segunda-feira, 10 de junho de 2013

[1675.] Intimidades em Lunae dies

 
A minha mãe e o meu avô António, no seio familiar sanguíneo, sempre foram os meus maiores cúmplices. Nesta foto essa amizade e esse Amor é patente. Obrigado a ambos. 
 

Neste dia o meu avô António estava verdadeiramente feliz. Tenho ideia de que foi a ultima vez que o vi assim, desta forma tão contente e satisfeita. Hoje há muita saudade, e uma angústia muito grande, especialmente nas palavras que ficaram por dizer...
 
 
 Esta talvez seja uma das minhas fotografias favoritas. Ao colo do meu pai.


 O meu padrinho sempre foi o meu herói. Eu ainda não sabia escrever... e já queria ser jornalista, como ele. Eu ainda mal sabia andar e já queria correr o mundo, como ele... Uma imagem em Monsanto, numa tarde de calor, certamente, e de muita cumplicidade.
 
 
 Momentos improváveis de afecto, que acontecem quando temos génio e carácter.
 
 
 Refugiados, uma tríade feliz, na simplicidade do ser, no meu primeiro dia como mealhadense, na casa que me voltou a acolher com uma nova família, já casado.
 
 
A casa como exercício maior de toda a humanidade.

[1674.] Esta É A Ditosa Pátria Minha Amada

"Eis aqui, quase cume da cabeça
da Europa toda, o Reino Lusitano,
onde a terra se acaba e o Mar começa
e onde Febo repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floreça
nas armas contra o torpe Mauritano,
deitando-o de si fora; e lá na ardente
África estar quieto o não consente."

"Esta é a ditosa pátria minha amada,
à qual se o Céu me dá que eu sem perigo
torne, com esta empresa já acabada,
acabe-se esta luz ali comigo.
Esta foi Lusitânia, derivada
de Luso ou Lisa, que de Baco antigo
filhos foram, parece, ou companheiros,
e nela antão os íncolas primeiros."

Os LusíadasCanto III - 20-21


Quando os meus pais nasceram, o sol nunca se punha em Portugal.
Quando eu nasci a fronteira oriental de Portugal era com a China, na Porta do Cerco, em Macau. Tive a honra de passar esta porta e ler: "A Pátria Honrai que a Pátria vos contempla!".
Os meus filhos herdarão um país mais pequeno.

sábado, 8 de junho de 2013

[1673.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #08

8 de Junho de 2013
Dia Mundial da Saudade


Faz sentido que a expressão 'noblesse oblige' seja francesa. Duas peregrinas, com mais de 70 anos cada uma, vieram tomar o pequeno-almoço numa espécie de roupão glamoroso, de óculos de sol e chinelos de quarto, com plumas. Tomada a refeição, um chá preto com um bolinho caseiro. já no Albergue Peregrinos Mealhada, calçaram as botifarras pesadonas, as t-shirts de licra, os calções quechua, fita de ténis na cabeça e puseram-se ao caminho. Em cada momento a sua indumentária... noblesse oblige

quinta-feira, 6 de junho de 2013

[1621.] Crónicas da Leitónia #01

O que pode ensinar Cunhal a um jovem liberal?

Assinala-se em novembro de 2013 o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. Na próxima semana, passam oito anos sobre a sua morte. Muito se tem dito e escrito sobre o líder histórico do Partido Comunista Português e figura grande do comunismo internacional. Como jovem liberal que sou atrevo-me a perguntar: Que testemunho me pode dar a mim, a figura de Álvaro Cunhal?

Há uns anos, em 2009, estudando para elaborar um trabalho historiográfico sobre a prisão de Cunhal na vila de Luso, em 1949 – a captura que o havia de manter preso por onze anos, até à fuga de Peniche – pude procurar compreender as motivações do homem e do revolucionário. Ficou uma profunda reflexão, que ainda hoje me acompanha e que, estou certo, me poderá ter marcado profundamente pessoal e intelectualmente.

Não acolho o modelo de sociedade de Álvaro Cunhal, acredito, sinceramente que é profundamente desadequado desde a sua origem mais simples, a da própria compreensão do papel do Homem na comunidade, pelo que não é o político que me marca. Sou um Liberal e por isso defendo o que, provavelmente Cunhal mais renegaria.

Não acolho o estilo de liderança, nem a postura de gestor de pessoas e projectos que Álvaro Cunhal utilizava, acredito muito mais na aproximação pelo Amor do que pelo Temor ou pela deferência carismática e indiscutível. Prefiro, por principio, a Fraternidade ao centralismo democrático.

