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quarta-feira, 19 de março de 2014

[1859.] Dia do (meu) Pai

 
Comemorar o Dia do Pai no dia de São José só pode querer dizer que "Pai não é quem faz... é quem educa!"... Não resisto a, com todo respeito, e sem qualquer intenção herética e/ou pecaminosa, sublinhar as parecenças entre o José de Nazaré e o Anfitrião, marido de Alcmena, mãe de Hércules... mas enfim. Fica o testemunho de ambos.
 
Eu e o meu pai somos os dois 'Carneiro' de signo, eu faço anos a 26 de março e ele faz três dias depois. O mesmo é dizer que temos o mesmo feitiozinho prepotente e mandão de quem pensa que é o macho alfa num redil onde só pode haver um... e não dois (ou no caso três, que o meu irmão também é da mesma raça). Ao longo de muitos anos a relação com o meu pai foi sempre de choque frontal. Eu perdia sempre, porque bastava ele levantar a voz para eu me desfazer em lágrimas... mas enfim...
 
Hoje, eu ainda não sou pai e ele ainda não é avô... mas apesar das semelhanças amadurecemos e estamos mais próximos (frutos da vida). E talvez me seja mais fácil dizer isto aqui do que dizer-lhe cara a cara... Gosto de ti, apesar desse nosso feitiozinho... lixado!
 

sábado, 23 de abril de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

[1266.] Notas hagiológicas

No sábado da semana passada, dia 15 de janeiro, foi dia de Santo Amaro, e no dia seguinte foi preciso ir 'bater foto' à Romaria na capela privada da propriedade (já decrépita) dos Valdoeiro, junto do Travasso.

Cinco dias depois, na quinta-feira, 20 de janeiro, foi dia de São Sebastião. O Mártir que os homens portugueses tanto veneram e que na Mealhada já tem capela a si dedicada há mais de trezentos anos. Antes de ontem, domingo, apoiámos a Irmandade na saída à rua de uma procissão que vai tendo muito fieis, mas que a Mealhada já não saúda. Depois de recuperada a capela seiscentista do mártir no casco velho da Mealhada, a irmandade comprou um rancho de santas que gosta de levar à rua... Faltam, no entanto, os mártires da boa vontade para as carregar aos ombros pelo percurso mais comprido da freguesia. Cumpriu-se, novamente, a tradição, num dia solarengo - mesmo que frio.

No sábado, dia 22, foi dia de São Vicente, o padroeiro da Vacariça - a nossa Guimarães. Ainda não foi este ano que por lá passei, para apreciar o culto ancestral, que remonta a tantos séculos... também ninguém se ofereceu para pagar um copo... Quem sabe para o ano.

Já ontem, segunda-feira, foi dia de São Francisco de Sales, o padroeiro dos escritores e dos jornalistas, e o patrono da família salesiana. O trabalho não foi aliviado na solenidade do padroeiro e só as boas noticias fizeram aliviar o atraso que 'o comboio' leva noite dentro.

Hoje é dia da Conversão de São Paulo, o apóstolo de Cristo que passou de perseguidor a perseguido e é o padroeiro dos caminheiros do CNE. Uma data que traz grandes memórias em memória de Paulo de Tarso, é certo, e de muitas coisas bonitas que em seu nome se fizeram na região de Coimbra do CNE. Dias de São Paulo que eram festas de convivio e, acima de tudo, de conversão profunda! Conversão depois de encontrada a resposta porque fora colocada a dúvida. Conversão depois de uma luz que cegava pelo óbvio e pelo simples. Conversão a um Amor verdadeiro e completo de nos encontrarmos no coração dos outros!
E uma pergunta: "Porque é que me fazes isto?"
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domingo, 15 de agosto de 2010

