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segunda-feira, 22 de junho de 2015

[2110.] Coincidências perfeitas


Eram 17h 38m de 21 de junho de 2015. O sol estava mais perto do que nunca neste ano. Na Lameira de São Geraldo, nesse preciso momento, o Duarte fazia a sua primeira promessa, como lobito.
Há momentos felizes, coincidências perfeitas. 

sábado, 16 de maio de 2015

[2079.] Sonhos...


Há projectos que temos, que já nem lembramos quando nasceram. Acompanham-nos há tanto, que não somos capazes de dizer que nasceram por isto ou por aquilo. Projectos, teses, ideias que defendemos com unhas e dentes e delas fazemos bandeiras que erguemos e fazemos esvoaçar. Porque acreditamos nessas bandeiras, porque nos parecem necessárias, porque nos parecem boas e porque nos parece fundamental a sua implementação.

E enquanto não as podemos implementar, são isso: Ideias nossas para um problema de todos!

Mas chega então o dia em que as podemos implementar. Está nas nossas mãos criar o que foi defendido, burilado, sonhado e nascido. E o nosso entusiasmo é patente.

Mas percebemos então que eram ideias NOSSAS, que mais ninguém (ou quase ninguém) as quer ou valoriza. Que os destinatários "não estão nem aí!".

E aí dói!

terça-feira, 12 de maio de 2015

[2078.] 730 dias depois


Faz hoje dois anos, setecentos e trinta dias, que a Região de Coimbra do CNE, por larguíssima maioria decidiu escolher o projecto "Ser Região" e confiar a esta equipa a gestão do destino comum por três anos. Já passaram dois, falta um ano.

Não têm sido dois anos fáceis. O foco tem de estar a ser constantemente alinhado e nem sempre é fácil manter o rumo com toda a ventania, todas as ondas e truques do mar, todas as criaturas que volte e meia vêm à tona de água para desestabilizar e unicamente darem sinal de vida... Mas com teimosia e perseverança mostramos que é possível e que conseguimos.

Mas muita coisa foi construída, muitos objectivos conquistados, metas largamente ultrapassadas e diagnósticos amplamente comprovados. É um orgulho muito grande ser parte desta equipa, que não se resume apenas aos cromos desta fotografia, mas que vai muito além dela e conta com quase cem pessoas que connosco colaboram devotadamente.

Um abraço especial à Junta Regional de Coimbra neste dia de aniversário, e um abraço muitíssimo especial à Equipa Regional do Programa Educativo e aos departamentos e Equipas projecto que com ela trabalham.

Vocês são os maiores!   

domingo, 3 de maio de 2015

[2068.] Em memória do Flávio e do Diogo, ou do Mendes e do Fairy


Ed Sheeran
I See Fire
[Clipe Oficial]

A minha memória a eles os dois e um abraço apertado - tão apertado como está o meu coração - a todos os que neste momento estão em sofrimento.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

[2060.] Dia vencido – 23ABR2015

α
#sjorgeemcoimbra 1 – Não se pretende que sejamos boas pessoas neste ou naquele contexto. Quando formamos alguém, o objectivo é que se seja honesto, correcto, competente, eficaz, feliz em toda a dimensão, na integralidade da pessoa humana. Ou seja, a ideia é que os escuteiros não sejam testemunho de um estilo de vida leal aos princípios e aos seus valores apenas em contexto escutista, mas especialmente e principalmente no Mundo: "na família, junto à criação e na cidade, sempre testemunhando" usando a expressão usada pelo Papa Francisco.

Ω
#sjorgeemcoimbra 2 – Não nos podemos esquecer que os dragões combatem-se todos os dias, na sede, mas principalmente em casa e na cidade! Dia Feliz, para um planeta Feliz!


[2061.] Aqui há dragões!



Dragon and st George
by TatarskiSkandal

Digital Art / Drawings & Paintings / Fantasy©
2014-2015 TatarskiSkandal


HIC SUNT DRACONES
[AQUI HÁ DRAGÕES]


Esta frase da cartografia medieval, "HIC SUNT DRACONES", era usada para designar territórios desconhecidos ou perigosos, imitando uma prática medieval frequente de colocar serpentes marinhas e outras criaturas mitológicas em áreas em branco do mapa.

