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terça-feira, 7 de abril de 2015
[2039.] Peregrino
ENYA
Pilgrim
A DAY WITHOUT RAIN
2000
Tema fantástico.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
[1925.] Obradoiro, 14 de novembro de 2014
sábado, 17 de agosto de 2013
[1725.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #13
17 de agosto de 2013
Francesc é catalão. Chegou aqui ao fim da tarde, já muito depois daquela hora a que normalmente chegam os peregrinos. É um homem de meia idade, e em vez da mochila, às costas, trazia uma especie de carrinho onde transporta a pouca bagagem que traz desde Sagres. Exactamente, desde Sagres, onde começou há catorze dias.
Diz que não sabe se chega a Santiago. Confessa - enquanto lhe passo as milhentas fotografias do cartão de memória para uma pendrive - que o objectivo passa primeiro por atravessar Portugal e depois por abraçar o apóstolo.
Para além da simbologia de Sagres - do extremo sul da Ibéria - Francesc assevera que quis seguir um roteiro de afectos. Não me explicou porque fez questão de ir a Miróbriga (Santiago do Cacém), nem a Conimbriga, mas emocionou-se ao referir-me que teria mesmo de ir a Grândola. Que toda a vida tinha sonhado ir a Grândola, a vila morena.
"Porque, infelizmente, morreram os dois na cama!" dizia-me Francesc, referindo-se à coincidência de António e Francisco - não lhes chamou Salazar e Franco - terem morrido de velhos, de velhice, passivos, na cama e não "na ponta de uma espingarda, à frente de um pelotão de fuzilamento".
Falou-me como se Grândola fosse o sitio mais importante de Portugal - assim é para ele. E eu lembrei-me que não sei se alguma vez fui a Grândola. Porque para mim, o Grândola - a contrasenha - é a vila alentejana sem o ser... é o simbolo que se distancia do objecto que lhe dá corpo...
Não contei a Francesc que a primeira vez que José Afonso cantou "Grândola, vila morena" em público foi, exactamente, em Santiago de Compostela, em 10 de maio de 1972. Talvez valesse a pena acabar no Obradoiro o roteiro de afectos do catalão.
Francesc é catalão. Chegou aqui ao fim da tarde, já muito depois daquela hora a que normalmente chegam os peregrinos. É um homem de meia idade, e em vez da mochila, às costas, trazia uma especie de carrinho onde transporta a pouca bagagem que traz desde Sagres. Exactamente, desde Sagres, onde começou há catorze dias.
Diz que não sabe se chega a Santiago. Confessa - enquanto lhe passo as milhentas fotografias do cartão de memória para uma pendrive - que o objectivo passa primeiro por atravessar Portugal e depois por abraçar o apóstolo.
Para além da simbologia de Sagres - do extremo sul da Ibéria - Francesc assevera que quis seguir um roteiro de afectos. Não me explicou porque fez questão de ir a Miróbriga (Santiago do Cacém), nem a Conimbriga, mas emocionou-se ao referir-me que teria mesmo de ir a Grândola. Que toda a vida tinha sonhado ir a Grândola, a vila morena.
"Porque, infelizmente, morreram os dois na cama!" dizia-me Francesc, referindo-se à coincidência de António e Francisco - não lhes chamou Salazar e Franco - terem morrido de velhos, de velhice, passivos, na cama e não "na ponta de uma espingarda, à frente de um pelotão de fuzilamento".
Falou-me como se Grândola fosse o sitio mais importante de Portugal - assim é para ele. E eu lembrei-me que não sei se alguma vez fui a Grândola. Porque para mim, o Grândola - a contrasenha - é a vila alentejana sem o ser... é o simbolo que se distancia do objecto que lhe dá corpo...
Não contei a Francesc que a primeira vez que José Afonso cantou "Grândola, vila morena" em público foi, exactamente, em Santiago de Compostela, em 10 de maio de 1972. Talvez valesse a pena acabar no Obradoiro o roteiro de afectos do catalão.
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sábado, 3 de agosto de 2013
[1715.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #12
3 de Agosto de 2013
Provêm, normalmente, do norte ou do centro da Europa. Ou muito jovens ou de idade já provecta. Aos casais. Ontem eram duas duplas. Uma de holandeses e outra de alemães. Ainda de mochila às costas, sem sequer a tirar, pediram duas cervejas. Sagres ou Super Bock? O que importa?
Beber é prioridade. Só depois visitam o alojamento.
Soneca feita, banho tomado, regressam para pôr a escrita em dia. Estudar percurso do dia seguinte, com cerveja, e jantar o "traditional". Com mais cerveja. A noite termina invariavelmente com uma alegre polémica ou geográfica, ou histórica... ontem foi linguistica do obrigadO e do obrigadA e do arigatô.
