segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
[1830.] Lunae dies
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
[1573.] Dia vencido_22 de fevereiro - II
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.
domingo, 2 de dezembro de 2012
[1539.] Dia vencido - 2 de dezembro de 2012
Ser testemunho obriga o adulto no Escutismo a cumprir, mesmo, o principio sobre o qual "O Dever do Escuta Começa Em Casa"! E se há coisas a fazer em casa - leia-se na Família e no Trabalho -, então essas coisas têm de estar em primeiro lugar do que o lazer e o prazer de participar numa actividade que ajudámos a preparar, que idealizámos, e que sonhávamos ver implementada...
Foi (outra vez) isso que aconteceu neste fim-de-semana. Não seria, de todo, possível ter participado no Encontro de Núcleo de Caminheiros do Centro-Norte.
A actividade começou em Coimbra, na sexta-feira, dia 30 de novembro, em plena noite dos Conjurados. Seguiu, depois, mais ou menos secretamente, para Tomar e terminou em Almourol. Foi uma daquelas actividades sonhadas quando visitamos aqueles territórios misticos de templários, quando lemos o livro "A Comenda Secreta", de Maria João Martins Pardal e Ezequiel Passos Marinho. O imaginário da actividade era arrojado: "A Idade do Espírito Santo" - já aqui abordámos esse tema, com o recurso a duas grandes figuras da intelectualidade portuguesa, Agostinho da Silva e Jaime Cortesão.
Estive com os participantes no lançamento da actividade, em Coimbra, e, hoje, em Almourol, onde pude assistir ao Bodo e à avaliação. Parece-me que correu tudo bem, e os caminheiros gostaram.
Parabéns à equipa (onde me incluo) liderada pelo Jorge Caetano e pelo Gabriel Lopes.
terça-feira, 19 de abril de 2011
[1352.] Trilhos de Confiança
É um caminho perfeito, claro, aberto que requer apenas uma exigência: a de Ser Irredutível!
Irredutível na fé nos Jovens!Irredutível na fé em Deus!
Irredutível na defesa de Ambos!
Irredutível no acreditar no Futuro!
Irredutível no Viver na Esperança e no Caminhar na Esperança!
Irredutível na disponibilidade e na convicção de que é Servindo os outros que se alcança a felicidade terrena e plena.
Um caminho de irredutibilidade que só pode ser um trilho de entrega, um
TRILHO DE CONFIANÇA!
Foi com o objectivo de fazer um novo caminho, de caminhar um novo trilho que aceitei integrar a candidatura - liderada pelo Chefe Liberto Maia - às eleições para a Junta de Núcleo Centro-Norte da Região de Coimbra do CNE para o mandato 2011/2014.
Um trilho novo, como disse, de tempos novos ao encontro de novas soluções para novos e velhos problemas. Um trilho ao encontro das novas necessidades dos nossos jovens e dos nossos agrupamentos. Um trilho ao encontro de novas ambições, de novos desafios, de superação de novas fronteiras e de outras barreiras. Um trilho cheio de vontade de Ir Mais Além, no Estar Alerta e no Servir.
Um trilho novo, mas seguro.
Porque é um caminho trilhado com as referências de Sempre.
Mesmo na penumbra ou na escuridão o trilho faz-se, porque os nossos olhos se adaptam às dificuldades e superam-nas. Porque as estrelas dos nossos antepassados estão sempre presentes no firmamento e nos guiam - como o Chefe Gomes, o Padre Abílio, entre muitos outros que nos guiam e que nós nem recordamos o nome.
Porque quando se está do lado Bom da Força, quando se trava o Bom combate, estamos sempre acompanhados por Jesus - "O Caminho, a Verdade e a Vida".
Porque ao fazer este caminho ao Serviço dos Jovens é um trabalho de construção do futuro, uma obra que herdámos do nosso fundador, B.-P. e dos fundadores do CNE.
O Escutismo é, por tudo isto, um caminho de segurança, uma vereda de Verdade, uma vida de Serviço. É, no fundo, um Trilho de Confiança que queremos seguir, e fomentar!
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
[1239.] Ser Sal da Terra e Luz do Mundo?
Realizámos [o Núcleo Centro-Norte da Região de Coimbra do CNE] no fim-de-semana de 26 a 28 de Novembro, em Mortágua, mais uma edição do ACARADNUC. Trata-se de uma actividade exclusivamente para adultos - caminheiros e dirigentes do CNE - vocacionada para a realização de acções concretas de vida ao ar livre no que vulgarmente se chamam actividades radicais ou de desporto aventura.Esta actividade tem uma rica tradição no nosso Núcleo apesar de, nos últimos mandatos ter sido por várias vezes agendada e, depois, cancelada por falta de inscrições.
Quando delineámos o plano trienal do Núcleo não quisemos deixar de agendar esta actividade, uma actividade que se realizaria apenas um vez no triénio, na recta final, no primeiro trimeste do último ano do mandato.
Honestamente - e agora acho que o posso assumir - nunca pensei que a actividade viesse a ter grande adesão. Ainda há poucos meses tinhamos realizado o ACANUC, estavam marcadas para a mesma data cursos regionais de formação, havia actividades emblemáticas de caminheiros agendadas para a mesma data... Frio, chuva... Foi com satisfação, alegria, e até admiração que eu vi as cinquenta inscrições!
Com a aproximação do Natal - a Festa da Luz - (a actividade coincidiu com o primeiro Domingo do Advento), e com o tema do ano no plano trienal - "Para além da linha do horizonte" - procurámos valorizar o papel do adulto, na nossa associação, como testemunho de vida e de acção concreta, como promotor de esperança e de verdade junto dos jovens. Para isso, não podíamos deixar de usar a metáfora do próprio Cristo: "Ser Luz do Mundo e Sal da Terra".
