sexta-feira, 3 de maio de 2013
[1619.] Do onanismo de um orgulhoso
O Jornal da Bairrada publicou ontem, 2 de maio, um artigo de fundo sobre a Escola Secundária da Mealhada com o título genérico "Dos antigos três colégios à modernidade do ensino". Na reportagem completa, o JB destacou dois alunos como "rostos da escola", o Sandro Alves e eu próprio. Não posso deixar de estar e de me sentir muito lisonjeado com a distinção, não só porque tenho conhecimento do que são e foram mais de cem anos de ensino público secundário na Mealhada, como a equiparação com o grande cientista que é o meu amigo Sandro Alves.
[1639.] Academices 3
MEMÓRIAS PRAXISTAS #1
Uma noite, era eu caloiro (de grandes barbas) e ia acompanhado por dois doutores (os dois semi-putos) e três doutoras (quartanistas), todos de Farmácia, menos eu que era de Direito. Ao cimo das monumentais encontrámos uma trupe de mulheres que aborda as doutoras que iam comigo e perguntam a celebre frase "O que é pela praxe!". Eu, com a protecção de Baco, apresentou-me como puto de Direito (era caloiro) e pergunto à chefe da trupe "E a doutora o que é pela praxe?". Ela como não percebia nada daquilo responde-me que era semi-putisa de letras... Ao que eu lhe pergunto: "E o que é que lhe falta para ser uma puta completa?".
Uma noite, era eu caloiro (de grandes barbas) e ia acompanhado por dois doutores (os dois semi-putos) e três doutoras (quartanistas), todos de Farmácia, menos eu que era de Direito. Ao cimo das monumentais encontrámos uma trupe de mulheres que aborda as doutoras que iam comigo e perguntam a celebre frase "O que é pela praxe!". Eu, com a protecção de Baco, apresentou-me como puto de Direito (era caloiro) e pergunto à chefe da trupe "E a doutora o que é pela praxe?". Ela como não percebia nada daquilo responde-me que era semi-putisa de letras... Ao que eu lhe pergunto: "E o que é que lhe falta para ser uma puta completa?".
[1638.] Academices 2
A mesma balada do Quinto Ano Jurídico - uma obra suprema do (já) mealhadense ANTÓNIO VICENTE - mas na versão cantada ontem à noite! Parabéns Dr.Vicente, parabéns academia!
[1637.] Academices
DELIBERAÇÃO ACADÉMICA DO DIA! Corrigirei todos os que se referirem à capa e batina como "traje"! Porque traje usam os grupos folclóricos. OS ESTUDANTES DE COIMBRA USAM CAPA E BATINA! CAPA E BATINA!

www.facebook.com/nuno.castelacanilho
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[1636.] Memórias académicas
É meia-noite na primeira quinta-feira de maio... Há 15 anos estava ao fim da Rua da Ilha e os meus irmãos Nuno e Manel traçavam-me a capa pela primeira vez. Era doutor!
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terça-feira, 30 de abril de 2013
[1635.] Já os mês avós mi diziam
É fácil fazer! Dá pouco trabalho. É agua a ferver, coentros e alho!
[1618.] Inês
Todo o poeta, ou escultor,
Todo o actor, ou escritor,
Sonha um dia amar assim,
Sonha ter alguém pra si.
Todo o cantor, compositor
Largava tudo por este amor
Por um dia amar assim
Por um beijo num banco de jardim.
Mas o amor não é pra qualquer um,
Ser artista não é uma vantagem.
Os artistas amam um dia,
Vendo o amor apenas de passagem.
Quando o poeta sentir a dor,
Da mais antiga história de amor,
Só então vai entender
Porque Inês amou até morrer.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
[1634.] bufos e bufas... igualmente mal-cheirantes
O que mais me confusão me faz nesta alegada falta de coesão no
Governo, não é os ministros não estarem todos de acordo - isso
até me parece saudável e sinal de alguma consciência nos
ministros. O que me parece muito mau sinal é o facto de haver um
bufo lá dentro que vem dizer para a rua o que se passa dentro de
uma reunião fechada. Isso sim é grave!segunda-feira, 22 de abril de 2013
[1633.] Agostinho da Silva sobre escutismo
sexta-feira, 19 de abril de 2013
[1632.] Marti dies... a arma da cantiga
Se isto não avança...
quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
[1628.] Pensamentos
Era noite, o piso estava escorregadio, o carro deslizou,
despistaste-te, capotaste, embateste numa árvore e ficaste
encarcerado...
O fogo começou não sabes onde, mas foi avançado com rapidez até chegar ao aldeamento onde moras...
A chuva não parou durante uma semana, caíram árvores, nada de eletrico funcionava...
EM QUALQUER DESTES MOMENTOS LEMBRASTE-TE DOS BOMBEIROS E DO BOM QUE SERIA QUE PUDESSEM VIR RAPIDAMENTE.
Mas já alguma vez te lembraste que um bombeiro para te salvar teve de um dia ter tido a CORAGEM DE DIZER SIM ao desafio de dar o seu tempo e (eventualmente) a sua vida POR TI?
O fogo começou não sabes onde, mas foi avançado com rapidez até chegar ao aldeamento onde moras...
A chuva não parou durante uma semana, caíram árvores, nada de eletrico funcionava...
EM QUALQUER DESTES MOMENTOS LEMBRASTE-TE DOS BOMBEIROS E DO BOM QUE SERIA QUE PUDESSEM VIR RAPIDAMENTE.
Mas já alguma vez te lembraste que um bombeiro para te salvar teve de um dia ter tido a CORAGEM DE DIZER SIM ao desafio de dar o seu tempo e (eventualmente) a sua vida POR TI?
terça-feira, 9 de abril de 2013
[1627.] In memoriam... Baroness Thatcher
[1626.] Marti dies... mais um Hino
O hino de todos os que foram formados para Servir e mais do que isso: Para Fazer a diferença. De todos os inconformados. De todos os sabem, querem e estão disponíveis para agir. De todos os que são críticos, mas que não querem ser treinadores de bancada. De todos os que fizeram uma promessa e com isso aceitaram o compromisso. De todos os que querem MUDAR. De todos os que não querem ESTAR, apenas, no mundo. De todos os que querem SER SAL, SER ECO e SER RESPOSTA de uma associação fantástica, de um Movimento Lindo! SE TEM DE SER, POIS QUE SEJA AGORA!
[1625.] Páscoa é Transformação
«Tempo de Páscoa ou de Ressurreição. Para um cristão
ressuscitar não é voltar a este mundo, não é ser reanimado nem
tão pouco reencarnar, o que supõe que a pessoa tem duas partes e
uma delas vai e vem como se a matéria fosse uma caixinha da alma e
não o corpo que somos. Ressuscitar é transformarmo-nos cada vez
mais naquilo que somos, alguém capaz de amar e de ser amado. Só a
morte permite que se complete este processo contínuo. Ressuscitar é
transformar-se! Diz o Evangelho que a semente enterrada ressuscita
no fruto que dá.»in Onde Há Crise, Há Esperança, Pe. Vasco Pinto Magalhães
quarta-feira, 3 de abril de 2013
[1617.] A Casa da Democracia Parlamentarista
Hoje o Parlamento português começa a discutir uma moção de censura que quem apresenta não queria apresentar e só o faz para calar a oposição interna e os seus fantasmas do passado. Sabe-se que o Governo tem uma maioria absoluta (mesmo que formada por dois partidos quem nem se gramam muito), e de dificilmente seria neste âmbito que o Governo cairia.
