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sábado, 16 de maio de 2015

[2079.] Sonhos...


Há projectos que temos, que já nem lembramos quando nasceram. Acompanham-nos há tanto, que não somos capazes de dizer que nasceram por isto ou por aquilo. Projectos, teses, ideias que defendemos com unhas e dentes e delas fazemos bandeiras que erguemos e fazemos esvoaçar. Porque acreditamos nessas bandeiras, porque nos parecem necessárias, porque nos parecem boas e porque nos parece fundamental a sua implementação.

E enquanto não as podemos implementar, são isso: Ideias nossas para um problema de todos!

Mas chega então o dia em que as podemos implementar. Está nas nossas mãos criar o que foi defendido, burilado, sonhado e nascido. E o nosso entusiasmo é patente.

Mas percebemos então que eram ideias NOSSAS, que mais ninguém (ou quase ninguém) as quer ou valoriza. Que os destinatários "não estão nem aí!".

E aí dói!

sábado, 21 de março de 2015

[2028.] Dia vencido – 21MAR2015

α
MADEIRA
– Se o PSD voltar a ganhar as eleições na Madeira, mesmo com um anti-jardinista à cabeça, vai querer dizer o quê? Que o AAJardim, afinal manipulou a ilha para ajudar o seu arquinimigo? Ou será que, efectivamente, os madeirenses estão contentes com os 40 anos de partido unico no arquipélago? Ou será que, efectivamente, os madeirenses perceberam que há obra na Madeira? Se Miguel Albuquerque ganhar no domingo, 29 de março, (como parece ser o mais provável, segundo a sondagem do Expresso de hoje)o maior vencedor vai ser o Alberto João! E se ganhar por maioria absoluta, (como parece ser o mais provável, segundo a sondagem do Expresso de hoje) então aí, há muito comentador cubano e continental que vai ter de borrar um pé de esterco, e muito político nacional que vai ter de fazer um mea culpa muito convincente...

β
PELA GUERRA
– Não sou um beligerante clássico. Fui educado para a Paz, e sou um homem de Paz. Mas não me parece que haja outra alternativa se não a Guerra contra o Daesh (o auto-intitulado Estado Islâmico). Contra a matança indiscrimada de crianças e mulheres e muitos inocentes, um verdadeiro holocausto, como o mundo já jurara que não voltaria a ter. Contra a destruição de uma herança cultural mundial com dois mil anos de existência. Contra a integridade de homens e mulheres, seja num museu, seja na redacção de um jornal, seja num supermercado. Contra a possibilidade de discursos como os de Netanyahu terem cada vez mais adeptos em países que deviam ser civilizados como Israel. Contra a destruição do Homem, do ser humano que vive segundo os ensinamentos do Profeta Maomé, de Cristo ou de Moisés. Está na hora de fazer a Guerra, para fazemos a Paz.

γ
SERVIR
– Hoje dei a minha primeira formação com um lenço de Gilwell e um colar de contas ao pescoço. Foi especial sentir que se está "a cumprir a missão que me foi confiada"... ou pelo menos a tentar porque a coisa não correu tão bem como eu gostaria. Servir a formação de adultos, para assim formar os jovens. Hoje, acho que é por aí!


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

[1917.] O CNE sem medo



Haverá vários CNE (Corpo Nacional de Escutas).

Estar em Braga (VN Famalicão), assistir à tomada de posse da Junta Regional - liderada pelo Hugo Cunha, que tem 33 anos -, ver uma atividade onde participaram 10 mil escuteiros, mostra que há um CNE vivo, sem medo, arrojado, e acima de tudo jovem e com vitalidade.

Participar no ENFORMA - Encontro Nacional de Formadores do CNE - mostrou-me que há um CNE que quer transformar. Ver que são os chefes mais antigos que estão mais motivados com o Sistema de Renovação da Formação de Dirigentes, que há vários ritmos mas um sentido comum de mudança pela positiva, de alegria e orgulho nas novas medidas e metas, mostra-me que há um CNE reformista e na vanguarda da transformação.

Ouvir alguns discursos e intervenções de lideranças de topo mostra-me que há um outro CNE, enquistado, mal fardado e mal humorado, que adora passar graxa ao clero e por tudo e por nada elogiar as batinas e bater no peito. Um CNE que ignora a juventude que o outro CNE procura servir. Um CNE que fala demais quando devia estar em silêncio e que se cala quando devia intervir na sociedade.

