRILHOS 2001

Encontrei esta preciosidade num VIDEO no facebook do meu amigo Ovelha. Trata-se de um video da actividade nacional para Caminheiros TRILHOS 2001, uma actividade que começou e terminou em Santa Comba Dão, depois de três dias a percorrer, em clãs nacionais, a serra do Caramulo.
A participação nesta actividade - em outubro - foi o meu baptismo na dimensão nacional da associação. Eu havia saído do activo em 1999 e regressei em junho de 2001. Em agosto ainda consegui ir ao Jamboree das Beiras - como caminheiro - e em setembro o Departamento Regional da IV secção convidou-me (a mim e a mais uma equipa de caminheiros) para representar a região de Coimbra nesta segunda edição de uma actividade nacional de referência para caminheiros.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

[1573.] Dia vencido_22 de fevereiro - II

Hoje foi Dia de B.-P.
 Começou o IV AcaSecNuc
AQUI + AQUI
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.

Hoje é, também, o Dia #1 de um futuro de Serviço. 
A candidatura Ser Região, à Junta Regional de Coimbra, escolheu o dia de hoje, o dia do fundador, para entregar o processo na secretaria da junta. Fomos todos fardados entregar o processo de forma formal, com grande espírito de missão e de responsabilidade. Conseguimos angariar um número verdadeiramente espectacular de assinaturas de proponentes - mais de 150, cinco vezes mais do que seria necessário - um sinal de que a região anseia desesperadamente por uma mudança, por um caminho alternativo. Estamos muito motivados e o único obstáculo parece ser um período demasiado longo até 12 de maio, o dia das eleições.
 Somos pessoas muito diferentes, com percursos de vida diferentes, proveniências diferentes e por isso discutimos, apresentamos com veemência os nossos pontos de vista, mas levamos muito a sério o nosso compromisso e a nossa missão como dirigentes do Corpo Nacional de Escutas. Já servimos - muitos de nós - em equipas nacionais, em equipas regionais e de núcleo, e todos, mas todos mesmo, sem excepção, temos agrupamento e unidade, vivemos o mundo real do escutismo com os miudos. Não o fazemos nem por telepatia, nem à distância.
A partir de hoje está nas mãos da região a escolha entre se quer Ser Região... ou não.  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[1572.] Dia vencido_22 de fevereiro

Hoje o tema central dos noticiários são as vaias aos ministros. Não me choca que as pessoas se manifestem, não me choca que cantem temas como o "Grândola" (ou o "Maria da Fonte"), não me choca que interrompam ministros, não me choca que causem incómodos e constrangimentos. Trata-se de uma coisa natural nas Democracias, se as pessoas estão descontentes devem demonstrá-lo! O que me choca e me insulta como português é que os partidos da Oposição não consigam ir além dos gritos da horda, e não sejam capazes de dizer o que pode ser feito de diferente. Limitam-se a querer eleições para poderem aproveitar o descontentamento e eleger mais dos seus. Há um caminho diferente? Por onde? 
 
 
Ah, e não me venha o Dr.Seguro falar em investimento estrangeiro, porque cada vez que fala em instabilidade afasta os capitalistas que quer mais não quer... Nem o Sr.Sousa falar em ajudar os que menos têm porque é graças ao excesso de garantismo que a despesa pública galopa. Nem o Dr.Semedo sugerir que se taxa as fortunas, porque elas já cá não estão e as que estão não pagam as reformas dos camaradas que se reformaram aos 37 anos... Digam, de facto, o que fariam de diferente! Por favor!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

[1565.] Dia vencido... em solis dies

Entre as tarefas de empregado de mesa, de presidente dos Bombeiros, paginador de jornais, formador de Universidade Sénior, mestrando na faculdade, escuteiro com velhas (e esperemos que futuras) responsabilidades, marido, filho, irmão, tio e padrinho... não tem sobrado tempo para ser blogger...

Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...

Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.

[1613.] YPSILÓN_17



YPSILÓN #17
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-17.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

[1612.] YPSILÓN_16


YPSILÓN #16
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-16.html

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

[1562.] A agendar!


