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segunda-feira, 13 de julho de 2015

[2127.] Dez anos depois

Entre estas duas fotografias há dez anos de diferença. A primeira foi tirada em setembro de 2005, na EPVL, quando a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, visitou a escola para dar inicio ao novo ano lectivo. E a segunda foi tirada em 4 de julho de 2015, na cerimónia do 24.º aniversário da escola que foi também de homenagem ao Eng.º João Pega.

Na primeira fotografia, João Pega era diretor da EPVL e eu diretor do Jornal da Mealhada. Na segunda, eu sou diretor da EPVL e João Pega o homenageado...

Na primeira foto nota-se, pelos sorrisos, a cumplicidade que desde uns anos antes havia entre nós. Na segunda foto é notória, pela atenção e pelos olhares que essa cumplicidade persiste, dez anos depois.

Quando, em Dezembro de 2004, César Borges Carvalheira - presidente da gerência do Jornal da Mealhada, Lda, numa equipa constituída, ainda, por Abílio Duarte Simões e Hélder Xabregas - me convidou para ser diretor do Jornal da Mealhada, a minha relação com João Pega era afável, embora pouco próxima. Eu conhecia-o, não fosse ele uma figura pública da urbe e filho de um mestre-avô que eu tive quando era muito jovem, o professor Armindo Pega. Tinha sido meu treinador de basquetebol - ou tentado ser, porque sempre fui uma nódoa desportiva - e num momento de maior aflição tinha-me dado umas explicações pontuais de Matemática, na preparação de um ou outro exame ou prova nacional.
À medida que o tempo foi passado, e que fui assumindo a liderança diária do projecto Jornal da Mealhada, fui tendo um maior contacto com o diretor-geral da EPVL e as nossas conversas foram-se tornando mais intensas, mais demoradas, mais frutíferas. Desde o primeiro contacto na pele dessas minhas funções jornalísticas com João Pega, ele me mostrou o seu apoio, me demonstrou o seu carinho e a sua colaboração. Não é mentira que o Eng.º Pega seja um fervoroso fã dos jovens e da juventude.

Alguns meses depois, João Pega tornou-se presidente da gerência da Jornal da Mealhada, Lda e reconduziu-me no cargo de diretor, numa fase particularmente dificil que atravessou a morte do Padre Abílio Duarte Simões. A partir daí as nossas relações aumentaram de proximidade e tornámo-nos, mesmo, muito próximos. E sempre solidários um com o outro nos momentos mais complicados e complexos.

Em Outubro de 2013 quando fui convidado para lhe suceder na direcção-geral da EPVL fui falar com ele antes de aceitar. E conseguimos fazer uma sucessão que, eu pelo menos assim o considero, fez história e seria interessante que fizesse escola na forma como a sucessão de um grande organização pode e deve ser feita.

Continuamos a ser confidentes um do outro, apesar de entre nós haver uma diferença de idade de 41 anos.



segunda-feira, 6 de julho de 2015

[2130.] O futuro, o presente e a memória na EPVL


4 de Julho de 2015
Escola Profissional Vasconcellos Lebre

No dia em que comemorámos 24 anos, fizemos a homenagem prometida ao primeiro director-geral, João Pega. Foi uma festa bonita, como se esperava, com sinais de carinho, com simbolismo e muita emoção. 

Ser diretor da EPVL tem sido tremendo e maravilhoso. Tem sido uma experiência singular que me leva a querer ser melhor a cada dia, mais eficaz, mais presente, mais próximo, mais ambicioso. Os alunos da EPVL são muito bons, os professores e formadores são extraordinários, os funcionários e colaboradores são empenhadíssimos e fora-de-série. Sou um privilegiado ao liderar um grupo assim, ao poder estar ao lado deles neste empreendimento.

Temos de aprender a dizer obrigado olhos nos olhos, quando ainda temos a oportunidade de abraçar quem queremos homenagea
r com um agradecimento. Homenagear a alma mater deste projecto – o eng.º João Pega – é um acto de justiça porque ele é um pilar fundamental da EPVL. Foi o obreiro, foi o ideólogo, foi o estratega e o soldado, o comandante e o peão. Esta escola tem tanto dele que não seria possível quantificar. Até no momento da sucessão mostrou o nível e a dedicação que tem à escola. Tenho ideia que fizemos – modéstia à parte – uma sucessão que pode ser um exemplo para muitas organizações.

Procurámos homenagear o pedagogo, professor e diretor da escola, treinador desportivo, mas também o cidadão – autarca, dirigente associativo – e o homem – pai, irmão, marido, avô. Acho que conseguimos homenagear o Homem na plenitude: “João Pega é um Homem na sua plenitude, capaz da plenitude, coerente com a plenitude, com amores e paixões, ódios e temores, competências e conquistas”, como eu disse no meu discurso.

Dentro do que estiver ao meu alcance, e na minha prática diária como director-geral da EPVL procurarei valorizar o seu legado e a sua obra. Temos, naturalmente, métodos diferentes e pontos de vista diferenciados, não seremos exactamente iguais e pode resultar infrutífera qualquer comparação, mas acredito, é minha firme convicção, de que o legado de João Pega é estrutural e estruturante da EPVL. E eu defenderei sempre esse legado.






quarta-feira, 1 de julho de 2015

[2125.] "A Prova dos Novos" está aberto

Ensaiamos hoje (1 de julho), ou a partir de hoje, mais uma etapa relevante no caminho do ensino profissional na Mealhada. Depois da experiência da Cafetaria do Parque - com aspectos muito positivos e alguns menos satisfatórios - decidimos experimentar abrir o Restaurante Pedagógico "A Prova dos Novos", na Pampilhosa, no horário do almoço, de forma permanente nos próximos 10 dias. Também já tínhamos ensaiado os almoços temáticos, que têm sido um retumbante sucesso, mas ainda não tínhamos experimentado este sistema de abertura permanente.



