sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
[1792.] Um sorriso de encher a alma
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
[1790.] 106.º aniversário de Simone de Beauvoir e as 'verdades do vinho'
Simone de Beauvoir faria hoje 106 anos. A companheira de Jean-Paul
Sartre, uma dupla da suprema intelectualidade francesa da segunda metade do século XX, foi escritora, filósofa existencialista e feminista e escreveu romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, biografias e uma autobiografia.
Encontrado num café parisiense, este retrato de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre parece ser pintado sobre garrafas de vinho! E visto com cuidado parece-me soberbo.
Copyright © 2009 Lee B. Spitzer.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
[1791.] A propriedade de Eusébio, 44 anos depois de Salazar
AINDA SOBRE A QUESTÃO DO PANTEÃO...Que Salazar tenha 'nacionalizado' Eusébio, classificando-o como "Património do Estado" não me surpreende. É normal para a época e para as circunstâncias político-diplomáticas do Império.
Mas choca-me, profundamente, que os democratas, os abrilistas da actualidade, façam exactamente a mesma coisa, pondo e dispondo do cadáver, como se o individuo não tivesse família nem a possibilidade de, ela própria, ser achada na definição do sitio onde o corpo fica sepultado.
[1789.] Pedido
Aceitei o desafio que me foi lançado de redigir um opusculo sobre a vida de ABILIO DUARTE SIMÕES. A tarefa passará por compilar um conjunto vasto de coisas que redigi e ajudei a redigir na altura da sua morte (em 2007), mas acredito que há muito, muitíssimo, que estará por dizer, por lembrar, por aclarar...
Assim, pedia a todas as pessoas que tivessem algo a dizer, algum apontamento ou contributo a deixar, alguma foto a mostrar, que mo fizessem chegar para o e-mail ncastelacanilho@gmail.com.
OBRIGADO
O trabalho final será publicado e apresentado publicamente na tarde de 9 de fevereiro de 2014, dia em que será inaugurado o busto em homenagem ao Padre Abílio Simões.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
[1788.] Tarzan boy?
Tarzan Boy
Baltimora
Esta é uma daquelas músicas da minha infância.
Lembro-me perfeitamente de andar a gritar isto de um lado para o outro.
Baltimora foi um projeto musical italiano de italo disco da metade da década de 80, liderado por Jimmy McShane (1957-1995). Tornou-se mundialmente conhecida graças ao hit "Tarzan Boy".
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
[1787.] Lunae dies, 6 de janeiro de 2014
[1785.] Os reis já cá passaram por casa...
Uma das vantagens de se começar uma nova família é a possibilidade de criarmos novas tradições familiares, que, assim esperamos, faremos um dia perdurar... Cá em casa, há quatro natais, no nosso primeiro natal como marido e mulher, eu e a Inês instituímos que a troca de prendas se faz na noite de Reis, de 5 para 6 de janeiro. Afinal foram os reis que deram prendas ao menino Jesus e não o Jesus que deu prendas aos meninos...
O ritual é espanhol, bem sei, boa homenagem à minha penta-avó paterna Maria de Latavim, que era castelhana, e será tradição no futuro. Para além das festas natalícias faz anos, nesta noite, que as nossas vidas se reencontraram...
Os 'reis' - no caso a minha princesa - já me deu a prendinha... espero que goste das que lhe dei, como eu gostei desta...
domingo, 5 de janeiro de 2014
[1784.] Quando um homem é Património do Estado
Eusébio da Silva Ferreira, hoje falecido, era mais do que um jogador de futebol. Era mais do que um português, cidadão do Império. Eusébio era Património do Estado
«Tinha eu 22 anos e só não fui porque estava na tropa e o Salazar não quis. Foi um ano depois de termos ganho a Taça dos Campeões Europeus e a Juventus queria que eu fosse para lá. O Benfica deve ter falado com o Salazar, que me mandou chamar e disse-me que eu não podia sair do país porque era património do Estado», narra o próprio Eusébio, ao Benfica Ilustrado.
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[1786.] Perspectivas...
O Diário de Aveiro pediu, em 1000 caracteres, as minhas perspetivas para 2014... Aqui vai o que eu disse:
«O ano de 2014 tem tudo para ser um ano de Esperança e de Prosperidade. Alimento, pessoalmente, a esperança de que possa ser confirmada a saída da troika e o programa de assistência financeira ao país. No plano externo, espero que o resultado das eleições para o Parlamento Europeu possa clarificar um rumo estratégico definitivo, baseado nos valores fundacionais de solidariedade e prosperidade, numa altura em que se aguarda um novo Quadro Comunitário de Apoio.
Gostava muito que o 40.º aniversário da Revolução dos Cravos, por um lado, e o centenário da Primeira Guerra Mundial, aliado ao apelo da Presidência da República, possam alavancar a definição de um Compromisso Político amplo e alargado aos partidos e à sociedade civil, com vista à assunção de um contrato social renovado, pós-troika, com mudanças no plano constitucional, no sistema político, no Estado Social do século XXI.
Se 2014 for o primeiro ano depois da troika, espero que não caiamos no erro de voltar ao trilho que nos levou a ela.»
[1783.] Morrer pela Europa...
"Mais de mil imigrantes ilegais que tentaram chegar à costa da Europa foram resgatados entre quinta e sexta (2 e 3 de janeiro de 2014) pela Marinha italiana. Foram encontrados em quatro barcos superlotados, a Sul da Sicília. Transportavam mais de 800 homens, mulheres e crianças provenientes do Egito, do Paquistão, do Iraque e da Tunísia. Só ontem, as autoridades marítimas de Itália resgataram mais de 200 clandestinos oriundos da Somália, da Zâmbia, do Mali e da Nigéria. A ilha italiana de Lampedusa tem sido a grande porta de entrada na Europa para muitos imigrantes provenientes de África." - RTP1 04.01.2014
Há quem esteja disposto a morrer para entrar na Europa. Seremos nós, europeus, capazes de perceber isto? Nós que somos o epicentro da crise económica mundial ainda somos esperança para mil pessoas num só dia. Mil pessoas...
sábado, 4 de janeiro de 2014
[1782.] Ao serviço de um CNE que serve.
Ontem à noite, já de madrugada, percebi que foi homologada a minha aprovação no Curso de Animador de Formação, ou seja, sou formador (encartado) do Corpo Nacional de Escutas.
Em outubro de 2008, quando estava como coordenador da Equipa Nacional de Pioneiros e Marinheiros, tive oportunidade de me inscrever no Curso de 2009. Infelizmente, não tive hipótese de o frequentar, devido a um acidente no percurso até Vila Nova de Milfontes.
Em fevereiro de 2012, sabendo que ia abrir novo curso nesse ano, pedi à Junta Regional de Coimbra que me inscrevesse no CAF. Depois de me fazerem esperar sete meses por uma resposta, no dia seguinte ao fim do prazo, consegui que me dissessem que "não iam aprovar o meu nome, nem o inscrever, mas que não se opunham a que eu fizesse, pessoalmente, a inscrição", que eles sabiam que só poderia ser feita através das juntas regionais.
Felizmente, o número de desistências no curso e a boa-vontade fez com que os serviços centrais aceitassem a minha inscrição unilateral.