Num dia que podia ser de alegria da democracia, espera-se mais um entediante debate no parlatório português onde os orantes - desde o século XIX - cultivam o estranho hábito de falarem, apenas, para a acta das sessões, para o espelho e para si próprios.
Fica o registo de dez minutos de 'House of Commons', em versão 'funniest moments', para se ver o que é que são debates a sério, com parlamentares a sério, na verdadeira casa da Democracia Parlamentarista.
Num dia que podia ser de alegria da democracia, espera-se mais um entediante debate no parlatório português onde os orantes - desde o século XIX - cultivam o estranho hábito de falarem, apenas, para a acta das sessões, para o espelho e para si próprios.
Fica o registo de dez minutos de 'House of Commons', em versão 'funniest moments', para se ver o que é que são debates a sério, com parlamentares a sério, na verdadeira casa da Democracia Parlamentarista.
terça-feira, 2 de abril de 2013
[1616.] Marti dies
''Algo estranho acontece''
Amo-te minha princesa.
''(...) mesmo evitando tudo se repete:
o encontrão, a queda e a dor no pé,
que o teu sorriso sempre me consola (...)
O casamento e o sol de Janeiro,
vem a Joana a Clara e o Martim,
surge a Pitucha, a Laika e o Boby,
e uma ruga a espreitar ao espelho.
Com a artrite a hérnia e a moleta,
tu confundes o nome da neta,
e eu não sei onde pus o dinheiro.
O nosso amor chega sempre aqui,
ao instante de eu olhar para ti,
com ar de cordeirinho penitente.
Mas nem te lembras bem o que é que eu fiz,
e eu com isto também me esqueci,
mas contigo sinto-me contente.
Penduro o sobretudo no cabide,
visto o pijama e junto-me a ti,
de sorriso meigo e atrevidamente,
ao teu pé frio encosto o meu quentinho,
e adormecendo lá digo baixinho:
eu vivia tudo novamente...''
Poema e música de Pedro da Silva Martins.
'Quinto' de António Zambujo
domingo, 31 de março de 2013
sábado, 30 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
[1596.] Da esterilidade
Não tenciono perder muito tempo com o regresso do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Não merece. No entanto, como português, há algumas coisas que me incomodam realmente.
1. Não tenho dúvidas nenhumas que a ideia de José Sócrates (JS) passar a ser comentador da RTP1 é de Miguel Relvas, ou pelo menos teve o seu agreement. Se o director de informação da RTP o tivesse feito sem o beneplácito da tutela, Alberto da Ponte tinha-o demitido. Por muito menos demitiu Nuno Santos;
2. JS é de tal modo vaidoso que não foi capaz de resistir ao convite;
3. Os comentadores portugueses são na sua maioria parte interessada no debate. Ou seja, não são imparciais, procuram doutrinar, procuram defender os seus próprios interesses. Se isso pode ser discutível em Marcelo Rebelo de Sousa (que sendo um político frustrado afirma-se como reformado) ou em Luís Marques Mendes (que está aparentemente reformado), em JS é escandalosamente notório. Eu pergunto: Será que a RTP vai passar a dar tempo de antena a todos os políticos que sentem necessidade de se explicar e de ajustar contas - Otelo Saraiva de Carvalho? Pedro Santana Lopes?.
4. Deve a RTP usar recursos financeiros para branquear JS? Mesmo que o homem nem sequer queira cachet (o que já por si diz dos objectivos de JS).
5. A ala socratista do PS está, desde o inicio, empenhada em branquear a herança de JS. Essa tem sido a principal demanda de um conjunto de dirigentes - Pedro Silva Pereira, António Costa, Carlos Zorrinho, entre outros - que não pensa noutra coisa senão nisso, fazendo a vida negra a António José Seguro, que procura apresentar um novo paradigma;
6. Frustrado o putsh que António Costa iria empreender, reconquistando a liderança dos socialistas e, assim, poder defender o socratismo, o próprio JS toma em mãos a demanda, a poucas semanas de um congresso do PS, onde estará omnipresente, inquinando o debate e comentando no mesmo fórum que o levou à liderança do PS em 2004;
7. O principal prejudicado com o regresso de JS é António José Seguro, que terá meio PS a branquear o passado e outra metade a tentar esquecê-lo e apresentar um novo paradigma. Esta divisão vai tornar o PS ingovernável e isso vai ser bom para o PSD (mas péssimo para o país);
8. Com um cenário de completa loucura no PS, Passos Coelho pondera a hipótese de, caso o Tribunal Constitucional chumbe as medidas do Orçamento de Estado, pedir a demissão e provocar eleições antecipadas, convencido de que vai conseguir reforçar a maioria;
9. Por outro lado, o regresso do fantasma de Sócrates vai inviabilizar, completamente, a constituição de um governo de salvação nacional - com os partidos do memorando (PS, PSD e CDS) -, que foi enunciado pelo guru Angelo Correia, no prós e contras, e que Passos Coelho sugeriu já no Núcleo Duro do PSD;
10. Os governos de JS tiveram coisas muito boas, mas também geriram segundo um modelo de sustentabilidade completamente desadequado. Dizer que os governos JS foram óptimos é tão falso, errado e mentira como dizer que foram os piores da Democracia Portuguesa. O esforço de branqueamento é radical e por isso estéril;
11. A preocupação do PS em reescrever a história paralisa-o. Um partido como o PS paralisado pode ser o desastre que faltava para que a situação económica e social seja destruidora.
terça-feira, 26 de março de 2013
[1595.] Da idade
Trinta e quatro anos.
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa
quinta-feira, 21 de março de 2013
[1594.] "Olha estas velhas árvores (...) Tanto mais belas quanto mais antigas"
quarta-feira, 20 de março de 2013
[1593.] O Verdadeiro Poder... é o Serviço!
«Não esqueçamos jamais que o verdadeiro
poder é o serviço»
Na sua homilia na Missa de inicio do seu Ministério Petrino, na terça-feira, 19 de março, o Papa Francisco, apresentou, uma vez mais, palavras de grande simplicidade, mas de uma profundidade atordoante. Aconselho a todos a leitura ponderada e demorada das palavras do 266.º Pontifice Romano - AQUI, por exemplo, ou através deste video.
Sublinhava, no entanto, três notas essenciais:
1. Sejamos Guardiões.
"Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!" - é o desafio lançado pelo Papa é o de sermos guardiões da Criação: "uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!" (a partir do minuto 5:50 deste vídeo)
O Papa pede ao Homem que se ame a si próprio (amando os outros) e à sua condição de criatura de um ecossistema que precisa de ser preservado.
