segunda-feira, 21 de abril de 2014
[1863.] A minha Medelim
Gosto muito da Mealhada, do concelho todo, é a minha terra, mas é em Medelim que tenho as minhas raízes, a mais elementar da minha origem. Aqui sou o eu mais verdadeiro e límpido.
Venho para cá regularmente desde os meus 4 meses e cada canto tem para mim um significado especial. Desde o calor infernal dos agostos que só nos veem na rua às seis da tarde... às histórias das bengaladas da Mariazinha Cartola, das compras no Zé Careca, do rebanho do Ovelha-douda debaixo da janela do meu quarto. E do frio dos natais, do medo da infância das fotografias escuras dos bisavós no quarto do chão a ranger e do fantasma do padre que morreu no quarto de cima...
Gosto de Medelim, como se gosta de casa. Durmo mais tranquilamente em Medelim, e a falta de rede no telemóvel coloca-me num estado letárgico de grande criatividade.
E tenho saudades da teimosia do avô António, que na austeridade do amor me mostrava o mundo todo do Mercado à Mona e do Chão da Eira ao resto de uma terra cheia de alcunhas e antepassados, onde acamparam romanos, viveram templários e terão estado árabes. Ó ultimo saque dos franceses de Napoleão na velha Santa Maria Madalena de Medelim.
Foi bom. Pena que não haja sempre tempo para mais.
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domingo, 20 de abril de 2014
[1862.] O fabuloso mundo da avó Alice
A realidade é completamente mutável. Muito mais subjetiva do que qualquer certeza.
Obrigado avó por me ensinar o quanto podemos fazer da fantasia uma tão perentória e convicta realidade. Mesmo que o faça sem querer, sem se aperceber... Acredito hoje que é a doença que a mantém viva e que lhe dá animo para um dia seguinte onde vai viver todas as angustias, alegrias, tristezas e lutos da vida, outra vez.
Um encontro sempre com muitas lágrimas. De estoirar o coração, mas emocionante e apaixonado.
Páscoa feliz! Se hoje tivesse sido domingo de Páscoa.
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domingo, 13 de abril de 2014
[1861.] De pé diante dos homens...
No dia que começa a Semana Santa, quando já se começa a comemorar os 40 anos do 25 de abril, e quando se assinalam os oito dias da entrada na diocese portucalense de D.António Francisco dos Santos, aparece-nos hoje o 25.º aniversário da morte de António Ferreira Gomes, o Bispo do Porto que afrontou Salazar.
A não perder e a lembrar... sempre.
A não perder e a lembrar... sempre.
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quarta-feira, 26 de março de 2014
[1860.] Momentos de felicidade (35)
Momentos da festa familiar do meu XXXV aniversario.
Obrigado a todos os que se lembraram de mim, que me brindaram com um sorriso e com os votos de parabéns (ou de cumpleaños, como dizem os castelhanos).
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quarta-feira, 19 de março de 2014
[1859.] Dia do (meu) Pai
Comemorar o Dia do Pai no dia de São José só pode querer dizer que "Pai não é quem faz... é quem educa!"... Não resisto a, com todo respeito, e sem qualquer intenção herética e/ou pecaminosa, sublinhar as parecenças entre o José de Nazaré e o Anfitrião, marido de Alcmena, mãe de Hércules... mas enfim. Fica o testemunho de ambos.
Eu e o meu pai somos os dois 'Carneiro' de signo, eu faço anos a 26 de março e ele faz três dias depois. O mesmo é dizer que temos o mesmo feitiozinho prepotente e mandão de quem pensa que é o macho alfa num redil onde só pode haver um... e não dois (ou no caso três, que o meu irmão também é da mesma raça). Ao longo de muitos anos a relação com o meu pai foi sempre de choque frontal. Eu perdia sempre, porque bastava ele levantar a voz para eu me desfazer em lágrimas... mas enfim...
Hoje, eu ainda não sou pai e ele ainda não é avô... mas apesar das semelhanças amadurecemos e estamos mais próximos (frutos da vida). E talvez me seja mais fácil dizer isto aqui do que dizer-lhe cara a cara... Gosto de ti, apesar desse nosso feitiozinho... lixado!
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terça-feira, 18 de março de 2014
[1858.] Nascitur exiguus, sed opes acquirit eundo amnis*
Estou muito feliz!