Fiz o curso, em Fátima, com algum sacrifício, confesso, mas com muito prazer.
Terminada a fase de frequência, fiz o estágio (em dois CIP de Coimbra e num CAP de Évora - agradeço ao Neca, ao Vitor Fernandes e à Dina Jeremias pela oportunidade) e na hora de entregar os trabalhos finais, o excesso de trabalho, a mudança de emprego e algum desalento fizeram perigar o sucesso da demanda. Estive a um passo de desistir e de dizer - mais uma vez - fica para a próxima, morrendo na praia.
O apoio da minha equipa na Junta Regional de Coimbra, e em do Paulo Valdez, o incentivo, e aquela espécie de desafio pelo canto do olho fizeram-me dar mais um fôlego e avançar. Hoje está homologado.
É minha convicção de que ainda tenho muito que aprender, ainda tenho muito que me desenvolver, mas sinto que o papel de formador de dirigentes é, neste momento, o Serviço que o CNE precisa de mim.
Sou escuteiro do CNE desde há 22 anos. Trabalho com os miúdos, na animação das unidades desde 1999 e sou dirigente do CNE há quase 10 anos. Desde essa altura, 2004, que para além do agrupamento, trabalhei no Núcleo (2006) na Região (2005), especialmente na organização de atividades de maior dimensão, nomeadamente no Acampamento Nacional de 2007. De 2008 a 2010 trabalhei nas equipas nacionais e fiz parte da equipa que desenhou e implementou o novo Programa Educativo do CNE. Depois dessa altura, especializei-me mais na coordenação de equipas pedagógicas de dirigentes para a animação de atividades do Núcleo (2006-2012) e, agora desde junho de 2013, das Equipa Pedagógica Regional.
Acredito que, não deixando o trabalho no meu agrupamento, prosseguindo as responsabilidades para as quais fui recentemente investido, o meu esforço e o meu serviço deve ir ao encontro do apoio à formação dos adultos, numa fase em que é implementado um novo sistema de formação, numa fase em que se sente que o próprio CNE carece de uma renovação na prática associativa. Sinto que o meu serviço, agora, pede para me disponibilizar para esta nova dimensão. Acho que é este o Serviço que o CNE precisa que eu faça.
Obrigado a todos os que me apoiaram e me deram animo e alento, especialmente os escuteiros do meu agrupamento e as pessoas que integram as minhas inúmeras equipas.
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[1781.] Centenário da Primeira Guerra Mundial...
No ano do centenário do inicio da Primeira Guerra Mundial (28.07.1914), há debates que se proporcionam...
[Aqui]
[1780.] 49.º aniversário da morte de TS Eliot
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
[1779.] 'Mariazinhas' resilientes
Soube do falecimento da Dona Maria 'do Rei', na quinta-feira. Confesso que estava convencido que a senhora já havia falecido há muito tempo. Lembro-me de a ver na casa da minha avó Maria, há muitos anos, de as ver conversarem e de achar que eram amigas. Foi uma senhora que me habituei a ver pelas imediações. Foi ela que mandou construir a torre que neste momento sustenta o sino da capela de Sernadelo, e dessa benemerência ficará registo histórico.
Soube hoje que se chamava Maria Olímpia Alves Ferreira e que tinha 88 anos. Os meus sentimentos à família.
O que gostava de sublinhar nesta evocação é a força que estas mulheres, as que apoiaram os maridos, que deram a cara, o corpo e muitas delas a saúde pelo projeto coletivo de que hoje nos orgulhamos tanto que são os restaurantes da Mealhada. Não sei se algum dia alguém se dedicará a fazer a história dos restaurantes de leitão de Sernadelo e da Mealhada, da sua fundação e do crescimento que tiveram ao longo de décadas, e das famílias que sob eles se desenvolveram e prosperaram. Espero que se algum dia isso for feito, não se esqueçam das 'Mariazinhas' que os construíram - como a minha avó, a Dona Maria Olímpia, ou a Dona Soledade, por exemplo.
Soube hoje que se chamava Maria Olímpia Alves Ferreira e que tinha 88 anos. Os meus sentimentos à família.
O que gostava de sublinhar nesta evocação é a força que estas mulheres, as que apoiaram os maridos, que deram a cara, o corpo e muitas delas a saúde pelo projeto coletivo de que hoje nos orgulhamos tanto que são os restaurantes da Mealhada. Não sei se algum dia alguém se dedicará a fazer a história dos restaurantes de leitão de Sernadelo e da Mealhada, da sua fundação e do crescimento que tiveram ao longo de décadas, e das famílias que sob eles se desenvolveram e prosperaram. Espero que se algum dia isso for feito, não se esqueçam das 'Mariazinhas' que os construíram - como a minha avó, a Dona Maria Olímpia, ou a Dona Soledade, por exemplo.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
[1778.] Choque e consternação
Ouvi, mas não processei... Agora, a noticia no site do Jornal da Mealhada [Aqui], e uma SMS para fonte segura, confirmam que não sonhei... (seria mais um pesadelo)...
A pintura de Josefa de Óbidos, a Virgem do Leite, que eu há uns meses - com a preocupação de não a localizar - apelidei de imagem santa, terá ardido no último dia 24 de dezembro. A peça, valiosíssima, eu diria que talvez a peça mais valiosa do património material da Mata - confesso que sou mais sensível à História e à Arte do que à Botânica...- ardeu na sequência de um curto-circuito que se deu no Convento de Santa Cruz do Bussaco. Lembro, agora posso dizê-lo, a pintura estava numa capela adjacente à nave central.
Interessa pouco, agora, chorar pelo leite derramado (sem fazer graçolas com ao título mariano em concreto), e fazer juízos sobre que razões poderão ter levado a que a FMB não tenha retirado o quadro, há vários meses, quando se percebeu que estava a chover dentro do convento.
Interessa, agora, que a nova administração da FMB divulgue publicamente o estado do quadro, se tem salvação ou recuperação possível. E acima de tudo, interessa que se arranje o telhado do convento - SE FOR PRECISO FAZER UMA SUBSCRIÇÃO PÚBLICA EU AJUDO!
A noticia foi divulgada pelo Presidente da Câmara, Dr. Rui Marqueiro, na cerimónia de posse do novo presidente da Fundação Mata do Bussaco - Dr. Fernando Correia.
Um dia triste, muito triste!
[em atualização - 03.01.2014]
A noticia está a ganhar o eco que seria de esperar. O Jornal de Notícias publicou o acontecimento [aqui] e dá-me a sensação que a coisa está a verificar a consternação generalizada. A própria FMB publicou comunicado à imprensa [aqui], apesar de ontem haver quem se procurasse 'matar o mensageiro' de tão triste noticia. As duas fotografias abaixo foram, precisamente, enviadas pela FMB a ilustrar a noticia.
São, de facto, duas fotografias bem exemplificativas do esplendor da obra, que, descobri hoje, tem como denominação oficial 'Sagrada Família', apesar de o Povo a ter denominado, por devoção e culto de 'Virgem do Leite' ou 'Senhora do Leite', especialmente em auxilio das mães.
