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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

[2007.] Dia vencido – 25.II.2015

α
MANIA 1
– Tenho o iPad e o iPhone carregadinho de app's de GTD e de organização de tarefas para fazer - trello, asana, 'ene' ceninhas para não me esquecer de nada, para aproveitar todos os momentos para ter o máximo de eficiência em cada dia. No entanto nada resulta tanto como o meu mega dossiê/agenda que carrego de casa para a escola e de escola para casa e as mil cores para assinalar o que está feito, o que não está e devia estar, do que não me posso esquecer. É arcaico? É... É eficaz? Ainda não encontrei nada melhor. O meu amigo Amadeu Albergaria, quando via os meus apontamentos diários e os meus trabalhos dizia sempre: "És mesmo de Direito! Tudo cheio de cores e corezinhas... Que mania a nossa!" 

β
MANIA 2
– Desde os 6 anos que escrevo diários. Uma mania que a minha mãe e o meu padrinho Rui me incentivaram desde o inicio. Desde as "Minha Agenda" da RTP, com um espaço minúsculo para escrever a narrativa dos dias, até aos cadernos feitos por mim, até ao blogue O fio dos dias. Desde sempre procurei combater o esquecimento e cultivar a memória, a minha própria memória, negar-me no meu próprio esquecimento.
Na verdade, muitas vezes preciso de escrever para me concentrar, naquelas aborrecidissimas reuniões políticas, com vinte pessoas a repetirem-se procurando dar a sua opinião para cada coisinha, precisava de ir escrevendo para me concentrar... e isso nem sempre era bem entendido. Alguns pensavam que estava a escrever o relatório para fazer eco na rua do que se passava dentro da reunião. 
Manias... Canilhadas ou canilhices?...

γ
NO CENTRO DA SUA VIDA
– Hoje começou a BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa. E do que se nota do facebook, parece que meio concelho da Mealhada esteve hoje em Lisboa (eu também... confesso). 
O Município da Mealhada e as 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada apresentam-se em grande estilo, com um slogan que me parece com grande potencial: Mealhada: No Centro da Sua Vida! E com margem de desenvolvimento.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

[1779.] 'Mariazinhas' resilientes

Soube do falecimento da Dona Maria 'do Rei', na quinta-feira. Confesso que estava convencido que a senhora já havia falecido há muito tempo. Lembro-me de a ver na casa da minha avó Maria, há muitos anos, de as ver conversarem e de achar que eram amigas. Foi uma senhora que me habituei a ver pelas imediações. Foi ela que mandou construir a torre que neste momento sustenta o sino da capela de Sernadelo, e dessa benemerência ficará registo histórico.
Soube hoje que se chamava Maria Olímpia Alves Ferreira e que tinha 88 anos. Os meus sentimentos à família.

O que gostava de sublinhar nesta evocação é a força que estas mulheres, as que apoiaram os maridos, que deram a cara, o corpo e muitas delas a saúde pelo projeto coletivo de que hoje nos orgulhamos tanto que são os restaurantes da Mealhada. Não sei se algum dia alguém se dedicará a fazer a história dos restaurantes de leitão de Sernadelo e da Mealhada, da sua fundação e do crescimento que tiveram ao longo de décadas, e das famílias que sob eles se desenvolveram e prosperaram. Espero que se algum dia isso for feito, não se esqueçam das 'Mariazinhas' que os construíram - como a minha avó, a Dona Maria Olímpia, ou a Dona Soledade, por exemplo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

[1338.] Mercurii dies... da teimosia?

«Agora, e segundo Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara da Mealhada, “estamos aguardar uma reunião, promovida pelo Turismo Centro de Portugal, onde estarão os três promotores da candidatura do leitão - Autarquia da Mealhada, Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada e Confraria das Almas da Areosa e do Leitão à Bairrada, de Águeda – a fim de se fundirem ou escolherem um representante para esta candidatura”.»

in Jornal da Mealhada de 13.04.11


Não teria sido mais fácil fazer este esforço de concertação antes de fazer as candidaturas (como aliás sugerimos em 9 de fevereiro de 2011)?

