sábado, 1 de março de 2014
[1837.] Breve dizer do (nosso) Ibn Ammar
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
[1836.] Mártires da democracia
É possível que se possa dizer propriedade que a Democracia precisa dos seus mártires e que são eles que, transformando-se em mitos, se convertem em referências que são endeusadas e chegam a patamares de admiração que nunca alcançariam se tivessem sobrevivido. É assim com Francisco Sá Carneiro em Portugal, com John F. Kennedy nos Estados Unidos, com Aldo Moro em Itália, e com Olof Palme na Suécia.
Faz hoje 28 anos que Olof Palme (1927-1986) foi assassinado à porta de um cinema em Estocolmo. Olof Palme é um modelo da social-democracia europeia e um modelo para líderes europeu onde se inclui o Presidente Cavaco Silva, que já se assumiu como um admirador do antigo primeiro-ministro sueco.
Pessoalmente serei mais liberal do que Olof Palme, mas foi uma figura política que tive de aprender a compreender para poder pensar por mim próprio politicamente.
«A diferença entre a Suécia e Portugal ficou bem expressa no diálogo entre Otelo Saraiva de Carvalho e o então Primeiro Ministro Olof Palme. Quando Otelo, ufanamente, lhe disse que "em Portugal já acabámos com os ricos", ouviu de Palme que "na Suécia acabámos com os pobres".» Miguel Mota
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[1835.] Viva o Carnaval e Chiquinha Gonzaga
O Carnaval começa hoje... é um dos problemas das sociedades contemporâneas... começamos a viver as datas com uma antecedência despropositada... mas enfim... em Roma sê romano.
E para começar a festejar o Carnaval fica, em Veneris dies, a homenagem a uma mulher que foi a primeira pianista de choro e a autora da primeira marcha carnavalesca com letra, intitulada "Ô Abre-alas", em 1899.
Refiro-me a Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — 28 de fevereiro de 1935). No Brasil assinala-se o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, a 17 de outubro por ser o dia do seu aniversário.
Há uma novela com a sua biografia.
"Viva o Carnaval" é uma composição de 1884.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
[1834.] Porque Portugal é uma portada, à varanda, com vista para o mar
Janela de Évora
1990
MALUDA
1934-1999
Faz hoje, 27 de fevereiro, 504 anos que Afonso de Albuquerque, vice-rei da India, conquistou Goa para Portugal. Em Goa, dessa Goa de um império onde o sol (também) nunca se punha, há quase 80 anos, nasceu Maria de Lourdes Ribeiro, conhecida por Maluda, uma das mais brilhantes (em sentido literal) pintoras portuguesas. Em sua homenagem fica em Iovis dies uma pintura que parece uma fotografia, de uma janela de Évora, límpida como Portugal, onde se reflete a paisagem. Como esta janela, Portugal é uma varanda, onde até de Évora se vê o mar, e que quando se olha para a janela se vê refletido o que de lá se vê.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
[1832.] Monsenhor Raul Duarte Mira
BREVE RECORTE E APONTAMENTO BIOGRÁFICO
De Pe.Carlos Godinho
No dia 3 de Maio de 2008, a Paróquia de Luso promoveu a celebração do Centenário do nascimento de Monsenhor Raul Mira. Este insigne sacerdote, nascido no Luso a 3 de Maio de 1908, foi ordenado presbítero na Sé Catedral de Coimbra, a 4 de Abril de 1931, pelo então bispo Diocesano, D. Manuel Luís Coelho da Silva. Depois de um primeiro serviço pastoral em Ferreira do Zêzere, extremo sul da Diocese de Coimbra, foi em Aveiro que viveu a maior parte do seu múnus sacerdotal. Ali permaneceu de 1937 a 1956, para onde transitou logo após a restauração desta Diocese, exercendo um trabalho inestimável ao seu serviço: foi Pároco da Paróquia da Glória, na cidade; Vigário Geral da Diocese, de 1939 a 1956; Vice-Reitor do Seminário de Aveiro, obra em cuja construção se empenhou ao lado do Bispo Diocesano, D. João Evangelista de Lima Vidal; mais tarde Reitor do mesmo Seminário, onde foi ainda professor.
