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domingo, 22 de fevereiro de 2015

[2002.] Só faltam 40 dias para a Páscoa

 
Estão lá as letras todas...
Mas obrigado Padrinho Balsemão...
só faltam 40 dias para a Páscoa!

[2001.] Obviamente

Confesso que tenho uma escola de samba da minha preferência.
Este ano ficou em segundo lugar no concurso.
E foi injusto, como não podia deixar de ser.
 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

[1993.] Ainda cheira a Carnaval


Romero Britto (1963)
http://www.britto.com/


[1992.] Dia vencido – 19.II.2015

α
Jantar Vocacional On – Os alunos do Curso Vocacional de Hotelaria e Gestão da EPVL (equivalência ao 9.º ano) ofereceram esta noite aos seus familiares e professores um jantar no “A Prova dos Novos”. Na segunda-feira começam o seu primeiro período de estágio – em Mesa/Bar e Gestão – e entenderam mostrar o que valiam aos que mais próximo deles estão, antes do embate com o mundo real. Correu muito bem. Parabéns a eles e à primeira responsável por esse sucesso, a Professora Diana Jorge.
Confesso que a ideia de abrir um Curso Vocacional de Nível Básico na EPVL começou por me agradar – por uma série de razões – depois assustou-me um bocado... e até me fez arrepender quando comecei a ver as professoras do curso de cabelos em pé! Em boa hora escolhemos o professor Luís Capela para ser o Diretor de Turma... porque de outra forma as coisas até seriam muito piores. Mas hoje, ao ver que estes jovens encontraram uma coisa em que são bons, a recolher rasgados elogios, a mostrar empenho, sensibilidade, perfecionismo e brio, penso que em boa hora arriscámos e o resultado é fantástico.
São dificeis de aturar? Muito. São um desafio à resistência e à paciência de um professor? Demais! Mas também são capazes de feitos fantásticos, de mostrar que ninguém, nunca, lhes poderá dizer que o mundo real não é para eles, ou que não são capazes.
Podem ter sido, um dia, as franjas de um sistema. Podem ter sido, um dia, as sobras de uma escola qualquer. Mas hoje, a nível técnico, a nível profissional, são brilhantes para a sua idade e para o pouco tempo de percurso formativo técnico que tiveram.

São os mais ofuscantes EPVL. Espero que possam continuar e mostrar que “Ser Profissional Vale Mais!”

β
Avaliar 2 – Dez pessoas dizem mal. Do pior possivel. Cem pessoas dizem bem. Sem ter de o fazer. Uns olham para os dez e choram. Outros olham para os cem e cegam. Outros avaliam e pensam!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

[1991.] Dia vencido – 18.II.2015

α
Espírito de porco “É uma expressão idiomática utilizada para se referir a uma pessoa cruel, ranzinza, que se especializa em complicar situações ou em causar constrangimentos. A origem desta expressão vem dá má fama do porco, associada à falta de higiene, à sujeira e – inclusive – à impureza. Segundo o professor Ari Riboldi, essa má fama foi reforçada no período da escravidão, quando nenhum dos escravos queria ter a tarefa de matar os porcos nas fazendas. Nessa época havia uma crença de que o espírito do porco ficava no corpo de quem o matava e o atormentava pelo resto de seus dias”.
Será isto?

β
Quaresma 2015
– Com a quarta-feira de cinzas começa a Quaresma. E se na liturgia da Quarta-feira de Cinzas o texto de São Mateus evoca a célebre fórmula “não saiba a mão esquerda do que faz a direita”, na Verdade assumida de que “Teu Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa”, na Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015, o desafio é ligeiramente diferente, mas talvez complementar. Sugere o Papa: “Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar”.
O duelo é simples... como poderei combater a indiferença sem dar o meu testemunho? Como posso eu fazer a diferença se a minha mão esquerda não poderá saber o que faz a direita”?

