15 de setembro
O meu irmão diz que os peregrinos mais dificeis são os portugueses. E eu concordo. Os portugueses parecem ter muito menos paciência e até compreensão... se dizemos que somos um albergue privado, respondem-nos com a pergunta: Então e a Câmara não ajuda?... Se é privado a câmara ajuda como ajuda qualquer empreendimento privado...
Depois, sabem que também já fiz caminho. Perguntam que caminhos fiz... e se digo que fiz o Inglês perguntam logo quantos quilometros tem... Se digo que fiz o Francês dizem-me que antes dos Pirinéus é que é de Homem... E quanto ao Português insultam com todas as palavras do mundo quem começou em Tui ou em Valença...
Há uns dias um tuga de trazer por casa levou uma resposta evitada... Depois de me dizer que os gajos que fazem os ultimos 120 km do caminho português deviam ter vergonha, respondi: "Sabe, há gente que tem familia, e que só tem 22 dias de férias por ano!". Tinha-me acabado de dizer que era a terceira vez num ano que fazia 300km de caminho... não gostou... Azar!
domingo, 15 de setembro de 2013
[1763.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #14
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
[1762.] Eu amo Portugal... mas às vezes os portugueses chateiam-me...
Se têm emprego dizem achar que o seu emprego é o pior do mundo e melhor fora se estivessem desempregados. Se estão desempregados lamentam-se e dizem que fariam qualquer coisa... bolas! Nunca estão contentes com nada, estão sempre a olhar para o buraco na toalha e para a nódoa na camisa! Será possível que na dificuldade o caminho seja sempre o do faducho, o dos violinos da depressão que gritam como se o mundo tivesse desabado sobre as cabeças!
Não há uma palavra de esperança, um gesto de alegria, um sinal de que há sempre mundo para além da crise e das dificuldades?
Claro que os politicozecos de trazer por casa que por aqui temos não ajudam. Não se cansam de gritar o desalento, de estar a sublinhar a desgraça e o mal que estamos. Mas se deixarem de estar na oposição, ou se estando na oposição nacional estiverem na situação local, já está tudo óptimo e já se vive no melhor dos mundos. Há uma bipolaridade que nos está a influenciar negativamente a todos.
Portugal está em crise há 900 anos. Nasceu na crise, e mesmo quando éramos riquíssimos vivíamos crises e tínhamos problemas muito sérios. Mas há limites... "pimenta no cu dos outros é refresco" e com o "mal dos outros passo eu bem!", mas porque raio havemos estar constantemente a olhar para o mal quando há tanto bem para ver!
Não há uma palavra de esperança, um gesto de alegria, um sinal de que há sempre mundo para além da crise e das dificuldades?
Claro que os politicozecos de trazer por casa que por aqui temos não ajudam. Não se cansam de gritar o desalento, de estar a sublinhar a desgraça e o mal que estamos. Mas se deixarem de estar na oposição, ou se estando na oposição nacional estiverem na situação local, já está tudo óptimo e já se vive no melhor dos mundos. Há uma bipolaridade que nos está a influenciar negativamente a todos.
Portugal está em crise há 900 anos. Nasceu na crise, e mesmo quando éramos riquíssimos vivíamos crises e tínhamos problemas muito sérios. Mas há limites... "pimenta no cu dos outros é refresco" e com o "mal dos outros passo eu bem!", mas porque raio havemos estar constantemente a olhar para o mal quando há tanto bem para ver!
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
[1761.] A casa da Mariquinhas
VOU DAR DE BEBER À DOR
Alberto Janes, 1969
Foi no Domingo passado que passei ao lugar onde dizia a Casa da Mariquinhas, achei piada e a música não me sai da cabeça desde aí!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
[1760.] Caminhos de sal
Salinas de Armazéns de Lavos, Figueira da Foz
Os sítios onde fazemos as coisas não são indiferentes para o resultado final. Especialmente no inicio, no pontapé de saída, no gesto inicial e primitivo, que numa caminhada é o primeiro passo e o balanço para o dar.
Uma salina é um espaço inóspito, aparentemente insalubre, exausto e de extracção, estamos a arrancar à natureza algo que ela no dá de forma natural. E a forma como lho arrancamos é também ela natural e básica. Para tirar uma coisa que exige peso, conta e medida... em falta sente-se... em exagero torna impraticável... Uma boa forma de começar...
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domingo, 8 de setembro de 2013
[1758.] E o que é a Verdade?
sábado, 7 de setembro de 2013
[1759.] Escrito nas penedias
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
[1757.] Corneille
[1752.] Shanah Tovah 5774
"Shanah Tovah", que é como quem diz, feliz ano novo! Começa hoje o ano 5774 da era judaica, hoje é pois, o segundo dia do Rosh Hashaná. É um dia de introspecção, de julgamento, e o inicio de um período de meditação que culmina com o Yom Kipur, o dia da Expiação, dia 14 de setembro, dia importante muito importante do calendário judaico.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
[1756.] Intendência
[1755.] Playlist
VINTE ANOS
José Cid e os Green Windows
1974
Já AQUI disse que se tivesse de fazer uma playlist de músicas da minha (curta) vida, a primeira seria a 'The Final Coutdown' dos Europe. A segunda seria esta - 'Vinte Anos' do José Cid. A primeira vez que subi ao palco do cineteatro Messias, na Mealhada, foi para integrar o coro que acompanhava a minha prima Sandra Castela a cantar esta música. Não sei se era um espetáculo para escolha da rainha do Carnaval ou se era para ser outra coisa qualquer... eu devia ter uns 8 ou 9 anos.
Foram semanas a ensaiar e a ter aulas privadas... porque a desgraceira era tanta que me arriscava a ganhar um Emmy de pior coralista... mas foi uma aprendizagem intensiva do "Vem viver a vida amor"...
Enfim... "coisas que o tempo apagou"
Foram semanas a ensaiar e a ter aulas privadas... porque a desgraceira era tanta que me arriscava a ganhar um Emmy de pior coralista... mas foi uma aprendizagem intensiva do "Vem viver a vida amor"...
Enfim... "coisas que o tempo apagou"
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
[1754.] Mês eleitoral
Assembleia Municipal da Mealhada, em setembro de 2003
Em mês de eleições autárquicas, uma foto memória de 2003, há dez anos, na Assembleia Municipal da Mealhada. À esquerda, a bancada do Partido Socialista, com caras de ontem e de hoje... À direita, a bancada do PSD, e atrás a bancada do Movimento Odete Isabel.
Outros tempos... outros protagonismos!
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domingo, 1 de setembro de 2013
[1753.] Será que alguma coisa é o que parece?
Mytho Logique
Ecole Superieurs des Meties Artistique
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sábado, 31 de agosto de 2013
[1751.] No mundo que combato morro
Mia Couto
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
[1750.] Cleópatra
Cleópatra Thea Filopator
Há quem considere que Cleópatra a última rainha da dinastia Ptolomaica, no Egipto, morreu no dia de hoje, há 2043 anos.
Verdade ou não, quando lembramos as mulheres (veneris dies) não podemos deixar de recordar uma das mais misteriosas e celebradas mulheres da Antiguidade. Numa altura em que o Egipto está na ordem do dia, o fio dos dias remete-nos para a análise.
A dinastia Ptolomaica nasce com a entronização de Ptolomeu, general a quem Alexandre o Grande entregou o Egipto, depois de o conquistar. Duzentos e cinquenta anos depois, pelos braços de Cleopatra, que significa "glória do pai", o Egipto é entregue aos romanos.
Cleópatra originalmente governou conjuntamente com seu pai, Ptolemeu XII Neos Dionisos, e mais tarde com seus irmãos, Ptolomeu XIII e Ptolomeu XIV, com quem se casou como por costume egípcio, mas, eventualmente, ela tornou-se o único governante. Como faraó, ela consumou uma ligação com Júlio César, que solidificou sua permanência no trono. Mais tarde, ela elevou seu filho com César, Cesarião, para co-regente em nome.
Cleópatra foi uma grande negociante, estratega militar, falava seis idiomas e conhecia filosofia, literatura e arte gregas.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
[1749.] A imagem santa
Virgem do Leite
Josefa de Obidos
(1630 - 1684)
É natural a devoção popular venerar estátuas de santos e santas, procurando intervenção divina e invocando o pedido de graças. Muitas vezes as pessoas confundem a imagem com o representado e acham que é a imagem que tem o poder da intermediação divina, dando ao objecto-estátua propriedades que ele efectivamente não tem nem pode ter... Vemos as nossas igrejas cheias de imagens milagrosas.
