segunda-feira, 19 de agosto de 2013

[1730.] Lunae dies... no Dia Mundial da Fotografia

12 de junho de 2010

Não é meu costume colocar nas minhas redes sociais grandes lamechices ou coisas que digam respeito a outras pessoas, que pese embora me sejam próximas, não foram chamadas a opinar sobre se devia colocar ou não dados delas ou imagens. Costumo colocar muitas imagens de pessoas que me são muito queridas - afilhados, por exemplo - mas raramente os identifico a ponto de poderem ser perfeitamente "identificáveis" passo o pleonasmo...

Hoje, Lunae dies, Dia da Lua e da imagem n'o fio dos dias, Dia Mundial da Fotografia, também, decidi meter uma imagem de um momento muito importante da minha vida. A foto mais bonita do meu casamento - assim me parece - é quase aristocrática e gosto muito dela, tirada num lugar que me diz muito, o bisneto do carpinteiro do Palace, sobe a escadaria como se fosse um membro da realeza.

Foi um dia muito importante para mim porque optei por transformar a minha vida ao lado de outra pessoa. Uma pessoa a quem, deliberadamente, decidi dedicar-me de corpo e alma. Uma pessoa que gosta de mim e de quem gosto muito. Uma pessoa que transformou a minha vida ao aceitar-me como sou - com as qualidades e os defeitos (e especialmente estes).

Uma imagem que é um gesto de amor. Espero que a Princesa não me leve a mal!

sábado, 17 de agosto de 2013

[1727.] Paisagens do meu quotidiano_3


[1726.] Saturni dies


[1725.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #13

17 de agosto de 2013

Francesc é catalão. Chegou aqui ao fim da tarde, já muito depois daquela hora a que normalmente chegam os peregrinos. É um homem de meia idade, e em vez da mochila, às costas, trazia uma especie de carrinho onde transporta a pouca bagagem que traz desde Sagres. Exactamente, desde Sagres, onde começou há catorze dias.
Diz que não sabe se chega a Santiago. Confessa - enquanto lhe passo as milhentas fotografias do cartão de memória para uma pendrive - que o objectivo passa primeiro por atravessar Portugal e depois por abraçar o apóstolo.
Para além da simbologia de Sagres - do extremo sul da Ibéria - Francesc assevera que quis seguir um roteiro de afectos. Não me explicou porque fez questão de ir a Miróbriga (Santiago do Cacém), nem a Conimbriga, mas emocionou-se ao referir-me que teria mesmo de ir a Grândola. Que toda a vida tinha sonhado ir a Grândola, a vila morena.
"Porque, infelizmente, morreram os dois na cama!" dizia-me Francesc, referindo-se à coincidência de António e Francisco - não lhes chamou Salazar e Franco - terem morrido de velhos, de velhice, passivos, na cama e não "na ponta de uma espingarda, à frente de um pelotão de fuzilamento".
Falou-me como se Grândola fosse o sitio mais importante de Portugal - assim é para ele. E eu lembrei-me que não sei se alguma vez fui a Grândola. Porque para mim, o Grândola - a contrasenha - é a vila alentejana sem o ser... é o simbolo que se distancia do objecto que lhe dá corpo...

Não contei a Francesc que a primeira vez que José Afonso cantou "Grândola, vila morena" em público foi, exactamente, em Santiago de Compostela, em 10 de maio de 1972. Talvez valesse a pena acabar no Obradoiro o roteiro de afectos do catalão.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

[1724.] Paisagens do meu quotidiano_2


[1723.] Gestos de cidadania


A exemplo do que já fiz em 2009 - [829.], [838.], [839.], [837.] e [AQUI.] - tenho-me dedicado, nesta pre-campanha autárquica 2013, a fotografar outdoors de campanha eleitoral e enviar as fotos para o blogue www.imagensdecampanha.blogs.sapo.pt . Trata-se de um prazer e de um gesto que considero ser (também) de cidadania.