Estes territórios desconhecidos ou perigosos existiram no mundo, mas existiriam, ou existem naturalmente, em nós próprios. Chamamos-lhes medo, orgulho, preguiça, e muitas outras coisas. São dragões que precisam de ser combatidos, liquidados, anulados, extintos completamente. 

Jorge de Antioquia, o São Jorge patrono de tantas coisas, como dos escuteiros, entre outras, e países, muitos países, é a figura que a cultura ocidental personificou como o combatente e liquidatário destes dragões. Um combate da cavalaria, da alta nobreza militar, mas acima de tudo um combate intimo, interno, pessoal, sensível, que se faz, apenas, em nós próprios.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

[2050.] Dia vencido – 09ABR2015

α
VONTADE
– Eu já vi grandes construções da Humanidade. Já vi com os meus olhos o que durante milénios a vontade humana é capaz de construir. Confesso, no entanto, que nunca tinha visto nada tão intenso como o Bairro do Mumemo, no distrito de Marracuene, em Moçambique. A obra da Irmã Susana Custódio Marques.
Uma mulher, hoje uma senhora doente, construiu uma cidade nova para onde transferiu 1777 famílias, que inicialmente até nem queriam sair do Chamanculo. Mas conseguiu. A história está descrita neste pequeno texto. Uma pequena descrição que é nada quando se vê as pessoas a circular no Bairro, a usarem o Centro de Saúde, a comprarem o pão na Padaria e o irem vender no Maputo. Um texto que deve impressionar e fazer calar todos aqueles que se queixam de tudo e que tudo arranjam para justificar o nada que fazem.
Esta foto foi tirada em Maio de 2014, na casa da Irmã Susana, no Mumemo, naturalmente, com o Rosário Elias, um jovem seu protegido e que foi aluno da EPVL (de 2010 a 2013) e o professor Luís Lima, da EPVL. O Elias é um jovem extraordinário, também ele uma vitima das cheias, um orfão do norte de Moçambique que depois de ter conseguido reunir os irmãos todos, de ter o seu curso na EPVL e de ser professor na Escola Profissional do Mumemo, está a fazer a sua casa, no Bairro, e a precisar do nosso apoio financeiro.

β
SAUDADES
– Hoje tropecei neste texto, quando procurava a fotografia que o ilustra. Um texto que me fez lembrar as saudades que tenho do Professor Alberto Melo. E do medo que tenho de me esquecer dele e do tanto que me ensinou. Não me posso esquecer dele. Não quero esquecer-me dele!
«A primeira ligação entre nós surgiu, naturalmente, pela militância. Pela militância partidária em que representávamos os extremos geracionais mas a mesma convicção no ideal, o mesmo desejo de transformação, a mesma intransigência nos principios. Mas também a militância católica. O acreditar convictamente e sem medo das censuras.A partir daí, estabelecido um primeiro laço, outros se criaram. O amor a África - ao Luso, no distrito do Moxico, em Angola, onde foi delegado escolar e professor de Portugalidade. O amor a Portugal, e a memória de tempos de militância na União Nacional e a Aliança Nacional Popular como quadro dirigente - desconfio que por causa disso, em democracia nunca aceitou ser candidato a coisa nenhuma no concelho da Mealhada... pudor? Fora chegou a ser eleito deputado da Nação. O amor à familia e a devoção que tinha à esposa, a Dona Vera Melo. O amor que tinha à sua comunidade e a dedicação que entregou à direcção da casa do Povo da Vacariça.»
γ
MISSÃO
– Falo de mais do Papa Francisco. Já é um exagero. Pareço um daqueles doidinhos fanáticos! Mas a verdade é que o Homem estimula-me, interpela-me. Agora é o que disse aos Escuteiros italianos no sábado de Aleuia, por ocasião dos 60 anos da fundação da associação católica dos escuteiros italianos. E como é possível ignorar estas palavras:
«São três as vias para os escuteiros realizarem sua missão:
- Fazer caminho na família,
- Junto à criação
- E na cidade,
sempre testemunhando o amor de Jesus».

terça-feira, 31 de março de 2015

[2037.] Digam a toda a gente que eu ou a caminho!