O que nem sempre é fácil de encontrar (eu pelo menos conheço apenas um caso) é a veneração de um quadro a óleo, de uma imagem pintada num quadro. O caso que conheço é uma representação da Virgem do Leite (uma representação de Maria, mãe de Jesus, amamentando o filho, acompanhada de São José que segura uma cruz que o bebé parece acolher).
Esta pintura é da importante pintora hispano-portuguesa Josefa de Ayala Figueira, uma pintora seiscentista que nasceu em Sevilha e morreu em Óbidos e que assinava os seus quadros como José Fadobidos, para que não se percebesse que não era um homem.
Este quadro, muito venerado (como se pode ver na fotografia) está numa zona adjacente a uma importante capela do concelho da Mealhada. Não identifico o lugar para não ser acusado de divulgar o que os proprietários não divulgam e que poderá suscitar a curiosidade dos amigos do alheio...
Afinal a pintura pode ser sagrada!
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
[1748.] 28 de agosto de 1963
"I Have A Dream"
50th Anniversary Celebration
No dia 28 de agosto de 1963, há 50 anos, Martin Luther King foi o grande protagonista da chamada Marcha sobre Washington, que juntou 250 mil pessoas em frente ao Lincoln Memorial, em nome da defesa dos Direitos Civis da população americana. Nesse dia, nessa ocasião, Luther King enunciaria a celebre frase "I have a dream" (Eu tenho um sonho).
A sociedade americana sempre foi tremendamente hipócrita. Enquanto se proclamava a terra dos bravos e dos livres, tinha uma política de segregação racial que não lembrava aos países mais subdesenvolvidos. Ao mesmo tempo que recebia os sobreviventes do holocausto judeu tratava os negros como um povo inferior.
Cinquenta anos passados, a União americana é governada por um afrodescendente, mas será que isso significa que o sonho de Luther King se concretizou?
Será que na América e no mundo ocidental somos todos iguais, todos somos criados iguais?
Será?
[1745.] Lido
Li, nos últimos dias, a primeira encíclica do Papa Francisco (e simultaneamente a última de Bento XVI), Lumen Fidei - Luz da Fé. Apesar de o tema, a Fé, ser muito mais complexo do que os temas das três anteriores encíclicas (Deus Caritat Est - Deus é Amor, sobre o "Amor Cristão". Spe Salvi - Salvos na Esperança, sobre a "Esperança Cristã", Caritat in veritate - A Caridade na Verdade, sobre "o Desenvolvimento Integral na Caridade e na Verdade"), achei este texto muito mais simples, muito mais acessível, muito mais próximo. Não terá sido indiferente o estilo do escrevedor.
As quatro encíclicas papais parecem completar uma triologia alargada e enunciada na Epístola de São Paulo aos Coríntios: «Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.» 1 Coríntios 13:13
«Assim, o dinamismo de fé, esperança e caridade (cf. 1 Ts 1, 3; 1 Cor 13, 13) faz-nos abraçar as preocupações de todos os homens, no nosso caminho rumo àquela cidade, "cujo arquitecto e construtor é o próprio Deus" (Heb 11, 10), porque "a esperança não engana" (Rm 5, 5).
Unida à fé e à caridade, a esperança projecta-nos para um futuro certo, que se coloca numa perspectiva diferente relativamente às propostas ilusórias dos ídolos do mundo, mas que dá novo impulso e nova força à vida de todos os dias. Não deixemos que nos roubem a esperança, nem permitamos que esta seja anulada por soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam no caminho, que "fragmentam" o tempo transformando-o em espaço. O tempo é sempre superior ao espaço: o espaço cristaliza os processos, ao passo que o tempo projecta para o futuro e impele a caminhar na esperança.»
AQUI... ainda
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
[1744.] O Miguel faz hoje um ano!
«On Top of the World»
Imagine Dragons
'Night Visions'
2013
O meu afilhado Miguel faz hoje um ano. O dia em que nasceu foi muito especial. O pai ligou-me logo de manhã, pouco tempo depois de ele ter nascido. Eu estava de saída, para ir fazer o jornal da Mealhada em dia de folga no restaurante. A Inês ainda estava em causa e ficámos os dois muito contentes. Desliguei o telefone e fui ver no meu caderno preto d' 'o fio dos dias' as efemérides do dia 27 de agosto. O Miguel nasceu sob o signo de Virgem, no Dia de Santa Mónica, padroeira das mães, 2563 anos depois de Confúcio, 242 anos depois de Hegel, 102 anos depois de Agnes Gonxha Bojaxhiu, a madre Teresa de Calcutá. Miguel será, então, um Príncipe da Paz.
Avisado o pai dos bons augúrios, viveu-se um dia de grande ansiedade, atenuada pelo momento em que chegou a primeira fotografia, via telemóvel.
Esta música é a canção da hora da papa e do banho do Miguel... numa tradução livre da sua mãe, que entoa a melodia com grande mestria numa hora de animação, o 'top of the world' anuncia tempos de festa...
Não podendo estar hoje com o Miguel. Fica a música dele, para atenuar saudades...
Se amares alguém,
O melhor será dizeres-lho quanto antes.
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Miguel
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
[1743.] É Hilário, fadista, em 1932, no Choupal
É Hilário, fadista. Não é o Augusto do Fado. É o ti'Hilarito de Sernadelo.
É o meu avô, em 1932, no Choupal, de Coimbra, do Hilário, Augusto.
Não era grande guitarrista (nem tão bom músico como o irmão Alexandre), mas dava uns toques... era um curioso, um galã, que de dia era caixeiro no Arnado e à noite acompanhava uns doutores na gandaia. Gostava do copito, era uma jovem. Nesta altura tinha 27 anos. Faltariam dez para regressar a casa, a Sernadelo, para ajudar o cunhado a construir um império!
Não era grande guitarrista (nem tão bom músico como o irmão Alexandre), mas dava uns toques... era um curioso, um galã, que de dia era caixeiro no Arnado e à noite acompanhava uns doutores na gandaia. Gostava do copito, era uma jovem. Nesta altura tinha 27 anos. Faltariam dez para regressar a casa, a Sernadelo, para ajudar o cunhado a construir um império!
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domingo, 25 de agosto de 2013
[1742.] Learn
sábado, 24 de agosto de 2013
[1741.] Malhas que o Império tece...
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
[1740.] De quem é a culpa?
O país está chocado com a terceira morte de bombeiros, em combate, em quinze dias. Perante o primeiro morto, em 4 de agosto, António Nuno Ferreira, quarenta e quatro anos, filhos menores, ouviu-se solidariedade, falou-se em acidente, compreendeu-se que há um risco que os bombeiros aceitam correr quando, voluntariamente, abraçam esta causa. Um risco que nem sempre corre bem. Quando, a 15 de agosto, se soube da morte de Pedro Rodrigues, solteiro, sentiu-se a angústia, acentuou-se a perda. Ontem, a morte de uma bombeira de 22 anos, com uma filha de quatro anos, instalou-se o choque e a revolta. Compreende-se.
Hoje a pergunta impõe-se:
De quem é a culpa de tantos fogos e de tantas mortes?
Fizeram-me a pergunta várias vezes hoje. Até de um jornal. A resposta que dei foi simples:
A culpa é minha!
Poderia responder que a culpa é da falta de meios. Podia, mas a verdade é que, apesar do completo desinvestimento do Estado, as associações de bombeiros voluntários, com o apoio das autarquias, o sacrifício dos próprios bombeiros e a solidariedade das populações, têm conseguido, de uma forma geral, adquirir viaturas e materiais no sentido do combate aos incêndios florestais em Portugal ser eficiente.
Poderia responder que a culpa é da falta de condições dos bombeiros. Podia, mas a verdade é que, apesar de por exemplo estar a decorrer um concurso público para a compra de equipamentos de protecção individual desde janeiro, com financiamento comunitário e de esse concurso ter sido anulado várias vezes porque foi mal feito pelo Governo, tem sido possível dar à maior parte dos bombeiros protecção condigna, especialmente para os mais operacionais.
Poderia dizer-se que a culpa é da falta de conhecimentos ou preparação dos bombeiros. Podia, mas a verdade é que apesar de a Escola Nacional de Bombeiros não estar a dar a formação necessária e na quantidade que as corporações precisam, e de até as promoções estarem todas paradas porque não há respostas, os bombeiros portugueses - muitas vezes com um saber de experiência feito -, de uma forma geral, não estão impreparados.
