sábado, 29 de junho de 2013

[1694.] Ypsílon_21



29 DE JUNHO DE 2013

Dia de São Pedro e São Paulo

[1693.] Faleceu ontem o último Bispo-Conde de Coimbra.



Os bispos de Coimbra são ao mesmo tempo detentores do título nobiliárquico de Condes de Arganil. D.João Alves tinha a pose austera e séria de um conde, tenho dele apenas a imagem institucional... (sei que na intimidade era muito afável), mas sempre o vi como uma figura grave, séria, altiva que se tornou ainda mais contrastante quando lhe sucedeu D.Albino Cleto, que era muito mais terno, amigo, próximo.
Para mim, D.João Alves será sempre o Bispo-Conde, o último Bispo-Conde.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

[1692.] Good Luck Madiba


[1691.] Em dia de greve geral, sinto-me assim:



[1624.] O fio dos dias no Jornal da Mealhada #02

1 de julho de 2003

A primeira década

Na tarde de 1 de julho de 2003, há dez anos, portanto, o parlamento nacional aprovava, por unanimidade, a elevação da vila da Mealhada à categoria de cidade. Depois de um punhado de meses de violenta discussão interna, estava dado um primeiro passo para uma elevação que, bastante falada na altura, em breve passaria inócua, ou apenas susceptível a algum gozo entre trocadilhos.
Contrariamente ao que muitos, na altura, pareciam querer demonstrar, a Mealhada – e agora falo no concelho, especialmente – não perdeu nada em se ter tornado cidade. A pergunta que se impõe é a inversa: Será que ganhou alguma coisa?
O processo de elevação da vila da Mealhada à categoria de cidade – e no mesmo dia o de Oliveira do Bairro, por exemplo – demonstrou claramente que as leis da República, quando o legislador é, ao mesmo tempo, o aplicador e o julgador, mais não servem do que um guião de principios gerais que só são cumpridos se se quiser. A vila da Mealhada não cumpria praticamente nenhum dos critérios enunciados na lei, nem sequer a excepção seria observável. Mas de qualquer forma, a decisão foi tomada e os dois projectos em análise – de Gonçalo Breda Marques, do PSD, e a cópia (até nas gralhas) assinada por Rosa Albernaz, do PS – foram aprovados, com publicação em Diário da República em 26 de agosto.
Retomamos a pergunta: O que ganhámos em dez anos de cidade? Sugerimos uma resposta: Nada. Passámos, apenas, ao lado de um boa oportunidade de coesão interna, do aprofundamento de instrumentos de democracia participativa modernos, de incremento de desenvolvimento da sociedade civil. Os responsáveis por esta alegada falta? Todos nós ou cada um dos mealhadenses. Os responsáveis autárquicos – Junta e a Câmara – são os que menos devem nesta contabilidade. Porque para se ser cidade é preciso ser-se cidadão... e aí estamos fraquinhos, muito fraquinhos!

in JORNAL DA MEALHADA de 26 de junho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

[1690.] Será completamente estúpido perguntar...?

Será completamente estúpido perguntar se o parque que está a ser construído no Choupal, no centro da Mealhada, vai ter casa de banho? Pergunto com a mesma ignorância de que indaga se será completamente estúpido perguntar se o Parque da Cidade da Mealhada já tem casa de banho.




quinta-feira, 20 de junho de 2013

[1688.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #09

20 de Junho de 2013

Promova-se o debate: «Qual o pior inimigo do peregrino?»

A desistência ou o chamado psicológico? As bolhas nos pés? As subidas? Ou as descidas?
A minha opinião é muito mais escatológica. O maior inimigo do peregrino é a DIARREIA! Que o diga o pobre do americano da Florida que hoje entre nós padece em sofrimento...




[1687.] Foi na Vacariça, em 1320, que se instituiu o culto da Imaculada Conceição de Maria, em Portugal


Bispo D. Raimundo Ebrard - (Coimbra)
Data do bispado: 1319-1324


D. Raimundo Ebrard (1319.11.10-1324.07.15) - Era sobrinho do Bispo D. Ayméric, Cónego de Caors e depois Cónego, Tesoureiro e Deão da Sé de Coimbra. Instituiu, pela primeira vez em Portugal, a festa da Imaculada Conceição de Maria, a pedido da Rainha Santa Isabel, por Portaria, assinada na Vacariça, em 17 de Outubro de 1320 e ordenou que ela se celebrasse a 8 de Dezembro. Faleceu em Linhares, a 15 de Julho de 1324.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

[1686.] Bureaucracia


[1685.] Será completamente estúpido perguntar...?