Há, afinal, vários CNE... Mas há um que prefere "Servir sem medo!". E isso é que importa. O outro? Durará enquanto quisermos!

sábado, 4 de janeiro de 2014

[1782.] Ao serviço de um CNE que serve.

Ontem à noite, já de madrugada, percebi que foi homologada a minha aprovação no Curso de Animador de Formação, ou seja, sou formador (encartado) do Corpo Nacional de Escutas.
 
Em outubro de 2008, quando estava como coordenador da Equipa Nacional de Pioneiros e Marinheiros, tive oportunidade de me inscrever no Curso de 2009. Infelizmente, não tive hipótese de o frequentar, devido a um acidente no percurso até Vila Nova de Milfontes. 
 
Em fevereiro de 2012, sabendo que ia abrir novo curso nesse ano, pedi à Junta Regional de Coimbra que me inscrevesse no CAF. Depois de me fazerem esperar sete meses por uma resposta, no dia seguinte ao fim do prazo, consegui que me dissessem que "não iam aprovar o meu nome, nem o inscrever, mas que não se opunham a que eu fizesse, pessoalmente, a inscrição", que eles sabiam que só poderia ser feita através das juntas regionais.
Felizmente, o número de desistências no curso e a boa-vontade fez com que os serviços centrais aceitassem a minha inscrição unilateral.
 
Fiz o curso, em Fátima, com algum sacrifício, confesso, mas com muito prazer.
 
Terminada a fase de frequência, fiz o estágio (em dois CIP de Coimbra e num CAP de Évora - agradeço ao Neca, ao Vitor Fernandes e à Dina Jeremias pela oportunidade) e na hora de entregar os trabalhos finais, o excesso de trabalho, a mudança de emprego e algum desalento fizeram perigar o sucesso da demanda. Estive a um passo de desistir e de dizer - mais uma vez - fica para a próxima, morrendo na praia.
 
O apoio da minha equipa na Junta Regional de Coimbra, e em do Paulo Valdez, o incentivo, e aquela espécie de desafio pelo canto do olho fizeram-me dar mais um fôlego e avançar. Hoje está homologado.
 
É minha convicção de que ainda tenho muito que aprender, ainda tenho muito que me desenvolver, mas sinto que o papel de formador de dirigentes é, neste momento, o Serviço que o CNE precisa de mim.
 
Sou escuteiro do CNE desde há 22 anos. Trabalho com os miúdos, na animação das unidades desde 1999 e sou dirigente do CNE há quase 10 anos. Desde essa altura, 2004, que para além do agrupamento, trabalhei no Núcleo (2006) na Região (2005), especialmente na organização de atividades de maior dimensão, nomeadamente no Acampamento Nacional de 2007. De 2008 a 2010 trabalhei nas equipas nacionais e fiz parte da equipa que desenhou e implementou o novo Programa Educativo do CNE. Depois dessa altura, especializei-me mais na coordenação de equipas pedagógicas de dirigentes para a animação de atividades do Núcleo (2006-2012) e, agora desde junho de 2013, das Equipa Pedagógica Regional.
 
Acredito que, não deixando o trabalho no meu agrupamento, prosseguindo as responsabilidades para as quais fui recentemente investido, o meu esforço e o meu serviço deve ir ao encontro do apoio à formação dos adultos, numa fase em que é implementado um novo sistema de formação, numa fase em que se sente que o próprio CNE carece de uma renovação na prática associativa. Sinto que o meu serviço, agora, pede para me disponibilizar para esta nova dimensão. Acho que é este o Serviço que o CNE precisa que eu faça.
 
Obrigado a todos os que me apoiaram e me deram animo e alento, especialmente os escuteiros do meu agrupamento e as pessoas que integram as minhas inúmeras equipas.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

[1765.] SERvir


 (Ainda) Não tenho filhos. Tenho quatro afilhados (uma por afinidade) e é neles, nas caras deles, que penso quando sinto que tenho que fazer um qualquer sacrificio em nome do Corpo Nacional de Escutas. Durante muito tempo vinha-me à memória a cara de muitas dezenas de crianças e jovens que já ajudei a educar no escutismo... mas ultimamente é a cara do Miguel, da Carolina, do Zé Gonçalo e da Isa que me vem à memória...

E é por eles que dou o meu contributo - se calhar menor do que devia, mas quase sempre maior do que posso - para uma causa que me é tão cara e tão importante: Ajudar a educar a próxima geração de líderes portugueses através de um sistema de corresponsabilização, de trabalho em equipa, de descoberta e valorização pessoal, através de um esquema não formal de aquisição de conhecimentos, competências e atitudes. 
 