Este ensaio visa proporcionar aos alunos do Curso Vocacional de Hotelaria e Gestão - de Nível Básico, de equivalência ao 9.º ano - a componente de prática simulada fundamental para a conclusão do curso destes alunos. Uma parte dos alunos está na cozinha e outra parte está a fazer o serviço de mesa.
O restaurante estará aberto de segunda a sexta-feira, ao almoço e durante a tarde (será possível tomar o chá do fim da tarde no espaço), com ementa fixa composta por sopa, prato principal, sobremesa, bebidas e café. Tudo isto pela módica e simbólica quantia de 5 euros. Para já não será preciso fazer marcação, mas é possível que possa vir a ser necessário. 


Para abrir, hoje, começámos com uma sopinha de legumes, um delicioso franguinho assado no forno com batatas assadas e legumes salteados, e um tradicional arroz doce.
Uma delicia.



quarta-feira, 17 de junho de 2015

[2117.] "Manhãs na RCPfm"


No dia 17 de junho de 2015, como diretor da EPVL, falei no programa "Manhãs da RCP" que a Rádio Clube da Pampilhosa promoveu na edição de hoje.


quarta-feira, 10 de junho de 2015

[2105.] 'Terra Viva' no FESTAME 2015


No dia 10 de junho de 2015, como diretor da EPVL - entidade detentora da PADARIA DA ESCOLA - falei no programa "Terra Viva" que a Rádio Província promoveu na edição de 2015 do FESTAME.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

[2097.] RADIO PROVINCIA 04JUN


https://www.mixcloud.com/Radioprovincia/entrevista-a-nuno-canilho-diretor-da-escola-prof-vasconcellos-lebre-na-mealhada-04062015/

quarta-feira, 27 de maio de 2015

[2082.] O Conhecimento feito matéria!


Terminou hoje a primeira (a normal) época de Defesas Públicas das Provas de Aptidão Profissional dos alunos da EPVL que, prestes a terminar o terceiro ano, se preparam, também, e na maior parte dos casos para terminar o seu curso.

Ao longo de três semanas intensas e intensivas, muitos alunos apresentaram as suas provas nas áreas da Cozinha/Pastelaria, da Eletrónica, Automação e Comando, da Informática de Gestão e das Energias Renováveis. Tivemos uma reprovação, uma repetição e uma mão-cheia de alunos avaliados com 19 valores.

As PAP são, na prática, trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e aprofundamento de conhecimentos e competências que os alunos, no final do percurso formativo, devem conseguir sistematizar e apresentar num projecto integrado

E esta é, na minha opinião a primeira grande virtude deste modelo de avaliação da aprendizagem: O aluno que ao longo de três anos teve uma aprendizagem modular em várias disciplinas, num total de 2600 horas, a que acresceram 720 horas em contexto real de trabalho, tem de apresentar a evidência de que aprendeu, que domina o conhecimento e as competências práticas e necessárias. Em suma, a PAP, na interdisciplinariedade tornada material, põe o aluno à prova. 
Este é, aliás, algo muito próximo, senão melhor e mais aprofundado do que há uns meses era apresentado como um modelo de exemplar de formação das crianças e jovens assumido no Sistema Educativo da Finlândia.

A segunda grande virtude da PAP, enquanto instrumento de avaliação, é que ela não é avaliada apenas sobre um ângulo. O aluno é avaliado em vários momentos e sob perspectivas muito diferenciadas. É avaliado numa primeira perspectiva pelo empenho e dinâmica de trabalho - método, motivação, persistência, capacidade de ultrapassar dificuldades -. Numa segunda perspectiva é avaliado pelo projecto em si, pelo que conseguiu, onde inovou, pelo grau de dificuldade e exigência que conseguiu superar. E por fim, na derradeira perspectiva, o aluno é avaliado pela forma como consegue, perante um júri, onde estão técnicos especializados e pessoas que até podem nem conhecer nada do assunto, defender o seu trabalho, justificar as opções que tomou, o caminho que trilhou e o que ali apresenta.
A falta que me fez - e perdoe-se o registo pessoal - esta experiência na primeira vez que tive de ir a uma prova oral na Faculdade de Direito no meu curso superior.


Nestas três semanas apresentaram-se projectos verdadeiramente fantásticos, com um grau de inovação que poderá até considerar-se demasiado elevado para alunos que estão (apenas?) a concluir o nível 4, a escolaridade obrigatória. Soluções que, num país onde se valorizasse efectivamente o empreendedorismo, a inovação e a tecnologia, seria aproveitadas e tornar-se-iam grandes fontes de lucro e de rendibilidade.

Não me ficaria bem estar a identificar, publicamente, qual ou quais os projectos que me parecem verdadeiramente fantásticos. Mas fico à disposição de quem me estiver a ler e entenda aprofundar, para, em privado, identificá-los!  

domingo, 24 de maio de 2015

[2084.] Vocês valem a pena, vocês são bons e sabem-no!


Mensagem aos alunos do 3.º ano da EPVL que vão para estágio

Caríssimos,

Na próxima segunda-feira começa o vosso estágio. Será o vosso último estágio e um passo importante na reta final do vosso percurso formativo na nossa escola. Tenho a certeza de que com todo o capital que foram acumulando ao longo do tempo será um tempo de aprendizagem e de grande crescimento.

Gostava no entanto, para além de vos desejar sorte e um fraternal abraço, de vos deixar algumas notas que nos parecem importantes.

Lembrem-se da história dos “Sete Sapatos Sujos” – de que vos falei no início do ano – e recordem que também nas empresas (e especialmente nas empresas que vos acolhem em estágio) esses sapatos sujos têm de ficar à porta.