Será completamente estúpido perguntar porque razão é que as Estradas de Portugal não fazem arranjos de estradas de madrugada? Se assim fosse, não obstruíam o trânsito de tal modo que as pessoas não conseguem fazer a sua vida normal... Serei eu o burro?




domingo, 16 de junho de 2013

[1681.] Fazer a diferença

A única alternativa a um bocadito de TV na tarde de domingo converteu-se à lixeira alegadamente popularucha do Portugal do pimba e do nacional-porreirismo! Quando é que em Portugal deixa de vingar a ideia de que se resulta num lado o inteligente é pura e simplesmente copiar?
Convençam-se de que temos de saber fazer diferente, porque se ninguém fizer a diferença seremos todos igualmente maus!




[1679.] Duques e cenas tristes



Notas facebokianas sobre o trabalho da revista Sábado, alegadamente sobre o Leitão da Bairrada, mas que resultou num ataque infame à restauração na Mealhada.


Nuno Castela Canilho
Desculpem lá meter a colherada... mas este artigo, publicado na semana em que a Mealhada promove uma Semana do Leitão é tudo menos inocente. Numa leitura mais cuidada do que mera observação das opiniões do senhor Duque (que são completamente caluniosas e indignas), interessa adjectivar o trabalho do pseudo-jornalista que o produziu como uma porcaria indigna de uma revista como a Sábado.

Se não vejamos, confunde sistematicamente Mealhada com Bairrada como se fossem sinónimos, tem frases determinantes como "informações não confirmadas", ou seja: o artigo é um nojo!

Depois há as opiniões do sr.Duque e do sr.Maló que são naturalmente estapafurdias, o segundo é parte interessada porque vende os leitões 'do Lado Bom da Força', o primeiro é um qualquer mestre de 'tainadas' auto-proclamado profundo conhecedor do Leitão. Se fosse um defensor do Leitão procurava que estas alegadas situações se resolvem e não se punha a dizer na imprensa nacional que o que alegadamente defende afinal não presta!
Mas sobre o assunto "da comunidade dos donos de restaurantes que não têm sentido de unidade", gostava de dizer que posso dizer por experiência que isso não é verdade e que eventualmente não haverá nenhum sector económico da Mealhada tão unido como este. Hoje, apesar de concorrentes e com concorrência feroz, há um sentido de solidariedade importante. O passado dia 10 de junho, em que o leitão esgotou em muitas casas, houve um sentido muito grande de solidariedade e partilha e em que muitas casas se uniram, partilharam carcaças e leitões assados, de modo a que nenhum cliente ficasse por servir. Tive clientes a virem recomendados por outros restaurantes e vice-versa. Essa informação é um mito!
É um mito, mas tb temos de compreender que quem não é solidário, não pode esperar solidariedade. Eu não tenho razões de queixa, antes pelo contrário, tenho recebido apoio, incentivo e solidariedade de todos, mesmo de concorrentes directos ou vizinhos!
E aos que garantem que aquilo que o sr. Duque diz é, "naturalmente" verdade, eu pergunto: Podem prová-lo? É que este artigo não o demonstra e mesmo ele parece não ter provas disso. Um nojo, portanto!

Comentários num post de Miguel Ferreira

sábado, 15 de junho de 2013

[1680.] Volver

Voltei aos jornais...
É a minha praia, é onde me sinto bem. Obrigado aos que permitiram que voltasse a sentir aquela sensação intima de felicidade.




sexta-feira, 14 de junho de 2013

[1623.] O triunfo dos porcos #01

E se fossemos comandados por Fernão Veloso?