2. O Verdadeiro Poder é o Serviço.
O Papa centra o Poder na visão cristã do lava-pés da Ultima Ceia, em que para se ser maior tem de se ser servo dos outros. «Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor são capazes de proteger.» (a partir do minuto 10:50 deste vídeo)
3. Com uma esperança, para além do que se podia esperar!
O Papa fala de Esperança. E explica: «Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.» (a partir do minuto 12:52 deste vídeo)
E a síntese da intervenção do Papa surge, em climax, na identificando a missão do seu pontificado: «Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!» (a partir do minuto 13:43 deste vídeo)
O Papa apresentou o programa do seu pontificado e só me passa pela ideia lembrar o lema inscrito no brasão de Francisco: “miserando atque eligendo” - “olhou-o com misericórdia e escolheu-o”. Não há dúvidas que o Espírito Santo olhou para nós, com misericórdia, e escolheu Francisco para nos ajudar.
Na sua homilia na Missa de inicio do seu Ministério Petrino, na terça-feira, 19 de março, o Papa Francisco, apresentou, uma vez mais, palavras de grande simplicidade, mas de uma profundidade atordoante. Aconselho a todos a leitura ponderada e demorada das palavras do 266.º Pontifice Romano - AQUI, por exemplo, ou através deste video.
Sublinhava, no entanto, três notas essenciais:
1. Sejamos Guardiões.
"Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!" - é o desafio lançado pelo Papa é o de sermos guardiões da Criação: "uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!" (a partir do minuto 5:50 deste vídeo)
O Papa pede ao Homem que se ame a si próprio (amando os outros) e à sua condição de criatura de um ecossistema que precisa de ser preservado.
2. O Verdadeiro Poder é o Serviço.
O Papa centra o Poder na visão cristã do lava-pés da Ultima Ceia, em que para se ser maior tem de se ser servo dos outros. «Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor são capazes de proteger.» (a partir do minuto 10:50 deste vídeo)
3. Com uma esperança, para além do que se podia esperar!
O Papa fala de Esperança. E explica: «Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.» (a partir do minuto 12:52 deste vídeo)
E a síntese da intervenção do Papa surge, em climax, na identificando a missão do seu pontificado: «Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!» (a partir do minuto 13:43 deste vídeo)
O Papa apresentou o programa do seu pontificado e só me passa pela ideia lembrar o lema inscrito no brasão de Francisco: “miserando atque eligendo” - “olhou-o com misericórdia e escolheu-o”. Não há dúvidas que o Espírito Santo olhou para nós, com misericórdia, e escolheu Francisco para nos ajudar.
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[1592.] Que coisa é a Felicidade?
Hoje perguntaram-me o que era a Felicidade. Perguntaram a alguém que, se calhar com muito pouca humildade, se assevera: "O Homem mais feliz que conheço!".
Comecei por lhe dizer o que não era a Felicidade...
A Felicidade não é ter dinheiro, porque há muitos ricos infelizes!
A Felicidade não é ter saúde, porque há muitos doentes que são felizes!
Acrescentei, depois, um dos chavões mais clássicos (especialmente quando se é escuteiro):
O verdadeiro Caminho da Felicidade é dar Felicidade aos outros!
Ainda em citação, mais religiosa, disse ainda:
O Sermão da Montanha (Mt 5, 3-12) é a carta da Felicidade.
A pessoa à minha frente, tinha ouvido tudo o que eu dissera, mas continuava descrente.
Repetiu: "O que é, para ti, a Felicidade?"
Sou feliz porque tenho à minha volta os que amo, mesmo alguns deles mais longe, mesmo com a saudade dos que já partiram.
Sou tudo o que sonhei ser, e tenho tantos sonhos que uma vida não me vai chegar.
Nunca se me fechou uma porta, sem se ter escancarado uma janela.
Nenhuma dor, nem nenhuma frustração foi uma oportunidade perdida.
E se me fosse possível escolher, apesar de muitos arrependimentos, fazia quase tudo outra vez e da mesma forma.
Não tenho a certeza de ter convencido.
[1591.] Saturno em Mercurii dies... véspera de Primavera
Quando Vier a Primavera
ALBERTO CAEIRO, vulgo Fernando Pessoa
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terça-feira, 19 de março de 2013
[1590.] Marti dies... Hoje é Dia do Pai
PAI
Fábio Júnior
"Toma um beijo pelo Dia do Pai!" - disse eu hoje.
Anseio o dia em que alguém me diga o mesmo.
Fábio Júnior
"Toma um beijo pelo Dia do Pai!" - disse eu hoje.
Anseio o dia em que alguém me diga o mesmo.
[1589.] Marti dies... na antevéspera da Primavera
domingo, 17 de março de 2013
[1588.] “A hora impossível do Papa Francisco”_II
O papa Bergoglio entendeu adoptar o nome de Francisco. Já elucidou que se trata de uma evocação a São Francisco de Assis, padroeiro de Itália, patrono dos pobres, príncipe da Paz, o do louvor à Criação como obra divina.
Já aqui [1584.] nos debruçámos sobre a opinião de que o legado do 'pobrezinho de Assis' parece ser completamente contraditório ao ambiente que envolve o papado. Será, então, possível a um Papa cumprir o legado de Francisco?
Só o tempo o dirá, naturalmente. Mas a tarefa não será fácil.
Segundo a história, Jesus terá pedido a Francisco de Assis: "Reconstroi a minha Igreja!". Toda a missão de Francisco de Assis assentou no cumprimento dessa missão. Na prática, pede-se ao Papa Francisco que reconstrua a Igreja, também ele, mas no sentido daquilo que João Paulo II dizia ser a Igreja do Terceiro Milénio.
Do lado de fora do conclave e das congregações anteriores à reunião, do lado de cá do extra omnes, colocávamos a tónica da mudança na esperança de um pontifice que resolvesse o problema da Pedofilia no seio da Igreja, que colocasse em discussão a ordenação de mulheres, que repensasse a inclusão de todos no seio da Igreja Mãe: homossexuais, recasados, doentes, não como os pecadores - para quem Deus mandou o filho - mas como filhos.
O conclave não considerou assim. Foi buscar um papa ao "outro lado do mundo", mas ao centro do (Novo) mundo católico - que hoje está na América Latina - à Teologia da Libertação, à Argentina (que viveu uma crise económica horrível há pouco mais de uma década) e trouxe-o para se sentar na cadeira de Pedro. Ele trouxe o Amor aos pobres, o combate à ostentação, a clareza das palavras de Verdade, sem a Teologia da Gregoriana, no improviso das homilias, na simplicidade do testemunho. Simplesmente Francisco, parece querer ser o papa que tem o aspecto de avô carinhoso de João XXIII e o sorriso simpático de João Paulo I e de João Paulo II. Será que a pobreza é o combate que precede os temas que ansiávamos?
A Igreja dos homens estava à espera de um Papa mais jovem. O nome do junior Tagle, por exemplo, com 55 anos, parecia ser preferido. Não se estava à espera que o conclave escolhesse um homem ainda mais velho do que Ratzinger era quando se tornou Papa. Há quem diga que Bergoglio chega com oito anos de atraso... Não se espera que Bergoglio faça um pontificado longo, mas João XXIII teve menos de cinco anos na cadeira de Pedro e escreveu oito encíclicas - duas delas fundamentais - e convocou um concílio. Ou seja, não será o tempo de pontificado que vai determinar se este será ou não, apenas, um papa de transição. Os primeiros sinais dizem exactamente o contrário.
