sábado, 29 de junho de 2013

[1694.] Ypsílon_21



29 DE JUNHO DE 2013

Dia de São Pedro e São Paulo

[1693.] Faleceu ontem o último Bispo-Conde de Coimbra.



Os bispos de Coimbra são ao mesmo tempo detentores do título nobiliárquico de Condes de Arganil. D.João Alves tinha a pose austera e séria de um conde, tenho dele apenas a imagem institucional... (sei que na intimidade era muito afável), mas sempre o vi como uma figura grave, séria, altiva que se tornou ainda mais contrastante quando lhe sucedeu D.Albino Cleto, que era muito mais terno, amigo, próximo.
Para mim, D.João Alves será sempre o Bispo-Conde, o último Bispo-Conde.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

[1692.] Good Luck Madiba


[1691.] Em dia de greve geral, sinto-me assim:



[1624.] O fio dos dias no Jornal da Mealhada #02

1 de julho de 2003

A primeira década

Na tarde de 1 de julho de 2003, há dez anos, portanto, o parlamento nacional aprovava, por unanimidade, a elevação da vila da Mealhada à categoria de cidade. Depois de um punhado de meses de violenta discussão interna, estava dado um primeiro passo para uma elevação que, bastante falada na altura, em breve passaria inócua, ou apenas susceptível a algum gozo entre trocadilhos.
Contrariamente ao que muitos, na altura, pareciam querer demonstrar, a Mealhada – e agora falo no concelho, especialmente – não perdeu nada em se ter tornado cidade. A pergunta que se impõe é a inversa: Será que ganhou alguma coisa?
O processo de elevação da vila da Mealhada à categoria de cidade – e no mesmo dia o de Oliveira do Bairro, por exemplo – demonstrou claramente que as leis da República, quando o legislador é, ao mesmo tempo, o aplicador e o julgador, mais não servem do que um guião de principios gerais que só são cumpridos se se quiser. A vila da Mealhada não cumpria praticamente nenhum dos critérios enunciados na lei, nem sequer a excepção seria observável. Mas de qualquer forma, a decisão foi tomada e os dois projectos em análise – de Gonçalo Breda Marques, do PSD, e a cópia (até nas gralhas) assinada por Rosa Albernaz, do PS – foram aprovados, com publicação em Diário da República em 26 de agosto.
Retomamos a pergunta: O que ganhámos em dez anos de cidade? Sugerimos uma resposta: Nada. Passámos, apenas, ao lado de um boa oportunidade de coesão interna, do aprofundamento de instrumentos de democracia participativa modernos, de incremento de desenvolvimento da sociedade civil. Os responsáveis por esta alegada falta? Todos nós ou cada um dos mealhadenses. Os responsáveis autárquicos – Junta e a Câmara – são os que menos devem nesta contabilidade. Porque para se ser cidade é preciso ser-se cidadão... e aí estamos fraquinhos, muito fraquinhos!

in JORNAL DA MEALHADA de 26 de junho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

[1690.] Será completamente estúpido perguntar...?

Será completamente estúpido perguntar se o parque que está a ser construído no Choupal, no centro da Mealhada, vai ter casa de banho? Pergunto com a mesma ignorância de que indaga se será completamente estúpido perguntar se o Parque da Cidade da Mealhada já tem casa de banho.




quinta-feira, 20 de junho de 2013

[1688.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #09

20 de Junho de 2013

Promova-se o debate: «Qual o pior inimigo do peregrino?»

A desistência ou o chamado psicológico? As bolhas nos pés? As subidas? Ou as descidas?
A minha opinião é muito mais escatológica. O maior inimigo do peregrino é a DIARREIA! Que o diga o pobre do americano da Florida que hoje entre nós padece em sofrimento...




[1687.] Foi na Vacariça, em 1320, que se instituiu o culto da Imaculada Conceição de Maria, em Portugal


Bispo D. Raimundo Ebrard - (Coimbra)
Data do bispado: 1319-1324


D. Raimundo Ebrard (1319.11.10-1324.07.15) - Era sobrinho do Bispo D. Ayméric, Cónego de Caors e depois Cónego, Tesoureiro e Deão da Sé de Coimbra. Instituiu, pela primeira vez em Portugal, a festa da Imaculada Conceição de Maria, a pedido da Rainha Santa Isabel, por Portaria, assinada na Vacariça, em 17 de Outubro de 1320 e ordenou que ela se celebrasse a 8 de Dezembro. Faleceu em Linhares, a 15 de Julho de 1324.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

[1686.] Bureaucracia


[1685.] Será completamente estúpido perguntar...?

Será completamente estúpido perguntar porque razão é que as Estradas de Portugal não fazem arranjos de estradas de madrugada? Se assim fosse, não obstruíam o trânsito de tal modo que as pessoas não conseguem fazer a sua vida normal... Serei eu o burro?




domingo, 16 de junho de 2013

[1681.] Fazer a diferença

A única alternativa a um bocadito de TV na tarde de domingo converteu-se à lixeira alegadamente popularucha do Portugal do pimba e do nacional-porreirismo! Quando é que em Portugal deixa de vingar a ideia de que se resulta num lado o inteligente é pura e simplesmente copiar?
Convençam-se de que temos de saber fazer diferente, porque se ninguém fizer a diferença seremos todos igualmente maus!