A Luz, a Chama, o Fogo estiveram sempre presentes, a par da adrenalina e do sacrificio. Uma Luz que precisou de atenção, de dedicação, de zelo, de cuidado. Uma Luz que por vezes incomodava, limitava, tolhia. Mas que depressa se tornou 'sal', e passou a dar gosto ao caminho.

Num momento de reflexão mais ou menos natural apresentámos os seguinte silogismo. Se o Escutismo é para rapazes e para raparigas, se o ACARADNUC é para adultos, então: Será que o ACARADNUC - as actividades para adultos - são escutismo? Podemos nós adultos proporcionar escutismo aos miudos se não o vivermos? O escutismo não é uma teoria, é um método de acção, de aprender fazendo. Logo, estamos - mesmo como adultos - sempre a viver Escutismo!
Outro aspecto que me pareceu importante na actividade foi para os noviços a caminheiro. Jovens que há três meses eram miudos e que se viram nesta actividade, como adultos - a serem tratados e responsabilizados como adultos. Alguns confessaram-me que lhes fez confusão a proximidade com os dirigentes! Não deixa de ser engraçado.
Uma lição resulta desta, como de muitas outras actividades que o Núcleo tem proporcionado. Sem a vivência em Núcleo, os nossos jovens, a nossa acção, seriam muito prejudicados. O que vivemos em Comunidade - os dezanove agrupamentos, ou destes os que participam - é muito importante para o que fazemos com os escuteiros. Muito mesmo!
É o que se poderia chamar COMUNHÃO?
Uma música que não conseguimos cantar, mas que teria servido (bem) para hino desta actividade é:
Tu, Vem e Segue-me!
Deixa que o mundo siga a sua aventurar
Deixa que o homem retome à sua casa
Deixa que a gente se entregue à sua riqueza
Mas tu, tu vem e segue-me,
Tu, vem e segue-me
Deixa que o barco erga as velas ao vento
Deixa que encontre o afecto que está preso a si
Deixa que da árvore caiam os frutos maduros
Mas tu, tu vem e segue-me,
Tu, vem e segue-me
E serás luz para os homens,
e serás o sal da terra
E num mundo deserto abrirás um caminho novo.
E por este caminho vai,
vai... e não olhes mais para trás...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
[1112.] Dias vencidos 24 a 28.07.10
Eu tinha começado a trabalhar com o Núcleo em 2004, com a organização de um mítico Curso de Guias em Cernache, e fui prosseguindo na chefia da equipa do campo da III que organizou o AEP em Quiaios, e depois mais dois Cursos de Guias... até ser cooptado para a Junta de Núcleo em Dezembro de 2006.
Ao assumir as responsabilidades pedagógicas do Núcleo estabeleci, imediatamente, duas prioridades: - a de encontrar uma equipa alargada e versátil; - e a de apresentar um plano trienal de actividades com objectivos claros de enquadramento, de crescimento e de melhoria da qualidade da oferta pedagógica.
A primeira prioridade, que o Núcleo já havia assinalado como importante na avaliação do ACANUC de N.ª Sr.ª do Chão de Calvos, foi concretizada imediatamente (apesar de eu ser uma nódoa a fazer equipas). A segunda conseguiria fazê-la aprovar por unanimidade alguns meses depois, no Conselho de Núcleo.
«Crescer passo a passo» foi o tema trienal para um mandato que se pretendia de pedagogia da preparação, da vivência e da avaliação da actividade maior que o método escutista proporciona: o Acampamento.
No primeiro ano do triénio - "O Primeiro Passo" -, em Novembro de 2008, fizemos um acampamento em Seixo de Mira onde choveu terrivelmente, que ajudou a trabalhar a dimensão da preparação que, em casa, temos de ter para que o acampamento corra bem. No segundo ano do triénio - "Ser Construindo" - , em Novembro de 2009, demos inicio ao trabalho da dimensão da realização e da vivência do acampamento. Começámos com a utilização do Método do Projecto - e o consequente envolvimento dos escuteiros - no Curso de Guias de Cernache. Trabalhámos a coisa durante largos meses e o acampamento - o 5.º ACANUC - começou a 24 de Julho, em Penacova.
"Ser Construindo" era o grande tema do ano. Para isso, a ideia da CONSTRUÇÃO de uma catedral - como imagem da construção pessoal que o acampamento e a vivência em ambiente escutista (com os valores, a Lei do Escuta, o sistema de patrulhas levado ao expoenete máximo, e o aprender fazendo) proporciona - pareceu-nos adequado. Baseados na história narrada por Ken Follet no romance histórico "Os Pilares da Terra", recriámos uma cidade medieval. Procurámos, ainda, recriar não só uma mera cidade, mas a Civitas ideal idealizada por B.-P., que ao fundar o escutismo buscou formar "a próxima geração de líderes" comunitários. Esta cidade - Pax Hill, o nome da emblemática propriedade onde B.-P. viveu a sua vida depois de ter fundado o escutismo, 'Colina da Paz' - procurou ser a cidade de lona, perfeita e de acordo com o sonho do fundador.
Ainda não tenho uma visão completa da avaliação da actividade. Mas há generalidades, comummente aceites (digo eu), que me enchem de orgulho em mais esta realização de uma equipa esforçada e que, genericamente, trabalha com eficiência e eficácia. O imaginário revelou-se uma mais-valia, as actividades foram arrojadas quanto-baste, não se registaram problemas de saúde ou conforto dignos de registo, a postura pública dos dirigentes foi muito positiva, o impacto na comunidade de Penacova e Lorvão foi extraordinariamente positivo.
Há, portanto, e para já, razões para considerar esta actividade como um sucesso!