Igualmente professor na Escola do Magistério Primário de Aveiro, desenvolveu um trabalho pastoral e humano de grande profundidade ao serviço da comunidade humana e cristã a que se dedicou.
Viria a receber a nomeação de Monsenhor, como reconhecimento do trabalho já então desenvolvido, a 27 de Fevereiro de 1947, como Prelado Doméstico de Sua Santidade, o Papa Pio XII.
Em 1957, acompanhando o Bispo de Quelimane, parte em serviço para esta diocese de África, onde permaneceu até 1964. Neste ano regressa ao Luso, sua terra natal, onde lhe são confiados outros serviços pastorais: pároco de Luso e pároco de Vacariça, trabalho que acumulou com o de professor no Colégio da Mealhada.
A 10 de Julho de 1988, gravemente doente, veio a ser dispensado do serviço paroquial de Luso, falecendo na sua residência a 4 de Setembro do mesmo ano.
A comunidade de Luso consciente do carácter da pessoa e do pastor que foi Monsenhor Raul Mira e dos serviços prestados á Igreja, e ainda consciente do carinho que sempre lhe votou, não quis deixar de assinalar esta efeméride.
Assim, das celebrações constam: às 11.00 h – Solene Concelebração Eucarística na Igreja Paroquial de Luso, presidida pelo Rev.mo Senhor D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra; às 12.30h – Inauguração do Busto de Monsenhor Raul Mira, no Adro da Igreja Paroquial; às 13.00h – Almoço no Grande Hotel de Luso, aberto a quem quiser associar-se, mediante prévia inscrição; às 15.00h – Conferência, a proferir pelo Professor Doutor José Carlos Seabra Pereira, sobre a Vida e Obra de Monsenhor Raul Mira, seguida de abertura de exposição, a decorrer nas instalações da Junta de Turismo de Luso.
Esta procurará ser a justa homenagem àquele de quem um dia D. João Evangelista de Lima Vidal dizia: “Ele tem sido a luz dos meus olhos cegos, ele tem sido a respiração do meu peito seco, ele tem sido os braços do meu esqueleto, ele tem sido a vida da minha morte; ele é a alma branca da Diocese de Aveiro”. Nada melhor que esta citação para ilustrar o reconhecimento deste bispo relativamente ao seu trabalho. Mas, em sintonia com o povo de Luso e parafraseando D. João Evangelista de Lima Vidal, se ele foi a alma branca da Diocese de Aveiro, deixou que o brilho dessa alma se estendesse a terras de África e à sua Diocese de origem, terra onde nasceu, se formou e, no final da vida, com tanta afabilidade, soube servir os seus.
A homenagem é, por isso, acção de graças pelo dom que foi para todos e recordação do bem que entre tantos semeou.
De Pe.Carlos Godinho
No dia 3 de Maio de 2008, a Paróquia de Luso promoveu a celebração do Centenário do nascimento de Monsenhor Raul Mira. Este insigne sacerdote, nascido no Luso a 3 de Maio de 1908, foi ordenado presbítero na Sé Catedral de Coimbra, a 4 de Abril de 1931, pelo então bispo Diocesano, D. Manuel Luís Coelho da Silva. Depois de um primeiro serviço pastoral em Ferreira do Zêzere, extremo sul da Diocese de Coimbra, foi em Aveiro que viveu a maior parte do seu múnus sacerdotal. Ali permaneceu de 1937 a 1956, para onde transitou logo após a restauração desta Diocese, exercendo um trabalho inestimável ao seu serviço: foi Pároco da Paróquia da Glória, na cidade; Vigário Geral da Diocese, de 1939 a 1956; Vice-Reitor do Seminário de Aveiro, obra em cuja construção se empenhou ao lado do Bispo Diocesano, D. João Evangelista de Lima Vidal; mais tarde Reitor do mesmo Seminário, onde foi ainda professor.
