domingo, 5 de julho de 2015

[2131.] "Felizes os que penetram nas causas secretas das coisas!"


O filme do fim da noite.

"Nós somos os senhores, Nós somos os escravos,
Estamos em toda a parte, não estamos em lado nenhum.
Controlamos os rios de purpura!"


Os Crimes dos Rios de Púrpura

Título original:Les Rivières Pourpres
Género:Drama, Thriller
Classificação:M/16
Outros dados: FRANÇA, 2001, Cores, 106 min.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

[2128.] A loba vestida de cordeiro


Christine Lagarde é a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) e será uma das principais responsáveis, na minha opinião, pelo beco sem saída que se criou na Grécia e que vai cair num buraco sem fundo que vai ser o referendo do próximo domingo. Digo que ela é uma das responsáveis porque não é a única e porque o Governo grego é de tal modo irresponsável que não me parece que possa sequer responsabilizado por tanta asneira. O Governo Tsipras e Varoufakis é, oura e simplesmente inimputável.

Mas quando o Banco Central Europeu e o Eurogrupo queriam encontrar uma solução politicamente viável para a Grécia (soluções económicas não me parece haver) foi Lagarde que insistiu em meter mais lenha na fogueira. E foi a primeira a ficar ofendida com a postura anti-institucional de Tsipras e Varoufakis, a ponto de lhes chamar 'garotos'. E foi ela quem procurou sempre impor um plano ideológico para os gregos, quase que como se obrigasse a dar um beijo no próprio rabo. 
Por vontade dos europeus da UE o problema já está resolvido. Mas Lagarde não perdoa e não vai facilitar... Lagarde quer tanto um acordo como Tsipras...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

[2126.] Vale o que derem por ele...

Ontem foram leiloados, no Leilão de Arte Contemporânea da Sotheby's, em Londres dois quadros da pintora portuguesa Paula Rego. Um deles, "The Cadet and his Sister"foi arrematado por 1.614.795 euros e o outro, "Looking Out", foi licitado por 1.360.941 euros. Dois quadros vendidos por 2,957 milhões de euros. E a pergunta que se impõe é a seguinte: Pode uma pintura valer tanto dinheiro? A resposta será simples: As coisas valem o que alguém der por elas. Se alguém é capaz de entregar este montante por este objecto, então esse objecto vale isso. O valor das coisas é, então, e como se sabe, o frágil equilíbrio entre o valor pelo qual alguém está disposto a desfazer-se de uma coisa e o valor que alguém está disposto a dispensar por esse objecto.
Mas é possível haver mercados inflacionados... naturalmente... o mercado da arte, o mercado do futebol e outros mercados descontrolados... mas isso não mexe no valor dos bens transacionados... Porque o valor é sempre algo subjectivo, e o resultado do tal equilíbrio.
Sou um apreciador do belo, da Beleza e da Arte enquanto construção humana de carácter filosófico e peregrino... Mas confesso que me faz um pouco de impressão este tipo de transacções...

Looking out
1997
1,79m x 1,29m
Pastel em papel em suporte de alumínio

«"Looking Out", criada por Paula Rego em 1997, faz parte de uma série de trabalhos da pintora inspirados no livro "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós, que conta a história de um jovem padre que mantém uma relação amorosa clandestina com uma empregada, Amélia.
Esta tela - emblemática de toda a obra de Paula Rego em que denuncia a condição feminina - retrata Amélia, sozinha, debruçada na janela de uma casa, dando uma imagem de frustração e aprisionamento, enquanto espera o dia do parto.»
Agência Lusa, 2JUL15