[1132.] Hoje... é Feriado

Hoje é 15 de Agosto. É Feriado Nacional. Há muita gente que acha que é feriado porque o Governo se lembrou de dar mais um dia de férias a quem goza o descanso estival na primeira quinzena de Agosto. Mas não é assim. 15 de Agosto é mais um dos feriados religiosos que os jacobinos portugueses nunca quiseram deixar cair… porque até pode dar grande jeito!
15 de Agosto é dia da “Assunção de Nossa Senhora” – Maria –, mãe de Jesus Cristo. Assinala a solenidade religiosa da subida aos céus de Maria – Virgem Maria, Santa Maria ou Nossa Senhora – no final da sua vida terrena. Para os católicos a Mãe de Jesus – tal como o seu filho – não morreu. Em determinada altura, já com provecta idade, submetida a um fenómeno de ‘dormição’ (adormecimento), Maria foi elevada aos céus – não só em alma, como em corpo. A questão é dogma de fé – indiscutível, portanto – instituído pelo Papa Pio XII, em 1 de Novembro de 1950, na sua Constituição Apostólica Munificentissimus Deus.
O assunto é interessante, independentemente da opinião que se possa ter a este respeito, porque a vida e a “morte” de Maria é – assim como no caso de Jesus – ‘mexe’ com a própria divindade de duas personalidades que, historicamente existiram entre os homens. No entanto, este é, por outro lado, um dogma relativamente recente, o que não deixa de ser surpreendente.
A questão no entanto é teológica – e sobre isso pouco posso opinar – que é o facto de a duas personalidades divinas, não assistir a perenidade ou a faculdade da morte. Maria e Jesus – ambos concebidos sem o ‘pecado original’, segundo o dogma da Conceição – não terão a faculdade humana (terrena e resultante desse mesmo ‘pecado’) de morrer.
Mas voltemos ao que me foi possível investigar a este respeito. Repito que me limito a expor o assunto, procurando ser exacto, sem analisar criticamente ou expor eventuais pontos de vista.
Como ponto prévio, repare-se que enquanto Jesus “ascendeu aos céus” – na solenidade da Ascensão, no 44.º dia depois da Páscoa – com Maria houve a “assunção”. Jesus subiu aos céus por seu próprio poder, Maria foi subida, subiu por intermédio de Deus.
A Assunção de Maria aos céus não se encontra explicitamente nas Sagradas Escrituras. Apesar de os especialistas considerarem que está implícita. De qualquer forma, trata-se de uma ideia que terá tido transmissão escrita e oral ao longo de toda a história da Igreja, até ao estabelecimento do dogma católico em 1950.
Repare-se, também, que a Assunção de Maria é dogma católico. Outras igrejas cristãs têm entendimento diferente sobre a morte da mãe de Jesus. Os protestantes acreditam que a Maria, apesar de ter sido o Tabernáculo vivo da divindade, deve ter conhecido “a podridão do túmulo, a voracidade dos evermos, o esquecimento da morte, o aniquilamento de sua pessoa”. Os cristãos ortodoxos assinalam a solenidade da “dormição” – uma morte suave, adormecimento – de Maria e a deposição do seu corpo no Getsemani, o Jardim das Oliveiras, em Jerusalém.
Na ocasião de Pentecostes, Maria tinha, mais ou menos, 47 anos de idade. Depois desse facto, terá permanecido mais 25 anos na terra, “para educar e formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora ela educara, protegera, e dirigira a infância do Filho de Deus”.
A opinião mais comum atesta que a “carreira mortal” de Maria terá terminado aos 72 anos, conforme a opinião mais comum.
São Dionísio Aeropagita, discípulo de São Paulo e primeiro Bispo de Paris, que terá assistido, juntamente com vários apóstolos e discípulos, garante – na sua narração do facto – que a morte de Maria foi suave, como num adormecimento. A narrativa atesta, ainda “que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém, na noite que precedera o desenlace” de Maria.
São João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que “os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada de seu corpo”.
Numa descrição muito parecida com a da narrativa da notícia da Ressurreição de Jesus, reza a história que São Tomé não terá estado em Jerusalém nesse dia. Terá chegado três dias depois. O Apóstolo Tomé terá pedido, então, para ver o corpo morto de Maria. Aberto o túmulo, retirada a pedra, o corpo já lá não estava. “Do túmulo exalava um perfume de suavidade celestial!”. Como Jesus, Maria ressuscitara ao terceiro dia.
Uma outra descrição, num dos livros apócrifos (textos não considerados como sagrados pela Igreja), narra a Assunção de Maria com particular meticulosidade, colocando testemunhas que terão assistido ao acontecimento. O livro de São João coloca São Pedro a presidir a um ritual, no qual teriam participado os apóstolos, em que as próprias mãos de Deus terão recolhido o corpo para os céus.
Muitas das tradições religiosas em relação à Maria têm suas origens nos livros apócrifos. Os nomes de seu pai e de sua mãe, a visita que ela e Jesus receberam dos magos, o parto em uma manjedoura, são apenas algumas delas.
A fé na Assunção de Maria terá começado imediatamente, e descritas pelos doutores da Igreja dos primeiros séculos, e relatadas, depois, no Concílio geral de Calcedónia, em 451.
A tradição atribui a Maria o título de Nossa Senhora da Boa Morte. Acontece que a mesma tradição evita dizer que Maria morreu, substituindo o termo por “dormitio”, para justificar o fim da vida da Mãe de Deus na terra. A justificação dada para esta aparente contradição tem passado pela ideia da imagem de uma Boa Morte com a do adormecimento suave.