Reportagem “Alguma dor cura a Alma” destaca importância do distrito

Livro sobre peregrinações religiosas
apresentado no Café Santa Cruz em Coimbra

A centralidade de Coimbra nos caminhos para Santiago de Compostela e Fátima é destacada em “Alguma dor cura a alma”, do jornalista Carlos Ferreira, que caminhou 481 quilómetros em 13 dias para escrever a reportagem que originou o livro. A etapa entre Pombal e Coimbra é uma das mais dramáticas relatadas na obra. A próxima apresentação é no histórico Café Santa Cruz, em Coimbra, e terá como oradores Carlos Camponez, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Nuno Castela Canilho, peregrino do Caminho de Santiago e hospitaleiro no Albergue de Peregrinos da Mealhada.

“A Cidade dos Estudantes é muito importante nos caminhos da fé e este livro não podia ignorar esse facto. Por exemplo, no aspecto histórico: a consagração a Santiago da Igreja de Castelo de Neiva, em Viana do Castelo, em 862, a referência mais antiga ao culto, fez-se por iniciativa do bispo Nausto de Coimbra, e tem início nesta cidade a rota descrita no mapa mais antigo (1138) do Caminho Português”, explica o autor, Carlos Ferreira.

Há ainda duas figuras femininas que reforçam a centralidade de Coimbra na história dos caminhos da fé para a Galiza e para Fátima: a rainha Santa Isabel e a irmã Lúcia. A primeira peregrinou duas vezes (1325 e 1335) a Santiago de Compostela. O seu túmulo, no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, tem representados o Apóstolo, o bordão e a bolsa das esmolas, que comprovam a sua condição como peregrina. E a vidente passou a maior parte da sua vida no Carmelo de Santa Teresa, onde faleceu aos 98 anos, a 13 de Fevereiro de 2005.

“O percurso sob chuva torrencial entre Pombal e Coimbra foi o mais dramático da jornada. Parecia o dilúvio durante 35 quilómetros. E o dia seguinte, a caminho da Anadia, também foi bastante difícil. Mas foi também em Coimbra que, inesperadamente, recebi o primeiro gesto de solidariedade, um daqueles que justificam fazer o Caminho. Na pastelaria Pistrina, vendo a minha condição de peregrino e que me preparava para enfrentar a tempestade que se abatia na cidade, ofereceram-me o pequeno almoço”, conta o jornalista, que fez a caminhada solitária a uma média de 37 quilómetros diários, transportando 14 quilos de mantimentos.

O culto a Santiago Maior (ou São Tiago) de Compostela nasceu durante a reconquista cristã e há historiadores que justificam o seu crescimento com a necessidade de unir os reinos da Península Ibérica na luta contra os mouros. A sua influência estendeu-se rapidamente ao então Condado Portucalense, deixando para memória futura, por exemplo, 184 paróquias e 140 capelas em território nacional. Em sentido contrário, mas partilhando o mesmo percurso nalguns troços, está também a consolidar-se o Caminho de Fátima. É uma corrente humana, de 50 mil fiéis por ano, diferente da que peregrina ao sepulcro do Apóstolo.

“Caminhei entre oito e dez horas por dia. E entrei na Catedral de Santiago de Compostela no dia 13 de Maio de 2012, pelas 12h00, no momento em que, no Altar do Mundo, 300 mil pessoas celebravam a primeira aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos. Às vezes perguntam-me se fui por fé. Costumo responder: “Por alguma razão não terei ido a pé a Madrid, mas ainda não sei qual é”, afirma Carlos Ferreira.

O pagamento de promessas a Nossa Senhora motiva a generalidade dos peregrinos de Fátima, enquanto apenas um quinto dos caminheiros que se dirigem à Galiza (192 mil em 2012) o fazem como manda a Igreja. A antiguidade deste Caminho justifica uma mescla de culturas, de religiosidades, de razões e de interesses, de patrimónios, que a juventude dos itinerários do Altar do Mundo ainda não acumularam, apesar de 131 dos 174 santuários portugueses serem marianos, o que demonstra bem a devoção popular à Virgem.

 “Espero que esta seja uma grande reportagem e não apenas uma reportagem grande. Uma espécie de reconciliação entre o jornalismo e os leitores, que permaneça para além da espuma dos dias. Este é o meu desejo mais íntimo e o meu humilde contributo para demonstrar que o anúncio da nossa morte profissional é uma notícia claramente exagerada”, diz o autor.

A próxima apresentação do livro, editado pela Chiado Editora, está marcada para sábado, dia 09 de Fevereiro, às 16h30, no Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, no centro de Coimbra.