Ontem nasceu o Pedro Martinho (no dia de São Patrício) e hoje nasceu o Manuel. Dois filhos de dois casais amigos que me garantem a tranquilidade de 'amanhãs que cantam'.
O ciclo da vida garante-nos a continuidade da raça,... com mais dois 'burrinhos' de Março! Parabéns aos pais e às mães (Ovelha Louca e Diana Cardoso) e (Filipe Costa e Maria João) - três deles três bons escuteiros.
E a garantia de estar aqui para ajudar a educar e a transformá-los em Homens Novos!
* [O rio nasce pequenino, mas com o caminhar adquire forças - Ovídio, Ars Amatoria 2.1.343]
segunda-feira, 17 de março de 2014
[1857.] Feliz Dia de São Patrício
[1856.] I love the 80's?
A escola hoje está no furor dos 80's... A música, a roupa, o decor... as conversas pululam para além de um tempo que a maior parte dos nossos alunos não imagina que alguma vez tenha acontecido e que alguns dos professores e funcionários ainda não conseguem criticar e avaliar. É um motivo engraçado e profundamente improvável para uma conversa à hora do almoço... na memória dos jogos de computador que hoje envergonhariam qualquer criança de três anos, até à forma como o tempo era passado... com os banhos exclusivos de sábado à noite e as longas brincadeiras de um fim-de-semana que era sempre muito pequeno...
domingo, 16 de março de 2014
[1855.] 40 anos... da Revolta das Caldas
Faz hoje 40 anos que, aconteceu o episódio que para a História da Democracia Portuguesa ficará conhecido como a Revolta das Caldas. Um golpe falhado, mais um - como já havia sido o da Revolta da Mealhada, em 11 de outubro de 1946 - com vista ao derrube do Estado Novo, nesta altura, em 1974, já no final da Primavera Marcelista. O golpe, alegadamente, "pouco preparado" foi o percursor do 25 de Abril, uma vez que ajudou a congregar a ideia de que os oficiais teriam de se unir em torno do Movimento das Forças Armadas se quisessem acabar com o regime.
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-03-16-revolta-das-caldas-serviu-para-preparacao-do-25-de-abril;jsessionid=009CE3B29EDEB6145858AA9573C29CCE
O '16 de Março' tem lugar onze dias depois do documento de Ernesto Melo Antunes 'Os Militares, as Forças Armadas e a Nação' ter sido aprovado na reunião da Comissão Coordenadora do MFA. Tem lugar, ainda, dois dias depois de os generais António de Spínola e Francisco da Costa Gomes, Chefe e Vice-Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, respetivamente, serem demitidos por não terem ido ao beija-mão da Brigada do Reumático.
O Golpe previa a participação de outras unidades militares, mas apenas o Regimento de Infantaria n.º 5, das Caldas da Rainha, saiu do quartel e marchou sobre Lisboa, sob o comando do capitão Armamdo Marques Ramos, com 250 homens. Às portas de Lisboa, isolado, capitula perante as unidades leais ao regime. São todos presos, na Trafaria.
Na televisão, o presidente do Conselho, Marcello Caetano, consideraria a ação como "um triste episódio militar" fruto da "irreflexão e a ingenuidade de alguns oficiais". Mas a revolta não foi indiferente ao Chefe do Estado Novo, que se refugiou no Palace do Bussaco, nos dias imediatamente a seguir, para refletir e repensar a estratégia de (não) renovação do regime que prometera.
Texto do Correio da Manhã:
A Revolução a 40 Km/h das Caldas para Lisboa
Saíram do quartel das Caldas da Rainha para fazerem a revolução. À beira de Lisboa, os oficiais da RI5 voltaram para trás. A má comunicação e a chuva impediram que o 25 de Abril de 1974 tivesse nascido no 16 de Março
Céu cinzento. Sábado. Meia-noite. 16 de Março. 1974. Uma arma. Dois homens. Defrontam--se. Virgílio Varela, o então novato capitão do Movimento das Forças Armadas (MFA) detém o segundo-comandante do Regimento de Infantaria 5 (RI5) das Caldas da Rainha. Os camaradas Rocha Neves e Silva Carvalho aparecem. Neutralizam a direcção da unidade. O comandante acorda. Mal larga a cama é preso.