Ao ouvir os discursos do 10 de Junho, da passada segunda-feira, veio até mim a imagem da nau portuguesa de quinhentos, quase como metáfora da situação política portuguesa na actualidade. Ninguém acredita que os portugueses marinheiros fossem todos heróis embarcados em nome de um sublime altruísmo de dar novos mundos ao mundo, ou provar realmente a viabilidade de uma hipótese remota de encontrar novas terras ou novas rotas comerciais.
Terão embarcado alguns especialistas – astrónomos, matemáticos, marinheiros de facto – mas também muita ‘carne para canhão’, condenados, pessoas indiferenciadas. Perante uma viagem tão longa – a viagem de Vasco da Gama, por exemplo, demorou 10 meses até chegar ao destino. A frota de Gama – aproveitemos o exemplo – tinha 170 homens divididos em quatro naus. Pelo que terá havido, certamente, momentos de dificuldade, de desesperança, de angústia, de depressão. Dito de outra forma: de crise. Estes homens navegavam tendo, apenas, o céu como companheiro e as superstições de monstros marinhos e perigosas criaturas na costa que, ao longe, iam acompanhando.
Será que ao longo destes 10 meses, estes homens não pensaram em desistir? Não pensaram que melhor seria se voltassem para trás?
Será que neste ambiente de dificuldade não lhes passou pela cabeça atirarem o Vasco da Gama borda-fora e, com uma nova liderança, acabarem com a angústia mais depressa? Naturalmente que sim… E o que teria acontecido se não tivessem sabido viver com algum espirito de sacrifício as dificuldades que tinham pela frente. Provavelmente, escolhendo a via mais fácil, nunca teriam chegado…
A imagem destes conflitos nas naus portuguesas pode ser hoje usada para ilustrar um país que não sabe por onde quer ir, mas parece saber – pelo menos os noticiários assim o garantem – que não quer ir pelo caminho das pedras, pelo caminho da austeridade, por ser o mais difícil. Ninguém parece saber mostrar que outro caminho de facilidade poderá ser trilhado… mas mesmo assim, a vontade alegadamente generalizada é a de que tudo menos isto.
A voz da horda grita: Atire-se o comandante borda-fora! Ou ‘Demissão já!’, mas não sabe identificar o que mudaria se o comandante fosse outro. A voz da horda berra: Que se lixe a Troika!, mas não está disposta a resolver os nossos problemas, se isso significar perder direitos, deixar de ter regalias, ou viver as dificuldades tal como elas são: tempos difíceis! Ou seja, sempre ‘o sol na eira e a chuva no nabal!’

Luís de Camões, n’Os Lusíadas, em determinada altura (nos cantos V, VI e IX), apresenta o marinheiro Fernão Veloso, procurando, assim, com este personagem, humanizar os heróis, os marinheiros portugueses que acompanhavam o almirante Vasco da Gama, rumo à India. Fartos de homens providenciais, os portugueses parecem querer ser governados pelos homens normais, pelos que ‘não são insensíveis aos problemas das pessoas’, pelos que estão sempre ao lado da horda, sem nunca a contrariar, para daí não tirar prejuízos.
Prefira-se, então, o Fernão Veloso, eleja-se, então quem, ignorando o perigo, na sua arrogância, seguro de fazer o que a horda quer que faça, atacado pelos indígenas e forçado a recuar apressado ao navio, mantenha a balofa postura de herói destemido e afirme: "Mas, quando eu pera cá vi tantos vir / Daqueles cães, depressa um pouco vim, / Por me lembrar que estáveis cá sem mim". Vejamos o que dá…
in REGIÃO BAIRRADINA, de 12 de junho de 2013

[1622.] O fio dos dias no Jornal da Mealhada #01



24 de junho de 1944
 
O eterno retorno?
 
Sobre a data da fundação da freguesia da Mealhada passam, no próximo dia 24 de junho, 69 anos. Em 1944, numa altura em que a vila da Mealhada vivia um momento glorioso de expansão, com a construção dos Viveiros Florestais, com a construção da variante conhecida como Estrada Nacional n.º1 (hoje Alameda da Cidade), com a edificação das Caves Messias, nascia a autonomização administrativa da localidade que desde 1836 era sede de concelho, mas que continuava a ser integrante da freguesia da Vacariça.
Esta vontade e esta espécie de autodeterminação nascem não pela vontade política, apesar da ajuda desta, mas pela mão de um conjunto de mealhadenses – onde se destacava João Saraiva, comerciante, que viria a ser o primeiro presidente da Junta de Freguesia, e que já havia sido um dos impulsionadores da criação do Corpo de Bombeiros da Mealhada.
Em 2014 ainda haverá a freguesia fundada pelos mealhadenses, setenta anos antes. Mas haverá, também, uma nova estrutura a governá-la, uma União que a congrega às duas freguesias que em 1963 se haviam separado uma da outra, a Antes e Ventosa do Bairro. O retorno à unidade em vez da autonomização. O retorno à unificação em nome da necessidade de agradar à troika e da alegada necessidade de rentabilizar recursos. Será que os mealhadenses que durante 108 anos conviveram com a realidade de ser sede de concelho sem ser sede freguesia se vão importar?
Sobre os candidatos e os futuros eleitos nas eleições autárquicas de setembro de 2013 cai agora, nos ombros, uma grande responsabilidade, a de criar um modelo de governação autárquica integralmente novo, a de congregar três freguesias diferentes numa unificação de esforços, numa unidade orçamental, perante três realidades distintas, com três comunidades desiguais.
Fica a sugestão – até porque ainda nem em campanha estamos – de que os candidatos à União das Freguesias de Antes, Mealhada e Ventosa do Bairro, se recusem a tentar homogeneizar as três freguesias. O ideal seria que continuassem a ser apoiadas e realizadas as iniciativas já características de cada uma das freguesias – como a Festa dos Saberes e Sabores de Ventosa do Bairro –, que se promova a colocação de placas de sinalética com a indicação dos limites geográficos de cada uma das três freguesias, que continue a haver três tasquinhas na Feira de Artesanato para associações de cada uma das freguesias e, porque não, se passe a comemorar com pompa e circunstância a data da fundação de cada uma das freguesias – o 24 de junho de 1944 na Mealhada, o 23 de abril de 1963 na Antes, e, porque a freguesia de Ventosa do Bairro nasceu com a reforma administrativa de 1835, o 18 de julho, que é o dia da publicação da lei.
Os futuros autarcas da União das freguesias têm um trilho tortuoso a percorrer, mas viverão a satisfação de estar a fazer história em cada passo, de estar a transformar o futuro em cada decisão. Trata-se, por isso, acredito eu, de um desafio político como haverá poucos em democracia.