Link para download de fotos de Carlos Ferreira e do caminho entre Fátima e Santiago de Compostela:  http://www.sendspace.com/file/foy3g9
Página: http://www.facebook.com/pages/Alguma-dor-cura-a-Alma/278604258914968
Evento: http://www.facebook.com/events/425379687518818/

Sobre o autor:

Carlos Ferreira, natural de Pombal e residente em Leiria, de 45 anos, tinha dezasseis quando publicou pela primeira vez. É um texto de 750 caracteres no Jornal do Incrível, sobre como enriquecer sem esforço, pelo qual recebeu 200 escudos (menos de um Euro!). Ainda hoje desconfia da aplicabilidade do conteúdo do texto.
Em 1985, com dezoito anos, iniciou a carreira de jornalista na Rádio Comercial de Leiria e depois passou por Órgãos de Informação como a Semana de Leiria (1985), Jornal de Leiria (1985-1989), Correio da Manhã (1986-2012), revista Diana (1989-1990), Jornal da Batalha (1990-1991) e O Crime (1991-2001). No Correio da Manhã foi, sucessivamente, correspondente, redactor e fotógrafo, chefe de delegação e editor. Tem ainda trabalhos publicados no DN-Jovem, Blitz, Comércio do Porto, Região de Leiria, Bailadoiro (Leiria), O Mensageiro (Leiria), Rádio Comercial e Agência Notícias de Portugal.
Entre as reportagens que realizou nestes 27 anos na Europa, Brasil e Macau, destaca a cobertura do caso do Assassino da Praia do Osso da Baleia (1987), do pós-guerra no Kosovo (1999 e 2007), do último ano da soberania portuguesa em Macau (1999) e das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil (2000).
É autor dos livros ‘Guia do Peregrino-Papa Bento XVI em Portugal” (Presselivre, 2010) e “Na Mente do Assassino-O Serial Killer da Lourinhã” (Cofina Média Books, 2012), distribuídos com o Correio da Manhã.

Contactos:
Carlos Ferreira
Tlm: 918 322 765
E-mail: Karllus.ferreira@gmail.com

Chiado Editora
Site: http://www.chiadoeditora.com
   

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

[1563.] Entre-vistas_01

Entrevista ao jornal REGIÃO BAIRRADINA
Publicado em 24.01.2013

O apoio municipal tem sido presente e muito relevante
Título escolhido pelo jornal


 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que razões o levaram a candidatar-se à presidência da Direcção dos Bombeiros da Mealhada?

Perante a informação de que o anterior presidente, Abílio Semedo, não teria intenções de se recandidatar, recebi da parte de alguns sócios a sugestão de que me candidatasse. Como não podia ser indiferente a esse apelo, e porque tenho muito gosto em ser sócio dos Bombeiros da Mealhada, sondei algumas pessoas no sentido de constituirmos uma equipa, que resultou numa candidatura jovem e dinâmica.
Entendemos todos que, nesta fase da nossa vida, faz sentido dedicarmos o nosso tempo livre e, acima de tudo as nossas energias, à nossa comunidade, através de uma causa tão nobre e importante como é a dos Bombeiros Voluntários. Somos voluntários - tal como os nossos bombeiros - e assumimos esta responsabilidade por imperativo de consciência e com sentido de missão e cidadania.

Quais os objectivos que pretende levar por diante à frente da Associação?

O objectivo central é o de dar ao corpo de bombeiros todas as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível: com  tranquilidade, com eficiência, com formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança. Como já disse, somos todos voluntários, os bombeiros na frente do combate da protecção civil de pessoas e bens, no apoio à saúde, e nós, na retaguarda, discretos, garantindo que nada lhes faltará falta, com a angariação de fundos de financiamento, investindo em material e equipamentos que vão ao encontro da satisfação das aspirações dos bombeiros e das necessidades das populações, servindo de intermediários e de elo de aproximação entre a comunidade que precisa dos bombeiros e os bombeiros que precisam da comunidade.

Actualmente quais as principais dificuldades com que se debate a Corporação?

Em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e, em vez de apoiar associações, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas associações. Falo, por exemplo, do sistema da liberalização do serviço de transportes de doentes - a empresas privadas de ambulâncias -, que está a levar as associações à ruína, e da legislação que obriga os voluntários a limites mínimos de serviço operacional e formação. À crise de voluntariado, que é, naturalmente, outro dos grandes problemas, soma-se, assim, um conjunto de exigências formais que está a reduzir o número de bombeiros voluntários.    

Qual o número de bombeiros? É vossa intenção aumentar esse número? De que forma pretendem sensibilizar os jovens para esta causa?