"The Cadet and his Sister"
1988
2,14m x 1,51m
Acrílico sobre papel em tela

«"The Cadet and his Sister" [O cadete e a irmã], um acrílico sobre papel em tela, de 1988, aborda o tema da despedida, mostrando um cadete vestido com o uniforme do Colégio Militar, de partida para o combate, que se despede da irmã enquanto ela se ajoelha e ata os sapatos.
A composição remete para um importante acontecimento na vida pessoal da pintora portuguesa, porque, nesse mesmo ano, faleceu o seu marido, o também artista Victor Willing, de esclerose múltipla.
Esse ano foi igualmente importante na carreira de Paula Rego, pois passou a ser representada pela galeria Marlborough Fine Art, em Londres, e distinguida com uma grande retrospetiva do seu trabalho pela Serpentine Gallery, na capital britânica.
Propriedade de um colecionador privado americano, "The Cadet and his Sister" tinha uma estimativa inicial de entre 846 mil euros e 1,130 milhões de euros, mas acabou por ser arrematado por 1.614.795 euros, um novo recorde da artista, adiantou à agência Lusa fonte da Sotheby`s, organizadora do leilão.»
Agência Lusa, em 2JUL2015



quarta-feira, 1 de julho de 2015

[2125.] "A Prova dos Novos" está aberto

Ensaiamos hoje (1 de julho), ou a partir de hoje, mais uma etapa relevante no caminho do ensino profissional na Mealhada. Depois da experiência da Cafetaria do Parque - com aspectos muito positivos e alguns menos satisfatórios - decidimos experimentar abrir o Restaurante Pedagógico "A Prova dos Novos", na Pampilhosa, no horário do almoço, de forma permanente nos próximos 10 dias. Também já tínhamos ensaiado os almoços temáticos, que têm sido um retumbante sucesso, mas ainda não tínhamos experimentado este sistema de abertura permanente.



Este ensaio visa proporcionar aos alunos do Curso Vocacional de Hotelaria e Gestão - de Nível Básico, de equivalência ao 9.º ano - a componente de prática simulada fundamental para a conclusão do curso destes alunos. Uma parte dos alunos está na cozinha e outra parte está a fazer o serviço de mesa.
O restaurante estará aberto de segunda a sexta-feira, ao almoço e durante a tarde (será possível tomar o chá do fim da tarde no espaço), com ementa fixa composta por sopa, prato principal, sobremesa, bebidas e café. Tudo isto pela módica e simbólica quantia de 5 euros. Para já não será preciso fazer marcação, mas é possível que possa vir a ser necessário. 


Para abrir, hoje, começámos com uma sopinha de legumes, um delicioso franguinho assado no forno com batatas assadas e legumes salteados, e um tradicional arroz doce.
Uma delicia.



terça-feira, 30 de junho de 2015

[2123.] Um outro Alexis, também ele grego, também ele dançarino...



Sirtaki (συρτάκι) 
é uma dança popular de origem grega, criada em 1964 no filme Zorba, o grego. 
Não é uma dança tradicional grega, mas uma mistura de ritmos lentos e rápidos da dança foclórica grega hasapiko. A dança e a música (por Míkis Theodorakis) é também chamada de "Zorba's dance". O nome sirtáki vem da palavra grega syrtos, um nome comum de um grupo cretense.

No filme Zorba, o grego, o protagonista interpretado por Anthony Quinn, também se chama Alexis, como o primeiro-ministro grego e líder da coligação Syriza.

E parece-me que as semelhanças não ficam por aqui...

"Basil é um escritor greco-britânico que cresceu na Inglaterra e agora passa por uma crise de criatividade e quer ir para Creta, a terra natal de seu pai. Enquanto espera para embarcar no navio que o levará à ilha, cuja saída está atrasada por causa do mau tempo, ele conhece o Zorba, um grego simples e entusiasmado, com vários apelidos, segundo ele próprio conta (um deles é "Epidemia", pois espalharia o caos aonde passa). Zorba simpatiza com Basil e pede que ele o leve na viagem, como seu intérprete e talvez cozinheiro. Basil explica que pretende reabrir a mina de linhito de seu pai e quando Zorba conta que tinha experiência com mineração, Basil concorda com a sua companhia.
Ao chegarem ao vilarejo rural onde fica a mina, os dois instalam-se na pensão pomposamente chamada "Hotel Ritz", de Madame Hortense, uma ex-cortesã francesa e agora uma solitária mulher. Enquanto Zorba e Hortense se tornam amantes, Basil fica conhecendo "a viúva da janela", disputada por todos os homens do vilarejo que, contudo, os rejeita violentamente. Ao ver Basil ela se interessa por ele e Zorba percebe isso, mas o homem prefere ignorá-la e a toda e qualquer mulher e continuar com seu projeto de mineração.
Quando começam a trabalhar na mina, Zorba e Basil descobrem que as madeiras estão podres e tudo está prestes a desabar. Zorba percebe que precisam de madeira nova e avista o bosque no alto da montanha, que pertence a monges que vivem isolados. Zorba arranja forma de convencer os monges a autorizarem o derrube de árvores e tem a ideia de construir uma espécie de teleférico, que permitirá transportar os toros montanha abaixo, em alta velocidade. Basil concorda com o plano, que, se falhar, o deixará sem todas as suas economias e inviabilizará o seu futuro como empresário mineiro."
in wikipédia...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

