α No ano de 2000 nasceram em Portugal 120 mil crianças. Em 2014 nasceram 82 mil crianças. Ou seja, a taxa de natalidade está a diminuir 3,3% ao ano. β Em 2014, em Portugal nasceram tantos Joshua Djoaany, Sazim Farzan, Denílson Patrick, Muhamamad Zunair, Abubacar Tcham, Ivan Artjomovich, como Vitor Hugo, Rui Eduardo, Tomás Adriano ou Salvador Diogo. Mas também nasceram 1809 Joões e 4809 Marias.
Lista AQUI γ A diferença entre muçulmanos sunitas e muçulmanos xiitas reside na guerra e fricções que resultaram no seio da família do profeta Maomé, depois da sua morte com o problema da sucessão. Ver Aqui e AQUI. 90% dos muçulmanos são sunitas.
HOJE É O TEU DIA Pedro Abrunhosa e o Comité Caviar Contramão - 2013
Na sexta-feira, dia 30 de janeiro, ia apressado a caminho da Igreja da Mealhada - para a Velada de Armas do meu agrupamento - já atrasado (como quase sempre) e depois de ter recebido a tradicional SMS com o "Demoras?"... Ia a pensar no que ia dizer aos miúdos e como ia direcionar a meditação - este ano com o mote "Deus quer, o Homem Sonha, a Obra nasce!" -, uma vez que o tema anual do agrupamento é "O Sonho é..." Ia a penalizar-se pelo facto de invariavelmente a minha estratégia é o improviso e esperar que as coisas fluam à medida que os miúdos vão reagindo ao que vai sendo sugerido.
E de repente, parece que recebi um telefonema diretamente do Além, com ordens expressas para dirigir a meditação: "Hoje é o teu dia"... ou não vocês eles fazer Promessa no dia seguinte, e duas novas dirigentes assumir o compromisso de serem dirigentes do CNE. E, de repente, esta música é um hino, uma oração!
Quando D. Afonso Henriques tomou o Castelo dos Mouros, em Sintra, situado no alto da serra, próximo do Palácio da Pena ou do Graal, já lá não se encontrava nenhum mouro pois todos se tinham evadido por uma passagem secreta na serra que vai dar a um de muitos lugares no sopé e outros que se estendem por vários kilómetros até ao mar. A Serra de Sintra é oca e cheia de subterrâneos.
Um deles vai ligar ao Convento dos Capuchos, que fica a oito quilómetros, outro desemboca perto da povoação de Rio de Mouro, mesmo junto ao ribeiro que passa naquela povoação, garante Abilio Duarte, guarda reformado em regime de voluntariado no Castelo quando interrogado a este respeito. Outras galerias descem pelo interior da montanha até ao Palácio da Vila de arquitectura moderna mas enigmática, tal como o Palácio da Pena no alto da serra, construido entre os séculos XIV - XV. β
Curiosamente, diz-se o mesmo da Serra da Arrábida ligada interiormente à Serra de Sintra que dista a 50 Km mais ou menos. Dizem alguns teosofistas e ocultistas que a Montanha Sagrada pode ser uma das Cem Portas que dá acesso ao mítico Reino de Agharta no interior da Terra onde reside o “Rei do Mundo”.
Helena P. Blavatsky, fundadora da Sociedade de Teosofia, falou desse país subterrâneo em 1888 na sua obra A Doutrina Secreta, mas foi alguns anos antes que a lenda ou história verídica de Agharta teve a sua maior divulgação junto do público com as obras insólitas de Saint-Yves d´Alveydre. O Reino de Agharta seria, então, uma cidade subterrânea e iniciática onde viveriam milhões de pessoas.
γ O escritor Aquilino Ribeiro em 1907 é preso após a explosão de uma bomba no seu quarto. Consegue fugir da prisão e refugia-se em Paris em 1908, meses depois do regicídio de D. Carlos (em 02.02.1908). Suspeita-se que Aquilino Ribeiro estivesse envolvido no Regicídio, (não diretamente, mas alegadamente conhecia o plano dos assassinos Manuel Buiça e Alfredo Costa).
Imagem do Agrupamento de escuteiros Sant'Ana - Mealhada, o 1037 do CNE, no sábado, 31 de janeiro de 2015, no dia da comemoração do 23.º aniversário, e no dia das VIII Promessas de Dirigentes e XXV Promessas de Escuteiros.
«Ei-los que "crescem", novos e velhos»
(...)