γ
Ano da Cabra – Com a Lua Nova de fevereiro, nasce o ano novo chinês, o 4713, o da Cabra. 1979 também foi o ano da Cabra, o que faz de mim, para além de nativo de Carneiro (no horóscopo astral), também nativo de Cabra (no horoscopo chinês). Meeeee... Ou seja, sou “artista, sensível e elegante, de natureza adaptável, bom a dar ideias, mas com falta de determinação para as concretizar sozinhos.” (Será?)
Segundo os entendidos, vulgo internet... O ano de 4713 será “calmo, depois do ano energético do cavalo. Um ano para relaxar e fazer as pazes com tudo e todos. As coisas progridem lentamente e nós tenderemos a ser mais sentimentais e emocionais. A influência da cabra aproximar-nos-á mais do lar e das nossas famílias. Iremos importar-nos mais com aqueles que estão perto de nós e seremos mais liberais com o nosso tempo e dinheiro.
O patrono das artes, a cabra despertará toda a criatividades nas nossas naturezas. Nós seremos produtivos e imaginativos quer no campo artístico ou estético. As vibrações pessimistas sentidas pela cabra farão com que sejamos mais sensíveis aos pequenos problemas. Nos empreendimentos, podemos desanimar facilmente quando as coisas não correm do nosso agrado. No cenário mundial, as coisas serão tranquilas. Tempo de analisar os seus desejos e fantasias. Mas mantenha uma mão apertada na sua bolsa, porque poderá haver repercussões causadas por excesso de gastos. O amor da cabra pela harmonia e o seu sentido afiado para coexistir com os inimigos preservarão este ano de muitos mal entendidos. Os moderados e as pombas serão ouvidos e protegidos. As guerras e os conflitos internacionais terminam geralmente no ano da cabra. A serenidade da cabra, as suas atitudes calmas irão retardar as coisas supostamente intensas ou activas, mas este não é um ano para actividades agitadas - é um ano virado para a introspecção”.
Se os chineses acreditarem nisto tudo... já não será mau.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

[1990.] Hoje estou insuportável... tenho o Rei na barriga...

E grito como
Bebe:

A mi nadie me levanta la voz


[1989.] Dia vencido – 17.II.2015

α
Evidências – Para quem acredita (apesar de tudo demonstrar o contrário) que as pessoas vêm ao Carnaval da Mealhada para ver o rei, tenho a informar que hoje vieram 8000 pessoas para ver um porco e três leitões! A maior enchente dos últimos anos!


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

[1988.] E o Rei do Carnaval de 2015 é...


     

Dom Óbvio I

rei do Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada de 2015

[1987.] Dia vencido – 16.II.2015

α
Voluntariado EPVL – É um orgulho trabalhar numa escola onde cidadania não é apenas o mote de uma frase bonita num projecto educativo! É real! É feito de ações concretas de jovens que se voluntariamente preferem estar num dia de férias na escola a fazer 700 sandes para crianças e a seguir ainda ir ajudar a coordenar o desfile! Ser profissional é do melhor!

β
Pós-Carnaval
– Eu sei que me fica mal dizer isto, mas eu arrisco (força do hábito). No ano passado, com o rei conhecido (Kiko Pissolato), o Carnaval da Mealhada da Mealhada teve pouco mais de 3000 bilhetes oficialmente vendidos. Ontem sem rei conhecido, depois de uma manhã chuvosa e com uma tarde cinzenta, entraram cerca de 4000 pessoas no recinto. Vai alguém dizer que as pessoas vêm ao Carnaval da Mealhada (e pagam os 5 euros) para ver o rei? É que os números dizem precisamente o contrário!

γ
Avaliar – Há momentos em que me sinto mesmo bem nas equipas em estou. E a cultura de avaliação inspira-me. Hoje, depois de um dia cheio de emoções como o de ontem, reunimos a direcção da ACB ao almoço para avaliarmos o dia e o carnaval. Talvez seja por causa da importância deste passo na organização de actividades – o da avaliação – que a ONU decretou o ano de 2015 como o Ano Internacional da Avaliação. Não será?