Lembrem-se que toda a informação, conselhos, reparos, raspanetes, alertas e incentivos que vos vão ser dados ao longo destas semanas vão ser fundamentais para o vosso futuro e sucesso enquanto pessoas e profissionais. O mundo na escola procura ser próximo da realidade, mas a realidade é muito mais viva e presente quando estão em estágio. Procurem ser humildes perante os elogios e gratos perante os reparos e raspanetes que vos vão ser dados.

Lembrem-se, por fim, que em vocês, nas empresas, está toda a escola – professores, funcionários, directores e os alunos mais novos e os que um dia serão alunos da EPVL. As vossas atitudes, a vossa postura e comportamento serão a imagem de marca de 24 anos de história de uma instituição que procura demonstrar aos outros que “Ser Profissional Vale +”. Tenham consciência que podemos demorar 24 anos a construir uma boa imagem, mas bastam poucos minutos numa má atitude para a destruir.

Vocês valem a pena, vocês são bons e sabem-no!
Boa sorte!

Nuno Castela Canilho

sábado, 18 de abril de 2015

[2059.] Felix felicis ou a magia da dopamina

α
FELICIDADE, o alfa – O 6.º Encontro com a Educação, promovido pelo Município da Mealhada, com coorganização do Agrupamento de Escolas da Mealhada e da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, procurou debruçar-se sobre o tema "Ser Feliz na Escola". Um tema arrojado, é certo, e que funciona quase como uma quimera para quem trabalha numa escola - seja como professor, gestor ou funcionário.
Na verdade, todos gostaríamos que pais, professores, alunos e funcionários fossem felizes na escola. Ou seja, que alcançassem na escola a autosatisfação, a recompensa pessoal que os valoriza e lhes dá a sensação de valorização pessoal. Sabemos que não é unanimemente assim, e por isso é que se constitui como uma utopia consciente e mobilizadora.

β
FELICIDADE, o beta – Felicidade não é bom ambiente, ou mera satisfação. A sociedade actual, contemporânea, advoga um distanciamento grande entre a efemeridade do prazer e da mera satisfação e a perenidade da Felicidade. Essa perenidade torna-a aparentemente inatingível. Nunca se é verdadeiramente feliz, dizem os mais pessimistas, que se autoproclamam realistas.

γ
FELICIDADE, o gama – Mas é possível ser-se verdadeiramente feliz. Se formos transparentes, autoconfiantes, se gostarmos de nós próprios e se vivermos a nossa vida com honestidade intelectual, com honestidade material, com fidelidade, coerência, resiliência e amor próprio e ao próximo. E isto vale na escola, em casa, na cidade e no mundo. 

Ω
FELICIDADE, o omega – A professora doutora Manuela Grazina foi a estrela do 6.º Encontro com a Educação. Desvelou o lado filosófico da Felicidade e tratou-o ao nível da ciência - da Bioquimica, especialmente. Na prática, com pragmatismo, com muita energia, explicou que a Felicidade se educa, se aprende, se treina, é uma reacção (ou muitas) química que activa certas partes do nosso cerebro que por sua vez mobilizam zonas que nos revelam amor próprio, sentido de recompensa, e satisfação. Tudo está criado, a felicidade que se dá, que se recebe, que se treina, e, naturalmente, que se alcança.   

terça-feira, 31 de março de 2015

[2038.] Dia vencido – 31MAR2015

α
DEVER SER – Hoje reuniu. pela primeira vez, o Conselho Consultivo da EPVL. Um pontapé de saída importante para uma cultura de auto-avaliação, de superação e de enriquecimento pela consolidação de opiniões que uma escola tem de ter se quer sobreviver. Foi o arranque, mas começou com o pé direito. As opiniões apresentadas mostraram a maturidade e a qualidade dos conselheiros. Valeu a pena! Assim, sim!

β

DEVE E HAVER – Tocar vários burros não é fácil, mas quem gosta, gosta. Custa, mas tudo o que é bom custa para valer a pena. Mas o final do mês de março é, efectivamente, um pesadelo. Fazer relatórios de contas, de actividades, descodificar a linguagem encriptada dos números para dar pareceres de conselhos fiscais é muito complicado. Valem as boas equipas e os bons resultados. Os de que nos podemos orgulhar. Daqui a poucos minutos termina o terrível mês de Março e tenho razões para estar contente. O relatório dos Bombeiros (com um saldo positivo de 39.265,72€) e o da escola são motivos de orgulho e tranquilidade. É bom quando fazemos as coisas bem.

γ

DEVE DE HAVER – Trapalhada na Madeira. Ganhou a Maioria Absoluta e há azia generalizada, da CDU, do PS, do CDS... Passam 45 horas e afinal os cinco votos de diferença que os laranjinhas tinham já não existem, porque em Santa Cruz alguém tinha falhado em 116 votos no  PSD e 22 na CDU. A CDU elege o 3.º e Miguel Albuquerque pede a maioria absoluta. Fazem-se contas e é possível que apesar de uma oposição completamente fragmentada o PSD tenha mesmo de arranjar o 24.º voto. Passam duas horas e alguém percebe que se tinham esquecido do Porto Santo. Afinal há maioria absolutissima... Pelo sim pelo não vou esperar pelas primeiras horas de dia 2... até porque daqui a nada é dia das mentiras.

sexta-feira, 20 de março de 2015

[2025.] Ser Profissional Vale +



Ser Profissional Vale Mais
A propósito do Dia do Ensino Profissional – 20 de março de 2015 

Assinala-se a 20 de março de 2015 o Dia do Ensino Profissional. Poderia ser mais um dia no calendário das datas a festejar, mas – assim nos parece – pode ser um dia de reflexão sobre o que é o Ensino Profissional, sobre as suas fragilidades e vantagens, sobre o que ainda pode ser feito para colocar este tipo de formação ao serviço das comunidades, ao serviço das empresas e ao serviço dos jovens portugueses.