Mas Álvaro Cunhal, a sua vida e o seu percurso, impõe-me resposta a uma pergunta simples: Que causa ou coisa me poderia fazer lutar até às últimas consequências? Dito de outra forma: Por quê (por que causa ou coisa) estaria eu disposto a prescindir de conforto, de estabilidade, da família e da própria Liberdade?

Infelizmente, há anos que procuro a resposta, e ela não é imediata. E digo infelizmente porque será importante para um Homem ter sempre presente o que o faria lutar vigorosamente, como Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e muitos outros homens e mulheres lutaram pela queda de um regime político. O testemunho de Cunhal mostra-me a mim, que amo a Liberdade, que o Ser completo se faz no sacrificio e no altruísmo militante, independente de tudo o resto.

JORNAL DA BAIRRADA
6 de junho de 2013 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

[1672.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #07

5 de Junho de 2013
Dia Mundial do Ambiente


Quase que compreendo os empregados de mesa algarvios quando se preparam para servir portugueses... Estamos tão habituados a esta Torre de Babel de línguas e de gentilezas em internacionalês, ou na língua franca do séc.XXI, que parece que nem sabemos falar português... Já custa dizer ao peregrino português um Bom Caminho sem sotaque galego, ou dar-lhe dicas da próxima etapa sem encalhar na ladainha costumeira na língua de Shakespeare... Desculpa Luís Vaz, desculpa!

terça-feira, 4 de junho de 2013

[1671.] Para reflexão profunda

«Antes de nós, várias gerações chegaram à conclusão que a herança de Portugal se tinha esvaído. Porque Portugal não foi apenas fundado por D. Afonso Henriques. Foi sendo sucessivamente refundado. Em 1383-1385. Em 1640. Em 1820. Em 1910. Em 1926. Em 1974 
Sinto que, agora, volta a ser a hora. Caso não nos refundemos, não continuaremos

José Adelino Maltez

[1670.] Sabedoria

Um programa?

Sir 51, 17-27

[1669.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #06

4 de Junho de 2013
Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão

Mais um peregrino, mais um escritor. O Caminho deve despertar uma veia literária, porque a verdade é que são muitos os peregrinos que me dizem que escreveram livros sobre o Caminho... Dou por mim a pensar se haverá leitores para tanto livro... ou se não serão mesmo muitos os que fazem o caminho, em casa, com as botas de outros.

[1668.] Filosofia pessoana... doméstica

DEUS QUER, O HOMEM SONHA, (a mulher deixa, o banco empresta, a Câmara aprova, o pedreiro ajusta... e só depois é que) A OBRA NASCE!

domingo, 2 de junho de 2013

[1667.] Empossados


Ontem foi um dia especial. Depois de uma intensa e profícua reunião de trabalho na direcção dos Bombeiros da Mealhada, tomámos posse como Junta Regional de Coimbra. A nave do Mosteiro de Celas estava cheínha de amigos (civis e escutistas), as nossas famílias, altos dignatários da associação. Foi bom perceber que 'não caminhamos sozinhos!'.

sábado, 1 de junho de 2013

[1666.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #05

1 de Junho de 2013
Dia da Criança


No mês de maio de 2013 pernoitaram no Albergue Peregrinos Mealhada, nada mais nada menos do que 99 peregrinos do Caminho de Santiago. Um número recorde que mostra bem o crescimento do Caminho Português e as potencialidades.
Para comparação, atente-se que, no ano passado, em todo o ano de 2012, pernoitaram aqui 265 peregrinos jacobeus.
Que os nossos governantes, autarcas, mas também comerciantes, jovens e todas as pessoas compreendam a simplicidade destes números...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

[1664.] É preciso Libertar Portugal.

É preciso LIBERTAR PORTUGAL, naturalmente, Dr. Soares.

Mas Libertá-lo não só da Austeridade, mas da também MEDIOCRIDADE... Aquela democrática mediocridade que o senhor nos impingiu de que tudo era fácil, de que o Estado tudo dava, de que não seria preciso lutar por nada, nem para nada.
E cada vez que as coisas estão mais difíceis, matamos o mensageiro, e elegemos outro medíocre. E autofagicamente vamos matando um após o outro só porque ele não faz o que nós queremos, o que nos é mais confortável... Tomamos a liderança politica do país como concurso de popularidade, e andamos a eleger os mais demagogos, os mais simpáticos, até se perceber que eles não são o que queremos. Se alguém não cumpre as promessas que fez, o mal está nas promessas que fez, não na sua acção diária pós-eleitoral.
Se hoje estamos como estamos devemo-lo também a si, Dr. Soares.
Obrigado Dr. Soares, obrigado!

