Mostrar mensagens com a etiqueta História Pessoal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História Pessoal. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

[2127.] Dez anos depois

Entre estas duas fotografias há dez anos de diferença. A primeira foi tirada em setembro de 2005, na EPVL, quando a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, visitou a escola para dar inicio ao novo ano lectivo. E a segunda foi tirada em 4 de julho de 2015, na cerimónia do 24.º aniversário da escola que foi também de homenagem ao Eng.º João Pega.

Na primeira fotografia, João Pega era diretor da EPVL e eu diretor do Jornal da Mealhada. Na segunda, eu sou diretor da EPVL e João Pega o homenageado...

Na primeira foto nota-se, pelos sorrisos, a cumplicidade que desde uns anos antes havia entre nós. Na segunda foto é notória, pela atenção e pelos olhares que essa cumplicidade persiste, dez anos depois.

Quando, em Dezembro de 2004, César Borges Carvalheira - presidente da gerência do Jornal da Mealhada, Lda, numa equipa constituída, ainda, por Abílio Duarte Simões e Hélder Xabregas - me convidou para ser diretor do Jornal da Mealhada, a minha relação com João Pega era afável, embora pouco próxima. Eu conhecia-o, não fosse ele uma figura pública da urbe e filho de um mestre-avô que eu tive quando era muito jovem, o professor Armindo Pega. Tinha sido meu treinador de basquetebol - ou tentado ser, porque sempre fui uma nódoa desportiva - e num momento de maior aflição tinha-me dado umas explicações pontuais de Matemática, na preparação de um ou outro exame ou prova nacional.
À medida que o tempo foi passado, e que fui assumindo a liderança diária do projecto Jornal da Mealhada, fui tendo um maior contacto com o diretor-geral da EPVL e as nossas conversas foram-se tornando mais intensas, mais demoradas, mais frutíferas. Desde o primeiro contacto na pele dessas minhas funções jornalísticas com João Pega, ele me mostrou o seu apoio, me demonstrou o seu carinho e a sua colaboração. Não é mentira que o Eng.º Pega seja um fervoroso fã dos jovens e da juventude.

Alguns meses depois, João Pega tornou-se presidente da gerência da Jornal da Mealhada, Lda e reconduziu-me no cargo de diretor, numa fase particularmente dificil que atravessou a morte do Padre Abílio Duarte Simões. A partir daí as nossas relações aumentaram de proximidade e tornámo-nos, mesmo, muito próximos. E sempre solidários um com o outro nos momentos mais complicados e complexos.

Em Outubro de 2013 quando fui convidado para lhe suceder na direcção-geral da EPVL fui falar com ele antes de aceitar. E conseguimos fazer uma sucessão que, eu pelo menos assim o considero, fez história e seria interessante que fizesse escola na forma como a sucessão de um grande organização pode e deve ser feita.

Continuamos a ser confidentes um do outro, apesar de entre nós haver uma diferença de idade de 41 anos.



domingo, 12 de julho de 2015

[2135.] 40 anos de independência de São Tomé e Príncipe


Esta foto foi tirada na Praça da Independência, na ilha de São Tomé, em Agosto de 2008. Nesta altura apaixonei-me por aquele país e tem, desde aí um lugar especial no meu coração. Hoje, que o país faz anos, 40 anos de independência, fica o meu abraço fraterno aos meus amigos santomenses. 











sábado, 11 de julho de 2015

[2133.] Saudades de ser jornalista...


Há dias em que tenho saudades de ser jornalista. Não que goste mais do jornalismo do que daquilo que faço hoje. Mas lembro-me com saudade da adrenalina, da dificuldade de tomar decisões difíceis, sabendo que aquele título se for assim escrito vai chatear estes, mas de não for escrito assim vai chatear os outros todos. Saudades de saber as noticias em primeira mão, de ter acesso aos pontos de vista pela boca do protagonismo, de poder saber sem precisar de uma desculpa para perguntar, de conhecer o Lado B e o Lado C de uma mesma história.
E saudades de olhar para a página impressa com orgulho. Saudades de imaginar os leitores em casa à quarta-feira a noite a folhearem o jornal em casa, no sofá. Ou dos politicos irritados ao fim da manhã a chamarem-me nomes. E até dos telefonemas de quarta-feira ao almoço a ouvir raspanetes, ralhetes e até ameaças.