On my way
Phill Collins

Esta música faz-me lembrar o Encontro de Núcleo de Caminheiros (talvez o I ou o II) no concelho de Gois, com o Pow Wow na Pena, e um nascer do sol digno de um hino!

sábado, 21 de março de 2015

[2028.] Dia vencido – 21MAR2015

α
MADEIRA
– Se o PSD voltar a ganhar as eleições na Madeira, mesmo com um anti-jardinista à cabeça, vai querer dizer o quê? Que o AAJardim, afinal manipulou a ilha para ajudar o seu arquinimigo? Ou será que, efectivamente, os madeirenses estão contentes com os 40 anos de partido unico no arquipélago? Ou será que, efectivamente, os madeirenses perceberam que há obra na Madeira? Se Miguel Albuquerque ganhar no domingo, 29 de março, (como parece ser o mais provável, segundo a sondagem do Expresso de hoje)o maior vencedor vai ser o Alberto João! E se ganhar por maioria absoluta, (como parece ser o mais provável, segundo a sondagem do Expresso de hoje) então aí, há muito comentador cubano e continental que vai ter de borrar um pé de esterco, e muito político nacional que vai ter de fazer um mea culpa muito convincente...

β
PELA GUERRA
– Não sou um beligerante clássico. Fui educado para a Paz, e sou um homem de Paz. Mas não me parece que haja outra alternativa se não a Guerra contra o Daesh (o auto-intitulado Estado Islâmico). Contra a matança indiscrimada de crianças e mulheres e muitos inocentes, um verdadeiro holocausto, como o mundo já jurara que não voltaria a ter. Contra a destruição de uma herança cultural mundial com dois mil anos de existência. Contra a integridade de homens e mulheres, seja num museu, seja na redacção de um jornal, seja num supermercado. Contra a possibilidade de discursos como os de Netanyahu terem cada vez mais adeptos em países que deviam ser civilizados como Israel. Contra a destruição do Homem, do ser humano que vive segundo os ensinamentos do Profeta Maomé, de Cristo ou de Moisés. Está na hora de fazer a Guerra, para fazemos a Paz.

γ
SERVIR
– Hoje dei a minha primeira formação com um lenço de Gilwell e um colar de contas ao pescoço. Foi especial sentir que se está "a cumprir a missão que me foi confiada"... ou pelo menos a tentar porque a coisa não correu tão bem como eu gostaria. Servir a formação de adultos, para assim formar os jovens. Hoje, acho que é por aí!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

[1998.] Dia vencido – 22.II.2015

α
Baden-Powell – Hoje é, para os escuteiros de todo o mundo, Dia do Fundador. Para as Guias, e só para elas, é Dia do Pensamento, porque a fundação do Movimento Guidista foi Olave e não Robert Baden-Powell. O Dia do Fundador é uma optima oportunidade para evocar a memória de B.-P., a sua personalidade e acima de tudo a sua obra, e a sua principal construção: O Método escutista.
Comemorei B.-P. Com a minha participação no Cenáculo Regional de Aveiro.
E evoco hoje, como já fiz tantas vezes, a injustiça que é, nem B.-P. nem o Movimento Escutista Mundial terem sido, nunca, laureados com o Prémio Nobel da Paz.

β
Descanso
– Abençoado seja quem inventou o descanso. Amanhã começa tudo outra vez. O fim-de-semana, e este em especial, é um fôlego...


sábado, 21 de fevereiro de 2015

[1996.] Dia vencido – 21.II.2015

α
Cenáculo de Aveiro – Participei hoje como orador no 13.º Cenáculo Regional de Aveiro. Foi uma honra e um gosto. Partilhei o microfone com o João Vilarinho, dirigente da Gafanha da Nazaré que fez parte do 1.º Ciclo do Cenáculo Nacional e da Equipa Projecto do 2.º Ciclo, onde eu partipei como representante da Região de Coimbra, há 13 ou 14 anos...
O tema do plenário para que fui convidado era “Realiza-te”, procurando salientar as soft skills e outras competências que o escutismo dá, naturalmente, aos jovens e que podem consubstanciar-se numa vantagem na hora de encontrar trabalho e valorização profissional.
Mas o que me deu mais gozo foi, de facto, o perceber que a Geração Cenáculo está a cumprir o compromisso que assumiu quando subscreveu a Carta do Cenáculo. Encontrar o Vilarinho, tantos anos depois, e lembrando-me de outras pessoas – como a Diana Cardoso, a Tucha Ferreira, a Diana Santos – que há mais de uma década, como caminheiros assumiram 'Ser Cenáculo', e continuam hoje a lutar pelos mesmos ideiais, a contribuir para o engrandecimento e aperfeiçoamento da associação baseado no aprofundamento da participação dos jovens – especialmente dos caminheiros – nas tomadas de decisão e na vida da associação.
Não há muitas coisas que me deem mais gozo do que olhar para trás e perceber que cumpri!

