domingo, 2 de novembro de 2014
[1924.] 8 anos
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
[1941.] Só não se queixem...
Portugueses e brasileiros são muito parecidos... não há duvida. Com o coração ao pé da boca, uns e outros ralham muito e algumas vezes manifestam-se. Os portugueses não, mas os brasileiros até são espancados na rua à frente das câmaras de tv do mundo para dizer mal do regime e do sistema, em vésperas de enchente mundial.
Só que, no dia de ir a votos, uns e outros preferem ficar com tudo na mesma... Apesar do mensalão, da corrupção, do cinismo e da arrogância! Mais vale um triste, velho e gordo burro que me carregue do que um corcel que me derrube. Fazem muito bem... mas por favor não se queixem!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
[2102.] Entrevista ao Clube da Comunicação Social de Coimbra

No dia 22 de outubro de 2014 tive o prazer de ser entrevistado pelo Clube da Comunicação Social de Coimbra, especificamente pelo Professor Armando Braga da Cruz e pelo Dr. Américo Baptista dos Santos.
Aqui estão os links:
http://ccscoimbra.blogspot.pt/search?q=nuno+canilho
https://chirb.it/GxdpIx
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
[1923.] As (novas) Marias da Fonte nunca nascidas
Lembro-me de, há uns anos, um autarca declarar que uma determinada medida do Governo - no caso uma alteração a um imposto que aumentava a fórmula de pagamento e, por conseguinte, o valor a pagar - ia ser uma "Nova Maria da Fonte"!
Nunca mais me esqueci da expressão... e vi a medida ser implementada e nunca cheguei a ver "a minhota de pistolas na mão!".
Vem isto a propósito da contestação do Povo português... das contestações que achamos que vão nascer e da verificação, posterior, de que afinal fica tudo na mesma e mesmo que alguns políticos ou comentadores gritem um bocadito, o Bom Povo nunca chega a vias de facto... nunca pega nas forquilhas... e com o tempo até os políticos e os comentadores se acomodam...
Não é isso que aconteceu ou está a acontecer com a Reforma das Freguesias?
Passou um ano... e já está tudo bem... já não há problemas nenhuns... já nos acomodámos... como sempre...
Imagem de Maria Estela Veloso de Antas Varajão Costa Gomes, num retrato de Mestre Henrique Medina
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014
[1922.] Um ano depois...
Faz hoje um ano que me tornei Diretor-geral da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, sucedendo a alguém que o ocupou o cargo desde a fundação da escola e de forma extremamente carismática durante 23 anos. O desafio era imenso. Acredito que com o voto de confiança demonstrado por quem me nomeou, com a certeza de que tinha de demonstrar aos que não concordavam que estaria à altura, encontrei o meu registo. Com o apoio da pessoa a quem sucedi criámos um sistema de sucessão fora do habitual e sem precedentes. Com o apoio de professores, funcionários e da diretora pedagógica fizemos o caminho que tinha de ser trilhado.
Foi muito bom, está a ser muito bom. Obrigado a todos pela ajuda.
Foi muito bom, está a ser muito bom. Obrigado a todos pela ajuda.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
[1921.] Ontem voltei a Rodrigo Leão
Pasión
No, no digas que yo me mueroAmor, mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino
Ay, abrazame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefeiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acercate a mí, abrazame a ti por Dios
Entregate a mis brazos
Tengo un corazón ganando
Yo sé que vos me estas escuchando
Con mis lagrimas te quiero
Pasión, sos mi amor sincero
Ay, abrazame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefeiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acercate a mí, abrazame a ti por Dios
Entregate a mis brazos
[1920.] O Porquê do V da Vitória...
No sábado, na hora em que Paulo Valdez, enquanto secretário regional dos Adultos e mandatado pela Junta Central, me entregou o colar de três contas, depois de o cumprimentar, ergui a mão e fiz o V da Vitória com os dedos. O João Fortunato captou o momento e a foto foi por mim colocada no facebook como capa. Recebeu um número significativo de gostos, um ou outro comentário mas suscitou várias mensagens privadas.