in JORNAL DA MEALHADA de 12 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

[1678.] Trezes de junho

Santo António, Vieira da Silva, Álvaro Cunhal, Eugénio de Andrade... Há 13 de junho para todos os gostos... e quadrantes... Haja festa!

[1677.] Favas com todos?

Até para um gesto tão simples como escolher uma data das eleições autárquicas os políticos portugueses demonstram a sua fraqueza de espírito... O chefe do Governo recebeu os representantes dos partidos...
Os partidos do Governo querem as eleições a 22 de setembro, porque dizem que tem de ser o quanto antes e porque as próximas autarquias têm orçamentos para fazer antes do fim do ano.
O Partido Socialista diz que tem de ser o 13 de outubro porque sempre assim foi e tem de continuar.
O Bloco também aponta para 13 de outubro, mas preferiria a 6 de outubro.
O PCP prefere o 6 de outubro por causa das peregrinações a Fátima... Afinal o PCP ainda se apresenta como o menos laico dos partidos políticos.
22 de setembro ou 13 de outubro...? Tudo se resume a uma questão: Os partidos do Governo querem distanciar-se dos efeitos colaterais da boataria sobre o Orçamento de 2014 (que tem de ser apresentado até 15 de outubro) e os partidos da oposição não querem deixar escapar a oportunidade de cavalgar eleitoralmente sobre o descontentamento contra o Governo.
Onde é que fica a preocupação com as autarquias no meio disto tudo? Não fica...

terça-feira, 11 de junho de 2013

[1676.] Solis dies e mais memórias de infância que marcaram muito

Quem se lembra?



Animal Farm
A história de George Orwell, 'O Triunfo dos Porcos', em desenhos animados...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

[1675.] Intimidades em Lunae dies

 
A minha mãe e o meu avô António, no seio familiar sanguíneo, sempre foram os meus maiores cúmplices. Nesta foto essa amizade e esse Amor é patente. Obrigado a ambos. 
 

Neste dia o meu avô António estava verdadeiramente feliz. Tenho ideia de que foi a ultima vez que o vi assim, desta forma tão contente e satisfeita. Hoje há muita saudade, e uma angústia muito grande, especialmente nas palavras que ficaram por dizer...
 
 
 Esta talvez seja uma das minhas fotografias favoritas. Ao colo do meu pai.


 O meu padrinho sempre foi o meu herói. Eu ainda não sabia escrever... e já queria ser jornalista, como ele. Eu ainda mal sabia andar e já queria correr o mundo, como ele... Uma imagem em Monsanto, numa tarde de calor, certamente, e de muita cumplicidade.
 
 
 Momentos improváveis de afecto, que acontecem quando temos génio e carácter.
 
 
 Refugiados, uma tríade feliz, na simplicidade do ser, no meu primeiro dia como mealhadense, na casa que me voltou a acolher com uma nova família, já casado.
 
 
A casa como exercício maior de toda a humanidade.

[1674.] Esta É A Ditosa Pátria Minha Amada

"Eis aqui, quase cume da cabeça
da Europa toda, o Reino Lusitano,
onde a terra se acaba e o Mar começa
e onde Febo repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floreça
nas armas contra o torpe Mauritano,
deitando-o de si fora; e lá na ardente
África estar quieto o não consente."

"Esta é a ditosa pátria minha amada,
à qual se o Céu me dá que eu sem perigo
torne, com esta empresa já acabada,
acabe-se esta luz ali comigo.
Esta foi Lusitânia, derivada
de Luso ou Lisa, que de Baco antigo
filhos foram, parece, ou companheiros,
e nela antão os íncolas primeiros."