Descobri, também, que esta pintura de 1664 - não chegará a fazer os 350 anos -, no inventário do património adstrito à FMB, estava avaliada em cerca de 300 mil euros. Isso mesmo. Pelo que se impõe a pergunta que eu não quis fazer ontem... Como é que a uma peça deste valor estava numa condição de tão precária segurança? E não falo apenas da eventualidade de poder acontecer o que aconteceu - do curto-circuito no convento -, falo do facto de durante imenso tempo haver velas à beira desta imagem, e de não haver qualquer dispositivo de segurança contra roubos.
Agora já é tarde de mais, e não há culpados, o leite está derramado. Irremediavelmente.
[1777.] O meu avô António faria hoje 82 anos...
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
[1776.] Ano 2014 da Era de Nosso Senhor
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
[1775.] As minhas escolhas
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
[1774.] Intendência
[1773.] A Alegria no Nascimento
YPSILÓN # 26
24 DE DEZEMBRO DE 2013
Véspera de Natal
Irmãos Caríssimos,
Confesso que tenho de me sintonizar para viver o natal de cada ano com mais intensidade. Há outras alturas do ano que vivo com mais intensidade. Nunca houve aquela magia das prendas... que mobilizam as crianças - até porque sempre fomos muito despojados em relação a isso, e desde que me casei instituímos que a troca de prendas se faz a 6 de janeiro, Dia de Reis.
Mas procuro que a noite de 24 seja especial e diferente das demais. Quando passo o Natal em Idanha-a-Nova (Medelim) há o madeiro a arder no adro da Igreja e a ida à missa é mesmo à meia noite. Na Mealhada a coisa tem menos simbolismos... mas é igualmente especial.
Ando a ler, de vez em quando, a exortação do Papa Francisco "A Alegria do Evangelho". Ainda vou só no principio, mas já li a parte onde o Papa explica que "A alegria do evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus" - é, aliás, a primeira frase do documento. E convenhamos que é muito mais simples e interessante encontrar a Alegria de Jesus Salvador no Menino do que Crucificado.
Quando olhamos para uma criança, para um bebé - geralmente com cara de joelho - natural e instintivamente a nossa cara esboça um sorriso. E o "sorriso está para a Humanidade como o Sol está para as flores!". E assim é mais fácil transformar a vida dos nossos irmãos: Com um sorriso de compreensão, de perdão, de simpatia, de conforto. Porque só a compreensão, o perdão, a simpatia, a disponibilidade e o Serviço podem transformar o coração dos outros. Esse é o principal ensinamento que nos deixa um Homem-Novo recentemente falecido: Mandela.
Aos que trabalharam comigo nos últimos anos, e nos últimos meses em especial, peço-vos a vossa compreensão e perdão por todos aqueles momentos em que não soube ser digno da vossa amizade, em que não soube dar conforto nem amizade.
Faço votos de que tenham um Natal com tranquilidade e muita Alegria.
Natal Feliz.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
[1772.] Feliz Nascimento
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
[1771.] Madiba
O mundo está de luto com a morte (já há muito esperada) de Nelson Mandela.
Há uns anos, quando Mandela saiu de Robben Island, o mundo não era tão positivamente pequenino como é hoje. E hoje, ao chorarmos a morte de Madiba, somos todos mais humanos do que eramos quando em 11 de fevereiro de 1990 o prisioneiro 46664 foi libertado sobre o protesto de muito líderes da Europa conservadora.
Mas hoje a conservadora Europa tem as bandeiras a meia haste porque valeu a pena Mandela ter vivido, porque a vida dele fez sentido num mundo em que para a maior parte das pessoas não vale a pena mudar o que parece impossível. Porque tudo parece ser impossível até alguém o tornar possível. Porque tudo é imperdoável até alguém ter a capacidade de perdoar. Porque tudo é merecedor de ódio até alguém decidir amar o carcereiro.
Uma das últimas grandes discussões que tive, daquelas violentas de apresentação dura de argumentos, daquelas estimulantes que nos fazem crescer e ser maiores, foi há cerca de um ano, quando sugeri, num 'brainstoming' para escolha de um tema para uma actividade escutista, que, no âmbito do tema 'Ubuntu', tratássemos a vida de Nelson Mandela. Dias depois, no seguimento dessa conversa, alguém me dizia que a vida de Mandela era pouco aconselhável, dado que se tratava de um terrorista. Um terrorista. Dirimi os meus argumentos e no fim ninguém ganhou.
Mandeloa pode ter sido, efectivamente, um terrorista. E não seremos todos terroristas até o tempo demonstrar que temos razão?
Se for cumprido o seu desejo, a lápide de Mandela terá escrito:
Aqui jaz um homem que cumpriu o seu dever na Terra
Não teremos todos essa missão na Terra?
domingo, 20 de outubro de 2013
[1770.] Novos desafios
Recebi, há alguns dias, o convite para assumir o cargo de Diretor-geral da Escola Profissional Vasconcellos Lebre. Foi um convite inesperado, surpreendente, mas foi um desafio que abracei com toda a determinação. Tenho muito respeito por quem me convidou, tenho muito apreço pela pessoa a quem sucedo e acho que a Escola Profissional da Mealhada é um dos mais interessantes e relevantes construções na Mealhada no século XX e inicio do século XXI.
Espero estar à altura.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
[1769.] Antecipando
A poucas horas do anúncio do Comité Nobel Norueguês sobre a identidade do 126.º galardoado com o Prémio Nobel da Paz, faz sentido ressuscitar a reflexão do tema e uma opinião muito pessoal sobre este tema.
Já noutras oportunidades declarei que acho que o Comité Nobel deve a atribuição do Nobel da Paz à Organização Mundial do Movimento Escutista. Deve-o, depois de em 1923 e 1924 o ter negado a Lord Robert Baden-Powell de Gilwell, fundador do Movimento Escutista.
O Mundo tem 32 milhões de escuteiros no activo (dados de 2010), número a que se deve somar os homens e mulheres que o foram quando crianças e jovens e hoje, já adultos não o são. Se fossem contabilizados, a cifra colocava-se nos 300 milhões de pessoas. Dos quase 222 países que existem no mundo, apenas em 6 destes territórios não existe escutismo. Em cinco deles por razões óbvias - República Popular da China, Coreia do Norte, Laos, Myanmar e Cuba. E ainda em Andorra também não há escutismo, porque nunca houve.
Centenas de homens e mulheres que fizeram a sua aprendizagem no Escutismo são figuras impares da história mundial contemporânea (ver aqui), um deles, por exemplo, o Prémio Nobel da Paz 2006, Muhammad Yunus, o Banqueiro dos Pobres, ou o Prémio Nobel da Paz de 1996, D.Carlos Ximenes Belo, ou ainda o Prémio Nobel da Paz de 2009, Barack Obama.
O Escutismo é um Movimento de Paz, que se rege pelo lema mundial "Creating a better world" e que se constitui como uma grande fraternidade mundial de "Mensageiros para a Paz".
A noticia, amanhã, de que o Comité Nobel Norueguês havia galardoado a Organização Mundial do Movimento Escutista, mais do que uma grande alegria, seria um singular acto de justiça.
Aguardo.
Já noutras oportunidades declarei que acho que o Comité Nobel deve a atribuição do Nobel da Paz à Organização Mundial do Movimento Escutista. Deve-o, depois de em 1923 e 1924 o ter negado a Lord Robert Baden-Powell de Gilwell, fundador do Movimento Escutista.