O ensino profissional permite aos jovens portugueses o melhor de dois mundos: as competências técnicas e científicas para uma entrada imediata no mundo do trabalho e, ao mesmo tempo, todos os conhecimentos para o prosseguimento de estudos no ensino superior ou politécnico. Há dados cientificamente comprovados que atestam que, nas áreas onde a componente técnica é mais forte – como as engenharias, por exemplo – os alunos que fizeram a formação secundária nas escolas profissionais têm mais sucesso do que os que frequentaram o ensino regular. Não é de espantar, porque todo o ensino profissional é feito no pressuposto da aliança perfeita entre a componente teórica e a experimentação, o aprender fazendo que só a prática permite.

No caso concreto da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, a estatística dos últimos 17 anos, permite-nos declarar que dos mil alunos que frequentaram a escola e concluíram o seu curso, 21,28% destes prosseguiram estudos. Dos que preferiram entrar imediatamente no mercado de trabalho, 79,05% começaram a trabalhar directamente na sua área de formação. Temos, apenas (mas sempre infelizmente) 22 numa situação de desemprego – nove dos quais na iminência de encontrar o seu primeiro trabalho. Na prática e em resumo, temos 97,57% de casos de sucesso, nos últimos 17 anos.

Por outro lado, o ensino profissional, indirectamente, mas definitivamente porque isso reside na sua génese, desenvolve nos alunos uma autonomia incomparavelmente superior à dos 60% de jovens que frequentam o ensino regular. O ensino profissional desenvolve o sentido de empreendedorismo, de livre iniciativa, que vai resultar em atitudes de auto-estima e independência importantes no futuro de um país. É muito significativo o número de diplomados do ensino profissional que se estabelecem por conta própria criando empresas que vão muito além do auto-emprego.

Os jovens diplomados do ensino profissional compreendem regras, normas e valores organizacionais, porque fazem uma parte muito relevante da sua formação em contexto de trabalho nas empresas, no mundo real, consciencializando-os para a importância da actividade laboral, permitindo-lhes adquirir experiências, aplicar conhecimentos, desenvolver relaçőes interpessoais. Tudo isto com uma grande vantagem: Este contacto na empresa é sempre monitorizado por um professor da escola, que acompanha os estágios, que supervisiona o desenvolvimento do aluno ao longo de três anos, que estabelece métodos e metas sistematizados e personalizados para cada aluno, em cada empresa.

Devido à cultura subjacente à génese das escolas profissionais, mas também por uma questão de “sobrevivência” as escolas profissionais portuguesas, de uma maneira geral, promovem um acompanhamento aos alunos que não termina com a conclusão do curso, ou com a entrega do diploma. No caso concreto da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, o Serviço de Psicologia e Apoio à Inserção na Vida Activa, coordenado por um psicólogo vocacional, acompanha os alunos na procura de emprego, na intermediação entre quem procura emprego e quem procura trabalhadores, recolhendo e analisando um vasto conjunto de informação como o tipo de relação contratual, expectativas de permanência, progressão na carreira, disponibilização de formação contínua. Tudo isto se traduz num importante acompanhamento pedagógico e técnico muito relevante.

Todos estes argumentos, facilmente comprováveis, serão relevantes na hora da escolha, perante o tenso momento que é imposto aos jovens portugueses de lhes ser exigido que conheçam uma vocação que provavelmente ainda nada, nem ninguém, sequer desvelou. Que saibam o quer querem ser, quando ainda nem sequer sabem o que são. Que definam o futuro quando ainda só lhes foi ensinado a viver o presente, cada momento, o imediato.

Para os pais, numa fase da vida nacional onde em cada família se tem de optar entre o óptimo e o possível, entre o desejo e a realidade do custo de vida, o ensino profissional apresenta, ainda, um derradeiro argumento. O ensino profissional em Portugal, porque é completamente financiado por fundos comunitários é completamente gratuito. E quando se diz completamente gratuito não se está a exagerar, ou a fazer qualquer espécie de analogia com o que constitucionalmente parece estar consagrado para o ensino público. Não. Estamos perante uma realidade em que o custo para as famílias é zero.

Na EPVL temos cursos de Nível IV – chamados Profissionais – que são completamente financiados pelo POPH. Este financiamento comunitário inclui o pagamento do funcionamento da escola e, também, financiamento aos alunos, nomeadamente o subsidio de alimentação, o subsidio de transporte, uma Bolsa de Profissionalização – entregue pelo estágio – e, no caso dos alunos apoiados pela Acção Social ainda, uma Bolsa de Material Escolar. Dito de outra forma, a escola oferece aos alunos o almoço, o transporte, uma remuneração pelo trabalho em estágio e, se for necessário, o material escolar. Uma das viagens de estudo anual dos alunos é, também, integralmente suportada pela escola.

No caso dos alunos deslocados, a EPVL garante ainda, sem qualquer custo, o alojamento – e despesas de gás, água e energia –, o jantar e o pequeno-almoço. De referir ainda que a EPVL assume todas as despesas com os materiais necessários para as Provas de Aptidão Profissional – ferramentas, material e toda a tecnologia para a construção física e material da prova. Situação que nalguns casos assume valores muito significativos e que se imputados ao aluno resultariam num investimento na casa das várias centenas de euros.

Neste dia do Ensino Profissional, e perante várias tentativas de descredibilizar as grandes conquistas que esta via profissionalizante conquistou para o país e para o desenvolvimento das comunidades, interessa clarificar, apresentar, e demonstrar as virtudes de um caminho que forma jovens para o trabalho e para o prosseguimento de estudos, que garante emprego e a consequente remuneração e desenvolvimento da economia, que acompanha os jovens e lhes dá apoio, conselho e amparo nos momentos chave da sua via, que garante às famílias uma educação de qualidade e gratuita, completamente gratuita, com a consequente poupança de recursos.

