quarta-feira, 3 de junho de 2015

[2093.] O discípulo e os Mestres


Esta foto foi tirada no dia em que se realizou, na Quinta dos Três Pinheiros, em 1996, o I Encontro Regional da Educação, promovido pela Escola Secundária da Mealhada. Na altura eu era presidente da associação de estudantes e fazia parte da equipa de organização. À entrada, antes do inicio da sessão, encontrámo-nos e lá nos fotografaram. Já eramos bons amigos e eu já tinha aprendido muito com eles, mas ainda faltava muito. Ainda havia muito, mas mesmo muito a aprender!

[2092.] No ano em que fomos felizes

Escola Secundária da Mealhada
Escolíadas 1996


Imagem da claque


Prova de teatro
  
 
Prova de teatro

Prova de teatro

Prova da claque

Prova de música

Prova de teatro

Imagem da equipa na cerimónia de entrega de prémios.

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[2091.] Dois esqueletos, um ao outro unido / Foram achados num sepulcro só


Escola Secundária da Mealhada
Escolíadas 1995

Prova de Teatro
"O Noivado do Sepulcro", de Soares dos Passos.

[2089.] (Finalmente) Ganhámos as Escolíadas!


Foi com grande satisfação que soube que a Escola Secundária da Mealhada ganhou a finalíssima das Escolíadas 2015, a 26.ª edição do concurso criado por Claude Pires, em 1990. Muitos nunca acreditaram que isso algum dia fosse possível. Mas foi, e quem o conquistou merece o nosso reconhecimento, o nosso elogio e a nossa satisfação. Parabéns, muitos parabéns!
Mais do que uma vitória, vocês honraram 26 anos de grande esforço. 

A Escola Secundária da Mealhada é provavelmente, a única escola que, ininterruptamente, participou no Concurso  a escola com maior número de participações nas Escolíadas, 25 em 26 edições. Em 1996 conseguimos ir à Final (num tempo em que havia apenas um pólo e tudo acontecia nos Três Pinheiros), ficámos em segundo lugar... perdemos para a Marques Castilho, de Águeda. Sei que mais recentemente, talvez no inicio dos anos 2000, voltámos a ir à final... mas nunca tinhamos E ganhámos o caneco uma vez. Desta vez ganhámos a final do pólo de Aveiro e a Finalíssima. Foi bonito.

Em 1995 participei, pela primeira vez, na Equipa da Escola Secundária da Mealhada, na prova de Teatro. Representámos o "O Noivado do Sepulcro", de Soares dos Passos. Eu representei o noivo. Não ganhámos nem sequer a sessão, quanto mais aspirar a ir à final.

No ano seguinte, em 1996, eu era presidente da ASSESSEC - Associação de Estudantes da escola e na minha equipa tinha a malta dividida. Tinha membros dos corpos sociais da associação que achavam que a Mealhada nunca ganharia o concurso, porque sendo daqui, não interessava à organização que ganhasse. Tinha outros que achavam que valia a pena tentar. Salomonicamente decidimos fazer um referendo junto de todos os alunos da escola. Fez-se campanha pelo Não e pelo Sim. 
Ganhou o Sim, o vamos a isso!

Nesse ano conseguimos o que nunca havia sido possível fazer. As pessoas uniram-se, criou-se espírito de corpo e conseguimos ganhar a sessão e ir à final.
Liderei a equipa de organização - com ajuda de toda a gente, até dos professores que nessa altura estavam muito arredados destas lides - e integrei a equipa de teatro. Representámos uma peça chamada "A Teia". Eu fazia de pai do Nuno Cruz e foi nessa altura que deixei crescer a barba... para parecer mais velho (está nos primeiros seis segundos do video que está em baixo). Contracenavam connosco o Pedro Duarte, o Jorge Sousa, a Patrícia Grilo, entre outros.
Perdemos a final, mas eu ganhei uma namorada...
Foi bonito...

Em 1997, com a saída de uma grande equipa que entretanto tinha ido para a Universidade, as coisas esmoreceram em termos de dinâmica da escola. No entanto, acho que apresentámos uma das mais espantosas e espectaculares peças que eu vi nas Escolíadas. Uma peça do professor João de Oliveira, na altura professor da escola que escreveu um texto brilhante, baseado no Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros. Era o "Manifesto Anti-Tchancas" e uma fina critica ao sistema educativo português vigente nesse tempo da "Geração Rasca". Excertos da peça estão neste video. Nessa altura, eu já de pera, subia ao palco com o Sérgio Semedo, o Miguel Ângelo Cruz e o Rafaele Mannarino.  