O Mundo tem 32 milhões de escuteiros no activo (dados de 2010), número a que se deve somar os homens e mulheres que o foram quando crianças e jovens e hoje, já adultos não o são. Se fossem contabilizados, a cifra colocava-se nos 300 milhões de pessoas. Dos quase 222 países que existem no mundo, apenas em 6 destes territórios não existe escutismo. Em cinco deles por razões óbvias - República Popular da China, Coreia do Norte, Laos, Myanmar e Cuba. E ainda em Andorra também não há escutismo, porque nunca houve.
Centenas de homens e mulheres que fizeram a sua aprendizagem no Escutismo são figuras impares da história mundial contemporânea (ver aqui), um deles, por exemplo, o Prémio Nobel da Paz 2006, Muhammad Yunus, o Banqueiro dos Pobres, ou o Prémio Nobel da Paz de 1996, D.Carlos Ximenes Belo, ou ainda o Prémio Nobel da Paz de 2009, Barack Obama.
O Escutismo é um Movimento de Paz, que se rege pelo lema mundial "Creating a better world" e que se constitui como uma grande fraternidade mundial de "Mensageiros para a Paz".
A noticia, amanhã, de que o Comité Nobel Norueguês havia galardoado a Organização Mundial do Movimento Escutista, mais do que uma grande alegria, seria um singular acto de justiça.
Aguardo.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
[1767.] Manifesto autárquico
Já defini o meu voto nas próximas autárquicas há vários meses. Não precisei de grande reflexão para decidir em quem vou votar no próximo domingo. Infelizmente, tenho ideia de que muito poucos são os que analisam programas eleitorais no momento de decidir "onde se vai pôr!" Eu integro essa grande maioria.
Tenho ideia, também, que a escolha passa mais pela análise das caras que concorrem do que pelas ideias. No fundo, as eleições (especialmente autárquicas, que muitos dizem mais genuína porque menos partidarizadas) acabam por ser concursos de popularidade. As escolhas dos partidos para os convites têm em atenção a popularidade e os eleitores dão razão a esse critério de elaboração de listas.
No entanto, acho que é fundamental votar. Defendo que o voto, em Portugal, devia ser obrigatório. Se é obrigatório usar cinto de segurança, não percebo porque não é obrigatório exercer o dever de escolher os responsáveis políticos da República. Porque só assim há República: Quando todos podem escolher e ser escolhidos...
Até porque só quando todos votarmos é que o gesto dos que não votaram, ou os votos em branco ganham realmente valor político. Dizer que a abstenção é uma forma de protesto é mentira. Pode ser, de facto, mas na maior parte das vezes é, apenas, um gesto de negligência e omissão. Dar-lhe valor estatístico e político é absurdo. Se, pelo contrário, todos fossemos penalizados se não votassemos, quem arriscasse esse "castigo" estava, de facto, a operar um gesto de rebeldia.
Todos me dizem que "nem parece que estamos em campanha eleitoral". Se por um lado isso significa que os candidatos estão a responder ao desafio de austeridade e contenção, por outro lado pode dar a entender que não há aquela euforia colectiva que tem sido direta e inversamente proporcional aos níveis de abstenção. O que pode não ser bom... para ninguém.
Veremos.
No domingo, vote.
E se for eleitor na freguesia da Mealhada não se esqueça de levar uns euritos para "lá pôr" e ajudar a comprar a Ambulância de Socorro que já temos encomendada...
Tenho ideia, também, que a escolha passa mais pela análise das caras que concorrem do que pelas ideias. No fundo, as eleições (especialmente autárquicas, que muitos dizem mais genuína porque menos partidarizadas) acabam por ser concursos de popularidade. As escolhas dos partidos para os convites têm em atenção a popularidade e os eleitores dão razão a esse critério de elaboração de listas.
No entanto, acho que é fundamental votar. Defendo que o voto, em Portugal, devia ser obrigatório. Se é obrigatório usar cinto de segurança, não percebo porque não é obrigatório exercer o dever de escolher os responsáveis políticos da República. Porque só assim há República: Quando todos podem escolher e ser escolhidos...
Até porque só quando todos votarmos é que o gesto dos que não votaram, ou os votos em branco ganham realmente valor político. Dizer que a abstenção é uma forma de protesto é mentira. Pode ser, de facto, mas na maior parte das vezes é, apenas, um gesto de negligência e omissão. Dar-lhe valor estatístico e político é absurdo. Se, pelo contrário, todos fossemos penalizados se não votassemos, quem arriscasse esse "castigo" estava, de facto, a operar um gesto de rebeldia.
Todos me dizem que "nem parece que estamos em campanha eleitoral". Se por um lado isso significa que os candidatos estão a responder ao desafio de austeridade e contenção, por outro lado pode dar a entender que não há aquela euforia colectiva que tem sido direta e inversamente proporcional aos níveis de abstenção. O que pode não ser bom... para ninguém.
Veremos.
No domingo, vote.
E se for eleitor na freguesia da Mealhada não se esqueça de levar uns euritos para "lá pôr" e ajudar a comprar a Ambulância de Socorro que já temos encomendada...
[1768.] Manifesto
Foire à tout
[Justo para todos]
Vasily Tsagolov
(Ucrânia, 1965 - ...)
Descobri o Vasily Tsagolov num daqueles programas da RTP1 "Portugueses no Mundo". Na visita a Moscovo, uma funcionária da ONU na capital russa mostrou uma exposição deste pintor ucraniano contemporâneo. Gostei imediatamente. A internet e o google fez o resto e aprecio muito a obra deste tipo. Este nem sequer é o quadro mais interessante - vale pelo momento político nacional actual -, tem alguns bem mais pitorescos... mas este suscitou-me um sorriso... afinal, estamos a três dias de nova ninhada da velha porca...
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[1766.] Polémicas na porta da escola
No dia 16 de setembro coloquei no facebook, na minha página pessoal, o seguinte comentário:
"Enquanto a escola não estiver em condições, os nossos filhos não entram!" exclama uma mãe em protesto. Em protesto contra quem? Contra a Escola? Então mas o prejudicado é o filho! Contra o filho? Mas a criança não tem culpa nenhuma... Os portugueses acham que os filhos são do Estado e que é ao Estado que compete educá-los... Ou então são só burros... ainda não percebi!"
A coisa suscitou 19 gostos e 32 comentários, o que na minha escala é imenso.
Identica situação já tinha acontecido quando me pronunciei sobre a greve de professores em época de exames nacionais.
Nesta vez, como na outra, confundiu-se o meu comentário como uma atitude reacionária contra a escola, contra os alunos e professores e pró-Crato, ou pró-Governo.
Parece-me que estamos num tempo do "quem não é por mim é contra mim" e que ninguém pode considerar criticável um gesto de um dos lados da barricada sem com isso querer dizer que se está do outro lado da barricada. Até porque não há só dois lados nesta "guerra", nem tão pouco qualquer um dos lados esteja isento de críticas.