Poderia dizer-se que a culpa é da falta de legislação regulamentar sobre a floresta. Podia, mas a verdade é que, apesar de o Estado ser o proprietário florestal mais negligente que existe e de as suas matas estarem ao abandono, a legislação existe - quanto a perimetros de segurança, por exemplo, não há é quem a cumpra e quem a faça cumprir. A GNR, nesse dominio é perfeitamente incompetente e os tribunais perfeitamente irresponsáveis e desajustados da situação do país.
Poderia dizer-se que a culpa é da falta de legislação penal. Podia, mas a verdade é que, apesar de o regime de prisão preventiva e da aplicação de outras medidas de segurança aos incendiários não ser suficientemente persuasora, muitos dos incendiários são pessoas doentes e o problema não está em prende-los, está em tê-los internados ou debaixo de olho, especialmente nesta altura do ano.
No fundo,
A culpa é minha, que herdei pinhais e que há anos que não vou lá. Pinhais que não mando limpar, cujas extremas nem sequer conheço. Pinhais com árvores que crescem, caem, apodrecem e ardem e eu nem disso tenho reflexo.
Os juízes são fracos, os GNR são moles, há pessoas doentes em liberdade a meter fogos por vingança, por diversão - para verem o movimento, a adrenalina e o espectáculo de carros e aviões -, há governantes e políticos irresponsáveis, há bombeiros aventureiros, há isso tudo.
Mas só quando eu tiver consciência de que a floresta arde porque eu, como proprietário, nada faço, é que o problemas dos fogos florestais em Portugal deixa de ser letal.
Em Portugal mata-se por causa de uma extrema de um terreno. Há tribunais completamente entupidos por causa de partilhas de terras. Mas os portugueses querem os terrenos para fingir que são proprietários. Mas a verdade é que não são, porque não cuidam, não tratam e ainda acham injusto serem multados por serem irresponsáveis.
A Ana Rita morreu, o António morreu, o Pedro morreu. E o culpado sou eu!
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[1739.] Já há demasiados heróis nos cemitérios.
Ana Rita Abreu Pereira
Bombeira de 2.ª - BV Alcabideche
(1989-2013)
Há um número crescente de mulheres bombeiras em Portugal. Há quem concorde, há quem discorde, há quem não se aperceba, há não se queira aperceber. Há quarteis novos sem camaratas femininas, há corporações com grupos de mulheres organizadas e associadas. A bombeira que morreu ontem era uma das muitas mulheres bombeiras em Portugal.
Terá ido com a mesma vontade com que as bombeiras (e os bombeiros também) da Mealhada pedem para ir para fogos e incorporar Grupos de Reforço noutras paragens. Terá tido o sentimento de boa adrenalina que todos os bombeiros sentem e terá ido, disponível, voluntária, de Alcabideche para Tondela, como foram os Bombeiros da Mealhada. A Ana Rita terá subido de Alcabideche para Tondela, os bombeiros da Mealhada, que estavam em Castro Daire, desceram até ao Caramulo.
Mas o pior aconteceu. Não se sabe porquê. Para já. Não se sabe se há mais culpados - para além dos animais que, ao que tudo indica, atearam os fogos que lavram naquela serra há mais de cinquenta horas. Mas a Ana Rita junta-se à lista onde já se encontrava António Nuno Ferreira e Pedro Rodrigues. Deixa uma filha de quatro anos que daqui a dez já não se lembrará da mãe. Deixa uma corporação em sofrimento. Deixa uma comunidade em dor. Deixa um país de luto. Infelizmente, não deixa os estupores que atearam os fogos na prisão, nem sequer os deixará incomodados.
Foram os bombeiros da Mealhada que foram recolher o cadáver da Ana Rita no sítio onde pereceu. Um cadáver "que parecia um tronco queimado", nas palavras dos nossos homens. Um cadáver, irreconhecível, de alguém que morreu no campo de batalha. Os que ficam, os que sofrem, os queimados, os que estiveram lá, guardarão a memória de um modo de vida arriscado ao serviço dos outros.
Para mim, fica a convicção: Já há demasiados heróis nos cemitérios.
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[1738.] Paisagens do meu quotidiano_8
Outra vez a mesma paisagem [1727.]. Não por que seja bonita. Não por que seja inspiradora. Mas por que infelizemente se repete. E repete-se por terceira vez em 18 dias.
«Desde
1980, morreram 218 bombeiros em Portugal, enquanto estavam em serviço.
Destes, 105 perderam a vida em incêndios florestais. Este mês contam-se
já três bombeiros mortos na combate a fogos ou na sequência de
ferimentos graves. Para além da bombeira
que ontem faleceu em Tondela, no dia 15 um bombeiro morreu num incêndio
na Covilhã. No dia 1 deste mês, três homens dos voluntários de Miranda
do Douro ficaram feridos com gravidade, e um deles acabaria por morrer a
4 de Agosto, no Hospital da Prelada, no Porto.»
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
[1737.] Paisagens do meu quotidiano_7
Casa do Sal, em Coimbra. É daqui que mando a SMS à Inês a dizer que estou a chegar. A mensagem diz, simplesmente, Casa do Sal.
É código...
É código...
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[1736.] "Sem o gato o rato não têm limites"*
O Museu Hermitage, em Sampetersburgo, na Rússia, tem, desde 1774 um batalhão de gatos (actualmente são cerca de 70) que protege o museu dos ratos que possam destruir as obras de arte. Os gatos podem ser 'adoptados' (odeio a expressão) pelos amigos do museu e, recentemente, "a pedido da revista do museu, o artista gráfico Eldar Zakirov, imortalizou 6 destes
senhores gatos, num conjunto de imagens inspiradas nas obras de
retratistas clássicos russos, do séc. XVIII e XIX, tais como Orest Kiprensky e Ilya Repin, utilizando ao mesmo tempo, uma técnica mais variada, numa aproximação aos mestres contemporâneos.
Os "escolhidos" foram sugeridos por Maria Haltunen, a encarregada principal dos felinos do museu, e segundo Eldar Zakirov, este tentou manter-se o mais próximo possível da verdadeira identidade destes animais e das suas características individuais: "as manchas do seu focinho, a forma das orelhas, o comprimento do pêlo”. Até mesmo a roupa foi escolhida cuidadosamente por um curador do museu no departamento do traje".
* Provérbio russo
Os "escolhidos" foram sugeridos por Maria Haltunen, a encarregada principal dos felinos do museu, e segundo Eldar Zakirov, este tentou manter-se o mais próximo possível da verdadeira identidade destes animais e das suas características individuais: "as manchas do seu focinho, a forma das orelhas, o comprimento do pêlo”. Até mesmo a roupa foi escolhida cuidadosamente por um curador do museu no departamento do traje".
* Provérbio russo
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
[1735.] Se eu mandasse
Se eu mandasse, nenhum português poderia ser eleito ou nomeado para um cargo político nacional sem ler este livro.
Não é um compêndio de história. Também não um pangírico auto-elogioso. Trata-se de uma obra simples, clara, fácil de ler, que enuncia uma tese também ela clara e simples: Portugal é um projecto político claro e transparente, construído através de uma conjugação de esforços múltipla que se superou e reinventou várias vezes sempre numa perspectiva de exteriorização, de convívio e serviço ao Outro. No fundo, não conseguiriamos viver sozinhos...
aconselho.
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[1734.] (In)Justa e (in)Elegível
Esta
trapalhada da declaração de elegibilidade ou não de certos candidatos a
autarcas - num tribunal são aceites só porque ninguém se queixou, ou
quem se queixou não tinha 'legitimidade' por não ser candidato, e noutro
tribunal já não são aceites - revela, mais uma vez, a completa falência
do sistema político português. Revela a incompetência dos partidos
políticos - que preferiram refugiar-se em equívocos para não tomar uma
decisão clara -, do sistema de justiça - com decisões a bel-prazer dos
sacerdotes impreparados que nunca são responsabilizados pelas decisões
que tomam -, e dos cidadãos - que assistem ao fogo no paiol impávidos e
serenos.Ontem em Coimbra, dois candidatos à União de Freguesias de Santa Clara Castelo Viegas, de dois partidos diferentes, foram considerados inelegíveis. O mesmo tribunal declarou elegíveis outros cinco candidatos que estão exactamente nas mesmas circunstâncias. A diferença? Em Santa Clara/Castelo Viegas houve um Movimento Independente que reclamou e nos outros cinco sítios... não. Compreende-se?