No fim de semana de 14 e 15 de setembro participei, em Albergaria-a-Velha, no Comité Nacional do Programa Educativo, uma reunião nacional de responsáveis regionais para definição de linhas gerais da acção da associação em termos do seu elemento mais central, a da oferta pedagógica, o "o quê" que o CNE faz. Como sempre foi um encontro de bons amigos, de partilha de experiências e da assunção de uma visão global, mais visionária e mais abrangente daquela que é a maior associação de jovens de Portugal.

Mas desta visão abrangente nem sempre resulta um sentimento de tranquilidade... O CNE está a precisar de uma reflexão profunda, de uma completa renovação da sua prática associativa. Dito de outra forma: Em 2010, o CNE fez a sua mais importante reforma dos últimos 30 anos (altura em que abriu o programa à co-educação para jovens de ambos os géneros), essa foi a Renovação da Acção Pedagógica (feliz e orgulhosamente integrei a equipa nacional que fez essa reforma). Digamos que o RAP trabalhou o "o quê".
Nesta fase, hoje, estamos a fazer a Renovação do Sistema de Formação de Dirigentes - trabalhando o dominio da Relação Educativa, entre os jovens e os animadores adultos.  Estamos, portanto, a trabalhar o "com quem".

Acredito que está na hora de procedermos a uma profunda Renovação da Prática Associativa. Para isso temos de recentrar o debate no "como".
De que forma se organiza uma associação que é juvenil, mas onde os jovens adultos têm um papel perfeitamente subsidiário e apenas decorativo?
De que forma está "regulamentarizada" uma associação que se renovou amplamente com novos esquemas de contacto através de ferramentas eletrónicas e digitais, mas continua refém de burocracias de mangas de alpaca?
De que forma pode continuar a ser gerida uma associação que está a crescer exponencialmente nos últimos anos, mas que tem de continuar fiel a altos padrões morais, de exigência cívica e umbilical a um código de valores perene e solidificado?
E, por fim, de que forma pode a maior associação de jovens do país - repito o epiteto à exaustão - estar em harmonia com a actualidade e com a modernidade quando tem um fraquissima participação nos órgãos de decisão, com (alguns) dirigentes anti-renovação de qualquer espécie que não respeitam nem subscrevem regras de democracia interna, de livre arbítrio das pessoas e que entram para a clandestinidade reaccionária e de guerrilha depois de terem perdido eleições, agindo de forma irracional, nomeadamente sonegando informação (muitas vezes privada e pessoal de outros), recusando-se a passar a pasta?

Há quem diga que o Congresso marcado para os próximos dias 9 e 10 de novembro pode dar um contributo na resposta a estas perguntas. Eu assim espero!

sábado, 3 de agosto de 2013

[1714.] Palavras ditas

Mensagem aos participantes no XIII Regional de Coimbra, o 7.º Jambeiras
Irmãos Lobitos, exploradores e moços, pioneiros e marinheiros, caminheiros e companheiros de Coimbra

Dentro de poucas horas começa o 13.º Acampamento Regional, conhecido como Jamboree das Beiras, ou Jambeiras. Trata-se do momento alto de um percurso da região que, em fraternidade, trilhamos de quatro em quatro anos.
Desejo-vos a todos os que participam nesta actividade uma Boa Caça. Apelo a que vivam com a maior das intensidades todas as actividades que os dirigentes prepararam para vocês e que devem ser vistos como desafios que vocês podem e devem saber e querer ultrapassar.

Todos nós precisamos de “Dar cor ao nosso futuro”, porque os que nos tentam convencer de que o futuro é cinzento, não conhecem a alegria de ser escuteiro e a esperança que reside nas nossas gargalhadas. Acreditem que é no convívio com os irmãos que encontramos a cor maior, que é a comunhão e o Amor que Jesus nos incentiva a ter com os que nos são mais próximos. Sejam pacientes, arrojados, ambiciosos e alegres. Procurem ser testemunho e exemplo. Tentem estar disponíveis para servir e ajudar os que vos rodeiam.

Um acampamento de escuteiros, como é o nosso 13.º Regional, é uma cidade de lona. Uma cidade de rapazes e raparigas alegres e felizes que querem estender essa maneira diferente de ser e estar a todo o mundo.

Divirtam-se. Boa Caça!