Reservo-me no direito de opinar livremente... esse sim um dos valores democráticos da República verdadeira.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
[1765.] SERvir
(Ainda) Não tenho filhos. Tenho quatro afilhados (uma por afinidade) e é neles, nas caras deles, que penso quando sinto que tenho que fazer um qualquer sacrificio em nome do Corpo Nacional de Escutas. Durante muito tempo vinha-me à memória a cara de muitas dezenas de crianças e jovens que já ajudei a educar no escutismo... mas ultimamente é a cara do Miguel, da Carolina, do Zé Gonçalo e da Isa que me vem à memória...
E é por eles que dou o meu contributo - se calhar menor do que devia, mas quase sempre maior do que posso - para uma causa que me é tão cara e tão importante: Ajudar a educar a próxima geração de líderes portugueses através de um sistema de corresponsabilização, de trabalho em equipa, de descoberta e valorização pessoal, através de um esquema não formal de aquisição de conhecimentos, competências e atitudes.
No fim de semana de 14 e 15 de setembro participei, em Albergaria-a-Velha, no Comité Nacional do Programa Educativo, uma reunião nacional de responsáveis regionais para definição de linhas gerais da acção da associação em termos do seu elemento mais central, a da oferta pedagógica, o "o quê" que o CNE faz. Como sempre foi um encontro de bons amigos, de partilha de experiências e da assunção de uma visão global, mais visionária e mais abrangente daquela que é a maior associação de jovens de Portugal.
Mas desta visão abrangente nem sempre resulta um sentimento de tranquilidade... O CNE está a precisar de uma reflexão profunda, de uma completa renovação da sua prática associativa. Dito de outra forma: Em 2010, o CNE fez a sua mais importante reforma dos últimos 30 anos (altura em que abriu o programa à co-educação para jovens de ambos os géneros), essa foi a Renovação da Acção Pedagógica (feliz e orgulhosamente integrei a equipa nacional que fez essa reforma). Digamos que o RAP trabalhou o "o quê".
Nesta fase, hoje, estamos a fazer a Renovação do Sistema de Formação de Dirigentes - trabalhando o dominio da Relação Educativa, entre os jovens e os animadores adultos. Estamos, portanto, a trabalhar o "com quem".
Acredito que está na hora de procedermos a uma profunda Renovação da Prática Associativa. Para isso temos de recentrar o debate no "como".
De que forma se organiza uma associação que é juvenil, mas onde os jovens adultos têm um papel perfeitamente subsidiário e apenas decorativo?
De que forma está "regulamentarizada" uma associação que se renovou amplamente com novos esquemas de contacto através de ferramentas eletrónicas e digitais, mas continua refém de burocracias de mangas de alpaca?
De que forma pode continuar a ser gerida uma associação que está a crescer exponencialmente nos últimos anos, mas que tem de continuar fiel a altos padrões morais, de exigência cívica e umbilical a um código de valores perene e solidificado?
E, por fim, de que forma pode a maior associação de jovens do país - repito o epiteto à exaustão - estar em harmonia com a actualidade e com a modernidade quando tem um fraquissima participação nos órgãos de decisão, com (alguns) dirigentes anti-renovação de qualquer espécie que não respeitam nem subscrevem regras de democracia interna, de livre arbítrio das pessoas e que entram para a clandestinidade reaccionária e de guerrilha depois de terem perdido eleições, agindo de forma irracional, nomeadamente sonegando informação (muitas vezes privada e pessoal de outros), recusando-se a passar a pasta?
Há quem diga que o Congresso marcado para os próximos dias 9 e 10 de novembro pode dar um contributo na resposta a estas perguntas. Eu assim espero!
domingo, 15 de setembro de 2013
[1764.] O Vendedor de Fumo
Em campanha eleitoral há sempre "vendedores de fumo"... como se distinguem? Não sei... mas gostava!
[1763.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #14
15 de setembro
O meu irmão diz que os peregrinos mais dificeis são os portugueses. E eu concordo. Os portugueses parecem ter muito menos paciência e até compreensão... se dizemos que somos um albergue privado, respondem-nos com a pergunta: Então e a Câmara não ajuda?... Se é privado a câmara ajuda como ajuda qualquer empreendimento privado...
Depois, sabem que também já fiz caminho. Perguntam que caminhos fiz... e se digo que fiz o Inglês perguntam logo quantos quilometros tem... Se digo que fiz o Francês dizem-me que antes dos Pirinéus é que é de Homem... E quanto ao Português insultam com todas as palavras do mundo quem começou em Tui ou em Valença...
Há uns dias um tuga de trazer por casa levou uma resposta evitada... Depois de me dizer que os gajos que fazem os ultimos 120 km do caminho português deviam ter vergonha, respondi: "Sabe, há gente que tem familia, e que só tem 22 dias de férias por ano!". Tinha-me acabado de dizer que era a terceira vez num ano que fazia 300km de caminho... não gostou... Azar!
O meu irmão diz que os peregrinos mais dificeis são os portugueses. E eu concordo. Os portugueses parecem ter muito menos paciência e até compreensão... se dizemos que somos um albergue privado, respondem-nos com a pergunta: Então e a Câmara não ajuda?... Se é privado a câmara ajuda como ajuda qualquer empreendimento privado...
Depois, sabem que também já fiz caminho. Perguntam que caminhos fiz... e se digo que fiz o Inglês perguntam logo quantos quilometros tem... Se digo que fiz o Francês dizem-me que antes dos Pirinéus é que é de Homem... E quanto ao Português insultam com todas as palavras do mundo quem começou em Tui ou em Valença...
Há uns dias um tuga de trazer por casa levou uma resposta evitada... Depois de me dizer que os gajos que fazem os ultimos 120 km do caminho português deviam ter vergonha, respondi: "Sabe, há gente que tem familia, e que só tem 22 dias de férias por ano!". Tinha-me acabado de dizer que era a terceira vez num ano que fazia 300km de caminho... não gostou... Azar!
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
[1762.] Eu amo Portugal... mas às vezes os portugueses chateiam-me...
Se têm emprego dizem achar que o seu emprego é o pior do mundo e melhor fora se estivessem desempregados. Se estão desempregados lamentam-se e dizem que fariam qualquer coisa... bolas! Nunca estão contentes com nada, estão sempre a olhar para o buraco na toalha e para a nódoa na camisa! Será possível que na dificuldade o caminho seja sempre o do faducho, o dos violinos da depressão que gritam como se o mundo tivesse desabado sobre as cabeças!
Não há uma palavra de esperança, um gesto de alegria, um sinal de que há sempre mundo para além da crise e das dificuldades?
Claro que os politicozecos de trazer por casa que por aqui temos não ajudam. Não se cansam de gritar o desalento, de estar a sublinhar a desgraça e o mal que estamos. Mas se deixarem de estar na oposição, ou se estando na oposição nacional estiverem na situação local, já está tudo óptimo e já se vive no melhor dos mundos. Há uma bipolaridade que nos está a influenciar negativamente a todos.
Portugal está em crise há 900 anos. Nasceu na crise, e mesmo quando éramos riquíssimos vivíamos crises e tínhamos problemas muito sérios. Mas há limites... "pimenta no cu dos outros é refresco" e com o "mal dos outros passo eu bem!", mas porque raio havemos estar constantemente a olhar para o mal quando há tanto bem para ver!
Não há uma palavra de esperança, um gesto de alegria, um sinal de que há sempre mundo para além da crise e das dificuldades?