[1679.] Duques e cenas tristes



Notas facebokianas sobre o trabalho da revista Sábado, alegadamente sobre o Leitão da Bairrada, mas que resultou num ataque infame à restauração na Mealhada.


Nuno Castela Canilho
Desculpem lá meter a colherada... mas este artigo, publicado na semana em que a Mealhada promove uma Semana do Leitão é tudo menos inocente. Numa leitura mais cuidada do que mera observação das opiniões do senhor Duque (que são completamente caluniosas e indignas), interessa adjectivar o trabalho do pseudo-jornalista que o produziu como uma porcaria indigna de uma revista como a Sábado.

Se não vejamos, confunde sistematicamente Mealhada com Bairrada como se fossem sinónimos, tem frases determinantes como "informações não confirmadas", ou seja: o artigo é um nojo!

Depois há as opiniões do sr.Duque e do sr.Maló que são naturalmente estapafurdias, o segundo é parte interessada porque vende os leitões 'do Lado Bom da Força', o primeiro é um qualquer mestre de 'tainadas' auto-proclamado profundo conhecedor do Leitão. Se fosse um defensor do Leitão procurava que estas alegadas situações se resolvem e não se punha a dizer na imprensa nacional que o que alegadamente defende afinal não presta!
Mas sobre o assunto "da comunidade dos donos de restaurantes que não têm sentido de unidade", gostava de dizer que posso dizer por experiência que isso não é verdade e que eventualmente não haverá nenhum sector económico da Mealhada tão unido como este. Hoje, apesar de concorrentes e com concorrência feroz, há um sentido de solidariedade importante. O passado dia 10 de junho, em que o leitão esgotou em muitas casas, houve um sentido muito grande de solidariedade e partilha e em que muitas casas se uniram, partilharam carcaças e leitões assados, de modo a que nenhum cliente ficasse por servir. Tive clientes a virem recomendados por outros restaurantes e vice-versa. Essa informação é um mito!
É um mito, mas tb temos de compreender que quem não é solidário, não pode esperar solidariedade. Eu não tenho razões de queixa, antes pelo contrário, tenho recebido apoio, incentivo e solidariedade de todos, mesmo de concorrentes directos ou vizinhos!
E aos que garantem que aquilo que o sr. Duque diz é, "naturalmente" verdade, eu pergunto: Podem prová-lo? É que este artigo não o demonstra e mesmo ele parece não ter provas disso. Um nojo, portanto!

Comentários num post de Miguel Ferreira

sábado, 15 de junho de 2013

[1680.] Volver

Voltei aos jornais...
É a minha praia, é onde me sinto bem. Obrigado aos que permitiram que voltasse a sentir aquela sensação intima de felicidade.




sexta-feira, 14 de junho de 2013

[1623.] O triunfo dos porcos #01

E se fossemos comandados por Fernão Veloso?

Ao ouvir os discursos do 10 de Junho, da passada segunda-feira, veio até mim a imagem da nau portuguesa de quinhentos, quase como metáfora da situação política portuguesa na actualidade. Ninguém acredita que os portugueses marinheiros fossem todos heróis embarcados em nome de um sublime altruísmo de dar novos mundos ao mundo, ou provar realmente a viabilidade de uma hipótese remota de encontrar novas terras ou novas rotas comerciais.
Terão embarcado alguns especialistas – astrónomos, matemáticos, marinheiros de facto – mas também muita ‘carne para canhão’, condenados, pessoas indiferenciadas. Perante uma viagem tão longa – a viagem de Vasco da Gama, por exemplo, demorou 10 meses até chegar ao destino. A frota de Gama – aproveitemos o exemplo – tinha 170 homens divididos em quatro naus. Pelo que terá havido, certamente, momentos de dificuldade, de desesperança, de angústia, de depressão. Dito de outra forma: de crise. Estes homens navegavam tendo, apenas, o céu como companheiro e as superstições de monstros marinhos e perigosas criaturas na costa que, ao longe, iam acompanhando.
Será que ao longo destes 10 meses, estes homens não pensaram em desistir? Não pensaram que melhor seria se voltassem para trás?
Será que neste ambiente de dificuldade não lhes passou pela cabeça atirarem o Vasco da Gama borda-fora e, com uma nova liderança, acabarem com a angústia mais depressa? Naturalmente que sim… E o que teria acontecido se não tivessem sabido viver com algum espirito de sacrifício as dificuldades que tinham pela frente. Provavelmente, escolhendo a via mais fácil, nunca teriam chegado…
A imagem destes conflitos nas naus portuguesas pode ser hoje usada para ilustrar um país que não sabe por onde quer ir, mas parece saber – pelo menos os noticiários assim o garantem – que não quer ir pelo caminho das pedras, pelo caminho da austeridade, por ser o mais difícil. Ninguém parece saber mostrar que outro caminho de facilidade poderá ser trilhado… mas mesmo assim, a vontade alegadamente generalizada é a de que tudo menos isto.
A voz da horda grita: Atire-se o comandante borda-fora! Ou ‘Demissão já!’, mas não sabe identificar o que mudaria se o comandante fosse outro. A voz da horda berra: Que se lixe a Troika!, mas não está disposta a resolver os nossos problemas, se isso significar perder direitos, deixar de ter regalias, ou viver as dificuldades tal como elas são: tempos difíceis! Ou seja, sempre ‘o sol na eira e a chuva no nabal!’