As tropas movimentam-se. Camiões. Unimogues. Berliets. Jipes formam a coluna que estava pronta para partir. A meta era ocupar o aeroporto da Portela. E os militares estão impacientes. Têm pressa. Pensam que estão atrasados. Outras forças esperam por eles. Engano. A RI5 é a única que está a cumprir o plano, desde há semanas alinhavado e confirmado na véspera, em Lisboa, na casa de Manuel Monge, capitão do MFA, onde estavam presentes Otelo Saraiva de Carvalho e Casanova Ferreira.
A tensão sobe. O tempo voa. Quatro da amanhã. O troço de soldados em linha comandada pelo capitão Armando Marques Ramos atravessa os portões do aquartelamento do RI5, e inicia a marcha rumo a Lisboa. Os trinta e três oficiais, e mais de duzentos soldados, querem derrubar a ditadura mais teimosa da Europa.
O velocímetro não impõe milagres; 40 km/hora era o máximo que as máquinas bélicas suportavam. Mesmo assim, às seis da manhã, alcançam a capital. A três quilómetros das portagens de Sacavém deparam-se com um golpe totalmente distinto do almejado. Dentro de um Mini, os majores Casanova Ferreira e Manuel Monge trazem novidades. Péssimas; para darem meia-volta e voltar para o lugar de onde tinham vindo. Razões? Falta de planeamento e de comunicação. A chuva não explica o motivo do falhanço, mas os rádios ANGRCq fraquejaram com tantas nuvens.
Pior do que o boletim meteorológico foi o facto das outras unidades, como o Centro de Instrução de Operações Especiais, e inclusive a de Lamego – a pioneira a dar sinais de rebelião, não tinham, sequer, movido um pé. As forças de Mafra ainda andaram 13 quilómetros, em vão. Retrocederam. Os apelos radiofónicos estão a milhas do êxito.
Ninguém. Somente a RI5 pactuou com o golpe celebrizado por 'Golpe das Caldas'. A tentativa falhara redondamente. Os oficiais não acreditam. Alguns não se conformam. Outros não querem arredar o pé. O capitão Armando Ramos recusa-se a dar a meia-volta sugerida. Insiste em realizar o intento: ocupar o aeroporto. E está preparado. Se a coisa azedar e ficar torta, dois aviões seriam a solução ideal para fugir, por exemplo para Suécia, ou para outro canto do mapa. Silva Carvalho aplaude a ideia. Também discorda com a marcha-atrás. Mas Casanova e Monge convencem-nos; lembram que no aeródromo estariam isolados, e no quartel das Caldas ficariam mais protegidos. O Mini fica estacionado em Sacavém. Monge e Casanova acompanham a coluna militar.
Às oito e quase quinze da manhã entram no quartel. A roupa e o corpo ensopados da humidade, e o estômago a dar as horas, falaram alto. Há quem peça o pequeno-almoço para o regimento. A comida não teve gustação doce. São cercados pela RI15 de Tomar, RI7 de Leiria, Polícia Móvel, Escola Prática de Cavalaria de Santarém e pela GNR e pela PIDE/DGS. O Brigadeiro Serrano ameaça abrir fogo. Os militares sentem-se à-vontade; havia oficiais que se posicionavam do lado dos revoltosos.
A rendição surge às cinco da tarde. Os trinta e três oficiais são presos na biblioteca e os praças e sargentos no refeitório. Monge, Casanova, Ivo Garcia, Silva Carvalho, Marques Ramos e os que mais deram a cara pelo movimento seguem o caminho da prisão da Trafaria. A esmagadora maioria dos participantes acabam por ser transferidos para Santa Margarida. Ao que consta, uma semana após a saída em falso, o quartel das Caldas da Rainha tinha sofrido uma limpeza: só se viam caras novas.
Teve influência. Quiçá foi uma resposta. Emotiva.
(...)
Decorreram trinta e quatro anos, mas para Armando Marques Ramos, o militar que assumiu o comando do regimento RI5, parece que foi há meia--hora. O coronel não esconde a emoção. Considera 'O Golpe das Caldas' uma data deveras marcante na História de Portugal.
'Foi o dia em que tive a certeza que valeu bem a pena ter nascido'. As palavras ficam pequenas para relatar a alegria, exprimir a emoção, o contentamento ímpar: 'Nós íamos libertar o país. E que ninguém esqueça; se não fosse o 16 de Março de 1974 não teria existido o 25 de Abril.'