Claro que os politicozecos de trazer por casa que por aqui temos não ajudam. Não se cansam de gritar o desalento, de estar a sublinhar a desgraça e o mal que estamos. Mas se deixarem de estar na oposição, ou se estando na oposição nacional estiverem na situação local, já está tudo óptimo e já se vive no melhor dos mundos. Há uma bipolaridade que nos está a influenciar negativamente a todos.
Portugal está em crise há 900 anos. Nasceu na crise, e mesmo quando éramos riquíssimos vivíamos crises e tínhamos problemas muito sérios. Mas há limites... "pimenta no cu dos outros é refresco" e com o "mal dos outros passo eu bem!", mas porque raio havemos estar constantemente a olhar para o mal quando há tanto bem para ver!
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
[1761.] A casa da Mariquinhas
VOU DAR DE BEBER À DOR
Alberto Janes, 1969
Foi no Domingo passado que passei ao lugar onde dizia a Casa da Mariquinhas, achei piada e a música não me sai da cabeça desde aí!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
[1760.] Caminhos de sal
Salinas de Armazéns de Lavos, Figueira da Foz
Os sítios onde fazemos as coisas não são indiferentes para o resultado final. Especialmente no inicio, no pontapé de saída, no gesto inicial e primitivo, que numa caminhada é o primeiro passo e o balanço para o dar.
Uma salina é um espaço inóspito, aparentemente insalubre, exausto e de extracção, estamos a arrancar à natureza algo que ela no dá de forma natural. E a forma como lho arrancamos é também ela natural e básica. Para tirar uma coisa que exige peso, conta e medida... em falta sente-se... em exagero torna impraticável... Uma boa forma de começar...
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domingo, 8 de setembro de 2013
[1758.] E o que é a Verdade?
sábado, 7 de setembro de 2013
[1759.] Escrito nas penedias
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
[1757.] Corneille
[1752.] Shanah Tovah 5774
"Shanah Tovah", que é como quem diz, feliz ano novo! Começa hoje o ano 5774 da era judaica, hoje é pois, o segundo dia do Rosh Hashaná. É um dia de introspecção, de julgamento, e o inicio de um período de meditação que culmina com o Yom Kipur, o dia da Expiação, dia 14 de setembro, dia importante muito importante do calendário judaico.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
[1756.] Intendência
[1755.] Playlist
VINTE ANOS
José Cid e os Green Windows
1974
Já AQUI disse que se tivesse de fazer uma playlist de músicas da minha (curta) vida, a primeira seria a 'The Final Coutdown' dos Europe. A segunda seria esta - 'Vinte Anos' do José Cid. A primeira vez que subi ao palco do cineteatro Messias, na Mealhada, foi para integrar o coro que acompanhava a minha prima Sandra Castela a cantar esta música. Não sei se era um espetáculo para escolha da rainha do Carnaval ou se era para ser outra coisa qualquer... eu devia ter uns 8 ou 9 anos.
Foram semanas a ensaiar e a ter aulas privadas... porque a desgraceira era tanta que me arriscava a ganhar um Emmy de pior coralista... mas foi uma aprendizagem intensiva do "Vem viver a vida amor"...
Enfim... "coisas que o tempo apagou"
Foram semanas a ensaiar e a ter aulas privadas... porque a desgraceira era tanta que me arriscava a ganhar um Emmy de pior coralista... mas foi uma aprendizagem intensiva do "Vem viver a vida amor"...
Enfim... "coisas que o tempo apagou"
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
[1754.] Mês eleitoral
Assembleia Municipal da Mealhada, em setembro de 2003
Em mês de eleições autárquicas, uma foto memória de 2003, há dez anos, na Assembleia Municipal da Mealhada. À esquerda, a bancada do Partido Socialista, com caras de ontem e de hoje... À direita, a bancada do PSD, e atrás a bancada do Movimento Odete Isabel.
Outros tempos... outros protagonismos!
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domingo, 1 de setembro de 2013
[1753.] Será que alguma coisa é o que parece?
Mytho Logique
Ecole Superieurs des Meties Artistique
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sábado, 31 de agosto de 2013
[1751.] No mundo que combato morro
Mia Couto
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
[1750.] Cleópatra
Cleópatra Thea Filopator
Há quem considere que Cleópatra a última rainha da dinastia Ptolomaica, no Egipto, morreu no dia de hoje, há 2043 anos.
Verdade ou não, quando lembramos as mulheres (veneris dies) não podemos deixar de recordar uma das mais misteriosas e celebradas mulheres da Antiguidade. Numa altura em que o Egipto está na ordem do dia, o fio dos dias remete-nos para a análise.
A dinastia Ptolomaica nasce com a entronização de Ptolomeu, general a quem Alexandre o Grande entregou o Egipto, depois de o conquistar. Duzentos e cinquenta anos depois, pelos braços de Cleopatra, que significa "glória do pai", o Egipto é entregue aos romanos.
Cleópatra originalmente governou conjuntamente com seu pai, Ptolemeu XII Neos Dionisos, e mais tarde com seus irmãos, Ptolomeu XIII e Ptolomeu XIV, com quem se casou como por costume egípcio, mas, eventualmente, ela tornou-se o único governante. Como faraó, ela consumou uma ligação com Júlio César, que solidificou sua permanência no trono. Mais tarde, ela elevou seu filho com César, Cesarião, para co-regente em nome.
Cleópatra foi uma grande negociante, estratega militar, falava seis idiomas e conhecia filosofia, literatura e arte gregas.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
[1749.] A imagem santa
Virgem do Leite
Josefa de Obidos
(1630 - 1684)
É natural a devoção popular venerar estátuas de santos e santas, procurando intervenção divina e invocando o pedido de graças. Muitas vezes as pessoas confundem a imagem com o representado e acham que é a imagem que tem o poder da intermediação divina, dando ao objecto-estátua propriedades que ele efectivamente não tem nem pode ter... Vemos as nossas igrejas cheias de imagens milagrosas.
O que nem sempre é fácil de encontrar (eu pelo menos conheço apenas um caso) é a veneração de um quadro a óleo, de uma imagem pintada num quadro. O caso que conheço é uma representação da Virgem do Leite (uma representação de Maria, mãe de Jesus, amamentando o filho, acompanhada de São José que segura uma cruz que o bebé parece acolher).
Esta pintura é da importante pintora hispano-portuguesa Josefa de Ayala Figueira, uma pintora seiscentista que nasceu em Sevilha e morreu em Óbidos e que assinava os seus quadros como José Fadobidos, para que não se percebesse que não era um homem.
Este quadro, muito venerado (como se pode ver na fotografia) está numa zona adjacente a uma importante capela do concelho da Mealhada. Não identifico o lugar para não ser acusado de divulgar o que os proprietários não divulgam e que poderá suscitar a curiosidade dos amigos do alheio...
Afinal a pintura pode ser sagrada!
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
[1748.] 28 de agosto de 1963
"I Have A Dream"
50th Anniversary Celebration
No dia 28 de agosto de 1963, há 50 anos, Martin Luther King foi o grande protagonista da chamada Marcha sobre Washington, que juntou 250 mil pessoas em frente ao Lincoln Memorial, em nome da defesa dos Direitos Civis da população americana. Nesse dia, nessa ocasião, Luther King enunciaria a celebre frase "I have a dream" (Eu tenho um sonho).