O nosso corpo activo é constituído por 56 homens e mulheres. Naturalmente que é nosso desejo que o número de bombeiros voluntários aumente e tudo faremos para, em conjunto com o comando, trabalhar nesse sentido. Estamos a preparar um conjunto de iniciativas e programas, em harmonia com o comando e com a delegação da Juvebombeiros, - que em breve apresentaremos a um conjunto de parceiros da sociedade civil - com esse objectivo. São actividades de índole pedagógica - junto dos estabelecimentos escolares e associações -, de índole social e desportiva. Paralelamente a tudo isso, o comando tem preparada uma nova escola de bombeiros que abrirá inscrições em breve.

Segundo algumas informações, o Comandante António Lousada não vai continuar à frente do Corpo Activo. A Direcção já está a trabalhar nesta questão?

O Comandante António Lousada terminou o seu mandato em meados do mês de dezembro. Desde essa data, até porque a estrutura operacional de um corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta, também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. A direcção está sensível à necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a trabalhar nisso, afincadamente. Importa, no entanto, dar conta a todos de que estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.
Aproveito a oportunidade para dar testemunho de agradecimento público ao Comandante Lousada, que exerceu a responsabilidade com elevado sentido de altruísmo e abnegação.

Em termos de apoios, a Câmara Municipal tem colaborado com a Associação?

A Câmara Municipal da Mealhada tem sido o principal apoio da associação. Depois das receitas próprias associadas a serviços prestados, e à quotização de associados, o financiamento municipal tem sido a mais importante receita. Recentemente, para apoio à compra de uma nova viatura, um Veículo Tanque Tático Rural, recebemos vinte e cinco mil euros, o que se revelou extraordinário. Ou seja, o apoio municipal tem sido presente e muito relevante, o que no quadro já anteriormente referido acaba por ser fundamental e garante da sustentabilidade.

A quebra no transporte de doentes tem vindo a afectar a Corporação? Se sim, de que forma?

Como já referimos, o transporte de doentes é um serviço prestado - para o qual a associação investiu, nomeadamente com a compra de veículos especializados e contratação de pessoal - que é, também, a mais importante receita que temos para exercer uma missão na comunidade que é, em ultima análise, uma obrigação soberana do Estado. Ou seja, os bombeiros não se limitam aos peditórios para garantir o financiamento necessário para proteger pessoas e bens. As associações de bombeiros têm o transporte de doentes como serviço à comunidade e como fonte de rendimento. Quando, de um momento para o outro, essa fonte de receita sofre quebras mensais na ordem dos 60 por cento, nada pode ficar como antes. A associação dos bombeiros da Mealhada é uma de duas corporações do concelho, e de repente, vê entrar no concelho uma empresa privada, que diz ter sede no concelho, e que arrecada metade do volume total de transportes de doentes. Ou seja, ficámos com uma "quota de mercado" de apenas 25 por cento do volume total de serviços, com a ocorrência de verdadeiras atrocidades, que denunciam uma completa falta de sentido prático e económico do sistema, como a do casal que sai de casa à mesma hora e para consultas no mesmo local e é transportado por duas entidades diferentes, consumindo ao Estado o dobro dos recursos.

Em que medida a actual crise económica está a afectar o trabalho da Corporação?

A crise económica, financeira e social afetará, naturalmente, o voluntariado, na medida em que as pessoas, tendo que trabalhar mais tempo para auferir o mesmo rendimento, vão deixar de dar tempo (ou tanto tempo) ao voluntariado e ao serviço não remunerado, como é o dos bombeiros.

Uma última mensagem para os mealhadenses?

A todas as pessoas das comunidades que são mais diretamente servidas pela nossa corporação - especialmente nas freguesias de Luso, Vacariça, Mealhada, Antes, Ventosa do Bairro -, e também de Casal Comba, Murtede e Sepins (estas duas já no concelho de Cantanhede), queremos deixar uma palavra de Esperança e de Confiança. Estamos - a associação e o seu corpo activo - prontos, empenhados e motivados em garantir o melhor serviço. Contamos com o apoio de todas as pessoas e empresas, apelando, por exemplo, a que se tornem nossos associados.

[1569.] Não há neutro nem meio termo

 

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

[1564.] Entre-vistas_02

Entrevista ao JORNAL DA MEALHADA
Publicado em 23.01.2013

 
“A direção que lidero é muito jovem, mas foi educada para o Serviço”
 


Depois de no passado mês de dezembro ter sido eleito, Nuno Canilho prepara-se agora para um mandato de três anos como presidente da direção dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. O Jornal da Mealhada falou com o dirigente sobre alguns dos temas mais relevantes desta associação humanitária.