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[1733.] Paisagens do meu quotidiano_6
A nova sede do Jornal da Mealhada não me é um sitio indiferente... ainda me é esquisito ali entrar, porque tenho alguma nostalgia da sede antiga - onde trabalhei durante oito anos, onde vivi grandes angústias e decisões, onde na porta de entrada estaria uma frase do Dante "Lasciate ogni speranza voi qui entrati" (sugestão do Professor Santos) -. Mas enfim, é a vida. Neste sitio, como diz a Cila, a minha foto está na parede dos diretores (quase todos mortos...) é um sitio especial...
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
[1732.] Paisagens do meu quotidiano_5
Faz hoje 222 dias que tomei posse como presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada.
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[1731.] Marti dies... em dias de neura
U2 - Beautiful Day
All That You Can't Leave Behind
You thought you'd found a friend/ To take you out of this place
Há quem diga que sou estupidamente optimista... mas nem todos os dias... há dias de neura... em que vale a pena curtir a fossa!
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
[1730.] Lunae dies... no Dia Mundial da Fotografia
12 de junho de 2010
Não é meu costume colocar nas minhas redes sociais grandes lamechices ou coisas que digam respeito a outras pessoas, que pese embora me sejam próximas, não foram chamadas a opinar sobre se devia colocar ou não dados delas ou imagens. Costumo colocar muitas imagens de pessoas que me são muito queridas - afilhados, por exemplo - mas raramente os identifico a ponto de poderem ser perfeitamente "identificáveis" passo o pleonasmo...
Hoje, Lunae dies, Dia da Lua e da imagem n'o fio dos dias, Dia Mundial da Fotografia, também, decidi meter uma imagem de um momento muito importante da minha vida. A foto mais bonita do meu casamento - assim me parece - é quase aristocrática e gosto muito dela, tirada num lugar que me diz muito, o bisneto do carpinteiro do Palace, sobe a escadaria como se fosse um membro da realeza.
Foi um dia muito importante para mim porque optei por transformar a minha vida ao lado de outra pessoa. Uma pessoa a quem, deliberadamente, decidi dedicar-me de corpo e alma. Uma pessoa que gosta de mim e de quem gosto muito. Uma pessoa que transformou a minha vida ao aceitar-me como sou - com as qualidades e os defeitos (e especialmente estes).
Uma imagem que é um gesto de amor. Espero que a Princesa não me leve a mal!
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domingo, 18 de agosto de 2013
[1729.] Paisagens do meu quotidiano_4
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[1728.] Solis Dies... o Ovo ou a Galinha?
sábado, 17 de agosto de 2013
[1727.] Paisagens do meu quotidiano_3
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[1726.] Saturni dies
[1725.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #13
17 de agosto de 2013
Francesc é catalão. Chegou aqui ao fim da tarde, já muito depois daquela hora a que normalmente chegam os peregrinos. É um homem de meia idade, e em vez da mochila, às costas, trazia uma especie de carrinho onde transporta a pouca bagagem que traz desde Sagres. Exactamente, desde Sagres, onde começou há catorze dias.
Diz que não sabe se chega a Santiago. Confessa - enquanto lhe passo as milhentas fotografias do cartão de memória para uma pendrive - que o objectivo passa primeiro por atravessar Portugal e depois por abraçar o apóstolo.
Para além da simbologia de Sagres - do extremo sul da Ibéria - Francesc assevera que quis seguir um roteiro de afectos. Não me explicou porque fez questão de ir a Miróbriga (Santiago do Cacém), nem a Conimbriga, mas emocionou-se ao referir-me que teria mesmo de ir a Grândola. Que toda a vida tinha sonhado ir a Grândola, a vila morena.
"Porque, infelizmente, morreram os dois na cama!" dizia-me Francesc, referindo-se à coincidência de António e Francisco - não lhes chamou Salazar e Franco - terem morrido de velhos, de velhice, passivos, na cama e não "na ponta de uma espingarda, à frente de um pelotão de fuzilamento".
Falou-me como se Grândola fosse o sitio mais importante de Portugal - assim é para ele. E eu lembrei-me que não sei se alguma vez fui a Grândola. Porque para mim, o Grândola - a contrasenha - é a vila alentejana sem o ser... é o simbolo que se distancia do objecto que lhe dá corpo...
Não contei a Francesc que a primeira vez que José Afonso cantou "Grândola, vila morena" em público foi, exactamente, em Santiago de Compostela, em 10 de maio de 1972. Talvez valesse a pena acabar no Obradoiro o roteiro de afectos do catalão.
Francesc é catalão. Chegou aqui ao fim da tarde, já muito depois daquela hora a que normalmente chegam os peregrinos. É um homem de meia idade, e em vez da mochila, às costas, trazia uma especie de carrinho onde transporta a pouca bagagem que traz desde Sagres. Exactamente, desde Sagres, onde começou há catorze dias.
Diz que não sabe se chega a Santiago. Confessa - enquanto lhe passo as milhentas fotografias do cartão de memória para uma pendrive - que o objectivo passa primeiro por atravessar Portugal e depois por abraçar o apóstolo.
Para além da simbologia de Sagres - do extremo sul da Ibéria - Francesc assevera que quis seguir um roteiro de afectos. Não me explicou porque fez questão de ir a Miróbriga (Santiago do Cacém), nem a Conimbriga, mas emocionou-se ao referir-me que teria mesmo de ir a Grândola. Que toda a vida tinha sonhado ir a Grândola, a vila morena.
"Porque, infelizmente, morreram os dois na cama!" dizia-me Francesc, referindo-se à coincidência de António e Francisco - não lhes chamou Salazar e Franco - terem morrido de velhos, de velhice, passivos, na cama e não "na ponta de uma espingarda, à frente de um pelotão de fuzilamento".
Falou-me como se Grândola fosse o sitio mais importante de Portugal - assim é para ele. E eu lembrei-me que não sei se alguma vez fui a Grândola. Porque para mim, o Grândola - a contrasenha - é a vila alentejana sem o ser... é o simbolo que se distancia do objecto que lhe dá corpo...
Não contei a Francesc que a primeira vez que José Afonso cantou "Grândola, vila morena" em público foi, exactamente, em Santiago de Compostela, em 10 de maio de 1972. Talvez valesse a pena acabar no Obradoiro o roteiro de afectos do catalão.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
[1724.] Paisagens do meu quotidiano_2
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[1723.] Gestos de cidadania
A exemplo do que já fiz em 2009 - [829.], [838.], [839.], [837.] e [AQUI.] - tenho-me dedicado, nesta pre-campanha autárquica 2013, a fotografar outdoors de campanha eleitoral e enviar as fotos para o blogue www.imagensdecampanha.blogs.sapo.pt . Trata-se de um prazer e de um gesto que considero ser (também) de cidadania.
Enviei, então, o seguinte:
MEALHADA [01.agosto] - Apenas fotos = PS + Coligação 'Juntos Pelo Concelho da Mealhada' (1.ª fase)
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/81243.html - com análise de Virginia Coutinho
[18.agosto] - Apenas fotos = Coligação 'Juntos Pelo Concelho da Mealhada' (2.ª fase)
Ainda não publicado
AGUEDA
[09.agosto] - Apenas fotos = PS + PSD/CDS
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/81755.html - com análise de Rodrigo Saraiva
[18.agosto] - Apenas fotos = PSD/CDS (2.ª fase)
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/83643.html - com análise de Rodrigo Saraiva
ANADIA - Apenas fotos = PS + PSD + CDS + MIAP
Ainda não publicado
Depois de ter enviado algumas fotos, Rodrigo Saraiva, um dos dinamizadores do blogue, lançou-me o desafio de eu próprio comentar os outdoors que fotografei... como não podia deixar de ser, aceitei...