Nuno Castela Canilho
Secretário Regional do Programa Educativo
Lobo Irmão

domingo, 21 de julho de 2013

[1702.] De regresso às Moradas Frias

O Conselho de Agrupamento decidiu e eu estou feliz com a decisão. 
VOLTEI ÀS MORADAS FRIAS!


[John Charles Dollman - Mowgli made leader of the BandarLog]

terça-feira, 12 de março de 2013

sábado, 9 de março de 2013

[1579.] Veneris dies


A propósito do Dia Internacional da Mulher

O papel da Mulher no Escutismo 

 www.loboirmao.blogspot.com




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

[1574.] Memórias

Santa Comba Dão, TRILHOS 2001

Encontrei esta preciosidade num VIDEO no facebook do meu amigo Ovelha. Trata-se de um video da actividade nacional para Caminheiros TRILHOS 2001, uma actividade que começou e terminou em Santa Comba Dão, depois de três dias a percorrer, em clãs nacionais, a serra do Caramulo.
A participação nesta actividade - em outubro - foi o meu baptismo na dimensão nacional da associação. Eu havia saído do activo em 1999 e regressei em junho de 2001. Em agosto ainda consegui ir ao Jamboree das Beiras - como caminheiro - e em setembro o Departamento Regional da IV secção convidou-me (a mim e a mais uma equipa de caminheiros) para representar a região de Coimbra nesta segunda edição de uma actividade nacional de referência para caminheiros.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

[1573.] Dia vencido_22 de fevereiro - II

Hoje foi Dia de B.-P.
 Começou o IV AcaSecNuc
AQUI + AQUI
Uma actividade de Núcleo, do meu Núcleo, uma actividade (os AcaSecNuc de forma geral) em que investi muito do meu esforço criativo enquanto pedagógico do Núcleo. Uma actividade de que gosto especialmente e onde, pela primeira vez este ano, assumi as funções de chefe de campo de uma secção - a da primeira, ainda por cima, exactamente a secção por onde comecei a trabalhar no Núcleo, ainda como caminheiro. Foi um regresso às origens de que gostei muito, sem nostalgias, mas com grande orgulho.

Hoje é, também, o Dia #1 de um futuro de Serviço. 
A candidatura Ser Região, à Junta Regional de Coimbra, escolheu o dia de hoje, o dia do fundador, para entregar o processo na secretaria da junta. Fomos todos fardados entregar o processo de forma formal, com grande espírito de missão e de responsabilidade. Conseguimos angariar um número verdadeiramente espectacular de assinaturas de proponentes - mais de 150, cinco vezes mais do que seria necessário - um sinal de que a região anseia desesperadamente por uma mudança, por um caminho alternativo. Estamos muito motivados e o único obstáculo parece ser um período demasiado longo até 12 de maio, o dia das eleições.
 Somos pessoas muito diferentes, com percursos de vida diferentes, proveniências diferentes e por isso discutimos, apresentamos com veemência os nossos pontos de vista, mas levamos muito a sério o nosso compromisso e a nossa missão como dirigentes do Corpo Nacional de Escutas. Já servimos - muitos de nós - em equipas nacionais, em equipas regionais e de núcleo, e todos, mas todos mesmo, sem excepção, temos agrupamento e unidade, vivemos o mundo real do escutismo com os miudos. Não o fazemos nem por telepatia, nem à distância.
A partir de hoje está nas mãos da região a escolha entre se quer Ser Região... ou não.  

domingo, 9 de dezembro de 2012

[1547.] Dia vencido - 9 de dezembro de 2012

Hoje houve Conselho Regional de Coimbra do CNE. Depois de todas as tentativas- adiamentos sine die, silêncios, anuncios de pseudo-movimentos de fundo de contestação - para impedir que em agosto próximo tivesse lugar o Acampamento Regional, a verdade é que os conselheiros presentes disseram mesmo que queriam o acampamento. Uma vez mais, reinou o "nim" da parte de quem quer estar bem com Deus e com o diabo e transferir para os outros o ónus de uma decisão. É a chamada Alta Política de quem mais depressa aponta uma falha nos outros do que em si...

Saí da reunião com uma alegria:
Nem mesmo um "fraco rei faz fraca a forte gente!", que me perdoe o Camões...


sábado, 28 de maio de 2011

[1396.] Uma partilha...

Ontem, o Corpo Nacional de Escutas fez 88 anos. Bonita idade...