Igualmente professor na Escola do Magistério Primário de Aveiro, desenvolveu um trabalho pastoral e humano de grande profundidade ao serviço da comunidade humana e cristã a que se dedicou.
Viria a receber a nomeação de Monsenhor, como reconhecimento do trabalho já então desenvolvido, a 27 de Fevereiro de 1947, como Prelado Doméstico de Sua Santidade, o Papa Pio XII.
Em 1957, acompanhando o Bispo de Quelimane, parte em serviço para esta diocese de África, onde permaneceu até 1964. Neste ano regressa ao Luso, sua terra natal, onde lhe são confiados outros serviços pastorais: pároco de Luso e pároco de Vacariça, trabalho que acumulou com o de professor no Colégio da Mealhada.
A 10 de Julho de 1988, gravemente doente, veio a ser dispensado do serviço paroquial de Luso, falecendo na sua residência a 4 de Setembro do mesmo ano.
A comunidade de Luso consciente do carácter da pessoa e do pastor que foi Monsenhor Raul Mira e dos serviços prestados á Igreja, e ainda consciente do carinho que sempre lhe votou, não quis deixar de assinalar esta efeméride.
Assim, das celebrações constam: às 11.00 h – Solene Concelebração Eucarística na Igreja Paroquial de Luso, presidida pelo Rev.mo Senhor D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra; às 12.30h – Inauguração do Busto de Monsenhor Raul Mira, no Adro da Igreja Paroquial; às 13.00h – Almoço no Grande Hotel de Luso, aberto a quem quiser associar-se, mediante prévia inscrição; às 15.00h – Conferência, a proferir pelo Professor Doutor José Carlos Seabra Pereira, sobre a Vida e Obra de Monsenhor Raul Mira, seguida de abertura de exposição, a decorrer nas instalações da Junta de Turismo de Luso.
Esta procurará ser a justa homenagem àquele de quem um dia D. João Evangelista de Lima Vidal dizia: “Ele tem sido a luz dos meus olhos cegos, ele tem sido a respiração do meu peito seco, ele tem sido os braços do meu esqueleto, ele tem sido a vida da minha morte; ele é a alma branca da Diocese de Aveiro”. Nada melhor que esta citação para ilustrar o reconhecimento deste bispo relativamente ao seu trabalho. Mas, em sintonia com o povo de Luso e parafraseando D. João Evangelista de Lima Vidal, se ele foi a alma branca da Diocese de Aveiro, deixou que o brilho dessa alma se estendesse a terras de África e à sua Diocese de origem, terra onde nasceu, se formou e, no final da vida, com tanta afabilidade, soube servir os seus.
A homenagem é, por isso, acção de graças pelo dom que foi para todos e recordação do bem que entre tantos semeou.
