terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[1939.]


Se o mundo (ainda) fosse assim...
Portugal continuaria no centro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

[1940.] "Já tinha saudades tuas!"

Ontem fui dar um beijinho de parabéns à minha sobrinha, um monstrinho de 5 anos, que nos destroi os corações. Uma bruxinha cheia de genica com o mau feitio somado de uma duzia de mulheres cheias de nervo e fibra, trisavó, bisavó, avó, mãe e tia... Uma Ventura da Vimieira, legitima e encangada. Entrei em casa a meter-me com ela, com a provocaçãozinha de chamar bruxa a uma menina que só sonha ser princesa. Quando me viu, deu-me um xi-coração, subi-a à minha altura e antes de um beijo disse-me "Já tinha saudades tuas!". Matou-me.

[1943.] Chegou, mas...


Chegou hoje. Finalmente. É lindo... Mas, lamentavelmente, vai voltar à procedência. Não aceito o motor sem o resto da carroçaria e se paguei a prata, exijo a prata... Não se mudam as regras a meio do jogo, (re)ensinaram-me lá!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

[1936.] A Montanha

 
View Of Loch Coruisk, Isle Of Skye
WILLIAM TURNER
 
No Dia Internacional das Montanhas, Iovis Dies, fica a reflexão sobre o subir e o descer da Montanha... O desafio da Montanha, e a dificuldade que para uns é descer a montanha - com grande desgaste muscular e nas articulações - e para outros o sacrificio que é subir a montanha - nomeadamente para os cardíacos. Subir ou descer... a montanha nunca é indiferente. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

[1938.]

 
 
A Educação é a única ferramenta que existe para construir a Paz!

[1935.] «Não há factos, há apenas interpretação de factos»


 

«Não há factos, há apenas interpretação de factos. A verdade da agenda mediática pode coincidir com a da comissão parlamentar de inquérito. Mas nem todas as relações da vida social são relações jurídicas. Logo, como o direito não é a vida, o que não está no teatro do processo não faz parte do mundo da administração da justiça. Ou de como a verdade é relativa. Relativíssima.»
José Adelino Maltez, na sua página pessoal do facebook

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

[1933.] Lunae dies a 8 de dezembro


 
Quando se constitui uma nova familia, com duas pessoas independentes e inteligentes (e já agora humildes) criam-se e estabelecem-se regras que um dia mais tarde serão tradições familiares. No dia 8 de dezembro faz-se a árvore de Natal, no dia 6 de janeiro há a troca de presentes e no dia 8 de janeiro desmancha-se a árvore... Acabadinho de chegar, foi tempo de alombar com a árvore e assistir à decoração da árvore... com assinalável distância para não destruir as bolas de vidro que um dia hão-de ser alvo preferido dos petizes...

domingo, 7 de dezembro de 2014

[1937.] Fiat lux


E por fim concretizou-se o sonho antigo, a demanda aconteceu.
A ti, velho Liberto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

[1932.] Reunindo na Reunião #07

Eu acho que sou um imperialista... Acho... Se calhar não sou... Acredito que haveria mais portugueses felizes se o nosso Portugal político fosse do tamanho do nosso Portugal espiritual... Mas enfim. E por isso, a minha reflexão de hoje é contraditória. Porque estando eu numa colónia francesa, a 10 mil km da metrópole, não consigo perceber quais as vantagens para a França e para a Europa em ter aqui este território... Honestamente... Não compreendo... E não compreendo especialmente quando fiquei hoje a saber que um funcionário público a trabalhar na Ilha da Reunião recebe um salário 1,70 vezes maior do que outro funcionário na França metropolitana ganha por desempenhar a mesma função e com a mesma responsabilidade...

É esquisito... Se calhar estou a passar por uma crise ideológica...



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

[1931.] Reunindo na Reunião #06


Hoje foi dia de visita ao vulcão mais recente da ilha. Estivemos no Piton de la fournaise... Imagens devastadoras de uma quase completa ausência de vida. Paisagem lunar é o termo! Será uma imagem do passado da Terra ou do seu futuro? 
 



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

[1930.] Reunindo na Reunião #05




O que é uma escola?

A pergunta é patética! se não fosse patética era preocupante... Hoje deu para conversarmos um bocadinho sobre os nossos problemas nacionais quanto à educação - que na prática é a nossa vida. Juntámos-nos checos, polacos, lituanos e portugueses... Fiquei a perceber que há problemas que não são muito diferentes... Miúdos apáticos e desinteressados, demasiadas competências com as novas tecnologias, mas sem qualquer capacidade de comunicação interpessoal... Ah e um ódio comum aos diretores das escolas... Aos headmasters... Nas costas dos outros, vejo as minhas...

Mas também a identificação de problemas diferentes e o debate sobre isso. A escola checa com turmas de 12 e 13 alunos, a dos franceses com um máximo de 24 e as dos tugas com 24 no mínimo e 30 no máximo. Com expulsões sumárias na escola onde estamos por falta de respeito na fila da cantina ou por trazerem navalhas para a escola e outras onde as penas são rejeitadas pela administração central educativa por serem muito severas... Como aconteceu na EPVL...

A escola onde estamos é caótica. Parece uma prisão, com todas as portas a darem para o exterior... os miúdos portam-se mal... Estávamos numa sala a trabalhar e garotos às pedradas à nossa porta, e a passar a correr abrir a porta, escancara-la e fugirem. Os professores reuniram de emergência, enquanto estávamos a reunir, porque um garoto tinha agredido o professor e os outros ponderavam recusar-se a trabalhar...