«Virão um dia,ricos ou não, contando histórias, de lá de longe, onde o suorse fez em pão.
Virão um dia... ou não»
Adaptação livre do poema "Ei-los que partem", de Manuel Freire
Um bom exercício de reflexão pessoal. Definir três coisas novas aprendidas nesse dia. Uma autoavaliação pessoal que no Templo dos Homens Sem Rosto é ensinada à Gata dos Canais... n' "O Festim dos Corvos", das "Crónicas do Gelo e do Fogo".
Vamos ver se conseguimos. α
A série "Black Sails", que está a dar no AXN e que narras as aventuras do Pirata Capitão Flint é uma adaptação do romance "A Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson. β O nome próprio do Papa Alexandre VI, o Bórgia, era Rodrigo. E teve oito filhos, de pelo menos três mulheres diferentes... e não apenas o Cesar, a Lucrécia e o Afonso. O filho mais velho, Pedro Luis Borgia, foi o primeiro Duque de Gandia. Será ao seu neto, Francisco de Borgia, 4.º Duque de Gandia, que Sophia atribui o poema e a frase "Não mais amarei Senhor que possa morrer!", perante o cadáver de Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I e esposa do Imperador Carlos V.
Concordo inteiramente com Ana Gomes [Deus me perdoe por isso!] quando diz que "está na hora de Portugal ter uma mulher como Chefe de Estado!". Não tenho a certeza é que essa mulher seja Maria de Belém Roseira. Acho - já o disse à exaustão - que Portugal era muito mais progressita na década 1970, quando aceitou uma mulher primeira-ministra, e quando tinha muito mais mulheres presidentes de Câmara do que tem hoje, do que agora. Desde o 25 de Abril apenas uma mulher se candidatou a presidente da República - Maria de Lurdes Pintassilgo. Seria uma boa altura para outra senhora se apresentar e candidatar. Portugal só teria a ganhar. Mas quem? Pois... para já não faço ideia!
Já foi considerado um símbolo da parolice portuguesa. Mas efectivamente hoje, aos olhos do sentido estético actual, conseguimos reconhecer-lhe identidade e alma, mesmo nos padrões mais singulares e estranhos. O azulejo é Portugal, e a identidade também é Beleza. Em Iovis dies, fica a homenagem à cultura de Portugal, e a duas artistas mealhadenses que a ele têm dedicado a devida atenção, a Arquitecta Mariana Cidade e a Investigadora Cláudia Emanuel.
Por que é que subitamente já NÃO se ouve o Bloco de Esquerda a comentar o facto de o Syriza se ter coligado com a Direita independentista, de o Governo Tsipras não ter mulheres ministras e apenas 6 senhoras num elenco governamental de 40 pessoas e ainda de o futuro ministro das Finanças admitir que afinal a história anti-alemã não passava de um bluff? Ainda estão roucos das comemorações de domingo?
Aconselha-se a meditação do Duque de Gandia perante o feretro de Isabel de Portugal: " Nunca mais servirei Senhor que possa morrer. "
Quando aparece uma vedeta aparentemente impoluta logo há uma carrada de ratazanas à procura de um deslize para a crucificar... É isso que se está a passar com o Papa Francisco. O homem tem tantos fãs que tudo serve para procurar descredibilizar a sua aura.
É por isso que o texto de Bárbara Reis, a diretora do jornal Público, "Liberdade: Oito razões contra o Papa", é especialmente infeliz.
E até poderiam arranjar-se oito razões para chamar idiota à jornalista.
A primeira razão começa logo pelo título da peça - que li na net, mas penso tratar-se de um editorial - "Oito razões CONTRA o Papa". Ter uma opinião diferente da do Papa já foi pecado. Agora não é. E pensar de maneira diferente da do Papa, por norma não é estar CONTRA o Papa. A menos que sejamos um mentecapto ou um jihadista que pensa que a melhor maneira de demonstrar divergência com alguém é cortar-lhe o pescoço. Não penso que seja o caso de Barbara Reis.
A Carolina foi visitar o Ti Nuno à escola dele, e mostrou-lhe como é que ela o vê... entretanto decidiu declarar: "Enquanto sou pequenita, gostava de ensinar na tua escola!". O Ti Nuno ficou sem perceber se ela queria dizer "aprender" ou se compreendeu já que "ensinar" não é futuro para ninguém! Sabedorias da Carolina?
No dia 22 de janeiro de 2014, como porta-voz da Associação do Carnaval da Bairrada, apresentei o programa de festejos carnavalescos da edição de 2015 do Carnaval Luso-brasileiro da Bairrada.