Confesso que tenho saudades.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

[2124.] Legado e Serviço

Perpassam hoje três anos sobre o dia em que, em família, os Castela - Canilho, reabrimos o Restaurante Hilário, fundado pelo meu avô materno e em funcionamento desde o dia 1 de janeiro de 1973.
A decisão foi amplamente maturada e tomada em consciência, num momento decisivo das nossas vidas colectivas e pessoais. Ao longo destes três anos muita coisa tem acontecido, com avanços e recuos, com conquistas e perdas, mas sempre em unidade, sempre com um sentido de família muito forte, de conjunto, de legado e de serviço.

Parabéns à mãe Isabelinha, ao pai Zé Augusto e ao irmão Diogo.



terça-feira, 23 de junho de 2015

[2111.] "Nós não precisamos de Educação".


Another Brick In The Wall
Pink Floyd
1979

Há dias difíceis para um director de uma escola. 
Há dias em que o desânimo se instala por causa de um ou dois casos perdidos, que estupidamente os casos de sucesso não conseguem superar. Há dias em que os tijolos não são todos iguais e são os mais imperfeitos e frágeis que absorvem a nossa preocupação. Talvez porque tenhamos medo que a parede possa ruir, talvez porque há esta porcaria desta mania da "mãe que ama mais o filho que mais mal lhe faz!"

Esta música tem a minha idade. Aliás, temos ambos a mesma idade. É um hino da escola que não queremos, da escola que evitamos, da escola que condenamos. 
Mas há dias de desânimo... 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

[2119.] Privilegiado

Sou, efectivamente, um privilegiado. Tive e tenho, ainda, a grande sorte de poder conviver com pessoas extraordinárias, eu arriscaria mesmo a, com pouca humildade, gabar-me de, de certa maneira, ter acesso às pessoas mais interessante do meu tempo da comunidade onde me insiro.
Foi assim no passado, é assim hoje.

Hoje o meu fim da tarde foi passado a tomar um delicioso e requintado chá, com uma senhora interessantíssima a conversar sobre História e sobre o futuro com História na nossa região. Deambulámos desde os bordados de Castelo Branco até à Maçonaria no concelho da Mealhada, passando pelos judeus sefarditas de Medelim, da raia e da city londrina. 

Foi uma delícia e um privilégio. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

[2105.] 'Terra Viva' no FESTAME 2015


No dia 10 de junho de 2015, como diretor da EPVL - entidade detentora da PADARIA DA ESCOLA - falei no programa "Terra Viva" que a Rádio Província promoveu na edição de 2015 do FESTAME.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

[2093.] O discípulo e os Mestres


Esta foto foi tirada no dia em que se realizou, na Quinta dos Três Pinheiros, em 1996, o I Encontro Regional da Educação, promovido pela Escola Secundária da Mealhada. Na altura eu era presidente da associação de estudantes e fazia parte da equipa de organização. À entrada, antes do inicio da sessão, encontrámo-nos e lá nos fotografaram. Já eramos bons amigos e eu já tinha aprendido muito com eles, mas ainda faltava muito. Ainda havia muito, mas mesmo muito a aprender!

[2092.] No ano em que fomos felizes

Escola Secundária da Mealhada
Escolíadas 1996


Imagem da claque


Prova de teatro
  
 
Prova de teatro

Prova de teatro

Prova da claque

Prova de música

Prova de teatro

Imagem da equipa na cerimónia de entrega de prémios.

_______________________________________________________________

[2091.] Dois esqueletos, um ao outro unido / Foram achados num sepulcro só


Escola Secundária da Mealhada
Escolíadas 1995

Prova de Teatro
"O Noivado do Sepulcro", de Soares dos Passos.

[2089.] (Finalmente) Ganhámos as Escolíadas!


Foi com grande satisfação que soube que a Escola Secundária da Mealhada ganhou a finalíssima das Escolíadas 2015, a 26.ª edição do concurso criado por Claude Pires, em 1990. Muitos nunca acreditaram que isso algum dia fosse possível. Mas foi, e quem o conquistou merece o nosso reconhecimento, o nosso elogio e a nossa satisfação. Parabéns, muitos parabéns!
Mais do que uma vitória, vocês honraram 26 anos de grande esforço. 