Ver a Escola Secundária da Mealhada ganhar na sexta-feira foi sentir que foi feita justiça. 26 anos depois. Naquela que pode ter sido a última sessão das Escolíadas, apesar de eu achar que não vai ser, que vai sempre ser encontrado um caminho. Tenho essa esperança.

Continuo a acreditar que o projecto Escolíadas é talvez a única hipótese viável e honesta de democratizar a cultura e a experiência artística na formação integral dos jovens da região Centro de Portugal. Foi a primeira vez que subi a um palco com uma casa cheia, e ser avaliado, que organizei e liderei uma equipa com vista a um objectivo comum e central.
As Escolíadas são parte de mim e do meu passado.  

[Informação actualizada em 03JUN às 15h14m] 
    

[Em 2007, numa Gala de Entrega de Prémios, no Cineteatro Messias, Claude Pires teve a amabilidade de me obsequiar com a produção e divulgação deste vídeo. 
Eu sinto-me Geração Escolíadas]

terça-feira, 2 de junho de 2015

[2088.] O Cante alentejano é música de novos.



A Moda Mãe 
(Episódio 5)
Os Guardas bateram 
(ao vivo, na taberna 'O Lucas', em Cuba do Alentejo)

Ando numa fase António Zambujo. E isso fez-me chegar aos irmãos Caixeiro, com especial destaque para o António, aos irmãos Emídio, e logo a seguir aos "A Moda Mãe", e ainda ao 'Buba' Espinho e ao grupo "Os Bubedanas". No fundo ao novo e moderno Cante Alentejano.

Fica aqui uma das musicas destes tipos, gravadas ao vivo e em ambiente informal, numa taberna de Cuba do Alentejo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

[2087.] Ilusões de óptica? Ou apenas pontos de vista?



Passei hoje pelo Largo de Saldanha, em Lisboa, a toda a brida, de táxi. Não deu tempo para tirar a foto e por isso tive de me socorrer da imagem que encontrei no Google...
Mas dizia eu... 
Vinha da Avenida da República e encontro uma imagem brutal, nada mais nada menos do que o próprio João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, o 1.º Duque de Saldanha, o mais notável político português do período da Monarquia Constitucional Portuguesa, numa posição de completa subjugação perante o majestoso edificio onde está instalada a Deloitte, uma das grandes multinacionais que nos governam, através da longa mannus dos mercados.

Pareceu-me brutal.
Quando lá passarem aproximem-se das costas do Duque e vejam a postura, e a sua pequenez, face à multinacional.  

[2086.] Hoje é dia de andar por aqui


Santo Antoninho... 'Troce' por nós!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

[2083.] QUEIJO, TYRI OU KÄSE?


A Inês comprou uma embalagem de um queijo grego, todo xpto, com ervas, para ajudar ou desajudar na dieta. Comprou-o no Lidl de Coimbra.
Qual não foi o meu espanto quando, armado em expert sabedor de faca em punho para experimentar o Tyri (queijo em grego), li nada mais nada menos do que "produce in Germany", na tampa da embalagem.

Lembrei-me imediatamente deste anuncio:




Pensei o que não diria esta ΗΛΙΚΙΩΜΕΝΗ (ilikiomeni = anciã em grego) dos alemães que lhe andam a roubar o queijo grego, made in Germany!

É uma grande ironia ou é impressão minha?


quarta-feira, 27 de maio de 2015

[2082.] O Conhecimento feito matéria!


Terminou hoje a primeira (a normal) época de Defesas Públicas das Provas de Aptidão Profissional dos alunos da EPVL que, prestes a terminar o terceiro ano, se preparam, também, e na maior parte dos casos para terminar o seu curso.

Ao longo de três semanas intensas e intensivas, muitos alunos apresentaram as suas provas nas áreas da Cozinha/Pastelaria, da Eletrónica, Automação e Comando, da Informática de Gestão e das Energias Renováveis. Tivemos uma reprovação, uma repetição e uma mão-cheia de alunos avaliados com 19 valores.