Francisco poderá, mesmo, reconstruir a Igreja. Está nas mãos dele, e ele sabe que tem o apoio do povo de Deus, que já se apaixonou pela sua simpatia. Dando como certas as suspeições do alegado relatório que terá obrigado Bento XVI a resignar, os inimigos da Verdade e da vontade do Papa poderão mesmo estar na Curia, na cidade do Vaticano, e isso só fará pensar que a tarefa de Francisco poderá ser hercúlea ou mesmo impossível. Terá ele a capacidade de conseguir reconhecer os bons e os maus? Terá ele a capacidade de destronar os lobbis, de destruir os vícios, de desmantelar as redes que poderão estar a encobrir os males, e a implodir a Igreja Universal?
Terá o Papa Francisco a capacidade de devolver a Igreja aos pobres, de ser "a Igreja pobre dos pobres"? De deixar de ter a ostentação e luxo que levou Franscisco de Assis a ir para a pocilga pregar aos porcos? A Igreja dos que sofrem, a igreja dos que têm fome e não têm dinheiro para ofertórios, peditórios, contributos e côngruas, dos injustiçados, das vítimas, dos que falharam nos seus projectos de vida, dos que vivem a frustração, dos que vivem a depressão, dos que estão abandonados, dos que não têm esperança... essa Igreja precisa de uma casa, precisa de um rosto, que poderá ser um líder demagógico - de um Hitler - ou poderá ser um Papa inteligente e simples.
Esperemos que Francisco não seja uma impossibilidade.
______________________
Já aqui [1584.] nos debruçámos sobre a opinião de que o legado do 'pobrezinho de Assis' parece ser completamente contraditório ao ambiente que envolve o papado. Será, então, possível a um Papa cumprir o legado de Francisco?
Só o tempo o dirá, naturalmente. Mas a tarefa não será fácil.
Segundo a história, Jesus terá pedido a Francisco de Assis: "Reconstroi a minha Igreja!". Toda a missão de Francisco de Assis assentou no cumprimento dessa missão. Na prática, pede-se ao Papa Francisco que reconstrua a Igreja, também ele, mas no sentido daquilo que João Paulo II dizia ser a Igreja do Terceiro Milénio.
Do lado de fora do conclave e das congregações anteriores à reunião, do lado de cá do extra omnes, colocávamos a tónica da mudança na esperança de um pontifice que resolvesse o problema da Pedofilia no seio da Igreja, que colocasse em discussão a ordenação de mulheres, que repensasse a inclusão de todos no seio da Igreja Mãe: homossexuais, recasados, doentes, não como os pecadores - para quem Deus mandou o filho - mas como filhos.
O conclave não considerou assim. Foi buscar um papa ao "outro lado do mundo", mas ao centro do (Novo) mundo católico - que hoje está na América Latina - à Teologia da Libertação, à Argentina (que viveu uma crise económica horrível há pouco mais de uma década) e trouxe-o para se sentar na cadeira de Pedro. Ele trouxe o Amor aos pobres, o combate à ostentação, a clareza das palavras de Verdade, sem a Teologia da Gregoriana, no improviso das homilias, na simplicidade do testemunho. Simplesmente Francisco, parece querer ser o papa que tem o aspecto de avô carinhoso de João XXIII e o sorriso simpático de João Paulo I e de João Paulo II. Será que a pobreza é o combate que precede os temas que ansiávamos?
A Igreja dos homens estava à espera de um Papa mais jovem. O nome do junior Tagle, por exemplo, com 55 anos, parecia ser preferido. Não se estava à espera que o conclave escolhesse um homem ainda mais velho do que Ratzinger era quando se tornou Papa. Há quem diga que Bergoglio chega com oito anos de atraso... Não se espera que Bergoglio faça um pontificado longo, mas João XXIII teve menos de cinco anos na cadeira de Pedro e escreveu oito encíclicas - duas delas fundamentais - e convocou um concílio. Ou seja, não será o tempo de pontificado que vai determinar se este será ou não, apenas, um papa de transição. Os primeiros sinais dizem exactamente o contrário.
Francisco poderá, mesmo, reconstruir a Igreja. Está nas mãos dele, e ele sabe que tem o apoio do povo de Deus, que já se apaixonou pela sua simpatia. Dando como certas as suspeições do alegado relatório que terá obrigado Bento XVI a resignar, os inimigos da Verdade e da vontade do Papa poderão mesmo estar na Curia, na cidade do Vaticano, e isso só fará pensar que a tarefa de Francisco poderá ser hercúlea ou mesmo impossível. Terá ele a capacidade de conseguir reconhecer os bons e os maus? Terá ele a capacidade de destronar os lobbis, de destruir os vícios, de desmantelar as redes que poderão estar a encobrir os males, e a implodir a Igreja Universal?
Terá o Papa Francisco a capacidade de devolver a Igreja aos pobres, de ser "a Igreja pobre dos pobres"? De deixar de ter a ostentação e luxo que levou Franscisco de Assis a ir para a pocilga pregar aos porcos? A Igreja dos que sofrem, a igreja dos que têm fome e não têm dinheiro para ofertórios, peditórios, contributos e côngruas, dos injustiçados, das vítimas, dos que falharam nos seus projectos de vida, dos que vivem a frustração, dos que vivem a depressão, dos que estão abandonados, dos que não têm esperança... essa Igreja precisa de uma casa, precisa de um rosto, que poderá ser um líder demagógico - de um Hitler - ou poderá ser um Papa inteligente e simples.
Esperemos que Francisco não seja uma impossibilidade.
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sexta-feira, 15 de março de 2013
[1587.] "A velhice é, por assim dizer, a sé da sabedoria da vida..."
O Papa Francisco, na missa que fechou o conclave, exortou os cardeais:
“Irmãos, força! A metade de nós está na velhice: a velhice é, por assim dizer, a sé da sabedoria da vida. Os velhos têm a sabedoria de ter caminhado na vida, como o velho Simão e a velha Ana no Templo. E justamente esta sabedoria fez com que reconhecessem Jesus. Doemos esta sabedoria aos jovens: como o bom vinho que com os anos se torna melhor, doemos aos jovens a sabedoria da vida”.
“Irmãos, força! A metade de nós está na velhice: a velhice é, por assim dizer, a sé da sabedoria da vida. Os velhos têm a sabedoria de ter caminhado na vida, como o velho Simão e a velha Ana no Templo. E justamente esta sabedoria fez com que reconhecessem Jesus. Doemos esta sabedoria aos jovens: como o bom vinho que com os anos se torna melhor, doemos aos jovens a sabedoria da vida”.
quinta-feira, 14 de março de 2013
[1586.] Vens ajudar ou vais ficar a olhar?
O comando e a direcção dos Bombeiros
Voluntários da Mealhada abrem uma Escola de Estagiários, para
admissão de novos bombeiros. Inscrições abertas até 15 de abril
de 2013.
VENS AJUDAR OU VAIS FICAR A OLHAR?
VENS AJUDAR OU VAIS FICAR A OLHAR?
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quarta-feira, 13 de março de 2013
[1585.] Os sinais de um Papa
O
brasão do Cardeal Arcebispo Bergoglio é este. Com o sol que impera
na bandeira argentina cheio e no centro, mas com a inscrição do
nome de Cristo IHS (o símbolo da Companhia de Jesus)! Jesus, como o sol. E um lema perturbador:
"miserando atque eligendo". Não
consigo traduzir do latim, mas encontro duas palavras que não sei
(ainda) como se ligam: Escolha e Misericórdia. [Com o apoio de um comentário no Facebook, fica a consulta do sitio da Arquiodiocese de Buenos Aires e a informação de que esta frase latina, se refere ao momento da conversão de São Mateus]
Mas este é, APENAS, brasão do Arcebispo Bergoglio.
