sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
[1816.] As mulheres do 31 de janeiro em 5 de outubro (ou vice-versa)...
A expressão "31 da Armada" é idiomática de confusão, de rebuliço. Nasce dos acontecimentos do Porto, em 31 de janeiro de 1891, a chamada 'Revolta do 31 de Janeiro'. O '31 de janeiro' foi o primeiro acontecimento revolucionário que antecede a implantação da República em Portugal.
Tenho para mim que nenhuma revolução em Portugal foi tão feminina como a implantação da República. O papel e a preponderância das mulheres nesse processo teve uma importância que não teve no 25 de abril de 1974 e mesmo nada no 28 de maio de 1926.
Em dia que 31 de janeiro é 'Veneris dies', fica a memória de mulheres como Adelaide Cabete, Carolina Michaelis, Carolina Beatriz Angelo, Ana de Castro Osório, Maria Veleda, Angelina Vidal entre muitas outras.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
[1815.] Bloody sunday, on thursday
Um mural na área de Bogside, em Derry, na Irlanda do Norte, perto do sítio onde as mortes do Bloody Sunday, em 30 de janeiro de 1972, tiveram lugar.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
[1813.] Falas bem... é calada...
Ronan Keating
When You Say Nothing At All
Versão 1999
[Este post é uma amorosa provocação]
Esta música vai ficar para a playlist da minha vida. É uma das músicas preferidas da Inês e quando namorávamos dentro do carro... e tínhamos o rádio ligado ao fundo, várias vezes a ouvimos com mais interesse...
E, naturalmente, a letra serviria para uma provocação para apimentar a conversa. A minha mulher é uma mulher autónoma e decidida (amamos-nos como 'as cordas do alaúde e os pilares do templo') e faz-me confusão como é que a sua condição feminina moderna pode aceitar uma música que, efetivamente, no refrão, afirma: "Tu falas melhor, é quando está caladinha!"
Mas enfim... é a vantagem de as músicas serem em inglês... porque se fosse em português... não passava de um hino 'porco machista'
[1811.] São três coisas diferentes? Olhar, Ver e Reparar?
28 DE JANEIRO DE 2014
Três dias depois da 'Conversão de São Paulo'
Irmãos Caríssimos,
Saulo de Tarso fazia a estrada de Damasco quando foi "envolvido" (a palavra é a litúrgica) por uma luz intensa que o deixou cego. Encadeado ouviu uma pergunta: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?». Naturalmente sem conseguir ver seja o que for, respondeu com a pergunta natural: «Quem és tu?».
Os companheiros levaram Saulo até ao final da viagem, a Damasco, e o cego ficou três dias sem vista e sem comer nem beber.
Foi Ananias de Damasco que, a mando de Jesus, foi à procura de Saulo e o batizou. Estava convertido.
A conversão de Saulo não foi imediata. Demorou três dias até perceber que teria de mudar. Três dias em escuridão, em abstinência total de comida e bebida, naturalmente em sofrimento. Crescer doi. Há dores musculares e há dores de transformação que ensinam e, usando uma linguagem bíblica, convertem.
Jesus fez uma pergunta simples a Saulo de Tarso: «Porque me persegues?». Fiz-te alguma coisa? Há alguma coisa em mim que te motive a procurar destruir e magoar os que me são fieis? Incomodam-te assim tanto? Ameaçam-te de alguma maneira? Saulo não compreendeu imediatamente, porque se isso tivesse acontecido, possivelmente teria percebido que o castigo da cegueira valeria a pena uma resposta imediata. Não compreendeu, não respondeu e continuou cego.
Mas será que Saulo ficou cego com a luz que o envolveu? Ou pura e simplesmente deixou de ver... porque cego sempre esteve...
E nós? Será que já deixámos de estar cegos?
José Saramago, na contracapa do seu livro 'Ensaio sobre a Cegueira' tem uma daquelas frases lapidares que ele próprio inventava, mas que citava de forma a parecer uma erudição maior. Aquela ideia de que se dermos a entender que o dizer é antigo, milenar, ele ganha sabedoria e fortalece-se.
«Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara.»
São três coisas diferentes? Olhar, Ver e Reparar?
Serão três coisas diferentes? Acreditar, Ser e Ser Testemunho?
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
[1812.] Lunae dies, em 27 de janeiro de 2014
Ensinava-me um professor há muitos anos que o capitalismo tinha "o inconveniente" de tornar as pessoas ambiciosas e de, por comparação com o pares, quererem ser sempre mais e ter sempre mais. Na prática o capitalismo permite que a capacidade de sonhar possa alimentar, ainda mais, o próprio capitalismo.
A Ucrânia vive um momento de capitalismo puro. Parece-me. Se pode comparar-se com a Europa, e ser um dos grandes, porquê subjogar-se aos russos e ser apenas um parceiro? Por outro lado, ser da Europa significa ser do lado da Democracia e ser do lado dos que crescerão e não dos que vão acabar na Oligarquia dos Miseráveis.