O que é afinal a escola na Europa?





terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[1929.] Reunindo na Reunião #04


Hoje a manhã foi passada a descobrir um pouco mais da história da ilha. À tarde estivemos a trabalhar no projecto - com a participação portuguesa a marcar pontos em toda a linha, desde a criatividade, à qualidade do vídeo apresentado, à presença notória da marca da escola e do seu espírito, até ao cuidado com os pormenores, com a atenção dada ao receptor da mensagem. EPVL esteve muito bem, com ênfase, também para a postura do Igor.
Mas de manhã, dizia eu, a mensagem foi histórica e muito clara... Numa palavra: Escravatura.
Começámos por ir visitar a propriedade de madame Desbassyns, que até 1843 (quando foi abolida a escravatura) teve ao seu serviço 400 escravos - negros de Moçambique, Zanzibar e Madagascar... Mas também muitos indianos. E que depois disso decaiu até aos dias de hoje... Uma ruína e um museu recuperado recentemente. Para quem se habituou a ver novelas brasileiras de época e leu e viu o Equador... Não há muitas novidades... Igual em todo o lado... Há sítios onde os nativos se recusam a ir por causa dos espíritos dos mortos torturados. Infelizmente e isso custou-me muito, foi saber que os escravos da Reunião eram marcados com um ferro quente com a flor de lis...
A seguir foi fomos visitar uma antiga usina ou engenho de cana de açúcar... A Stela Matutina... O planeta vénus que as 4 da manhã, antes do nascer do sol aparece no hemisfério mesmo em cima da Reunião. Uma fábrica, fechada desde 1978, aberta em 1850, logo depois da abolição da escravatura e dos franceses terem acabado com a plantação de café e obrigado os reunieses a produzir cana de açúcar. Uma fábrica que trabalha com escravos, pôs escravatura... Os engages ( cuja tradução devia ser comprometidos) mas que no fundo eram escravos... Que recebiam salário, mas tinham de pagar a renda e a comida ao patrão. Que podiam regressar a casa se apetecesse ao patrão... No fundo... Escravos.

Encheu- me o orgulho perceber que os primeiros europeus a chegar aqui foram os portugueses. Uma ilha desabitada que interessava pouco e que os fez seguir em frente, para a Índia. Estou a ver se percebo se não será está a Ilha dos Amores do canto IX... Mas não há dúvida que os portugueses são especiais. E isso vê-se na forma como num projeto destes nós somos os conciliadores, o apoio na falha... Os facilitadores quando todos os sentimentos da Europa central se misturam...

E mais não digo...
Até amanhã. 

* a foto é a casa de madame Desbassyns. A casa grande.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

[1928.] Reunindo na Reunião #03


O dia de hoje foi de actividades outdoor. A Lituânia só chegou hoje ao fim do dia e a França metropolitana só chega amanhã. Portanto, o trabalho propriamente dito do comenius só começa amanhã.
Hoje fomos ver o Circus Mafate. Um vulcão apagado há 180 mil anos que deu origem a uma caldeira verdejante onde há três pequenas aldeias para as quais não há uma única estrada. Só um trilho pedestre de grande dificuldade e o serviço de helicóptero para as emergências e abastecimentos. Fizemos o trilho. Duas horas a descer a pique e três a subir o mesmo trilho. Chegámos os três ao fim... Mas não foi fácil. 
Chegámos a La Nouvelle (a maior das três aldeias, na foto do meio) e vimos uma aldeiazinha com a padaria, que é também tudo o resto, a igreja para 100 almas e a escola. Na escola, dos 4 aos 12 anos. Fomos encontrará a professora a entrar ao serviço.
A professora reside na escola sozinha, dá as aulas aos 20 miúdos destas idades todas, à sexta à tarde vai de helicóptero para a civilização e volta na segunda ao almoço... Vi no paraíso... Ou num inferno verde. A escola é agradável, mas quando falamos com os miúdos não deixamos de ter aquele complexo de estar a falar com eles como se eles fossem esquisitinhos...
Um isolamento que não é diferente de muitos outros... Só é francês, no meio do indico, e por isso mais exótico, e por isso menos criticável. Porque é que está gente continua a viver aqui? Não imagino... Mas muito nem francês falam...

A primeira imagem não é do Circus Mafate, é do Salavazie, imediatamente ao lado e que atravessamos para chegar à borda do Mafate.

domingo, 30 de novembro de 2014

[1927.] Reunindo na Reunião #02


Out sont les pirates?


[1926.] Reunindo na Reunião...#01

Em trânsito... Em Paris Orlly ouve-se tanto português como no Sá Carneiro no Porto... É lindo ser português dos sete mares andarilho...



domingo, 23 de novembro de 2014

[1942.] Intocabilidade

Não acompanho a ideia de que a detenção de José Sócrates constitua um acrescento no decréscimo de confiança no regime democrático português. Os portugueses ficaram a perceber que não há intocáveis e isso é bom. Ficaram a perceber que há políticos que pautam a sua vida por comportamentos desonestos e isso (infelizmente) não é novidade! Nem aqui nem em lado nenhum. Logo, não me parece que ontem tenha acontecido algo de negativo (para além do drama humano intrínseco).

segunda-feira, 17 de novembro de 2014