É natural que o Papa possa fazer algumas alterações, para além da
introdução da heráldica papal. Mas também não deve mudar muito,
pois repara-se que nestas palavras e simbolos se vê muito do que se
diz que pode ser "simplesmente Francisco".
Os serviços do Vaticano anunciaram
que o Papa deve ser tratado simplesmente por Francisco, sem qualquer
numeraçãoo que é natural quando se é o primeiro). Dito de outra
forma, Bergoglio quer ser "simplesmente Francisco". Lindo!
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[1584.] “A hora impossível do Papa Francisco”?
Há uma semana, o jornal italiano 'Il Fatto Quotidiano' publicou um artigo - profético? - com o título “A hora impossível do Papa Francisco I”, do jornalista Maurizio Chierici. O jornalista do Público João Pedro Ferreira cita este texto - publicado antes de se saber que o conclave elegeria o primeiro dos Franciscos - e lembra: “Francisco é um nome impossível para a carga de poder com que durante séculos foi construída a infalibilidade do papado, a soberania, o controle formal de cada serviço, a autoridade sobre milhões de fiéis”.
Quando foi eleito cardeal e alguns argentinos queriam viajar para Roma para celebrar, Bergoglio convenceu-os a dar aos pobres o dinheiro que gastariam na viagem. [Voltou a fazer o mesmo, agora, através de uma carta para a Nunciatura na Argentina - actualizado em 16.03.13] O episódio é narrado pelo jornal inglês The Guardian, que descreve o novo Papa como tendo uma “abordagem prática” à questão da pobreza [A cruz que usa ao peito é de aluminio, saiu de autocarro do Vaticano depois da eleição, no dia seguinte foi ele próprio pagar a hospedagem antes do conclave, os sapatos que usa são os que trouxe de casa - actualizado em 16.03.13]. Bergoglio escolheu o nome Francisco, partilhado por dois conhecidos santos da Igreja Católica – um dos quais conhecido pela devoção aos pobres, o outro, pelo papel de evangelização no Oriente [A 16 de março confirmou que o homenageado é Francisco de Assis - actualizado em 16.03.13].
O artigo do 'Il Fatto Quotidiano' elaborava sobre o facto de a vida de Francisco de Assis não se ajustar à vida actual do líder da Igreja Católica. “O primeiro sinal de mudança na Igreja poderia ser o nome do sucessor de Ratzinger. Da varanda, nunca ninguém anunciou ‘aqui Francisco’”, escreveu o veterano jornalista Maurizio Chierici. “Ele morreu há quase oito séculos, mas ninguém se sentiu na disposição de abraçar a espiritualidade e dedicação absoluta para a vida dos outros”. O artigo citava o parlamentar italiano Raniero La Valle, um dos representantes da esquerda cristã: “Francisco é um nome impossível para a carga de poder com que durante séculos foi construída a infalibilidade do papado, a soberania, o controle formal de cada serviço, a autoridade sobre milhões de fiéis”.
* * *
[Actualizado a 16 de março]
O pobrezinho de Assis
Francisco Bernardonne era o filho de uma abastada família de comerciantes de tecidos, de oriegm francesa, instalada em Assis, no centro da península itálica. Em determinada altura da sua vida, ainda jovem, na Igreja de São Damião, em ruínas, perto de Assis, Francesco terá ouvido do crucifixo o apelo: "Reconstrói a minha Igreja". Inicialmente, a ordem foi entendida como uma reconstrução física, real, material daquela igreja em concreto. Com o tempo, Francesco percebeu que a ordem era muito mais do que isso, e que a voz do crucifixo poderia ser o próprio Cristo a pedir que ele refundasse a Igreja de Pedro.Francesco renunciou a tudo, tornou-se um mendigo e fundou a Ordem Mendicante dos Franciscanos. Francesco dirigiu-se a Roma, ao papa Inocêncio III no sentido de este lhe aprovar a Regra Primitiva e ratificar a fundação da ordem. A corte papal ridicularizou os frades com aspecto andrajoso e pobre, pediu que não o aborrecesse e mandou-os ir pregar para os porcos! O papa teve um sonho, com a basílica de São João de Latrão a desabar, e mandou chamar Francesco, depois de se lavar.
O grupo de frades ficou chocado com o luxo e ostentação da corte papal e assim que regressou a Assis construiu uma cabana para se albergar.
Francesco faleceu em 1228 e foi canonizado pouco depois. Pela sua vida e pelo testemunho de humildade e de louvor às criaturas criadas por Deus, ficou associado como o padroeiro da Natureza e da Ecologia.
-----
Na sua comunicação aos jornalistas acreditados no Vaticano, três dias depois da eleição, o Papa Francisco explicou, exactamente como e porque escolheu o nome de Francisco como seu nome papal.
Aqui está o video:
O grupo de frades ficou chocado com o luxo e ostentação da corte papal e assim que regressou a Assis construiu uma cabana para se albergar.
Francesco faleceu em 1228 e foi canonizado pouco depois. Pela sua vida e pelo testemunho de humildade e de louvor às criaturas criadas por Deus, ficou associado como o padroeiro da Natureza e da Ecologia.
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Na sua comunicação aos jornalistas acreditados no Vaticano, três dias depois da eleição, o Papa Francisco explicou, exactamente como e porque escolheu o nome de Francisco como seu nome papal.
Aqui está o video:
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[1583.] Anuntio gaudim magnum: Papa Fransciscum
Uma grande alegria, de facto. Não fazia parte das minhas expectativas... pela idade, pelo facto de ter sido um nome que tinha estado na berlinda, há oito anos e havia perdido para Ratzinger.
MAS A ESCOLHA DO NOME CONQUISTOU. PARA UM
FRANCISCANISTA COMO EU SOU, ESTOU COMPLETAMENTE RENDIDO!
Não me parece que pudesse vir de
outro lado, que não da superioridade intelectual de um Jesuíta, a
escolha do nome Francisco. Francisco que imediatamente nos remete
para o 'poverello' de Assis, mas que pode ser também, do
evangelizador Francisco Xavier!
Nos primeiro momentos nem damos
conta... ouvindo à exaustão a primeira alocução de Francisco I,
reparamos que o Papa PEDE QUE REZEMOS UNS PELOS OUTROS. Não nos diz
que PEÇAMOS a Deus isto ou aquilo. PEDE-NOS QUE REZEMOS UNS PELOS
OUTROS. Muito interessante!
As primeiras palavras de Francisco I.
«Irmãos e irmãs, boa noite. Vocês sabem que o dever de um conclave é dar um bispo a Roma. Parece que os meus irmãos cardeais foram buscar-me quase até ao fim do mundo. Mas aqui estamos. Agradeço a vossa hospitalidade. A comunidade diocesana de Roma já tem o seu bispo. Obrigado.