[2122.] Delícias palatinas 2



Chicken burger and Country burger
(em cima e em baixo, respectivamente)
com home made lemonade

Brunn's - cofee & diner
Avenida Sá da Bandeira - Coimbra

*  *  *

Coimbra já tem um diner ao estilo americano da route 66. O ambiente e a decoração são fantásticos, levando o temático muito além do básico. Desde a farda das empregadas e empregados, ao nome dos pratos e ao ambiente vivido mesmo pelos clientes. Trata se um espaço com conceito interessante de pedido em self-request e um atendimento muito bom.
Os pratos ao nível do sabor não são nada de especial (não compete com a Casa das Caldeiras, por exemplo), mas vale pelo ambiente. A conta não ajuda a estudantada a levar as girls para um dinner com burger, mas dá para um sundae, um gelado, ou até uma Ferddy's pancake.
Recomendo, pelo engraçado da experiência. Uma voltinha à América profunda da route 66... Da próxima vez sento-me no cadillac. 


domingo, 28 de junho de 2015

[2121.] Solidariedade é uma estrada com dois sentidos.

Todas as palavras sobre a Grécia já foram escritas. Neste momento só falta resolver o problema. Cada dia que passa há dados novos - mesmo quando nada acontece é relevante - e o assunto parece que vai assolar a Europa (e talvez até o mundo) o verão inteiro...
Ontem à noite, o anuncio de Tsipras de marcar um referendo para saber se o povo quer aceitar a proposta dos credores apanhou toda a gente de surpresa. Provavelmente, se tivesse dito que se demitia provavelmente não teria provocado tanta consternação. Mas parece-me que nem em relação a isso Tsipras foi honesto... Ele não quer saber o que diz o povo, ele quer, apenas, duas coisas: Quer libertar-se do ónus das consequências de uma decisão (fosse ela qual fosse teria problemas); e Queria mais um mês de adiantamento e financiamento - foi isso que pediu imediatamente e foi isso que hoje o Eurogrupo lhe negou...

Quando foi eleito apresentou-se como se tivesse descoberto o segredo de Midas. O seu entusiasmo garantia que ele sabia como sair da crise sem austeridade e sem sair do euro. O próprio António Costa, em Portugal, mostrou-se entusiasmado com a formula de "sol na eira e chuva no nabal". Ora acontece que o segredo de Tsipras era muito mais simples do que poderia parecer: Bastava chegar à Europa e dizer que queria continuar a receber dinheiro, mas sem austeridade. Porquê? Porque se não a Grécia sairia do Euro e da União. Os ministros do outro partido da coligação que suporta Tsipras chegou mesmo a dizer que a Grécia estava disposta a escancarar as fronteiras para deixar entrar os imigrantes e os terroristas do Estado Islâmico direitinhos para a Alemanha.

Parece-me que os últimos meses foram passados, com grande paciência por parte dos parceiros europeus, a explicar aos governantes gregos que o dinheiro não se multiplica por osmose e que a solidariedade não é uma estrada de via única. Schauble chegou mesmo a dizer que não há promessas sérias se feitas a contar com o dinheiros dos outros.