Interessa portanto esclarecer o gesto. Quem me conhece sabe que aprecio gestos e simbolos e não os uso sem ter uma intenção especifica e concreta. Não teve qualquer conotação política ou partidára, mas sim é um V de Vitória. A ultima vez que fiz um gesto semelhante foi quando me casei...
Efectivamente, no sábado, com a entrega do colar de contas alcancei uma grande vitória. Suei para ter este colar de contas e era uma questão de honra conquistá-lo.
- Comecei a fazer um CAP da IV secção há uns 9 ou 10 anos. Não consegui concluí-lo porque falhei uma sessão e não me deixaram prosseguir.
- Em 2008 fui a Aveiro fazer o CAP da III secção. Não consegui concluir porque faltei a uma sessão e ficou tudo pelo caminho.
- Em 2009, estava nas equipas nacionais, inscrevi-me para fazer um CAF. Tive um acidente a caminho de Vila Nova de Milfontes e foi tudo or agua abaixo.
- Em 2012 fiz o CAP da II secção, de novo em Coimbra, já se passaram dois anos e continuo à espera da homologação.
- E em 2013 fui, então, fazer o CAF. Como descrevi aqui: [1782.] "Em fevereiro de 2012, sabendo que ia abrir novo curso nesse ano, pedi à Junta Regional de Coimbra que me inscrevesse no CAF. Depois de me fazerem esperar sete meses por uma resposta, no dia seguinte ao fim do prazo, consegui que me dissessem que "não iam aprovar o meu nome, nem o inscrever, mas que não se opunham a que eu fizesse, pessoalmente, a inscrição", que eles sabiam que só poderia ser feita através das juntas regionais. Felizmente, o número de desistências no curso e a boa-vontade fez com que os serviços centrais aceitassem a minha inscrição unilateral.
Fiz o curso, em Fátima, com algum sacrifício, confesso, mas com muito prazer.
Portanto custou mas foi. E ter estas contas ao pescoço é uma vitória, que dedico a todos e a tudo o que me ajudou a torná-lo possivel. Contra a vontade de alguns que fizeram o que podiam para o impedir.
Agora, como sempre, prossigo disponível a servir o CNE que serve.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
[1919.] O Eco dos nossos actos
É muito interessante o processo que vai desde aquele momento em que, em equipa, tivemos uma ideia até ao outro momento em que vemos as coisas que sonhámos acontecerem. É muito reconfortante ver esse tempo passar e as coisas construírem-se a um ritmo alucinante. Mas acontecerem.
No sábado, ver o bispo de Coimbra, perante 1400 escuteiros, fazer uma homilia sobre uma ideia construída por uma equipa de que fiz parte, aproveitando-a, desenvolvendo-a, servindo-se dela para pedir testemunho e alegria, encheu-me o coração.
E fez-me pensar: Faz sentido Servir sem Medo!
terça-feira, 7 de outubro de 2014
[1918.] Ensarilharam-se os designios e as tralhas dos dois.
BALADA ASTRAL
MIGUEL ARAUJO COM INÊS VITERBO
Quando Deus pôs o mundo
E o céu a girar
Bem lá no fundo
Sabia que por aquele andar
Eu te havia de encontrar
Minha mãe, no segundo
Em que aceitou dançar
Foi na cantiga
Dos astros a conspirar
Que do seu cósmico vagar
Mandaram o teu pai
Sorrir pra tua mãe
Para que tu
Existisses também
Era um dia bonito
E na altura, eu também
O infinito
Ainda se lembrava bem
Do seu cósmico refém
Eu que pensava
Que ia só comprar pão
Tu que pensavas
Que ias só passear o cão
A salvo da conspiração
Cruzámos caminhos,
Tropeçámos num olhar
E o pão nesse dia
Ficou por comprar
Ensarilharam-se
As trelas dos cães,
Os astros, os signos,
Os desígnios e as constelações
As estrelas, os trilhos
E as tralhas dos dois.