β
Aniversário CPCJ Mealhada
– A comemoração dos 22 anos da fundação da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens assinalou-se hoje e teve honras de festa, com a realização de uma conferência e de um jantar, dois momentos que contaram com a presença da Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal.
A festa realizou-se graças à hiperactividade e nervo da presidente, Paula Andrade, que nos pôs a toque de caixa a realizar uma grande actividade com os nervos em franja... Não foi fácil, há que reconhecer. Mas tudo correu bem e no final de contas... “foi bonita a festa pá!”.
Intervenções como a do presidente da CPCJ Nacional, Armando Leandro, e da própria PGR, interessantíssimas, engrandeceram de sobremaneira uma comemoração de aniversário. O problema vai ser no 25.º aniversário... vai ser dificil superar!

γ
Mais um serviço EPVL – O jantar oferecido pela CPCJ à PGR e de convívio dos autarcas e antigos e atuais membros da CPCJ da Mealhada foi servido pelos alunos da EPVL dos cursos de restauração e hotelaria e gestão. A Procuradora Geral da República fez questão de, pessoalmente, me endereçar os parabéns aos nossos alunos e às duas professoras que coordenaram o serviço. A senhora PGR disse-me que nunca tinha participado num jantar assim – servido por alunos em processo formativo – e que tinha observado grande requinte, grande qualidade, cuidado e simpatia. A sexta figura no protocolo do Estado Português dirigiu-nos palavras de muito conforto, elogio e reconhecimento.

Muito orgulho.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

[1959.] Diz-me o que dirias

.
 
HOJE É O TEU DIA
Pedro Abrunhosa e o Comité Caviar
Contramão - 2013

Na sexta-feira, dia 30 de janeiro, ia apressado a caminho da Igreja da Mealhada - para a Velada de Armas do meu agrupamento - já atrasado (como quase sempre) e depois de ter recebido a tradicional SMS com o "Demoras?"...
Ia a pensar no que ia dizer aos miúdos e como ia direcionar a meditação - este ano com o mote "Deus quer, o Homem Sonha, a Obra nasce!" -, uma vez que o tema anual do agrupamento é "O Sonho é..."
Ia a penalizar-se pelo facto de invariavelmente a minha estratégia é o improviso e esperar que as coisas fluam à medida que os miúdos vão reagindo ao que vai sendo sugerido.

E de repente, parece que recebi um telefonema diretamente do Além, com ordens expressas para dirigir a meditação: "Hoje é o teu dia"... ou não vocês eles fazer Promessa no dia seguinte, e duas novas dirigentes assumir o compromisso de serem dirigentes do CNE.
E, de repente, esta música é um hino, uma oração!


 
Diz-me se é difícilCarregar a própria sombra,
Virar a proa na maré
Por mais alta seja a onda,
Ser inteiro e estar de pé,
Sentir o bem quando te ronda, 
Diz-me se é difícil 
Carregar a própria sombra.

Diz-me o que dirias
Se Deus te aparecesse,
Que segredos guardarias
Se a mão na mão lhe desses,
Se Ele chorar contigo
Porque fim te apetece,
Diz-me o que dirias 
Se Deus te aparecesse.

Haja cidades
Que te sirvam de abrigo,
Por toda a parte
Gente que quer ir contigo,
Só há lugar
Para os que riem do perigo,
São tantos os que pedem e que dizem:

Hoje é o teu dia,
Hoje é o teu dia,
...
É tempo de arranjar
20 segundos de coragem,
De passar o rio a vau
Mudar o rumo da viagem,
Bater todas as portas
Beber do fundo da miragem,
É tempo de arranjar
20 segundos de coragem.