As PAP são, na prática, trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos e competências que os alunos, no final do percurso formativo, devem conseguir sistematizar e apresentar num projecto integrado

E esta é, na minha opinião a primeira grande virtude deste modelo de avaliação da aprendizagem: O aluno que ao longo de três anos teve uma aprendizagem modular em várias disciplinas, num total de 2600 horas, a que acresceram 720 horas em contexto real de trabalho, tem de apresentar a evidência de que aprendeu, que domina o conhecimento e as competências práticas e necessárias. Em suma, a PAP, na interdisciplinariedade tornada material, põe o aluno à prova. 
Este é, aliás, algo muito próximo, senão melhor e mais aprofundado do que há uns meses era apresentado como um modelo de exemplar de formação das crianças e jovens assumido no Sistema Educativo da Finlândia.

A segunda grande virtude da PAP, enquanto instrumento de avaliação, é que ela não é avaliada apenas sobre um ângulo. O aluno é avaliado em vários momentos e sob perspectivas muito diferenciadas. É avaliado numa primeira perspectiva pelo empenho e dinâmica de trabalho - método, motivação, persistência, capacidade de ultrapassar dificuldades -. Numa segunda perspectiva é avaliado pelo projecto em si, pelo que conseguiu, onde inovou, pelo grau de dificuldade e exigência que conseguiu superar. E por fim, na derradeira perspectiva, o aluno é avaliado pela forma como consegue, perante um júri, onde estão técnicos especializados e pessoas que até podem nem conhecer nada do assunto, defender o seu trabalho, justificar as opções que tomou, o caminho que trilhou e o que ali apresenta.
A falta que me fez - e perdoe-se o registo pessoal - esta experiência na primeira vez que tive de ir a uma prova oral na Faculdade de Direito no meu curso superior.


Nestas três semanas apresentaram-se projectos verdadeiramente fantásticos, com um grau de inovação que poderá até considerar-se demasiado elevado para alunos que estão (apenas?) a concluir o nível 4, a escolaridade obrigatória. Soluções que, num país onde se valorizasse efectivamente o empreendedorismo, a inovação e a tecnologia, seria aproveitadas e tornar-se-iam grandes fontes de lucro e de rendibilidade.

Não me ficaria bem estar a identificar, publicamente, qual ou quais os projectos que me parecem verdadeiramente fantásticos. Mas fico à disposição de quem me estiver a ler e entenda aprofundar, para, em privado, identificá-los!  

segunda-feira, 25 de maio de 2015

[2081.] Dificuldade em sentar

E de repente eu e a Inês percebemos que 40,5% (37,5%+3%) daquilo que auferimos (ou devíamos ter auferido) durante um ano, com o nosso trabalho, vai ficar com o Estado. 

Não me parece mal, é o custo do Estado Social, 
mas confesso que me custa sentar!

[2085.] As Venturas, da Vimieira



Há grandes mulheres na minha família. Grandes mesmo. Mas confesso que em determinada altura dei por mim a pensar que se há matriarcado na cultura portuguesa esse patriarcado das mulheres ganha um poder muito especial na família da Inês. Elas são muitas e muito poderosas. Muito solidárias, com um feitio levado da breca, mas de fibra, de pulso e de grande coragem e energia. 

No dia 1 de Maio, em que a Dona Céu fez 85 ou 86 anos, consegui meter grande parte delas a posar para a fotografia. E consegui porque o ano passado elas contrariadas lá fizeram o frete, mas tendo estado um ano inteiro a olhar para a tal foto, este ano acederam sem problemas. Vamos ver se no próximo ano as consigo meter as Venturas todas na foto! - com Maria do Céu Ventura, Adília Ventura, Irene Ventura, Idalina Ventura, Mafalda Várzeas, Inês Várzeas Canilho e Carolina Batista.


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A foto do ano passado.

domingo, 24 de maio de 2015

[2084.] Vocês valem a pena, vocês são bons e sabem-no!


Mensagem aos alunos do 3.º ano da EPVL que vão para estágio

Caríssimos,

Na próxima segunda-feira começa o vosso estágio. Será o vosso último estágio e um passo importante na reta final do vosso percurso formativo na nossa escola. Tenho a certeza de que com todo o capital que foram acumulando ao longo do tempo será um tempo de aprendizagem e de grande crescimento.