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

[1665.] Marti dies

Nem sempre o tempo cura qualquer dor...

Mafalda Veiga - Cúmplices


[1663.] A novidade da antiguidade


Aí está uma imagem completamente nova e surpreendente para mim...
Imagem da Igreja de Santiago, em Coimbra

Pedro Costa A actual Igreja de S Tiago foi toda remodelada durante o Estado Novo.
Daí não lhe atribuirem qualquer valor arquitectónico.

Nuno Castela Canilho Nem arquitectónico nem sagrado... Convenhamos que o aspecto da igreja nesta foto até era interessante...

Nelson Pedrosa Boas, esta faz parte de uma de muitas obras "históricas" construídas ou reconstruídas pelo Estado Novo com o objectivo de valorizar os ideais nacionalistas... mas há mais exemplos!

Pedro Semedo Não foi no Estado Novo: foi no século XIX. Antes era a Misericórdia. O edifício original é Românico e foi construído tendo a Sé Velha e Santa Cruz (original, que a que se vê hoje foi modificada no sec XVI por ter havido derrocada parcial) como modelos. No sec XVI, a Misericórdia acrescentou 2 pisos. No sec XIX demoliu-se os dois pisos e no início do sec XX reconstruiu-se não conforme o modelo original, mas em 2 águas (porque achava-se na altura que seria assim o original). http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/69863/
Pedro Costa Mas afinal o aspecto actual é do sec XIX ou XX? No teu post está confuso. De qualquer modo eu não inventei aquilo do Estado novo. Alguem me disse. Alguem que tb não sabia, presumo.

Pedro Semedo Ora bem: a demolição foi no sec XIX, a parte final da reconstrução, segundo o IGESPAR, foi nas 1ª décadas do sec XX (embora eu tivesse a ideia que ainda tivesse sido no sec XIX). Na altura houve uma grande polémica sobre como é que se havia de reconstruir. Esta parte é importante porque estiveram em debate diferentes formas de ver o património e de proceder ao restauro. Isto estuda-se em História da Arte por causa disso. O Estado Novo não teve nada a ver com o assunto.

[Actualização em 19 de julho de 2013]


[1662.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #04

30 de Maio de 2013
Corpus Christi.


Uma irlandesa toma pequeno-almoço com um inglês... partilham a bowl dos cereais... conversam sobre tretas... Já não guerras como antigamente... Se soubessem que o Diogo deixou escrito no balcão "INGLESES tomam pequeno-almoço às 7h" era capaz de haver confusão... ou então não... booooooooooring....

[1661.] O (crente mas protestante) sindicalismo português

Normalmente hoje seria feriado do Corpo de Deus.
Naturalmente hoje os sindicatos fazem greve.
Sabe-se que o sindicalismo em Portugal é sui generis... eu nunca lhe chamaria católico, mas parece que até isso o sindicalismo português é...

José Ernesto Aguiar
Tinha a ideia que o sindicalismo era protestante, mas católico é de facto uma novidade.lol

terça-feira, 28 de maio de 2013

[1660.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #03

28 de Maio de 2013

Por qual razão é que os holandeses (acho que consigo generalizar totalmente) bebem chá preto ao pequeno-almoço, em substituição do leite e do café?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

[1620.] Ypsilón_20

 
90.º ANIVERSÁRIO DO CNE


[1659.] Memória de um sonho lindo






Em 27 de maio de 2009 nasceu o FRONTAL. A concretização de um sonho, que só pode acontecer graças à confiança do Bruno Peres, e ao apoio de muitos amigos, como o Gabriel Lopes, entre outros. Um sonho que se prolongou por 2 anos e meio, até à edição #57. Um sonho que depois disso se transformou numa mágoa intima, quase solitária, com alguma resignação. Em novembro de 2011 o FRONTAL suspendeu-se, e um mês depois suspendemos, também, o Jornal da Mealhada, que regressaria alguns meses depois.
Fica a memória no aniversário DE UM SONHO LINDO!

 

domingo, 26 de maio de 2013

[1658.] Divisões internas

Hoje, 26 de maio, é

- DIA DO BOMBEIRO PORTUGUÊS, e por isso há peditório para compra de uma ABSC, na Mealhada;
- É domingo da Santíssima Trindade, e por isso é DIA DA IGREJA DIOCESANA DE COIMBRA, com festa arciprestal em Luso;
- É véspera do 90.º ANIVERSÁRIO DO CNE, e por isso há festa em Braga.