O FMI perdeu a paciência muito mais cedo, e manteve uma postura que me parece completamente errada, a de impor um plano ideologico aos países que apoia. Mas do Eurogrupo e do Banco Central Europeu Tsipras não tem qualquer razão de queixa. Tudo lhe tem sido perdoado e tudo lhe tem sido concedido... mas há limites.
E o limite parece-me que pode ter sido atingido com este numerozinho do referendo.

A Grécia e os gregos podem e devem falar de solidariedade. Os europeus têm um dever de solidariedade para com todos os países da União. Mas há limites. O povo grego pode não ter culpa dos políticos que teve e tem tido. Mas não foram os alemães que votaram em Papandreau, e depois em Samaras e agora em Tsipras. O povo grego pode olhar para o que lhe foi cortado e dizer que é muito, que é demais. Mas tem de olhar para o salário médio de um português, e para o facto de ninguém na Europa ter ou ter tido 15 salários por ano, e para o facto de ser dificil de compreender para qualquer pessoa que o Estado não cobre impostos, não cobre eletricidade ou não cobre rendas. Os gregos têm de perceber que se estão dispostos a receber o dinheiro dos Europeus têm de viver pelo menos com o que têm os europeus em igualdade de circunstâncias.

A Europa pode estar à beira da falência política, e a entrar em águas desconhecidas. Mas os estados e os povos têm de perceber que a solidariedade é uma estrada com dois sentidos e não apenas com o que vem ao encontro dos nossos interesses.

No domingo, dia 5 de julho, perceberemos se o povo grego compreende isso. 




[2120.] Escola Primária da Mealhada (1984 - 2015)

A poucos dias (?) de ser completamente demolida, para dar origem ao espaço para serviços e ensino pré-escolar do Centro Escolar da Mealhada, fui tirar, em 17 de junho de 2015, fotografias ao edifício da Escola Básica n.º 1 (do Primeiro Ciclo do EB) da Mealhada.

Hoje são imagens da paisagem, normais, usuais, quotidianas. 
Amanhã serão memória, história, passado.

[EM ACTUALIZAÇÃO]

Estas fotografias, que publiquei no facebook em 17JUN2015, suscitaram algumas perguntas sobre a própria história deste edifício. Perguntas que comecei por não saber responder, até porque são relativamente recentes. Mas a verdade é que, com o tempo, fui conseguindo juntar alguns dados que poderão ser capazes de encontrar justificações e fontes suficientes para historiografar este edifício em concreto.

Tudo leva a crer que o edificio terá sido inaugurado com o inicio do ano lectivo 1984/1985, talvez em outubro de 1984 (nessa altura o ano lectivo começava muito mais tarde). Vi registos de actas da Câmara Municipal em abril, maio e junho de 1984 que falavam de debates sobre "necessidade de pagamento de obras a mais na escola de 10 salas da Mealhada" à empresa Canadias, Lda, e ainda da adjudicação das obras de arranjos exteriores à empresa de César Borges Carvalheira. 
Há uma declaração do presidente da Câmara (Dr. Manuel Joaquim Pires Santos) na Assembleia Municipal que dá conta de que a obra estava orçada em 10.000 contos e que já tinha absorvido 25.000 contos.

Há ainda, já em abril ou maio de 1985 um pedido à Câmara Municipal da Mealhada, por parte dos professores da escola para a compra de um fotocopiador (que foi recusado por falta de verbas) o que indicia que nessa altura a escola já funcionaria.

O facto de em outubro de 1984 ainda não haver Jornal da Mealhada - nasceria no ano seguinte - faz com que não haja, à primeira vista, acesso fácil a qualquer tipo de cobertura jornalística da eventual inauguração. 