| Homenagem na saudade* |
| Neste dia em que exactamente ocorre o primeiro centenário do nascimento de Mons. Raul Duarte Mira na vila do Luso, a Diocese de Aveiro, de cujo clero ele foi um membro destacado, não podia deixar de estar presente nas respectivas comemorações, que esta Paróquia, consciente do mérito do seu ilustre conterrâneo e do carinho com que se guarda a sua memória, houve por bem e por justiça promover e levar a efeito. Na impossibilidade de estar presente, o bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos – nesta ocasião ocupado em trabalhos inadiáveis – pediu-me que viesse aqui para o representar. Aceitei o encargo, embora sabendo de antemão que o homenageado era merecedor de algo mais. Mas desempenho esta missão com grande aprazimento, porque, tendo sido seu discípulo e mantendo por ele grande consideração e penhorada estima, em parte tenho também continuado as suas pegadas na mesma galeria de serviço que ele, como vigário-geral, tão hábil e previdentemente desempenhou. Mons. Raul Duarte Mira, quando jovem, sonhou e abraçou o belo ideal do sacerdócio, sem quaisquer dúvidas. Decerto que, então, Deus o atirava para um futuro cor de ouro; nessa altura, porém, como acontece com todos nós, desconhecia as encruzilhadas nos destinos da vida. Mas estava por tudo, confiado na presença e protecção de Deus, mesmo que nós não tenhamos disso consciência por mera distracção. Por isso, em face do convite de alguém a insinuar-lhe que deixasse o Seminário e que ingressasse na Universidade de Coimbra para cursar Medicina – não lhe faltariam as ajudas económicas – ele logo replicou negativamente, sem hesitação. Se aceitasse o convite, não seria feliz. «Quero ser padre, com plena autonomia do meu espírito» - foi a resposta pronta. As suas primeiras tarefas de pastor de almas decorreram no extremo sul da Diocese de Coimbra, «nas margens belas do belo Zêzere» - segundo ele haveria de evocar, encantado com as paisagens ímpares que se lhe gravaram para sempre. Posteriormente, a partir de 1937, desempenhou o múnus pastoral nas terras da Ria e do Vouga, em Aveiro, onde se manteve até 1957. Como logo se notou o invulgar valor do então Padre Raul Mira, o Santo Padre Pio XII, uma vez informado, em 27 de Fevereiro de 1947 agraciou-o com a dignidade de Prelado de Honra, podendo usar o título de Monsenhor. Em 4 de Abril de 1956, ocorreu o vigésimo quinto aniversário da ordenação sacerdotal de Mons. Raul Duarte Mira. Diante da proposta dos seus conterrâneos em lhe prestarem uma justa homenagem, ele opôs-se terminantemente, porque desejava passar o dia em oração pessoal, sem distracções que o perturbassem. Contudo, ao deslocar-se à igreja matriz do Luso no dia 12 desse mês, quinta-feira, para celebrar a Eucaristia comemorativa do dia da Missa Nova, que fora no mesmo templo, ele teve a surpresa de um grupo de sacerdotes amigos que solenizaram a liturgia. Foi uma atitude inesperada e afectuosa, que comoveu o aniversariante e que ele, no futuro, havia de recordar com reconhecimento. Há pequenas coisas que jamais esquecem. Passados meses, precisamente em 17 de Janeiro do ano seguinte, efectuou-se em Aveiro uma especial manifestação de simpatia, não apenas para recordar a referida data festiva, mas também para lhe agradecer o exemplo do desprendimento sem condições, da dedicação sem fronteiras, da caridade sem artificialismos, do trabalho em profundidade, da disponibilidade sempre pronta, do sacrifício sem limites, que Mons. Raul Mira manifestara como sacerdote do presbitério aveirense, como pároco da freguesia da Glória, como vigário-geral da Diocese, como vice-reitor e reitor do Seminário de Santa Joana Princesa, como assistente religioso de movimentos da Acção Católica e como professor de Educação Moral e Religiosa no Liceu de Aveiro. Houve a consciência de que ele também era credor de muito da formação dos novos sacerdotes – nos quais eu me incluo – pelo seu exemplo de vida, pela sua larga erudição, pela sua invulgar cultura, pela sua delicadeza de maneiras, pelos seus atributos de educador, pela sua bondade natural e pela sua humildade sem dissimulações – tudo aliado às virtudes cristãs e sacerdotais. Como era de pressupor, não foi esquecida, mas antes foi louvada a sua labuta constante e cansativa