E eu? Dividido, para onde devia ir?

sábado, 25 de maio de 2013

[1657.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #02

25 de Maio de 2013
Dia da África


Sete peregrinos no Albergue Peregrinos Mealhada tomam o pequeno almoço. Seis mulheres e um homem. Duas alemãs, uma francesa, três brasileiras, um português com sotaque canadiano. Uma animação pegada. Na televisão mornas do Africa 7 Dias na RTP. Uma manhã divertida.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

[1656.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #01

23 de Maio de 2013
Dia da Aparição do Apóstolo, em Clavijo


Os pequenos-almoços do Albergue Peregrinos Mealhada e da Residencial começam às 6 horas da manhã... e parecem o espelho de um dia e de uma História Nacional. Comecei por servir 11 espanhóis. Rotinas, cadências, mecanismos simples. Poucos sorrisos, muito barulho, algum humor repetido de Don Luiz, o simpático de sempre.
Meia hora depois, dois peregrinos alemães. Pediram-me a água e fizeram o chá, cuja saqueta trouxeram de casa. Levaram o jarro do leite e o bule do café para a sua própria mesa. Seguiu-se o peregrino português que se viu sem o leite nem o café que permanecia na mesa germânica... Com uma simpatia interessantíssima, a senhora alemã levantou-se, pegou no jarro e no bule, e foi servir o peregrino português na mesa ao lado. Pensei eu: Será que lhe vai pedir um juro? Não. Foi bonito.
Terminados os pequenos-almoços levei os dois peregrinos alemães à Mata Do Buçaco Fundação. Deixei-os na Porta da Rainha, elogiei Fernando de Saxe Coburgo Gotha e deixei recomendações.
Começou bem o dia.

[1655.] 23 de Maio de 844

23 de Maio de 844
Aparição do Apóstolo Santiago Maior no campo de batalha de Clavijo, marco da Reconquista cristã, como é conhecida a retomada da Península Ibérica dos mouros, após séculos de dominação. NASCE O SANTIAGO MATAMOUROS e a convicção dos Cristãos de que combatem do Lado Bom da Força.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

[1654.] Origem do Camiño?

La Historia es quien nos da la primera respuesta: su origen [do Caminho de Santiago] es el descubrimiento del Sepulcro Jacobeo en la alta Edad Media, en tierras de Galicia. A partir de aquí cabe dudar de la identidad de restos que allí se veneran, pero este hallazgo es el único impulso generatriz acreditable del Camino de Santiago.
http://albertosolana.wordpress.com/origen-del-camino-de-santiago/
 
Será?
 

[1652.] Raquel e a superioridade moral da Esquerda

Conheci Raquel Varela na Faculdade de Direito de Coimbra, no nosso primeiro ano (97/98). Deixei de a ver, calculo que alguns anos depois tenha mudado de curso. Folgo em saber que teve sucesso. Mas sempre foi assim: um pseudo-paladino da superioridade moral da Esquerda. Vestia Gucci, mas defendia a luta contra a burguesia e o capitalismo, defendia a liberdade de expressão mas fez piquete à porta da Sé Velha para humilhar as velhotas que foram à missa no dia do aniversário de Salazar, proclamava dictates políticos do alto da sua beleza flamejante nas assembleias magnas, mas nunca moveu uma palha para ajudar os colegas nas comissões de curso, na construção do Núcleo de Estudantes de Direito - que nessa altura dava os primeiros passinhos. As singularidades de uma rapariga loira. Um espanto de mulher, mas com um esquisito complexo de superioridade moral.

http://www.tafixe.com/2013/05/21/videos/empresario-de-16-anos-e-confrontado-no-programa-pros-e-contras-mas-respondeu-a-altura.php

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terça-feira, 21 de maio de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

[1651.] Príncipe

O Porto perde um grande Bispo, mas a Igreja Universal ganha um grande Príncipe. A elevação de D.Manuel Clemente ao cardinalato só pode ser recebido como um "annuntio vobis gaudium magnum!"


quinta-feira, 16 de maio de 2013

[1650.] Memórias

Hoje coloquei um conjunto grande (31) de fotografias antigas, minhas, de actividades escutistas, no Facebook. É esquisito olharmo-nos no passado...
Veio-me à memória a frase: "Quem dizem vós que eu fui?"



quarta-feira, 15 de maio de 2013

[1649.] Sobre o 'partiotismo'

Aparentemente hoje tudo tem necessidade de dizer que, apesar de não ser benfiquista, apoia o Benfica.
É o politicamente correcto num momento em que ser patriota é apoiar os clubes de futebol com sede social em território metropolitano (mesmo que praticamente não tenha atletas nacionais, nem as contas bancárias nestas bandas). Que seja!
E ainda há quem diga que o Futebol (já) nem é um F do nosso contentamento...

