Mostrar mensagens com a etiqueta Internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Internacional. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de março de 2015

[2028.] Dia vencido – 21MAR2015

α
MADEIRA
– Se o PSD voltar a ganhar as eleições na Madeira, mesmo com um anti-jardinista à cabeça, vai querer dizer o quê? Que o AAJardim, afinal manipulou a ilha para ajudar o seu arquinimigo? Ou será que, efectivamente, os madeirenses estão contentes com os 40 anos de partido unico no arquipélago? Ou será que, efectivamente, os madeirenses perceberam que há obra na Madeira? Se Miguel Albuquerque ganhar no domingo, 29 de março, (como parece ser o mais provável, segundo a sondagem do Expresso de hoje)o maior vencedor vai ser o Alberto João! E se ganhar por maioria absoluta, (como parece ser o mais provável, segundo a sondagem do Expresso de hoje) então aí, há muito comentador cubano e continental que vai ter de borrar um pé de esterco, e muito político nacional que vai ter de fazer um mea culpa muito convincente...

β
PELA GUERRA
– Não sou um beligerante clássico. Fui educado para a Paz, e sou um homem de Paz. Mas não me parece que haja outra alternativa se não a Guerra contra o Daesh (o auto-intitulado Estado Islâmico). Contra a matança indiscrimada de crianças e mulheres e muitos inocentes, um verdadeiro holocausto, como o mundo já jurara que não voltaria a ter. Contra a destruição de uma herança cultural mundial com dois mil anos de existência. Contra a integridade de homens e mulheres, seja num museu, seja na redacção de um jornal, seja num supermercado. Contra a possibilidade de discursos como os de Netanyahu terem cada vez mais adeptos em países que deviam ser civilizados como Israel. Contra a destruição do Homem, do ser humano que vive segundo os ensinamentos do Profeta Maomé, de Cristo ou de Moisés. Está na hora de fazer a Guerra, para fazemos a Paz.

γ
SERVIR
– Hoje dei a minha primeira formação com um lenço de Gilwell e um colar de contas ao pescoço. Foi especial sentir que se está "a cumprir a missão que me foi confiada"... ou pelo menos a tentar porque a coisa não correu tão bem como eu gostaria. Servir a formação de adultos, para assim formar os jovens. Hoje, acho que é por aí!


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

[1906.] ... mas os escoceses preferiram o Não!


E eles é que mandam...

A decisão dos escoceses não é estupida, nem descabida, nem sequer inesperada. Do ponto de vista prático, convenhamos que a Escócia tem já um nível de autonomia bastante desenvolvido... e se a diferença fosse deixar de ter a Rainha como Chefe de Estado (do Reino Unido) para ter a Rainha como Chefe de Estado (da Commonwealth) a diferença não era nenhuma.
Os escoceses mostraram-se solidários, porque a verdade é que hoje é na Escócia que está o principal motor do desenvolvimento do país e não já na velha Inglaterra. Os escoceses mostraram-se sensatos porque o que têm a ganhar pode não ser muito, mas o que poderiam perder não se conhece e logo será perigoso.

Aplaudo.
Mas não posso deixar de pensar que Edward Longshanks (e não Longlegs) voltou a ganhar!



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

[1901.] Eu votaria sim...

 
Na próxima quinta-feira, 18 de setembro, os escoceses são consultados sobre a independência face ao Reino Unido.  Eu votaria Sim.
 
Em primeiro lugar votaria sim porque simpatizo com as autonomias... com as espanholas, as belgas, e as bretãs também. Reconheço que muitas das que podem ansiar um dia a independência não tem qualquer viabilidade, como a Madeira ou a Galiza, mas mesmo assim, simpatizo com a Catalunha, com Euskadi, e, também com a Escócia, enquanto eventual país independente.
 
Em segundo lugar votaria sim porque há que reconhecer que a campanha do sim é muito mais eficaz... Note-se que há decadas que está no terreno, com as mega produções fantásticas e inspiradoras de Braveheart, Rob Roy e tantos outros em que os Beefs ingleses do Long Legs são sempre os maus e os scots são sempre os martires. Em contrapartida a campanha do não é medonha, como a tentativa falhadissima de meter o James Bond (o mais inglês dos ingleses) a nascer numa quintarola das Lowlands, em Skyfall. 