Foi, tambem, a altura em que a Secretaria Nacional Pedagógica da associação decidiu apresentar - para já apenas em versão online - o MANUAL DO DIRIGENTE. Trata-se de uma publicação do CNE, produzida no âmbito dos conteúdos programados para a implementação do Projecto Educativo do CNE.

Está acessível aqui:

Pelo facto de ter exercido responsabilidades nacionais entre Fevereiro de 2008 e Fevereiro de 2011, como coordenador da Equipa Nacional dos Pioneiros e Marinheiros, este foi um projecto em que me envolvi de corpo e alma e é com muita alegria e emoção que o vejo ver a luz do dia.

Este é, até agora, o maior e mais grandioso projecto em que me envolvi e me empenhei. Não o digo a título ou no âmbito escutista. Falo a nível pessoal, globalmente falando. E eu ate já estive envolvido na organização de atividades nacionais para mais de duas mil pessoas...

Empenhei-me neste livro com todas as minhas forças, desde o momento em que ainda não era mais do que um molho de textos avulsos - num encontro em Almada - que acabaram por ir todos para o lixo... até o que se vê hoje aqui e que está no prelo. Desde a forma como o conteudos são apresentados, a sistematização, a escrita de textos (escrevi a quase totalidade dos textos referentes a pioneiros e marinheiros) a revisão desses textos... a forma como as páginas aparecem aos leitores tudo... absolutamente tudo.

Este é um filho muito querido. E, arrisco-me a dizer, o meu filho mais amado. E é com orgulho (muita vaidade... se calhar até de mais) que hoje, a ti, te escrevo este mail para te dizer: Olha aqui o meu filho, vê como é lindo!

Podia ser melhor? Podia! Tem muitas falhas? Tem! Mas foi o melhor que se podia arranjar em três anos loucos de trabalho insano e inumano! E, acima de tudo, foi feito com AMOR verdadeiro. Foi feito DA MELHOR VONTADE. Foi feito a SERVIR, PARA SERVIR!

É um filho lindo, maravilhoso (o aspecto pode não agradar a todos, mas os pais acham sempre os filhos os mais lindos... e o que menos ME interessa é o aspecto).

Sou PAI dele! Não sou O PAI, sou apenas um dos PAIS e das MÂES dele. Na ficha técnica não estão lá os nossos nomes... mas esses nomes existem! Os pais não são todas as pessoas que escreveram para este livro - e são muitas. Há padrinhos (Pedro Duarte Silva, Rui Silva e Carla Simões). E há os pais, as pessoas que se chegaram a chorar por ele. E os nomes dessas pessoas são:

Nuno Cardoso, Hugo Carvalho, Rui Francês, Nuno Vieira, Diana Cardoso, Nuno Canilho e acima de tudo, a mãe maior, a parideira, por assim dizer, a pequena grande mulher que nunca desistiu nem se deixou desanimar nos momentos mais dificeis: MAFALDA FRADE!
(se calhar há quem ache que também aqui devia figurar, mas esta é a minha certidão de nascimento)

Olha aqui o meu filho, vê como é lindo!

Canhotas amigas!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

[1122.] Lunae dies

Hoje começou o ROVER 2010!