Os LusíadasCanto III - 20-21


Quando os meus pais nasceram, o sol nunca se punha em Portugal.
Quando eu nasci a fronteira oriental de Portugal era com a China, na Porta do Cerco, em Macau. Tive a honra de passar esta porta e ler: "A Pátria Honrai que a Pátria vos contempla!".
Os meus filhos herdarão um país mais pequeno.

sábado, 8 de junho de 2013

[1673.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #08

8 de Junho de 2013
Dia Mundial da Saudade


Faz sentido que a expressão 'noblesse oblige' seja francesa. Duas peregrinas, com mais de 70 anos cada uma, vieram tomar o pequeno-almoço numa espécie de roupão glamoroso, de óculos de sol e chinelos de quarto, com plumas. Tomada a refeição, um chá preto com um bolinho caseiro. já no Albergue Peregrinos Mealhada, calçaram as botifarras pesadonas, as t-shirts de licra, os calções quechua, fita de ténis na cabeça e puseram-se ao caminho. Em cada momento a sua indumentária... noblesse oblige

quinta-feira, 6 de junho de 2013

[1621.] Crónicas da Leitónia #01

O que pode ensinar Cunhal a um jovem liberal?

Assinala-se em novembro de 2013 o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal. Na próxima semana, passam oito anos sobre a sua morte. Muito se tem dito e escrito sobre o líder histórico do Partido Comunista Português e figura grande do comunismo internacional. Como jovem liberal que sou atrevo-me a perguntar: Que testemunho me pode dar a mim, a figura de Álvaro Cunhal?

Há uns anos, em 2009, estudando para elaborar um trabalho historiográfico sobre a prisão de Cunhal na vila de Luso, em 1949 – a captura que o havia de manter preso por onze anos, até à fuga de Peniche – pude procurar compreender as motivações do homem e do revolucionário. Ficou uma profunda reflexão, que ainda hoje me acompanha e que, estou certo, me poderá ter marcado profundamente pessoal e intelectualmente.

Não acolho o modelo de sociedade de Álvaro Cunhal, acredito, sinceramente que é profundamente desadequado desde a sua origem mais simples, a da própria compreensão do papel do Homem na comunidade, pelo que não é o político que me marca. Sou um Liberal e por isso defendo o que, provavelmente Cunhal mais renegaria.

Não acolho o estilo de liderança, nem a postura de gestor de pessoas e projectos que Álvaro Cunhal utilizava, acredito muito mais na aproximação pelo Amor do que pelo Temor ou pela deferência carismática e indiscutível. Prefiro, por principio, a Fraternidade ao centralismo democrático.

Mas Álvaro Cunhal, a sua vida e o seu percurso, impõe-me resposta a uma pergunta simples: Que causa ou coisa me poderia fazer lutar até às últimas consequências? Dito de outra forma: Por quê (por que causa ou coisa) estaria eu disposto a prescindir de conforto, de estabilidade, da família e da própria Liberdade?

Infelizmente, há anos que procuro a resposta, e ela não é imediata. E digo infelizmente porque será importante para um Homem ter sempre presente o que o faria lutar vigorosamente, como Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e muitos outros homens e mulheres lutaram pela queda de um regime político. O testemunho de Cunhal mostra-me a mim, que amo a Liberdade, que o Ser completo se faz no sacrificio e no altruísmo militante, independente de tudo o resto.

JORNAL DA BAIRRADA
6 de junho de 2013 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

[1672.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #07

5 de Junho de 2013
Dia Mundial do Ambiente


Quase que compreendo os empregados de mesa algarvios quando se preparam para servir portugueses... Estamos tão habituados a esta Torre de Babel de línguas e de gentilezas em internacionalês, ou na língua franca do séc.XXI, que parece que nem sabemos falar português... Já custa dizer ao peregrino português um Bom Caminho sem sotaque galego, ou dar-lhe dicas da próxima etapa sem encalhar na ladainha costumeira na língua de Shakespeare... Desculpa Luís Vaz, desculpa!

terça-feira, 4 de junho de 2013

[1671.] Para reflexão profunda

«Antes de nós, várias gerações chegaram à conclusão que a herança de Portugal se tinha esvaído. Porque Portugal não foi apenas fundado por D. Afonso Henriques. Foi sendo sucessivamente refundado. Em 1383-1385. Em 1640. Em 1820. Em 1910. Em 1926. Em 1974 
Sinto que, agora, volta a ser a hora. Caso não nos refundemos, não continuaremos

José Adelino Maltez

[1670.] Sabedoria

Um programa?

Sir 51, 17-27

[1669.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #06

4 de Junho de 2013
Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão

Mais um peregrino, mais um escritor. O Caminho deve despertar uma veia literária, porque a verdade é que são muitos os peregrinos que me dizem que escreveram livros sobre o Caminho... Dou por mim a pensar se haverá leitores para tanto livro... ou se não serão mesmo muitos os que fazem o caminho, em casa, com as botas de outros.