É bonito de assistir, a continuidade na diversidade. Todos diferentes, mas no intimo, todos iguais. A todos brilham os olhos na hora de ir para a cama, depois do Porto de Honra com que celebram o final da jornada.
Provêm, normalmente, do norte ou do centro da Europa. Ou muito jovens ou de idade já provecta. Aos casais. Ontem eram duas duplas. Uma de holandeses e outra de alemães. Ainda de mochila às costas, sem sequer a tirar, pediram duas cervejas. Sagres ou Super Bock? O que importa?
Beber é prioridade. Só depois visitam o alojamento.
Soneca feita, banho tomado, regressam para pôr a escrita em dia. Estudar percurso do dia seguinte, com cerveja, e jantar o "traditional". Com mais cerveja. A noite termina invariavelmente com uma alegre polémica ou geográfica, ou histórica... ontem foi linguistica do obrigadO e do obrigadA e do arigatô.
É bonito de assistir, a continuidade na diversidade. Todos diferentes, mas no intimo, todos iguais. A todos brilham os olhos na hora de ir para a cama, depois do Porto de Honra com que celebram o final da jornada.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
[1708.] Hoje somos todos galegos
[1707.] Estórias de San'Tiago?
LA VOIE LACTÉE [1969]
Filme considerado herético, de Luis Buñuel, sobre o Caminho de Santiago e que aborda a personagem de Prisciliano de Ávila, que, segundo algumas teorias, pode ser o santo cujo corpo está sepultado na Catedral de Santiago de Compostela...
[1706.] Estórias de San'Tiago?
segunda-feira, 22 de julho de 2013
[1705.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #11
21 de Julho de 2013
Ao ver entrar um peregrino cá em casa, de mochila às costas, com aquele sorriso e descanso de quem já encontrou poiso por hoje, lembro que há uma semana o backpacker era eu. E parece que revivo exactamente aquilo que o peregrino está a sentir. E parece que consigo perceber a satisfação com que bebe a primeira cerveja fresquinha e descansada. E parece que sei a que sabe esticar os músculos numa cama e num banho fresco e retemperador.
E vivo tudo outra vez.
A semana passada na Irlanda foi a primeira experiência backpacker que tive depois de ser um honrado estalajadeiro (o Ovelha prefere a hospitaleiro...) e senti algo de especial.
Senti-me na simpatia do empregado da pousada de Cork que me fez logo perceber que a Irlanda não é a Britânia. Senti-me no acolhimento da família Bresham na casa de quem dormimos em Kilkenny (um bed and breakfast localizado numa vivenda familiar) e no pequeno-almoço que nos serviram na manhã seguinte. Senti no profissionalismo do funcionário da Pousada da Juventude de Belfast, que apesar de ser muito esquisito foi competente. Senti no esforço do funcionário do BB de Dublin em nos arranjar uma solução numa cidade overbooked e na mudança de atitude da sua colega, no dia seguinte, que não encontrava remédio para o irremediável.
Provavelmente passei a ver o mundo de uma maneira diferente e a sentir a satisfação de conseguir estar dos dois lados da barricada... ou do balcão...
Ao ver entrar um peregrino cá em casa, de mochila às costas, com aquele sorriso e descanso de quem já encontrou poiso por hoje, lembro que há uma semana o backpacker era eu. E parece que revivo exactamente aquilo que o peregrino está a sentir. E parece que consigo perceber a satisfação com que bebe a primeira cerveja fresquinha e descansada. E parece que sei a que sabe esticar os músculos numa cama e num banho fresco e retemperador.
E vivo tudo outra vez.
A semana passada na Irlanda foi a primeira experiência backpacker que tive depois de ser um honrado estalajadeiro (o Ovelha prefere a hospitaleiro...) e senti algo de especial.
Senti-me na simpatia do empregado da pousada de Cork que me fez logo perceber que a Irlanda não é a Britânia. Senti-me no acolhimento da família Bresham na casa de quem dormimos em Kilkenny (um bed and breakfast localizado numa vivenda familiar) e no pequeno-almoço que nos serviram na manhã seguinte. Senti no profissionalismo do funcionário da Pousada da Juventude de Belfast, que apesar de ser muito esquisito foi competente. Senti no esforço do funcionário do BB de Dublin em nos arranjar uma solução numa cidade overbooked e na mudança de atitude da sua colega, no dia seguinte, que não encontrava remédio para o irremediável.
Provavelmente passei a ver o mundo de uma maneira diferente e a sentir a satisfação de conseguir estar dos dois lados da barricada... ou do balcão...
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[1704.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #10
Allie é irlandesa. É uma mulher muito bonita. É alta, loura, bem feita. Não deverá ter mais do que 45 anos. É irlandesa. É peregrina. Chegou cá a 19 de julho e foi preciso ir busca-la à Esplanada. É jornalista e entrevistou o Diogo. Até aqui tudo normal, não fosse trazer os dois filhos consigo, de mochila às costas a Ava e o Ollie, ela com 15 anos e ele com 8.