Recebemos na tarde de hoje, 20 de janeiro de 2015, a visita do Eng. José Abreu, o interlocutor da Fundação Portugal Africa em Moçambique e um grande amigo da EPV...L. O Eng.º Abreu procurou saber junto dos alunos moçambicanos da EPVL (Angelica, Isabel, Camadias e Lourenço) como estava a correr a integração, como estava a sua situação em termos de aproveitamento e recolher algumas informações.
Houve ainda tempo para uma reunião de trabalho com o diretor da escola, a diretora pedagógica e o gerente João Pega (antigo diretor da EPVL). Em cima da mesa esteve o programa de cooperação para 2015 entre a EPVL e a Escola Domingos Sávio, em Inharrime, e entre a EPVL, o Governo Moçambicano, a Fundação e a Universidade Católica Portuguesa.
A minha afilhada Isa Trindade fez hoje nada mais nada menos que 18 anos! Tem hoje a idade que eu tinha quando fui convidado pelos pais - o pai é um irmão mais velho que sempre me lembro de ter tido - para ser o padrinho dela, no dia em que ela fez o primeiro aniversário. Não tenho sido grande padrinho... Pouco presente mas sempre muito orgulhoso da afilhada brilhante e resplandecente que tenho. Entra hoje na idade adulta... Uma meta e um desafio! Parabéns minha querida!
Finalmente acabei de ler o "Game of Thrones"... E agora tenho de esperar que o velho acabe de contar a história... É frustrante!
Confesso que a ultima parte do "Os Reinos do Caos" me deixou desconsolado... e estar 4 anos à espera com o Snow a esvair-se em sangue... ou Winterfell cercado...
Os Castela Canilho estão todos reunidos em Medelim para celebrar mais um Natal. Desejam a todos os Castelas e a todos os Canilhos bem como todos os amigos um Santo e Feliz noite e dia de Natal. Que a Luz da Liberdade nos ilumine a todos!
Ontem fui dar um beijinho de parabéns à minha sobrinha, um monstrinho de 5 anos, que nos destroi os corações. Uma bruxinha cheia de genica com o mau feitio somado de uma duzia de mulheres cheias de nervo e fibra, trisavó, bisavó, avó, mãe e tia... Uma Ventura da Vimieira, legitima e encangada. Entrei em casa a meter-me com ela, com a provocaçãozinha de chamar bruxa a uma menina que só sonha ser princesa. Quando me viu, deu-me um xi-coração, subi-a à minha altura e antes de um beijo disse-me "Já tinha saudades tuas!". Matou-me.
Chegou hoje. Finalmente. É lindo... Mas, lamentavelmente, vai voltar à procedência. Não aceito o motor sem o resto da carroçaria e se paguei a prata, exijo a prata... Não se mudam as regras a meio do jogo, (re)ensinaram-me lá!
No Dia Internacional das Montanhas, Iovis Dies, fica a reflexão sobre o subir e o descer da Montanha... O desafio da Montanha, e a dificuldade que para uns é descer a montanha - com grande desgaste muscular e nas articulações - e para outros o sacrificio que é subir a montanha - nomeadamente para os cardíacos. Subir ou descer... a montanha nunca é indiferente.
«Não há factos, há apenas interpretação de factos. A verdade da agenda mediática pode coincidir com a da comissão parlamentar de inquérito. Mas nem todas as relações da vida social são relações jurídicas. Logo, como o direito não é a vida, o que não está no teatro do processo não faz parte do mundo da administração da justiça. Ou de como a verdade é relativa. Relativíssima.»
José Adelino Maltez, na sua página pessoal do facebook
Quando se constitui uma nova familia, com duas pessoas independentes e inteligentes (e já agora humildes) criam-se e estabelecem-se regras que um dia mais tarde serão tradições familiares. No dia 8 de dezembro faz-se a árvore de Natal, no dia 6 de janeiro há a troca de presentes e no dia 8 de janeiro desmancha-se a árvore... Acabadinho de chegar, foi tempo de alombar com a árvore e assistir à decoração da árvore... com assinalável distância para não destruir as bolas de vidro que um dia hão-de ser alvo preferido dos petizes...