_____
Amo-te muito, princesa!
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
[1917.] O CNE sem medo
Haverá vários CNE (Corpo Nacional de Escutas).
Estar em Braga (VN Famalicão), assistir à tomada de posse da Junta Regional - liderada pelo Hugo Cunha, que tem 33 anos -, ver uma atividade onde participaram 10 mil escuteiros, mostra que há um CNE vivo, sem medo, arrojado, e acima de tudo jovem e com vitalidade.
Participar no ENFORMA - Encontro Nacional de Formadores do CNE - mostrou-me que há um CNE que quer transformar. Ver que são os chefes mais antigos que estão mais motivados com o Sistema de Renovação da Formação de Dirigentes, que há vários ritmos mas um sentido comum de mudança pela positiva, de alegria e orgulho nas novas medidas e metas, mostra-me que há um CNE reformista e na vanguarda da transformação.
Ouvir alguns discursos e intervenções de lideranças de topo mostra-me que há um outro CNE, enquistado, mal fardado e mal humorado, que adora passar graxa ao clero e por tudo e por nada elogiar as batinas e bater no peito. Um CNE que ignora a juventude que o outro CNE procura servir. Um CNE que fala demais quando devia estar em silêncio e que se cala quando devia intervir na sociedade.
Há, afinal, vários CNE... Mas há um que prefere "Servir sem medo!". E isso é que importa. O outro? Durará enquanto quisermos!
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
[1916.] Nos desenhos animados é raro chover
Eu quero a sorte de um cartoon
Nas manhãs da RTP 1
És o meu Tom Sawyer
O meu Huckleberry Finn
E vens de mascarilha e espadachim
Lá em cima há planetas sem fim
Tu és o meu super-herói
Sem tirar o chapéu de cowboy
Com o teu galeão e uma garrafa de rum
Eu era tua e mais nenhum
Um por todos e todos por um
Nos desenhos animados
Eu já conheço o fim
O bem abre caminho
A golpe de espadachim
E o príncipe encantado
Volta sempre para mim
Eu sou Jane e tu Tarzan
Julieta do meu Dartagnan
Se o teu cavalo falasse
Tinha tanto para contar
Ao fantasma debaixo dos meus lençóis
Dos tesouros que escondemos dos espanhóis
Nos desenhos animados
Eu já conheço o fim
O bem abre caminho
A golpe de espadachim
E o príncipe encantado
Volta sempre para mim
Quando chegar o final
Já podemos mudar de canal
Nos desenhos animados
É raro chover
E nunca, quase nunca acaba mal
By the power of Greyskull
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
[1915.] Melhor (não) jogar pelo seguro...
Foto do dia
Depois de perder as primárias,
António José Seguro demitiu-se do cargo de secretário-geral do PS
Deve ser frustrante andar com a cruz às costas e na fase em que pode parecer estar-se na reta final alguém nos derruba e toma o lugar, quando o pior já passou... Ser líder do PS hoje não é tão difícil como há três anos, quando a missão era atravessar o deserto fazendo oposição a um governo de coligação que está preso a um acordo de assistência draconiana negociado e assinado pelo PS. Quando o objetivo era resistir a uma imagem de PS onde o líder anterior está todas as semanas, na televisão pública a vomitar trampa na ventoinha.
Seguro era um líder frágil, mas aguentou o partido na fase mais difícil da sua história. Seguro era um líder jovem e progressista, mas completamente isolado e constantemente debaixo de mira. Como se tivesse um alvo nas costas...
Mas fez o que precisava ser feito durante três anos. Abriu o caminho. Agora ver-se-á se Costa e os Socráticos têm unhas para tocar a viola num ano que falta para ganhar as eleições a um governo que tem resistido e se tem mostrado reformista e transformador. Faltam 12 meses. A ver vamos.
Costuma dizer-se que "Roma não paga a traidores"... Os militantes e simpatizantes do PS preferiram o candidato que trapaceou o líder do partido... vamos ver se vão manter-se fieis a quem já mostrou ser capaz de trair...
