sábado, 22 de fevereiro de 2014

[1823.] Dia de B.-P.


Irmãos caríssimos,

Assinalamos hoje o 157.º do fundador do Movimento Escutista, Robert Baden-Powell, a quem nós, os 28 milhões de escuteiros de todo o mundo, tratamos por B.-P.. É um dia de festa, um dia de comemoração para escuteiros e também para as Guias – para quem hoje é o Dia do Pensamento.

Comemorar a vida de B.-P. não é apenas celebrar o Homem que idealizou, experimentou, arriscou e viu ser aplicado e multiplicado um método de felicidade que transforma vida de pessoas. É, acima de tudo, celebrar uma forma de estar na vida, uma atitude perante o que poderíamos dizer “o que andamos a fazer no mundo”. Digamos que a festa é mais bela se nos centrarmos mais no que nós fazemos com o que B.-P. nos deixou.

Normalmente, temos a tentação de colocar as pessoas de quem gostamos num pedestal de perfeição e imortalidade. O próprio B.-P. diria que é um erro! B.-P. foi, ainda hoje é, um homem muito controverso, que foi um herói da guerra mas criou um movimento de Paz – a quem o Nobel da Paz não foi dado por mera injustiça histórica –, que tinha uma visão do mundo e da juventude que muitas vezes chocava com o conformismo generalizado, ou que analisado aos olhos de hoje pode ser interpretado de maneira desproporcionada. B.-P. foi um inconformista e é desse inconformismo que nasce um Movimento – não uma organização – que ainda hoje cresce e se espalha.

Celebramos hoje – de maneira muito particular nos núcleos e nos agrupamentos da Região de Coimbra (nalguns com a homenagem maior, as Promessas e Investiduras) – a vida de um homem que não teve qualquer pudor em, na última mensagem que dirigiu aos escuteiros, assumir que passou “uma vida felicíssima”.

Um homem que até na hora da morte, num momento de grande sabedoria prática, deixa um desafio simples:“Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes”. Porque uma vida baseada na ideia de que “o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros” só pode ser uma vida de alegria e paz interior, uma vida em que sentimos a felicidade de perceber que somos o Sal da Terra.

Procuremos hoje recordar-nos de todos os chefes, guias e escuteiros que cantaram ao nosso lado nos fogos de conselho, que acamparam ao nosso lado e que por algum motivo já não o podem fazer. E saibamos homenagear condignamente “o homem que nos tocou bem lá no fundo”.

Boa Caça e Boa Pesca

Lobo Irmão
 





 

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