[1648.] Solis dies... em TRANSE... ou a pureza

No sábado, fomos ao cinema. 'Transe', de Danny Boyle. Um filme interessante, para quem gosta de tramas intrincadas e de digestão difícil. Valeu a pena o bilhete. Talvez um pouco sanguíneo, mas muito envolvente. Gostei.


[1647.] Sem comentários

«Parlamento da Galiza aprova proposta popular para utilização da língua portuguesa

"A proposta de lei foi subscrita por mais de 17 000 pessoas e reclamava "o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia"».

Para ler mais no http://blogtailors.com/6667937.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

terça-feira, 14 de maio de 2013

[1646.] "No último dia da vida, encontrei-me com os meus pecados"

"No último dia da vida, encontrei-me com os meus pecados"

Martinho da Vila canta 'Juízo Final', de Paulo Vanzonlini


segunda-feira, 13 de maio de 2013

[1645.] A importância e o tamanho...

Hoje teria sido um normal dia de trabalhos se não tivessem sido as imensas manifestações de parabéns e de pedido de esclarecimento na pergunta "ganhaste o quê?". Gostei especialmente de ver o envolvimento de pais de escuteiros e de antigos escuteiros que telefonaram, mandaram sms, abordaram-me na rua. É engraçado ver a dimensão do facebook e o seu impacto.

[1644.] A ti, companheiro


Pessoalmente - e porque mais do que isso não posso fazer - gostaria de dedicar a vitória de ontem e a oportunidade de serviço, no futuro, na Junta Regional de Coimbra, aos escuteiros do agrupamento 1037 da Mealhada e ao Chefe LIBERTO MAIA, o grande inconformista, que me incentivou a defender o interesse colectivo sempre acima do que poderiam ser conveniências pessoais!

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domingo, 12 de maio de 2013

[1643.] Somos Região


GANHÁMOS! GANHOU A REGIÃO DE COIMBRA!
A região mostrou que quer ser una, que quer crescer, que quer ser mais! Obrigado pela oportunidade de Serviço!
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

[1642.] Obrigado pela oportunidade de me deixarem ser coerente e consequente.


O objetivo primordial passava por garantir à região de que teria por onde escolher. Que não estava condenada ao fadinho do "porque ninguém aceita o compromisso" ou "são fraquinhos mas são esforçados". (...)
VER MAIS http://loboirmao.blogspot.pt/2013/05/o-objetivo-primordial-passava-por.html

sábado, 4 de maio de 2013

[1640.] São Floriano nos valha



Hoje, 4 de maio, é DIA INTERNACIONAL DO BOMBEIRO, instituído em 4 de janeiro de 1999, depois da morte trágica de cinco bombeiros australianos. A escolha do dia tem a ver com o facto de hoje ser o dia da solenidade de SÃO FLORIANO, o padroeiro dos bombeiros. O DIA DO BOMBEIRO PORTUGUÊS, por outro lado, assinala-se no último domingo de maio de cada ano, este ano será a 26 de maio.

Amanhã, 5 de maio, o corpo activo da mealhada realiza um simulacro, e no dia 26 de maio realiza um peditório para a compra de uma ambulância de socorro!
FELIZ DIAS DOS BOMBEIROS.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

[1619.] Do onanismo de um orgulhoso

O Jornal da Bairrada publicou ontem, 2 de maio, um artigo de fundo sobre a Escola Secundária da Mealhada com o título genérico "Dos antigos três colégios à modernidade do ensino". Na reportagem completa, o JB destacou dois alunos como "rostos da escola", o Sandro Alves e eu próprio. Não posso deixar de estar e de me sentir muito lisonjeado com a distinção, não só porque tenho conhecimento do que são e foram mais de cem anos de ensino público secundário na Mealhada, como a equiparação com o grande cientista que é o meu amigo Sandro Alves.

[1639.] Academices 3

MEMÓRIAS PRAXISTAS #1

Uma noite, era eu caloiro (de grandes barbas) e ia acompanhado por dois doutores (os dois semi-putos) e três doutoras (quartanistas), todos de Farmácia, menos eu que era de Direito. Ao cimo das monumentais encontrámos uma trupe de mulheres que aborda as doutoras que iam comigo e perguntam a celebre frase "O que é pela praxe!". Eu, com a protecção de Baco, apresentou-me como puto de Direito (era caloiro) e pergunto à chefe da trupe "E a doutora o que é pela praxe?". Ela como não percebia nada daquilo responde-me que era semi-putisa de letras... Ao que eu lhe pergunto: "E o que é que lhe falta para ser uma puta completa?".

