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domingo, 22 de fevereiro de 2015

[2000.] Dois mil posts

Dois mil posts. Um orgulho, ainda por cima no dia de hoje. O fio dos dias é um dos projectos mais bonitos em que pus as mãos. É egoísta, é certo, mas dá-me um gozo terrível. Uma sensação fantástica – apesar de muitas vezes ser constrangedora – a de saber que alguém leu, aqui, o que escrevi. Escrevo para mim. Escrevo porque gosto, mas também gosto de ser lido, de – como dizia o Padre Abílio – provocar em quem lê uma reacção. O Padre Abílio chamava-lhe 'Intervenção'.
Dois mil recados. Dois mil apontamentos. Dois mil desabafos. Duas mil maneiras de dizer Estou Aqui!.
Onanismo?
Talvez...

[1.] Porquê fazer um blogue?Poderia limitar-me a escrever em blogues de outros. Até poderia usar nicks mais ou menos encapuzado, mais ou menos mascarado... Há quem o faça!
Mas não. A ideia já surgiu há muito. Espero que possa servir de alguma coisa...
Um exercício de onanismo intelectual.
Provavelmente.
E se Verba volant scripta manent e se é certo que seremos sempre julgados pelo que dizemos... pior será quanto ao que escrevemos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

[1565.] Dia vencido... em solis dies

Entre as tarefas de empregado de mesa, de presidente dos Bombeiros, paginador de jornais, formador de Universidade Sénior, mestrando na faculdade, escuteiro com velhas (e esperemos que futuras) responsabilidades, marido, filho, irmão, tio e padrinho... não tem sobrado tempo para ser blogger...

Vai-se fazendo o gosto à língua (viperina?) de forma fugaz no Facebook... sem a possibilidade de discorrer mais alongadamente sobre o fio dos dias que nos mostra Carnavais cancelados e avaliados, Papa resignados, meteoritos irados, países cantadores de hinos inimigos, nações cansadas e mortais...

Não se perca a esperança... voltaremos sempre ao local onde somos felizes e a que chamamos casa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

[1549.] O fio dos dias

'O fio dos dias' completou seis anos no passado dia 2 de novembro de 2012. Ao longo destes dois anos teve quatro tipos diferentes de aparência e disposição e 12 layouts. Uns duraram mais do que outros, mas aqui estão todos, para memória futura.

Numa primeira fase, procurámos a ideia da árvore (e não a floresta) perdida e solitária na paisagem. Um elogio à individualidade da opinião, simbolizada na árvore fixa ao chão de um território.
 






Depois, procurámos evidenciar 'O fio dos dias', mais como uma página pessoal do que como um mero blogue. Foi nessa altura incluída a página 'biografia' - essencialmente para colocação de um currículo acessível em caso de necessidade - e linkagem a outros blogues - como o Eternas Efemérides (ainda sem postagens) e o Lobo Irmão (exclusivo da temática escutista). Como página pessoal procurámos colocar em destaque a pessoa do autor, e o moto: "Saber, Querer e Agir", três verbos de que gostamos muito, em detrimento do "Nada nos é indiferente" da primeira fase. 



  

Mais recentemente, já em 2012, tirámos a carantonha do autor do layout e procurámos regressar ao tom mais blogueiro e menos página pessoal. Manteve-se o nome do autor no layout. A primeira experiência não gostou muito bem, os amigos acharam o olhar do fauno demasiado diabólico. A segunda esteve apenas poucos dias, também muito criticado pelos fans do blogue. O terceiro, apesar das criticas da corda - que, dizem, parece ser do enforcado - ainda tem perdurado...


 

É possível que nas semanas voltemos às mudanças... Para onde? Não se sabe... Regressar às àrvores sioladas? É uma hipótese.

Agradeço sugestões.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

[1543.] Dia vencido - 6 de dezembro de 2012

Ter um blogue...

Um professor universitário, há uns dias, sugeria aos novos estudantes de jornalismo e comunicação social de uma escola superior de Coimbra (das muitas com estes cursos), que os alunos expressassem a sua opinião, mantivessem blogues actualizados onde pudessem, amplamente, divulgar os seus estados de alma.
O professor terá razão, certamente, no sentido da importância de os alunos conseguirem demonstrar, clara e inequivvocamente, que sabem escrever correctamente, que conseguem apresentar um raciocicio coerente e eficaz aos olhos do receptor de uma determinada mensagem. Não tenho a mesma certeza da razão do professor relativamente à questão da opinião amplamente divulgada...

Parece-me importante que o jornalista tenha uma visão do mundo, tenha cultura geral suficiente para ser versátil e eficaz no tratamento de mensagens que podem, num mesmo dia, ir da astronomia, à política, passando pela religião ou pela medicina ou futebol... Mas daí a apresentar a sua opinião não como transmissor, mas como emissor de ideias pessoais parece-me arriscado. Ao jornalista exige-se que seja imparcial, que consiga transmitir uma informação sem se perceber, claramente, se discorda ou concorda com o conteúdo, ou se gosta ou não gosta do emissor.

Ter um blogue, nesse sentido, é perigoso. Falo, naturalmente, por experiência própria, apesar de quando assumi as funções de direção do Jornal da Mealhada ter assumida uma identidade politica e ideologicamente conhecida pela comunidade. Muitas vezes limitei a minha opinião aqui n' o fio dos dias para que na minha função profissional não fossem deturpadas as informações sobre um determinado tema.

Agora mais liberto destes algozes e auto-censuras, talvez o fio dos dias ganhe alguma vitalidade e não seja, apenas, um repositório.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

[1282.] No Penacova Actual

Pedro Viseu - diligente e activo blogger penacovense, também ele um pioneiro no desenvolvimento da blogosfera regional como meio privilegiado de informação -, administrador do PENACOVA ACTUAL, convidou-me a escrever opinião no seu blogue.

E eu, lisonjeado, aceitei!
Vamos lá ver se estarei à altura!



terça-feira, 2 de novembro de 2010

[1197.] Hoje

*
Hoje, o fio dos dias faz 4 anos!
+
E transforma-se de um blogue numa página pessoal. Nada muda. Apenas o aspecto, e a possibilidade de mais informações serem divulgadas, sem porem em causa o 'blogging'.
Foram quatro anos muito interessantes, com um feedback espectacular. Espero que a mudança não desiluda os fãs.
Na prática, agora como dantes, «Nada nos é indiferente!»
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domingo, 8 de agosto de 2010

[1121.] Visto isto

«Chaque jour nous laissons une partie de nous-mêmes en chemin»*

*Em cada dia, deixamos uma parte de nós mesmos no/pelo caminho

Tradução livre

Numa peregrinação ao 'templo', desta vez em domingo abafado e triste, esbarrei com a reedição dos dois primeiros volumes dos 'Diários' de Miguel Torga - I a IV volume e V a VIII volume. Prenda que a Dom Quixote decidiu proporcionar aos aficionados do médico da Portagem com novas capas - um de amarelo e outro de verde - desde Julho de 2010.

Já li 'Bichos', passei olhos pelos 'Contos da Montanha' (não recordo se os Novos se os "velhos") e já me ri com 'O Senhor Ventura'. Nunca li os 'Diário's, confesso.

(Mais uma linha para a lista do contributo dos que não sabem o que me oferecer pelas Festas...)

Mas fiquei sorridente com a frase de Henri-Frederic Amiel (1821-1881) que serve de epígrafe a ambos os volumes dos 'Diário's de Torga. Ao lê-la achei que tinha de a pôr n'o fio dos dias. Saquei do telemóvel, fotografei-a (e que boa trampa ficou).