Eu acho que sou um imperialista... Acho... Se calhar não sou... Acredito que haveria mais portugueses felizes se o nosso Portugal político fosse do tamanho do nosso Portugal espiritual... Mas enfim. E por isso, a minha reflexão de hoje é contraditória. Porque estando eu numa colónia francesa, a 10 mil km da metrópole, não consigo perceber quais as vantagens para a França e para a Europa em ter aqui este território... Honestamente... Não compreendo... E não compreendo especialmente quando fiquei hoje a saber que um funcionário público a trabalhar na Ilha da Reunião recebe um salário 1,70 vezes maior do que outro funcionário na França metropolitana ganha por desempenhar a mesma função e com a mesma responsabilidade...
É esquisito... Se calhar estou a passar por uma crise ideológica...
Hoje foi dia de visita ao vulcão mais recente da ilha. Estivemos no Piton de la fournaise... Imagens devastadoras de uma quase completa ausência de vida. Paisagem lunar é o termo! Será uma imagem do passado da Terra ou do seu futuro?
A pergunta é patética! se não fosse patética era preocupante... Hoje deu para conversarmos um bocadinho sobre os nossos problemas nacionais quanto à educação - que na prática é a nossa vida. Juntámos-nos checos, polacos, lituanos e portugueses... Fiquei a perceber que há problemas que não são muito diferentes... Miúdos apáticos e desinteressados, demasiadas competências com as novas tecnologias, mas sem qualquer capacidade de comunicação interpessoal... Ah e um ódio comum aos diretores das escolas... Aos headmasters... Nas costas dos outros, vejo as minhas...
Mas também a identificação de problemas diferentes e o debate sobre isso. A escola checa com turmas de 12 e 13 alunos, a dos franceses com um máximo de 24 e as dos tugas com 24 no mínimo e 30 no máximo. Com expulsões sumárias na escola onde estamos por falta de respeito na fila da cantina ou por trazerem navalhas para a escola e outras onde as penas são rejeitadas pela administração central educativa por serem muito severas... Como aconteceu na EPVL...
A escola onde estamos é caótica. Parece uma prisão, com todas as portas a darem para o exterior... os miúdos portam-se mal... Estávamos numa sala a trabalhar e garotos às pedradas à nossa porta, e a passar a correr abrir a porta, escancara-la e fugirem. Os professores reuniram de emergência, enquanto estávamos a reunir, porque um garoto tinha agredido o professor e os outros ponderavam recusar-se a trabalhar...
Hoje a manhã foi passada a descobrir um pouco mais da história da ilha. À tarde estivemos a trabalhar no projecto - com a participação portuguesa a marcar pontos em toda a linha, desde a criatividade, à qualidade do vídeo apresentado, à presença notória da marca da escola e do seu espírito, até ao cuidado com os pormenores, com a atenção dada ao receptor da mensagem. EPVL esteve muito bem, com ênfase, também para a postura do Igor.
Mas de manhã, dizia eu, a mensagem foi histórica e muito clara... Numa palavra: Escravatura.
Começámos por ir visitar a propriedade de madame Desbassyns, que até 1843 (quando foi abolida a escravatura) teve ao seu serviço 400 escravos - negros de Moçambique, Zanzibar e Madagascar... Mas também muitos indianos. E que depois disso decaiu até aos dias de hoje... Uma ruína e um museu recuperado recentemente. Para quem se habituou a ver novelas brasileiras de época e leu e viu o Equador... Não há muitas novidades... Igual em todo o lado... Há sítios onde os nativos se recusam a ir por causa dos espíritos dos mortos torturados. Infelizmente e isso custou-me muito, foi saber que os escravos da Reunião eram marcados com um ferro quente com a flor de lis...
A seguir foi fomos visitar uma antiga usina ou engenho de cana de açúcar... A Stela Matutina... O planeta vénus que as 4 da manhã, antes do nascer do sol aparece no hemisfério mesmo em cima da Reunião. Uma fábrica, fechada desde 1978, aberta em 1850, logo depois da abolição da escravatura e dos franceses terem acabado com a plantação de café e obrigado os reunieses a produzir cana de açúcar. Uma fábrica que trabalha com escravos, pôs escravatura... Os engages ( cuja tradução devia ser comprometidos) mas que no fundo eram escravos... Que recebiam salário, mas tinham de pagar a renda e a comida ao patrão. Que podiam regressar a casa se apetecesse ao patrão... No fundo... Escravos.
