quinta-feira, 28 de maio de 2015

[2083.] QUEIJO, TYRI OU KÄSE?


A Inês comprou uma embalagem de um queijo grego, todo xpto, com ervas, para ajudar ou desajudar na dieta. Comprou-o no Lidl de Coimbra.
Qual não foi o meu espanto quando, armado em expert sabedor de faca em punho para experimentar o Tyri (queijo em grego), li nada mais nada menos do que "produce in Germany", na tampa da embalagem.

Lembrei-me imediatamente deste anuncio:




Pensei o que não diria esta ΗΛΙΚΙΩΜΕΝΗ (ilikiomeni = anciã em grego) dos alemães que lhe andam a roubar o queijo grego, made in Germany!

É uma grande ironia ou é impressão minha?


quarta-feira, 27 de maio de 2015

[2082.] O Conhecimento feito matéria!


Terminou hoje a primeira (a normal) época de Defesas Públicas das Provas de Aptidão Profissional dos alunos da EPVL que, prestes a terminar o terceiro ano, se preparam, também, e na maior parte dos casos para terminar o seu curso.

Ao longo de três semanas intensas e intensivas, muitos alunos apresentaram as suas provas nas áreas da Cozinha/Pastelaria, da Eletrónica, Automação e Comando, da Informática de Gestão e das Energias Renováveis. Tivemos uma reprovação, uma repetição e uma mão-cheia de alunos avaliados com 19 valores.

As PAP são, na prática, trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos e competências que os alunos, no final do percurso formativo, devem conseguir sistematizar e apresentar num projecto integrado

E esta é, na minha opinião a primeira grande virtude deste modelo de avaliação da aprendizagem: O aluno que ao longo de três anos teve uma aprendizagem modular em várias disciplinas, num total de 2600 horas, a que acresceram 720 horas em contexto real de trabalho, tem de apresentar a evidência de que aprendeu, que domina o conhecimento e as competências práticas e necessárias. Em suma, a PAP, na interdisciplinariedade tornada material, põe o aluno à prova. 
Este é, aliás, algo muito próximo, senão melhor e mais aprofundado do que há uns meses era apresentado como um modelo de exemplar de formação das crianças e jovens assumido no Sistema Educativo da Finlândia.

A segunda grande virtude da PAP, enquanto instrumento de avaliação, é que ela não é avaliada apenas sobre um ângulo. O aluno é avaliado em vários momentos e sob perspectivas muito diferenciadas. É avaliado numa primeira perspectiva pelo empenho e dinâmica de trabalho - método, motivação, persistência, capacidade de ultrapassar dificuldades -. Numa segunda perspectiva é avaliado pelo projecto em si, pelo que conseguiu, onde inovou, pelo grau de dificuldade e exigência que conseguiu superar. E por fim, na derradeira perspectiva, o aluno é avaliado pela forma como consegue, perante um júri, onde estão técnicos especializados e pessoas que até podem nem conhecer nada do assunto, defender o seu trabalho, justificar as opções que tomou, o caminho que trilhou e o que ali apresenta.
A falta que me fez - e perdoe-se o registo pessoal - esta experiência na primeira vez que tive de ir a uma prova oral na Faculdade de Direito no meu curso superior.


Nestas três semanas apresentaram-se projectos verdadeiramente fantásticos, com um grau de inovação que poderá até considerar-se demasiado elevado para alunos que estão (apenas?) a concluir o nível 4, a escolaridade obrigatória. Soluções que, num país onde se valorizasse efectivamente o empreendedorismo, a inovação e a tecnologia, seria aproveitadas e tornar-se-iam grandes fontes de lucro e de rendibilidade.

Não me ficaria bem estar a identificar, publicamente, qual ou quais os projectos que me parecem verdadeiramente fantásticos. Mas fico à disposição de quem me estiver a ler e entenda aprofundar, para, em privado, identificá-los!  

segunda-feira, 25 de maio de 2015

[2081.] Dificuldade em sentar

E de repente eu e a Inês percebemos que 40,5% (37,5%+3%) daquilo que auferimos (ou devíamos ter auferido) durante um ano, com o nosso trabalho, vai ficar com o Estado. 

Não me parece mal, é o custo do Estado Social, 
mas confesso que me custa sentar!

[2085.] As Venturas, da Vimieira



Há grandes mulheres na minha família. Grandes mesmo. Mas confesso que em determinada altura dei por mim a pensar que se há matriarcado na cultura portuguesa esse patriarcado das mulheres ganha um poder muito especial na família da Inês. Elas são muitas e muito poderosas. Muito solidárias, com um feitio levado da breca, mas de fibra, de pulso e de grande coragem e energia. 

No dia 1 de Maio, em que a Dona Céu fez 85 ou 86 anos, consegui meter grande parte delas a posar para a fotografia. E consegui porque o ano passado elas contrariadas lá fizeram o frete, mas tendo estado um ano inteiro a olhar para a tal foto, este ano acederam sem problemas. Vamos ver se no próximo ano as consigo meter as Venturas todas na foto! - com Maria do Céu Ventura, Adília Ventura, Irene Ventura, Idalina Ventura, Mafalda Várzeas, Inês Várzeas Canilho e Carolina Batista.