CANTANHEDE
[14.agosto] - Fotos e comentário = PS + PSD
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/83176.html - com análise minha
[18.agosto] - Fotos e comentário = CDS-PP
Publicado: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/84289.html - com análise de Rodrigo Saraiva
MIRA -
[14.agosto] - Fotos e comentário = PS + MAR
Ainda não publicado
[18.agosto] - Fotos e comentário = PSD
Ainda não publicado
ALBERGARIA-A-VELHA - Fotos e comentário = PS + PSD + CDS
Ainda não publicado
COIMBRA - Fotos e comentário = PSD/MPT/PPM; Fotos = CDS + PS
Ainda não publicado
[Actualização em 27.08.13]
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
[1722.] Paisagens do meu quotidiano_1
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
[1720.] Palavras ditas
Sobre o vandalismo à estátua do Cónego Melo, um comentário simples, no mural de José Adelino Maltez:
«A democracia dos falsos democratas grita por todos os poros. E grita sempre pela intolerância, pela justiça dos vencedores, pelos recalcamentos de quem diz ser o que nunca foi.»
«A democracia dos falsos democratas grita por todos os poros. E grita sempre pela intolerância, pela justiça dos vencedores, pelos recalcamentos de quem diz ser o que nunca foi.»
[1719.] O que for...
domingo, 11 de agosto de 2013
[1718.] É bom quando o destino se cumpre...
Em 14 de agosto de 2007, no final da primeira peregrinação a Compostela, no caminho português, cortámos esta nota em dois e celebrou-se o compromisso de a juntar, na Irlanda, para pagar duas Guiness. 2161 dias depois, no The Celts, em Dublin, as duas metades voltaram a reunir-se. É bom quando o destino se cumpre... apesar de sermos já, 2161 dias passados, pessoas diferentes!
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
sábado, 3 de agosto de 2013
[1715.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #12
3 de Agosto de 2013
Provêm, normalmente, do norte ou do centro da Europa. Ou muito jovens ou de idade já provecta. Aos casais. Ontem eram duas duplas. Uma de holandeses e outra de alemães. Ainda de mochila às costas, sem sequer a tirar, pediram duas cervejas. Sagres ou Super Bock? O que importa?
Beber é prioridade. Só depois visitam o alojamento.
Soneca feita, banho tomado, regressam para pôr a escrita em dia. Estudar percurso do dia seguinte, com cerveja, e jantar o "traditional". Com mais cerveja. A noite termina invariavelmente com uma alegre polémica ou geográfica, ou histórica... ontem foi linguistica do obrigadO e do obrigadA e do arigatô.
É bonito de assistir, a continuidade na diversidade. Todos diferentes, mas no intimo, todos iguais. A todos brilham os olhos na hora de ir para a cama, depois do Porto de Honra com que celebram o final da jornada.
Provêm, normalmente, do norte ou do centro da Europa. Ou muito jovens ou de idade já provecta. Aos casais. Ontem eram duas duplas. Uma de holandeses e outra de alemães. Ainda de mochila às costas, sem sequer a tirar, pediram duas cervejas. Sagres ou Super Bock? O que importa?
Beber é prioridade. Só depois visitam o alojamento.
Soneca feita, banho tomado, regressam para pôr a escrita em dia. Estudar percurso do dia seguinte, com cerveja, e jantar o "traditional". Com mais cerveja. A noite termina invariavelmente com uma alegre polémica ou geográfica, ou histórica... ontem foi linguistica do obrigadO e do obrigadA e do arigatô.
É bonito de assistir, a continuidade na diversidade. Todos diferentes, mas no intimo, todos iguais. A todos brilham os olhos na hora de ir para a cama, depois do Porto de Honra com que celebram o final da jornada.
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[1714.] Palavras ditas
Mensagem aos participantes no XIII Regional de Coimbra, o 7.º Jambeiras
Irmãos Lobitos, exploradores e moços, pioneiros e marinheiros, caminheiros e companheiros de Coimbra
Dentro de poucas horas começa o 13.º Acampamento Regional, conhecido como Jamboree das Beiras, ou Jambeiras. Trata-se do momento alto de um percurso da região que, em fraternidade, trilhamos de quatro em quatro anos.
Desejo-vos a todos os que participam nesta actividade uma Boa Caça. Apelo a que vivam com a maior das intensidades todas as actividades que os dirigentes prepararam para vocês e que devem ser vistos como desafios que vocês podem e devem saber e querer ultrapassar.
Todos nós precisamos de “Dar cor ao nosso futuro”, porque os que nos tentam convencer de que o futuro é cinzento, não conhecem a alegria de ser escuteiro e a esperança que reside nas nossas gargalhadas. Acreditem que é no convívio com os irmãos que encontramos a cor maior, que é a comunhão e o Amor que Jesus nos incentiva a ter com os que nos são mais próximos. Sejam pacientes, arrojados, ambiciosos e alegres. Procurem ser testemunho e exemplo. Tentem estar disponíveis para servir e ajudar os que vos rodeiam.
Um acampamento de escuteiros, como é o nosso 13.º Regional, é uma cidade de lona. Uma cidade de rapazes e raparigas alegres e felizes que querem estender essa maneira diferente de ser e estar a todo o mundo.
Divirtam-se. Boa Caça!
Nuno Castela Canilho
Secretário Regional do Programa Educativo
Lobo Irmão
Irmãos Lobitos, exploradores e moços, pioneiros e marinheiros, caminheiros e companheiros de Coimbra
Dentro de poucas horas começa o 13.º Acampamento Regional, conhecido como Jamboree das Beiras, ou Jambeiras. Trata-se do momento alto de um percurso da região que, em fraternidade, trilhamos de quatro em quatro anos.
Desejo-vos a todos os que participam nesta actividade uma Boa Caça. Apelo a que vivam com a maior das intensidades todas as actividades que os dirigentes prepararam para vocês e que devem ser vistos como desafios que vocês podem e devem saber e querer ultrapassar.
Todos nós precisamos de “Dar cor ao nosso futuro”, porque os que nos tentam convencer de que o futuro é cinzento, não conhecem a alegria de ser escuteiro e a esperança que reside nas nossas gargalhadas. Acreditem que é no convívio com os irmãos que encontramos a cor maior, que é a comunhão e o Amor que Jesus nos incentiva a ter com os que nos são mais próximos. Sejam pacientes, arrojados, ambiciosos e alegres. Procurem ser testemunho e exemplo. Tentem estar disponíveis para servir e ajudar os que vos rodeiam.
Um acampamento de escuteiros, como é o nosso 13.º Regional, é uma cidade de lona. Uma cidade de rapazes e raparigas alegres e felizes que querem estender essa maneira diferente de ser e estar a todo o mundo.
Divirtam-se. Boa Caça!
Nuno Castela Canilho
Secretário Regional do Programa Educativo
Lobo Irmão
domingo, 28 de julho de 2013
[1713.] Ide, sem medo, para Servir!
IDE, SEM MEDO, PARA SERVIR
Disse-nos o Papa Francisco, hoje de manhã, na Missa do Envio, na Jornada Mundial da Juventude.
Homilia do Papa Francisco
Santa Missa pela XXVIII Jornada Mundial da Juventude
Rio de Janeiro
Domingo, 28 de julho de 2013
Venerados e amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos jovens!
«Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: «Foi bom participar nesta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.
1. Ide. Durante estes dias, aqui no Rio, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus e de encontrá-lo juntos, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).
Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem sim; mas não nasce da vontade de domínio ou de poder, nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e nos deu não somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como homens livres, amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.
Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nós mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.
De forma especial, queria que este mandato de Cristo -”Ide” – ressoasse em vocês, jovens da Igreja na América Latina, comprometidos com a Missão Continental promovida pelos Bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o evangelho!» (1Co 9,16). Este Continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muito fruto. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!
2. Sem medo. Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias, um jovem como vocês, quando foi chamado por Deus para ser profeta. Acabamos de escutar as suas palavras: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo… pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!
«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus não nos deixa sozinhos, nunca lhes deixa sozinhos! Sempre acompanha a vocês!
Além disso, Jesus não disse: «Vai», mas «Ide»: somos enviados em grupo. Queridos jovens, sintam a companhia de toda a Igreja e também a comunhão dos Santos nesta missão. Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos. Jesus não chamou os Apóstolos para viver isolados, chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade. Queria dar uma palavra também a vocês, queridos sacerdotes, que concelebram comigo esta Eucaristia: vocês vieram acompanhando os seus jovens, e é uma coisa bela partilhar esta experiência de fé! Mas esta é uma etapa do caminho. Continuem acompanhando os jovens com generosidade e alegria, ajudem-lhes a se comprometer ativamente na Igreja; que eles nunca se sintam sozinhos!
3. A última palavra: para servir. No início do salmo proclamado, escutamos estas palavras: «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.