[1668.] Filosofia pessoana... doméstica

DEUS QUER, O HOMEM SONHA, (a mulher deixa, o banco empresta, a Câmara aprova, o pedreiro ajusta... e só depois é que) A OBRA NASCE!

domingo, 2 de junho de 2013

[1667.] Empossados


Ontem foi um dia especial. Depois de uma intensa e profícua reunião de trabalho na direcção dos Bombeiros da Mealhada, tomámos posse como Junta Regional de Coimbra. A nave do Mosteiro de Celas estava cheínha de amigos (civis e escutistas), as nossas famílias, altos dignatários da associação. Foi bom perceber que 'não caminhamos sozinhos!'.

sábado, 1 de junho de 2013

[1666.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #05

1 de Junho de 2013
Dia da Criança


No mês de maio de 2013 pernoitaram no Albergue Peregrinos Mealhada, nada mais nada menos do que 99 peregrinos do Caminho de Santiago. Um número recorde que mostra bem o crescimento do Caminho Português e as potencialidades.
Para comparação, atente-se que, no ano passado, em todo o ano de 2012, pernoitaram aqui 265 peregrinos jacobeus.
Que os nossos governantes, autarcas, mas também comerciantes, jovens e todas as pessoas compreendam a simplicidade destes números...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

[1664.] É preciso Libertar Portugal.

É preciso LIBERTAR PORTUGAL, naturalmente, Dr. Soares.

Mas Libertá-lo não só da Austeridade, mas da também MEDIOCRIDADE... Aquela democrática mediocridade que o senhor nos impingiu de que tudo era fácil, de que o Estado tudo dava, de que não seria preciso lutar por nada, nem para nada.
E cada vez que as coisas estão mais difíceis, matamos o mensageiro, e elegemos outro medíocre. E autofagicamente vamos matando um após o outro só porque ele não faz o que nós queremos, o que nos é mais confortável... Tomamos a liderança politica do país como concurso de popularidade, e andamos a eleger os mais demagogos, os mais simpáticos, até se perceber que eles não são o que queremos. Se alguém não cumpre as promessas que fez, o mal está nas promessas que fez, não na sua acção diária pós-eleitoral.
Se hoje estamos como estamos devemo-lo também a si, Dr. Soares.
Obrigado Dr. Soares, obrigado!

www.facebook.com/nuno.castelacanilho
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quinta-feira, 30 de maio de 2013

[1665.] Marti dies

Nem sempre o tempo cura qualquer dor...

Mafalda Veiga - Cúmplices


[1663.] A novidade da antiguidade


Aí está uma imagem completamente nova e surpreendente para mim...
Imagem da Igreja de Santiago, em Coimbra

Pedro Costa A actual Igreja de S Tiago foi toda remodelada durante o Estado Novo.
Daí não lhe atribuirem qualquer valor arquitectónico.

Nuno Castela Canilho Nem arquitectónico nem sagrado... Convenhamos que o aspecto da igreja nesta foto até era interessante...

Nelson Pedrosa Boas, esta faz parte de uma de muitas obras "históricas" construídas ou reconstruídas pelo Estado Novo com o objectivo de valorizar os ideais nacionalistas... mas há mais exemplos!

Pedro Semedo Não foi no Estado Novo: foi no século XIX. Antes era a Misericórdia. O edifício original é Românico e foi construído tendo a Sé Velha e Santa Cruz (original, que a que se vê hoje foi modificada no sec XVI por ter havido derrocada parcial) como modelos. No sec XVI, a Misericórdia acrescentou 2 pisos. No sec XIX demoliu-se os dois pisos e no início do sec XX reconstruiu-se não conforme o modelo original, mas em 2 águas (porque achava-se na altura que seria assim o original). http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/69863/
Pedro Costa Mas afinal o aspecto actual é do sec XIX ou XX? No teu post está confuso. De qualquer modo eu não inventei aquilo do Estado novo. Alguem me disse. Alguem que tb não sabia, presumo.

Pedro Semedo Ora bem: a demolição foi no sec XIX, a parte final da reconstrução, segundo o IGESPAR, foi nas 1ª décadas do sec XX (embora eu tivesse a ideia que ainda tivesse sido no sec XIX). Na altura houve uma grande polémica sobre como é que se havia de reconstruir. Esta parte é importante porque estiveram em debate diferentes formas de ver o património e de proceder ao restauro. Isto estuda-se em História da Arte por causa disso. O Estado Novo não teve nada a ver com o assunto.