A Escola Secundária da Mealhada é provavelmente, a única escola que, ininterruptamente, participou no Concurso  a escola com maior número de participações nas Escolíadas, 25 em 26 edições. Em 1996 conseguimos ir à Final (num tempo em que havia apenas um pólo e tudo acontecia nos Três Pinheiros), ficámos em segundo lugar... perdemos para a Marques Castilho, de Águeda. Sei que mais recentemente, talvez no inicio dos anos 2000, voltámos a ir à final... mas nunca tinhamos E ganhámos o caneco uma vez. Desta vez ganhámos a final do pólo de Aveiro e a Finalíssima. Foi bonito.

Em 1995 participei, pela primeira vez, na Equipa da Escola Secundária da Mealhada, na prova de Teatro. Representámos o "O Noivado do Sepulcro", de Soares dos Passos. Eu representei o noivo. Não ganhámos nem sequer a sessão, quanto mais aspirar a ir à final.

No ano seguinte, em 1996, eu era presidente da ASSESSEC - Associação de Estudantes da escola e na minha equipa tinha a malta dividida. Tinha membros dos corpos sociais da associação que achavam que a Mealhada nunca ganharia o concurso, porque sendo daqui, não interessava à organização que ganhasse. Tinha outros que achavam que valia a pena tentar. Salomonicamente decidimos fazer um referendo junto de todos os alunos da escola. Fez-se campanha pelo Não e pelo Sim. 
Ganhou o Sim, o vamos a isso!

Nesse ano conseguimos o que nunca havia sido possível fazer. As pessoas uniram-se, criou-se espírito de corpo e conseguimos ganhar a sessão e ir à final.
Liderei a equipa de organização - com ajuda de toda a gente, até dos professores que nessa altura estavam muito arredados destas lides - e integrei a equipa de teatro. Representámos uma peça chamada "A Teia". Eu fazia de pai do Nuno Cruz e foi nessa altura que deixei crescer a barba... para parecer mais velho (está nos primeiros seis segundos do video que está em baixo). Contracenavam connosco o Pedro Duarte, o Jorge Sousa, a Patrícia Grilo, entre outros.
Perdemos a final, mas eu ganhei uma namorada...
Foi bonito...

Em 1997, com a saída de uma grande equipa que entretanto tinha ido para a Universidade, as coisas esmoreceram em termos de dinâmica da escola. No entanto, acho que apresentámos uma das mais espantosas e espectaculares peças que eu vi nas Escolíadas. Uma peça do professor João de Oliveira, na altura professor da escola que escreveu um texto brilhante, baseado no Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros. Era o "Manifesto Anti-Tchancas" e uma fina critica ao sistema educativo português vigente nesse tempo da "Geração Rasca". Excertos da peça estão neste video. Nessa altura, eu já de pera, subia ao palco com o Sérgio Semedo, o Miguel Ângelo Cruz e o Rafaele Mannarino.  

Ver a Escola Secundária da Mealhada ganhar na sexta-feira foi sentir que foi feita justiça. 26 anos depois. Naquela que pode ter sido a última sessão das Escolíadas, apesar de eu achar que não vai ser, que vai sempre ser encontrado um caminho. Tenho essa esperança.

Continuo a acreditar que o projecto Escolíadas é talvez a única hipótese viável e honesta de democratizar a cultura e a experiência artística na formação integral dos jovens da região Centro de Portugal. Foi a primeira vez que subi a um palco com uma casa cheia, e ser avaliado, que organizei e liderei uma equipa com vista a um objectivo comum e central.
As Escolíadas são parte de mim e do meu passado.  

[Informação actualizada em 03JUN às 15h14m] 
    

[Em 2007, numa Gala de Entrega de Prémios, no Cineteatro Messias, Claude Pires teve a amabilidade de me obsequiar com a produção e divulgação deste vídeo. 
Eu sinto-me Geração Escolíadas]

terça-feira, 12 de maio de 2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

[2075.] 12 de maio de 1998





Praça da República, 12 de maio de 1998.
O meu primeiro cortejo da Queimas das Fitas.
Como sempre, esperavam-me em frente à Casa da Madeira, na Praça da República. Dá para ver a cara de felicidades deles. Não dá?



sábado, 25 de abril de 2015

[2058.] O esposo que pede ao amigo que consuma o seu próprio casamento?