domingo, 15 de fevereiro de 2015

[1986.] Carne levandas... em solis dies

Para a história do Carnaval




[1985.] Dia vencido – 15.II.2015

α
Carnaval I – Entrei neste desafio de integrar a direcção da Associação do Carnaval da Bairrada por dois motivos: Coerência e Solidariedade. Por Coerência com o que tinha dito, escrito, criticado, suspirado e elogiado relativamente a um evento central na cultura e na identidade da comunidade onde habito. E por Solidariedade com um conjunto de amigos que foram solidários comigo noutras guerras, com quem gosto de trabalhar e por quem nutro grande amizade. Em dias como hoje, especialmente antes de as coisas correrem (bem ou mal) pergunto-me porquê dar-me ao trabalho de perder energias, tempo e paciência com isto, podendo estar de fora e continuar a criticar a meu bel-prazer. Lembro-me, logo a seguir, que devo.

β
Carnaval II
– Não é fácil decidir. Também não é fácil ser mandado. Especialmente quando se passa anos e anos a ser mal-mandado. Não acreditamos, naturalmente, na voz do comando. Se ele diz 'sim', pode ser 'sim', mas também pode vir a ser 'talvez', 'não' ou 'se calhar'... “Se soubesses o que custa mandar, obedecias toda a vida”... O meu padrinho Rui diz que eu não sei ser mandado... Talvez seja verdade, por muito que me custe reconhecê-lo... E hoje reconheço, também, que me custa muito lidar com quem não sabe ser mandado...

γ
Carnaval III – O pano cai e o público ovaciona. Há elogios. Serão verdadeiros? Nos lábios persiste a adrenalina, vale a doce fartura – o melhor do Carnaval na Mealhada – para esconder o ácido... O trabalho está feito, venham as críticas... Sim, as criticas: Só essas é que nos fazem crescer!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

[1984.] Dia vencido – 14.II.2015

α
Jantar de finalistas da Isa – Hoje foi dia de participar no jantar de finalistas da minha primeira afilhada, a Isa, que em janeiro fez 18 anos. O jantar de finalistas continua a ser um momento importante na vida dos adolescentes e não deixa de ser curiosa a comparação que fazemos com o nosso... e com a ideia peregrina de ter decidido ir de fato preto e camisa amarela ao meu baile de finalistas...
Os tempos mudaram, mas o jantar de finalistas continua a ser o baile de debutantes dos jovens portugueses. E hoje senti-me muito feliz em participar no jantar de finalistas da Isa.

β
Countdown para o Carnaval
– Amanhã é o dia, a prova de fogo, o dia para o qual tantas noites ficaram por viver... Há, naturalmente, ansiedade, esperança, alegria, alguma tuburlência. Mas nesta fase, os dados estão lançados e nada mais há a fazer.

γ

Namorados EPVL – Mais uma iniciativa, hoje, Dia dos Namorados, em que a EPVL se associa ao Serviço de Acção Social da Câmara da Mealhada e oferece um almoço a cerca de 30 casais das IPSS do concelho da Mealhada para assinalar a data e o que lhe está subjacente. Uma iniciativa que se desenvolve no âmbito da responsabilidade social da escola, e que se consolida como uma oportunidade educativa para os alunos dos cursos de Restauração da EPVL, nas variantes Cozinha/Pastelaria, Mesa/bar e Hotelaria e Gestão.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

[1964.] O bom Homem

Os preparativos para a edição de 2015 do Carnaval da Mealhada têm-me remetido variadíssimas vezes para a figura de Luís Marques, o principal dinamizador e líder da equipa de fundadores do Carnaval Luso-brasileiro da Bairrada.

Temo-nos socorrido das histórias que nos foram sendo contadas sobre ele - pelo João Peres, pela Fernanda Graça, pelo que me contava Manuel Almeida dos Santos e também Carlos Cabral - para homenagear o seu dinamismo, a sua vitalidade e também os seus tiques, as suas manias e o seu bom humor.

Parece-me, no entanto, que mais tarde ou mais cedo vai ser inevitável fazer uma pesquisa mais aprofundada e escrever um opúsculo sobre Luís Marques. Trata-se de uma obrigação e de um dever para com a responsabilidade de sublinhar os grandes mealhadenses de todos os tempos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[1948.] Da ubiquidade

 
Aqui o ubiquista esteve hoje na Rádio Provincia a falar sobre a edição de 2015 do Carnaval Luso-brasileiro da Bairrada.
 