[Actualização em 19 de julho de 2013]


[1662.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #04

30 de Maio de 2013
Corpus Christi.


Uma irlandesa toma pequeno-almoço com um inglês... partilham a bowl dos cereais... conversam sobre tretas... Já não guerras como antigamente... Se soubessem que o Diogo deixou escrito no balcão "INGLESES tomam pequeno-almoço às 7h" era capaz de haver confusão... ou então não... booooooooooring....

[1661.] O (crente mas protestante) sindicalismo português

Normalmente hoje seria feriado do Corpo de Deus.
Naturalmente hoje os sindicatos fazem greve.
Sabe-se que o sindicalismo em Portugal é sui generis... eu nunca lhe chamaria católico, mas parece que até isso o sindicalismo português é...

José Ernesto Aguiar
Tinha a ideia que o sindicalismo era protestante, mas católico é de facto uma novidade.lol

terça-feira, 28 de maio de 2013

[1660.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #03

28 de Maio de 2013

Por qual razão é que os holandeses (acho que consigo generalizar totalmente) bebem chá preto ao pequeno-almoço, em substituição do leite e do café?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

[1620.] Ypsilón_20

 
90.º ANIVERSÁRIO DO CNE


[1659.] Memória de um sonho lindo






Em 27 de maio de 2009 nasceu o FRONTAL. A concretização de um sonho, que só pode acontecer graças à confiança do Bruno Peres, e ao apoio de muitos amigos, como o Gabriel Lopes, entre outros. Um sonho que se prolongou por 2 anos e meio, até à edição #57. Um sonho que depois disso se transformou numa mágoa intima, quase solitária, com alguma resignação. Em novembro de 2011 o FRONTAL suspendeu-se, e um mês depois suspendemos, também, o Jornal da Mealhada, que regressaria alguns meses depois.
Fica a memória no aniversário DE UM SONHO LINDO!

 

domingo, 26 de maio de 2013

[1658.] Divisões internas

Hoje, 26 de maio, é

- DIA DO BOMBEIRO PORTUGUÊS, e por isso há peditório para compra de uma ABSC, na Mealhada;
- É domingo da Santíssima Trindade, e por isso é DIA DA IGREJA DIOCESANA DE COIMBRA, com festa arciprestal em Luso;
- É véspera do 90.º ANIVERSÁRIO DO CNE, e por isso há festa em Braga.

E eu? Dividido, para onde devia ir?

sábado, 25 de maio de 2013

[1657.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #02

25 de Maio de 2013
Dia da África


Sete peregrinos no Albergue Peregrinos Mealhada tomam o pequeno almoço. Seis mulheres e um homem. Duas alemãs, uma francesa, três brasileiras, um português com sotaque canadiano. Uma animação pegada. Na televisão mornas do Africa 7 Dias na RTP. Uma manhã divertida.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

[1656.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #01

23 de Maio de 2013
Dia da Aparição do Apóstolo, em Clavijo


Os pequenos-almoços do Albergue Peregrinos Mealhada e da Residencial começam às 6 horas da manhã... e parecem o espelho de um dia e de uma História Nacional. Comecei por servir 11 espanhóis. Rotinas, cadências, mecanismos simples. Poucos sorrisos, muito barulho, algum humor repetido de Don Luiz, o simpático de sempre.
Meia hora depois, dois peregrinos alemães. Pediram-me a água e fizeram o chá, cuja saqueta trouxeram de casa. Levaram o jarro do leite e o bule do café para a sua própria mesa. Seguiu-se o peregrino português que se viu sem o leite nem o café que permanecia na mesa germânica... Com uma simpatia interessantíssima, a senhora alemã levantou-se, pegou no jarro e no bule, e foi servir o peregrino português na mesa ao lado. Pensei eu: Será que lhe vai pedir um juro? Não. Foi bonito.
Terminados os pequenos-almoços levei os dois peregrinos alemães à Mata Do Buçaco Fundação. Deixei-os na Porta da Rainha, elogiei Fernando de Saxe Coburgo Gotha e deixei recomendações.
Começou bem o dia.

[1655.] 23 de Maio de 844

23 de Maio de 844
Aparição do Apóstolo Santiago Maior no campo de batalha de Clavijo, marco da Reconquista cristã, como é conhecida a retomada da Península Ibérica dos mouros, após séculos de dominação. NASCE O SANTIAGO MATAMOUROS e a convicção dos Cristãos de que combatem do Lado Bom da Força.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

[1654.] Origem do Camiño?