O Novo Catecismo da Igreja Católica declara: “A Assunção da Santíssima Virgem constitui uma participação singular na Ressurreição do seu Filho e uma antecipação da Ressurreição dos demais cristãos” (n. 966).

Se hoje santuários como o de Fátima ou Lourdes – onde o registo é de aparições de Maria – são altares do Mundo. O que seria expectável neste domínio do culto num santuário onde estivessem depositados os restos mortais de Maria, a mãe de Deus, ou de Jesus, o próprio Deus-Filho?






domingo, 18 de julho de 2010

[1110.] Hoje

é dia de
SANTA MARINHA
Padroeira da Pampilhosa
Santa Marinha (virgem e mártir) diz a tradição que tinha oito irmãs gémeas: Basília; Eufémia; Genebra; Liberata (também conhecida como Vilgeforte); Marciana; Quitéria e Vitória. A lenda atribui-lhes a naturalidade na cidade de Braga, no ano 120. Seriam filhas de um casal de pagãos, Calcia e de um oficial romano, Lúcio Caio Atílio Severo, régulo de Braga, o qual, quando elas nasceram, estaria ausente da cidade. Entretanto, na cidade, não se acreditava que as gémeas pudessem ser filhas do mesmo pai. O acontecimento causou enorme embaraço à mãe que, teria encarregado a parteira Cita, de as afogar. Em vez disso a mulher, que era cristã, levou-as ao Arcebispo Santo Ovídio, para que as baptizasse e lhes desse destino. Foram então entregues a amas cristãs, crescendo e vivendo perto umas das outras, até aos 10 anos de idade. Por esse tempo, o César romano ordenou aos delegados imperiais para activarem a perseguição aos cristãos na Península Ibérica. Nessa perseguição, os soldados viriam a descobrir as gémeas, que foram detidas mercê das suas crenças, sendo levadas à presença do régulo. Este, acabou por constatar que elas, afinal, eram suas filhas. Quis convencê-las a renunciar à sua fé e a abraçar o paganismo. Porém, em face da sua resistência, mandou detê-las e enclausurá-las no Palácio. Sucedeu que as prisioneiras durante a noite, por intervenção sobrenatural ou com a ajuda da própria mãe, lograram alcançar a liberdade. Correndo em várias direcções chegaram a províncias espanholas, donde se dispersaram. Todavia, Santa Marinha, teria sido apanhada nas proximidades de Orense, em Águas Santas, e condenada à morte, sendo aí degolada em 18 de Julho do ano 130, vindo as suas irmãs a ser também martirizadas. Diz-se que Santa Liberata, que tem uma bela imagem na Capela de Gaia, teria sido crucificada junto do Castelo.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

[1103.] Hoje

é dia de
NOSSA SENHORA DO CARMO

A história da Ordem Carmelita é muito interessante. Reza a tradição que o Profeta Elias fundou no Monte Carmelo, no Líbano, num jardim, um local onde esteve o resto da sua vida eremítica. O Profeta Elias foi um precursor do anúncio da vinda do Messias. Mais tarde, nesse mesmo monte, os cruzados decidiram criar ali um mosteiro e dar inicio à ordem carmelita, sempre declarando que a ordem teria tido origem em Elias. Seria, portanto, uma ordem cristã, nascida antes de Cristo. Esse primeiro mosteiro foi dedicado à Virgem Maria, tomando o nome de Nossa Senhora do Monte Carmelo ou do Carmo.