 

segunda-feira, 10 de março de 2014

[1848.] Rir do medo

 
 
Esta é a imagem da edição de 2014 do Carnaval da Mealhada.
Lembro-me de carnavais com rábulas e piadas que faziam gargalhar o público. Mas nunca tinha visto nada que sacasse um efusivo aplauso do público. E isso parece-me um sinal muito importante. O Batuque tem mostrado que é possível inovar num desfile regulamentado e cada vez mais (e bem) formatado a um modelo definido. Mas é possível inovar. E foi possível criar grandes momentos de alegria com a criação da Ala Folia, ou da Velha Guarda. Assim como se demonstrou ser possível num carnaval brasileiro de samba colocar um momento de teatralização e espetáculo, que não teria funcionado numa comissão de frente, mas que deste modo, até recebeu aplausos do publico.
 
As escolas devem sempre procurar melhorar pela aproximação ao modelo do Rio de Janeiro. Mas parece-me que faz sentido ter sentido critico e autonomizarem-se pela criatividade, pela inovação, pela invenção de um modelo que pode ser avaliado e avaliável, mesmo que sem perder a matriz brasileira.
 
Estão de Parabéns o Batuque, a Paula Gradim, o Sérgio Lindo, a Patrícia e a Diana Gonçalves e todos zombies que numa caracterização espetacular não consegui identificar.


(Foto de Rui Santos)

segunda-feira, 3 de março de 2014

[1840.] "Isto sim é tradição"


"Isto sim é tradição"... Não falo do slogan de uma escola de samba da Mealhada. Não falo do facto de haver desfile no centro da Mealhada - lembro-me das razões que levaram os dirigentes a mudar de localização e ainda as acho razoáveis sem falsas memórias de passadismos bacocos e muitas vezes fáceis de explicar...

Falo de uma coisa que já há muitos anos identifiquei como sendo fundamental para o Carnaval na Mealhada, que os actuais dirigentes sempre desvalorizaram (E desvalorizavam, publicamente, até alguém ter tido a coragem de demonstrar a imbecilidade desse pensamento). O carnaval da criança é fundamental para o futuro do carnaval na Mealhada. Disse-o e escrevi-o dezenas de vezes. Claro que não é usando o modelo de há trinta anos (onde as escolas do primeiro ciclo eram as protagonistas) que morreu naturalmente. É através de um modelo onde as IPSS com valência de infância - e que têm  a cobertura de quase todas as crianças dos 0 aos 10 anos - são as parceiras fundamentais.

Os tempos mudaram e quem esteve tempo demais no sarcófago não percebe isso, e diz publicamente alarvidades como a dos professores que não querem trabalhar... E fazer carnaval...

Hoje ficou demonstrado que é possível, é viável, é necessário, é o futuro. Com diplomacia, com audácia, com alguma coragem e muita confiança. Está de parabéns o executivo municipal e especialmente a vereadora Arminda Martins pela audácia. 

 
Como dizem os matemáticos: "QED" "quod erat demonstrandum"