Como eu gostava de um dia fazer o caminho com os meus filhos e com os meus afilhados.
Se calhar senti inveja...
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terça-feira, 4 de junho de 2013
[1669.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #06
4 de Junho de 2013
Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão
Mais um peregrino, mais um escritor. O Caminho deve despertar uma veia literária, porque a verdade é que são muitos os peregrinos que me dizem que escreveram livros sobre o Caminho... Dou por mim a pensar se haverá leitores para tanto livro... ou se não serão mesmo muitos os que fazem o caminho, em casa, com as botas de outros.
Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão
Mais um peregrino, mais um escritor. O Caminho deve despertar uma veia literária, porque a verdade é que são muitos os peregrinos que me dizem que escreveram livros sobre o Caminho... Dou por mim a pensar se haverá leitores para tanto livro... ou se não serão mesmo muitos os que fazem o caminho, em casa, com as botas de outros.
sábado, 1 de junho de 2013
[1666.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #05
1 de Junho de 2013
Dia da Criança
No mês de maio de 2013 pernoitaram no Albergue Peregrinos Mealhada, nada mais nada menos do que 99 peregrinos do Caminho de Santiago. Um número recorde que mostra bem o crescimento do Caminho Português e as potencialidades.
Para comparação, atente-se que, no ano passado, em todo o ano de 2012, pernoitaram aqui 265 peregrinos jacobeus.
Que os nossos governantes, autarcas, mas também comerciantes, jovens e todas as pessoas compreendam a simplicidade destes números...
Dia da Criança
No mês de maio de 2013 pernoitaram no Albergue Peregrinos Mealhada, nada mais nada menos do que 99 peregrinos do Caminho de Santiago. Um número recorde que mostra bem o crescimento do Caminho Português e as potencialidades.
Para comparação, atente-se que, no ano passado, em todo o ano de 2012, pernoitaram aqui 265 peregrinos jacobeus.
Que os nossos governantes, autarcas, mas também comerciantes, jovens e todas as pessoas compreendam a simplicidade destes números...
terça-feira, 28 de maio de 2013
[1660.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #03
28 de Maio de 2013
Por qual razão é que os holandeses (acho que consigo generalizar totalmente) bebem chá preto ao pequeno-almoço, em substituição do leite e do café?
Por qual razão é que os holandeses (acho que consigo generalizar totalmente) bebem chá preto ao pequeno-almoço, em substituição do leite e do café?
sábado, 25 de maio de 2013
[1657.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #02
25 de Maio de 2013
Dia da África
Sete peregrinos no Albergue Peregrinos Mealhada tomam o pequeno almoço. Seis mulheres e um homem. Duas alemãs, uma francesa, três brasileiras, um português com sotaque canadiano. Uma animação pegada. Na televisão mornas do Africa 7 Dias na RTP. Uma manhã divertida.
Dia da África
Sete peregrinos no Albergue Peregrinos Mealhada tomam o pequeno almoço. Seis mulheres e um homem. Duas alemãs, uma francesa, três brasileiras, um português com sotaque canadiano. Uma animação pegada. Na televisão mornas do Africa 7 Dias na RTP. Uma manhã divertida.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
[1656.] REFLEXÕES DE UM HOSPITALEIRO #01
23 de Maio de 2013
Dia da Aparição do Apóstolo, em Clavijo
Os pequenos-almoços do Albergue Peregrinos Mealhada e da Residencial começam às 6 horas da manhã... e parecem o espelho de um dia e de uma História Nacional. Comecei por servir 11 espanhóis. Rotinas, cadências, mecanismos simples. Poucos sorrisos, muito barulho, algum humor repetido de Don Luiz, o simpático de sempre.
Meia hora depois, dois peregrinos alemães. Pediram-me a água e fizeram o chá, cuja saqueta trouxeram de casa. Levaram o jarro do leite e o bule do café para a sua própria mesa. Seguiu-se o peregrino português que se viu sem o leite nem o café que permanecia na mesa germânica... Com uma simpatia interessantíssima, a senhora alemã levantou-se, pegou no jarro e no bule, e foi servir o peregrino português na mesa ao lado. Pensei eu: Será que lhe vai pedir um juro? Não. Foi bonito.
Terminados os pequenos-almoços levei os dois peregrinos alemães à Mata Do Buçaco Fundação. Deixei-os na Porta da Rainha, elogiei Fernando de Saxe Coburgo Gotha e deixei recomendações.
Começou bem o dia.
Dia da Aparição do Apóstolo, em Clavijo
Os pequenos-almoços do Albergue Peregrinos Mealhada e da Residencial começam às 6 horas da manhã... e parecem o espelho de um dia e de uma História Nacional. Comecei por servir 11 espanhóis. Rotinas, cadências, mecanismos simples. Poucos sorrisos, muito barulho, algum humor repetido de Don Luiz, o simpático de sempre.