Diz-me se tens medo
Por quem perdes no caminho,
Das noites desgarradas,
De mais um dia sozinho,
A vida pode ser
Como veludo ou azevinho,
E diz-me se tens medo
Porque quem perdes no caminho.

Haja cidades
Que te sirvam de abrigo,
Por toda a parte
Gente que quer ir contigo,
Só há lugar
Para os que riem do perigo,
São tantos os que pedem e que dizem:

Hoje é o teu dia,
Hoje é o teu dia,
...

Já não há noite
Onde esta luz não se ouça,
Não há lugar
Sem a loucura da dança,
E há tantas vozes
Todas diferentes,
Cada vez mais perto 
O que grita toda a gente:

Hoje é o teu dia,
Hoje é o teu dia,
...
Hoje é o nosso dia,

Hoje é o nosso dia

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[1958.] Ei-los que crescem




Imagem do Agrupamento de escuteiros Sant'Ana - Mealhada, o 1037 do CNE, no sábado, 31 de janeiro de 2015, no dia da comemoração do 23.º aniversário, e no dia das VIII Promessas de Dirigentes e XXV Promessas de Escuteiros.



«Ei-los que "crescem", novos e velhos»
(...) 
«Virão um dia, ricos ou não, contando histórias, de lá de longe, onde o suor se fez em pão.
Virão um dia... ou não»

Adaptação livre do poema "Ei-los que partem", de Manuel Freire

terça-feira, 14 de outubro de 2014

[1920.] O Porquê do V da Vitória...


No sábado, na hora em que Paulo Valdez, enquanto secretário regional dos Adultos e mandatado pela Junta Central, me entregou o colar de três contas, depois de o cumprimentar, ergui a mão e fiz o V da Vitória com os dedos. O João Fortunato captou o momento e a foto foi por mim colocada no facebook como capa. Recebeu um número significativo de gostos, um ou outro comentário mas suscitou várias mensagens privadas.

Interessa portanto esclarecer o gesto. Quem me conhece sabe que aprecio gestos e simbolos e não os uso sem ter uma intenção especifica e concreta. Não teve qualquer conotação política ou partidára, mas sim é um V de Vitória. A ultima vez que fiz um gesto semelhante foi quando me casei...

Efectivamente, no sábado, com a entrega do colar de contas alcancei uma grande vitória. Suei para ter este colar de contas e era uma questão de honra conquistá-lo.
- Comecei a fazer um CAP da IV secção há uns 9 ou 10 anos. Não consegui concluí-lo porque falhei uma sessão e não me deixaram prosseguir.
- Em 2008 fui a Aveiro fazer o CAP da III secção. Não consegui concluir porque faltei a uma sessão e ficou tudo pelo caminho.
- Em 2009, estava nas equipas nacionais, inscrevi-me para fazer um CAF. Tive um acidente a caminho de Vila Nova de Milfontes e foi tudo or agua abaixo.
- Em 2012 fiz o CAP da II secção, de novo em Coimbra, já se passaram dois anos e continuo à espera da homologação.

- E em 2013 fui, então, fazer o CAF. Como descrevi aqui: [1782.] "Em fevereiro de 2012, sabendo que ia abrir novo curso nesse ano, pedi à Junta Regional de Coimbra que me inscrevesse no CAF. Depois de me fazerem esperar sete meses por uma resposta, no dia seguinte ao fim do prazo, consegui que me dissessem que "não iam aprovar o meu nome, nem o inscrever, mas que não se opunham a que eu fizesse, pessoalmente, a inscrição", que eles sabiam que só poderia ser feita através das juntas regionais. Felizmente, o número de desistências no curso e a boa-vontade fez com que os serviços centrais aceitassem a minha inscrição unilateral.
 Fiz o curso, em Fátima, com algum sacrifício, confesso, mas com muito prazer.
 
Portanto custou mas foi. E ter estas contas ao pescoço é uma vitória, que dedico a todos e a tudo o que me ajudou a torná-lo possivel. Contra a vontade de alguns que fizeram o que podiam para o impedir.
 
