quarta-feira, 28 de agosto de 2013
[1745.] Lido
domingo, 15 de agosto de 2010
[1132.] Hoje... é Feriado
Hoje é 15 de Agosto. É Feriado Nacional. Há muita gente que acha que é feriado porque o Governo se lembrou de dar mais um dia de férias a quem goza o descanso estival na primeira quinzena de Agosto. Mas não é assim. 15 de Agosto é mais um dos feriados religiosos que os jacobinos portugueses nunca quiseram deixar cair… porque até pode dar grande jeito!15 de Agosto é dia da “Assunção de Nossa Senhora” – Maria –, mãe de Jesus Cristo. Assinala a solenidade religiosa da subida aos céus de Maria – Virgem Maria, Santa Maria ou Nossa Senhora – no final da sua vida terrena. Para os católicos a Mãe de Jesus – tal como o seu filho – não morreu. Em determinada altura, já com provecta idade, submetida a um fenómeno de ‘dormição’ (adormecimento), Maria foi elevada aos céus – não só em alma, como em corpo. A questão é dogma de fé – indiscutível, portanto – instituído pelo Papa Pio XII, em 1 de Novembro de 1950, na sua Constituição Apostólica Munificentissimus Deus.
O assunto é interessante, independentemente da opinião que se possa ter a este respeito, porque a vida e a “morte” de Maria é – assim como no caso de Jesus – ‘mexe’ com a própria divindade de duas personalidades que, historicamente existiram entre os homens. No entanto, este é, por outro lado, um dogma relativamente recente, o que não deixa de ser surpreendente.
A questão no entanto é teológica – e sobre isso pouco posso opinar – que é o facto de a duas personalidades divinas, não assistir a perenidade ou a faculdade da morte. Maria e Jesus – ambos concebidos sem o ‘pecado original’, segundo o dogma da Conceição – não terão a faculdade humana (terrena e resultante desse mesmo ‘pecado’) de morrer.
Mas voltemos ao que me foi possível investigar a este respeito. Repito que me limito a expor o assunto, procurando ser exacto, sem analisar criticamente ou expor eventuais pontos de vista.
Como ponto prévio, repare-se que enquanto Jesus “ascendeu aos céus” – na solenidade da Ascensão, no 44.º dia depois da Páscoa – com Maria houve a “assunção”. Jesus subiu aos céus por seu próprio poder, Maria foi subida, subiu por intermédio de Deus.
A Assunção de Maria aos céus não se encontra explicitamente nas Sagradas Escrituras. Apesar de os especialistas considerarem que está implícita. De qualquer forma, trata-se de uma ideia que terá tido transmissão escrita e oral ao longo de toda a história da Igreja, até ao estabelecimento do dogma católico em 1950.
Repare-se, também, que a Assunção de Maria é dogma católico. Outras igrejas cristãs têm entendimento diferente sobre a morte da mãe de Jesus. Os protestantes acreditam que a Maria, apesar de ter sido o Tabernáculo vivo da divindade, deve ter conhecido “a podridão do túmulo, a voracidade dos evermos, o esquecimento da morte, o aniquilamento de sua pessoa”. Os cristãos ortodoxos assinalam a solenidade da “dormição” – uma morte suave, adormecimento – de Maria e a deposição do seu corpo no Getsemani, o Jardim das Oliveiras, em Jerusalém.
Na ocasião de Pentecostes, Maria tinha, mais ou menos, 47 anos de idade. Depois desse facto, terá permanecido mais 25 anos na terra, “para educar e formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora ela educara, protegera, e dirigira a infância do Filho de Deus”.
A opinião mais comum atesta que a “carreira mortal” de Maria terá terminado aos 72 anos, conforme a opinião mais comum.
São Dionísio Aeropagita, discípulo de São Paulo e primeiro Bispo de Paris, que terá assistido, juntamente com vários apóstolos e discípulos, garante – na sua narração do facto – que a morte de Maria foi suave, como num adormecimento. A narrativa atesta, ainda “que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém, na noite que precedera o desenlace” de Maria.