Na iconografia, Nossa Senhora do Carmo é retratada como uma mulher, coroada, vestida com o hábito castanho, com o Menino Jesus, coroado, ao colo. Na mão tem vários escapulários (o pedaço de pano que os monges e as monjas têm sobre os ombros), sinal da obediência monástica.

No Bussaco, no concelho da Mealhada, no século XVI, os carmelitas fundaram um deserto ermitico com um Convento. Como não podia deixar de ser Nossa Senhora do Carmo tem lá uma imagem, venerada, em lugar de destaque.

domingo, 11 de julho de 2010

[1101.] Hoje

é dia de
SÃO BENTO

Foi decretado Padroeiro da Europa em 1964. Bento de Núrsia no século V foi o fundador das Ordem dos monges Beneditinos, e o redactor da ordem de são Bento que, depois, servirá de base a todas as ordens monásticas. Os mosteiros, e os dos beneditinos em especial, acabaram por ser um elemento fundamental e fundador daquilo que hoje consideramos Europa. Centros de cultura, de conhecimento, de culto do saber, os mosteiros foram pilares do porto seguro que a tradição judaico-cristã conseguiu consolidar na Europa.

Na iconografia, São Bento é retratado como um homem velho, vestido de negro (o hábito beneditino) com um báculo (sinal do poder do pastor), com uma mitra na cabeça (sinal do poder episcopal), com um livro e um cálice. Nalgumas representações tem também junto a ele um corvo ou uma serpente.

Na Vacariça, no concelho da Mealhada, no século X, há mais de mil anos, existia um Mosteiro de São Vicente da Vacariça, bubulense e de obediência beneditina. São Bento é, ainda hoje, orago na freguesia da Vacariça.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

[1087.] Hoje... a Rainha desceu à cidade




Há tradições bonitas. Tradições que têm, na minha opinião, até muito pouco de religioso, para além da espiritualidade um pouco mercantilista do "é pagando que se recebe". Mas é bonita a tradição (até pagã) da santa que desce à cidade nos anos pares, onde permanece a dar Graças as Crentes até regressar a casa onde repousará vigilante por mais vinte e quatro meses.
Na minha espiritualidade pessoal, não me entram na cabeça as 'imagens venerandas', mas aprecio o que está para além do óbvio e a cidade que faz ressuscitar uma figura histórica da sua cultura e ver naquele pedaço de argila ou madeira (não sei bem) feito santa veneranda mostra muito de místico, muito de espiritual. Não pelo que a imagem é - que não é nada - mas por tudo aquilo que os homens, capazes de ver o abstracto, vêem nela. E pela necessidade que têm de estar frente-a-frente e de tocarem no transcendente.
Fui hoje à procissão nocturna da Rainha Santa Isabel. Ouvi, atentamente, a saudação feita por um padre à imagem da santa em nome dos conimbricenses. Gosto de sublinhar gestos feitos tradições porque repetidos ano após ano, mesmo que me sejam dificeis de entender. Gosto de ver que os homens se ligam, se religam, à espera do transcendente.
Isabel de Aragão foi esposa de um grande rei, "um poeta plantador de caravelas", que, ao que parece só para ela era bruto. Foi mãe de um outro bruto rei, que com o pai nunca se deu, assassino da nora, mas talvez por isso estadista e patriota. Foi avó de um rei ainda mais bruto, enraivecido de amor e chamado de justo. Do seu utero nasceu o que teria sido uma geração gloriosa de reis medievais portugueses, brutos, não tivesse sido ofuscada pela do bisneto João de Avis e sua inclita geração. Não sei se foi esposa dedicada, mãe exemplar ou avó extremosa. Não sei se fosse essa mulher que ontem ouvi descrever. Não sei, nem acho que isso seja importante. Está nos altares dos santos por ter fama de caridosa, de humilde, de "política" preocupada com os mais desfavorecidos.
Era a santa preferida do meu avô Hilário que deu o seu nome à unica e tardia filha. É padroeira de Coimbra, e é dela para sempre.
Que se sinta bem na cidade enquanto lá estiver. E regresse em paz.