Enviei, então, o seguinte:

MEALHADA [01.agosto] - Apenas fotos = PS + Coligação 'Juntos Pelo Concelho da Mealhada' (1.ª fase)
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/81243.html - com análise de Virginia Coutinho
[18.agosto] - Apenas fotos = Coligação 'Juntos Pelo Concelho da Mealhada' (2.ª fase)
Ainda não publicado
 
AGUEDA
[09.agosto] - Apenas fotos = PS + PSD/CDS
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/81755.html - com análise de Rodrigo Saraiva
[18.agosto] - Apenas fotos = PSD/CDS (2.ª fase)

Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/83643.html - com análise de Rodrigo Saraiva

ANADIA - Apenas fotos = PS + PSD + CDS + MIAP
Ainda não publicado

Depois de ter enviado algumas fotos, Rodrigo Saraiva, um dos dinamizadores do blogue, lançou-me o desafio de eu próprio comentar os outdoors que fotografei... como não podia deixar de ser, aceitei...

CANTANHEDE
[14.agosto] - Fotos e comentário = PS + PSD
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/83176.html - com análise minha
[18.agosto] - Fotos e comentário = CDS-PP

Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/84289.html -  com análise de Rodrigo Saraiva

MIRA -
[14.agosto] - Fotos e comentário = PS + MAR
Ainda não publicado
[18.agosto] - Fotos e comentário = PSD
Ainda não publicado


ALBERGARIA-A-VELHA - Fotos e comentário = PS + PSD + CDS
Ainda não publicado

COIMBRA - Fotos e comentário = PSD/MPT/PPM; Fotos = CDS + PS
Ainda não publicado

[Actualização em 27.08.13]

terça-feira, 13 de agosto de 2013

[1720.] Palavras ditas

Sobre o vandalismo à estátua do Cónego Melo, um comentário simples, no mural de José Adelino Maltez:

«A democracia dos falsos democratas grita por todos os poros. E grita sempre pela intolerância, pela justiça dos vencedores, pelos recalcamentos de quem diz ser o que nunca foi.»

[1719.] O que for...


domingo, 11 de agosto de 2013

[1718.] É bom quando o destino se cumpre...

Em 14 de agosto de 2007, no final da primeira peregrinação a Compostela, no caminho português, cortámos esta nota em dois e celebrou-se o compromisso de a juntar, na Irlanda, para pagar duas Guiness. 2161 dias depois, no The Celts, em Dublin, as duas metades voltaram a reunir-se. É bom quando o destino se cumpre... apesar de sermos já, 2161 dias passados, pessoas diferentes!

sábado, 3 de agosto de 2013

[1716.] Geografia dos afectos?


[1715.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #12

3 de Agosto de 2013

Provêm, normalmente, do norte ou do centro da Europa. Ou muito jovens ou de idade já provecta. Aos casais. Ontem eram duas duplas. Uma de holandeses e outra de alemães. Ainda de mochila às costas, sem sequer a tirar, pediram duas cervejas. Sagres ou Super Bock? O que importa?
Beber é prioridade. Só depois visitam o alojamento.
Soneca feita, banho tomado, regressam para pôr a escrita em dia. Estudar percurso do dia seguinte, com cerveja, e jantar o "traditional". Com mais cerveja. A noite termina invariavelmente com uma alegre polémica ou geográfica, ou histórica... ontem foi linguistica do obrigadO e do obrigadA e do arigatô.
É bonito de assistir, a continuidade na diversidade. Todos diferentes, mas no intimo, todos iguais. A todos brilham os olhos na hora de ir para a cama, depois do Porto de Honra com que celebram o final da jornada.

[1714.] Palavras ditas

Mensagem aos participantes no XIII Regional de Coimbra, o 7.º Jambeiras
Irmãos Lobitos, exploradores e moços, pioneiros e marinheiros, caminheiros e companheiros de Coimbra

Dentro de poucas horas começa o 13.º Acampamento Regional, conhecido como Jamboree das Beiras, ou Jambeiras. Trata-se do momento alto de um percurso da região que, em fraternidade, trilhamos de quatro em quatro anos.
Desejo-vos a todos os que participam nesta actividade uma Boa Caça. Apelo a que vivam com a maior das intensidades todas as actividades que os dirigentes prepararam para vocês e que devem ser vistos como desafios que vocês podem e devem saber e querer ultrapassar.

