Os preparativos para a edição de 2015 do Carnaval da Mealhada têm-me remetido variadíssimas vezes para a figura de Luís Marques, o principal dinamizador e líder da equipa de fundadores do Carnaval Luso-brasileiro da Bairrada.
Temo-nos socorrido das histórias que nos foram sendo contadas sobre ele - pelo João Peres, pela Fernanda Graça, pelo que me contava Manuel Almeida dos Santos e também Carlos Cabral - para homenagear o seu dinamismo, a sua vitalidade e também os seus tiques, as suas manias e o seu bom humor.
Parece-me, no entanto, que mais tarde ou mais cedo vai ser inevitável fazer uma pesquisa mais aprofundada e escrever um opúsculo sobre Luís Marques. Trata-se de uma obrigação e de um dever para com a responsabilidade de sublinhar os grandes mealhadenses de todos os tempos.
E até poderiam arranjar-se oito razões para chamar idiota à jornalista.
A primeira razão começa logo pelo título da peça - que li na net, mas penso tratar-se de um editorial - "Oito razões CONTRA o Papa". Ter uma opinião diferente da do Papa já foi pecado. Agora não é. E pensar de maneira diferente da do Papa, por norma não é estar CONTRA o Papa. A menos que sejamos um mentecapto ou um jihadista que pensa que a melhor maneira de demonstrar divergência com alguém é cortar-lhe o pescoço. Não penso que seja o caso de Barbara Reis.


