em prol da construção do magnífico edifício do novo Seminário que, projectado com rasgada visão, ficou a atestar a beleza nas suas inconfundíveis linhas arquitectónicas. Além disso, a homenagem significava outrossim uma despedida, porque, na linha das suas aspirações, manifestadas uma ou outra vez, Mons. Raul Mira oferecera-se para a pastoral missionária, acompanhando D. Francisco Nunes Teixeira, bispo de Quelimane, em Moçambique, para colaborar nos trabalhos da sua Diocese. Se Aveiro iria sentir na saudade a sua falta, Quelimane iria ganhar com o seu dinamismo zeloso e solícito. Desta maneira, após os dezoito anos de actividade na restaurada Diocese, no exercício dos mais altos cargos, deixando o exemplo de um dos seus maiores cabouqueiros, ao lado de D. João Evangelista de Lima Vidal, seguir-se-ia um período de sete anos de pastoral em terras de Moçambique, durante os quais continuou a dar provas da sua conhecida generosidade e dos dotes da sua rica personalidade; aí permaneceu até 1964, regressando neste ano à sua terra natal, onde lhe foram confiados diversos trabalhos pastorais. Contudo, apesar de ausente, sem ligação directa à comunidade cristã de Aveiro, o bondoso sacerdote continuaria a sentir e a viver os seus problemas, contribuindo mesmo com os seus donativos, além dos seus conselhos e das suas orações. A Diocese jamais esquecerá a dívida de gratidão a quem tanto trabalhou por ela, numa abnegação inestimável. Mons. Raul Duarte Mira faleceu há quase vinte anos. Do além perene de Deus, o seu exemplo continua a falar-nos e a ensinar-nos, quiçá numa presença mística de memória, nostálgica mas jubilosa. A celebração do centenário do seu nascimento significa isto mesmo. Terminando esta minha mensagem, afirmo que efectivamente a sua vida desmentiu, sem qualquer sombra de dúvida, a amargurada confissão que Antero de Quental penosamente proferiu nos derradeiros anos: - «Cheguei à morte e a vida não vivi.» Pelo contrário, ele poderia com verdade atestar, como S. Paulo (1Timóteo, 4, 7-8): - «Lutei o melhor que pude pela causa do Evangelho de Cristo, percorri o meu caminho e guardei a fé; agora só me resta receber a merecida recompensa, que o Senhor, justo Juiz, me dará no dia marcado; e não apenas a mim, mas também a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda.» * Texto proferido no centenário do nascimento de Mons. Raul Duarte Mira, na paróquia do Luso, no dia 3 de Maio de 2008 |
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
[1831.] Agir. Reagir. Decidir.
Estamos a três meses das Eleições para o Parlamento Europeu. O único momento próximo de uma democracia que 57 anos de união europeia concederam. Em 25 de maio (os ingleses votam à quinta...) os europeus escolherão um parlamento e depois disso, as maiorias ditarão um novo presidente da comissão e depois um presidente para o conselho europeu.
Precisamente três meses antes vemos os partidos políticos portugueses, conservadores como não podiam ser mais, apresentar os cabeças de lista do costume. Sem novidades, sem nada de motivador. João Ferreira outra vez pela CDU, Marisa Matias outra vez pelo Bloco de Esquerda, Paulo Rangel e Nuno Melo outra vez pelo PSD/CDS, Francisco Assis (mais uma vez) pelo PS. E mais uma vez as esquerdas não se entenderam e Carvalho da Silva não pode aparecer como o congregador da Esquerda Portuguesa (talvez fique para as Presidenciais). O Partido Livre ainda não tem cabeça-de-lista, mas quase que aposto que será Rui Tavares...
Mesmo assim, um ano após o ANO EUROPEU DO CIDADÃO, a União Europeia sugere como mote para as próximas europeias o lema «Agir/Reagir/Decidir». Parece ser ridículo, depois de uma crise onde os nossos líderes nos deram a entender que os alemães eram mesmo mauzões, que Merkel é nome de vilã, que os franceses são chauvinistas, que os gregos são preguiçosos, que os irlandeses é que são os meninos bonitos e que os ingleses já não querem saber de nós.
Vai ser difícil votar em 25 de maio. A melhor ação poderá ser a reação natural de não querer participar no que já está há muito decidido!
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
[1830.] Lunae dies
Ontem eramos muitos, hoje já somos milhões...
Curso de Guias do Núcleo e Dia de B.-P. 2014, cá em casa... 300 almas a vibrar.
Lindo!