Hoje, em Portugal, no final de um período de crise económica, financeira e de valores, todos os indicadores, todos os rankings e avaliações, cotações e estatísticas indicam e demonstram que “Ser Profissional Vale Mais!”.

Nuno Castela Canilho
Diretor-geral da Escola Profissional Vasconcellos Lebre - Mealhada


quarta-feira, 18 de março de 2015

[2022.] Dia vencido – 18MAR2015

α
GREXIT
– Hoje foi dia de almoço temático no "A Prova dos Novos", o restaurante pedagógico da EPVL. O tema foram os sabores mediterrânicos com o souvlaki grego e a baklava israelita... Sem qualquer conotação com a vontade de espetar qualquer Tsipras ou já ter visto Varoufalis empalado pela Paris Match, nem tão pouco pressentir que Nethanyau vai ser muito mais ácido do que o Médio Oriente precisaria e os israelitas mereceriam.
A escolha da ementa não passou pela mão do director, mas foi inteligente e actual. Quase tão boa como a prestação dos alunos do 1.º ano de Restauração - variante Mesa/Bar que hoje estiveram irrepreensíveis.

β
PORTUGALIDADE
– O site Buzzfeed identificou "28 palavras que a língua inglesa deveria roubar a outras línguas". O jornal Observador reproduz a notícia e dá conta de há uma palavra portuguesa no rol: “desenrascanço”.
E não há duvida nenhuma que é uma palavra bem portuguesa e digna de orgulho. Digna de orgulho porque somos bons nisso, “the last minute improvisation of a hasty but perfectly sound solution; pulling a MacGuyver”.
Na lista dos brits estão, ainda, “tsundoku”, do japonês, que quer dizer comprar e acumular livros que nunca lemos, “jayus”, do indonésio, uma piada tão mal contada que não resistimos a rir dela, “utepils”, do norueguês, beber uma cerveja ao ar livre num dia de sol, ou “shemomedjamo”, do georgiano, continuar a comer apesar de estarmos cheios, por estar a saber tão bem.

γ
TRUQUE
– No dia a dia é preciso preparar reuniões, é preciso agendá-las, tratar do que se vai trata, enfim, criar a coisa. Mas não há dúvida nenhuma que há uma altura em que a coisa pode estar já a tornar-se tão redonda que não meio de acabar... Como disse um dia um primeiro-ministro britânico, comparando com um discurso... "é como um love affair; qualquer idiota sabe começar um, mas pôr-lhe fim exige considerável competência”. Alguns truques (AQUI).

terça-feira, 17 de março de 2015

[2020.] Dia vencido – 17MAR2015

α
SERMÕES DE DIRETOR #07
– Anunciámos hoje, na imprensa, o protocolo que assinámos com o ISCIA, de Aveiro, e onde, entre outras coisas, desvendamos uma intenção relativamente antiga:

EPVL pondera abertura ao ensino superior
A cooperação firmada entre o ISCIA e a EPVL poderá passar, ainda – assim assevera o protocolo assinado em 17 de março – pela “estruturação e lançamento dos novos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTSP)” que vêm ocupar o espaço dos anteriores Cursos de Especialização Tecnológica (CET), em fase de extinção, “na área de actividade educativo-formativa comum à EPVL e ao ISCIA, e “de modo a que possam vir a ser registados pela DGES /MEC logo que o diploma legal seja publicado”. Os estudos de mercado e audição de todas as instituições potencialmente envolvidas serão ouvidas num processo organizado entre partes.
Nuno Castela Canilho, diretor da EPVL, a este propósito afirma: “A hipótese de termos na nossa escola oferta de ensino superior é um caminho que temos vindo a ponderar há alguns meses, e que parece estar a materializar-se com sucesso”. O gestor da escola mealhadense considera: “Abre-se esta perspectiva com o ISCIA, e com este protocolo, mas temos outras instituições de ensino universitário e politécnico com quem estamos a conversar e a criar laços estratégicos importantes que poderão culminar com a existência de ensino superior politécnico no concelho da Mealhada em breve”.
β
DIA DE SÃO PATRÍCIO
– Gosto da Irlanda. Hoje, Dia do patrono da Ilha Esmeralda, lembro as duas visitas que fiz à terra dos leprechauns. A primeira em 2006 ou 2007, em fevereiro, em que ficámos só por Dublin, e a segunda, em 2013, com uma visita de sul (Cork) a norte (Belfast), passando por Killkenny e, naturalmente, Dublin. E eu gosto da Irlanda. Dos almoços ao sol nos relvados, das Guiness ao fim da noite, das cantorias no The Celt, em Dublin, do estufado em Killkenny, dos pequenos-almoços com feijão branco. Gosto, definitivamente.
Roubo, a título de mera curiosidade, esta brincadeira publicada hoje no Observador, 10 curiosidades irlandesas.