A sociedade americana sempre foi tremendamente hipócrita. Enquanto se proclamava a terra dos bravos e dos livres, tinha uma política de segregação racial que não lembrava aos países mais subdesenvolvidos. Ao mesmo tempo que recebia os sobreviventes do holocausto judeu tratava os negros como um povo inferior.
Cinquenta anos passados, a União americana é governada por um afrodescendente, mas será que isso significa que o sonho de Luther King se concretizou?
Será que na América e no mundo ocidental somos todos iguais, todos somos criados iguais?
Será?
[1745.] Lido
Li, nos últimos dias, a primeira encíclica do Papa Francisco (e simultaneamente a última de Bento XVI), Lumen Fidei - Luz da Fé. Apesar de o tema, a Fé, ser muito mais complexo do que os temas das três anteriores encíclicas (Deus Caritat Est - Deus é Amor, sobre o "Amor Cristão". Spe Salvi - Salvos na Esperança, sobre a "Esperança Cristã", Caritat in veritate - A Caridade na Verdade, sobre "o Desenvolvimento Integral na Caridade e na Verdade"), achei este texto muito mais simples, muito mais acessível, muito mais próximo. Não terá sido indiferente o estilo do escrevedor.
As quatro encíclicas papais parecem completar uma triologia alargada e enunciada na Epístola de São Paulo aos Coríntios: «Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.» 1 Coríntios 13:13
«Assim, o dinamismo de fé, esperança e caridade (cf. 1 Ts 1, 3; 1 Cor 13, 13) faz-nos abraçar as preocupações de todos os homens, no nosso caminho rumo àquela cidade, "cujo arquitecto e construtor é o próprio Deus" (Heb 11, 10), porque "a esperança não engana" (Rm 5, 5).
Unida à fé e à caridade, a esperança projecta-nos para um futuro certo, que se coloca numa perspectiva diferente relativamente às propostas ilusórias dos ídolos do mundo, mas que dá novo impulso e nova força à vida de todos os dias. Não deixemos que nos roubem a esperança, nem permitamos que esta seja anulada por soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam no caminho, que "fragmentam" o tempo transformando-o em espaço. O tempo é sempre superior ao espaço: o espaço cristaliza os processos, ao passo que o tempo projecta para o futuro e impele a caminhar na esperança.»
AQUI... ainda
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
[1744.] O Miguel faz hoje um ano!
«On Top of the World»
Imagine Dragons
'Night Visions'
2013
O meu afilhado Miguel faz hoje um ano. O dia em que nasceu foi muito especial. O pai ligou-me logo de manhã, pouco tempo depois de ele ter nascido. Eu estava de saída, para ir fazer o jornal da Mealhada em dia de folga no restaurante. A Inês ainda estava em causa e ficámos os dois muito contentes. Desliguei o telefone e fui ver no meu caderno preto d' 'o fio dos dias' as efemérides do dia 27 de agosto. O Miguel nasceu sob o signo de Virgem, no Dia de Santa Mónica, padroeira das mães, 2563 anos depois de Confúcio, 242 anos depois de Hegel, 102 anos depois de Agnes Gonxha Bojaxhiu, a madre Teresa de Calcutá. Miguel será, então, um Príncipe da Paz.
Avisado o pai dos bons augúrios, viveu-se um dia de grande ansiedade, atenuada pelo momento em que chegou a primeira fotografia, via telemóvel.
Esta música é a canção da hora da papa e do banho do Miguel... numa tradução livre da sua mãe, que entoa a melodia com grande mestria numa hora de animação, o 'top of the world' anuncia tempos de festa...
Não podendo estar hoje com o Miguel. Fica a música dele, para atenuar saudades...
Se amares alguém,
O melhor será dizeres-lho quanto antes.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
[1743.] É Hilário, fadista, em 1932, no Choupal
É Hilário, fadista. Não é o Augusto do Fado. É o ti'Hilarito de Sernadelo.
É o meu avô, em 1932, no Choupal, de Coimbra, do Hilário, Augusto.
Não era grande guitarrista (nem tão bom músico como o irmão Alexandre), mas dava uns toques... era um curioso, um galã, que de dia era caixeiro no Arnado e à noite acompanhava uns doutores na gandaia. Gostava do copito, era uma jovem. Nesta altura tinha 27 anos. Faltariam dez para regressar a casa, a Sernadelo, para ajudar o cunhado a construir um império!
Não era grande guitarrista (nem tão bom músico como o irmão Alexandre), mas dava uns toques... era um curioso, um galã, que de dia era caixeiro no Arnado e à noite acompanhava uns doutores na gandaia. Gostava do copito, era uma jovem. Nesta altura tinha 27 anos. Faltariam dez para regressar a casa, a Sernadelo, para ajudar o cunhado a construir um império!
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domingo, 25 de agosto de 2013
[1742.] Learn
sábado, 24 de agosto de 2013
[1741.] Malhas que o Império tece...
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
[1740.] De quem é a culpa?
O país está chocado com a terceira morte de bombeiros, em combate, em quinze dias. Perante o primeiro morto, em 4 de agosto, António Nuno Ferreira, quarenta e quatro anos, filhos menores, ouviu-se solidariedade, falou-se em acidente, compreendeu-se que há um risco que os bombeiros aceitam correr quando, voluntariamente, abraçam esta causa. Um risco que nem sempre corre bem. Quando, a 15 de agosto, se soube da morte de Pedro Rodrigues, solteiro, sentiu-se a angústia, acentuou-se a perda. Ontem, a morte de uma bombeira de 22 anos, com uma filha de quatro anos, instalou-se o choque e a revolta. Compreende-se.
Hoje a pergunta impõe-se:
De quem é a culpa de tantos fogos e de tantas mortes?
Fizeram-me a pergunta várias vezes hoje. Até de um jornal. A resposta que dei foi simples:
A culpa é minha!
Poderia responder que a culpa é da falta de meios. Podia, mas a verdade é que, apesar do completo desinvestimento do Estado, as associações de bombeiros voluntários, com o apoio das autarquias, o sacrifício dos próprios bombeiros e a solidariedade das populações, têm conseguido, de uma forma geral, adquirir viaturas e materiais no sentido do combate aos incêndios florestais em Portugal ser eficiente.
Poderia responder que a culpa é da falta de condições dos bombeiros. Podia, mas a verdade é que, apesar de por exemplo estar a decorrer um concurso público para a compra de equipamentos de protecção individual desde janeiro, com financiamento comunitário e de esse concurso ter sido anulado várias vezes porque foi mal feito pelo Governo, tem sido possível dar à maior parte dos bombeiros protecção condigna, especialmente para os mais operacionais.
Poderia dizer-se que a culpa é da falta de conhecimentos ou preparação dos bombeiros. Podia, mas a verdade é que apesar de a Escola Nacional de Bombeiros não estar a dar a formação necessária e na quantidade que as corporações precisam, e de até as promoções estarem todas paradas porque não há respostas, os bombeiros portugueses - muitas vezes com um saber de experiência feito -, de uma forma geral, não estão impreparados.