São Paulo, na leitura que ouvimos há pouco, dizia: «Eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível» (1 Cor 9, 19). Para anunciar Jesus, Paulo fez-se «escravo de todos». Evangelizar significa testemunhar pessoalmente o amor de Deus, significa superar os nossos egoísmos, significa servir, inclinando-nos para lavar os pés dos nossos irmãos, tal como fez Jesus.
Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém.
Disse-nos o Papa Francisco, hoje de manhã, na Missa do Envio, na Jornada Mundial da Juventude.
Santa Missa pela XXVIII Jornada Mundial da Juventude
Rio de Janeiro
Domingo, 28 de julho de 2013
Venerados e amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos jovens!
«Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Com estas palavras, Jesus se dirige a cada um de vocês, dizendo: «Foi bom participar nesta Jornada Mundial da Juventude, vivenciar a fé junto com jovens vindos dos quatro cantos da terra, mas agora você deve ir e transmitir esta experiência aos demais». Jesus lhe chama a ser um discípulo em missão! Hoje, à luz da Palavra de Deus que acabamos de ouvir, o que nos diz o Senhor? Três palavras: Ide, sem medo, para servir.
1. Ide. Durante estes dias, aqui no Rio, vocês puderam fazer a bela experiência de encontrar Jesus e de encontrá-lo juntos, sentindo a alegria da fé. Mas a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).
Mas, atenção! Jesus não disse: se vocês quiserem, se tiverem tempo, mas: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Partilhar a experiência da fé, testemunhar a fé, anunciar o Evangelho é o mandato que o Senhor confia a toda a Igreja, também a você. É uma ordem sim; mas não nasce da vontade de domínio ou de poder, nasce da força do amor, do fato que Jesus foi quem veio primeiro para junto de nós e nos deu não somente um pouco de Si, mas se deu por inteiro, deu a sua vida para nos salvar e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. Jesus não nos trata como escravos, mas como homens livres, amigos, como irmãos; e não somente nos envia, mas nos acompanha, está sempre junto de nós nesta missão de amor.
Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos, e não apenas para alguns. Não é apenas para aqueles que parecem a nós mais próximos, mais abertos, mais acolhedores. É para todas as pessoas. Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor.
De forma especial, queria que este mandato de Cristo -”Ide” – ressoasse em vocês, jovens da Igreja na América Latina, comprometidos com a Missão Continental promovida pelos Bispos. O Brasil, a América Latina, o mundo precisa de Cristo! Paulo exclama: «Ai de mim se eu não pregar o evangelho!» (1Co 9,16). Este Continente recebeu o anúncio do Evangelho, que marcou o seu caminho e produziu muito fruto. Agora este anúncio é confiado também a vocês, para que ressoe com uma força renovada. A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que lhes caracterizam! Um grande apóstolo do Brasil, o Bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!
2. Sem medo. Alguém poderia pensar: «Eu não tenho nenhuma preparação especial, como é que posso ir e anunciar o Evangelho»? Querido amigo, esse seu temor não é muito diferente do sentimento que teve Jeremias, um jovem como vocês, quando foi chamado por Deus para ser profeta. Acabamos de escutar as suas palavras: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Deus responde a vocês com as mesmas palavras dirigidas a Jeremias: «Não tenhas medo… pois estou contigo para defender-te» (Jr 1,8). Deus está conosco!
«Não tenham medo!» Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai à nossa frente e nos guia. Ao enviar os seus discípulos em missão, Jesus prometeu: «Eu estou com vocês todos os dias» (Mt 28,20). E isto é verdade também para nós! Jesus não nos deixa sozinhos, nunca lhes deixa sozinhos! Sempre acompanha a vocês!
Além disso, Jesus não disse: «Vai», mas «Ide»: somos enviados em grupo. Queridos jovens, sintam a companhia de toda a Igreja e também a comunhão dos Santos nesta missão. Quando enfrentamos juntos os desafios, então somos fortes, descobrimos recursos que não sabíamos que tínhamos. Jesus não chamou os Apóstolos para viver isolados, chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade. Queria dar uma palavra também a vocês, queridos sacerdotes, que concelebram comigo esta Eucaristia: vocês vieram acompanhando os seus jovens, e é uma coisa bela partilhar esta experiência de fé! Mas esta é uma etapa do caminho. Continuem acompanhando os jovens com generosidade e alegria, ajudem-lhes a se comprometer ativamente na Igreja; que eles nunca se sintam sozinhos!
3. A última palavra: para servir. No início do salmo proclamado, escutamos estas palavras: «Cantai ao Senhor Deus um canto novo» (Sl 95, 1). Qual é este canto novo? Não são palavras, nem uma melodia, mas é o canto da nossa vida, é deixar que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, é ter os seus sentimentos, os seus pensamentos, as suas ações. E a vida de Jesus é uma vida para os demais. É uma vida de serviço.
São Paulo, na leitura que ouvimos há pouco, dizia: «Eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível» (1 Cor 9, 19). Para anunciar Jesus, Paulo fez-se «escravo de todos». Evangelizar significa testemunhar pessoalmente o amor de Deus, significa superar os nossos egoísmos, significa servir, inclinando-nos para lavar os pés dos nossos irmãos, tal como fez Jesus.
Ide, sem medo, para servir. Seguindo estas três palavras, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe alegria. Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho. Na primeira leitura, quando Deus envia o profeta Jeremias, lhe dá o poder de «extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar» (Jr 1,10). E assim é também para vocês. Levar o Evangelho é levar a força de Deus, para extirpar e destruir o mal e a violência; para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; para construir um mundo novo. Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, lhes acompanhe sempre com a sua ternura: «Ide e fazei discípulos entre todas as nações». Amém.
sábado, 27 de julho de 2013
[1712.] Palavras ditas
DISCURSO DO 86.º ANIVERSÁRIO
DA ASSOCIAÇÃO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA MEALHADA
Saudações
Ontem, 26 de julho, celebrámos o 86.º aniversário da nossa associação. Hoje, aqui, entre amigos, festejamos esse aniversário, em fraternidade e unidade. Obrigado por se terem unido a nós neste dia que até por isso é especial – obrigado aos sócios e antigos diretores, aos autarcas (os presentes e os futuros), aos antigos e aos actuais bombeiros, ao comando, aos nossos familiares e aos amigos de outras associações.
Ontem, 26 de julho, foi dia de Sant'Ana, padroeira da Mealhada. Não terá sido por acaso que os fundadores escolheram o seu dia para criar esta associação. Estabeleceram, assim, uma ligação fortíssima entre a população, que evoca a sua padroeira, e uma associação tão carecida de apoio da população e da sua estima. Como ontem se ouvia na liturgia da solenidade, do Livro de Ben-Sirá: “Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações. Foram homens virtuosos e as suas obras não foram esquecidas”.
Lembremos, por isso, hoje, os que tiveram o rasgo de criar uma associação de Bombeiros com o intimo desígnio de prestar às pessoas um bem tão simples, mas tão essencial que é o da segurança e da assistência na catástrofe e na doença. Nomes como João Saraiva, Augusto Ramalheira e Bernardino Felgueiras não podem deixar de ser referências de altruísmo e abnegação. A história da Mealhada conta-nos que é possível que já em 1916 (ou seja há 96 anos) houvesse bombeiros na Mealhada. Mas festejamos hoje um história de associativismo, de unidade, de congregação de esforços daquela que é a maior associação do concelho da Mealhada, com quase 2700 sócios pagantes e colaborantes. Uma história que se fez de construção de homens e mulheres, mas também de equipamentos, como este quartel, o quinto da associação, que neste ano, em outubro, comemora duas décadas sobre a data da sua inauguração. E na pessoa do Dr. Mário Saraiva, aqui presente, agradecemos a todos os diretores e dirigentes da nossa associação.
Inaugurámos ontem as galerias de fotografias dos presidentes da associação, na sala da direcção, dos comandantes, segundos comandantes e adjuntos de comando, nos respectivos gabinetes, e que convidamos todos a visitar. Preservamos, assim, a memória histórica da associação que é, também, a sua identidade.
Agradecimento é a tónica que eu e a direcção a que presido gostariamos de vos dirigir hoje, nesta ocasião.
Um agradecimento aos sócios – quase três milhares – que cumprem as suas obrigações estatutárias, mas que, muitos deles, vão muito além disso, com donativos, com gestos bonitos como, e perdoem-me o exemplo, do casal que, em vez de dar aos convidados uma lembrança do dia do casamento, entendeu dar aos bombeiros o dinheiro que para isso gastaria.