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A foto do ano passado.

domingo, 24 de maio de 2015

[2084.] Vocês valem a pena, vocês são bons e sabem-no!


Mensagem aos alunos do 3.º ano da EPVL que vão para estágio

Caríssimos,

Na próxima segunda-feira começa o vosso estágio. Será o vosso último estágio e um passo importante na reta final do vosso percurso formativo na nossa escola. Tenho a certeza de que com todo o capital que foram acumulando ao longo do tempo será um tempo de aprendizagem e de grande crescimento.

Gostava no entanto, para além de vos desejar sorte e um fraternal abraço, de vos deixar algumas notas que nos parecem importantes.

Lembrem-se da história dos “Sete Sapatos Sujos” – de que vos falei no início do ano – e recordem que também nas empresas (e especialmente nas empresas que vos acolhem em estágio) esses sapatos sujos têm de ficar à porta.

Lembrem-se que toda a informação, conselhos, reparos, raspanetes, alertas e incentivos que vos vão ser dados ao longo destas semanas vão ser fundamentais para o vosso futuro e sucesso enquanto pessoas e profissionais. O mundo na escola procura ser próximo da realidade, mas a realidade é muito mais viva e presente quando estão em estágio. Procurem ser humildes perante os elogios e gratos perante os reparos e raspanetes que vos vão ser dados.

Lembrem-se, por fim, que em vocês, nas empresas, está toda a escola – professores, funcionários, directores e os alunos mais novos e os que um dia serão alunos da EPVL. As vossas atitudes, a vossa postura e comportamento serão a imagem de marca de 24 anos de história de uma instituição que procura demonstrar aos outros que “Ser Profissional Vale +”. Tenham consciência que podemos demorar 24 anos a construir uma boa imagem, mas bastam poucos minutos numa má atitude para a destruir.

Vocês valem a pena, vocês são bons e sabem-no!
Boa sorte!

Nuno Castela Canilho

sábado, 23 de maio de 2015

[2080.] Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono...


"Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava"

Extrato do poema de W.B.Yeats, "When You Are Old", publicado originalmente em 1893 no "The Rose", aqui, na tradução de José Agostinho Baptista, em W.B.Yeats - Uma Antologia - da Assírio & Alvim.

Um lindo poema de amor. 
AQUI
nas duas versões

sábado, 16 de maio de 2015

[2079.] Sonhos...


Há projectos que temos, que já nem lembramos quando nasceram. Acompanham-nos há tanto, que não somos capazes de dizer que nasceram por isto ou por aquilo. Projectos, teses, ideias que defendemos com unhas e dentes e delas fazemos bandeiras que erguemos e fazemos esvoaçar. Porque acreditamos nessas bandeiras, porque nos parecem necessárias, porque nos parecem boas e porque nos parece fundamental a sua implementação.

E enquanto não as podemos implementar, são isso: Ideias nossas para um problema de todos!

Mas chega então o dia em que as podemos implementar. Está nas nossas mãos criar o que foi defendido, burilado, sonhado e nascido. E o nosso entusiasmo é patente.

Mas percebemos então que eram ideias NOSSAS, que mais ninguém (ou quase ninguém) as quer ou valoriza. Que os destinatários "não estão nem aí!".

E aí dói!

terça-feira, 12 de maio de 2015

[2078.] 730 dias depois


Faz hoje dois anos, setecentos e trinta dias, que a Região de Coimbra do CNE, por larguíssima maioria decidiu escolher o projecto "Ser Região" e confiar a esta equipa a gestão do destino comum por três anos. Já passaram dois, falta um ano.

Não têm sido dois anos fáceis. O foco tem de estar a ser constantemente alinhado e nem sempre é fácil manter o rumo com toda a ventania, todas as ondas e truques do mar, todas as criaturas que volte e meia vêm à tona de água para desestabilizar e unicamente darem sinal de vida... Mas com teimosia e perseverança mostramos que é possível e que conseguimos.

Mas muita coisa foi construída, muitos objectivos conquistados, metas largamente ultrapassadas e diagnósticos amplamente comprovados. É um orgulho muito grande ser parte desta equipa, que não se resume apenas aos cromos desta fotografia, mas que vai muito além dela e conta com quase cem pessoas que connosco colaboram devotadamente.

Um abraço especial à Junta Regional de Coimbra neste dia de aniversário, e um abraço muitíssimo especial à Equipa Regional do Programa Educativo e aos departamentos e Equipas projecto que com ela trabalham.

Vocês são os maiores!   

[2077.] (Uma das) Minha música de caloiro... Se Eu Fosse Um Dia O teu Olhar...



Esta é uma das músicas que fazem parte da banda sonora do meu ano de caloiro... 
e mais não digo!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

[2075.] 12 de maio de 1998





Praça da República, 12 de maio de 1998.
O meu primeiro cortejo da Queimas das Fitas.
Como sempre, esperavam-me em frente à Casa da Madeira, na Praça da República. Dá para ver a cara de felicidades deles. Não dá?



sábado, 9 de maio de 2015

[2074.] «Com meios acrescidos, a Europa poderá prosseguir a realização de uma das suas funções essenciais: o desenvolvimento do continente africano.»