[1638.] Academices 2

A mesma balada do Quinto Ano Jurídico - uma obra suprema do (já) mealhadense ANTÓNIO VICENTE - mas na versão cantada ontem à noite! Parabéns Dr.Vicente, parabéns academia!


[1637.] Academices


DELIBERAÇÃO ACADÉMICA DO DIA! Corrigirei todos os que se referirem à capa e batina como "traje"! Porque traje usam os grupos folclóricos. OS ESTUDANTES DE COIMBRA USAM CAPA E BATINA! CAPA E BATINA!







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[1636.] Memórias académicas


É meia-noite na primeira quinta-feira de maio... Há 15 anos estava ao fim da Rua da Ilha e os meus irmãos Nuno e Manel traçavam-me a capa pela primeira vez. Era doutor!







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terça-feira, 30 de abril de 2013

[1635.] Já os mês avós mi diziam

É fácil fazer! Dá pouco trabalho. É agua a ferver, coentros e alho!

[1618.] Inês



Todo o poeta, ou escultor,
Todo o actor, ou escritor,
Sonha um dia amar assim,
Sonha ter alguém pra si.

Todo o cantor, compositor
Largava tudo por este amor
Por um dia amar assim
Por um beijo num banco de jardim.

Mas o amor não é pra qualquer um,
Ser artista não é uma vantagem.
Os artistas amam um dia,
Vendo o amor apenas de passagem.

Quando o poeta sentir a dor,
Da mais antiga história de amor,
Só então vai entender
Porque Inês amou até morrer.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

[1634.] bufos e bufas... igualmente mal-cheirantes

O que mais me confusão me faz nesta alegada falta de coesão no Governo, não é os ministros não estarem todos de acordo - isso até me parece saudável e sinal de alguma consciência nos ministros. O que me parece muito mau sinal é o facto de haver um bufo lá dentro que vem dizer para a rua o que se passa dentro de uma reunião fechada. Isso sim é grave!

domingo, 14 de abril de 2013

[1628.] Pensamentos

Era noite, o piso estava escorregadio, o carro deslizou, despistaste-te, capotaste, embateste numa árvore e ficaste encarcerado...
O fogo começou não sabes onde, mas foi avançado com rapidez até chegar ao aldeamento onde moras...
A chuva não parou durante uma semana, caíram árvores, nada de eletrico funcionava...
EM QUALQUER DESTES MOMENTOS LEMBRASTE-TE DOS BOMBEIROS E DO BOM QUE SERIA QUE PUDESSEM VIR RAPIDAMENTE.
Mas já alguma vez te lembraste que um bombeiro para te salvar teve de um dia ter tido a CORAGEM DE DIZER SIM ao desafio de dar o seu tempo e (eventualmente) a sua vida POR TI?

terça-feira, 9 de abril de 2013

[1627.] In memoriam... Baroness Thatcher

«There is no such thing as public money!»


Rest in peace, prime-minister.

[1626.] Marti dies... mais um Hino

O hino de todos os que foram formados para Servir e mais do que isso: Para Fazer a diferença. De todos os inconformados. De todos os sabem, querem e estão disponíveis para agir. De todos os que são críticos, mas que não querem ser treinadores de bancada. De todos os que fizeram uma promessa e com isso aceitaram o compromisso. De todos os que querem MUDAR. De todos os que não querem ESTAR, apenas, no mundo. De todos os que querem SER SAL, SER ECO e SER RESPOSTA de uma associação fantástica, de um Movimento Lindo! SE TEM DE SER, POIS QUE SEJA AGORA!

[1625.] Páscoa é Transformação

«Tempo de Páscoa ou de Ressurreição. Para um cristão ressuscitar não é voltar a este mundo, não é ser reanimado nem tão pouco reencarnar, o que supõe que a pessoa tem duas partes e uma delas vai e vem como se a matéria fosse uma caixinha da alma e não o corpo que somos. Ressuscitar é transformarmo-nos cada vez mais naquilo que somos, alguém capaz de amar e de ser amado. Só a morte permite que se complete este processo contínuo. Ressuscitar é transformar-se! Diz o Evangelho que a semente enterrada ressuscita no fruto que dá.»

in Onde Há Crise, Há Esperança, Pe. Vasco Pinto Magalhães

quarta-feira, 3 de abril de 2013

[1617.] A Casa da Democracia Parlamentarista

Hoje o Parlamento português começa a discutir uma moção de censura que quem apresenta não queria apresentar e só o faz para calar a oposição interna e os seus fantasmas do passado. Sabe-se que o Governo tem uma maioria absoluta (mesmo que formada por dois partidos quem nem se gramam muito), e de dificilmente seria neste âmbito que o Governo cairia.
Num dia que podia ser de alegria da democracia, espera-se mais um entediante debate no parlatório português onde os orantes - desde o século XIX - cultivam o estranho hábito de falarem, apenas, para a acta das sessões, para o espelho e para si próprios.