Agora, como sempre, prossigo disponível a servir o CNE que serve.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

[1917.] O CNE sem medo



Haverá vários CNE (Corpo Nacional de Escutas).

Estar em Braga (VN Famalicão), assistir à tomada de posse da Junta Regional - liderada pelo Hugo Cunha, que tem 33 anos -, ver uma atividade onde participaram 10 mil escuteiros, mostra que há um CNE vivo, sem medo, arrojado, e acima de tudo jovem e com vitalidade.

Participar no ENFORMA - Encontro Nacional de Formadores do CNE - mostrou-me que há um CNE que quer transformar. Ver que são os chefes mais antigos que estão mais motivados com o Sistema de Renovação da Formação de Dirigentes, que há vários ritmos mas um sentido comum de mudança pela positiva, de alegria e orgulho nas novas medidas e metas, mostra-me que há um CNE reformista e na vanguarda da transformação.

Ouvir alguns discursos e intervenções de lideranças de topo mostra-me que há um outro CNE, enquistado, mal fardado e mal humorado, que adora passar graxa ao clero e por tudo e por nada elogiar as batinas e bater no peito. Um CNE que ignora a juventude que o outro CNE procura servir. Um CNE que fala demais quando devia estar em silêncio e que se cala quando devia intervir na sociedade.

Há, afinal, vários CNE... Mas há um que prefere "Servir sem medo!". E isso é que importa. O outro? Durará enquanto quisermos!

sábado, 16 de agosto de 2014

[1892.] Por uma mudança positiva

Quando me pergunta "porquê?", nem sempre tenho a resposta na ponta da língua. "Porquê" sou escuteiro? "Porquê" sou tão teimoso? "Porquê", tendo tanto com que me preocupar, ainda me tornei presidente dos Bombeiros? "Porquê" sou tão truculento quando sei que tenho razão? "Porquê" incentivo meio mundo a deixar de ser apático e apresentar projectos, e programas e ir a votos... quanto mais não seja para que não haja a inevitabilidade de uma não escolha... "Porquê"? "Porquê"?

Não sei.

Mas desconfio.

Há algumas pessoas (poucas) que me fazem acreditar que há um caminho. Essas pessoas não são o caminho, mas demonstram que há um caminho... sempre. Demonstram que podes não te razão hoje. Ou até podes nunca ter razão... mas se lutaste pelo que acreditaste, então fizeste a diferença. Não foste mais um, acrescentaste alguma coisa à vida dos outros.

O João Armando é uma dessas pessoas. Ele foi truculento, ele mandou-se aos ares, ele luta por aquilo que acredita. Apesar de parecer ser a pessoa mais calma do mundo. Não me incluo certamente no grupo de amigos do João Armando, mas sito que o João é uma inspiração.

Não sou do tempo em que o João Armando incendiava os Conselhos Regionais do CNE de Coimbra. Conheci o João em 2003 quando me ofereci para estar no Roverway 2003, na Ervideira. Ele era o chefe de campo e eu estava no Youth Programme. Percebi que o "fulano" era um visionário...

A partir daí fui acompanhando, como pedagógico nacional, convidou-me para estar na equipa projeto do Rover 2005 (que nunca aconteceu porque a Junta Central se demitiu...), do Cenáculo Nacional... e depois quando integrei a Equipa Nacional do Programa Educativo e a renovação da ação pedagógica percebi, de facto, o que o João já tinha feito, o que podia fazer e quem era no escutismo mundial.

Foi hoje reeleito para o bureau mundial do movimento escutista e escolhido para presidir aos trabalhos do Comité Mundial.
 
Parabéns João. Estamos contigo. O CNE, e com grande intensidade o CNE de Coimbra, vibra com a tua eleição. Tenho pena que a Associação dos Escoteiros de Portugal tenha preferido não manifestar o seu apoio a um candidato que o mundo declarou ser digno da sua confiança para uma mudança positiva. Os actos ficam com quem os pratica e, de certo modo, até engrandece a tua vitória. És o maior e é um privilégio conhecer-te!
 
Parabéns João.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

[1830.] Lunae dies

 
 
Ontem eramos muitos, hoje já somos milhões...
 