Os escoceses farão o que quiserem - avisem porque pretendo voltar lá e preciso saber se é preciso passaporte ou não - e eu respeitarei... os beefs é que não sei se o farão.



Como ficará o Reino Unido?
Who cares?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

[1481.] Lunae dies

Don Mariano Rajoy será o próximo Presidente do Governo de Espanha. Líder dos conservadores - o Partido Popular - Rajoy sucede a José Luiz Rodrigues Zapatero - ZP - o líder do PSOE que interrompeu a sua entrada na Moncloa a 14 de Março de 2004, como mais uma vitima dos atentados de Atocha que não eram da ETA - como dizia Aznar - mas da Al-Qaeda.

Mariano Rajoy é galego - português do norte. Nasceu junto a uma das mais belas praças de Santiago de Compostela, a do Toural e começou a sua carreira política aos 26 anos, no Parlamento Galego, pela mão de Manuel Fraga Iribarne - o antigo ministro da Informação e do Turismo de Franco, fundador da Aliança Popular (predecessora do PP), e presidente da Xunta durante 15 anos, abandonou o cargo quando, aos 82 anos perdeu a maioria absoluta por um deputado. Aos 26 anos, Fraga obrigou Rajoy a arranjar mulher e a falar galego. E o percurso do próximo "Presidente do Gobierno" nunca mais parou. Foi autarca em Pontevedra e entrou para o Governo de Aznar em 1996, como ministro da Administração Pública. Em 2000 já era vice-presidente do Goberno de José Maria Aznar (outro prodigio espanhol) e em 2001 assumiu a pasta de ministro do Interior e a ele lhe coube travar o combate com a ETA. O combate à ETA nesta altura era chamado de terrorismo de Estado. Foi com Rajoy que a ETA assume a escalada de violência de 2001 e 2002, com alguns assassinatos políticos e é com Rajoy que Baltazar Garzon entra no palco do combate jurisdicional aos terroristas.


Em setembro de 2003, Mariano Rajoy torna-se presidente do PP e candidato a primeiro-ministro nas eleições de 14 de Março de 2004.

Apesar de ser o sucessor de um Governo que fora empossado há 8 anos, que fizera a Espanha entrar na Guerra do Iraque, a verdade é que todas as sondagens indicavam, a 10 de março de 2004, que Rajoy ia ser o sucessor de Aznar na Moncloa. Mas os atentados de Atocha, a 11 de março puseram tudo a perder.

Angel Acébes, o ministro do Interior de Aznar e sucessor de Rajoy, imediatamente acusou a ETA da autoria dos atentados e em poucas horas saía desmentido. Afinal a Al-Qaeda chegara a Espanha, vingara-se da entrada do país na Guerra no Afeganistão e no Iraque e punha a estratégia diplomática dos populares nas ruas da amargura.

Num país que chorava, ainda, 191 mortos e 1858 feridos, os espanhois escolheram ZP para governar a Espanha.


E talvez aqui tenha começado a mais importante faceta da vida de Rajoy. Depois de perder as eleições de 2004, Mariano Rajoy continua como presidente do PP e líder da oposição no Congresso dos Deputados. Volta a candidatar-se a presidente do Governo em 2008 e volta a perder, e mesmo assim mantém-se na liderança do partido. Foi vitima de golpes palacianos - o mais duro deles em 2008, pela mão de Acebes que já o tinha tramado em 2004 - e mesmo assim manteve-se na liderança do PP.


Mariano Rajoy já teve dois acidentes graves. Em dezembro de 2005 voava num helicoptero que caiu em Móstoles. Diz-se que usa barba para não se notarem as cicatrizes. É, portanto, um resistente.


Ontem, conseguiu o melhor resultado de sempre da história do Partido Popular espanhol. Elegeu 186 deputados no Congresso - mais um do que Aznar nos tempos aureos - e uma maioria absoluta e inequivoca.

Rajoy será o sexto presidente do Governo da Espanha Democrática - e o segundo conservador.

_______________________________