Fica o registo de dez minutos de 'House of Commons', em versão 'funniest moments', para se ver o que é que são debates a sério, com parlamentares a sério, na verdadeira casa da Democracia Parlamentarista.


terça-feira, 2 de abril de 2013

[1616.] Marti dies

''Algo estranho acontece'' 

Amo-te minha princesa.




''(...) mesmo evitando tudo se repete:
 o encontrão, a queda e a dor no pé,
 que o teu sorriso sempre me consola (...)
 O casamento e o sol de Janeiro,
 vem a Joana a Clara e o Martim,
surge a Pitucha, a Laika e o Boby,
e uma ruga a espreitar ao espelho.
Com a artrite a hérnia e a moleta,
tu confundes o nome da neta,
e eu não sei onde pus o dinheiro.
O nosso amor chega sempre aqui,
ao instante de eu olhar para ti,
com ar de cordeirinho penitente.
Mas nem te lembras bem o que é que eu fiz,
e eu com isto também me esqueci,
mas contigo sinto-me contente.
Penduro o sobretudo no cabide,
visto o pijama e junto-me a ti,
de sorriso meigo e atrevidamente,
ao teu pé frio encosto o meu quentinho,
e adormecendo lá digo baixinho:

eu vivia tudo novamente...''


Poema e música de Pedro da Silva Martins. 
'Quinto' de António Zambujo


domingo, 31 de março de 2013

[1615.] YPSILÓN_19



YPSILÓN #19
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/03/ypsilon-19.html

sábado, 30 de março de 2013

[1614.] YPSILÓN_18



YPSILÓN #18
http://www.loboirmao.blogspot.pt/2013/03/ypsilon-18.html

quinta-feira, 28 de março de 2013

[1596.] Da esterilidade


Não tenciono perder muito tempo com o regresso do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Não merece. No entanto, como português, há algumas coisas que me incomodam realmente.


1. Não tenho dúvidas nenhumas que a ideia de José Sócrates (JS) passar a ser comentador da RTP1 é de Miguel Relvas, ou pelo menos teve o seu agreement. Se o director de informação da RTP o tivesse feito sem o beneplácito da tutela, Alberto da Ponte tinha-o demitido. Por muito menos demitiu Nuno Santos;

2. JS é de tal modo vaidoso que não foi capaz de resistir ao convite;

3. Os comentadores portugueses são na sua maioria parte interessada no debate. Ou seja, não são imparciais, procuram doutrinar, procuram defender os seus próprios interesses. Se isso pode ser discutível em Marcelo Rebelo de Sousa (que sendo um político frustrado afirma-se como reformado) ou em Luís Marques Mendes (que está aparentemente reformado), em JS é escandalosamente notório. Eu pergunto: Será que a RTP vai passar a dar tempo de antena a todos os políticos que sentem necessidade de se explicar e de ajustar contas - Otelo Saraiva de Carvalho? Pedro Santana Lopes?.

4. Deve a RTP usar recursos financeiros para branquear JS? Mesmo que o homem nem sequer queira cachet (o que já por si diz dos objectivos de JS).

5. A ala socratista do PS está, desde o inicio, empenhada em branquear a herança de JS. Essa tem sido a principal demanda de um conjunto de dirigentes - Pedro Silva Pereira, António Costa, Carlos Zorrinho, entre outros - que não pensa noutra coisa senão nisso, fazendo a vida negra a António José Seguro, que procura apresentar um novo paradigma;

6. Frustrado o putsh que António Costa iria empreender, reconquistando a liderança dos socialistas e, assim, poder defender o socratismo, o próprio JS toma em mãos a demanda, a poucas semanas de um congresso do PS, onde estará omnipresente, inquinando o debate e comentando no mesmo fórum que o levou à liderança do PS em 2004;

7. O principal prejudicado com o regresso de JS é António José Seguro, que terá meio PS a branquear o passado e outra metade a tentar esquecê-lo e apresentar um novo paradigma. Esta divisão vai tornar o PS ingovernável e isso vai ser bom para o PSD (mas péssimo para o país);