Muito se tem dito e escrito sobre o programa "Uma Década para Portugal", o documento que António Costa encomendou a um conjunto de especialistas, e que, ao que tudo indica, será a base do programa que o Partido Socialista vai apresentar nas Legislativas de Outubro deste ano.
E aconteceu imediatamente o que acontece quando um líder político pede a alguém para lhe arranjar ideias para si próprio. Há, naturalmente, medidas que não serão tão populares como o líder gostaria e ele, naturalmente, vê-se obrigado a criar um caminho de fuga: "Isto não é uma Bíblia"... Compreende-se.

Tive uma militância partidária muito activa durante pouco mais de seis anos. Seis anos loucos de muita dedicação, de verdadeira militância, séria e completa. Tornei-me uma daquelas pessoas a quem eram dadas responsabilidades em Gabinetes de Estudos - participei em estruturas destas em todos os níveis, local, distrital e nacional - e nesse sentido foram-me pedidos contributos e redacção de programas políticos autárquicos e legislativos, de discursos para várias pessoas diferentes (candidatos a diferentes responsabilidades, claro está) e até alguns diplomas legais (projectos de lei).

Esses programas políticos - e de maneira muito notória os autárquicos - serviram apenas para que os candidatos dissessem ao eleitorado que tinham ideias. Acredito que a maior parte deles nem nunca os leram, nunca os defenderam em debates ou entrevistas. E seguramente, uma vez eleitos, nunca se esforçaram por aplicá-los.

Mas compreende-se: Não eram as suas ideias (alguns não as têm nem nunca tiveram), eram as ideias de alguém a quem eles tinham pedido que redigissem algo que funcionasse como pressuposto de coerência política. O que se constituía, imediatamente, como uma enorme incoerência. Mal comparado é como o esposo que pede a outro que consuma o seu próprio casamento...

A partir de determinada altura deixei-me de fazer esses trabalhos. Lá ajudei mais um ou outro depois disso, mas passei a adoptar a máxima de que sempre que vejo um político a apresentar programas políticos escritos por outras pessoas digo para mim que lá estão escrevedores a fazer o papel que não é deles. E lá estão políticos a querer fazer bonito, mas a enganar as pessoas. 

Meditava o Duque de Gandia, no poema de Sophia, que "nunca mais servirei senhor que possa morrer". Medito eu, de algum tempo para cá, que nunca mais votarei em político que peça a outros o seu próprio programa. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

[2050.] Dia vencido – 09ABR2015

α
VONTADE
– Eu já vi grandes construções da Humanidade. Já vi com os meus olhos o que durante milénios a vontade humana é capaz de construir. Confesso, no entanto, que nunca tinha visto nada tão intenso como o Bairro do Mumemo, no distrito de Marracuene, em Moçambique. A obra da Irmã Susana Custódio Marques.
Uma mulher, hoje uma senhora doente, construiu uma cidade nova para onde transferiu 1777 famílias, que inicialmente até nem queriam sair do Chamanculo. Mas conseguiu. A história está descrita neste pequeno texto. Uma pequena descrição que é nada quando se vê as pessoas a circular no Bairro, a usarem o Centro de Saúde, a comprarem o pão na Padaria e o irem vender no Maputo. Um texto que deve impressionar e fazer calar todos aqueles que se queixam de tudo e que tudo arranjam para justificar o nada que fazem.
Esta foto foi tirada em Maio de 2014, na casa da Irmã Susana, no Mumemo, naturalmente, com o Rosário Elias, um jovem seu protegido e que foi aluno da EPVL (de 2010 a 2013) e o professor Luís Lima, da EPVL. O Elias é um jovem extraordinário, também ele uma vitima das cheias, um orfão do norte de Moçambique que depois de ter conseguido reunir os irmãos todos, de ter o seu curso na EPVL e de ser professor na Escola Profissional do Mumemo, está a fazer a sua casa, no Bairro, e a precisar do nosso apoio financeiro.