Meia hora depois, dois peregrinos alemães. Pediram-me a água e fizeram o chá, cuja saqueta trouxeram de casa. Levaram o jarro do leite e o bule do café para a sua própria mesa. Seguiu-se o peregrino português que se viu sem o leite nem o café que permanecia na mesa germânica... Com uma simpatia interessantíssima, a senhora alemã levantou-se, pegou no jarro e no bule, e foi servir o peregrino português na mesa ao lado. Pensei eu: Será que lhe vai pedir um juro? Não. Foi bonito.
Terminados os pequenos-almoços levei os dois peregrinos alemães à Mata Do Buçaco Fundação. Deixei-os na Porta da Rainha, elogiei Fernando de Saxe Coburgo Gotha e deixei recomendações.
Começou bem o dia.
[1655.] 23 de Maio de 844
23 de Maio de 844
Aparição do Apóstolo Santiago Maior no campo de batalha de Clavijo, marco da Reconquista cristã, como é conhecida a retomada da Península Ibérica dos mouros, após séculos de dominação. NASCE O SANTIAGO MATAMOUROS e a convicção dos Cristãos de que combatem do Lado Bom da Força.
Aparição do Apóstolo Santiago Maior no campo de batalha de Clavijo, marco da Reconquista cristã, como é conhecida a retomada da Península Ibérica dos mouros, após séculos de dominação. NASCE O SANTIAGO MATAMOUROS e a convicção dos Cristãos de que combatem do Lado Bom da Força.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
[1654.] Origem do Camiño?
La Historia es quien nos da la primera respuesta: su origen [do Caminho de Santiago] es el descubrimiento del Sepulcro Jacobeo en la alta Edad Media, en tierras de Galicia. A partir de aquí cabe dudar de la identidad de restos que allí se veneran, pero este hallazgo es el único impulso generatriz acreditable del Camino de Santiago.
http://albertosolana.wordpress.com/origen-del-camino-de-santiago/
Será?
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
[1530.] Lunae dies no Camiño (da vida)
Regressar a Santiago é uma experiência espiritual.
Regressei a Santiago, como peregrino, na quinta-feira, 1 de novembro, pela quinta vez. Desta vez pelo Camiño "dos mil nomes" - Sudeste, Via da Prata, Sanabrês, da Fonseca, Mozárabe... seja o que for.
Graças a Deus, cada regresso é feito na companhia de amigos e companheiros de viagem. "Nunquam solo ambulanbatis", ou "Nunca Caminharás Sozinho", para não cantarolar o "You'll never walk alone!". Em 2007 fomos quatro, o mesmo número em 2009 e 2010, sete em 2011 e, agora, dez.
Em cada uma das experiências a companhia é relevante. Os fidelíssimos, os que caminham em espírito em cada jornada, os que repetem, os que ensinam, os que amam, os que são, e os novos aventureiros, todos alinham numa experiência que é, ao mesmo tempo, comunitária - entre nós e entre os peregrinos que encontramos no caminho - mas, também, muito solitária.
Em 2009, eu e a Inês eramos namorados. Noivos, mas (apenas) namorados. A experiência não foi fácil para nenhum dos dois, deixou mazelas durante e depois do Camiño, e a repetição da experiência seria uma coisa a fazer, mas com conta, peso e medida. Já casados, repetimos a experiência, mais maduros, mais avisados, mais conscientes, mais cúmplices. E porque mais apaixonados, fizemo-lo mais autónomos. Contradição? "Assim como as cordas do alaúde são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia, também as colunas do templo erguem-se separadamente, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro".
Foi uma experiência transcendente e muito importante para um caminho entre duas pessoas que querem ser felizes até à eternidade. Porque o Camiño recomeça em cada regresso a casa.
Amo-te muito princesa.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
[1522.] Mapa de peregrinar
Já consultei muitos mapas de "caminhos de Santiago". Alguns deles já aqui os postei... No entanto, nenhum me parece tão inteligente como este, do site www.campus-stellae.org, da Universidade de Navarra para a acreditação universitária jacobeia. Apesar de a quilometragem poder não estar exacta (nomeadamente em relação ao Caminho Central Português) parece-me muito bom. Aqui fica para download dos interessados.
sexta-feira, 16 de março de 2012
[1496.] Caminho
Caminhos de Santiago: Em 2011, passaram pela Mealhada,
pelo menos, 647 peregrinos
Número de peregrinos a passar na Mealhada é onze vezes maior do que há 8 anos
Foi recentemente publicado - pela Oficina do Peregrino de Santiago, em Compostela - a estatística da peregrinação do ano de 2011 (de janeiro a dezembro). Da leitura do documento - disponível em http://www.peregrinossantiago.es/ - pode registar-se o aumento exponencial do número de peregrinos de todas as nacionalidades que faz o Caminho Português e os que, começando em Lisboa, passam, obrigatoriamente, pelo concelho da Mealhada.