Curso de Guias do Núcleo e Dia de B.-P. 2014, cá em casa... 300 almas a vibrar.
Lindo!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

[1823.] Dia de B.-P.


Irmãos caríssimos,

Assinalamos hoje o 157.º do fundador do Movimento Escutista, Robert Baden-Powell, a quem nós, os 28 milhões de escuteiros de todo o mundo, tratamos por B.-P.. É um dia de festa, um dia de comemoração para escuteiros e também para as Guias – para quem hoje é o Dia do Pensamento.

Comemorar a vida de B.-P. não é apenas celebrar o Homem que idealizou, experimentou, arriscou e viu ser aplicado e multiplicado um método de felicidade que transforma vida de pessoas. É, acima de tudo, celebrar uma forma de estar na vida, uma atitude perante o que poderíamos dizer “o que andamos a fazer no mundo”. Digamos que a festa é mais bela se nos centrarmos mais no que nós fazemos com o que B.-P. nos deixou.

Normalmente, temos a tentação de colocar as pessoas de quem gostamos num pedestal de perfeição e imortalidade. O próprio B.-P. diria que é um erro! B.-P. foi, ainda hoje é, um homem muito controverso, que foi um herói da guerra mas criou um movimento de Paz – a quem o Nobel da Paz não foi dado por mera injustiça histórica –, que tinha uma visão do mundo e da juventude que muitas vezes chocava com o conformismo generalizado, ou que analisado aos olhos de hoje pode ser interpretado de maneira desproporcionada. B.-P. foi um inconformista e é desse inconformismo que nasce um Movimento – não uma organização – que ainda hoje cresce e se espalha.

Celebramos hoje – de maneira muito particular nos núcleos e nos agrupamentos da Região de Coimbra (nalguns com a homenagem maior, as Promessas e Investiduras) – a vida de um homem que não teve qualquer pudor em, na última mensagem que dirigiu aos escuteiros, assumir que passou “uma vida felicíssima”.

Um homem que até na hora da morte, num momento de grande sabedoria prática, deixa um desafio simples:“Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes”. Porque uma vida baseada na ideia de que “o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros” só pode ser uma vida de alegria e paz interior, uma vida em que sentimos a felicidade de perceber que somos o Sal da Terra.

Procuremos hoje recordar-nos de todos os chefes, guias e escuteiros que cantaram ao nosso lado nos fogos de conselho, que acamparam ao nosso lado e que por algum motivo já não o podem fazer. E saibamos homenagear condignamente “o homem que nos tocou bem lá no fundo”.

Boa Caça e Boa Pesca

Lobo Irmão
 





 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

[1811.] São três coisas diferentes? Olhar, Ver e Reparar?

 
28 DE JANEIRO DE 2014
Três dias depois da 'Conversão de São Paulo'
 
Irmãos Caríssimos,
 
Saulo de Tarso fazia a estrada de Damasco quando foi "envolvido" (a palavra é a litúrgica) por uma luz intensa que o deixou cego. Encadeado ouviu uma pergunta: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?». Naturalmente sem conseguir ver seja o que for, respondeu com a pergunta natural: «Quem és tu?».
Os companheiros levaram Saulo até ao final da viagem, a Damasco, e o cego ficou três dias sem vista e sem comer nem beber. 
Foi Ananias de Damasco que, a mando de Jesus, foi à procura de Saulo e o batizou. Estava convertido.
 
A conversão de Saulo não foi imediata. Demorou três dias até perceber que teria de mudar. Três dias em escuridão, em abstinência total de comida e bebida, naturalmente em sofrimento. Crescer doi. Há dores musculares e há dores de transformação que ensinam e, usando uma linguagem bíblica, convertem.
Jesus fez uma pergunta simples a Saulo de Tarso: «Porque me persegues?». Fiz-te alguma coisa? Há alguma coisa em mim que te motive a procurar destruir e magoar os que me são fieis? Incomodam-te assim tanto? Ameaçam-te de alguma maneira? Saulo não compreendeu imediatamente, porque se isso tivesse acontecido, possivelmente teria percebido que o castigo da cegueira valeria a pena uma resposta imediata. Não compreendeu, não respondeu e continuou cego.
Mas será que Saulo ficou cego com a luz que o envolveu? Ou pura e simplesmente deixou de ver... porque cego sempre esteve...
 