Este edifício será, provavelmente, e segundo posso apurar para já, o quinto a funcionar como escola primária na (hoje) cidade da Mealhada. 
Desde os finais do século XIX, os rapazes frequentavam a Escola Conde Ferreira, em frente à Capela de Sant'Ana, que já existia em 1888 mas que acabou demolida na década de 1940 - já em estado de ruína - para a construção da estrada nacional n.º1 fora do centro da Mealhada. Na década de 1940, com a demolição da Escola Conde Ferreira, foi construído novo edifício para os rapazes junto da Capela de Sant'Ana, no local onde existira um cemitério, e onde hoje (e por enquanto) funciona o Jardim de Infância (Público) da Mealhada.
As raparigas frequentavam a Escola com planta de Adães Bermudes (construída em 1901) e onde hoje (e desde 1989) funciona a sede da Junta de Freguesia da Mealhada, hoje sede da União de Freguesias da Antes, Mealhada e Ventosa do Bairro.  
Terá existido, também, uma casa particular no Largo da Feira, na Póvoa da Mealhada, onde funcionou, também, uma escola primária. 
Em Sernadelo, de Outubro de 1910 até finais da década de 1990 funcionou uma escola primária, no Largo da Sobreira, mandada construir por Feliciano e Augusto Cerveira de Melo que chegou a chamar-se Escola Leonarda Cerveira de Melo.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

[2114.] Delicias palatinas


Petit gateau de abóbora.
com gelado e molho de caramelo

"Italian Republic", em Coimbra

* * * *

[2115.] Teresa, a mãe

Na semana em que se assinalam os 887 anos da Batalha de São Mamede, em 24 de junho de 1128, a referência vai hoje para Dona Teresa (de Leão), condessa de Portucale, mãe do primeiro Rei de Portugal.

Não é uma figura que os portugueses estimem particularmente, mas mãe é mãe.
A Inês comprou ontem na FNAC uma biografia da condessa (que não chegou a ser Rainha-mãe porque morreu 13 anos antes da fundação oficial do Reino de Portugal), escrita por Marsílio Cassoti e com prefácio de Guilherme de Oliveira Martins. Não li o livro, não sou o professor Marcelo, mas li o prefácio e dele guardo a seguinte frase:

"(...) personalidade forte, multifacetada e contraditória da Infanta-rainha D.Teresa, cuja vontade e determinação contribuíram, também, a seu modo, para a independência de Portugal, muito mais do que pode parecer à primeira vista."  

quinta-feira, 25 de junho de 2015

[2112.] O "percursor"


São João Baptista
Leonardo da Vinci
1508-1509

Óleo sobre madeira
69cm x 57cm
Museu do Louvre, Paris

Ontem, 24 de junho, foi dia de São João Baptista. Um dia de festa por imensas razões - religiosas, muitas, mas não só... Ou por outra, quase todas religiosas no sentido de promoverem a re-ligação a dimensões mais espirituais da vida humana terrena. A noite anterior, depois do por do sol em 23 de junho, na noite de São João, a dimensão pagã da data ganha uma dimensão muito especial no território português. A ancestralidade associa a solenidade de São João Baptista ao solstício de verão, que, este ano, se verificou no dia 21 de junho às 17h38m.
Mas são imensas as tradições associadas à noite mais mágica do calendário. Só como curiosidade vejamos AQUI, AQUI e AQUI e até AQUI e AQUI.

São João Baptista é uma figura venerada pelo cristianismo, mas também é um profeta venerado pelos muçulmanos sunitas. É citado pelo historiador Flávio Josefo e pelos evangelistas cristãos.
João será parente de Jesus Cristo, as mães de ambos - Maria e Isabel - seriam primas e, tal como no caso de Isaac, filho de Abraão, João é filho de uma concepção considerada impossível, dada a idade do seu pai, Zacarias, logo, feita por intercessão de Deus.
João tornou-se um profeta e o teor da sua mensagem passava pela necessidade do baptismo no Jordão como forma de redenção, por isso passou a ser chamado de Baptista, e no anuncio da vinda, em breve, do Messias prometido.

No Cristianismo, João Baptista é o percursor, é aquele que, mais cedo, veio anunciar a nova aliança de Deus com os Homens, com o envio do Messias. Na linguagem biblica, "veio endireitar as veredas, abrir os caminhos".