O Corpo Nacional de Escutas é a maior associação de jovens de Portugal. É um facto. Sendo portuguesa - e "0 Escuta é filho de Portugal e bom cidadão" - tem todas as características de uma instituição portuguesa. É conservadora, é resistente à mudança, prefere a estabilidade do que está comprovadamente certo à incerteza do que pode correr bem... ou não.
Nos quase setenta mil membros que 'encorpora' há conservadores, mas também há progressistas, que talvez por isso tenham energia para procurar inovar e 'ir mais além' (curiosamente uma ideia que é lema na família escutista).
Como também é democrática, a associação escolhe quem a deve dirigir e qual a sua estratégia, respeitando os pontos de vista de quem é eleito em relação a todos os assuntos que estarão na sua esfera de competências.
Tudo isto para dizer que começa hoje o Rover 2010. A actividade nacional de caminheiros, especificamente para caminheiros. A actividade que dá sequência ao Rover 2001... que aconteceu há nove anos!
Depois do XIX Acampamento Nacional do CNE, em Valado de Frades, na Nazaré, de 4 a 10 de Agosto de 2007, entendeu o CNE que seria preferível os caminheiros terem uma actividade especifica para eles que substituiria a participação - com campo próprio - nos Acampamentos Nacionais. Não interessará estar agora a aprofundar as razões que terão levado a tal decisão, mas a verdade é que ela foi tomada e faz sentido. Os caminheiros têm um tipo de actividade tipica que logisticamente acaba por ser desapropriada para o que se entende ser objectivo do acampamento nacional do CNE.
Foi nesse contexto que se realizou o Rover 2001, que terminou na Drave, que mais tarde se tornaria a Base Nacional da IV Secção, e que no ano seguinte, em Agosto de 2002 se realizou o Acampamento Nacional de Santa Margarida, na região de Santarém, já sem a participação dos caminheiros.
A avaliação de ambas as actividades foi positiva e a ponderação da medida foi de que deveria continuar. A actividade deveria ter sido repetida em 2005 (o Rover realizar-se-ia, como o ACANAC, de 4 em 4 anos) e chegou a ser constituída uma equipa-projecto. O secretário-pedagógico nacional à época era João Armando (o pai do Rover 2001), e o coordenador da equipa pedagógica da IV secção era Jorge Noro, o 'Pituca' - que transitava do departamento regional de Coimbra da mesma secção. Tive a honra de integrar esta equipa-projecto, acompanhado de escuteiros de grande mérito (lembro-me do Paulo Valdez, da Tuxa, do Paulo Peres, do Tojó...). A verdade é que a Junta Central demitiu-se poucas semanas depois de termos começado a trabalhar e a nova Junta - curiosamente liderada pelo mesmo dirigente, o chefe Lidington, que acumulava a secretaria pedagógica - meteu o Rover 2005 na gaveta.
O Acanac deveria ter-se realizado em 2006, mas como 2007 era o ano do primeiro centenário do escutismo a actividade foi adiada um ano. Como era ano de aniversário, entendeu o CNE voltar a juntar as quatro secções e realizar, no Monte Trigo, em Idanha-a-Nova, o XXI Acampamento Nacional com todas as secções. Justificava-se, até porque não havia, à data, uma actividade nacional de caminheiros há seis anos.
É nesse contexto que surge, agora, o Rover 2010. Deveria haver Acanac em 2011, foi, no entanto, adiado para 2012, e este seria ano de Rover.
Dar seguimento, continuidade, a uma actividade que foi pensada há dez anos não é tarefa fácil. Mobilizar e pôr a mexer uma estrutura mastodôntica como é o CNE não é mesmo nada fácil.

Levar este "facho a arder na noite escura", independentemente da avaliação que a actividade em si possa trazer, merece que se deixe uma palavra de grande agradecimento à Diana Cardoso e à sua equipa e ao Pedro Vasconcelos, que aceitaram este enorme ...desafio.

Depois do Rover 2001, há 9 anos, nunca mais ninguém conseguiu realizar o que foi sonhado há mais de uma década. Nunca mais. Digo isto eu, que fiz parte de uma equipa projecto que tinha como missão organizar o Rover 2004 ou 2005 (já nem me l...embro).Sonhar pode ser fácil, mas ser obreiro do sonho é grandioso e eles ganharam. Já. Porque venceram resistências, moveram pedregulhos e no dia 15 deixarão o tal facho a arder... que só será aceite por quem for feito da mesma cepa!


quinta-feira, 27 de maio de 2010

[1048.] Iovis dies, no Dia do 87.º Aniversário do CNE

Desenho de
Pierre Joubert
(1910 - 2002)
Pierre Joubert é um dos mais conhecidos e populares desenhadores franceses de tema escutista. Nasceu em 1910 e tornou-se escuteiro aos quinze anos. Aos dezassete anos começa a trabalhar como desenhador em revistas escutistas e a partir de 1934 torna-se o desenhador oficial dos 'Scouts de France' - a associação de escuteiros católica francesa.
«Os seus desenhos contribuíram para a definição de um novo estilo de escuteiro, desde o uniforme até às actividades arrojadas e com muita aventura. Foi ele quem criou o desenho da insígnia oficial dos Scouts de France que apareceu em 1940», in "Carolas", boletim do Clube Português de Coleccionadores de Objectos Escutistas, Janeiro 2007.
Pierre Joubert faleceu em 13 de Janeiro de 2002, aos 91 anos de idade. Em Agosto de 1997 Pierre Joubert esteve em Ferreira do Zêzere no Acampamento Regional da Região de Coimbra. Nessa altura tive o privilégio de receber uma serigrafia de um dos seus mais conhecidos desenhos autografada pelo próprio.

Recordamos a obra de Pierre Joubert no dia em que o Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português - comemora o seu 87.º aniversário.