La Historia es quien nos da la primera respuesta: su origen [do Caminho de Santiago] es el descubrimiento del Sepulcro Jacobeo en la alta Edad Media, en tierras de Galicia. A partir de aquí cabe dudar de la identidad de restos que allí se veneran, pero este hallazgo es el único impulso generatriz acreditable del Camino de Santiago.
http://albertosolana.wordpress.com/origen-del-camino-de-santiago/
 
Será?
 

[1652.] Raquel e a superioridade moral da Esquerda

Conheci Raquel Varela na Faculdade de Direito de Coimbra, no nosso primeiro ano (97/98). Deixei de a ver, calculo que alguns anos depois tenha mudado de curso. Folgo em saber que teve sucesso. Mas sempre foi assim: um pseudo-paladino da superioridade moral da Esquerda. Vestia Gucci, mas defendia a luta contra a burguesia e o capitalismo, defendia a liberdade de expressão mas fez piquete à porta da Sé Velha para humilhar as velhotas que foram à missa no dia do aniversário de Salazar, proclamava dictates políticos do alto da sua beleza flamejante nas assembleias magnas, mas nunca moveu uma palha para ajudar os colegas nas comissões de curso, na construção do Núcleo de Estudantes de Direito - que nessa altura dava os primeiros passinhos. As singularidades de uma rapariga loira. Um espanto de mulher, mas com um esquisito complexo de superioridade moral.

http://www.tafixe.com/2013/05/21/videos/empresario-de-16-anos-e-confrontado-no-programa-pros-e-contras-mas-respondeu-a-altura.php

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terça-feira, 21 de maio de 2013

sábado, 18 de maio de 2013

[1651.] Príncipe

O Porto perde um grande Bispo, mas a Igreja Universal ganha um grande Príncipe. A elevação de D.Manuel Clemente ao cardinalato só pode ser recebido como um "annuntio vobis gaudium magnum!"


quinta-feira, 16 de maio de 2013

[1650.] Memórias

Hoje coloquei um conjunto grande (31) de fotografias antigas, minhas, de actividades escutistas, no Facebook. É esquisito olharmo-nos no passado...
Veio-me à memória a frase: "Quem dizem vós que eu fui?"



quarta-feira, 15 de maio de 2013

[1649.] Sobre o 'partiotismo'

Aparentemente hoje tudo tem necessidade de dizer que, apesar de não ser benfiquista, apoia o Benfica.
É o politicamente correcto num momento em que ser patriota é apoiar os clubes de futebol com sede social em território metropolitano (mesmo que praticamente não tenha atletas nacionais, nem as contas bancárias nestas bandas). Que seja!
E ainda há quem diga que o Futebol (já) nem é um F do nosso contentamento...

[1648.] Solis dies... em TRANSE... ou a pureza

No sábado, fomos ao cinema. 'Transe', de Danny Boyle. Um filme interessante, para quem gosta de tramas intrincadas e de digestão difícil. Valeu a pena o bilhete. Talvez um pouco sanguíneo, mas muito envolvente. Gostei.


[1647.] Sem comentários

«Parlamento da Galiza aprova proposta popular para utilização da língua portuguesa

"A proposta de lei foi subscrita por mais de 17 000 pessoas e reclamava "o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia"».

Para ler mais no http://blogtailors.com/6667937.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

terça-feira, 14 de maio de 2013

[1646.] "No último dia da vida, encontrei-me com os meus pecados"

"No último dia da vida, encontrei-me com os meus pecados"

Martinho da Vila canta 'Juízo Final', de Paulo Vanzonlini


segunda-feira, 13 de maio de 2013

[1645.] A importância e o tamanho...

Hoje teria sido um normal dia de trabalhos se não tivessem sido as imensas manifestações de parabéns e de pedido de esclarecimento na pergunta "ganhaste o quê?". Gostei especialmente de ver o envolvimento de pais de escuteiros e de antigos escuteiros que telefonaram, mandaram sms, abordaram-me na rua. É engraçado ver a dimensão do facebook e o seu impacto.

[1644.] A ti, companheiro


Pessoalmente - e porque mais do que isso não posso fazer - gostaria de dedicar a vitória de ontem e a oportunidade de serviço, no futuro, na Junta Regional de Coimbra, aos escuteiros do agrupamento 1037 da Mealhada e ao Chefe LIBERTO MAIA, o grande inconformista, que me incentivou a defender o interesse colectivo sempre acima do que poderiam ser conveniências pessoais!

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http://loboirmao.blogspot.pt/2013/05/dedico-te-esta-vitoria-companheiro.html

domingo, 12 de maio de 2013

[1643.] Somos Região


GANHÁMOS! GANHOU A REGIÃO DE COIMBRA!
A região mostrou que quer ser una, que quer crescer, que quer ser mais! Obrigado pela oportunidade de Serviço!
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