Todos nós precisamos de “Dar cor ao nosso futuro”, porque os que nos tentam convencer de que o futuro é cinzento, não conhecem a alegria de ser escuteiro e a esperança que reside nas nossas gargalhadas. Acreditem que é no convívio com os irmãos que encontramos a cor maior, que é a comunhão e o Amor que Jesus nos incentiva a ter com os que nos são mais próximos. Sejam pacientes, arrojados, ambiciosos e alegres. Procurem ser testemunho e exemplo. Tentem estar disponíveis para servir e ajudar os que vos rodeiam.

Um acampamento de escuteiros, como é o nosso 13.º Regional, é uma cidade de lona. Uma cidade de rapazes e raparigas alegres e felizes que querem estender essa maneira diferente de ser e estar a todo o mundo.

Divirtam-se. Boa Caça!

Nuno Castela Canilho
Secretário Regional do Programa Educativo
Lobo Irmão

domingo, 28 de julho de 2013

[1713.] Ide, sem medo, para Servir!

IDE, SEM MEDO, PARA SERVIR

Disse-nos o Papa Francisco, hoje de manhã, na Missa do Envio, na Jornada Mundial da Juventude.


Homilia do Papa Francisco
Santa Missa pela XXVIII Jornada Mundial da Juventude
Rio de Janeiro
Domingo, 28 de julho de 2013

Venerados e amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio,

Queridos jovens!

«Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: «Foi bom participar nesta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.

1. Ide. Durante estes dias, aqui no Rio, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus e de encontrá-lo juntos, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).

Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem sim; mas não nasce da vontade de domínio ou de poder, nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e nos deu não somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como homens livres, amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.
Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nós mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.

De forma especial, queria que este mandato de Cristo -”Ide” – ressoasse em vocês, jovens da Igreja na América Latina, comprometidos com a Missão Continental promovida pelos Bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o evangelho!» (1Co 9,16). Este Continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muito fruto. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!

2. Sem medo. Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias, um jovem como vocês, quando foi chamado por Deus para ser profeta. Acabamos de escutar as suas palavras: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo… pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!
«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus não nos deixa sozinhos, nunca lhes deixa sozinhos! Sempre acompanha a vocês!

Além disso, Jesus não disse: «Vai», mas «Ide»: somos enviados em grupo. Queridos jovens, sintam a companhia de toda a Igreja e também a comunhão dos Santos nesta missão. Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos. Jesus não chamou os Apóstolos para viver isolados, chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade. Queria dar uma palavra também a vocês, queridos sacerdotes, que concelebram comigo esta Eucaristia: vocês vieram acompanhando os seus jovens, e é uma coisa bela partilhar esta experiência de fé! Mas esta é uma etapa do caminho. Continuem acompanhando os jovens com generosidade e alegria, ajudem-lhes a se comprometer ativamente na Igreja; que eles nunca se sintam sozinhos!

3. A última palavra: para servir. No início do salmo proclamado, escutamos estas palavras: «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.

São Paulo, na leitura que ouvimos há pouco, dizia: «Eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível» (1 Cor 9, 19). Para anunciar Jesus, Paulo fez-se «escravo de todos». Evangelizar significa testemunhar pessoalmente o amor de Deus, significa superar os nossos egoísmos, significa servir, inclinando-nos para lavar os pés dos nossos irmãos, tal como fez Jesus.

Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém.

sábado, 27 de julho de 2013

[1712.] Palavras ditas


 DISCURSO DO 86.º ANIVERSÁRIO 
DA ASSOCIAÇÃO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA MEALHADA


Saudações

Ontem, 26 de julho, celebrámos o 86.º aniversário da nossa associação. Hoje, aqui, entre amigos, festejamos esse aniversário, em fraternidade e unidade. Obrigado por se terem unido a nós neste dia que até por isso é especial – obrigado aos sócios e antigos diretores, aos autarcas (os presentes e os futuros), aos antigos e aos actuais bombeiros, ao comando, aos nossos familiares e aos amigos de outras associações.