Um agradecimento, também, às associações do concelho que têm dado mostras de grande solidariedade e que nesta casa têm tido sempre um porto de abrigo e de ajuda. Agradeço, particularmente, à Associação de Aposentados da Bairrada que entendeu entregar-nos a receita do sarau do seu aniversário, e que resultou numa assinalável maquia que será destinada para a compra de uma ambulância de socorro.
Agradecemos, de uma forma muito especial aos amigos voluntários que nos têm ajudado na Tasquinha na Feira de Artesanato e Gastronomia. Obrigado aos bombeiros que deram mostras da sua boa-vontade, aos bombeiros do quadro de honra e do quadro de reserva que demonstraram que continuam a ser peças importantes dentro da associação – e de quem precisamos tanto – e obrigado a todas as pessoas que não sendo bombeiras nem nunca o tendo sido foram incansáveis e solidárias. Obrigado ao senhor Joaquim Ricardo, à dona São, à Dona Lúcia, à Dona Corina, à Dona Dora, à Dona Cila, à Ana Lousada, à Dona Dina Lousada, ao Chefe Peu, ao senhor Carlos Melo, ao comandante Lousada, ao Caló e a todos os bombeiros do quadro activo e funcionários que ajudaram.
Agradecemos aos empresários que têm sido sempre solidários, que nos ajudaram hoje nesta festa, com o lanche que se segue, mas também em tantos outros momentos de partilha e colaboração. E nesse agradecimento, dirijo-me ao Sr. Fernando Duarte, da Fernando Duarte e Filhos, Lda, que é bom exemplo da responsabilidade social que uma empresa pode ter.
Agradecemos aos autarcas, aos presidentes de Junta de Freguesia – não só à Junta da Mealhada, que aqui saúdo através do meu querido amigo comandante do quadro de Honra José Felgueiras, mas a todas elas, que têm dado à nossa associação o carinho e a dimensão do seu alcance e importância. Agradecimento importante que se estende ao municipio da Mealhada, e ao presidente da Câmara Municipal da Mealhada, professor Carlos Cabral, que talvez pelo facto de já ter sido dirigente de uma associação de bombeiros, compreende o nosso trabalho, compreende perfeitamente a nossa missão, e por isso tem sido solidário e colaborante.
Aproveito a oportunidade para me dirigir aos candidatos às próximas eleições autárquicas, a todos eles, e saudo-os através do Dr. Rui Marqueiro e do Sr. António Breda aqui presentes, para lhes dizer que nesta fase da nossa vida colectiva, o esforço de serviço que demonstraram ao candidatar-se, aliado às necessidades da nossa comunidade, são o tempo ideal para construirmos um concelho que se quer sempre mais próspero e fraterno. Os Bombeiros da Mealhada, na promoção do sentimento e garantia de segurança na catástrofe e na doença, estão disponíveis para ajudar, assim o queiram os eleitos, que têm no passado um referencial de colaboração saudável.
Agradeço a colaboração dos órgãos sociais, especialmente do Conselho Fiscal e do seu presidente, o Dr. Bruno Peres, que tem dado um contributo muito importante na continuidade da boa saúde financeira desta casa.
Tenho muita pena, mas não tenho razões para hoje vos deixar palavras de pessimismo ou de grande angústia. Bem sei que nem um discurso é discurso em Portugal se não tiver lamúrias e queixumes, e lamentos e choradinhos. Mas nós não somos assim. Temos as nossas preocupações – que são muitas – mas hoje não é dia de as referir. Herdámos uma associação equilibrada financeiramente. Temos lutado contra os lobis nacionais de transporte de doentes. Temos combatido a crise económica e o desinvestimento nacional nas associações de Bombeiros. Temos procurado combater sensibilidades e defeitos internos, melhorando serviços e construindo melhores soluções. Procuramos compreender os desafios do novo voluntariado nacional – o que vai superar o actualmente vigente que está esgotado e apodrecido.
Poucos meses depois de termos tomado posse, renovamos o nosso compromisso de Serviço. Comprámos um gerador que nos dará autonomia energética no quartel – que era uma lacuna operacional grave e séria – das nossas instalações. Comprámos uma nova central telefónica – que será instalada nas próximas semanas – e que trará melhorias no atendimento, no serviço e no trabalho, nomeadamente burocrático, dos nossos bombeiros. Começámos os trabalhos de beneficiação do nosso quartel pelas zonas que estão mais degradadas e menos poupadas por 20 anos de desgaste natural. Prosseguimos um esforço de angariação de fundos para a aquisição de uma Ambulância de Socorro, ainda este ano, que melhorará significativamente o nosso trabalho na área da Saúde e do socorro.
Nos próximos meses, depois de terminada a época crítica de incêndios florestais, tomaremos medidas de restruturação ampla de serviços, que, assim acreditamos, trarão grandes beneficios à associação e às pessoas que nela trabalham.
A palavra final que vos quero deixar é de esperança. Somos uma associação que apesar dos quase 90 anos é jovem, com muita vontade de combater os fogos da vida de frente, com uma vontade grande de Servir com abnegação e altruísmo, com uma enorme vontade de estar ao lado das pessoas que precisam de nós e de quem gostamos tanto!
Vivam os Bombeiros da Mealhada,
Viva o concelho da Mealhada.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
[1711.] Hoje...

... É DIA DE SANTA ANA. Padroeira dos avós, da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, dos Bombeiros da Mealhada, dos Escuteiros da Mealhada. Faz hoje anos que foi inaugurada a luz eléctrica na Mealhada (1925) e fundados os bombeiros (1927). O dia de todas as festas.
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[1710.] Lido...
Quando se sente europeu?
A liberdade e a Europa são mestiças
por António Barreto, Sociólogo
A Europa é tudo, de Felipe II a Auschwitz, de Piero della Francesca ao vinho do Porto e à II Guerra Mundial.
Quando ouço Felipe II, rei de Espanha e de Portugal, filho do imperador Carlos V do Sacro Império Romano Germânico e de Isabel de Portugal, casado três vezes com uma rainha inglesa, uma princesa portuguesa e uma princesa francesa, cantar, na Ópera Don Carlo, de Verdi, sobre libreto de Joseph de Méry e de Camille de Locle e drama original de Friedrich Schiller, a área na qual prevê ser enterrado sozinho no Escorial, sei que estou na Europa. Quando, na Polónia, visito Auschwitz, campo de concentração construído por alemães, no qual foram assassinados alguns milhões de polacos, russos, romenos, judeus, alemães, ciganos, húngaros, ucranianos, comunistas, socialistas, testemunhas de Jeová, homossexuais e outros, sei que estou na Europa. Quando visito uma aldeia perdida na Toscânia chamada Borgo di Sansepolcro e deparo, no Museo Cívico, com a Ressurreição, de Piero della Francesca, sei que estou na Europa. Quando passeio pela Normandia e visito uns tantos cemitérios da segunda guerra mundial onde estão enterrados mil polacos, 15 mil britânicos, cinco mil canadianos, 16 mil americanos e 42 mil alemães, sei que estou na Europa. Quando me passeio entre os bardos de vinhas do Douro, que produzem um dos grandes vinhos do mundo, dito do Porto, feito por lavradores portugueses, trabalhadores galegos, comerciantes escoceses e transportadores holandeses e ingleses e bebido por toda a gente, sobretudo franceses, sei que estou na Europa.
in Diário de Notícias
A liberdade e a Europa são mestiçaspor António Barreto, Sociólogo
A Europa é tudo, de Felipe II a Auschwitz, de Piero della Francesca ao vinho do Porto e à II Guerra Mundial.