A Ucrânia quer ser maior. A Ucrânia quer ser independente. A Ucrânia quer deixar de ser da Russia para passar a ser da Europa. A Ucrânia quer passar, definitivamente, para cá dos Urais.
Podemos criticar isso?
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
[1810.] Las 'meninas'
O Museo Nacional do Prado tem patente, até 9 de fevereiro, uma exposição com as pinturas de Diego Velásquez sobre "Vélasquez e a Família de Filipe IV" que é o nome oficial da pintura conhecida como "Las 'Meninas'", de 1656.
Passando à porta do Prado e vendo a enorme publicidade da exposição não pude deixar de fazer algumas associações de ideias. A primeira, quase imediata, é que Filipe IV das Espanhas é Filipe III de Portugal. Não sou grande fã dos Filipes, mas não posso deixar de associar a ideia de que este personagem também faz parte da história de Portugal. A segunda ideia associada é que a palavra 'Meninas' não é castelhana, é portuguesa. Ou seja, o nome popular da pintura de Velasquez da família do rei de Portugal Filipe III tem um nome português.
Afinal, Portugal pode até ser mais de Filipe de Habsburgo do que o contrário.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
[1809.] El Quijote
Um dia passado entre Salamanca e Ávila, até Madrid só pode fazer lembrar as aventuras do 'Cavaleiro da Triste Figura', uma das personagens de que mais gosto da literatura universal. A paisagem de Castela e Leão remete-me imediatamente para o rasto do Rocinante e o olhar atento de um Sancho que procura proteger Quixote de si próprio.
Esta imagem, em Iovis dies, é um desenho de Pablo Picasso, de 1955, publicado na edição de 18/24 de agosto desse ano na revista francesa 'Les lettres françaises', na comemoração dos 350 anos do Don Quixote de Miguel Cervantes.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
[1808.] Aqua Nativa
Uma das minhas maiores frustrações profissionais é o facto de não ter conseguido fazer vingar o projeto da revista VIA, uma revista de caráter historiográfico que me parece fazer falta (muita falta?) no panorama regional e especialmente no concelho da Mealhada e na região do Bussaco.
Sem qualquer pretensão, assumo considerar que faz falta à Mealhada a revista que a ‘Aqua Nativa’ é para Anadia. Claro que a ‘Aqua Nativa’ também tem artigos sobre a Mealhada e que a ‘Pampilhosa – Uma terra e um povo’ também é uma referência, mas faz falta uma publicação que se dedique, especialmente, a pequenas investigações, mesmo que possam ainda não ter o peso de um estatuto de História – ao nível do tempo passado ou mesmo da relevância do assunto.
Fui hoje buscar, finalmente, as duas edições da ‘Aqua Nativa’ que falhavam na minha coleção pessoal. Anseio pelo número 41, referente a 2013. E com elas na mão, fica mais viva o desencanto de não ter conseguido que a VIA tivesse a mesma importância, ou relevância equiparada na Mealhada.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
[1807.] "O fado é o veneno da raça"
Fado do Estudante
também conhecido pelo nome "fado do Vasquinho"
1933
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
[1806.] "Meu grito de revolta fez vibrar os peitos de todos os Homens"
“Quando for assassinado, sê-lo-ei por um homem do meu povo, do meu partido, provavelmente fundador, ainda que guiado pelo inimigo”, terá dito Amílcar Cabral a Manuel Alegre, em Argel. Assim foi, em 20 de janeiro de 1973, aos 48 anos, por três homens armados do PAIGC, o seu partido, perto da sua casa em Conacri.
"Até hoje as circunstâncias da morte estão por esclarecer. Inocêncio Kani, companheiro de luta de Cabral deu o primeiro tiro, outro, ainda não identificado, deu-lhe os tiros de misericórdia. Também não há uma verdade quanto à autoria moral do crime: um plano da PIDE? Divergência no seio do partido? Conflito de interesses na Guiné-Conacri?", pode ler-se num qualquer blogue sobre Cabral, que nunca deixou de ser um teorizador, um ideólogo da luta armada africana de libertação.
"Até hoje as circunstâncias da morte estão por esclarecer. Inocêncio Kani, companheiro de luta de Cabral deu o primeiro tiro, outro, ainda não identificado, deu-lhe os tiros de misericórdia. Também não há uma verdade quanto à autoria moral do crime: um plano da PIDE? Divergência no seio do partido? Conflito de interesses na Guiné-Conacri?", pode ler-se num qualquer blogue sobre Cabral, que nunca deixou de ser um teorizador, um ideólogo da luta armada africana de libertação.