Seguro era um líder frágil, mas aguentou o partido na fase mais difícil da sua história. Seguro era um líder jovem e progressista, mas completamente isolado e constantemente debaixo de mira. Como se tivesse um alvo nas costas...
Mas fez o que precisava ser feito durante três anos. Abriu o caminho. Agora ver-se-á se Costa e os Socráticos têm unhas para tocar a viola num ano que falta para ganhar as eleições a um governo que tem resistido e se tem mostrado reformista e transformador. Faltam 12 meses. A ver vamos.
Costuma dizer-se que "Roma não paga a traidores"... Os militantes e simpatizantes do PS preferiram o candidato que trapaceou o líder do partido... vamos ver se vão manter-se fieis a quem já mostrou ser capaz de trair...
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Política
[1914.] O mentiroso silêncio, segundo Unamuno no seu 150.º aniversário
Assinalam-se hoje os 150 anos do nascimento do filosofo espanhol, Miguel de Unamuno. Um inteletual extraordinário, nascido basco e que chegou a ser reitor da Universidade de Salamanca. O professor Manuel dos Santos, meu mestre nalguns temas era um admirador do filosofo espanhol. E eu aprendi a ser com ele...Dois dias depois do Presidente da Generalitat catalã ter assinado o decreto de agendamento do referendo à independencia da Catalunha, fica a resposta de Unamuno, enquanto reitor da Universidade de Salamanca, em 12 de janeiro de 1936, quando os franquistas chamavam à Catalunha e ao País Basco o excremento da Espanha.
«Estais esperando que vos fale. Conhecei-me bem e sabeis que sou incapaz de permanecer em silêncio. As vezes, permanecer calado equivale a mentir porque o silêncio pode ser interpretado como aquiescência. Quero fazer alguns comentários ao discurso - se posso chamá-lo assim - do professor Maldonado, que se encontra entre nós. Falou-se aqui da guerra internacional em defesa da civilização cristã; eu mesmo já fiz isso em outras oportunidades. Mas não, a nossa é tão somente uma guerra incivil. Vencer não é convencer, e há, sobretudo, que convencer. O ódio - que não deixa lugar à compaixão - não pode convencer. Um dos oradores aqui presentes é catalão, nascido em Barcelona e está aqui para ensinar a doutrina cristã, que vós não quereis conhecer. Eu mesmo nasci em Bilbao e passei a minha vida ensinando a língua espanhola, a qual desconheceis [...] Deixarei de lado a ofensa pessoal que se deduz da repentina explosão contra bascos e catalães, chamando-os de anti-Espanha até porque com a mesma razão poderiam eles dizer o mesmo.»
domingo, 28 de setembro de 2014
[1913.] Pelo Mar a dentro
No sábado à noite, voltei a ver o filme de Amenabar sobre Ramón Sampedro, o galego de Xuño que, tetraplégico, pedia para morrer. O tema interessa-me e perturba-me. E, apesar de católico, reconheço que gostaria que alguém me amasse tanto ao ponto de me ajudar a morrer. O filme "Mar Adentro" é um filme que ajuda a pensar, mas que não toma posição. É um filme sobre o Amor, tal como a história de Ramón é uma história de amor.
O filme obrigou-me a ir à procura de mais... a ver a cara do verdadeiro Ramón, para além da cara de Bardem. E encontrei este documentário. E ver a cara de Rosa, que afinal se chama Ramona. E a cara da cunhada Manuela, do irmão José, e de outros intervenientes numa história com 26 anos. Em que o irmão é contra a opinião de Ramon precisamente com o mesmo argumento de Ramón. Ajudar a morrer por amor.
O filme de mostra alguns meses na vida de Ramón Sampedro. E parece fácil a rotina, a serenidade, o apoio e o dia a dia. Parece que é possivel ser feliz assim, vivendo assim, ajudando alguém a viver assim, aceitar ser ajudado assim... Mas há 26 anos a somar aqueles meses... 26 anos de sofrimento, de dependencia... de um tetraplégico que pensa: esta mulher não pode ir a lado nenhum por mim causa... porque se não não como, não bebo, mas não morro!