A Oficina do Peregrino de Compostela não disponibiliza a informação de quantos peregrinos começam a sua peregrinação em qualquer ponto intermédio entre Lisboa e Porto. Assim, podendo ser uma estimativa por defeito, e sendo certo que todos os peregrinos de Santiago que partem de Lisboa e chegam a Compostela passam pela Mealhada, pode afirmar-se que no ano de 2011 passaram pelo concelho 647 peregrinos. Este número é inferior ao número de peregrinos que passaram em 2010 - foram 718 -, mas é importante salientar que o ano de 2010 foi Ano Santo Jacobeu, ou seja uma época em que o número total de peregrinos é, sempre, muito maior. Registe-se que em 2010 registaram-se 272 mil peregrinos a entrar na cidade galega de Santiago, enquanto que em 2011 o número total foi de cerca de 183 mil peregrinos.
Analisando os dados dos últimos oito anos - desde que há estatísticas publicadas - regista-se um aumento exponencial de peregrinos a passar pela Mealhada. Em 2004 foram apenas 57 os peregrinos a rumar no sentido sul-norte. No ano seguinte o aumento não foi significativo - apenas mais um. A viragem dá-se depois de em julho de 2006 o francês Alain Bezard ter feito a marcação do caminho português desde Lisboa com setas amarelas. Em 2006 passaram 72 peregrinos, mas em 2007 já passaram 219 - um aumento de 300 por cento. E a partir daí foi sempre a aumentar: Em 2008 o número de peregrinos a passar na Mealhada foi de, pelo menos, 357, de 449 no ano seguinte e, como já se disse, de 718 em 2010.
"Para este aumento terá contribuído a divulgação do Caminho Português junto das comunidades de aficionados do norte da Europa, mas, também, a melhoria das condições dadas ao peregrino para fazer o Caminho", declara o mealhadense Nuno Castela Canilho, peregrino, chefe dos escuteiros da Mealhada e membro da Archiconfradia Universal do Apotol Santiago. "Falamos, naturalmente, da marcação da rota fora das estradas nacionais e alcatroadas (trabalho e manutenção da sinalética que, no percurso Coimbra-Anadia, tem sido feito por voluntários e pelos escuteiros da Mealhada), do aumento de hospedarias e locais para os peregrinos dormirem - como a abertura de um Albergue de Peregrinos, privado, na Mealhada, ou do anuncio da construção de um albergue público em Coimbra - e, acima de tudo, da gentileza e abordagem das populações à passagem dos peregrinos", acrescenta Nuno Canilho, que exemplifica: "Se em 2006, quando passou Alain Bezard, o peregrino de Santiago era visto com estranheza e algum receio pelas pessoas, em 2011 a postura dos populares é completamente diferente".
"O Caminho Português de Santiago é uma oportunidade de negócio, para muitos dos cafés, mercearias, padarias, farmácias e outros comércios que estão espalhadas pelas aldeias que são cruzadas pelo caminho. Uma oportunidade que, nos dias de hoje, não faz sentido alguém se dar ao luxo de perder!", assevera Nuno Canilho, que estende a sentença, também, a residenciais e hoteis da Mealhada: "A rota está desenhada para ser conveniente ao peregrino a dormida na Mealhada, depois de na noite anterior ter dormido em Coimbra. Dormida que implica, para um peregrino jacobeu, o jantar de gastronomia local e substancial - no comer e no beber -".
A estatística completa do Caminho Português, em 2011
Analisando os dados estatísticos referentes ao ano de 2011, e comparando-os com o ano de 2009 (não sendo possível a comparação com o ano de 2010, por este último ter sido Ano Santo), os Caminhos Portugueses de Peregrinação a Santiago de Compostela, continuam a crescer, sendo - em 2011 - o itinerário que regista o maior crescimento, quase duplicando o número de peregrinos.
O Caminho de Santiago continua a atrair cada vez mais pessoas de todo o mundo. Sendo que este crescimento mantêm-se desde do Ano Santo de 1993. Em 2011 o número total de peregrinos que solicitaram a “Compostela” (diploma para quem efetuou a tradicional peregrinação jacobeia) foi de 183.366 peregrinos (+ 37.489 do que em 2009), de um total de 126 países (em 2009 foram 111 países).
Os Caminhos Portugueses quase duplicam o número de peregrinos, sendo o itinerário que regista o maior aumento. Em 2011 foram 22.062 os peregrinos que seguiram este itinerário.