Quais as expectativas que tem para o seu mandato?

Antevejo um mandato complexo, com a necessidade de um conjunto de tomadas de decisão estruturantes para a associação e especialmente para o corpo de bombeiros. Mas é essa complexidade que torna o desafio ainda mais aliciante e que nos deu ânimo para nos candidatarmos à direção da maior e uma das mais antigas colectividades do nosso concelho.

Tem noção exata das dificuldades que a corporação tem?

Julgamos que sim. Naturalmente, há um processo de aprendizagem que só o tempo e a acção podem cumprir. Há dificuldades do foro económico-financeiro - apesar de termos recebido a associação em óptima saúde financeira - naturais a uma colectividade como esta, especialmente nos dias de hoje. Há dificuldades associadas à crise social, com consequências e reflexos no voluntariado. Há necessidade de investimentos que nos parecem importantes. Há a necessidade de apoiar o corpo activo, investindo, ajudando na formação, apoiando, criando condições de cada vez mais eficácia, prontidão e segurança. Há toda uma hiperactividade legislativa, que faz com que em termos de determinação legal o que é verdade hoje pode não se confirmar amanhã. E depois, há, também, o problema da liberalização do sistema de transporte de doentes.

Quais são as soluções para essas dificuldades?

A solução passará por assumir a nossa missão com determinação e resistência. Os investimentos e a questão financeira terão de ser resolvidos com o apoio da comunidade, com o nosso esforço na angariação de fundos e com trabalho, as questões sociais serão minimizadas com assistência e presença. Relativamente a outras questões e lutas, temos de ser resistentes e defender intransigentemente os interesses de uma associação humanitária que gere um corpo de bombeiros activo e com operacionalidade. Os interesses desta associação são os interesses da comunidade. Acreditamos que nessa defesa dos interesses coletivos, teremos, sempre, ao nosso lado, as autarquias, as instituições, as empresas, as escolas, as pessoas das nossas comunidades.

Está preparado para todas as ocorrências que seja solicitado?

A missão de uma direção de uma associação de bombeiros é estar na retaguarda, discreta, garantindo que nada faltará aos nossos bombeiros e à população que servimos, que os homens e as mulheres têm todas as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível: com tranquilidade, com eficiência, com formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança.
No passado sábado, 19 de janeiro, por exemplo, tivemos a nossa primeira prova de fogo, com a necessidade de dar resposta, apoio e garantir condições logísticas ao nosso corpo de bombeiros que estava no terreno a desempenhar um trabalho dificil, de forma empenhada e inexcedível. Começámos com o pé direito, parece-nos que estivemos à altura e isso anima-nos. A direção que lidero é muito jovem - das mais jovens do país - mas é composta por um conjunto de pessoas que foi educada para o Serviço e que vê neste compromisso uma responsabilidade de Missão e Voluntariado. Somos todos tão voluntários como os nossos bombeiros e isso ajudará a sermos cada vez mais eficazes na nossa ação.

Uma das questões que tem para resolver é a nomeação do comandante. Quando tenciona fazê-lo?

Desde meados de dezembro e até porque a estrutura operacional de um corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta, também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. Foi uma situação anterior à nossa posse e que decorre do término do mandato do comandante António Lousada, que exerceu a responsabilidade com elevado sentido de altruísmo e abnegação.
A direcção está sensível à necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a trabalhar nisso, afincadamente. Mas, no entanto, queremos dar conta a todos de que estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do comando em exercício. O passado fim-de-semana foi exemplo brilhante da capacidade operacional do comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.

O material da associação e a corporação são suficientes?

Pelas suas características, o material de uma associação de bombeiros têm um desgaste muito rápido. É sempre preciso substituir, arranjar, investir. De uma forma geral, e genericamente, podemos assumir que ao nível da proteção individual dos bombeiros, a situação é boa. No que diz respeito ao parque de viaturas, também estamos muito bem equipados, será necessário, em 2013, investir na renovação pontual de uma ambulância de socorro. Ao nível das infraestruturas, temos um quartel que este ano assinala os 20 anos da sua inauguração e que precisará de algumas beneficiações. Mas de uma forma global, em resumo, podemos dizer que não temos razões de queixa.

Como está, neste momento, a situação do transporte de doentes? É problemático?