Sem dúvidas. O regime ditatorial conhecia de ginjeira o que se estava a passar no seio das Forças Armadas. O sonho, simples, consistia em implementar os três 'D' – desenvolver, democratizar e descolonizar.
'Não.' Para o tenente-coronel a tentativa de afundar a ditadura não foi um acto precipitado. 'É claro que antes da reunião em casa do Manuel Monge, já tínhamos as coisas alinhavadas.' A tampa que os pára-quedistas tinham dado a 12 de Março de 1974 não esmoreceu a gana de dar um coice ao fascismo.
Quando saiu pelas nove e meia da tal reunião em Lisboa, em casa de Monge, foi directamente para as Caldas da Rainha, convicto da possibilidade da realização dos objectivos. Porém, os camaradas de outras unidades mudaram de ideias. Venda Novas não quis aderir. A chave do paiol de Santarém estava na mão do 'inimigo'. Mafra saiu mas desistiu. 'Se houve falha foi por causa da comunicação'. As transmissões das rádios, quase, primárias. A dificuldade de transmitir oks, sins, nãos, induziu descoordenação.
'O coronel Romeira, da Cavalaria 7 estava feito connosco, mas na altura hesitou'. Mais do que hesitar, telefonou para o cunhado que tinha um cargo no Governo, e terá dado com a língua nos dentes. Spínola adverte Manuel Monge para essa probabilidade. Ao capitão e a Casanova só lhes resta a hipótese; travar o golpe de estado. 'Foi uma decepção'. E um militar decepcionado aos 31 anos tem força. Mas não chegou. 'Fiquei preso na cadeia da Trafaria'. Trataram-no bem. Sabia que, mais tarde ou mais cedo, a viragem era certa. Apanhou um pequeno susto. Quando Marcelo Caetano é ovacionado no Estádio de José Alvalade, o coronel disse 'Ai, ai, ai'. Mas os ais não tinham fundamento.
'Reina a ordem no país' disse Marcelo a 28 de Março de 1974, na sua derradeira 'Conversa em Família', na RTP. Saiu-lhe caro. Quarenta dias após o 'Golpe das Caldas', a Revolução de 25 de Abril derrubava o regime absolutista. Reinava a ordem da liberdade.
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sábado, 15 de março de 2014
[1854.] Espero por ti... e tu por mim?
POR TI
Por ti espero naquela roça grande
no perfume do izaquente
no sopro do vento irrequieto
no riso da montanha misteriosa.
Por ti espero junto ao secador
que meu avô ajudou a construir
e o cheiro do cacau
invade o corpo
que acalenta a esperança
de rever-te.
Espero sentada
no caminho que vai até à Grota
e serpenteio
a estrada de Belém onde as fruteiras
espreitam o sol
e o vianteiro.
Por ti espero
na calma do poente
entre a ânsia
e o amor que me consome.
A tarde vai caindo e nostalgicamente
arrastando o meu dilúvio de ternura.
Por ti espero ainda
no breu da noite imensa
na raiva que a paixão derrama e sangra
e é o tam-tam da madrugada que me obriga
a apagar da memória
a tua imagem
OLINDA BEJA
1946
São Tomé e Príncipe
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[1853.] Ser ou não ser uma Nação Metafísica...
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sexta-feira, 14 de março de 2014
[1852.] Veneris dies in White Day
Fez hoje, aos primeiros minutos do dia, logo depois da meia noite, seis anos que a Inês respondeu "sim" ao sms onde lhe fazia a pergunta "queres namorar comigo?". Tudo o resto é a história de um sim.
Começámos a namorar no 'White Day', um dia que foi criado pelos japoneses, um mês depois do dia de São Valentim, Dia dos Namorados, para servir de contraponto a esse momento. No 'White Day', os namorados que receberam prendas, retribuem o gesto à sua cara metade.
A comemoração começou em 1978, quando um fabricante de marshmallow começou a vender a ideia aos homens de que eles deveriam retribuir as mulheres que lhes deram chocolates e outros presentes com marshmallows. Originalmente o dia foi chamado de dia dos marshmallows, e mais tarde mudado para White Day.
Logo, as companhias de chocolate perceberam que podiam capitalizar esse dia e começaram a vender a ideia de dar chocolate branco. Agora, os homens japoneses dão marshmallows, chocolate branco e não branco, bem como outros presentes comestíveis e não-comestíveis para as mulheres que foram gentis o suficiente para pensar neles e presenteá-los com chocolate no Dia dos Namorados um mês antes.
