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segunda-feira, 25 de julho de 2011

[1429.] Sôdadi

Telefonaram-me hoje a pedir umas dicas sobre Cabo Verde e sobre o estilo da malta da morabeza, nomeadamente na organização de atividades de voluntariado e de âmbito escutista. Não serei propriamente um entendido, mas a estadia em Cabo Verde, em 2006, e em São Tomé e Príncipe, em 2008, já me permite mandar uns bitaites e, parece-me, acima de tudo, tranquilizar a malta que receia o que vai encontrar e fica um bocado desconcertado com o facto de a malta de lá não dar o feed-back às necessidades de organização que nós sentimos pelo que achamos que precisamos...
Que achamos, apenas, porque não precisamos de facto!

Mas o que interessa é que "bateu uma sôdadi louca!" aparentemente inexplicável!



Mercado do Plateu, na Praia, Ilha de Santiago, às 7 horas da manhã!

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

[1344.] Veneris dies... e a luta presidencial em São Tomé e Príncipe

Vai haver eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe no próximo dia 17 de julho. Nesse dia será eleito o quarto presidente da República do país, o terceiro a ser eleito. O futuro chefe de Estado sucede a Fradique de Menezes, que ocupa o Pálácio do Povo desde 2001.



E as coisas estão a dar confusão... reconheça-se! Só do MLSTP-PSD (Movimento de Libertação de São Tomé e Principe - Partido Social Democrata), o partido da fundação do país, o partido do socialismo democrático da Internacional Socialista, há três candidatos!

Maria das Neves (antiga primeira-ministra), na imagem à esquerda, e Elsa Pinto (antiga ministra da Defesa), à direita, foram das primeiras a anunciar a sua candidatura.
Do MLSTP outros candidatos havia, que esperavam a realização de uma reunião do Conselho Nacional do partido para definir quem seria candidato. Entretanto foram desistindo e na reunião de 2 de abril, acabou por ser o presidente do partido, Aurélio Martins, a ser indigitado como candidato do partido. Note-se que Aurélio Martins assumiu a liderança do partido em 15 de janeiro e com o argumento de "não ter os vicios do poder", e "aproximação ao povo", apresentou-se como o melhor candidato presidencial.

As senhoras candidatas ficaram revoltadas, como seria de esperar. Maria das Neves chegou mesmo a acusar Aurélio Martins de traição - pelo facto de o ter apoiado nas eleições de 15 de janeiro.

Na segunda-feira seguinte realizou-se uma reunião de todas as mulheres são-tomenses que ocuparam responsabilidades governativas desde a Democracia de 1991. E a lista é longa, tem 16 nomes (será que em Portugal são tantas?). Uma reunião (Secreta?) onde as senhoras discutiram o problema da supremacia da mulher no país, uma sociedade bastante matriarcal, é certo, mas com grandes problemas de promiscuidade!

Discutiram-se várias formas de luta contra a atitude de o MLSTP e do seu líder. A mais engraçada (?), e que me sensibilizou particularmente foi esta, citada pelo jornal eletrónico Tela Nón (AQUI):

"Um silêncio tomou conta da sala seguido de um forte aplauso de palmas corroboradas pelas presentes com que a reunião teve o seu fim quando foi conhecido o ultimato sugerido.
Caso a candidata a cadeira presidencial não fosse eleita na próxima eleição ao mais alto cargo da Nação, a partir desse dia, seria instaurado nas ilhas e respeitado por todas as mulheres a abstinência sexual por um período de noventa (90) dias. "


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