Cabral dirá: “Eu fui fiel à Pátria portuguesa lutando ao lado do povo português contra o salazarismo. Cantando nas ruas de Lisboa, abrindo brechas entre a polícia, na Rua Augusta, aquando da eleição de Humberto Delgado. Lutei pela Pátria portuguesa sem ser português.”
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[1805.] Lunae dies
Mais uma segunda-feira e é mais uma imagem do mundo de Futebol a marcar a imagem do dia... Desta vez, a condecoração de Cristiano Ronaldo como Grande-Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique.
domingo, 19 de janeiro de 2014
[1804.] A maior flor do mundo
A maior flor do mundo
José Saramago
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Solis dies
sábado, 18 de janeiro de 2014
[1803.] Resgatado primeiro ex-português
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
[1802.] Mulheres da minha vida
A Isa faz hoje 17 anos. Isso significa que o batizado, o meu primeiro na qualidade de padrinho, foi há 16 anos, precisamente.
A Isa é filha de alguém que é como se fosse meu irmão mais velho. Alguém que, como a onda, o mar faz ir e vir, mas que resiste, naquela relação fraternal de quem fala uma mesma linguagem, inaudível.
Fiquei muito entusiasmado quando fui convidado para ser o padrinho da Isa. Não serei o padrinho que a Isa merece, e que eu próprio gostaria de ser, mas acompanhar uma criança desde as primeiras aventuras de enganar com queijo, de brincar com o lançamento de imanes ao frigorífico, de ouvir cantar preciosamente é nada mais nada menos do que um privilégio que levamos da vida.
A Isa é filha de alguém que é como se fosse meu irmão mais velho. Alguém que, como a onda, o mar faz ir e vir, mas que resiste, naquela relação fraternal de quem fala uma mesma linguagem, inaudível.
Fiquei muito entusiasmado quando fui convidado para ser o padrinho da Isa. Não serei o padrinho que a Isa merece, e que eu próprio gostaria de ser, mas acompanhar uma criança desde as primeiras aventuras de enganar com queijo, de brincar com o lançamento de imanes ao frigorífico, de ouvir cantar preciosamente é nada mais nada menos do que um privilégio que levamos da vida.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
[1801.] Cores
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
[1800.] Magister adest et vocat te* (2)
Em menos de um mês tive a grata oportunidade de assistir a duas intervenções do Professor Doutor Francisco Carvalho Guerra. A primeira foi no auditório com o seu nome, na Universidade Católica do Porto, em 20 de dezembro de 2013, e a segunda foi hoje, no auditório do Instituto Camões, em Lisboa.
Por duas vezes, Carvalho Guerra foi eloquente, foi brilhante, foi capaz de sacar uma lágrima fugaz da plateia, enquanto gesticulava as mãos gigantes sem respirar.
Muitas memórias, uma mão cheia de citações sempre ritmadas e de tirar o fôlego. Fiquei estarrecido. Um mestre.
* O mestre está aqui e chama-te [Vulgata, João 11.28]. O título deste post é repetido. Usei o mesmo título no [385.] sobre Figueiredo Dias.
Por duas vezes, Carvalho Guerra foi eloquente, foi brilhante, foi capaz de sacar uma lágrima fugaz da plateia, enquanto gesticulava as mãos gigantes sem respirar.
Muitas memórias, uma mão cheia de citações sempre ritmadas e de tirar o fôlego. Fiquei estarrecido. Um mestre.
* O mestre está aqui e chama-te [Vulgata, João 11.28]. O título deste post é repetido. Usei o mesmo título no [385.] sobre Figueiredo Dias.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
[1799.] Cinderela
Cinderela
1984
Carlos Paião
Mais uma canção da minha playlist, da minha primeira infância.
Um hino... ao amor e à infância.
[1798.] Portugal no Coração na EPVL
[1797.] Parabéns e obrigado Xaru
O grande Xaru faz hoje 80 anos, quase 60 dos quais oferecidos ao voluntariado nos Bombeiros Voluntários da Mealhada. Com simplicidade e de surpresa fizemos uma festa no quartel, com a cumplicidade da direção, do comando e dos bombeiros e colaboradores de serviço, a que se associou, o antigo comandante António Lousada, e o presidente da Câmara Municipal da Mealhada, o vice-presidente Guilherme Duarte e a vereadora Arminda Martins .A jornalista Mónica Sofia Lopes, do Jornal da Mealhada, assistiu para contar.
Legenda: Esta foto foi tirada ao pé da 'Internacional', uma viatura que em 26.07.1978 recebeu o nome de Xaru, em sua homenagem... Nesta data eu ainda nem concebido tinha sido...
Legenda: Esta foto foi tirada ao pé da 'Internacional', uma viatura que em 26.07.1978 recebeu o nome de Xaru, em sua homenagem... Nesta data eu ainda nem concebido tinha sido...
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
[1796.]Lunae dies, hoje, 13 de janeiro de 2014
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