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domingo, 23 de fevereiro de 2014
[1825.] Cuerdas (Linda historia para 'reflexionar')
[1824.] 40 anos... de 'Portugal e o Futuro'
Faz hoje 40 anos que foi lançado o livro 'Portugal e o Futuro', de António de Spínola, na altura general e vice-Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e antigo governador da Guiné-Bissau.
A publicação deste livro, dois meses e dois dias antes do Golpe Militar, abanou a Ditadura liderada por Marcello Caetano de forma fundamental. Depois da publicação deste livro Marcello ainda apresenta a sua demissão ao Presidente da República, mas Américo Tomaz não aceita. Os fieis ao regime vão prestar vassalagem ao Presidente do Conselho, um gesto que fixou conhecido como a "Brigada do Reumático" e pelo facto de nem Spínola nem Costa Gomes lá terem ido, foram demitidos em 14 de março.
Parte do livro, a revisão pelo menos, foi feita em Luso, no concelho da Mealhada.
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sábado, 22 de fevereiro de 2014
[1833.] Україна є Європа (якщо ви хочете!)**
[1823.] Dia de B.-P.
Irmãos caríssimos,
Assinalamos
hoje o 157.º do fundador do Movimento Escutista, Robert Baden-Powell, a quem
nós, os 28 milhões de escuteiros de todo o mundo, tratamos por B.-P.. É um dia
de festa, um dia de comemoração para escuteiros e também para as Guias – para
quem hoje é o Dia do Pensamento.
Comemorar
a vida de B.-P. não é apenas celebrar o Homem que idealizou, experimentou,
arriscou e viu ser aplicado e multiplicado um método de felicidade que
transforma vida de pessoas. É, acima de tudo, celebrar uma forma de estar na
vida, uma atitude perante o que poderíamos dizer “o que andamos a fazer no
mundo”. Digamos que a festa é mais bela se nos centrarmos mais no que nós
fazemos com o que B.-P. nos deixou.
Normalmente,
temos a tentação de colocar as pessoas de quem gostamos num pedestal de
perfeição e imortalidade. O próprio B.-P. diria que é um erro! B.-P. foi, ainda
hoje é, um homem muito controverso, que foi um herói da guerra mas criou um
movimento de Paz – a quem o Nobel da Paz não foi dado por mera injustiça
histórica –, que tinha uma visão do mundo e da juventude que muitas vezes
chocava com o conformismo generalizado, ou que analisado aos olhos de hoje pode
ser interpretado de maneira desproporcionada. B.-P. foi um inconformista e é
desse inconformismo que nasce um Movimento – não uma organização – que ainda
hoje cresce e se espalha.
Celebramos
hoje – de maneira muito particular nos núcleos e nos agrupamentos da Região de
Coimbra (nalguns com a homenagem maior, as Promessas e Investiduras) – a vida
de um homem que não teve qualquer pudor em, na última mensagem que dirigiu aos
escuteiros, assumir que passou “uma vida felicíssima”.
Um
homem que até na hora da morte, num momento de grande sabedoria prática, deixa
um desafio simples:“Procurai deixar o
mundo um pouco melhor de que o encontrastes”. Porque uma vida baseada na ideia
de que “o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade
dos outros” só pode ser uma vida de alegria e paz interior, uma vida em que
sentimos a felicidade de perceber que somos o Sal da Terra.
Procuremos
hoje recordar-nos de todos os chefes, guias e escuteiros que cantaram ao nosso
lado nos fogos de conselho, que acamparam ao nosso lado e que por algum motivo
já não o podem fazer. E saibamos homenagear condignamente “o homem que nos
tocou bem lá no fundo”.
Boa
Caça e Boa Pesca
Lobo
Irmão
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
[1828.] Momentos de um «abraço armilar»
Gosto muito da expressão «Abraço Armilar». É uma expressão de José Adelino Maltez que já utilizei várias vezes e que faz efetivamente sentido para um português - e nunca para um inglês ou para um francês.