1 – Foxrock é a única vila irlandesa que não tem pubs, os famosos cafés onde os irlandeses vão beber, sobretudo cerveja e uísque. O pub mais antigo da Irlanda chama “The Brazen Head” e foi criado no século XII.
2 – Os irlandeses são extremamente educados. Têm o hábito de repetir até à exaustão as palavras sorry (desculpe) e thank you (obrigado), mesmo em ocasiões em que elas são dispensáveis.
3 – Não existe conta de água na Irlanda, mas paga-se pelo lixo produzido. Apenas é recolhido lixo que esteja identificado com uma etiqueta que custa 3,50 euros. Se colocarem sacos de lixos na rua sem a dita identificação, os irlandeses habilitam-se a uma multa de 100 euros.
4 – Os irlandeses valorizam a palavra de honra de tal modo que não é preciso apresentar documentos para visitar um médico, registar uma ocorrência na polícia ou pedir o cadastro.
5 – O prefixo “Bally” é muito comum. Contam-se 64 cidades cujos nomes se iniciam por “Bally”, uma palavra de origem galesa que, em tradução literal, significa “sítio de”.
6 – Não há cobras na Irlanda, provavelmente por causa das temperaturas gélidas que se fazem sentir. Mas a lenda é outra: conta que São Patrício as expulsou da terra e atirou-as ao mar quando os répteis o decidiram incomodar enquanto jejuava por 40 dias.
7 – São um povo muito altruísta: a estatística diz que 70% da população irlandesa contribui para a caridade e quase 40% dedica parte do seu tempo a ajudar os outros.
8 – A harpa é um símbolo irlandês. Foi desenhada na primeira bandeira do país e faz parte da música tradicional. Significa a luta pela liberdade e independência da Irlanda desde que tentou fugir do controlo inglês.
9 – Dublin tem o maior parque natural da Europa. Chama-se Phoenix e tem duas vezes o tamanho do famoso Central Park, em Nova Iorque. São 700 hectares de área verde.
10 – É a terceira maior ilha da Europa e recebeu o nome de Ilha Esmeralda graças aos seus campos verdejantes. A Irlanda tem mais de 70 mil quilómetros quadrados.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

[2011.] Dia vencido – 27FEV2015


α
PÃO NOSSO DE CADA DIA – É um gosto observar para a Dona Olga - funcionária da EPVL responsável pela 'Padaria da Escola' - a amassar o pão, a tende-lo, e, depois, dar-lhe forma, cortá-lo e colocá-lo no forno. E esperar. Que coza, que seja sacudido. Para depois fazer o que lhe está na criação: Alimentar e dar prazer a quem o come. A manhã começou com esse prazer, esse cheio a lenha, a fumo, a pão quente. É uma ciência, é um prazer, é tradição, o 'Pão da Mealhada' é um segredo bem guardado, mas que tem de continuar a ser respeitado e mantido. Faremos a nossa parte.

β
RÓTULOS – "Fernando Pessoa - Sobre o Fascismo, a Ditadura Militar e Salazar" é um trabalho com edição de José Barreto, da Tinta da China, que deu origem ao texto "O nosso melhor poeta não era fascista", de Luís M.Faria, publicado na revista E, do Expresso, da semana passada (e que só hoje consegui ler). Noto no texto de Faria - não li o de Barreto - uma espécie de necessidade de justificar a ideia de que o rótulo de 'fascista' ou de 'salazarista' não se aplica a Fernando Pessoa - segundo o autor, apesar do poema nacionalista "A Mensagem" ou de textos do poeta na imprensa estrangeira, ou ainda de textos anteriores a 1932 em que o senhor dos heterónimos admitia reconhecer qualidades em Salazar. Como se escrever um poema nacionalista fosse sinónimo de se ser ou não salazarista. Que ideia mais redutora! O autor, dizia eu, precisa então, de colocar em Pessoa um novo rótulo... Então procura encontrar criticas (severas e duríssimas) ao Chefe do Estado Novo, e, por fim, recebe o rótulo de "Conservador de estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário" (Pessoa, 1935).
Absolutamente redutora esta mania dos rótulos.

γ
ESTADO ISLÂMICO – As imagens daquelas bestas de barba e turbante a destruir as estátuas pré-islâmicas no Iraque, no Museu de Mossul, fizeram-me lembrar a narrativa e o desenlace do filme "Agora", em que os cristãos, comandados por Cirilo, destroem a grandiosa Biblioteca de Alexandria. Sem querer desculpar os cristãos - também nessa altura umas boas bestas - a verdade é que já se passara, pelo menos dezasseis séculos, e já era tempo de o homo sapiens ter aprendido e evoluído qualquer coisa. Nomeadamente a saber preservar a herança histórica e a cultura - mesmo que pagã ou fora do nosso enquadramento intelectual. Só posso lamentar a pouca capacidade que os homens revelam em evoluir.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

[2006.] Dia vencido – 24.II.2015

α
ALMOÇO TEMÁTICO EPVL – Hoje foi dia de mais um almoço temático da EPVL. Desta vez "Sabores em Família" com uma temática interessantíssima, desenvolvida pelo Chefe Luís Lavrador e pelos alunos do 2.º ano de Restauração Cozinha/Pastelaria, e muito em voga, na senda dos aproveitamentos. Uma refeição soberba servida no “A Prova dos Novos”, na Pampilhosa, pelos alunos do 1.º ano de Restaurante/Bar.
Para entrada tivemos “O que houver”, um conjunto de vários apontamentos como um vol-au-vent, uma manteiguinha com algo e salsa, salmão fumado com funcho ou uma tosta com patê de atum e azeitonas.
Logo a seguir uma sopa triunfal: “A descomplicação da sopa”, um prato com metade de creme de cenoura e outra metade de creme de feijão, com bacon e enchidos desidratados, um apontamento de batata e couve. Absolutamente soberbo.
Bochecha de porco com camarão salteado, arroz de frutos secos e misto de legumes foi o prato principal “A dismistificação do peixe e da carne”. Uma coisa divinal.
Mas como sempre o melhor estava para o fim. “A alegria dos doces”, gelado, crepe, um crocante soberbo e um gateaux de chocolate de ir às lágrimas.
Há efectivamente profissões difíceis. Ser diretor de uma escola com estes talentos não é uma delas.

