Eram 17h 38m de 21 de junho de 2015. O sol estava mais perto do que nunca neste ano. Na Lameira de São Geraldo, nesse preciso momento, o Duarte fazia a sua primeira promessa, como lobito.
Há momentos felizes, coincidências perfeitas.

«A primeira ligação entre nós surgiu, naturalmente, pela militância. Pela militância partidária em que representávamos os extremos geracionais mas a mesma convicção no ideal, o mesmo desejo de transformação, a mesma intransigência nos principios. Mas também a militância católica. O acreditar convictamente e sem medo das censuras.A partir daí, estabelecido um primeiro laço, outros se criaram. O amor a África - ao Luso, no distrito do Moxico, em Angola, onde foi delegado escolar e professor de Portugalidade. O amor a Portugal, e a memória de tempos de militância na União Nacional e a Aliança Nacional Popular como quadro dirigente - desconfio que por causa disso, em democracia nunca aceitou ser candidato a coisa nenhuma no concelho da Mealhada... pudor? Fora chegou a ser eleito deputado da Nação. O amor à familia e a devoção que tinha à esposa, a Dona Vera Melo. O amor que tinha à sua comunidade e a dedicação que entregou à direcção da casa do Povo da Vacariça.»γ
«São três as vias para os escuteiros realizarem sua missão:
- Fazer caminho na família,
- Junto à criação
- E na cidade,
sempre testemunhando o amor de Jesus».
Quando me pergunta "porquê?", nem sempre tenho a resposta na ponta da língua. "Porquê" sou escuteiro? "Porquê" sou tão teimoso? "Porquê", tendo tanto com que me preocupar, ainda me tornei presidente dos Bombeiros? "Porquê" sou tão truculento quando sei que tenho razão? "Porquê" incentivo meio mundo a deixar de ser apático e apresentar projectos, e programas e ir a votos... quanto mais não seja para que não haja a inevitabilidade de uma não escolha... "Porquê"? "Porquê"?