Neste pequeno quadro de Leonardo da Vinci, pouco maior do que uma folha A3, João Baptista aparece com o dedo indicador direito virado para o Ceu, como se estivesse a dizer, "Ele vem aí!". No entanto, esta imagem está associada à tradição maçónica da mão dos mistérios, que serve de convite para ingressar na iniciação maçónica, ao mesmo tempo que valoriza uma máxima valorizada pela maçonaria de que "o que está acima é igual ao que está abaixo!". A Maçonaria especulativa (não operativa) considera o São João Baptista como seu patrono, por uma série de razões, sendo uma delas o facto de a Grande Loja de Inglaterra, a primeira e fundacional, ter sido fundada em 24 de junho de 1717.  

quarta-feira, 24 de junho de 2015

[2113.] ταπείνωση [tapeíno̱si̱] *

Já uma vez o escrevi num sitio qualquer... Acho que os gregos, especialmente no governo Tsipras, não merece grande condescendência. Mas parece-me que há limites e um deles é o da Liberdade Política de cada país. O FMI, como credor, pode e deve exigir ao governo de Atenas garantias em relação ao que foi, é e será emprestado. Mas coisa diferente é dizer que não aceita aumentos de impostos sobre as empresas e procurar obrigar no corte de pensões. O FMI ou empresta ou não empresta, estar a mandar bitaites sobre como é que a Grécia deve ser ideologicamente governada já é um grande abuso. Não me lembro de assistir a eleições para o FMI.

*Humilhação

terça-feira, 23 de junho de 2015

[2111.] "Nós não precisamos de Educação".


Another Brick In The Wall
Pink Floyd
1979

Há dias difíceis para um director de uma escola. 
Há dias em que o desânimo se instala por causa de um ou dois casos perdidos, que estupidamente os casos de sucesso não conseguem superar. Há dias em que os tijolos não são todos iguais e são os mais imperfeitos e frágeis que absorvem a nossa preocupação. Talvez porque tenhamos medo que a parede possa ruir, talvez porque há esta porcaria desta mania da "mãe que ama mais o filho que mais mal lhe faz!"

Esta música tem a minha idade. Aliás, temos ambos a mesma idade. É um hino da escola que não queremos, da escola que evitamos, da escola que condenamos. 
Mas há dias de desânimo... 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

[2118.] Isto...


Enquanto o PDR quiser ser isto, o partido do Marinho Pinto, nunca será mais nada! Aliás, nunca será nada!

[2110.] Coincidências perfeitas


Eram 17h 38m de 21 de junho de 2015. O sol estava mais perto do que nunca neste ano. Na Lameira de São Geraldo, nesse preciso momento, o Duarte fazia a sua primeira promessa, como lobito.
Há momentos felizes, coincidências perfeitas. 

sábado, 20 de junho de 2015

sexta-feira, 19 de junho de 2015

[2101.] A Valsa do Sai Não Sai


Mais um dia de "Valsa do Sai Não Sai". 
Mais um dia em que ninguém quer que a Grécia saia do euro, mas em que nada acontece para que saia ou não saia. 
Mais um dia em que a arrogância da esquerda grega (e europeia) fala da solidariedade do perdão cego. 
Mais um dia em que à direita falta coragem para assumir decisões. 
Mais um dia em que se faz a apologia do "que se lixem as regras!".
Mais um dia em que a Europa demonstra que não tem sustentabilidade política para resolver problemas.

Mais um dia de miséria.

[2119.] Privilegiado

Sou, efectivamente, um privilegiado. Tive e tenho, ainda, a grande sorte de poder conviver com pessoas extraordinárias, eu arriscaria mesmo a, com pouca humildade, gabar-me de, de certa maneira, ter acesso às pessoas mais interessante do meu tempo da comunidade onde me insiro.
Foi assim no passado, é assim hoje.

Hoje o meu fim da tarde foi passado a tomar um delicioso e requintado chá, com uma senhora interessantíssima a conversar sobre História e sobre o futuro com História na nossa região. Deambulámos desde os bordados de Castelo Branco até à Maçonaria no concelho da Mealhada, passando pelos judeus sefarditas de Medelim, da raia e da city londrina. 

Foi uma delícia e um privilégio.