8. Com um cenário de completa loucura no PS, Passos Coelho pondera a hipótese de, caso o Tribunal Constitucional chumbe as medidas do Orçamento de Estado, pedir a demissão e provocar eleições antecipadas, convencido de que vai conseguir reforçar a maioria;

9. Por outro lado, o regresso do fantasma de Sócrates vai inviabilizar, completamente, a constituição de um governo de salvação nacional - com os partidos do memorando (PS, PSD e CDS) -, que foi enunciado pelo guru Angelo Correia, no prós e contras, e que Passos Coelho sugeriu já no Núcleo Duro do PSD;

10. Os governos de JS tiveram coisas muito boas, mas também geriram segundo um modelo de sustentabilidade completamente desadequado. Dizer que os governos JS foram óptimos é tão falso, errado e mentira como dizer que foram os piores da Democracia Portuguesa. O esforço de branqueamento é radical e por isso estéril;

11. A preocupação do PS em reescrever a história paralisa-o. Um partido como o PS paralisado pode ser o desastre que faltava para que a situação económica e social seja destruidora.


terça-feira, 26 de março de 2013

[1595.] Da idade

Trinta e quatro anos.



Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

quarta-feira, 20 de março de 2013

[1593.] O Verdadeiro Poder... é o Serviço!

«Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço»

Na sua homilia na Missa de inicio do seu Ministério Petrino, na terça-feira, 19 de março, o Papa Francisco, apresentou, uma vez mais, palavras de grande simplicidade, mas de uma profundidade atordoante. Aconselho a todos a leitura ponderada e demorada das palavras do 266.º Pontifice Romano - AQUI, por exemplo, ou através deste video.



Sublinhava, no entanto, três notas essenciais:

1. Sejamos Guardiões.
"Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para  guardar a criação!" - é o desafio lançado pelo Papa é o de sermos guardiões da Criação: "uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!" (a partir do minuto 5:50 deste vídeo)

O Papa pede ao Homem que se ame a si próprio (amando os outros) e à sua condição de criatura de um ecossistema que precisa de ser preservado.

2.  O Verdadeiro Poder é o Serviço.
O Papa centra o Poder na visão cristã do lava-pés da Ultima Ceia, em que para se ser maior tem de se ser servo dos outros. «Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor são capazes de proteger.» (a partir do minuto 10:50 deste vídeo)

3. Com uma esperança, para além do que se podia esperar!
O Papa fala de Esperança. E explica: «Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.» (a partir do minuto 12:52 deste vídeo)



E a síntese da intervenção do Papa surge, em climax, na identificando a missão do seu pontificado: «Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!» (a partir do minuto 13:43 deste vídeo)

O Papa apresentou o programa do seu pontificado e só me passa pela ideia lembrar o lema inscrito no brasão de Francisco: “miserando atque eligendo” - “olhou-o com misericórdia e escolheu-o”.  Não há dúvidas que o Espírito Santo olhou para nós, com misericórdia, e escolheu Francisco para nos ajudar.

[1592.] Que coisa é a Felicidade?


Hoje perguntaram-me o que era a Felicidade. Perguntaram a alguém que, se calhar com muito pouca humildade, se assevera: "O Homem mais feliz que conheço!".

Comecei por lhe dizer o que não era a Felicidade... 
A Felicidade não é ter dinheiro, porque há muitos ricos infelizes!
A Felicidade não é ter saúde, porque há muitos doentes que são felizes!

Acrescentei, depois, um dos chavões mais clássicos (especialmente quando se é escuteiro):
O verdadeiro Caminho da Felicidade é dar Felicidade aos outros!

Ainda em citação, mais religiosa, disse ainda:
O Sermão da Montanha (Mt 5, 3-12) é a carta da Felicidade.

A pessoa à minha frente, tinha ouvido tudo o que eu dissera, mas continuava descrente. 
Repetiu: "O que é, para ti, a Felicidade?" 

Sou feliz porque tenho à minha volta os que amo, mesmo alguns deles mais longe, mesmo com a saudade dos que já partiram. 
Sou tudo o que sonhei ser, e tenho tantos sonhos que uma vida não me vai chegar.
Nunca se me fechou uma porta, sem se ter escancarado uma janela.
Nenhuma dor, nem nenhuma frustração foi uma oportunidade perdida. 
E se me fosse possível escolher, apesar de muitos arrependimentos, fazia quase tudo outra vez e da mesma forma.

Não tenho a certeza de ter convencido.

[1591.] Saturno em Mercurii dies... véspera de Primavera


Quando Vier a Primavera
ALBERTO CAEIRO, vulgo Fernando Pessoa

terça-feira, 19 de março de 2013