quarta-feira, 16 de março de 2011

[1295.] Mercurii dies

Avaliando o Carnaval da Bairrada de 2011

O Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada de 2011 poderá ter sido o melhor de que há memória no sambódromo Luís Marques, na zona desportiva da Mealhada. Felizmente, já no ano passado tivemos a mesma afirmação, o que revela que o progresso qualitativo no maior evento cultural do concelho da Mealhada está em crescendo. As ameaças de mau tempo, de algum frio – especialmente na terça-feira – poderão, em parte, justificar a fraca participação de público, a que acrescentamos um patente desinvestimento na promoção externa do evento, por parte da organização.
De qualquer forma, a verdade é que as escolas se apresentaram melhor e de forma relativamente homogénea – como se viu nos resultados do Concurso de Escolas de Samba do Jornal da Mealhada –, na qualidade das fantasias, na exuberância da apresentação dos enredos, no cuidado com coreografias e musicalidade.
O Carnaval na Mealhada está cada vez melhor, é certo, e afirma-se como a referência nacional relativamente à vertente brasileira do carnaval português. Num tempo de crise financeira, em que aos promotores de marcas fortes se exige que primem pela diferenciação, através de uma especialização de alta qualidade, o Carnaval Luso-brasileiro da Bairrada é, de facto, o mais brasileiro de Portugal.
Tal como temos feito em anos anteriores, investimo-nos do direito de chamar a nós, também, de emitir a nossa opinião sobre a organização do cortejo.
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O percurso do sambódromo
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O percurso do desfile no sambódromo continua a ser um factor negativo no carnaval mealhadense. No final do Carnaval de 2009, apelámos à necessidade de serem tomadas medidas no sentido de ser alterado o percurso – eventualmente mudada a localização, e os dirigentes da Associação do Carnaval da Bairrada foram sensíveis ao apelo e à necessidade, e o percurso em 2010 teve um novo local de dispersão, o que se revelou como um aspecto positivo.
Em 2011 manteve-se o percurso, mas o esforço de melhoria deve continuar a ser implementado. Seria interessante que os organizadores do desfile e as escolas de samba ponderassem a possibilidade de encurtar o percurso, de o limitar a uma das retas do complexo – com notórias melhorias ao nível da propagação do som – e experimentassem fazer um “recuo da bateria”. Este sistema – possível no sambódromo mealhadense –, usado no Rio de Janeiro, permite que a bateria, a componente musical da escola, que lhe dá mais alegria, possa apresentar-se no primeiro quarto da escola, estacione numa reentrância do percurso, faça passar à sua frente toda a escola e se reintegre no cortejo à frente da alegoria.
Fica o contributo.
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O som e o atraso
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Em 2011, voltaram a não ser significativos os problemas com o som e com o atraso no início do desfile. Já havíamos verificado esta situação em 2009 e em 2010, e registámo-lo também este ano. Fazemos referência a este aspecto porque entendemos que, no que respeita à hora de início dos cortejos, se tratou, durante muitos e muitos anos, de um defeito crónico do Carnaval na Mealhada.
No domingo, no entanto, voltou a registar-se um longo tempo de intervalo entre a quarta e a quinta escola a desfilar, especialmente, na parte final do percurso. O problema poderá ter resultado da aliança de questões técnicas com a evolução da própria escola. A forma como cada escola se apresenta no desfile, e progride na avenida é uma questão técnica e é uma componente do espetáculo. Mas a espera não beneficia a apreciação do espetador, pelo que acreditamos que uma mudança nas características do próprio percurso – com a limitação a uma reta – beneficiaria, também, esta componente.
De qualquer forma, e sublinhamos, reconheça-se a capacidade de eliminar – esperamos que de vez – o problema do atraso no inicio do cortejo.
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Revista Abre-alas
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Enriqueceu, de sobremaneira, o espectáculo apresentado pelas escolas de samba – assim o garante o público espetador – o facto de existir um roteiro, um libretto, se se preferir, com a explicação do enredo e com uma breve apresentação do significado de cada uma das alas, destaques e diferentes figurantes de cada uma das escolas que desfilou. Essa publicação foi editada pelo Jornal da Mealhada, com o Alto Patrocínio da Associação de Carnaval da Bairrada e com a ajuda preciosa de todas as escolas de samba. O espectador teve uma melhor percepção do que estava a ver, valorizou o trabalho das escolas, e criou-se uma publicação que servirá de acervo histórico para a posteridade.
A revista Abre-alas é mais uma publicação da JM – Jornal da Mealhada, Lda, que procuraremos ir melhorando e desenvolvendo nas próximas edições do carnaval.
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A avaliação das escolas de samba