β
SAUDADES
– Hoje tropecei neste texto, quando procurava a fotografia que o ilustra. Um texto que me fez lembrar as saudades que tenho do Professor Alberto Melo. E do medo que tenho de me esquecer dele e do tanto que me ensinou. Não me posso esquecer dele. Não quero esquecer-me dele!
«A primeira ligação entre nós surgiu, naturalmente, pela militância. Pela militância partidária em que representávamos os extremos geracionais mas a mesma convicção no ideal, o mesmo desejo de transformação, a mesma intransigência nos principios. Mas também a militância católica. O acreditar convictamente e sem medo das censuras.A partir daí, estabelecido um primeiro laço, outros se criaram. O amor a África - ao Luso, no distrito do Moxico, em Angola, onde foi delegado escolar e professor de Portugalidade. O amor a Portugal, e a memória de tempos de militância na União Nacional e a Aliança Nacional Popular como quadro dirigente - desconfio que por causa disso, em democracia nunca aceitou ser candidato a coisa nenhuma no concelho da Mealhada... pudor? Fora chegou a ser eleito deputado da Nação. O amor à familia e a devoção que tinha à esposa, a Dona Vera Melo. O amor que tinha à sua comunidade e a dedicação que entregou à direcção da casa do Povo da Vacariça.»
γ
MISSÃO
– Falo de mais do Papa Francisco. Já é um exagero. Pareço um daqueles doidinhos fanáticos! Mas a verdade é que o Homem estimula-me, interpela-me. Agora é o que disse aos Escuteiros italianos no sábado de Aleuia, por ocasião dos 60 anos da fundação da associação católica dos escuteiros italianos. E como é possível ignorar estas palavras:
«São três as vias para os escuteiros realizarem sua missão:
- Fazer caminho na família,
- Junto à criação
- E na cidade,
sempre testemunhando o amor de Jesus».

domingo, 29 de março de 2015

[2035.] Dia vencido – 29MAR2015

α
'ZÉ ÁGUSTO'
– O Pai (José), Augusto (o Magnânimo), fez anos hoje. Cinquenta e sete. Reunido o clã à sua volta. Com as primas ao telefone (infelizmente péssimas notícias do outro lado do bocal), estava como é, imperador, imperando.

A sua vontade é ordem, mesmo quando com ela não se pode concordar. Levanta a voz e eu calo-me, não consigo. Fala duro e eu perco o pio. Sempre assim.
É bom o meu pai. É humano. Tem falhas. Elogia nas minhas costas. Critica olhos nos olhos. E preocupa-se muito comigo. Faz a mesma pergunta dez vezes. Às vezes pensa-se que é surdo. Mas quer é ouvir o quer. E preocupa-se, preocupa-se muito comigo. Às vezes nem dorme. E insiste. Sei que gosta de mim. Quase tanto como eu gosto dele. Mas ele não é capaz de me o dizer. E eu prefiro sempre ser como ele e escrevê-lo num blogue que sei que ele não lê. Se alguém lho mostrar vou fingir e esconder-me. E se ele quiser falar sobre isso vou fugir. Somos os três iguais: Eu, ele e o pai dele.

sexta-feira, 27 de março de 2015

[2034.] Dia vencido – 26MAR2015


Caríssimos amigos,
Muito obrigado a todos (quase 500) que ontem me dedicaram um bocadinho das vossas vidas com votos de Feliz aniversário. Ontem (26MAR) foi um dia especial, confesso! Dei um passo de gigante na prossecução de um grande sonho da minha vida, e pude desfrutar de momentos de partilha, carinho e amizade com algumas das pessoas que me são mais próximas.
Destaco a pergunta do meu afilhado Miguel, que me questionou se eu fazia 3 anos (todas as festas de aniversário dos coleguinhas do infantário são de 3 anos). Respondi-lhe que fazia 12 vezes 3 anos, mas ainda é cedo para tanta matemática. Quando o pai chegou a casa contou-lhe que o MiNuno fazia hoje muuuuuuuuuuitos anos! (tenho a certeza de que esbugalhou os olhos para dizer "muitos", como faz sempre).
E a minha sobrinha Carolina que me "fez" o bolo de aniversário, com duas camadas de recheio de doce de ovos e uma cobertura com chantilly e morangos. Estava, efectivamente, delicioso!
Obrigado a todos, por todas as mensagens e por todo o carinho!