De tudo isto fica-me a dúvida:
Qual foi o pecado maior?
- O de permitir que um homem morra quando quiser, e assim ser deus da sua própria vida (uma oferta de Deus)?
- Ou o de ter criado tantas formas de prolongar artificialmente a vida a ponto de as pessoas terem deixado de morrer naturalmente?
Ramón diz neste documentário uma coisa muito importante. Ensinaram-nos a sublimar a vida, como a Igreja nos ensina a sublimar o sofrimento... mas porque raio não se pode sublimar a morte?
sábado, 27 de setembro de 2014
[1912.]
|
Let the sound of those he wrought for, | |
| And the feet of those he fought for, | |
| Echo round his bones for evermore. Ode on the death of Duke Wellington Alfred Tennyson 1852 Homenagem a Arthur Wellesley, 1.º Duque Wellington Heroi do Bussaco, no 204.º aniversário da Batalha |
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
[1911.] BV Mealhada apoia Jaime Soares
A Direção da Associação dos Bombeiros Voluntários da Mealhada decidiu apoiar a recandidatura do Cmdt. Jaime Soares à presidencia da Liga dos Bombeiros Portugueses. Analisado o papel e o trabalho do atual presidente da LBP nestas funções e analisado o programa eleitoral do candidato - nomeadamente o documento "20 principios abrangentes e orientadores" - entendemos apoiar Jaime Soares à liderança da confederação dos bombeiros.
O apoio ao antigo comandante dos BV de VN Poiares e antigo presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra foi expresso junto do próprio no jantar de apoio, em 19 de setembro, em Aveiro, em que participou o presidente da Associação dos Bombeiros da Mealhada e o comandante do corpo de Bombeiros.
No próximo dia 25 de outubro de 2014, no Congresso da LBP em Coimbra, a direção e o comando da Associação dos Bombeiros da Mealhada votará em Jaime Soares.
http://pelosbombeirosporportugal2014.blogspot.pt/
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
[1910.] Canibalismo
Canibais preparando as suas vitimas
Francisco Goya
1798 - 1800
Musée des Beaux-Arts et d’Archéologie de Besançon
A politica é autofágica. E cada vez que os políticos criam grandes factualidades sobre costumes é quase como se estivem a suicidar, ou a comer-se a si próprios. Porque, acredito piamente, há pessoas honestas na vida política, mas não há santos. E mesmo dos atos mais inocentes podem resultar interpretações torcidas e maldizentes. Como se diz na minha terra: "O bom julgador a si se julga", e muitas vezes julgamos os outros pelo nosso quadro de referências e não pelo seu.
O epsiódio da Tecnoforma e da atitude menos correta do primeiro-ministro é uma autofagia que aparece poucos dias antes das eleições primárias do PS, depois de um conjunto de debates televisivos que contribuiram de maneira surreal para o desgaste do partido. Arranjar um outro tema, dentro do mesmo quadro, acabou por revelar-se poderosamente relevante para as primárias socialistas. Domingo veremos a quem benefecia.
Pedro Passos Coelho era porteiro da Tecnoforma? (Diz que foi convidado para abrir portas...) Recebeu o subsidio de reintegração quando não o merecia? Recebeu uma subvenção vitalicia aos 30 e poucos anos? E os outros não?
E quantos presidentes de câmara - alguns dos mais honestos que há - receberam chorudos subsidios para serem reintegrados... na reforma?
Um politico apontar o dedo a outro politico e falar de moral é um exercicio de hipocrisia.
"Os canibais preparando as suas vitimas" é uma pintura do grade Goya onde se veem três caníbaiss preparando os corpos das suas vítimas para as comerem.