Poderia dizer-se que a culpa é da falta de legislação regulamentar sobre a floresta. Podia, mas a verdade é que, apesar de o Estado ser o proprietário florestal mais negligente que existe e de as suas matas estarem ao abandono, a legislação existe - quanto a perimetros de segurança, por exemplo, não há é quem a cumpra e quem a faça cumprir. A GNR, nesse dominio é perfeitamente incompetente e os tribunais perfeitamente irresponsáveis e desajustados da situação do país.
Poderia dizer-se que a culpa é da falta de legislação penal. Podia, mas a verdade é que, apesar de o regime de prisão preventiva e da aplicação de outras medidas de segurança aos incendiários não ser suficientemente persuasora, muitos dos incendiários são pessoas doentes e o problema não está em prende-los, está em tê-los internados ou debaixo de olho, especialmente nesta altura do ano.
No fundo,
A culpa é minha, que herdei pinhais e que há anos que não vou lá. Pinhais que não mando limpar, cujas extremas nem sequer conheço. Pinhais com árvores que crescem, caem, apodrecem e ardem e eu nem disso tenho reflexo.
Os juízes são fracos, os GNR são moles, há pessoas doentes em liberdade a meter fogos por vingança, por diversão - para verem o movimento, a adrenalina e o espectáculo de carros e aviões -, há governantes e políticos irresponsáveis, há bombeiros aventureiros, há isso tudo.
Mas só quando eu tiver consciência de que a floresta arde porque eu, como proprietário, nada faço, é que o problemas dos fogos florestais em Portugal deixa de ser letal.
Em Portugal mata-se por causa de uma extrema de um terreno. Há tribunais completamente entupidos por causa de partilhas de terras. Mas os portugueses querem os terrenos para fingir que são proprietários. Mas a verdade é que não são, porque não cuidam, não tratam e ainda acham injusto serem multados por serem irresponsáveis.
A Ana Rita morreu, o António morreu, o Pedro morreu. E o culpado sou eu!
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[1739.] Já há demasiados heróis nos cemitérios.
Ana Rita Abreu Pereira
Bombeira de 2.ª - BV Alcabideche
(1989-2013)
Há um número crescente de mulheres bombeiras em Portugal. Há quem concorde, há quem discorde, há quem não se aperceba, há não se queira aperceber. Há quarteis novos sem camaratas femininas, há corporações com grupos de mulheres organizadas e associadas. A bombeira que morreu ontem era uma das muitas mulheres bombeiras em Portugal.
Terá ido com a mesma vontade com que as bombeiras (e os bombeiros também) da Mealhada pedem para ir para fogos e incorporar Grupos de Reforço noutras paragens. Terá tido o sentimento de boa adrenalina que todos os bombeiros sentem e terá ido, disponível, voluntária, de Alcabideche para Tondela, como foram os Bombeiros da Mealhada. A Ana Rita terá subido de Alcabideche para Tondela, os bombeiros da Mealhada, que estavam em Castro Daire, desceram até ao Caramulo.
Mas o pior aconteceu. Não se sabe porquê. Para já. Não se sabe se há mais culpados - para além dos animais que, ao que tudo indica, atearam os fogos que lavram naquela serra há mais de cinquenta horas. Mas a Ana Rita junta-se à lista onde já se encontrava António Nuno Ferreira e Pedro Rodrigues. Deixa uma filha de quatro anos que daqui a dez já não se lembrará da mãe. Deixa uma corporação em sofrimento. Deixa uma comunidade em dor. Deixa um país de luto. Infelizmente, não deixa os estupores que atearam os fogos na prisão, nem sequer os deixará incomodados.
Foram os bombeiros da Mealhada que foram recolher o cadáver da Ana Rita no sítio onde pereceu. Um cadáver "que parecia um tronco queimado", nas palavras dos nossos homens. Um cadáver, irreconhecível, de alguém que morreu no campo de batalha. Os que ficam, os que sofrem, os queimados, os que estiveram lá, guardarão a memória de um modo de vida arriscado ao serviço dos outros.
Para mim, fica a convicção: Já há demasiados heróis nos cemitérios.
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[1738.] Paisagens do meu quotidiano_8
Outra vez a mesma paisagem [1727.]. Não por que seja bonita. Não por que seja inspiradora. Mas por que infelizemente se repete. E repete-se por terceira vez em 18 dias.
«Desde
1980, morreram 218 bombeiros em Portugal, enquanto estavam em serviço.
Destes, 105 perderam a vida em incêndios florestais. Este mês contam-se
já três bombeiros mortos na combate a fogos ou na sequência de
ferimentos graves. Para além da bombeira
que ontem faleceu em Tondela, no dia 15 um bombeiro morreu num incêndio
na Covilhã. No dia 1 deste mês, três homens dos voluntários de Miranda
do Douro ficaram feridos com gravidade, e um deles acabaria por morrer a
4 de Agosto, no Hospital da Prelada, no Porto.»
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
[1737.] Paisagens do meu quotidiano_7
Casa do Sal, em Coimbra. É daqui que mando a SMS à Inês a dizer que estou a chegar. A mensagem diz, simplesmente, Casa do Sal.
É código...
É código...
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[1736.] "Sem o gato o rato não têm limites"*
O Museu Hermitage, em Sampetersburgo, na Rússia, tem, desde 1774 um batalhão de gatos (actualmente são cerca de 70) que protege o museu dos ratos que possam destruir as obras de arte. Os gatos podem ser 'adoptados' (odeio a expressão) pelos amigos do museu e, recentemente, "a pedido da revista do museu, o artista gráfico Eldar Zakirov, imortalizou 6 destes
senhores gatos, num conjunto de imagens inspiradas nas obras de
retratistas clássicos russos, do séc. XVIII e XIX, tais como Orest Kiprensky e Ilya Repin, utilizando ao mesmo tempo, uma técnica mais variada, numa aproximação aos mestres contemporâneos.
Os "escolhidos" foram sugeridos por Maria Haltunen, a encarregada principal dos felinos do museu, e segundo Eldar Zakirov, este tentou manter-se o mais próximo possível da verdadeira identidade destes animais e das suas características individuais: "as manchas do seu focinho, a forma das orelhas, o comprimento do pêlo”. Até mesmo a roupa foi escolhida cuidadosamente por um curador do museu no departamento do traje".
* Provérbio russo
Os "escolhidos" foram sugeridos por Maria Haltunen, a encarregada principal dos felinos do museu, e segundo Eldar Zakirov, este tentou manter-se o mais próximo possível da verdadeira identidade destes animais e das suas características individuais: "as manchas do seu focinho, a forma das orelhas, o comprimento do pêlo”. Até mesmo a roupa foi escolhida cuidadosamente por um curador do museu no departamento do traje".
* Provérbio russo
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
[1735.] Se eu mandasse
Se eu mandasse, nenhum português poderia ser eleito ou nomeado para um cargo político nacional sem ler este livro.
Não é um compêndio de história. Também não um pangírico auto-elogioso. Trata-se de uma obra simples, clara, fácil de ler, que enuncia uma tese também ela clara e simples: Portugal é um projecto político claro e transparente, construído através de uma conjugação de esforços múltipla que se superou e reinventou várias vezes sempre numa perspectiva de exteriorização, de convívio e serviço ao Outro. No fundo, não conseguiriamos viver sozinhos...
aconselho.
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