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A avaliação feita pelo Jornal da Mealhada continua como um dado adquirido. E ainda bem – assim pensamos. Uma vez mais, todas as escolas colaboraram, com a entrega de todas as informações relativas ao que iam apresentar no sambódromo, mas, também, com contributos relativos à própria organização da avaliação. Colaborações que se revelaram, uma vez mais, muito positivas. Em 2011 os resultados globais das escolas foram muito superiores aos de 2010, já assim tinha sido no ano passado. Fica demonstrada a preocupação das escolas em melhorar e em procurar superar deficiências. Essa é a grande vitória da avaliação.
As justificações dos jurados estão publicadas no sítio oficial da Internet do Jornal da Mealhada – uma inovação de 2011 –, em nome do esforço de melhoria coletiva do espetáculo e do concurso.
Ao nível da organização do concurso registaram-se dificuldades este ano, imponderáveis, que com a compreensão de todos, com a colaboração de todos e com os sacrifícios de alguns foram ultrapassados. A JM – Jornal da Mealhada, Lda agradece, de forma penhorada, a disponibilidade e colaboração muito empenhada de Ana Filipa Pereira, de Nuno Semedo, que, com Carla Carvalheira, compuseram a Comissão Técnica do Concurso.
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O Carnaval e as crianças
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No final do Carnaval de 2009, lembrámos que nesse mesmo ano se havia completado trinta anos desde o primeiro Carnaval da Criança, festa infantil que, durante duas décadas se realizou no Domingo Magro. Na altura interpelámos a Associação do Carnaval da Bairrada e, até, a Câmara Municipal da Mealhada – entidade que de ano para ano ganhou preponderância em termos de politica educativa – sobre o assunto. Não obtivemos respostas.
O Carnaval da Criança acabou porque, de certa forma, a organização de um desfile infantil escolar implica um trabalho suplementar da parte de professores, que sobrecarregava os docentes de sobremaneira. A verdade é que nos últimos anos – especialmente na Mealhada e em Luso – os desfiles infantis de Carnaval estão a reaparecer, o que revela que está a ser recuperada a dimensão e a oportunidade pedagógica que o Carnaval pode proporcionar às crianças. Ora se os desfiles estão a regressar, porque não voltar a organizar um desfile grande – com dimensão e notoriedade – ao nível concelhio? Deixámos este desafio em 2009, em 2010, e atrevemo-nos a repeti-lo agora, uma vez que consideramos que estão mais que reunidas as condições para fazer renascer o Carnaval Infantil da Bairrada.
“Trata-se, afinal, do futuro”, repetimos.
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O Carnaval e o orçamento
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O Carnaval na Mealhada é o maior evento cultural do município. Dizemo-lo sem pudor. É um disparate pensar que se trata de um fenómeno exclusivo das freguesias da Mealhada e de Casal Comba. Abarca energias de pessoas de todo o concelho e de freguesias limítrofes no concelho de Cantanhede. É um disparate afirmar que se trata de um evento que dura algumas horas durante dois dias num ano. O Carnaval é um espetáculo efémero, é certo, mas que envolve pessoas durante quase todo o ano.
O Carnaval é cultura, e requer um investimento considerável. Trata-se de um espetáculo efémero e dispendioso – há que reconhecê-lo sem complexos. O investimento em Cultura – assim como em Educação – é contabilisticamente complexo, especialmente quando estamos a falar de artes efémeras, mas nem por isso deixa de ser importante numa sociedade que se quer cada vez mais evoluída e desenvolvida.
O Carnaval Luso-brasileiro terá tido em 2011 – dados nunca facilmente acessíveis – um orçamento de 180 mil euros. A Câmara da Mealhada proporciona um apoio financeiro de 90 mil euros (menos dez por cento do que em 2010) e um apoio logístico muito considerável e – pelo menos para nós – dificilmente contabilizável. A entidade promotora – a Associação do Carnaval da Bairrada – terá ainda outras receitas, nomeadamente, de bilheteira, de exploração da tenda gigante e de patrocinadores.
Para muitos pode considerar-se um investimento supérfluo, e a opinião pública concelhia facilmente determinaria que seria uma despesa a abolir no orçamento municipal. Não integramos esse grupo. Ao contrário, pensamos que o orçamento do Carnaval da Bairrada deve ser aumentado com o incremento de receitas próprias, e que, gradualmente, fará sentido aumentar o investimento público (não só municipal).
A análise comparativa com outros carnavais portugueses – muitos deles de qualidade muito inferior ao da Mealhada – deve servir-nos de referência neste exercício.
Se é certo que carnavais como o de Estarreja, da Figueira da Foz e de Sines têm orçamentos próximos do da Mealhada – na maior parte com menos investimento municipal –, a verdade é que há cortejos em que o investimento é multiplicado por dois ou por três. Os carnavais de Torres Vedras e de Ovar, por exemplo, têm orçamentos na casa do meio milhão de euros – com a Câmara a pagar quase tudo. Os carnavais de Loulé e da Madeira custam 350 mil euros, e o da Nazaré 210 mil euros.
É certo que, na nossa óptica são gastos que consideramos exagerados, mas fará sentido pensar que sem investimento – nomeadamente na promoção do evento enquanto marca nacional da cultura e do turismo – dificilmente haverá retorno.
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Editorial do Jornal da Mealhada de 16 de março de 2011
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