Em primeiro lugar, peço uma oração pelo nosso Papa emérito, Bento XVI. Oremos por ele, para que o Senhor o abençoe e a Virgem o proteja. [Em seguida, o Papa reza um Pai Nosso e uma Avé Maria com os fiéis reunidos na Praça de S. Pedro]
E agora, vamos começar esta jornada: o bispo e o povo. É o caminho da Igreja de Roma, que preside à caridade em todas as igrejas. Um caminho de fraternidade, amor e confiança entre nós.
Vamos rezar por nós, de um para o outro. Oremos para o mundo, porque há uma grande irmandade. Espero que este caminho da Igreja – que hoje começa e em que serei ajudado pelo cardeal vigário, aqui ao meu lado – seja frutífero para a evangelização desta cidade tão bonita.
E agora gostaria de dar a bênção, mas primeiro quero pedir-vos um favor. Antes de o bispo benzer o povo, peço que rezem ao Senhor para que me abençoe: a oração do povo, pedindo a bênção do seu bispo. Façamos esta oração em silêncio.
[Depois de alguns segundos de silêncio, o Papa concluiu].
Agora, vou abençoar-vos e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade. Agora deixo-vos. Obrigado por tamanha hospitalidade. Ver-nos-emos em breve. Amanhã vou rezar à Nossa Senhora para que proteja Roma. Boa noite e bom descanso.»
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terça-feira, 12 de março de 2013
[1581.] Dia vencido _ 12 de março
A
CEIA DOS CARDEAIS, peça de Júlio Dantas, representada em 1902, a
mais representada das peças portuguesas. Para ler. Hoje.
segunda-feira, 11 de março de 2013
[1580.] Dia vencido_11 de março
O
conclave começa amanhã.
O 266.º Papa começa a ser escolhido
dentro de poucas horas.
Diz-se que quem entra Papa... sai cardeal.
Gostava muito que o novo sucessor de Pedro fosse Tagle (filipino),
Maradiaga (hondurenho) ou Schreder (um brasileiro!). Quanto ao nome,
voto em João Paulo III (se a ideia for dar continuidade ao peregrino
da Igreja Universal) ou João XXIV (se a aposta for no sentido do
progressismo e do renovar o Concilio em 50.º aniversário).
Espero
ardentemente que não seja Bertone, tenho ideia de ele ser o Dark
Side ao mais alto nível. Que o Espírito Santo ilumine o Colégio
Cardinalício.
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sábado, 9 de março de 2013
[1579.] Veneris dies
A propósito do Dia Internacional da Mulher
O papel da Mulher no Escutismo
www.loboirmao.blogspot.com
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sexta-feira, 8 de março de 2013
[1578.] Há um Dark side... e há um Bright Side
Quando as coisas são feitas com Alegria, recebem A Inspiração!
A Vida de Brian
A Vida de Brian
Always Look On The Bright Side of Life
Monty Pythonsegunda-feira, 4 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
[1576.] Hoje_1 de março_Dia da Protecção Civil
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
[1575.] Que seja agora!
in www.loboirmao.blogspot.com
Não chega dizer "vão vocês que eu vou lá ter!".
É preciso dizer presente, quando o que defendemos se pode tornar concreto!
Que "Seja agora"!
[1574.] Memórias
Santa Comba Dão, TRILHOS 2001
Encontrei esta preciosidade num VIDEO no facebook do meu amigo Ovelha. Trata-se de um video da actividade nacional para Caminheiros TRILHOS 2001, uma actividade que começou e terminou em Santa Comba Dão, depois de três dias a percorrer, em clãs nacionais, a serra do Caramulo.
A participação nesta actividade - em outubro - foi o meu baptismo na dimensão nacional da associação. Eu havia saído do activo em 1999 e regressei em junho de 2001. Em agosto ainda consegui ir ao Jamboree das Beiras - como caminheiro - e em setembro o Departamento Regional da IV secção convidou-me (a mim e a mais uma equipa de caminheiros) para representar a região de Coimbra nesta segunda edição de uma actividade nacional de referência para caminheiros.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
[1573.] Dia vencido_22 de fevereiro - II
Hoje foi Dia de B.-P.
Começou o IV AcaSecNuc
AQUI + AQUI
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.
Hoje é, também, o Dia #1 de um futuro de Serviço.
A candidatura Ser Região, à Junta Regional de Coimbra, escolheu o dia de hoje, o dia do fundador, para entregar o processo na secretaria da junta. Fomos todos fardados entregar o processo de forma formal, com grande espírito de missão e de responsabilidade. Conseguimos angariar um número verdadeiramente espectacular de assinaturas de proponentes - mais de 150, cinco vezes mais do que seria necessário - um sinal de que a região anseia desesperadamente por uma mudança, por um caminho alternativo. Estamos muito motivados e o único obstáculo parece ser um período demasiado longo até 12 de maio, o dia das eleições.
Somos pessoas muito diferentes, com percursos de vida diferentes, proveniências diferentes e por isso discutimos, apresentamos com veemência os nossos pontos de vista, mas levamos muito a sério o nosso compromisso e a nossa missão como dirigentes do Corpo Nacional de Escutas. Já servimos - muitos de nós - em equipas nacionais, em equipas regionais e de núcleo, e todos, mas todos mesmo, sem excepção, temos agrupamento e unidade, vivemos o mundo real do escutismo com os miudos. Não o fazemos nem por telepatia, nem à distância.
A partir de hoje está nas mãos da região a escolha entre se quer Ser Região... ou não.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
[1572.] Dia vencido_22 de fevereiro
Hoje
o tema central dos noticiários são as vaias aos ministros. Não me
choca que as pessoas se manifestem, não me choca que cantem temas
como o "Grândola" (ou o "Maria da Fonte"), não
me choca que interrompam ministros, não me choca que causem
incómodos e constrangimentos. Trata-se de uma coisa natural nas
Democracias, se as pessoas estão descontentes devem demonstrá-lo! O
que me choca e me insulta como português é que os partidos da
Oposição não consigam ir além dos gritos da horda, e não sejam
capazes de dizer o que pode ser feito de diferente. Limitam-se a
querer eleições para poderem aproveitar o descontentamento e eleger
mais dos seus. Há um caminho diferente? Por onde?
Ah, e não me venha o Dr.Seguro falar
em investimento estrangeiro, porque cada vez que fala em
instabilidade afasta os capitalistas que quer mais não quer... Nem o
Sr.Sousa falar em ajudar os que menos têm porque é graças ao
excesso de garantismo que a despesa pública galopa. Nem o Dr.Semedo
sugerir que se taxa as fortunas, porque elas já cá não estão e as
que estão não pagam as reformas dos camaradas que se reformaram aos
37 anos... Digam, de facto, o que fariam de diferente! Por favor!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
[1571.] Família
domingo, 17 de fevereiro de 2013
[1565.] Dia vencido... em solis dies
Entre as tarefas de empregado de mesa, de presidente dos Bombeiros, paginador de jornais, formador de Universidade Sénior, mestrando na faculdade, escuteiro com velhas (e esperemos que futuras) responsabilidades, marido, filho, irmão, tio e padrinho... não tem sobrado tempo para ser blogger...
Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...
Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.
Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...
Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.
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o fio dos dias
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
[1562.] A agendar!