Quando ouço Felipe II, rei de Espanha e de Portugal, filho do imperador Carlos V do Sacro Império Romano Germânico e de Isabel de Portugal, casado três vezes com uma rainha inglesa, uma princesa portuguesa e uma princesa francesa, cantar, na Ópera Don Carlo, de Verdi, sobre libreto de Joseph de Méry e de Camille de Locle e drama original de Friedrich Schiller, a área na qual prevê ser enterrado sozinho no Escorial, sei que estou na Europa. Quando, na Polónia, visito Auschwitz, campo de concentração construído por alemães, no qual foram assassinados alguns milhões de polacos, russos, romenos, judeus, alemães, ciganos, húngaros, ucranianos, comunistas, socialistas, testemunhas de Jeová, homossexuais e outros, sei que estou na Europa. Quando visito uma aldeia perdida na Toscânia chamada Borgo di Sansepolcro e deparo, no Museo Cívico, com a Ressurreição, de Piero della Francesca, sei que estou na Europa. Quando passeio pela Normandia e visito uns tantos cemitérios da segunda guerra mundial onde estão enterrados mil polacos, 15 mil britânicos, cinco mil canadianos, 16 mil americanos e 42 mil alemães, sei que estou na Europa. Quando me passeio entre os bardos de vinhas do Douro, que produzem um dos grandes vinhos do mundo, dito do Porto, feito por lavradores portugueses, trabalhadores galegos, comerciantes escoceses e transportadores holandeses e ingleses e bebido por toda a gente, sobretudo franceses, sei que estou na Europa.
in Diário de Notícias
quinta-feira, 25 de julho de 2013
[1708.] Hoje somos todos galegos
[1707.] Estórias de San'Tiago?
LA VOIE LACTÉE [1969]
Filme considerado herético, de Luis Buñuel, sobre o Caminho de Santiago e que aborda a personagem de Prisciliano de Ávila, que, segundo algumas teorias, pode ser o santo cujo corpo está sepultado na Catedral de Santiago de Compostela...
[1706.] Estórias de San'Tiago?
segunda-feira, 22 de julho de 2013
[1705.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #11
21 de Julho de 2013
Ao ver entrar um peregrino cá em casa, de mochila às costas, com aquele sorriso e descanso de quem já encontrou poiso por hoje, lembro que há uma semana o backpacker era eu. E parece que revivo exactamente aquilo que o peregrino está a sentir. E parece que consigo perceber a satisfação com que bebe a primeira cerveja fresquinha e descansada. E parece que sei a que sabe esticar os músculos numa cama e num banho fresco e retemperador.
E vivo tudo outra vez.
A semana passada na Irlanda foi a primeira experiência backpacker que tive depois de ser um honrado estalajadeiro (o Ovelha prefere a hospitaleiro...) e senti algo de especial.
Senti-me na simpatia do empregado da pousada de Cork que me fez logo perceber que a Irlanda não é a Britânia. Senti-me no acolhimento da família Bresham na casa de quem dormimos em Kilkenny (um bed and breakfast localizado numa vivenda familiar) e no pequeno-almoço que nos serviram na manhã seguinte. Senti no profissionalismo do funcionário da Pousada da Juventude de Belfast, que apesar de ser muito esquisito foi competente. Senti no esforço do funcionário do BB de Dublin em nos arranjar uma solução numa cidade overbooked e na mudança de atitude da sua colega, no dia seguinte, que não encontrava remédio para o irremediável.
Provavelmente passei a ver o mundo de uma maneira diferente e a sentir a satisfação de conseguir estar dos dois lados da barricada... ou do balcão...
Ao ver entrar um peregrino cá em casa, de mochila às costas, com aquele sorriso e descanso de quem já encontrou poiso por hoje, lembro que há uma semana o backpacker era eu. E parece que revivo exactamente aquilo que o peregrino está a sentir. E parece que consigo perceber a satisfação com que bebe a primeira cerveja fresquinha e descansada. E parece que sei a que sabe esticar os músculos numa cama e num banho fresco e retemperador.
E vivo tudo outra vez.
A semana passada na Irlanda foi a primeira experiência backpacker que tive depois de ser um honrado estalajadeiro (o Ovelha prefere a hospitaleiro...) e senti algo de especial.
Senti-me na simpatia do empregado da pousada de Cork que me fez logo perceber que a Irlanda não é a Britânia. Senti-me no acolhimento da família Bresham na casa de quem dormimos em Kilkenny (um bed and breakfast localizado numa vivenda familiar) e no pequeno-almoço que nos serviram na manhã seguinte. Senti no profissionalismo do funcionário da Pousada da Juventude de Belfast, que apesar de ser muito esquisito foi competente. Senti no esforço do funcionário do BB de Dublin em nos arranjar uma solução numa cidade overbooked e na mudança de atitude da sua colega, no dia seguinte, que não encontrava remédio para o irremediável.
Provavelmente passei a ver o mundo de uma maneira diferente e a sentir a satisfação de conseguir estar dos dois lados da barricada... ou do balcão...
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Caminho de Santiago,
reflexões de um hospitaleiro
[1704.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #10
Allie é irlandesa. É uma mulher muito bonita. É alta, loura, bem feita. Não deverá ter mais do que 45 anos. É irlandesa. É peregrina. Chegou cá a 19 de julho e foi preciso ir busca-la à Esplanada. É jornalista e entrevistou o Diogo. Até aqui tudo normal, não fosse trazer os dois filhos consigo, de mochila às costas a Ava e o Ollie, ela com 15 anos e ele com 8.
Como eu gostava de um dia fazer o caminho com os meus filhos e com os meus afilhados.
Se calhar senti inveja...
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[1709.] IV República já!
Apanhei a brincadeira política dos asininos de 'Lesboa' a que alguns chamaram 'Crise' no meu primeiro dia de férias. Procurei acompanhar e da primeira vez que aqui no Facebook comentei o caso só disse asneira. Saí do país - fui até à resgatada Irlanda - e mesmo lá assisti (atónito) ao desenrolar de vinte dias de angustia de um país que na prática é, apenas formalmente, uma Democracia com quatro décadas. Longe dos comentadores especialistas em assuntos gerais, pagos pelos partidos (mesmo que indirectamente) pude pensar na Democracia do meu amado país. Decidi que só voltaria a abrir a boca quando o assunto estivesse terminado. Ainda não está, falta empossar o 'XIX Governo - Parte 2'. Depois disso direi o que penso. Para já reafirmo o que escrevi há 20 dias: 'É a hora de começar a construir a IV República.
[1703.] As tocas de um leão... que podia ser leoa?
Há uma antiga praxe de Coimbra que leva os caloiros junto do Monumento a Camões, junto do exemplar do Panthera Leo que lá está a rugir, na base, e lhes é pedido que digam, comprovando cientificamente se o exemplar é um macho ou uma fêmea. O caloiro é incentivado a aproximar-se do animal e procurar o órgão reprodutor masculino. Não o encontrará e dirá que se trata de uma fêmea. Naturalmente, e porque tem juba, o doutor dir-lhe-á que se trata de um macho e que a cena de ridicula apalpação seria despropositada.
O César é teimoso. Certo dia, em conversa solta, comentei que o Monumento a Camões já teve mais sitios na cidade do que importância para os coimbrinhas... Hoje (diga-se em abono da verdade) ocupa lugar proeminente na Avenida Sá da Bandeira, quase em frente ao Centro Comercial Avenida, mas também já esteve escondido na Rua do Arco da Traição, ao lado do Instituto Universitário Justiça e Paz, sem que ninguém desse por ele. Dizia eu ao César que o lugar originário do monumento foi no chamado largo das Mamonas, onde hoje se situa a Faculdade de Letras. No estilo que lhe é peculiar, o César chamou-me de burro, que tal coisa nunca teria acontecido e que eu estava a "espetar a tanga".
Passaram-se alguns meses quando, na Feira do Livro de Coimbra encontrei um livro chamado "Coimbra Antiga", telefonei ao César com ar de quem precisa de ser socorrido e ele, solicito, veio à Praça da República. Chamei-o junto do livro, mostrei-lhe quem era o burro, e fomos beber uma cerveja ao Cartola. A foto é esta.
O César é teimoso. Certo dia, em conversa solta, comentei que o Monumento a Camões já teve mais sitios na cidade do que importância para os coimbrinhas... Hoje (diga-se em abono da verdade) ocupa lugar proeminente na Avenida Sá da Bandeira, quase em frente ao Centro Comercial Avenida, mas também já esteve escondido na Rua do Arco da Traição, ao lado do Instituto Universitário Justiça e Paz, sem que ninguém desse por ele. Dizia eu ao César que o lugar originário do monumento foi no chamado largo das Mamonas, onde hoje se situa a Faculdade de Letras. No estilo que lhe é peculiar, o César chamou-me de burro, que tal coisa nunca teria acontecido e que eu estava a "espetar a tanga".
Passaram-se alguns meses quando, na Feira do Livro de Coimbra encontrei um livro chamado "Coimbra Antiga", telefonei ao César com ar de quem precisa de ser socorrido e ele, solicito, veio à Praça da República. Chamei-o junto do livro, mostrei-lhe quem era o burro, e fomos beber uma cerveja ao Cartola. A foto é esta.
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