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SERMÕES DE DIRETOR #05
 – Ainda na senda da reflexão de sábado, no Cenáculo de Aveiro, a verdade é que ser escuteiro treina-nos para a auto-avaliação e para o planeamento e para o método do projecto... Mas não é por causa disso que deixa de ser um grandessíssimo quebra cabeças haver destreza mental para conseguir em fevereiro determinar que cursos abrir em setembro de 2015 para colocar no mercado jovens profissionais em julho de 2018. A complexidade da coisa é especialmente insuflada quando se mandam mais de trezentos emails para autarcas, IPSS, e acima de tudo empresários de todos os ramos, de toda a região – auscultando o mercado e procurando recolher opiniões sobre as necessidades do mercado em 2018 – e se recebem 12 respostas... menos de 5%...
Reconheço que não é fácil para um empresário ter uma visão prospectiva a 3 ou 4 anos, especialmente quando ninguém educa os nossos jovens e adultos para isso. Mas ajudava ter mais apoio... Tornava menos arriscada a decisão de quem tem que agir, agora, e escolher. Valeram os 12 contributos, que se revelaram importantíssimos! Só assim se garante empregabilidade, trabalhando para o sucesso e não para as estatísticas!

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SERMÕES DE DIRETOR #06 – Li, hoje, no Jornal de Notícias que “Todos os anos, mais de 150 mil alunos ficam retidos no mesmo ano de escolaridade, o que já aconteceu a quase 35% dos jovens com mais de 15 anos”. Considera o Conselho Nacional de Educação, numa recomendação aprovada ontem por unanimidade que a retenção é prática enraizada na sociedade e na cultura escolar, “apesar dos efeitos negativos”. Claro que ninguém acredita que possa haver efeitos positivos – para além do que possa considerar-se o efeito do castigo – na criança ou no jovem que vai voltar atrás num percurso escolar. Segundo o Conselho Nacional de Educação “os alunos chumbados não melhoram os resultados e são mais propensos a nova retenção, à desmotivação, à indisciplina e ao abandono escolar”... É possível.
Mas o Conselho Nacional de Educação não ataca a questão central – que é a evidente falha do sistema na componente vocacional e na determinação vocacional dos jovens, não...para quê gastar mais dinheiro com a reciclagem de docentes para esse fim ou com a contratação de psicólogos vocacionais e escolares? – o melhor é sempre o mais fácil: “Entre outras medidas, o CNE recomenda ao Governo a reavaliação da adequação das provas finais de 4.º e 6.º anos, a revisão das condições de acesso à prova final do 9.º ano e das implicações das provas finais no prosseguimento de estudos, bem como a melhoria da avaliação interna das aprendizagens, contrariando a tendência de contaminação pelos processos de avaliação externa”.
A solução é acabar com os exames e com os chumbos, é pôr os professores a passar os alunos todos sem qualquer espécie de referencial. E assim diminuiu-se o número de retenções. Claro! O que é que interessa que os alunos não tenham conhecimentos, competências ou atitudes? O que interessa é que não chumbem!...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

[1996.] Dia vencido – 21.II.2015

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Cenáculo de Aveiro – Participei hoje como orador no 13.º Cenáculo Regional de Aveiro. Foi uma honra e um gosto. Partilhei o microfone com o João Vilarinho, dirigente da Gafanha da Nazaré que fez parte do 1.º Ciclo do Cenáculo Nacional e da Equipa Projecto do 2.º Ciclo, onde eu partipei como representante da Região de Coimbra, há 13 ou 14 anos...
O tema do plenário para que fui convidado era “Realiza-te”, procurando salientar as soft skills e outras competências que o escutismo dá, naturalmente, aos jovens e que podem consubstanciar-se numa vantagem na hora de encontrar trabalho e valorização profissional.
Mas o que me deu mais gozo foi, de facto, o perceber que a Geração Cenáculo está a cumprir o compromisso que assumiu quando subscreveu a Carta do Cenáculo. Encontrar o Vilarinho, tantos anos depois, e lembrando-me de outras pessoas – como a Diana Cardoso, a Tucha Ferreira, a Diana Santos – que há mais de uma década, como caminheiros assumiram 'Ser Cenáculo', e continuam hoje a lutar pelos mesmos ideiais, a contribuir para o engrandecimento e aperfeiçoamento da associação baseado no aprofundamento da participação dos jovens – especialmente dos caminheiros – nas tomadas de decisão e na vida da associação.
Não há muitas coisas que me deem mais gozo do que olhar para trás e perceber que cumpri!

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Aniversário CPCJ Mealhada
– A comemoração dos 22 anos da fundação da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens assinalou-se hoje e teve honras de festa, com a realização de uma conferência e de um jantar, dois momentos que contaram com a presença da Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal.
A festa realizou-se graças à hiperactividade e nervo da presidente, Paula Andrade, que nos pôs a toque de caixa a realizar uma grande actividade com os nervos em franja... Não foi fácil, há que reconhecer. Mas tudo correu bem e no final de contas... “foi bonita a festa pá!”.
Intervenções como a do presidente da CPCJ Nacional, Armando Leandro, e da própria PGR, interessantíssimas, engrandeceram de sobremaneira uma comemoração de aniversário. O problema vai ser no 25.º aniversário... vai ser dificil superar!

γ
Mais um serviço EPVL – O jantar oferecido pela CPCJ à PGR e de convívio dos autarcas e antigos e atuais membros da CPCJ da Mealhada foi servido pelos alunos da EPVL dos cursos de restauração e hotelaria e gestão. A Procuradora Geral da República fez questão de, pessoalmente, me endereçar os parabéns aos nossos alunos e às duas professoras que coordenaram o serviço. A senhora PGR disse-me que nunca tinha participado num jantar assim – servido por alunos em processo formativo – e que tinha observado grande requinte, grande qualidade, cuidado e simpatia. A sexta figura no protocolo do Estado Português dirigiu-nos palavras de muito conforto, elogio e reconhecimento.