Encheu- me o orgulho perceber que os primeiros europeus a chegar aqui foram os portugueses. Uma ilha desabitada que interessava pouco e que os fez seguir em frente, para a Índia. Estou a ver se percebo se não será está a Ilha dos Amores do canto IX... Mas não há dúvida que os portugueses são especiais. E isso vê-se na forma como num projeto destes nós somos os conciliadores, o apoio na falha... Os facilitadores quando todos os sentimentos da Europa central se misturam...
E mais não digo...
Até amanhã.
* a foto é a casa de madame Desbassyns. A casa grande.
O dia de hoje foi de actividades outdoor. A Lituânia só chegou hoje ao fim do dia e a França metropolitana só chega amanhã. Portanto, o trabalho propriamente dito do comenius só começa amanhã.
Hoje fomos ver o Circus Mafate. Um vulcão apagado há 180 mil anos que deu origem a uma caldeira verdejante onde há três pequenas aldeias para as quais não há uma única estrada. Só um trilho pedestre de grande dificuldade e o serviço de helicóptero para as emergências e abastecimentos. Fizemos o trilho. Duas horas a descer a pique e três a subir o mesmo trilho. Chegámos os três ao fim... Mas não foi fácil.
Chegámos a La Nouvelle (a maior das três aldeias, na foto do meio) e vimos uma aldeiazinha com a padaria, que é também tudo o resto, a igreja para 100 almas e a escola. Na escola, dos 4 aos 12 anos. Fomos encontrará a professora a entrar ao serviço.
A professora reside na escola sozinha, dá as aulas aos 20 miúdos destas idades todas, à sexta à tarde vai de helicóptero para a civilização e volta na segunda ao almoço... Vi no paraíso... Ou num inferno verde. A escola é agradável, mas quando falamos com os miúdos não deixamos de ter aquele complexo de estar a falar com eles como se eles fossem esquisitinhos...
Um isolamento que não é diferente de muitos outros... Só é francês, no meio do indico, e por isso mais exótico, e por isso menos criticável. Porque é que está gente continua a viver aqui? Não imagino... Mas muito nem francês falam...
A primeira imagem não é do Circus Mafate, é do Salavazie, imediatamente ao lado e que atravessamos para chegar à borda do Mafate.
Não acompanho a ideia de que a detenção de José Sócrates constitua um acrescento no decréscimo de confiança no regime democrático português. Os portugueses ficaram a perceber que não há intocáveis e isso é bom. Ficaram a perceber que há políticos que pautam a sua vida por comportamentos desonestos e isso (infelizmente) não é novidade! Nem aqui nem em lado nenhum. Logo, não me parece que ontem tenha acontecido algo de negativo (para além do drama humano intrínseco).
Portugueses e brasileiros são muito parecidos... não há duvida.
Com o coração ao pé da boca, uns e outros ralham muito e algumas vezes manifestam-se. Os portugueses não, mas os brasileiros até são espancados na rua à frente das câmaras de tv do mundo para dizer mal do regime e do sistema, em vésperas de enchente mundial.
Só que, no dia de ir a votos, uns e outros preferem ficar com tudo na mesma... Apesar do mensalão, da corrupção, do cinismo e da arrogância! Mais vale um triste, velho e gordo burro que me carregue do que um corcel que me derrube. Fazem muito bem... mas por favor não se queixem!
No dia 22 de outubro de 2014 tive o prazer de ser entrevistado pelo Clube da Comunicação Social de Coimbra, especificamente pelo Professor Armando Braga da Cruz e pelo Dr. Américo Baptista dos Santos. Aqui estão os links:
Lembro-me de, há uns anos, um autarca declarar que uma determinada medida do Governo - no caso uma alteração a um imposto que aumentava a fórmula de pagamento e, por conseguinte, o valor a pagar - ia ser uma "Nova Maria da Fonte"!
Nunca mais me esqueci da expressão... e vi a medida ser implementada e nunca cheguei a ver "a minhota de pistolas na mão!".
Vem isto a propósito da contestação do Povo português... das contestações que achamos que vão nascer e da verificação, posterior, de que afinal fica tudo na mesma e mesmo que alguns políticos ou comentadores gritem um bocadito, o Bom Povo nunca chega a vias de facto... nunca pega nas forquilhas... e com o tempo até os políticos e os comentadores se acomodam...
Não é isso que aconteceu ou está a acontecer com a Reforma das Freguesias?
Passou um ano... e já está tudo bem... já não há problemas nenhuns... já nos acomodámos... como sempre...