É possivel que Goya tenha conhecido a história dos missionários jesuitas Jean de Brebeuf e Gabriel Lallemant, assassinados por os indios no Canadá, em 1649, e vítimas de um posterior episodio de canibalismo.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014
[1909.] Enganar e ser enganado
SERMÕES DE DIRETOR #04
Não gosto de ser enganado. Acho que ninguém gosta. Mas tenho a certeza de que sou enganado muitas vezes.
Aceito, no entanto, e até aplaudo a sabedoria e a categoria de quem me sabe enganar, de quem tem a astúcia e ousadia de arriscar enganar.
Mas fico fulo quando me enganam descaradamente, sem pudor, sem qualquer esforço ou artimanha para me fazer acreditar numa ilusão. Sinto-me enganado, e essa é a pior sensação. Odeio quando não se esforçam por me enganar com categoria ou classe.
Fazem, simplesmente, de mim parvo.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
[1908.] Se te atreveres a ser completamente tu
Largar Mais
MAFALDA VEIGA
Zoom 2011
Se tu quiseres
Sem assombros sem medo, se te atreveres a ser
Completamente tu Venha o que vier
Agarra bem o mundo
Acredita o tempo, é sempre agora
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras
Vê o teu sentido és tu
Com tudo o que trouxeres
Em ti, ainda
Eu sei que às vezes muito perto desfoca
E querer o mundo inteiro no peito, sufoca
Mas eu quero-te aqui
Eu quero-te em mim
Meu amor há tempo
Se tu quiseres
Sem assombros sem medo, se te atreveres a ser
Completamente tu
Venha o que vier
Agarra bem o mundo
Acredita o tempo, é sempre agora
Não há mais rodeios, desenganos ou demoras
Vê o teu sentido és tu
Com tudo o que trouxeres
Em ti, ainda
Eu sei que às vezes muito perto, desfoca
E querer o mundo inteiro no peito, sufoca
Mas eu quero-te aqui
Eu quero-te em mim
Eu sei que ao longe há sombras, ausentes
Mas eu vejo-te em zoom e o meu plano é diferente
Eu sinto a tua falta
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
Não te quero largar mais
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
[1907.] Da infelicidade pasmosa
Ontem fomos ao cinema. Já não iamos ao cinema há um tempo. Não sendo uma epoca especialmente interessante, entre ver o Ben Kingsley a fazer pela enésima vez o papel de mau árabe e vermos a mais recente obra de João Botelho, "Os Maias - Cenas de uma Vida Romântica", optámos por consumir português.
Um erro. E uma pena. O filme (se pode chamar-se aquilo um filme) é medonho. Uma coisa que seria aceitável por um grupo de alunos de uma escola que quisesse dramatizar 'Os Maias', mas uma merda para um realizador com a fama do João Botelho e para uma coisa financiada pelo Ministério da Cultura através do Instituto do Cinema e do Audiovisual. O argumento é linear. Corta e cola. Pegamos nas cenas mais importantes das sebentas e reproduzimo-las... num plano fixo e unico, com a parte inicial a preto e branco e sem ritmo. Fez-me lembrar o 'Pai Tirano' e a dictomia entre o cinema e o teatro...
Os actores limitaram-se a dramatizar como se esivessem num palco de teatro, nem uma pequena curiosidadezinha inteligente. Nada. Zero. Um Damaso Salcede desinteressante... um Eusebiozinho inócuo... um Cohen ou um Gouvarinho abjetos... Uma obra de latrina...
Então o pormenor dos cenários foi de uma infelicidade pasmosa, como se não fosse mais barato fazer cenas reais... como se não fosse possivel evitarmos ver as costuras dos cenários, ou as dobras de uma tela mal esticada. Pavoroso!
Valeu a interpretação do ator Pedro Inês, que fez um interessantíssimo 'João da Ega', e do ator Pedro Lacerda, que mostrou um curioso 'Alencar'. O ator Graciano Dias, que fez de 'Carlos Eduardo da Maia', acabou por ser sofrível, no meio de tanta caca...
Com cinema português assim... não vale a pena gastar dinheiro. 'A Gaiola Dourada' não deixou lições.
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