Muito orgulho.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

[1992.] Dia vencido – 19.II.2015

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Jantar Vocacional On – Os alunos do Curso Vocacional de Hotelaria e Gestão da EPVL (equivalência ao 9.º ano) ofereceram esta noite aos seus familiares e professores um jantar no “A Prova dos Novos”. Na segunda-feira começam o seu primeiro período de estágio – em Mesa/Bar e Gestão – e entenderam mostrar o que valiam aos que mais próximo deles estão, antes do embate com o mundo real. Correu muito bem. Parabéns a eles e à primeira responsável por esse sucesso, a Professora Diana Jorge.
Confesso que a ideia de abrir um Curso Vocacional de Nível Básico na EPVL começou por me agradar – por uma série de razões – depois assustou-me um bocado... e até me fez arrepender quando comecei a ver as professoras do curso de cabelos em pé! Em boa hora escolhemos o professor Luís Capela para ser o Diretor de Turma... porque de outra forma as coisas até seriam muito piores. Mas hoje, ao ver que estes jovens encontraram uma coisa em que são bons, a recolher rasgados elogios, a mostrar empenho, sensibilidade, perfecionismo e brio, penso que em boa hora arriscámos e o resultado é fantástico.
São dificeis de aturar? Muito. São um desafio à resistência e à paciência de um professor? Demais! Mas também são capazes de feitos fantásticos, de mostrar que ninguém, nunca, lhes poderá dizer que o mundo real não é para eles, ou que não são capazes.
Podem ter sido, um dia, as franjas de um sistema. Podem ter sido, um dia, as sobras de uma escola qualquer. Mas hoje, a nível técnico, a nível profissional, são brilhantes para a sua idade e para o pouco tempo de percurso formativo técnico que tiveram.

São os mais ofuscantes EPVL. Espero que possam continuar e mostrar que “Ser Profissional Vale Mais!”

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Avaliar 2 – Dez pessoas dizem mal. Do pior possivel. Cem pessoas dizem bem. Sem ter de o fazer. Uns olham para os dez e choram. Outros olham para os cem e cegam. Outros avaliam e pensam!


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

[1987.] Dia vencido – 16.II.2015

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Voluntariado EPVL – É um orgulho trabalhar numa escola onde cidadania não é apenas o mote de uma frase bonita num projecto educativo! É real! É feito de ações concretas de jovens que se voluntariamente preferem estar num dia de férias na escola a fazer 700 sandes para crianças e a seguir ainda ir ajudar a coordenar o desfile! Ser profissional é do melhor!

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Pós-Carnaval
– Eu sei que me fica mal dizer isto, mas eu arrisco (força do hábito). No ano passado, com o rei conhecido (Kiko Pissolato), o Carnaval da Mealhada da Mealhada teve pouco mais de 3000 bilhetes oficialmente vendidos. Ontem sem rei conhecido, depois de uma manhã chuvosa e com uma tarde cinzenta, entraram cerca de 4000 pessoas no recinto. Vai alguém dizer que as pessoas vêm ao Carnaval da Mealhada (e pagam os 5 euros) para ver o rei? É que os números dizem precisamente o contrário!

γ
Avaliar – Há momentos em que me sinto mesmo bem nas equipas em estou. E a cultura de avaliação inspira-me. Hoje, depois de um dia cheio de emoções como o de ontem, reunimos a direcção da ACB ao almoço para avaliarmos o dia e o carnaval. Talvez seja por causa da importância deste passo na organização de actividades – o da avaliação – que a ONU decretou o ano de 2015 como o Ano Internacional da Avaliação. Não será?

sábado, 14 de fevereiro de 2015

[1984.] Dia vencido – 14.II.2015

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Jantar de finalistas da Isa – Hoje foi dia de participar no jantar de finalistas da minha primeira afilhada, a Isa, que em janeiro fez 18 anos. O jantar de finalistas continua a ser um momento importante na vida dos adolescentes e não deixa de ser curiosa a comparação que fazemos com o nosso... e com a ideia peregrina de ter decidido ir de fato preto e camisa amarela ao meu baile de finalistas...
Os tempos mudaram, mas o jantar de finalistas continua a ser o baile de debutantes dos jovens portugueses. E hoje senti-me muito feliz em participar no jantar de finalistas da Isa.

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Countdown para o Carnaval
– Amanhã é o dia, a prova de fogo, o dia para o qual tantas noites ficaram por viver... Há, naturalmente, ansiedade, esperança, alegria, alguma tuburlência. Mas nesta fase, os dados estão lançados e nada mais há a fazer.

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Namorados EPVL – Mais uma iniciativa, hoje, Dia dos Namorados, em que a EPVL se associa ao Serviço de Acção Social da Câmara da Mealhada e oferece um almoço a cerca de 30 casais das IPSS do concelho da Mealhada para assinalar a data e o que lhe está subjacente. Uma iniciativa que se desenvolve no âmbito da responsabilidade social da escola, e que se consolida como uma oportunidade educativa para os alunos dos cursos de Restauração da EPVL, nas variantes Cozinha/Pastelaria, Mesa/bar e Hotelaria e Gestão.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

[1947.] Abraço armilar


Recebemos na tarde de hoje, 20 de janeiro de 2015, a visita do Eng. José Abreu, o interlocutor da Fundação Portugal Africa em Moçambique e um grande amigo da EPV...L. O Eng.º Abreu procurou saber junto dos alunos moçambicanos da EPVL (Angelica, Isabel, Camadias e Lourenço) como estava a correr a integração, como estava a sua situação em termos de aproveitamento e recolher algumas informações.
Houve ainda tempo para uma reunião de trabalho com o diretor da escola, a diretora pedagógica e o gerente João Pega (antigo diretor da EPVL). Em cima da mesa esteve o programa de cooperação para 2015 entre a EPVL e a Escola Domingos Sávio, em Inharrime, e entre a EPVL, o Governo Moçambicano, a Fundação e a Universidade Católica Portuguesa.