Ontem, 26 de julho, foi dia de Sant'Ana, padroeira da Mealhada. Não terá sido por acaso que os fundadores escolheram o seu dia para criar esta associação. Estabeleceram, assim, uma ligação fortíssima entre a população, que evoca a sua padroeira, e uma associação tão carecida de apoio da população e da sua estima. Como ontem se ouvia na liturgia da solenidade, do Livro de Ben-Sirá: “Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações. Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas”.

Lembremos, por isso, hoje, os que tiveram o rasgo de criar uma associação de Bombeiros com o intimo desígnio de prestar às pessoas um bem tão simples, mas tão essencial que é o da segurança e da assistência na catástrofe e na doença. Nomes como João Saraiva, Augusto Ramalheira e Bernardino Felgueiras não podem deixar de ser referências de altruísmo e abnegação. A história da Mealhada conta-nos que é possível que já em 1916 (ou seja há 96 anos) houvesse bombeiros na Mealhada. Mas festejamos hoje um história de associativismo, de unidade, de congregação de esforços daquela que é a maior associação do concelho da Mealhada, com quase 2700 sócios pagantes e colaborantes. Uma história que se fez de construção de homens e mulheres, mas também de equipamentos, como este quartel, o quinto da associação, que neste ano, em outubro, comemora duas décadas sobre a data da sua inauguração. E na pessoa do Dr. Mário Saraiva, aqui presente, agradecemos a todos os diretores e dirigentes da nossa associação.
Inaugurámos ontem as galerias de fotografias dos presidentes da associação, na sala da direcção, dos comandantes, segundos comandantes e adjuntos de comando, nos respectivos gabinetes, e que convidamos todos a visitar. Preservamos, assim, a memória histórica da associação que é, também, a sua identidade.

Agradecimento é a tónica que eu e a direcção a que presido gostariamos de vos dirigir hoje, nesta ocasião.

Um agradecimento aos sócios – quase três milhares – que cumprem as suas obrigações estatutárias, mas que, muitos deles, vão muito além disso, com donativos, com gestos bonitos como, e perdoem-me o exemplo, do casal que, em vez de dar aos convidados uma lembrança do dia do casamento, entendeu dar aos bombeiros o dinheiro que para isso gastaria.

Um agradecimento, também, às associações do concelho que têm dado mostras de grande solidariedade e que nesta casa têm tido sempre um porto de abrigo e de ajuda. Agradeço, particularmente, à Associação de Aposentados da Bairrada que entendeu entregar-nos a receita do sarau do seu aniversário, e que resultou numa assinalável maquia que será destinada para a compra de uma ambulância de socorro.

Agradecemos, de uma forma muito especial aos amigos voluntários que nos têm ajudado na Tasquinha na Feira de Artesanato e Gastronomia. Obrigado aos bombeiros que deram mostras da sua boa-vontade, aos bombeiros do quadro de honra e do quadro de reserva que demonstraram que continuam a ser peças importantes dentro da associação – e de quem precisamos tanto – e obrigado a todas as pessoas que não sendo bombeiras nem nunca o tendo sido foram incansáveis e solidárias. Obrigado ao senhor Joaquim Ricardo, à dona São, à Dona Lúcia, à Dona Corina, à Dona Dora, à Dona Cila, à Ana Lousada, à Dona Dina Lousada, ao Chefe Peu, ao senhor Carlos Melo, ao comandante Lousada, ao Caló e a todos os bombeiros do quadro activo e funcionários que ajudaram. 


Agradecemos aos empresários que têm sido sempre solidários, que nos ajudaram hoje nesta festa, com o lanche que se segue, mas também em tantos outros momentos de partilha e colaboração. E nesse agradecimento, dirijo-me ao Sr. Fernando Duarte, da Fernando Duarte e Filhos, Lda, que é bom exemplo da responsabilidade social que uma empresa pode ter.