A Câmara da Mealhada decidiu candidatar o Pão da Mealhada! Fez muito bem!
A Câmara da Mealhada decidiu candidatar o Leitão da Mealhada! Asneira!

Porque a marca Leitão - embora seja na Mealhada que se come o melhor do mundo - está acoplada à palavra à Bairrada! É asneira separá-la por teimosia bairrista que passa a ser interpretada por muitos setores como ignorância ou pequenez de espírito!

Por causa da eventual certificação do produto - que pode trazer exigências que nem se imaginam, como tantas vezes acontece - levou alguns restaurantes a batizarem os seus pratos com nomes especificos, como "Leitão à Pedro dos Leitões". Mas isso são produtos comerciais, porque também se diz que o Leitão do Pedro ou o Leitão do Rocha é melhor do que o de não sei de onde. E aí, nos menu, é legitimo que tenham uma denominação própria - até porque foi uma precaução. Mas é tudo Leitão à Bairrada.

Peço muita desculpa, mas candidatar - dar visibilidade a um produto que não existe - o Leitão da Mealhada foi um péssimo serviço à ideia que queremos difundir de que o melhor leitão come-se na Mealhada e é à Bairrada! Foi um tiro no pé!

O resultado foi o que se viu! E pese embora agora dêem cambalhotas para se desdizerem, a verdade é que vão ser obrigados a dialogar com as confrarias com quem não se quiseram concertar por orgulho, e vamos lá ver se não ficam com a conta para pagar! Cheira-me que isto ainda vai dar que falar!

Aborrece-me que não haja - para alguns assuntos - a inteligência suficiente para pensar racionalmente! Custa-me!

Não se queixarão de falta de aviso! Eu disse-o em 9 de fevereiro!

«Conhecendo a região como se conhece, não temos, também, dúvidas de que, não havendo uma entidade – administrativa, associativa, pública ou privada – Bairrada, a Mealhada não será o único concelho a procurar candidatar o Leitão assado (da Bairrada, ou da Mealhada) a maravilha gastronómica. E é aqui que surge o problema ou – como otimistas que procuramos ser – a oportunidade.
Diga-se o que se disser, o nome da Mealhada está intimamente ligado ao produto Leitão. Em termos de notoriedade, o produto ganha em ter o nome da Mealhada associado ao seu nome. Trata-se de um facto, custe a quem custar. No entanto, sabemos que há um conjunto vasto de iniciativas e de grupos que – desvalorizando este facto, e muitas vezes sem qualquer tentativa de ligação ao nosso concelho – têm procurado deslocalizar o centro nevrálgico da notoriedade do produto para outras proveniências.

Resulta, então, que há necessidade de ‘enterrar o machado de guerra’, e procurar criar uma plataforma regional – com as câmaras municipais, as confrarias gastronómicas e, acima de tudo com os produtores de leitão e empresários da restauração – que permita a candidatura do Leitão assado como ‘Maravilha Gastronómica’ capaz de, na categoria Carne, e na região centro, assumir a sua preponderância natural.

Este esforço de concertação – que é, acima de tudo politico – deve procurar ser célere e eficaz. Será admitida a primeira candidatura que chegar a Lisboa, sendo certo que uma candidatura do Leitão da Bairrada feita sem o apoio da Câmara da Mealhada e dos 58 restaurantes do município estará morta à partida, do mesmo modo que candidaturas de Leitão à Bairrada e de Leitão da Mealhada se anularão mutuamente.» AQUI

A organização - que até usou uma imagem de Leitão à Bairrada para divulgar o concurso - mandou para trás o "Leitão da Mealhada". Foi a nossa sorte, porque senão acontecia como a Lampreia do Mondego, que com tantas candidaturas emigrou para o Douro!

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

[1329.] 7 Maravilhas da Gastronomia

Pão e Leitão da Mealhada ficaram de fora das 70 maravilhas da Gastronomia de Portugal



Leitão da Bairrada está no lote das candidatas à fase seguinte.




Pelo caminho ficaram, também, as quatro candidaturas apresentadas pela Câmara Municipal de Penacova - a Lampreia, nos Peixes, os Peixinhos do Rio, nas entradas, e os pasteis de Lorvão e as Nevadas, na categoria dos doces.