Reportagem “Alguma dor cura a Alma” destaca importância do distrito
Livro sobre peregrinações religiosas
apresentado no Café Santa Cruz em Coimbra
A centralidade de Coimbra nos caminhos para Santiago de Compostela e Fátima é destacada em “Alguma dor cura a alma”, do jornalista Carlos Ferreira, que caminhou 481 quilómetros em 13 dias para escrever a reportagem que originou o livro. A etapa entre Pombal e Coimbra é uma das mais dramáticas relatadas na obra. A próxima apresentação é no histórico Café Santa Cruz, em Coimbra, e terá como oradores Carlos Camponez, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Nuno Castela Canilho, peregrino do Caminho de Santiago e hospitaleiro no Albergue de Peregrinos da Mealhada.
“A Cidade dos Estudantes é muito importante nos caminhos da fé e este livro não podia ignorar esse facto. Por exemplo, no aspecto histórico: a consagração a Santiago da Igreja de Castelo de Neiva, em Viana do Castelo, em 862, a referência mais antiga ao culto, fez-se por iniciativa do bispo Nausto de Coimbra, e tem início nesta cidade a rota descrita no mapa mais antigo (1138) do Caminho Português”, explica o autor, Carlos Ferreira.
Há ainda duas figuras femininas que reforçam a centralidade de Coimbra na história dos caminhos da fé para a Galiza e para Fátima: a rainha Santa Isabel e a irmã Lúcia. A primeira peregrinou duas vezes (1325 e 1335) a Santiago de Compostela. O seu túmulo, no mosteiro de Santa Clara-a-Nova, tem representados o Apóstolo, o bordão e a bolsa das esmolas, que comprovam a sua condição como peregrina. E a vidente passou a maior parte da sua vida no Carmelo de Santa Teresa, onde faleceu aos 98 anos, a 13 de Fevereiro de 2005.
“O percurso sob chuva torrencial entre Pombal e Coimbra foi o mais dramático da jornada. Parecia o dilúvio durante 35 quilómetros. E o dia seguinte, a caminho da Anadia, também foi bastante difícil. Mas foi também em Coimbra que, inesperadamente, recebi o primeiro gesto de solidariedade, um daqueles que justificam fazer o Caminho. Na pastelaria Pistrina, vendo a minha condição de peregrino e que me preparava para enfrentar a tempestade que se abatia na cidade, ofereceram-me o pequeno almoço”, conta o jornalista, que fez a caminhada solitária a uma média de 37 quilómetros diários, transportando 14 quilos de mantimentos.
O culto a Santiago Maior (ou São Tiago) de Compostela nasceu durante a reconquista cristã e há historiadores que justificam o seu crescimento com a necessidade de unir os reinos da Península Ibérica na luta contra os mouros. A sua influência estendeu-se rapidamente ao então Condado Portucalense, deixando para memória futura, por exemplo, 184 paróquias e 140 capelas em território nacional. Em sentido contrário, mas partilhando o mesmo percurso nalguns troços, está também a consolidar-se o Caminho de Fátima. É uma corrente humana, de 50 mil fiéis por ano, diferente da que peregrina ao sepulcro do Apóstolo.
“Caminhei entre oito e dez horas por dia. E entrei na Catedral de Santiago de Compostela no dia 13 de Maio de 2012, pelas 12h00, no momento em que, no Altar do Mundo, 300 mil pessoas celebravam a primeira aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos. Às vezes perguntam-me se fui por fé. Costumo responder: “Por alguma razão não terei ido a pé a Madrid, mas ainda não sei qual é”, afirma Carlos Ferreira.
O pagamento de promessas a Nossa Senhora motiva a generalidade dos peregrinos de Fátima, enquanto apenas um quinto dos caminheiros que se dirigem à Galiza (192 mil em 2012) o fazem como manda a Igreja. A antiguidade deste Caminho justifica uma mescla de culturas, de religiosidades, de razões e de interesses, de patrimónios, que a juventude dos itinerários do Altar do Mundo ainda não acumularam, apesar de 131 dos 174 santuários portugueses serem marianos, o que demonstra bem a devoção popular à Virgem.
“Espero que esta seja uma grande reportagem e não apenas uma reportagem grande. Uma espécie de reconciliação entre o jornalismo e os leitores, que permaneça para além da espuma dos dias. Este é o meu desejo mais íntimo e o meu humilde contributo para demonstrar que o anúncio da nossa morte profissional é uma notícia claramente exagerada”, diz o autor.
A próxima apresentação do livro, editado pela Chiado Editora, está marcada para sábado, dia 09 de Fevereiro, às 16h30, no Café Santa Cruz, na Praça 8 de Maio, no centro de Coimbra.
Link para download de fotos de Carlos Ferreira e do caminho entre Fátima e Santiago de Compostela: http://www.sendspace.com/file/foy3g9
Página: http://www.facebook.com/pages/Alguma-dor-cura-a-Alma/278604258914968
Evento: http://www.facebook.com/events/425379687518818/
Sobre o autor:
Carlos Ferreira, natural de Pombal e residente em Leiria, de 45 anos, tinha dezasseis quando publicou pela primeira vez. É um texto de 750 caracteres no Jornal do Incrível, sobre como enriquecer sem esforço, pelo qual recebeu 200 escudos (menos de um Euro!). Ainda hoje desconfia da aplicabilidade do conteúdo do texto.
Em 1985, com dezoito anos, iniciou a carreira de jornalista na Rádio Comercial de Leiria e depois passou por Órgãos de Informação como a Semana de Leiria (1985), Jornal de Leiria (1985-1989), Correio da Manhã (1986-2012), revista Diana (1989-1990), Jornal da Batalha (1990-1991) e O Crime (1991-2001). No Correio da Manhã foi, sucessivamente, correspondente, redactor e fotógrafo, chefe de delegação e editor. Tem ainda trabalhos publicados no DN-Jovem, Blitz, Comércio do Porto, Região de Leiria, Bailadoiro (Leiria), O Mensageiro (Leiria), Rádio Comercial e Agência Notícias de Portugal.
Entre as reportagens que realizou nestes 27 anos na Europa, Brasil e Macau, destaca a cobertura do caso do Assassino da Praia do Osso da Baleia (1987), do pós-guerra no Kosovo (1999 e 2007), do último ano da soberania portuguesa em Macau (1999) e das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil (2000).
É autor dos livros ‘Guia do Peregrino-Papa Bento XVI em Portugal” (Presselivre, 2010) e “Na Mente do Assassino-O Serial Killer da Lourinhã” (Cofina Média Books, 2012), distribuídos com o Correio da Manhã.
Contactos:
Carlos Ferreira
Tlm: 918 322 765
E-mail: Karllus.ferreira@gmail.com
Chiado Editora
Site: http://www.chiadoeditora.com
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
[1563.] Entre-vistas_01
Entrevista ao jornal REGIÃO BAIRRADINA
Publicado em 24.01.2013
O apoio municipal tem sido presente e muito relevante
Título escolhido pelo jornal
Publicado em 24.01.2013
O apoio municipal tem sido presente e muito relevante
Título escolhido pelo jornal
Que razões o levaram a candidatar-se à presidência da
Direcção dos Bombeiros da Mealhada?
Perante a informação de que o anterior presidente, Abílio
Semedo, não teria intenções de se recandidatar, recebi da parte de alguns
sócios a sugestão de que me candidatasse. Como não podia ser indiferente a esse
apelo, e porque tenho muito gosto em ser sócio dos Bombeiros da Mealhada,
sondei algumas pessoas no sentido de constituirmos uma equipa, que resultou
numa candidatura jovem e dinâmica.