Agradecemos aos autarcas, aos presidentes de Junta de Freguesia – não só à Junta da Mealhada, que aqui saúdo através do meu querido amigo comandante do quadro de Honra José Felgueiras, mas a todas elas, que têm dado à nossa associação o carinho e a dimensão do seu alcance e importância. Agradecimento importante que se estende ao municipio da Mealhada, e ao presidente da Câmara Municipal da Mealhada, professor Carlos Cabral, que talvez pelo facto de já ter sido dirigente de uma associação de bombeiros, compreende o nosso trabalho, compreende perfeitamente a nossa missão, e por isso tem sido solidário e colaborante.

Aproveito a oportunidade para me dirigir aos candidatos às próximas eleições autárquicas, a todos eles, e saudo-os através do Dr. Rui Marqueiro e do Sr. António Breda aqui presentes, para lhes dizer que nesta fase da nossa vida colectiva, o esforço de serviço que demonstraram ao candidatar-se, aliado às necessidades da nossa comunidade, são o tempo ideal para construirmos um concelho que se quer sempre mais próspero e fraterno. Os Bombeiros da Mealhada, na promoção do sentimento e garantia de segurança na catástrofe e na doença, estão disponíveis para ajudar, assim o queiram os eleitos, que têm no passado um referencial de colaboração saudável.

Agradeço a colaboração dos órgãos sociais, especialmente do Conselho Fiscal e do seu presidente, o Dr. Bruno Peres, que tem dado um contributo muito importante na continuidade da boa saúde financeira desta casa.

Tenho muita pena, mas não tenho razões para hoje vos deixar palavras de pessimismo ou de grande angústia. Bem sei que nem um discurso é discurso em Portugal se não tiver lamúrias e queixumes, e lamentos e choradinhos. Mas nós não somos assim. Temos as nossas preocupações – que são muitas – mas hoje não é dia de as referir. Herdámos uma associação equilibrada financeiramente. Temos lutado contra os lobis nacionais de transporte de doentes. Temos combatido a crise económica e o desinvestimento nacional nas associações de Bombeiros. Temos procurado combater sensibilidades e defeitos internos, melhorando serviços e construindo melhores soluções. Procuramos compreender os desafios do novo voluntariado nacional – o que vai superar o actualmente vigente que está esgotado e apodrecido.

Poucos meses depois de termos tomado posse, renovamos o nosso compromisso de Serviço. Comprámos um gerador que nos dará autonomia energética no quartel – que era uma lacuna operacional grave e séria – das nossas instalações. Comprámos uma nova central telefónica – que será instalada nas próximas semanas – e que trará melhorias no atendimento, no serviço e no trabalho, nomeadamente burocrático, dos nossos bombeiros. Começámos os trabalhos de beneficiação do nosso quartel pelas zonas que estão mais degradadas e menos poupadas por 20 anos de desgaste natural. Prosseguimos um esforço de angariação de fundos para a aquisição de uma Ambulância de Socorro, ainda este ano, que melhorará significativamente o nosso trabalho na área da Saúde e do socorro.

Nos próximos meses, depois de terminada a época crítica de incêndios florestais, tomaremos medidas de restruturação ampla de serviços, que, assim acreditamos, trarão grandes beneficios à associação e às pessoas que nela trabalham.  

A palavra final que vos quero deixar é de esperança. Somos uma associação que apesar dos quase 90 anos é jovem, com muita vontade de combater os fogos da vida de frente, com uma vontade grande de Servir com abnegação e altruísmo, com uma enorme vontade de estar ao lado das pessoas que precisam de nós e de quem gostamos tanto!

Vivam os Bombeiros da Mealhada,
Viva o concelho da Mealhada.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

[1711.] Hoje...


... É DIA DE SANTA ANA. Padroeira dos avós, da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, dos Bombeiros da Mealhada, dos Escuteiros da Mealhada. Faz hoje anos que foi inaugurada a luz eléctrica na Mealhada (1925) e fundados os bombeiros (1927). O dia de todas as festas.