domingo, 4 de julho de 2010

[1083.] Hoje

4 de Julho
Dia da Rainha Santa Isabel
Padroeira de Coimbra
A cidade está em festa, é ano par, a Santa atravessa a ponte

sábado, 3 de julho de 2010

[1095.] Hoje

é dia de
SÃO TOMÉ

Padroeiro dos pedreiros, da India e do Paquistão, o apóstolo incrédulo só reconheceu a ressureição de Cristo depois de ter colocado os seus dedos nas feridas. "Ver para crer" é dito antigo e facilmente ligado a São Tomé.

Depois do Pentecostes os apóstolos partiram para os quatro cantos do mundo para evangelizar. São Tomé foi para a India e lá foi martirizado. Segundo algumas teses Tomé significa gémeo, pelo que este apóstolo seria irmão de outro dos apostolos. Outra tese muito mais polémica, garante que Jesus Cristo, depois de ter ressuscitado, nunca terá "ascendido" aos Céus, pelo que teria acompanhado Tomé na evangelização à India.

Na iconografia, São Tomé é retratado como um homem (os ortodoxos representam-no sempre jovem) com um rolo de pergaminho - sinal do apostulado (quando aberto tem as palavras "Meu Senhor e Meu Deus" - que terão sido as palavras que disse depois de confirmar e enfiar o dedo nas feridas de Jesus). Tem também uma lança, sinal do seu martirio, um esquadro, por ter sido pedreiro e o dedo erecto - o indicador com que penetrou nas feridas de Cristo.

São Tomé é orago na aldeia de Barcouço, no concelho da Mealhada. E tem a ele dedicada uma capela, na entrada nascente da localidade, próximo do cemitério.

O mês de Julho é rico nas solenidades de figuras importantes do Cristianismo. São Tomé é o primeiro destas referências em Julho.

terça-feira, 29 de junho de 2010

[1073.] Hoje...

Hoje
a Igreja Católica assinalada a solenidade de
São Pedro e São Paulo
dois discipulos de Cristo (Paulo não o terá chegado a conhecer) considerados como as colunas da Igreja, os fundadores da Cristandade. Conheciam-se bem, e consta que não se gramavam. Acabaram por morrer em Roma, os dois, em martírio, com três anos de diferença. Os seus cadáveres foram escondidos juntose são os pais da Igreja.
Simão Pedro, o pescador que se tornou pescador de homens e pedra da Igreja. Saulo de Tarso, o perseguidor de cristão que se converte pela Luz e se torna no mais fervoroso dos discipulos de Cristo.
Duas personagens muito interessantes.
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* ** *
O Papa Bento XVI, sempre atento a estas solenidades, comunicou ontem, nas vésperas da solenidade, que ia criar um novo 'ministério' na Cúria Romana - o Governo da Santa Sé.
O Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, "com a tarefa principal de promover a renovada evangelização nos Países onde já ressoou o primeiro anuncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que estão a viver uma progressiva secularização da sociedade e uma espécie de eclipse do sentido de Deus”.
Dito de outra forma, criou um organismo para olhar e atender às necessidades espirituais (e da Igreja) naqueles países que, sendo maioritariamente católicos, começam a fazer dissipar essa missão. O Papa refere-se, naturalmente, a nações fidelíssimas como Portugal e Espanha, por exemplo, onde já foram aprovadas leis que contrariam o que o Papa já chamou de 'Ecologia do Homem', como o Aborto, o Casamento entre pessoas do mesmo sexo, entre outras.
O objectivo é
«combater um eclipse do sentido de Deus que está a atingir a sociedade,
em particular no mundo ocidental»,
disse o Papa.
Uma vez mais, a Igreja manifesta-se atenta.
Espero que o Papa e este novo Conselho saibam ajudar a Igreja a estar mais presente na vida das pessoas, a fazer esta Nova Evangelização com os leigos e de forma inteligente.