Entendemos todos que, nesta fase da nossa vida, faz sentido
dedicarmos o nosso tempo livre e, acima de tudo as nossas energias, à nossa
comunidade, através de uma causa tão nobre e importante como é a dos Bombeiros
Voluntários. Somos voluntários - tal como os nossos bombeiros - e assumimos
esta responsabilidade por imperativo de consciência e com sentido de missão e
cidadania.
Quais os objectivos que pretende levar por diante à
frente da Associação?
O objectivo central é o de dar ao corpo de bombeiros todas
as condições para que possam cumprir a sua missão da melhor forma possível:
com tranquilidade, com eficiência, com
formação, com profissionalismo e, acima de tudo, em segurança. Como já disse,
somos todos voluntários, os bombeiros na frente do combate da protecção civil
de pessoas e bens, no apoio à saúde, e nós, na retaguarda, discretos,
garantindo que nada lhes faltará falta, com a angariação de fundos de
financiamento, investindo em material e equipamentos que vão ao encontro da
satisfação das aspirações dos bombeiros e das necessidades das populações,
servindo de intermediários e de elo de aproximação entre a comunidade que
precisa dos bombeiros e os bombeiros que precisam da comunidade.
Actualmente quais as principais dificuldades com que se
debate a Corporação?
Em Portugal, a protecção civil de pessoas e bens - que é uma
obrigação soberana do Estado - é, na maior parte do território, garantida por
associações privadas, locais, com corpos de bombeiros voluntários, e
financiadas pelos sócios, a comunidade, e na maior parte dos casos, apoios
municipais. Ao longo do tempo, as associações socorreram-se da prestação de
outro tipo de serviços, pagos, que servem de financiamento das associações. Nos
últimos anos, no entanto, o Estado tem tido uma espécie de surto legislador e,
em vez de apoiar associações, tem criado obstáculos ao funcionamento dessas
associações. Falo, por exemplo, do sistema da liberalização do serviço de
transportes de doentes - a empresas privadas de ambulâncias -, que está a levar
as associações à ruína, e da legislação que obriga os voluntários a limites
mínimos de serviço operacional e formação. À crise de voluntariado, que é,
naturalmente, outro dos grandes problemas, soma-se, assim, um conjunto de
exigências formais que está a reduzir o número de bombeiros voluntários.
Qual o número de bombeiros? É vossa intenção aumentar
esse número? De que forma pretendem sensibilizar os jovens para esta causa?
O nosso corpo activo é constituído por 56 homens e mulheres.
Naturalmente que é nosso desejo que o número de bombeiros voluntários aumente e
tudo faremos para, em conjunto com o comando, trabalhar nesse sentido. Estamos
a preparar um conjunto de iniciativas e programas, em harmonia com o comando e
com a delegação da Juvebombeiros, - que em breve apresentaremos a um conjunto
de parceiros da sociedade civil - com esse objectivo. São actividades de índole
pedagógica - junto dos estabelecimentos escolares e associações -, de índole
social e desportiva. Paralelamente a tudo isso, o comando tem preparada uma
nova escola de bombeiros que abrirá inscrições em breve.
Segundo algumas informações, o Comandante António Lousada
não vai continuar à frente do Corpo Activo. A Direcção já está a trabalhar
nesta questão?
O Comandante António Lousada terminou o seu mandato em meados
do mês de dezembro. Desde essa data, até porque a estrutura operacional de um
corpo de bombeiros é especialmente pragmática, o comando da corporação está a
ser assegurada pelo Segundo Comandante Joaquim Valente de Oliveira, que conta,
também, com o Adjunto de Comando Nuno Antunes João. A direcção está sensível à
necessidade de nomear, a breve prazo, um comandante, como lhe compete, e está a
trabalhar nisso, afincadamente. Importa, no entanto, dar conta a todos de que
estamos tranquilos e temos confiança absoluta nas capacidades operacionais do
comando em exercício. Há urgência na nomeação do comandante, até por uma
questão de expectativas, mas não há qualquer tipo de risco.
Aproveito a oportunidade para dar testemunho de
agradecimento público ao Comandante Lousada, que exerceu a responsabilidade com
elevado sentido de altruísmo e abnegação.
Em termos de apoios, a Câmara Municipal tem colaborado
com a Associação?
A Câmara Municipal da Mealhada tem sido o principal apoio da
associação. Depois das receitas próprias associadas a serviços prestados, e à
quotização de associados, o financiamento municipal tem sido a mais importante
receita. Recentemente, para apoio à compra de uma nova viatura, um Veículo
Tanque Tático Rural, recebemos vinte e cinco mil euros, o que se revelou
extraordinário. Ou seja, o apoio municipal tem sido presente e muito relevante,
o que no quadro já anteriormente referido acaba por ser fundamental e garante
da sustentabilidade.
A quebra no transporte de doentes tem vindo a afectar a Corporação?
Se sim, de que forma?
Como já referimos, o transporte de doentes é um serviço
prestado - para o qual a associação investiu, nomeadamente com a compra de
veículos especializados e contratação de pessoal - que é, também, a mais
importante receita que temos para exercer uma missão na comunidade que é, em
ultima análise, uma obrigação soberana do Estado. Ou seja, os bombeiros não se
limitam aos peditórios para garantir o financiamento necessário para proteger
pessoas e bens. As associações de bombeiros têm o transporte de doentes como
serviço à comunidade e como fonte de rendimento. Quando, de um momento para o
outro, essa fonte de receita sofre quebras mensais na ordem dos 60 por cento,
nada pode ficar como antes. A associação dos bombeiros da Mealhada é uma de
duas corporações do concelho, e de repente, vê entrar no concelho uma empresa
privada, que diz ter sede no concelho, e que arrecada metade do volume total de
transportes de doentes. Ou seja, ficámos com uma "quota de mercado"
de apenas 25 por cento do volume total de serviços, com a ocorrência de
verdadeiras atrocidades, que denunciam uma completa falta de sentido prático e
económico do sistema, como a do casal que sai de casa à mesma hora e para
consultas no mesmo local e é transportado por duas entidades diferentes,
consumindo ao Estado o dobro dos recursos.
Em que medida a actual crise económica está a afectar o
trabalho da Corporação?
A crise económica, financeira e social afetará,
naturalmente, o voluntariado, na medida em que as pessoas, tendo que trabalhar
mais tempo para auferir o mesmo rendimento, vão deixar de dar tempo (ou tanto
tempo) ao voluntariado e ao serviço não remunerado, como é o dos bombeiros.
Uma última mensagem para os mealhadenses?
A todas as pessoas das comunidades que são mais diretamente
servidas pela nossa corporação - especialmente nas freguesias de Luso,
Vacariça, Mealhada, Antes, Ventosa do Bairro -, e também de Casal Comba,
Murtede e Sepins (estas duas já no concelho de Cantanhede), queremos deixar uma
palavra de Esperança e de Confiança. Estamos - a associação e o seu corpo
activo - prontos, empenhados e motivados em garantir o melhor serviço. Contamos
com o apoio de todas as pessoas e empresas, apelando, por exemplo, a que se
tornem nossos associados.
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