São João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que “os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada de seu corpo”.
Numa descrição muito parecida com a da narrativa da notícia da Ressurreição de Jesus, reza a história que São Tomé não terá estado em Jerusalém nesse dia. Terá chegado três dias depois. O Apóstolo Tomé terá pedido, então, para ver o corpo morto de Maria. Aberto o túmulo, retirada a pedra, o corpo já lá não estava. “Do túmulo exalava um perfume de suavidade celestial!”. Como Jesus, Maria ressuscitara ao terceiro dia.
Uma outra descrição, num dos livros apócrifos (textos não considerados como sagrados pela Igreja), narra a Assunção de Maria com particular meticulosidade, colocando testemunhas que terão assistido ao acontecimento. O livro de São João coloca São Pedro a presidir a um ritual, no qual teriam participado os apóstolos, em que as próprias mãos de Deus terão recolhido o corpo para os céus.
Muitas das tradições religiosas em relação à Maria têm suas origens nos livros apócrifos. Os nomes de seu pai e de sua mãe, a visita que ela e Jesus receberam dos magos, o parto em uma manjedoura, são apenas algumas delas.
A fé na Assunção de Maria terá começado imediatamente, e descritas pelos doutores da Igreja dos primeiros séculos, e relatadas, depois, no Concílio geral de Calcedónia, em 451.
A tradição atribui a Maria o título de Nossa Senhora da Boa Morte. Acontece que a mesma tradição evita dizer que Maria morreu, substituindo o termo por “dormitio”, para justificar o fim da vida da Mãe de Deus na terra. A justificação dada para esta aparente contradição tem passado pela ideia da imagem de uma Boa Morte com a do adormecimento suave.
O Novo Catecismo da Igreja Católica declara: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (n. 966).
Se hoje santuários como o de Fátima ou Lourdes – onde o registo é de aparições de Maria – são altares do Mundo. O que seria expectável neste domínio do culto num santuário onde estivessem depositados os restos mortais de Maria, a mãe de Deus, ou de Jesus, o próprio Deus-Filho?
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
[1125.] Visto isto... Hoje começa o Ramadão

Com uma data móvel, que recua todos os anos no calendário e que é anunciada com precisão à roda do mundo consoante a hora do primeiro avistamento da Lua após a Lua Nova, chega para os crentes do Islão o mês sagrado.
Em todo o mundo, serão actualmente 1, 57 mil milhões (cerca de 23% da humanidade). Portugal tem uma comunidade de cerca de 40 mil pessoas integradas nesta fé, a maior parte vivendo na região da Grande Lisboa.
Por estes dias, até 9 de Setembro, aumenta a afluência à Mesquita de Lisboa: não são apenas as cinco orações diárias que ali levam os praticantes do Islão, é também uma oração especial que àquelas é acrescentada e que consiste na recitação, de cor, de uma das 30 partes do Alcorão.
Antes dessa oração especial, os crentes podem quebrar o jejum com uma tâmara. Só mais tarde, com o ocaso, será tempo de uma refeição. A Mesquita de Lisboa está preparada para servir 800 refeições gratuitas.
O mês sagrado coincidindo com tempo de férias laborais ou escolares permite maior afluência às orações, que podem também ser feitas em casa ou noutro lugar conveniente.
No próximo ano, o Ramadão vai começar recuando cerca de dez dias no calendário e assim será sempre, obedecendo ao ano lunar, que tem a duração de 355 ou 356 dias, menos dez que o calendário gregoriano.
Das cinco horas da manhã até às 20.39, assim será hoje a duração do jejum, a decrescer conforme Setembro venha chegando. Estas cerca de 16 horas de privação voluntária de comida ou bebida são encurtadas quando o mês do Ramadão recai nos meses de Inverno das regiões mais afastadas dos trópicos.