Imagem de Maria Estela Veloso de Antas Varajão Costa Gomes, num retrato de Mestre Henrique Medina
Faz hoje um ano que me tornei Diretor-geral da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, sucedendo a alguém que o ocupou o cargo desde a fundação da escola e de forma extremamente carismática durante 23 anos. O desafio era imenso. Acredito que com o voto de confiança demonstrado por quem me nomeou, com a certeza de que tinha de demonstrar aos que não concordavam que estaria à altura, encontrei o meu registo. Com o apoio da pessoa a quem sucedi criámos um sistema de sucessão fora do habitual e sem precedentes. Com o apoio de professores, funcionários e da diretora pedagógica fizemos o caminho que tinha de ser trilhado. Foi muito bom, está a ser muito bom. Obrigado a todos pela ajuda.
No, no digas que yo me muero Amor, mi vida es sufrimiento Yo te quiero en mi camino Por vos cambiaba mi destino
Ay, abrazame esta noche Y aunque no tengas ganas Prefeiero que me mientas Tristes breves nuestras vidas Acercate a mí, abrazame a ti por Dios Entregate a mis brazos
Tengo un corazón ganando Yo sé que vos me estas escuchando Con mis lagrimas te quiero Pasión, sos mi amor sincero
Ay, abrazame esta noche Y aunque no tengas ganas Prefeiero que me mientas Tristes breves nuestras vidas Acercate a mí, abrazame a ti por Dios Entregate a mis brazos
No sábado, na hora em que Paulo Valdez, enquanto secretário regional dos Adultos e mandatado pela Junta Central, me entregou o colar de três contas, depois de o cumprimentar, ergui a mão e fiz o V da Vitória com os dedos. O João Fortunato captou o momento e a foto foi por mim colocada no facebook como capa. Recebeu um número significativo de gostos, um ou outro comentário mas suscitou várias mensagens privadas.
Interessa portanto esclarecer o gesto. Quem me conhece sabe que aprecio gestos e simbolos e não os uso sem ter uma intenção especifica e concreta. Não teve qualquer conotação política ou partidára, mas sim é um V de Vitória. A ultima vez que fiz um gesto semelhante foi quando me casei...
Efectivamente, no sábado, com a entrega do colar de contas alcancei uma grande vitória. Suei para ter este colar de contas e era uma questão de honra conquistá-lo. - Comecei a fazer um CAP da IV secção há uns 9 ou 10 anos. Não consegui concluí-lo porque falhei uma sessão e não me deixaram prosseguir. - Em 2008 fui a Aveiro fazer o CAP da III secção. Não consegui concluir porque faltei a uma sessão e ficou tudo pelo caminho. - Em 2009, estava nas equipas nacionais, inscrevi-me para fazer um CAF. Tive um acidente a caminho de Vila Nova de Milfontes e foi tudo or agua abaixo. - Em 2012 fiz o CAP da II secção, de novo em Coimbra, já se passaram dois anos e continuo à espera da homologação.
- E em 2013 fui, então, fazer o CAF. Como descrevi aqui: [1782.] "Em fevereiro de 2012, sabendo que ia abrir novo curso nesse ano, pedi à Junta Regional de Coimbra que me inscrevesse no CAF. Depois de me fazerem esperar sete meses por uma resposta, no dia seguinte ao fim do prazo, consegui que me dissessem que "não iam aprovar o meu nome, nem o inscrever, mas que não se opunham a que eu fizesse, pessoalmente, a inscrição", que eles sabiam que só poderia ser feita através das juntas regionais. Felizmente, o número de desistências no curso e a boa-vontade fez com que os serviços centrais aceitassem a minha inscrição unilateral.
Fiz o curso, em Fátima, com algum sacrifício, confesso, mas com muito prazer.
Portanto custou mas foi. E ter estas contas ao pescoço é uma vitória, que dedico a todos e a tudo o que me ajudou a torná-lo possivel. Contra a vontade de alguns que fizeram o que podiam para o impedir.
Agora, como sempre, prossigo disponível a servir o CNE que serve.
É muito interessante o processo que vai desde aquele momento em que, em equipa, tivemos uma ideia até ao outro momento em que vemos as coisas que sonhámos acontecerem. É muito reconfortante ver esse tempo passar e as coisas construírem-se a um ritmo alucinante. Mas acontecerem.
No sábado, ver o bispo de Coimbra, perante 1400 escuteiros, fazer uma homilia sobre uma ideia construída por uma equipa de que fiz parte, aproveitando-a, desenvolvendo-a, servindo-se dela para pedir testemunho e alegria, encheu-me o coração.