Interessante é conhecer quem são estes peregrinos que escolhem os Caminhos Portugueses para realizar a sua tradicional peregrinação ao sepulcro do Apóstolo São Tiago Maior, em Compostela. Assim, dos 22.062 peregrinos registados neste itinerário, apenas 6.498 eram cidadãos portugueses. A maioria foi espanhola (com 8.196 peregrinos), sendo a Alemanha o único país a ultrapassar a barreira dos mil peregrinos neste itinerário (com 2.557 peregrinos). Este é um dado muito curioso já que em 2011 quase duplica (em comparação com 2009) o número de portugueses que peregrinam a Santiago de Compostela.
Em 2011 realizaram a tradicional peregrinação jacobeia um total de 8.649 portugueses (registando-se mais 3795 peregrinos do que em 2009). Note-se que Portugal é o único país (dos 5 que mais contribuem com peregrinos) a registar um crescimento em relação ao Ano Santo de 2010 (com mais 863 peregrinos). Note-se também que o número de peregrinos portugueses ultrapassa pela primeira vez (desde 1992) o número de peregrinos franceses.
Outro dado interessante é saber onde estes peregrinos iniciam a sua peregrinação. Assim, dos 22.062 peregrinos registados nos Caminhos Portugueses, 7.720 começaram a peregrinar em Tui [na fronteira com Portugal, a 3km de Valença do Minho e a 117 km de Compostela] (destes apenas 213 são de nacionalidade portuguesa). Já desde Valença do Minho foram 2.815 peregrinos (dos quais 1466 – mais de metade portanto – são portugueses).
Mas é a cidade do Porto o ponto de partida mais escolhido dos itinerários portugueses (colocando-se no 8º lugar dos pontos de partida mais escolhidos de entre todos os Caminhos/ Itinerários). Foram 6.539 os peregrinos que iniciaram a sua peregrinação na Invicta (dos quais “apenas” 1.924 são portugueses). A partir de Lisboa foram 647 peregrinos a dar o primeiro passo rumo a Compostela e Ponte de Lima, Braga e Chaves são as demais cidades preferidas para se iniciar a peregrinação a Compostela (sendo que os portugueses preferem o Porto, Valença do Minho e Ponte de Lima).
A tradicional peregrinação jacobeia continua claramente a se fazer a pé (153.065 peregrinos escolheram esta modalidade no conjunto dos itinerários, sendo que nos caminhos portugueses foram 18.155. No entanto os cidadãos portugueses estão divididos! Foram 4.618 que peregrinaram a pé, e 4.026 os que peregrinaram em bicicleta!), e por motivos religiosos ou religiosos e outros (172.116 peregrinos deram esta resposta no conjunto dos itinerários, sendo que nos caminhos portugueses foram 20.799. Esta também foi a resposta da maioria dos portugueses, com 8.259 peregrinos a peregrinarem por estes motivos).
Verifica-se um claro aumento do número de peregrinos nos Caminhos Portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela, bem como do número de peregrinos lusos, isto apesar da contínua indiferença do estado português para com este Grande Itinerário Cultural Europeu.
O Caminho de Santiago é o primeiro e o principal Itinerário Cultural Europeu e um modelo de relação transnacional pan-europeu, com grande biodiversidade e diversidade cultural refletida nas suas paisagens e no seu rico património cultural.
A desarticulação existente na atualidade entre as iniciativas de promoção local e a inexistência de uma estrutura de gestão global deste itinerário em Portugal, num momento em que o nosso país atravessa uma grave crise financeira, é uma oportunidade perdida para o desenvolvimento sustentável, para contrariar a debilidade do sistema demográfico e a escassa densidade populacional e o reequilíbrio do sistema rural-urbano.
Em Dezembro de 2010, o Comité de Ministros do Conselho Europeu, aprovou a Resolução CM/ Res (2010) 53, mediante a qual se estabelece um Acordo Parcial Ampliado (EPA) sobre os Itinerários Culturais, ao mesmo tempo que propõe uma nova regulação para os Itinerários Culturais Europeus, de entre os quais se destaca o Caminho de Santiago, como o Primeiro aprovado.
Durante o ano de 2011, o Conselho de Europa, conjuntamente com a Comissão Europeia, realizaram um estudo sobre a importância destes itinerários para o desenvolvimento, competitividade e inovação das PME’s, concluindo-se da necessidade de articular estratégias conjuntas de I+D entre as universidades e centros de investigação com as associações empresariais (sobretudo representando PME’s).
JM/AEJ
http://www.jornaldamealhada.com/noticias/show.aspx?idioma=pt&idcont=457&title=caminhos-de-santiago-em-2011-passaram-pela-mealhada-pelo-menos-647-peregrinos
Número de peregrinos a passar na Mealhada é onze vezes maior do que há 8 anos
Foi recentemente publicado - pela Oficina do Peregrino de Santiago, em Compostela - a estatística da peregrinação do ano de 2011 (de janeiro a dezembro). Da leitura do documento - disponível em http://www.peregrinossantiago.es/ - pode registar-se o aumento exponencial do número de peregrinos de todas as nacionalidades que faz o Caminho Português e os que, começando em Lisboa, passam, obrigatoriamente, pelo concelho da Mealhada.