[1091.] Mercurii dies em jeito de avaliação do Carnaval de Verão

O Verão dura até Setembro...


É uma pena que o Carnaval de Verão na Mealhada, no passado domingo, 11 de Julho, não tenha merecido a adesão do público e, lamentavelmente, a presença de grande parte dos que, em Fevereiro, desfilam no corso no sambódromo Luís Marques. Dizemo-lo, porque consideramos que a ideia tem mérito, tinha justificação e, aparentemente, deveria ter tido adesão. Assim não foi, interessa pois avaliar as razões para que tal não tenha acontecido.


Somos dos que consideram o Carnaval como um espectáculo completo. Trabalhamos para que o evento possa considerar-se, e seja realmente, como a mais grandiosa e qualificada oferta cultural do concelho da Mealhada. Para isso, e por isso, organizamos o Concurso de Escolas de Samba. Por isso e para isso sentimos que temos a obrigação de incentivar a avaliação de tudo o que – tendo impacto público – possa estar relacionado com o Carnaval Luso-brasileiro da Bairrada. Temos de reconhecer que se o que o publico vê for bom – seja quando for –, então, isso é positivo para o Carnaval na Mealhada.
O espectáculo não começou a horas. Fez-se tempo para que chegasse mais gente... mas não começou a horas e isso é, neste ano especialmente, relevante. Houve a tentativa de homenagear os fundadores do Carnaval Luso-brasileiro, há 40 anos. Não resultou. Os fundadores não aderiram e a forma encontrada – associada, talvez, ao medo de esquecer alguém – mostrou-se fracassada. Em 2008, a alegoria dos "30 anos de Carnaval", e a imagem de alguns dos fundadores impressa em vinil, revelou-se muito melhor.
As escolas – genericamente – não se conseguiram mobilizar. Algumas nem sequer conseguiram ter figurantes para que desfilassem todas as alas que integravam o enredo apresentado em Fevereiro. Acreditamos que esse – a sazonalidade da mobilização – possa ser um problema das escolas mealhadenses, mas os seus dirigentes deveriam ter consciência disso. Algumas escolas – da Mealhada e não só – apresentaram um espectáculo paupérrimo que, infelizmente, não dignifica o carnaval luso-brasileiro. Se o nosso corpo de jurados tivesse sido convovado, certamente, atribuiria muitas notas cinco – o mínimo previsto no regulamento (que pode ser consultado no nosso sitio na internet – e algumas notas zero.
Houve aspectos positivos, o espectáculo proporcionado pelo grupo de Válega, em estilo "parada musical Disney", pode ser inspirador – porque enriquece o espectáculo e e faz diminuir a dependência das escolas de samba.
Fará sentido repensar o conceito de Carnaval de Verão, sem o abandonar totalmente, pensando que em Setembro – quando há o Festival de Samba que já é evento enraízado – também é Verão. Valerá a pena arriscar, novamente. Assim pensamos.

Opinião de Nuno Castela Canilho (Director do Jornal da Mealhada),
in Jornal da Mealhada de 14 de Julho

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Resultados do Concurso

Resultados do apuramento do
4.º Concurso de Escolas de Samba do Carnaval da Mealhada


Comentário do presidente da comissão técnica AQUI