Neste caso, deixo aqui o testemunho de uma recordação de um gesto de cooperação entre o diretor da EPVL e o diretor da Escola Domingos Sávio, em Inharrime-Inhambane-Moçamb
A EPVL e a Escola Domingos Sávio celebraram um protocolo de geminação em 11 de maio de 2012, uma cooperação que se quer de futuro, de igualdade e solidariedade entre duas realidades imperfeitas e inacabadas.
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
[1822.] Duas semanas loucas
Têm sido duas semanas loucas. Com muito trabalho, muitas preocupações e nenhum tempo para parar, pensar e escrever.
Volto, assim que der.
Volto, assim que der.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
[1826.] Um dia para depois de amanhã
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
[1821.] A surpreendente verdade sobre o que nos motiva
sábado, 8 de fevereiro de 2014
[1829.] Mealhada Terra Viva
Participar num fórum de discussão onde o moderador do debate dá a entender que está ali reunida a 'fina flor'... não pode deixar de ser para um cachopo como uma honra imensa. Poder estar à mesa com pessoas que são, de facto, uma referência e parte integrante da história viva de uma comunidade é um privilégio.
Assim foi, a 7 de fevereiro, durante duas horas, no Paço do Concelho, em direto para a Rádio Província no programa Terra Viva, moderado por João Paulo Teles.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
[1827.] Servir para cumprir! (I)
Na pesquisa que ando a fazer para poder escrever o opúsculo sobre a vida do Padre Abílio Duarte Simões, tenho encontrado algumas situações que se apresentam, claramente, como justificações para a concretização de uma postura, uma vida, uma atitude perante si próprio e perante os outros. Nunca chegamos a conhecer, realmente, as pessoas... para o bem (como é o caso) e para o mal. A infância, a passagem pela Guerra Colonial, por exemplo, são situações que moldaram um homem que quando se cruzou comigo era muito mais do que a visível circunstância.
Encontrei, também, esta foto, onde o jovem padre Abílio Simões, pároco da Vacariça e reitor Mealhada, ouve, atentamente, as palavras gesticuladas do veterano e (já) ancião Monsenhor Raul Mira. O texto autobiográfico que publicou no Jornal de Notícias sobre a Idalina 'da Portela' e os filhos tocou-me muito e fez-me entender muita coisa. O relato de Nelson Franco sobre o Capelão de Pereira d'Eça revelou-me tantas meias palavras...
Esta foto remete-me para um dos últimos textos do Padre Abílio publicado no Jornal da Mealhada exatamente sobre a condição de ser padre. No fundo, apresenta a sua visão sobre o que os outros pensam que o padre é...
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
[1820.] O dia antes de amanhã
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
[1819.] Paradigmas na Educação
Gostava muito de ouvir a opinião dos meus amigos e leitores aqui d' 'o fio dos dias' sobre este assunto.
Pode ser?
Pode ser?
sábado, 1 de fevereiro de 2014
[1818.] Os sinos dobram pelo rei finado…
Em 1890, no ano do Ultimato Inglês, Abílio Guerra Junqueiro, o grande escritor republicano e trasmontano, escrevia um poema, "O CAÇADOR SIMÃO", que se tornou numa das mais agressivas peças da propaganda republicana. Esse poema vaticinava a morte do caçador - um dos mais conhecidos hobbies do Rei Dom Carlos - monarca que tinha Simão como um dos seus últimos nomes próprios -. Dezoito anos depois, a 1 de fevereiro de 1908, Carlos de Bragança seria assassinado pela Carbonária no Terreiro do Paço.
Profecia, desejo, premonição, sorte ou um inevitabilidade, o poema de Guerra Junqueiro tornou-se uma peça de curiosidade mítica na história de Portugal e da República.
Nota curiosa, também, o facto de este poema ter sido dedicado ao médico Fialho de Almeida, que trabalhou na vila da Pampilhosa durante algum tempo, e de ter sido publicado na imprensa da época como no Globo, na Província e nos Pontos nos ii, entre outros.