Luís de Camões, n’Os Lusíadas, em determinada altura (nos cantos V, VI e IX), apresenta o marinheiro Fernão Veloso, procurando, assim, com este personagem, humanizar os heróis, os marinheiros portugueses que acompanhavam o almirante Vasco da Gama, rumo à India. Fartos de homens providenciais, os portugueses parecem querer ser governados pelos homens normais, pelos que ‘não são insensíveis aos problemas das pessoas’, pelos que estão sempre ao lado da horda, sem nunca a contrariar, para daí não tirar prejuízos.
Prefira-se, então, o Fernão Veloso, eleja-se, então quem, ignorando o perigo, na sua arrogância, seguro de fazer o que a horda quer que faça, atacado pelos indígenas e forçado a recuar apressado ao navio, mantenha a balofa postura de herói destemido e afirme: "Mas, quando eu pera cá vi tantos vir / Daqueles cães, depressa um pouco vim, / Por me lembrar que estáveis cá sem mim". Vejamos o que dá…
in REGIÃO BAIRRADINA, de 12 de junho de 2013

[1622.] O fio dos dias no Jornal da Mealhada #01



24 de junho de 1944
 
O eterno retorno?
 
Sobre a data da fundação da freguesia da Mealhada passam, no próximo dia 24 de junho, 69 anos. Em 1944, numa altura em que a vila da Mealhada vivia um momento glorioso de expansão, com a construção dos Viveiros Florestais, com a construção da variante conhecida como Estrada Nacional n.º1 (hoje Alameda da Cidade), com a edificação das Caves Messias, nascia a autonomização administrativa da localidade que desde 1836 era sede de concelho, mas que continuava a ser integrante da freguesia da Vacariça.
Esta vontade e esta espécie de autodeterminação nascem não pela vontade política, apesar da ajuda desta, mas pela mão de um conjunto de mealhadenses – onde se destacava João Saraiva, comerciante, que viria a ser o primeiro presidente da Junta de Freguesia, e que já havia sido um dos impulsionadores da criação do Corpo de Bombeiros da Mealhada.
Em 2014 ainda haverá a freguesia fundada pelos mealhadenses, setenta anos antes. Mas haverá, também, uma nova estrutura a governá-la, uma União que a congrega às duas freguesias que em 1963 se haviam separado uma da outra, a Antes e Ventosa do Bairro. O retorno à unidade em vez da autonomização. O retorno à unificação em nome da necessidade de agradar à troika e da alegada necessidade de rentabilizar recursos. Será que os mealhadenses que durante 108 anos conviveram com a realidade de ser sede de concelho sem ser sede freguesia se vão importar?
Sobre os candidatos e os futuros eleitos nas eleições autárquicas de setembro de 2013 cai agora, nos ombros, uma grande responsabilidade, a de criar um modelo de governação autárquica integralmente novo, a de congregar três freguesias diferentes numa unificação de esforços, numa unidade orçamental, perante três realidades distintas, com três comunidades desiguais.
Fica a sugestão – até porque ainda nem em campanha estamos – de que os candidatos à União das Freguesias de Antes, Mealhada e Ventosa do Bairro, se recusem a tentar homogeneizar as três freguesias. O ideal seria que continuassem a ser apoiadas e realizadas as iniciativas já características de cada uma das freguesias – como a Festa dos Saberes e Sabores de Ventosa do Bairro –, que se promova a colocação de placas de sinalética com a indicação dos limites geográficos de cada uma das três freguesias, que continue a haver três tasquinhas na Feira de Artesanato para associações de cada uma das freguesias e, porque não, se passe a comemorar com pompa e circunstância a data da fundação de cada uma das freguesias – o 24 de junho de 1944 na Mealhada, o 23 de abril de 1963 na Antes, e, porque a freguesia de Ventosa do Bairro nasceu com a reforma administrativa de 1835, o 18 de julho, que é o dia da publicação da lei.
Os futuros autarcas da União das freguesias têm um trilho tortuoso a percorrer, mas viverão a satisfação de estar a fazer história em cada passo, de estar a transformar o futuro em cada decisão. Trata-se, por isso, acredito eu, de um desafio político como haverá poucos em democracia.

in JORNAL DA MEALHADA de 12 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

[1678.] Trezes de junho

Santo António, Vieira da Silva, Álvaro Cunhal, Eugénio de Andrade... Há 13 de junho para todos os gostos... e quadrantes... Haja festa!