A Oficina do Peregrino de Compostela não disponibiliza a informação de quantos peregrinos começam a sua peregrinação em qualquer ponto intermédio entre Lisboa e Porto. Assim, podendo ser uma estimativa por defeito, e sendo certo que todos os peregrinos de Santiago que partem de Lisboa e chegam a Compostela passam pela Mealhada, pode afirmar-se que no ano de 2011 passaram pelo concelho 647 peregrinos. Este número é inferior ao número de peregrinos que passaram em 2010 - foram 718 -, mas é importante salientar que o ano de 2010 foi Ano Santo Jacobeu, ou seja uma época em que o número total de peregrinos é, sempre, muito maior. Registe-se que em 2010 registaram-se 272 mil peregrinos a entrar na cidade galega de Santiago, enquanto que em 2011 o número total foi de cerca de 183 mil peregrinos.
Analisando os dados dos últimos oito anos - desde que há estatísticas publicadas - regista-se um aumento exponencial de peregrinos a passar pela Mealhada. Em 2004 foram apenas 57 os peregrinos a rumar no sentido sul-norte. No ano seguinte o aumento não foi significativo - apenas mais um. A viragem dá-se depois de em julho de 2006 o francês Alain Bezard ter feito a marcação do caminho português desde Lisboa com setas amarelas. Em 2006 passaram 72 peregrinos, mas em 2007 já passaram 219 - um aumento de 300 por cento. E a partir daí foi sempre a aumentar: Em 2008 o número de peregrinos a passar na Mealhada foi de, pelo menos, 357, de 449 no ano seguinte e, como já se disse, de 718 em 2010.
"Para este aumento terá contribuído a divulgação do Caminho Português junto das comunidades de aficionados do norte da Europa, mas, também, a melhoria das condições dadas ao peregrino para fazer o Caminho", declara o mealhadense Nuno Castela Canilho, peregrino, chefe dos escuteiros da Mealhada e membro da Archiconfradia Universal do Apotol Santiago. "Falamos, naturalmente, da marcação da rota fora das estradas nacionais e alcatroadas (trabalho e manutenção da sinalética que, no percurso Coimbra-Anadia, tem sido feito por voluntários e pelos escuteiros da Mealhada), do aumento de hospedarias e locais para os peregrinos dormirem - como a abertura de um Albergue de Peregrinos, privado, na Mealhada, ou do anuncio da construção de um albergue público em Coimbra - e, acima de tudo, da gentileza e abordagem das populações à passagem dos peregrinos", acrescenta Nuno Canilho, que exemplifica: "Se em 2006, quando passou Alain Bezard, o peregrino de Santiago era visto com estranheza e algum receio pelas pessoas, em 2011 a postura dos populares é completamente diferente".
"O Caminho Português de Santiago é uma oportunidade de negócio, para muitos dos cafés, mercearias, padarias, farmácias e outros comércios que estão espalhadas pelas aldeias que são cruzadas pelo caminho. Uma oportunidade que, nos dias de hoje, não faz sentido alguém se dar ao luxo de perder!", assevera Nuno Canilho, que estende a sentença, também, a residenciais e hoteis da Mealhada: "A rota está desenhada para ser conveniente ao peregrino a dormida na Mealhada, depois de na noite anterior ter dormido em Coimbra. Dormida que implica, para um peregrino jacobeu, o jantar de gastronomia local e substancial - no comer e no beber -".
A estatística completa do Caminho Português, em 2011
Analisando os dados estatísticos referentes ao ano de 2011, e comparando-os com o ano de 2009 (não sendo possível a comparação com o ano de 2010, por este último ter sido Ano Santo), os Caminhos Portugueses de Peregrinação a Santiago de Compostela, continuam a crescer, sendo - em 2011 - o itinerário que regista o maior crescimento, quase duplicando o número de peregrinos.
O Caminho de Santiago continua a atrair cada vez mais pessoas de todo o mundo. Sendo que este crescimento mantêm-se desde do Ano Santo de 1993. Em 2011 o número total de peregrinos que solicitaram a “Compostela” (diploma para quem efetuou a tradicional peregrinação jacobeia) foi de 183.366 peregrinos (+ 37.489 do que em 2009), de um total de 126 países (em 2009 foram 111 países).
Os Caminhos Portugueses quase duplicam o número de peregrinos, sendo o itinerário que regista o maior aumento. Em 2011 foram 22.062 os peregrinos que seguiram este itinerário.