"Logo na primeira quadra, Guerra Junqueiro, hostiliza o rei, acusando-o de indiferença, perante a agonia do seu moribundo pai, o rei D. Luís I e da dor da sua mãe, a rainha D. Maria Pia. Nas restantes quadras pode observar-se o ódio e o sentimento patriótico provocados pelo Ultimato Britânico, o qual vexou uma pátria inteira.
O ódio expresso por Guerra Junqueiro leva-o a escrever a última quadra, que se viria a revelar profética, não faltando quem a interprete como um incentivo ao regicídio (Papagaio real, diz-me, quem passa? - É alguém, é alguém que foi à caça do caçador Simão!...) [Em Simão leia-se o Rei D. Carlos].
O regicídio viria a ocorrer no dia 1 de Fevereiro de 1908, quando as armas de Manuel Buiça e de Alfredo Costa matam o Rei D. Carlos I, vindo de Vila Viçosa onde praticara a caça, e o Príncipe Real D. Luís Filipe, em pleno Terreiro do Paço." Blogue Alfobre de letras [aqui].
O poema na íntegra:
O CAÇADOR SIMÃO
Jaz el-rei entrevado e moribundo
Na fortaleza lôbrega e silente…
Corta a mudez sinistra o mar profundo …
Chora a rainha desgrenhadamente …
Papagaio real, diz-me quem passa?
— É o príncipe Simão que vai à caça.
Os sinos dobram pelo rei finado …
Morte tremenda, pavoroso horror!...
Sai das almas atónitas um brado,
Um brado imenso d’amargura e dor …
Papagaio real, diz-me, quem passa?
— É el-rei D. Simão que vai à caça.
Cospe o estrangeiro afrontas assassinas
Sobre o rosto da pátria a agonizar …
Rugem nos corações fúrias leoninas,
Erguem-se as mãos crispadas para o ar!...
Papagaio real, diz-me quem passa?
— É el-rei D. Simão que vai à caça.
A Pátria é morta! A Liberdade é morta!
Noite negra sem astros, sem faróis!
Ri o estrangeiro odioso à nossa porta,
Guarda a Infâmia os sepulcros dos Heróis!
Papagaio real, diz-me, quem passa?
— É el-rei D. Simão que vai à caça.
Tiros ao longe numa luta acesa!
Rola indolentemente a multidão …
Tocam clarins de guerra a Marselheza …
Desaba um trono em súbita explosão!...
Papagaio real, diz-me, quem passa?
— É alguém, é alguém que foi à caça
Do caçador Simão!...
O CAÇADOR SIMÃO
Jaz el-rei entrevado e moribundo
Na fortaleza lôbrega e silente…
Corta a mudez sinistra o mar profundo …
Chora a rainha desgrenhadamente …
Papagaio real, diz-me quem passa?
— É o príncipe Simão que vai à caça.
Os sinos dobram pelo rei finado …
Morte tremenda, pavoroso horror!...
Sai das almas atónitas um brado,
Um brado imenso d’amargura e dor …
Papagaio real, diz-me, quem passa?
— É el-rei D. Simão que vai à caça.
Cospe o estrangeiro afrontas assassinas
Sobre o rosto da pátria a agonizar …
Rugem nos corações fúrias leoninas,
Erguem-se as mãos crispadas para o ar!...
Papagaio real, diz-me quem passa?
— É el-rei D. Simão que vai à caça.
A Pátria é morta! A Liberdade é morta!
Noite negra sem astros, sem faróis!
Ri o estrangeiro odioso à nossa porta,
Guarda a Infâmia os sepulcros dos Heróis!
Papagaio real, diz-me, quem passa?
— É el-rei D. Simão que vai à caça.
Tiros ao longe numa luta acesa!
Rola indolentemente a multidão …
Tocam clarins de guerra a Marselheza …
Desaba um trono em súbita explosão!...
Papagaio real, diz-me, quem passa?
— É alguém, é alguém que foi à caça
Do caçador Simão!...
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01_FEV,
História de Portugal,
Saturni dies
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