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quinta-feira, 13 de março de 2014
[1851.] Expressionismos russos
Considera Nikolai Chulguine que a Rússia é uma Nação Metafísica... Uma Nação que "se assume de um ponto de vista transcendental, representando diversos espaços histórico geográficos de uma só e mesma nação. Daí a sua atracção e repulsão recíprocas".
Não é fácil compreendermos a Rússia de Putin e Medvedev no séc. XXI, nem compreendermos o discurso patriótico do "somos por todos odiados" para unir um povo que é heterogéneo demais para ser um só. Uma estratégia esgotada na primeira metade do século XX, que se repete para lá dos Urais.
Não é fácil compreendermos a Rússia de Putin e Medvedev no séc. XXI, nem compreendermos o discurso patriótico do "somos por todos odiados" para unir um povo que é heterogéneo demais para ser um só. Uma estratégia esgotada na primeira metade do século XX, que se repete para lá dos Urais.
Fica uma imagem russa, ou da Rússia, por Alexej Georgewitsch von Jawlensky (13.03.1864 - 15.03.1941)
terça-feira, 11 de março de 2014
[1849.] Suspiros de España
Suspiros de España é um popular pasodoble espanhol. Foi composto pelo maestro Antonio Álvarez Alonso, em Cartagena, em 1902. Em 1938 foi acrescentada letra por Juan Antonio Álvarez Cantos (1897-1964), sobrinho do compositor, para ser cantada num filme por Estrellita Castro.
É a minha homenagem aos mortos no 11 de Março de 2004, no atentado de Atocha, em Madrid, há precisamente 10 anos.
segunda-feira, 10 de março de 2014
[1848.] Rir do medo
Esta é a imagem da edição de 2014 do Carnaval da Mealhada.
Lembro-me de carnavais com rábulas e piadas que faziam gargalhar o público. Mas nunca tinha visto nada que sacasse um efusivo aplauso do público. E isso parece-me um sinal muito importante. O Batuque tem mostrado que é possível inovar num desfile regulamentado e cada vez mais (e bem) formatado a um modelo definido. Mas é possível inovar. E foi possível criar grandes momentos de alegria com a criação da Ala Folia, ou da Velha Guarda. Assim como se demonstrou ser possível num carnaval brasileiro de samba colocar um momento de teatralização e espetáculo, que não teria funcionado numa comissão de frente, mas que deste modo, até recebeu aplausos do publico.
As escolas devem sempre procurar melhorar pela aproximação ao modelo do Rio de Janeiro. Mas parece-me que faz sentido ter sentido critico e autonomizarem-se pela criatividade, pela inovação, pela invenção de um modelo que pode ser avaliado e avaliável, mesmo que sem perder a matriz brasileira.
domingo, 9 de março de 2014
[1847.] Tentação
I Domingo da Quaresma
EVANGELHO Mt 4, 1-11
Jesus jejua durante quarenta dias e é tentado
«Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome.»
sábado, 8 de março de 2014
[1846.] Reflectio
A um líder exige-se que tome as decisões necessárias, unicamente tomando em consideração o que lhe parece ser o bem-comum coletivo dos que lidera. Sempre que se deixe de o fazer ou sempre que se sinta limitado pelos interesses individuais ou a pela progressão na carreira de alguém (ou de si próprio) está a ser desonesto e não é, de facto, um líder.
[1845.] Feliz Dia Internacional da Mulher
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sexta-feira, 7 de março de 2014
[1844.] Bono says
"A Europa é um pensamento
que se tem que transformar num sentimento"
Bono Vox, no Congresso do Partido Popular Europeu, em Dublin
quinta-feira, 6 de março de 2014
[1843.] “Há obras em que é indiscutível a presença de tumores”
As Três Graças
Peter Paul Rubens
1639
Óleo sobre tela
221X181 cm
Museu do Prado, Madrid
Óleo sobre tela
221X181 cm
Museu do Prado, Madrid
Uma imagem para ilustrar uma noticia. Uma conferência no sábado, Dia Internacional da Mulher, sobre Cancro da Mama na Arte, pela médica Helena Saldanha, catedrática da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, no Museu Machado de Castro, em Coimbra. Uma iniciativa promovida pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.
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