Gostava no entanto, para além de vos desejar sorte e um fraternal abraço, de vos deixar algumas notas que nos parecem importantes.

Lembrem-se da história dos “Sete Sapatos Sujos” – de que vos falei no início do ano – e recordem que também nas empresas (e especialmente nas empresas que vos acolhem em estágio) esses sapatos sujos têm de ficar à porta.

Lembrem-se que toda a informação, conselhos, reparos, raspanetes, alertas e incentivos que vos vão ser dados ao longo destas semanas vão ser fundamentais para o vosso futuro e sucesso enquanto pessoas e profissionais. O mundo na escola procura ser próximo da realidade, mas a realidade é muito mais viva e presente quando estão em estágio. Procurem ser humildes perante os elogios e gratos perante os reparos e raspanetes que vos vão ser dados.

Lembrem-se, por fim, que em vocês, nas empresas, está toda a escola – professores, funcionários, directores e os alunos mais novos e os que um dia serão alunos da EPVL. As vossas atitudes, a vossa postura e comportamento serão a imagem de marca de 24 anos de história de uma instituição que procura demonstrar aos outros que “Ser Profissional Vale +”. Tenham consciência que podemos demorar 24 anos a construir uma boa imagem, mas bastam poucos minutos numa má atitude para a destruir.

Vocês valem a pena, vocês são bons e sabem-no!
Boa sorte!

Nuno Castela Canilho

sábado, 23 de maio de 2015

[2080.] Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono...


"Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava"

Extrato do poema de W.B.Yeats, "When You Are Old", publicado originalmente em 1893 no "The Rose", aqui, na tradução de José Agostinho Baptista, em W.B.Yeats - Uma Antologia - da Assírio & Alvim.

Um lindo poema de amor. 
AQUI
nas duas versões

sábado, 16 de maio de 2015

[2079.] Sonhos...


Há projectos que temos, que já nem lembramos quando nasceram. Acompanham-nos há tanto, que não somos capazes de dizer que nasceram por isto ou por aquilo. Projectos, teses, ideias que defendemos com unhas e dentes e delas fazemos bandeiras que erguemos e fazemos esvoaçar. Porque acreditamos nessas bandeiras, porque nos parecem necessárias, porque nos parecem boas e porque nos parece fundamental a sua implementação.

E enquanto não as podemos implementar, são isso: Ideias nossas para um problema de todos!

Mas chega então o dia em que as podemos implementar. Está nas nossas mãos criar o que foi defendido, burilado, sonhado e nascido. E o nosso entusiasmo é patente.

Mas percebemos então que eram ideias NOSSAS, que mais ninguém (ou quase ninguém) as quer ou valoriza. Que os destinatários "não estão nem aí!".

E aí dói!

terça-feira, 12 de maio de 2015

[2078.] 730 dias depois


Faz hoje dois anos, setecentos e trinta dias, que a Região de Coimbra do CNE, por larguíssima maioria decidiu escolher o projecto "Ser Região" e confiar a esta equipa a gestão do destino comum por três anos. Já passaram dois, falta um ano.

Não têm sido dois anos fáceis. O foco tem de estar a ser constantemente alinhado e nem sempre é fácil manter o rumo com toda a ventania, todas as ondas e truques do mar, todas as criaturas que volte e meia vêm à tona de água para desestabilizar e unicamente darem sinal de vida... Mas com teimosia e perseverança mostramos que é possível e que conseguimos.

Mas muita coisa foi construída, muitos objectivos conquistados, metas largamente ultrapassadas e diagnósticos amplamente comprovados. É um orgulho muito grande ser parte desta equipa, que não se resume apenas aos cromos desta fotografia, mas que vai muito além dela e conta com quase cem pessoas que connosco colaboram devotadamente.

Um abraço especial à Junta Regional de Coimbra neste dia de aniversário, e um abraço muitíssimo especial à Equipa Regional do Programa Educativo e aos departamentos e Equipas projecto que com ela trabalham.

Vocês são os maiores!   

[2077.] (Uma das) Minha música de caloiro... Se Eu Fosse Um Dia O teu Olhar...



Esta é uma das músicas que fazem parte da banda sonora do meu ano de caloiro... 
e mais não digo!