Interessante é conhecer quem são estes peregrinos que escolhem os Caminhos Portugueses para realizar a sua tradicional peregrinação ao sepulcro do Apóstolo São Tiago Maior, em Compostela. Assim, dos 22.062 peregrinos registados neste itinerário, apenas 6.498 eram cidadãos portugueses. A maioria foi espanhola (com 8.196 peregrinos), sendo a Alemanha o único país a ultrapassar a barreira dos mil peregrinos neste itinerário (com 2.557 peregrinos). Este é um dado muito curioso já que em 2011 quase duplica (em comparação com 2009) o número de portugueses que peregrinam a Santiago de Compostela.
Em 2011 realizaram a tradicional peregrinação jacobeia um total de 8.649 portugueses (registando-se mais 3795 peregrinos do que em 2009). Note-se que Portugal é o único país (dos 5 que mais contribuem com peregrinos) a registar um crescimento em relação ao Ano Santo de 2010 (com mais 863 peregrinos). Note-se também que o número de peregrinos portugueses ultrapassa pela primeira vez (desde 1992) o número de peregrinos franceses.
Outro dado interessante é saber onde estes peregrinos iniciam a sua peregrinação. Assim, dos 22.062 peregrinos registados nos Caminhos Portugueses, 7.720 começaram a peregrinar em Tui [na fronteira com Portugal, a 3km de Valença do Minho e a 117 km de Compostela] (destes apenas 213 são de nacionalidade portuguesa). Já desde Valença do Minho foram 2.815 peregrinos (dos quais 1466 – mais de metade portanto – são portugueses).
Mas é a cidade do Porto o ponto de partida mais escolhido dos itinerários portugueses (colocando-se no 8º lugar dos pontos de partida mais escolhidos de entre todos os Caminhos/ Itinerários). Foram 6.539 os peregrinos que iniciaram a sua peregrinação na Invicta (dos quais “apenas” 1.924 são portugueses). A partir de Lisboa foram 647 peregrinos a dar o primeiro passo rumo a Compostela e Ponte de Lima, Braga e Chaves são as demais cidades preferidas para se iniciar a peregrinação a Compostela (sendo que os portugueses preferem o Porto, Valença do Minho e Ponte de Lima).
A tradicional peregrinação jacobeia continua claramente a se fazer a pé (153.065 peregrinos escolheram esta modalidade no conjunto dos itinerários, sendo que nos caminhos portugueses foram 18.155. No entanto os cidadãos portugueses estão divididos! Foram 4.618 que peregrinaram a pé, e 4.026 os que peregrinaram em bicicleta!), e por motivos religiosos ou religiosos e outros (172.116 peregrinos deram esta resposta no conjunto dos itinerários, sendo que nos caminhos portugueses foram 20.799. Esta também foi a resposta da maioria dos portugueses, com 8.259 peregrinos a peregrinarem por estes motivos).
Verifica-se um claro aumento do número de peregrinos nos Caminhos Portugueses de peregrinação a Santiago de Compostela, bem como do número de peregrinos lusos, isto apesar da contínua indiferença do estado português para com este Grande Itinerário Cultural Europeu.
O Caminho de Santiago é o primeiro e o principal Itinerário Cultural Europeu e um modelo de relação transnacional pan-europeu, com grande biodiversidade e diversidade cultural refletida nas suas paisagens e no seu rico património cultural.
A desarticulação existente na atualidade entre as iniciativas de promoção local e a inexistência de uma estrutura de gestão global deste itinerário em Portugal, num momento em que o nosso país atravessa uma grave crise financeira, é uma oportunidade perdida para o desenvolvimento sustentável, para contrariar a debilidade do sistema demográfico e a escassa densidade populacional e o reequilíbrio do sistema rural-urbano.
Em Dezembro de 2010, o Comité de Ministros do Conselho Europeu, aprovou a Resolução CM/ Res (2010) 53, mediante a qual se estabelece um Acordo Parcial Ampliado (EPA) sobre os Itinerários Culturais, ao mesmo tempo que propõe uma nova regulação para os Itinerários Culturais Europeus, de entre os quais se destaca o Caminho de Santiago, como o Primeiro aprovado.
Durante o ano de 2011, o Conselho de Europa, conjuntamente com a Comissão Europeia, realizaram um estudo sobre a importância destes itinerários para o desenvolvimento, competitividade e inovação das PME’s, concluindo-se da necessidade de articular estratégias conjuntas de I+D entre as universidades e centros de investigação com as associações empresariais (sobretudo representando PME’s).
JM/AEJ
http://www.jornaldamealhada.com/noticias/show.aspx?idioma=pt&idcont=457&title=caminhos-de-santiago-em-2011-passaram-pela-mealhada-pelo-menos-647-peregrinos
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
[1478.] Lunae dies
Santiago de Compostela
Praça do Obradoiro
Outubro de 2011
Mais uma chegada, a quarta, rodeado de gente de quem gosto.
Pelo Caminho do Norte, por terras de bruxos e meigas!
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Para ver, ouvindo o Hino do Antigo reino da Galiza,
também conhecido como Marcha dos Peregrinos
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