« A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criativos à altura dos perigos que a ameaçam.
O contributo que uma Europa viva e organizada pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas. Ao assumir-se há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, a França teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construída, tivemos que enfrentar a guerra.
A Europa não se fará de uma só vez, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem primeiro uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha: a acção deve envolver principalmente estes dois países.
(...)Esta produção [de carvão e aço subordinada a regras e supervisão comum entre a França e a Alemanha] será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar na melhoria do nível de vida e no desenvolvimento das obras de paz. Com meios acrescidos, a Europa poderá prosseguir a realização de uma das suas funções essenciais: o desenvolvimento do continente africano.(...)»
Declaração Schuman, em 9 de Maio de 1950, considerada como o gesto fundador da União Europeia

Sessenta e cinco anos depois, lendo estas palavras, vale a pena dizer mais alguma coisa?


[2073.] Toda a prece é ouvida, toda a graça se alcança


sexta-feira, 8 de maio de 2015

[2072.] Vita mea


Não fosse o negócio familiar e o boom dos peregrinos de Fátima no 6 a 9 de maio de cada ano, eu tinha-me casado com esta rapariga no dia 8 de maio de 2010. Um dia depois do casamento dos pais dela, num dia 8, que a numerologia considera como o número do infinito, no mês de Maio, de Maria, das Marias, das Maias, da fertilidade, do coração.
Casámo-nos um mês e quatro dias depois, a 12 de junho, como os noivos de Santo António.
É a mulher da minha vida.

[2071.] Há um povo que peregrina


Ponte de Viadores, 8 de maio de 2015, 15h05m


[2070.] Diz que se chama «voltar à "normalidade"»


Sernadelo, 8 de maio de 2015, 8h03m

domingo, 3 de maio de 2015

[2068.] Em memória do Flávio e do Diogo, ou do Mendes e do Fairy


Ed Sheeran
I See Fire
[Clipe Oficial]

A minha memória a eles os dois e um abraço apertado - tão apertado como está o meu coração - a todos os que neste momento estão em sofrimento.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

[2067.] O poder da mulher e a mulher no poder


É conhecida a minha admiração pessoal pela senhora que ontem esteve na EPVL a conversar com os nossos alunos sobre "A Política no feminino: A mulher no poder e o poder da mulher", a Dr.ª Odete Isabel. Poderia ter-lhe chamado uma conferência, a terceira e última através da qual a EPVL assinalou o 40.º aniversário do regime democrático em Portugal - que durou de 24 de abril de 2014 até ontem, 29 de abril de 2015. Mas não, vou chamar-lhe conversa, porque efectivamente a Dr.ª Odete Isabel conseguiu interagir com os alunos, um auditório cheio, conseguiu que eles a ouvissem atentamente e inspirá-los, dando-lhes um empoderamento que ensaiado não correria tão bem. Foi uma hora que passou a correr, que orgulhou o diretor da escola, que orgulhou o mealhadense - porque a intervenção foi efectivamente inteligente, honesta e emotiva, com muita sabedoria, muita força e muita beleza -, acabando por ser uma lição de vida.
Primeira mulher a presidir à Câmara da Mealhada numa eleição democrática, Odete Isabel foi fiel a si mesma e mostrou que a força das suas ideias e, acima de tudo, a forma como as transmite ainda pode ser contagiante.
  

[2066.] Dilemas do 1.º de Maio

α
O DILEMA DO PROLETARIADO
- Confesso que nunca tinha ouvido um sindicalista dizer que uma determinada greve é injustificada. Ouvi hoje, o líder da UGT a dizer que a greve dos pilotos da TAP é uma reivindicação egoísta, desajustada e contrária ao proletariado.
Mas, então ouvi o Arménio Carlos, da CGTP, na SIC Noticias a fazer um mortal encorpado à retaguarda com beijo no seu próprio fundo das costas quando a jornalista lhe perguntou qual era a opinião da central sindical. Não foi capaz de dizer que esta é uma greve estúpida de trabalhadores egoístas que estão a usar o que para ele é um meio sagrado para assegurar que passam a ser patrões.Falou, falou, falou... e não respondeu à pergunta.
Sindicalista sofre, ó camarada Arménio!

Ω
O DILEMA DO PATRONATO
- De manhã, dos 151 votos previstos a partir do Aeroporto de Lisboa, 118 levantaram voo.
Se dizem que é mau, que a greve dos senhores pilotos teve efeitos graves e nefastos à empresa, têm de demonstrar que 78,15% de voos realizados não é suficiente para a empresa ter um funcionamento normal e lucrativo.
Se dizem que é bom, que a greve dos senhores pilotos que exigem ter um quinhão e ser accionistas da empresa que estão a tentar levar à falência final e sem retorno não teve efeitos graves, então vão ter de assumir que não são eles a razão pela qual a TAP está completamente lixada e que dificilmente a vão conseguir privatizar.