Em cada ano, a Mesquita de Lisboa passou a facultar aos crentes pela Internet os horários de fazer jejum, tendo como ponto de orientação as principais cidades do país. Para o crente tem significado a orientação mesmo ao minuto e o pormenor do nascer e pôr do sol varia não só de dia para dia, como consoante a zona do país.
Na Alemanha, que já conta com quatro milhões de muçulmanos, um canal de televisão anunciou que todos os dias vai anunciar a hora do começo e fim do jejum.
Segundo explicou ao JN o imã, no Ramadão “há uma intensidade maior” nas práticas por parte dos fiéis. Afirma o “sheik” David Munir que “este é o único mês em que é possível praticar quatro dos cinco pilares”. A crença, as cinco orações diárias, a caridade e o jejum. A peregrinação a Meca, ao menos uma vez na vida, deve ser feita no 12º mês do calendário muçulmano.
Diz o imã Munir que, no que toca ao exercício obrigatório da caridade, ele se concentra no mês do Ramadão em 99% das opções tomadas pelos muçulmanos.
Se este mês é assumido como sagrado isso deve-se “ao início da revelação do Alcorão ao Profeta Maomé”. Daí a espiritualidade que deve ser conferida à vivência desse tempo, refere também o mesmo teólogo, há já 25 anos na Mesquita de Lisboa.
A comunidade muçulmana em Portugal tem sobretudo como raízes os crentes vindos de Moçambique, a que se juntaram outros da Guiné-Bissau e de pessoas trazidas por outras origens da corrente migratória.
“A prática do Islão”, assegura o teólogo, “é muito pessoal. Vir à mesquita não é sinónimo de ser muçulmano”.
domingo, 11 de julho de 2010
[1102.] Dia vencido 11.07.10
Curiosamente, é o XV Domingo do Tempo Comum, Ano C.
No Evangelho deste domingo, recita-se o evangelista Lucas - Lc 10, 25-37.
Precisamente no versículo 37, é dito:
"Disse, pois, Jesus: VAI E FAZ DA MESMA MANEIRA!"
domingo, 14 de dezembro de 2008
[681.] - Hoje é o Terceiro Domingo do Advento
Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus.
Não apagueis o Espírito, não desprezeis os dons proféticos;
mas avaliai tudo, conservando o que for bom.»
Primeira Epístola de Paulo aos Tessalonicenses
II DOMINGO DO ADVENTO (ANO B)
domingo, 7 de dezembro de 2008
[675.] - Hoje é Segundo Domingo do Advento
Está escrito no profeta Isaías:
"Vou enviar à tua frente o meu mensageiro,que preparará o teu caminho.Uma voz clama no deserto:
‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas".»
Evangelho segundo Marcos
II DOMINGO DO ADVENTO (ANO B)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
[671.]
Que vantagens advêm de estar do Lado Bom da Força?
Estar sujeito ao desafio. Ser constantemente posto à prova. Não ter descanso nem desculpa, apesar da dedicação, da fé, da entrega, da disponibilidade, do desprendimento. É desconfortável e, acima de tudo, injusto.
Estar do lado Bom da Força é como olhar-se à volta e ver-se os que estão do lado Mau ou não têm lado a ter grandes vitórias... Acontece que as vitórias deles são de jogos da III Distrital e estar do Lado Bom da Força significa jogar para a Liga dos Campeões. Os jogos são mais complicados mais a vitória é mais saborosa.
No lado Mau da Força as vitórias são muitas, tudo parece fácil, e de grandes contentamentos. Só que antes do gozo total, antes do usufruto absoluto, é a própria Força que tudo dissolve e tudo se esfuma.
Estar do lado Bom da Força é estar com a Justiça, com a Paz, com a Luz. Não é fácil, mas só o que não é fácil é que vale a pena... é que não se esfuma!
domingo, 30 de novembro de 2008
[668.] - Hoje é começa o Ano Litúrgico
Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse.
Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir.
O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!"
Evangelho segundo Marcos
I DOMINGO DO ADVENTO (Ano B)