Continua a ser um problema. Foi minimizado pela questão de os taxis serem impedidos de transportar alguns tipos de doentes, mas a liberalização do mercado de transporte de doentes a empresas privadas está a levar algumas associações à ruína, perante a completa apatia da administração central, que se arrisca a, nalguns casos, deixar de ter quem apague os fogos e socorra os feridos. Na nossa associação, houve, um período de completa asfixia e agonia, que a direção anterior, liderada por Abílio Semedo, soube dirimir com sucesso. Mas não podemos nem vamos baixar os braços, porque ainda há muito a fazer!
Interessava que as pessoas percebessem que, em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e, em vez de apoiar associações de pessoas que estão a cumprir uma missão que devia ser sua, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas associações. Numa linguagem mais figurada, poderia dizer-se que o Estado está a decepar a mão que cumpre uma missão em sua substituição.

A nova legislação cria dificuldades?

O tal surto legislador de que falei, por exemplo, veio criar um conjunto de exigências formais aos voluntários - obrigando a volumes anuais de horas mínimas de serviço operacional, por exemplo - que não se compreende. Toda a gente sabe que há uma crise de voluntariado, muitos portugueses têm de trabalhar mais tempo para auferir o mesmo rendimento, ficando sem tempo para dar a outras actividades não remuneradas, mesmo assim, obriga-se a que um voluntário seja impedido de dar o que pode, só porque alguém acha que não é suficiente.

O financiamento dado à associação é sustentável?

As direções que nos antecederam deram à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada regras, condições e uma estrutura perfeitamente sustentável ao nível económico-financeiro. A sustentabilidade é algo que se garante no dia-a-dia e é, também para nós, um objectivo. O nível de financiamento da parte dos sócios, com as quotizações, por exemplo, é muito bom, os apoios autárquicos são bons, os serviços que prestamos, como já se disse, já foram mais rentáveis, mas acreditamos que vamos minimizar as dificuldades.

Que novas atividades tem previstas?

Amanhã, 24 de janeiro, quinta-feira, reunirá a assembleia-geral da associação. Peço a todos os sócios que participem. Parece-nos que antecipar informações que tencionamos ali divulgar poderia ser pouco cordial.

Qual o apelo que gostaria de fazer às“gentes” da Mealhada?

Gostaria de deixar dois apelos às nossas comunidades. Em primeiro lugar, queria pedir que ajudem os bombeiros. Uma ajuda financeira - os que puderem -, mas também a ajuda através de gestos de agradecimento, de alento, de apoio e apreço aos que voluntariamente arriscam a vida pelos outros. Em segundo lugar, quero apelar para que na declaração de IRS de cada cidadão, no campo 901 do quadro 9 do Anexo H (Benefícios Fiscais e Deduções), coloquem uma cruz e o número de contribuinte dos bombeiros da Mealhada (NIF 501 205 985). Dessa forma, sem custos para o cidadão, a nossa associação receberá do Estado o equivalente a 0,5 por cento do valor pago em IRS pelo doador.

E às entidades oficiais?

Às entidades nacionais, apelo à sensibilidade e bom senso. Às nossas autarquias locais quero dar garantias de confiança na operacionalidade e empenho do nosso corpo de bombeiros e apelo a que continuem a ser solidárias e colaborantes como têm sido.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

[1568.] Dia vencido_22 de janeiro

Visitei esta tarde [22 de janeiro] a Mata Nacional do Bussaco - acompanhado do Comando dos Bombeiros da Mealhada - e posso garantir que os estragos, o cenário dantesco, é, mesmo, impressionante. Infelizmente, parece-me que há um antes de 19 de janeiro e um depois. Uma palavra de grande agradecimento aos nossos bombeiros que arriscaram para poder servir e mostraram a galhardia e a coragem necessária. Obrigado, também, a todos os que os ajudaram.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

[1611.] YPSILÓN_15



YPSILÓN #15
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/02/ypsilon-15.html

sábado, 19 de janeiro de 2013

[1610.] YPSILÓN_14



YPSILÓN #14
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/01/ypsilon-14.html

sábado, 12 de janeiro de 2013

[1567.] Dia vencido_10 de janeiro


Tomámos posse na direção dos Bombeiros da Mealhada na noite de quinta-feira [10 de janeiro]. O dia seguinte foi de trabalho, intenso, com reuniões com o comando, o corpo ativo e as funcionárias administrativas. O trabalho já começou e é muito entusiasmante. Obrigado por todas as mensagens de alento.