E nós? Será que já deixámos de estar cegos?
 
José Saramago, na contracapa do seu livro 'Ensaio sobre a Cegueira' tem uma daquelas frases lapidares que ele próprio inventava, mas que citava de forma a parecer uma erudição maior. Aquela ideia de que se dermos a entender que o dizer é antigo, milenar, ele ganha sabedoria e fortalece-se.
 
«Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara.»
 
São três coisas diferentes? Olhar, Ver e Reparar?
Serão três coisas diferentes? Acreditar, Ser e Ser Testemunho?
 
 

sábado, 4 de janeiro de 2014

[1782.] Ao serviço de um CNE que serve.

Ontem à noite, já de madrugada, percebi que foi homologada a minha aprovação no Curso de Animador de Formação, ou seja, sou formador (encartado) do Corpo Nacional de Escutas.
 
Em outubro de 2008, quando estava como coordenador da Equipa Nacional de Pioneiros e Marinheiros, tive oportunidade de me inscrever no Curso de 2009. Infelizmente, não tive hipótese de o frequentar, devido a um acidente no percurso até Vila Nova de Milfontes. 
 
Em fevereiro de 2012, sabendo que ia abrir novo curso nesse ano, pedi à Junta Regional de Coimbra que me inscrevesse no CAF. Depois de me fazerem esperar sete meses por uma resposta, no dia seguinte ao fim do prazo, consegui que me dissessem que "não iam aprovar o meu nome, nem o inscrever, mas que não se opunham a que eu fizesse, pessoalmente, a inscrição", que eles sabiam que só poderia ser feita através das juntas regionais.
Felizmente, o número de desistências no curso e a boa-vontade fez com que os serviços centrais aceitassem a minha inscrição unilateral.
 
Fiz o curso, em Fátima, com algum sacrifício, confesso, mas com muito prazer.
 
Terminada a fase de frequência, fiz o estágio (em dois CIP de Coimbra e num CAP de Évora - agradeço ao Neca, ao Vitor Fernandes e à Dina Jeremias pela oportunidade) e na hora de entregar os trabalhos finais, o excesso de trabalho, a mudança de emprego e algum desalento fizeram perigar o sucesso da demanda. Estive a um passo de desistir e de dizer - mais uma vez - fica para a próxima, morrendo na praia.
 
O apoio da minha equipa na Junta Regional de Coimbra, e em do Paulo Valdez, o incentivo, e aquela espécie de desafio pelo canto do olho fizeram-me dar mais um fôlego e avançar. Hoje está homologado.
 
É minha convicção de que ainda tenho muito que aprender, ainda tenho muito que me desenvolver, mas sinto que o papel de formador de dirigentes é, neste momento, o Serviço que o CNE precisa de mim.
 
Sou escuteiro do CNE desde há 22 anos. Trabalho com os miúdos, na animação das unidades desde 1999 e sou dirigente do CNE há quase 10 anos. Desde essa altura, 2004, que para além do agrupamento, trabalhei no Núcleo (2006) na Região (2005), especialmente na organização de atividades de maior dimensão, nomeadamente no Acampamento Nacional de 2007. De 2008 a 2010 trabalhei nas equipas nacionais e fiz parte da equipa que desenhou e implementou o novo Programa Educativo do CNE. Depois dessa altura, especializei-me mais na coordenação de equipas pedagógicas de dirigentes para a animação de atividades do Núcleo (2006-2012) e, agora desde junho de 2013, das Equipa Pedagógica Regional.
 
Acredito que, não deixando o trabalho no meu agrupamento, prosseguindo as responsabilidades para as quais fui recentemente investido, o meu esforço e o meu serviço deve ir ao encontro do apoio à formação dos adultos, numa fase em que é implementado um novo sistema de formação, numa fase em que se sente que o próprio CNE carece de uma renovação na prática associativa. Sinto que o meu serviço, agora, pede para me disponibilizar para esta nova dimensão. Acho que é este o Serviço que o CNE precisa que eu faça.
 
Obrigado a todos os que me apoiaram e me deram animo e alento, especialmente os escuteiros do meu agrupamento e as pessoas que integram as minhas inúmeras equipas.