Mais informações em








Eu nem costumo fazer isso... mas desta vez não resisto a declarar: Em relação à candidatura do Leitão da Mealhada... EU AVISEI!


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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

[1287.] Mercurii dies

Leitão maravilha, ou a grande oportunidade?



Foi apresentada na segunda-feira, 7 de fevereiro, mais uma iniciativa da empresa “7 Maravilhas” – damos conta do assunto na página 7 da presente edição. Depois das escolhas do património histórico e do património natural chegou a vez, agora, de os portugueses escolherem as 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal.
Independentemente do facto de podermos já estar cansados de tanta escolha – tem sido ao ritmo de um concurso por ano – não deixa de ser mais uma oportunidade que se abre para quem, como nós, defende a promoção e a defesa intransigente do património da nossa região. Uma região com um património gastronómico que justifica o epíteto de ‘Sala de Jantar da Europa’.
O concelho da Mealhada é o território das ‘4 Maravilhas’ – Pão, Vinho, Água e Leitão – parece-nos que a candidatura às ‘7 Maravilhas Gastronómicas’ de Portugal, mais do que uma obrigação – da Câmara Municipal ou da Associação das 4 Maravilhas – será uma inevitabilidade. No entanto, pode revelar-se, também, um problema… ou uma oportunidade.
A forma como o concurso está organizado – e há no concelho quem tenha a experiência de ter coordenado a candidatura do Bussaco nas Maravilhas Naturais – faz com que não seja viável a candidatura, una ou conjunta, das nossas ‘4 Maravilhas’. Ou seja, da ‘Mesa da Mealhada’ vamos ter de escolher apenas uma Maravilha. Não nos parece que possamos deixar de escolher o Leitão.


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Conhecendo a região como se conhece, não temos, também, dúvidas de que, não havendo uma entidade – administrativa, associativa, pública ou privada – Bairrada, a Mealhada não será o único concelho a procurar candidatar o Leitão assado (da Bairrada, ou da Mealhada) a maravilha gastronómica. E é aqui que surge o problema ou – como otimistas que procuramos ser – a oportunidade.
Diga-se o que se disser, o nome da Mealhada está intimamente ligado ao produto Leitão. Em termos de notoriedade, o produto ganha em ter o nome da Mealhada associado ao seu nome. Trata-se de um facto, custe a quem custar. No entanto, sabemos que há um conjunto vasto de iniciativas e de grupos que – desvalorizando este facto, e muitas vezes sem qualquer tentativa de ligação ao nosso concelho – têm procurado deslocalizar o centro nevrálgico da notoriedade do produto para outras proveniências.
Resulta, então, que há necessidade de ‘enterrar o machado de guerra’, e procurar criar uma plataforma regional – com as câmaras municipais, as confrarias gastronómicas e, acima de tudo com os produtores de leitão e empresários da restauração – que permita a candidatura do Leitão assado como ‘Maravilha Gastronómica’ capaz de, na categoria Carne, e na região centro, assumir a sua preponderância natural.
Este esforço de concertação – que é, acima de tudo politico – deve procurar ser célere e eficaz. Será admitida a primeira candidatura que chegar a Lisboa, sendo certo que uma candidatura do Leitão da Bairrada feita sem o apoio da Câmara da Mealhada e dos 58 restaurantes do município estará morta à partida, do mesmo modo que candidaturas de Leitão à Bairrada e de Leitão da Mealhada se anularão mutuamente.
Esta pode ser a grande oportunidade para acabar com uma guerra que não sendo antiga tem se feito sentir.
“A importância deste concurso está muito mais na campanha, no burburinho e na divulgação que permite às candidaturas, do que no valor intrínseco da distinção no futuro. Também neste caso – e esta é apenas a nossa opinião – o caminho é mais importante do que o acto de chegar ou de ser o primeiro”. Dissemo-lo a propósito da candidatura do Bussaco a Maravilha Natural, repetimo-lo agora para as Maravilhas Gastronómicas.


Editorial do Jornal da Mealhada de 9 de fevereiro de 2011


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